Em 1o de abril,  o Exército Brasileiro (EB) rejubila-se ao prestar uma justa homenagem aos integrantes da Arma de Engenharia, na figura de seu ilustre patrono o Tenente-Coronel João Carlos de Villagran Cabrita.

As origens da Arma de Engenharia remontam ao período do domínio português, quando as necessidades impostas pela defesa da Colônia conduziram à construção de inúmeros fortes que, ainda hoje, pontilham estrategicamente o vasto território nacional, constituindo-se em testemunhas perenes do nascimento da engenharia militar em nosso País.

A Transferência da Corte portuguesa, no início do século XIX, trouxe consigo o Real Corpo de Engenheiros, embrião da Engenharia Militar brasileira; e, em 1855, foi criado o 1º Batalhão de Engenheiros, hoje Batalhão Escola de Engenharia, primeira Unidade de Engenharia do nosso Exército.

Em 1962, o EB reconheceu, merecidamente, o Tenente-Coronel João Carlos de Villagran Cabrita como patrono da Arma de Engenharia. Tal escolha deveu-se ao fato deste bravo soldado ter se imortalizado no comando do 1º Batalhão de Engenheiros, na Campanha da Tríplice Aliança, protagonizando uma das mais belas páginas da História Militar brasileira, na epopéia da conquista da Ilha de Redenção, feito que marcou favoravelmente a retomada da atitude ofensiva e foi decisivo para a vitória dos aliados, na Guerra da Tríplice Aliança.

Desde sua origem, a Arma do Castelo Lendário tem realizado feitos inéditos e grandiosos que contribuíram e contribuem para projetar o nome do EB no País e, principalmente, o nome do Brasil no cenário mundial, consagrando o lema do “Braço Forte e Mão Amiga”.

Dentre os inúmeros feitos, vale ressaltar a atuação da Engenharia: – na península itálica, durante a Segunda Guerra Mundial, onde a Engenharia da Força Expedicionária Brasileira, além de ter sido a primeira tropa a travar contato com o inimigo, deixou marcas de sua atuação no apoio ao movimento, principalmente, pela organização do terreno e construção de pontes; nas missões humanitárias de assistência para remoção de minas na América Central (MARMINCA) e América do Sul (MARMINAS); na República Popular de Angola, no período de 1995 a 1997, e na República do Haiti, desde 2005, onde o Brasil se fez e se faz representar, dentre outras tropas, por uma companhia de engenharia de força de paz, perenizando o seu trabalho, bem como marcando os corações e mentes das populações assistidas nesses países; nas ações cívico-sociais, de ajuda humanitária e de apoio à defesa civil nos rincões mais remotos do País, como tivemos a oportunidade de presenciar, recentemente, nos lamentáveis episódios das enchentes que assolaram todas as regiões do Brasil; e nas missões operacionais voltadas para o desenvolvimento nacional, salientando um acervo invejável de realizações que incluem inúmeras obras rodoviárias, ferroviárias, aeroviárias e hidroviárias, onde as tropas são arduamente adestradas, ratificando o espírito inovador e empreendedor do engenheiro.

Atualmente, com os olhos voltados para o amanhã, os integrantes da Arma Azul Turquesa buscam pelo conhecimento, habilidade e versatilidade, associados aos eternos valores e tradições que norteiam a atuação da Força Terrestre, objetivos mais amplos que se descortinam num futuro bem próximo e marcham unidos por um mesmo ideal de aperfeiçoar a atuação da Arma de Engenharia, tornando-a cada vez mais coesa e capacitada a acompanhar as mudanças que estão sendo implementadas em decorrência do Processo de Transformação do nosso Exército.

As transformações em curso determinaram a intensificação dos estudos para a criação de estruturas para flexibilizar e otimizar o emprego do pessoal e dos meios da arma, por meio da utilização do conceito de modularidade, possibilitando que a Engenharia aumente o apoio em profundidade às tropas empregadas em 1º escalão, cumprindo com mais eficácia, eficiência e efetividade as suas missões de apoio à mobilidade, à contramobilidade, à proteção das tropas, à proteção ao meio ambiente, o controle de aquavias e, sobretudo, a cooperação com o desenvolvimento nacional e o apoio à defesa civil.

Portanto, evocar a memória de todos os que nos antecederam, destacando a coragem, o estoicismo, a abnegação, o espírito pioneiro e, sobretudo, o amor à Pátria, nos enche de orgulho e nos inspira para que continuemos na busca incansável de um futuro promissor e cada vez mais glorioso para a Arma de Engenharia.

Assim fazendo estaremos, mais uma vez, contribuindo para os próximos tempos do Exército de todos os brasileiros.

“Quer na paz, quer na guerra, a Engenharia fulgura sobranceira em nossa história”.

FONTE: EB

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  1. Luis 10 de abril de 2011 at 18:37 #

    E o atual comandante do EB é um engenheiro.

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