Durante a LAAD 2011, a Elbit mostrou uma torreta não tripulada do blindado Guarani do modelo UT30BR. Um detalhe da torreta, sendo parte do requisito do Exército Brasileiro, é um Sistema de Alerta Laser (LWS – Laser Warning System) com cobertura de 360 graus. O sistema oferecido pela Elbit é o modelo E-LAWS (Elbit – Laser Warning System). O E-LAWS atua junto com um Sistema de Gerenciamento de Ameaça (Threat Management System) que mostra a direção, fonte e tipo de ameaça com alerta de áudio e visual. O sistema pode atuar no modo manual, semi-automático e automático.

A foto abaixo mostra duas antenas do E-LAWS bem no centro da foto, do lado dos lançadores de granadas fumígenas.

Um LWS tem a função de proteger o blindado contra armas apontadas com apoio de telemetros laser ou armas guiadas a laser. Ao ser iluminado por feixe de raio laser de um telemetro, apontador ou iluminador laser, os tripulantes tem alerta da direção da ameaça e podem tomar medidas defensivas como se movimentar, se esconder ou lançar cortinas de fumaça.

Os LWS não são armas infalíveis. Com táticas simples é possível anular suas capacidades. Um blindado equipado com um canhão apoiado com uma mira computadorizada com telemetro laser pode evitar alertar sua presa simplesmente apontando o telemetro para um alvo próximo. No momento do disparo a mira é colocada no alvo real. A precisão do disparo pode diminuir, mas as chances de acertar podem aumentar em relação a um alvo tomando medidas defensivas. O mesmo blindado pode usar o telemetro laser para tentar detectar possíveis posições inimigas e alertar seus LWS. Se tomarem medidas defensivas automáticas, como lançar granadas fumígenas, as posições inimigas serão facilmente detectadas.

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José Carlos V. Cinquini

Quem era Osama Bin Laden? Após 11 de setembro de 2001, quase todas as pessoas, mesmo as mais desligadas das preocupações do mundo contemporâneo, sabiam responder a essa pergunta. Osama passou a ser o personagem que emprestava sua imagem para representar o terrorismo e todos os “inimigos sem rosto”, sem bandeiras de nações, aqueles que muitas vezes são chamados de fundamentalistas.

Antes de 2001, quase ninguém, como é meu caso, tinha ouvido falar do “tal” extremista saudita. A única grande citação na mídia sobre seu nome, era a da responsabilidade do atentado ao USS Cole, no porto do Iêmen, em 12 de outubro de 2000. No entanto, minha vida e a da grande maioria da população ocidental continuava normalmente, primeiro porque esses atentados sempre ocorriam em locais distantes do Ocidente. Antes do terrorismo, do “inimigo sem rosto”, estávamos acostumados somente com os grandes conflitos, que eram travados entre as nações empunhando suas bandeiras como os cruzados empunhavam a cruz.

Com os ataques de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas, ao Pentágono e a tentativa de derrubar um avião sobre a Casa Branca, o mundo ocidental começou a temer esse inimigo invisível chamado “terrorismo”. Logo de início, os principais culpados foram identificados e o líder da organização terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, tornou-se o homem mais procurado do mundo. A partir daquele momento o terrorismo e todo mal que ele causava tinha um rosto, tornava-se pessoal. Com a ética ocidental baseada no “olho por olho, dente por dente”, a justiça tinha que ser feita, era preciso chegar até os culpados por tamanha atrocidade.

Os Estados Unidos da América empreenderam, a partir de outubro de 2001, uma campanha militar no Afeganistão, aonde a Al-Qaeda agia sob o manto de proteção do Taleban, e logo depois, em 20 de março de 2003, foi a vez de combater o Iraque, que também apoiava as ações terroristas. No Iraque, a invasão levou à queda do ditador Saddam Hussein e na implantação de um governo democrático formado pelos próprios iraquianos. No Afeganistão, o regime do Taleban foi seriamente destabilizado e também foi implantado um regime democrático, respeitando as relações tribais afegãs. Mas até hoje, em algumas regiões o controle era impossível, pois o grande responsável, o grande herói da causa fundamentalista, Osama Bin Laden ainda estava foragido e mandando seus recados, fazendo assim crescer ainda mais o mito sobre sua pessoa.

Ontem à noite, o presidente norte-americano Barack Obama, fez um discurso em que anunciava oficialmente a morte do terrorista mais procurado da história. Osama Bin Laden estava morto e a missão tinha sido cumprida, o povo norte-americano e ocidental poderia dormir tranqüilo, pois o mundo está mais seguro.

Apesar da sensação de dever cumprido, de que a justiça foi feita e da eliminação da “personificação” do terrorismo, infelizmente essa guerra está longe do fim. O “chefão” foi eliminado, mas o terror ainda continua vivo, e talvez muito pior agora, pois ele voltou a não ter um rosto. Para levar a paz e a democracia aos povos dominados pelo fundamentalismo islâmico e proteger as sociedades ocidentais de outros ataques como o de 11 de setembro, a espada ainda terá que ser usada. De preferência, com bastante Inteligência, como foi a operação que matou Bin Laden.

José Carlos V. Cinquini é professor de História.

FOTO: BANARAS KHAN/AFP/Getty Images

 

A morte de Osama bin Laden em Abbottabad, cidade militar a duas horas de Islamabad, em um ataque de um comando americano, deixou em posição incômoda o governo do Paquistão, suspeito de falta de determinação na luta contra a Al-Qaeda e acusado de dar refúgio a terroristas.

Durante anos, os ocidentais acreditaram que o homem mais procurado do mundo estava escondido nas regiões tribais inexpugnáveis do noroeste do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão, bastião dos talibãs paquistaneses aliados da Al-Qaeda.

No entanto, ao invés de se esconder em uma gruta distante das cidades, Bin Laden estava – desde quando? – em uma mansão, cerca de 80 km a noroeste da Islamabad, próximo de uma bela cidade turística, Abbottabad, sede de uma academia militar.

O presidente americano Barack Obama elogiou a ajuda do Paquistão e indicou que havia ligado para seu colega Asif Ali Zardari para dizer que era um momento “histórico” para ambos os países.

Mas, ao que parece, os Estados Unidos executaram a operação sem advertir as autoridades paquistanesas, que não foram informadas da operação, justificando a violação da soberania do Paquistão pela “obrigação legal e moral de agir”, afirmou um alto funcionário da administração Obama.

“Osama bin Laden morreu na periferia de Abbottabad” pouco depois da meia-noite, indicou um comunicado do Ministério paquistanês das Relações Exteriores.

“A operação foi desenvolvida pelas forças americanas em virtude de sua política, segundo a qual Osama bin Laden seria eliminado em uma operação direta das forças americanas em qualquer parte do mundo”, acrescentou o ministério no comunicado, sem confirmar abertamente que o Paquistão não tinha sido avisado da operação.

“Este fato mostra nossa preocupação de que terroristas que pertencem a diversas organizações encontram refúgio no Paquistão”, disse nesta segunda-feira o ministro do Interior da Índia, P. Chidambaram.

Os analistas consideram que o Paquistão corre o risco de represálias por parte dos talibãs paquistaneses, aliados da Al-Qaeda. Para muitos, pode haver uma intensificação da onda de atentados que foram desencadeados em 2007 devido ao apoio do governo paquistanês concedeu à “guerra contra o terrorismo” travada pelos Estados Unidos.

Mais de 4.200 paquistaneses morreram em cerca de 450 atentados -em sua maioria suicidas- nos últimos três anos.

O primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Raza Gilani, classificou a operação de “grande vitória” contra o “terrorismo”, mas admitiu que não sabia os detalhes.

As relações entre os serviços secretos americanos e paquistaneses passaram por um momento conturbado após a detenção por várias semanas de um agente da CIA que tinha matado dois paquistaneses no começo de 2011.

Em meados de abril, o militar americano de mais alta patente, o almirante Mike Mullen, acusou os integrantes dos serviços secretos paquistaneses de manter relações com a rede Haqqani dos talibãs afegãos, cuja retaguarda está nas zonas tribais.

Autoridades americanas acusam o aparato militar e os serviços de inteligência de fazer “jogo duplo” com os islamitas.

O site Stratford Global Intelligence se perguntava nesta segunda-feira se o Paquistão sabia que Bin Laden estava escondido em Abbottabad.

“Abbottabad é uma cidade de guarnição com uma academia militar. As pessoas vão perguntar o que Bin Laden fez para estar lá”, disse o jornalista paquistanês Rahimullah Yusufzai, um dos maiores especialistas dos talibãs e da Al-Qaeda.

“Isso pode aumentar a pressão sobre o Paquistão e suscitar investigações sobre o número dois e outros altos membros da Al-Qaeda, que também poderão se esconder” no Paquistão, disse Yusufzai à AFP.

Abbottabad, batizada em homenagem a seu fundador, o major James Abbott, mantém características arquitetônicas de seu passado colonial, como o cemitério, a igreja e o clube de cavaleiros ingleses.

FONTE: AFP, via UOL

Osama bin Laden está morto

Bin Laden está morto e EUA têm seu corpo

RIO – Com base em fontes do governo americano, a emissora de televisão “CNN” informou na noite deste domingo que o terrorista Osama bin Laden está morto. Ainda de acordo com as fontes citadas pelo canal, os Estados Unidos têm o corpo de Bin Laden.

O presidente americano, Barack Obama, fará um pronunciamento em breve pela televisão. Tudo indica que o assunto de sua fala será a morte de Bin Laden.

O anúncio da morte do terrorista vem quase dez anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington. Líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden sempre foi tido como um dos mentores dos ataques.

FONTE: O Globo

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