O perigo nas fronteiras do país. A Estratégia Nacional de Defesa. A entrada de armas e drogas. O Canal Livre recebe o general Augusto Heleno, ex-comandante militar da Amazônia, e o jornalista Roberto Godoy. Domingo, 23h30.
Por Jorge Bastos Moreno – BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff ainda não engoliu a recente declaração do ministro da Defesa , Nelson Jobim, e estava inclinada a demiti-lo. Esta semana, Jobim deu entrevista assumindo publicamente ter votado, nas eleições presidenciais do ano passado, no adversário da petista, o tucano José Serra. Alguns ministros e até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentam demover a presidente da ideia.
Nesta sexta-feira à noite, Dilma e Lula jantariam em Brasília. O assunto indigesto seria levado para a mesa. Neste sábado, a presidente terá uma conversa particular com Jobim no Rio, depois da solenidade de sorteio das chaves para a Copa de 2014.
Em evento no Rio nesta sexta-feira, Lula saiu em defesa de Jobim e tentou minimizar o assunto.
- Nunca me preocupei em perguntar aos meus amigos em quem votam. Voto é uma coisa sagrada, é secreto, e cada pessoa vota em quem quer. Jobim não foi convidado para o meu governo por causa do voto dele. Foi convidado para o meu governo pelo que poderia fazer no Ministério da Defesa. Um homem da qualidade do Jobim, da competência do Jobim, é o único que vi em condições de construir um Ministério da Defesa, de aprovar o plano estratégico da Defesa, e acho que isso foi feito – disse Lula.
Isso eu não admito
- Está cheio de gente que votou no Serra e gosta de mim hoje. Pode ter gente que votou em mim e gosta do Serra… A gente não pode fazer política achando que quem não votou na gente é pior do que quem votou.
Novas declarações de Jobim podem determinar sua saída
Na segunda-feira, o ministro da Defesa participa de um programa de entrevista na TV. Um auxiliar de Dilma admitiu que ela estava muito irritada e que novas declarações de Jobim sobre o tema podem levar a presidente a tornar oficial o que era ainda apenas um desejo.
Esta semana, em entrevista para o site da “Folha de S. Paulo”, Jobim admitiu que não votou em Dilma nem participou de sua campanha. Ficou afastado. Disse que, numa reunião da coordenação política, ainda no governo Lula, tocou no assunto. Alegou que não poderia gravar mensagem de apoio à candidatura de Dilma por ser amigo de Serra. Por ser ministro do governo petista, também estava impedido de fazer campanha para o tucano. Lula, segundo Jobim, teria concordado em não o envolver na campanha presidencial.
Os petistas não gostaram. O secretário de comunicação do partido, André Vargas (PR), vem criticando Jobim no Twitter. Outros fizeram coro.
Dilma acha que Jobim está reiteradamente desafiando a sua autoridade de presidente.
- E isso eu não admito – teria dito ela.
Oficialmente, o Planalto sustenta que a saída de Jobim não está em discussão. O vice-presidente Michel Temer também diz que não é caso para tanto. Segundo um amigo, Dilma poderá superar o episódio se Jobim tiver a modéstia de procurá-la para pedir desculpas.
- Ela pode se derreter. A raiva dela passa logo – comentou esse amigo.
Fonte: O Globo
Estreou na última semana em São João del Rey a primeira websérie brasileira sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Inspirado em uma história real de três pracinhas mineiros, ela irá contar em 5 capítulos semanais a saga da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na sua mais sangreta batalha, a de Montese.
A produção é 100% mineira, que conta no seu elenco principal grandes atores mineiros como Adriano Gilberti, José Roberto Pereira e Leonardo Fernandes (eleito melhor ator de Minas pelo Prêmio Simparc 2011).
Numa parceira inédita no Estado, a série será exibida através do Portal Uai, empresa do grupo Diários Associados, um dos maiores grupos de mídia do país. Além da web, o jornal Estado de Minas e a TV Alterosa/SBT farão uma série de reportagens sobre o assunto, dando ao espectador mais do que entretenimento e sim conhecimento sobre um período tão importante da história do Brasil e mundial.
Você que gosta de séries de guerra não pode perder! Os dois primeiros capítulos já estão disponíveis na rede pelo site oficial e o terceiro capítulo sai no dia 02 de agosto!
Site Oficial: http://www.heroisdafeb.com.br/
Blog Oficial: http://heroisofilme.blogspot.com/
FONTE: Jovem Nerd News / COLABOROU: Bruno Correia
Brasília, 28/07/2011 – Quando 2011 chegar ao fim, cerca de 16.500 jovens que prestam o Serviço Militar Obrigatório estarão aptos a enfrentar o mercado de trabalho em igualdade de condições com aqueles que não tiveram uma passagem da vida no quartel.
A projeção é feita pela Subchefia de Mobilização (SUBMOB) do Ministério da Defesa, órgão responsável por coordenar o Projeto Soldado Cidadão. Criado em 2004, o projeto visa investir na formação profissional do jovem, para que ele saia da corporação capacitado a realizar atividades mais integradas ao cotidiano civil. O Soldado Cidadão alcança 134 municípios de todo o país.
Somente na última quarta-feira (26), 91 diplomas foram entregues a alunos que passaram pela Escola Técnica da Ceilândia, cidade-satélite do Distrito Federal. Segundo o DEPMOB, a expectativa é de mais de 60% dos jovens que passam por essa experiência estejam empregados quando concluírem o serviço militar.
A qualificação oferecida pelo Soldado Cidadão se dá em diversas áreas. Há desde cursos em serviços gerais (eletricistas, pedreiros, marceneiros, pintores) até áreas mais específicas, como aprovisionamento (cozinheiros, padeiros, garçons), transportes (mecânicos, motoristas, pintura automotiva), saúde (auxiliares de laboratório e de farmácia) e informática (montagem e manutenção de redes, webdesigner).
A ação envolve organizações militares e entidades civis de ensino profissionalizante pertencentes ao Sistema “S”: SENAI, SENAC, SENAT e SENAR. Os militares realizam os cursos em dois meses, no horário do expediente. A qualificação é destinada, principalmente, a jovens carentes ou em situação de risco social.
Segundo o almirante Marcos Silva Rodrigues, que participa da coordenação do projeto, o Soldado Cidadão provou ser uma maneira eficiente de abrir novas oportunidades de vida para quem já deu baixa do serviço militar. “Quando se oferece um curso desses a um jovem que teve sua primeira experiência profissional nas Forças Armadas, abre-se o horizonte para que ele tenha um futuro melhor”, garante.
Somente em 2010, o Projeto formou 14.800 jovens. No mesmo ano, o Ministério da Defesa instituiu o “Prêmio Melhor Gestão do Projeto Soldado-Cidadão”, com a finalidade de incentivar e divulgar boas práticas de gestão no Projeto.
Anualmente, cerca de 1,6 milhão de jovens do sexo masculino atinge a faixa etária destinada à prestação do Serviço Militar Obrigatório. Desse total, cerca de 90 mil ingressam nas Forças Armadas.
FONTE: Ministério da Defesa
1. Um relatório do Departamento de Estado reflete o resfriamento das relações com a Argentina após o chamado “incidente do avião”, através do qual o governo argentino decidiu confiscar material militar norte americano que chegou no aeroporto de Ezeiza em fevereiro passado para treinamento de agentes da Polícia Federal .
2. Sugestivamente, uma das áreas onde esse resfriamento se expressa é na referida Defesa. Lá, ao contrário do que era o padrão, a Argentina não figura mais com seu status de “aliado estratégico” fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), deferência especial que ganhou há mais de dez anos.
3. A nova descrição feita pela diplomacia norte americana em relação aas relações com a Argentina está expressa no chamado “Background note”, um relatório de rotina do Departamento de Estado que é elaborado periodicamente sobre os países com os quais mantém relações.
4. O mesmo ocorreu com aquele que descrevia o apoio das relações bilaterais em relação aos interesses “comuns e estratégico”. Agora só fala de interesses “comuns”, com a omissão da consideração anterior de “estratégicos”. O relatório abrange o período de setembro do ano passado até o mês atual. Atinge desta forma um dos momentos mais difíceis na relação entre a Casa Rosada a Casa Branca.
5. Foi o período em que a Casa Rosada não escondeu seu descontentamento com o fato de que o país não estava na agenda da primeira viagem à região do presidente Obama, que sobrevoou o país para ir do Brasil ao Chile. O relatório reitera, assim como no ano passado, as dúvidas sobre o valor das estatísticas oficiais do país em relação com a intervenção do INDEC (IBGE da Argentina), ocorrida em 2007.
FONTE: La Nación
Foi divulgado o edital para o concurso público da Polícia Militar do Estado de São Paulo. O edital, publicado na última segunra-feira, 25 de jlho, regerá o concurso público para preenchimento das 2.663 vagas oferecidas pelo Serviço Auxiliar Voluntário.
São requisitos para concorrer a uma das vagas ter ensino fundamental completo e idade entre 18 e 23 anos, entre outras exigências.
Os soldados temporários receberão R$ 1.090 (dois salários mínimos) e desempenhão serviços administrativos, serviços auxiliares de saúde e defesa civil para contratos de até dois anos.
O período de inscrição vai do dia 8 de agosto até o dia 2 de setembro e será ser feito exclusivamente pela internet, pelo site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br). A taxa de inscrição é de R$ 20. Estudantes que estiverem desempregados ou recebendo até dois salários mínimos mensais PODERÃO TER DESCONTO DE 50%.
Brasília, 26/07/2011 – Prestes a assinar um plano binacional com a Colômbia, o Brasil decidiu envolver o Peru nas conversações sobre ações conjuntas de proteção às fronteiras. Brasil, Colômbia e Peru dividem um limite amazônico comum, à margem do rio Solimões (AM). Selvas e rios dessa tríplice fronteira têm sido utilizados com frequência em atividades ilícitas, em especial aquelas ligadas ao narcotráfico e ao contrabando.
“O Brasil tem um excelente relacionamento internacional na área de Defesa com o Peru. Ambos os países estão empenhados em estabelecer um melhor controle na região fronteiriça”, afirma o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi.
Nesta terça-feira (26), De Nardi reúne-se em Lima com seu contraparte peruano, o general Luis Ricardo Howell Balena, para informar as bases do plano binacional de segurança fronteiriça com a Colômbia. As conversações se dão no âmbito do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), lançado pelo governo brasileiro no início de junho.
Capitaneado pelos ministérios da Defesa e da Justiça, o PEF prevê a atuação integrada entre órgãos de segurança pública e as Forças Armadas na repressão aos ilícitos, além de ações de cooperação com países vizinhos para intensificar a fiscalização nas fronteiras.
Os acordos bilaterais são importantes tendo em vista a especificidade dos delitos fronteiriços. Como esses ilícitos normalmente iniciam num país e são consumados em outro, é mais difícil articular as ações de combate ao crime – tanto em termos práticos, quanto do ponto de vista legal. Os acordos bilaterais dão viabilidade jurídica e operacional a essas ações.
O plano binacional com a Colômbia deve ser assinado na primeira semana de agosto. A intenção é criar uma espécie de blindagem, ao longo dos 1.645 km de fronteira entre os dois países, que iniba a atuação de criminosos e permita que as comunidades que vivem na região possam se integrar social e culturalmente.
Segundo o general De Nardi, o Brasil respeita a soberania dos países limítrofes. Por isso, não tomará nenhuma iniciativa que possa criar dificuldades para as nações vizinhas. “Estamos trabalhando no sentido de promover maior coesão com esses países”, diz. “Só com ações conjuntas teremos condições de superar esse enorme desafio que é transformar as fronteiras em espaços de maior integração”.
Nos últimos anos, Brasil e Peru têm intensificado a cooperação em matéria de vigilância na fronteira amazônica. Em 2009, os dois países assinaram o “Compromisso de Rio Branco”, declaração conjunta com uma série de medidas para a integração fronteiriça, como o incremento da cooperação na vigilância do espaço aéreo e as jornadas bilaterais cívico-militares nas bacias dos rios comuns.
O acordo com a Colômbia, por sua vez, será o primeiro a ser assinado pelo Brasil após o lançamento do Plano Estratégico de Fronteiras. A intenção do governo é usá-lo como modelo, estendendo esse tipo de negociação com os outros nove países com os quais o Brasil faz fronteira.
FONTE: Ministério da Defesa
Rio de Janeiro – No período de 17 a 20 de maio, o Centro de Avaliações do Exército (CAEx) acompanhou a realização de testes antiminas executados na avaliação da Viatura Blindada de Transporte de Pessoal – Média de Rodas (VBTP-MR) – Guarani.
Os testes foram realizados pela empresa IBD, acompanhada por especialistas da Divisão de Veículos de Defesa da IVECO do Brasil, no Campo de Provas da empresa TDW, localizado na cidade de Schrobenhausen, na República Federal da Alemanha.
Durante o teste, a viatura foi submetida à explosão de minas anticarro de seis quilogramas de explosivo do tipo trinitrotolueno (TNT), sendo a primeira sob a roda mais próxima do motorista, e a segunda, sob a roda mais próxima do banco da guarnição.
Os efeitos das explosões na tripulação e guarnição da viatura blindada foram medidos, por meio de manequins padronizados, de acordo com requisitos estabelecidos em normas internacionais, que simulam as dimensões, as proporções de peso e articulação do corpo humano (dummies). Os manequins foram devidamente fardados e equipados com capacete e colete à prova de balas, conforme situação de combate a ser enfrentado pelos ocupantes do Guarani.
O teste evidenciou que a viatura possui elevada capacidade de proteção à integridade física da guarnição embarcada contra ameaça antiminas. Cabe acrescentar que a viatura Guarani utilizada para testes é fabricada especificamente para este fim, apenas com a blindagem e rodas.
FONTE: Exército Brasileiro

Ministro da Defesa desde 2007, nos governos petistas de Lula e Dilma, Nelson Jobim votou no tucano José Serra na eleição presidencial do ano passado. A afirmação é do próprio Jobim, que garantiu no entanto que Dilma sabia de sua escolha.
A declaração foi feita em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de São Paulo. O jornal publica a entrevista nesta quarta-feira (27). Ao comentar seu afastamento da campanha eleitoral em 2010, Nelson Jobim falou sobre uma reunião de articulação política do governo, na qual externou sua impossibilidade de fazer campanha para Dilma Rousseff.
“Em uma reunião de articulação do governo, da qual eu participava, eu levantei o seguinte problema. Eu disse: ‘Olha presidente (Lula), eu estou com um problema. De um lado, por razões pessoais eu não tenho condições de fazer campanha para a ministra Dilma, uma vez que sou amigo íntimo do Serra. (…) Por outro lado eu tenho também um impedimento de natureza institucional de fazer campanha para o Serra”. (…) Aí o Lula disse: “Olha Jobim, fique fora disso. Eu sei claramente das suas relações com o Serra. Sei que você tem uma amizade íntima com o Serra de muitos anos”. E avisou ao Padilha: “Olha, não envolvam o Jobim na campanha”. E eu votei no Serra”, contou o ministro da Defesa.
Nelson Jobim garantiu, ainda, que Dilma tinha ciência da escolha do ministro. “Ela sabia”, disse Jobim. “O problema é quando você esconde, fica fazendo dissimulações. Daí dá problema. Eu não costumo fazer dissimulações, então não tenho dificuldades”, completou.
Sobre a permanência ou não no governo federal, Jobim citou o sambista Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar”. “Se a gente fica tentando marcar prazos e tempos só cria problemas e você não cria soluções. Então deixa as coisas correrem. As coisas vão andando. No momento em que as coisas resolverem sair, sai”, afirmou.
Na entrevista, Jobim também voltou a afirmar que a maioria dos documentos sobre a ditadura militar foram queimados, e que não seria possível mais apurar as responsabilidades pela destruição dos arquivos.
“Internamente não. Não tem como. Como você não tem formalização do processo de incineração, você não tem como identificar de quem partiu o ato”, disse o ministro da Defesa.
FONTE: Jornal Sul 21
Homens do Esquadrão Anti-Bombas foram acionados para verificar uma suspeita de bomba em Santíssimo (Zona Oeste do Rio).
O objeto, que seria um artefato explosivo, foi encontrado por um gari numa lixeira na Rua Paulo Afonso, em frente ao número 701, onde funciona um posto avançado da Comlurb.
Policiais militares chegaram ao local onde estava o artefato por volta das 8h30, assim que foram chamados pelo lixeiro.
A área foi isolada pelo Esquadrão Anti-Bombas e o caso está sendo registrado na 35ª DP (Campo Grande).
FONTE/FOTO: Jornal do Brasil/J Marque folhapress
5º Seminário: A TRANSFORMAÇÃO DA DEFESA NACIONAL
“Estrutura, recursos e capacidades para enfrentar os desafios do século XXI”.
Data: 27 e 28 de Julho/Rio de Janeiro-RJ
Local: Auditório do Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85. Parque do Flamengo.
Inscreva-se aqui.
Santa Maria (RS) – A chegada de um novo lote de blindados da família Leopard, no mês de junho, possibilitou ao Centro de Instrução de Blindados desenvolver os Cursos de Operação da Família de Blindados Leopard. Nesse lote, desembarcaram a Viatura Blindada Especializada Lança-Pontes (VBE L Pnt), a Viatura Blindada de Combate de Engenharia (VBC Eng) e a Viatura Blindada de Combate – Carro de Combate (VBC – CC).
As VBC Eng, VBC L Pnt e VBC – CC LEOPARD 1 A5 BR foram utilizadas como meio de instrução, simulando as atividades desenvolvidas em operações militares. 57 Oficiais e Sargentos de Organizações Militares do País frequentaram os cursos.
O CIB é a Organização Militar (OM) que possui, como uma de suas missões, planejar e conduzir cursos e estágios, presenciais e a distância, destinados à especialização e extensão de oficiais e sargentos ocupantes de cargos e funções em OM blindadas/mecanizadas.
Assim, no dia 15 de julho, foi realizada a formatura de encerramento dos Cursos de Operação da Família de Blindados Leopard. O evento foi presidido pelo Comandante da 3ª Divisão de Exército, General-de-Divisão Sergio Westphalen Etchegoyen, e contou com a presença de autoridades civis, militares e familiares dos Estagiários.
FONTE: Exército Brasileiro
João Fernando de Oliveira, Presidente do IPT
A ciência no Brasil caminha a passos largos. Em 2010, nossos pesquisadores publicaram 50 mil trabalhos em revistas científicas, colocando o País na 13a posição neste ranking. Apesar disso, quando o assunto é inovação estamos em uma discreta 47a colocação. Qual é o problema? “Falta, no Brasil, um ambiente propício à inovação”, diz João Fernando de Oliveira, presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Para ele, isso é fruto, em parte, de uma mentalidade equivocada que colocou em campos opostos pesquisadores e iniciativa privada. Em entrevista à DINHEIRO, Oliveira fala sobre os esforços do IPT para fazer essa ponte.
DINHEIRO – Por que a ciência no Brasil não consegue gerar inovação?
JOÃO FERNANDO DE OLIVEIRA – Se olharmos pela perspectiva histórica, nossa ciência ainda é jovem. Temos a idade dos Estados Unidos como nação, mas começamos a consolidar a estrutura de pesquisa quase dois séculos depois dos americanos. Na década de 1750, a Universidade da Pensilvânia tinha um grande pesquisador chamado Benjamin Franklin. Ele descobriu a energia elétrica, ajudou a escrever a Constituição do país e ainda publicou inúmeros livros. No mesmo período, nosso herói nacional, Tiradentes, estava sendo enforcado porque ousou lutar pela liberdade. Mas, apesar desse atraso, pode-se dizer que nossa ciência vai bem.
DINHEIRO – Como assim?
OLIVEIRA – Nos últimos dez anos, a pesquisa avançou quatro vezes mais no Brasil do que a média de crescimento de todo o mundo nessa área. Em 2006, estávamos em 21º lugar no ranking de publicações de trabalhos científicos e hoje ocupamos a 13ª posição, com cerca de 50 mil publicações.
DINHEIRO — Como é possível ser bom em ciência e não em inovação?
OLIVEIRA – A ciência brasileira cresce muito rápido e o número de citações em trabalho internacionais também avança, o que significa dizer que a nossa ciência não é de má qualidade. Mas esse não é o fator primordial para que a ciência se transforme em aplicações práticas. Isso só é possível com o que se convencionou chamar de inovação.
DINHEIRO — Por que ainda não conseguimos seguir esse caminho?
OLIVEIRA – Há inúmeros motivos. Um deles é que o ambiente empresarial brasileiro está sufocado por encargos altos e carga tributária pesada, o que limita a capacidade de investimentos. Além disso, os mecanismos financeiros de apoio à pesquisa para inovação estão sempre conectados à participação de uma instituição pública.
DINHEIRO — Mas no que isso é ruim?
OLIVEIRA – O setor acadêmico produz conhecimento, mas as empresas não conseguem se apropriar disso porque existe um descompasso entre oferta e demanda. Além disso, falta uma ligação entre o mundo acadêmico e o empresarial. O setor acadêmico tem de entender por que a ciência não se transforma em aplicação e tentar atuar no sentido de resolver esse problema. Transformar conhecimento em aplicação é o que chamamos de processo de inovação. Ele começa com o conhecimento básico sobre um tema, seguido pelo desenvolvimento de soluções, o teste para checar a viabilidade econômica e o escalamento da solução para definir um pré-piloto industrial até o desenvolvimento do negócio, em cima da solução. Somente a partir daí é que o negócio se transforma em renda, emprego e desenvolvimento.
DINHEIRO — Onde estaria o nó nessa equação?
OLIVEIRA – A parte do negócio as empresas sabem fazer bem, o mesmo vale para as universidades em relação à produção de conhecimento. A fração intermediária, que é desenvolver o produto, testar a tecnologia e demonstrar sua viabilidade econômica, é que se constitui em um elo perdido.
DINHEIRO — Isso decorre do fato de que essa parte do processo tem um custo elevado, sem garantia de resultados favoráveis?
OLIVEIRA – Sem dúvida. É mais custo do que benefício. No mundo acadêmico, os professores têm como principal valor o reconhecimento pelo trabalho realizado. E isso é obtido pela divulgação da pesquisa em publicações do setor. E essa atividade não possibilita isso. Pelo contrário, por uma questão de confiabilidade, não se pode divulgar informações sobre o processo. E, no caso dos agentes privados, esta etapa se constituti apenas em risco. Os empresários ficam ressabiados de investir em algo que vai ter como resultado somente conhecimento e não se transformará, necessariamente, em um produto para suas linhas de montagem. Ou seja, estamos falando de um trabalho que não gera prestígio acadêmico nem lucro financeiro.
DINHEIRO — O que podemos fazer para resolver essa situação?
OLIVEIRA – Nos países da Europa e nos Estados Unidos essa tarefa é assumida pelos centros de pesquisa e desenvolvimento das empresas privadas. Nesses locais, o ambiente sempre foi favorável para isso tanto no campo privado quanto no governamental. O Bell Labs (braço de pesquisa da empresa de telefonia americana AT&T) é um dos maiores exemplos. Entre um acadêmico descobrir que é possível fazer um tubo de cristal líquido com iluminação por trás e isso se tornar uma tevê de LCD, gasta-se muito dinheiro sem produzir nada. Na Europa e nos EUA as empresas têm um entendimento claro sobre esse processo e investem bastante em pesquisa.
DINHEIRO — Por que os inventores brasileiros, desde Santos Dumont, não conseguem reconhecimento e, muito menos, ganhar dinheiro com suas criações?
OLIVEIRA – Falta um ambiente propício para isso, desde a questão cultural e legal até organizacional. Santos Dumont criou o relógio de pulso, porém a ideia foi apropriada por Cartier. Os irmãos Wright, dos Estados Unidos, faziam os experimentos aeronáuticos escondidos, pois não queriam que ninguém copiasse seus projetos. Santos Dumont, ao contrário, realizava seus testes em locais públicos com o intuito de mostrar que os brasileiros eram capazes de alcançar grandes feitos. Em relação à questão legal, existem inúmeras amarras governamentais que engessam e atrasam a liberação dos recursos em convênios entre institutos de pesquisa e empresas. Sem falar na burocracia, que é uma grande inimiga da inovação. Na Califórnia, você abre uma empresa online em 15 minutos. E, em um mês, começa a vender ações para os fundos de capital de risco. Por isso este Estado se tornou o centro da revolução digital.
DINHEIRO — E qual tem sido a contribuição do IPT para ajudar a mudar esse quadro?
OLIVEIRA – Nos últimos três anos, o IPT passou por um forte processo de modernização de suas estruturas. Esse trabalho foi feito graças à injeção de R$ 100 milhões no período 2008-2010. Outros R$ 50 milhões estão sendo aplicados pelo governo estadual neste ano. Além disso, nós captamos cerca de R$ 150 milhões junto a organismos de fomento, como BNDES e Finep.
DINHEIRO — É com estes recursos que a entidade está montando novas estruturas, como o laboratório de estruturas leves e o centro de tecnologia canavieira?
OLIVEIRA – Sim. O primeiro já entrou em operação, e o trabalho é feito em parceria com indústrias do segmento de mobilidade: aeronáutica, automotiva, além do setor de petróleo e gás. A unidade funcionará como uma fábrica de protótipos para as empresas. Faremos ensaios que validarão o processo produtivo do início ao fim.
DINHEIRO — Já existem clientes?
OLIVEIRA – Temos projetos contratados com a Embraer e diversos fornecedores da Petrobras. O valor cobrado é adequado para empresas de grande porte e também para as pequenas, que recebem a subvenção de entidades como o Sebrae, parceiro do projeto. O principal indicador de sucesso não será o faturamento do IPT, mas a capacidade de induzir novas tecnologias nas empresas.
DINHEIRO — O sr. defende uma lei específica de licitações para a área de tecnologia?
OLIVEIRA – A lei 8.666 é um entrave para todo funcionário público honesto que deseja fazer algo de forma rápida. Isso vale para todos os setores da administração. Acredito que há outra maneira de gerir a coisa pública no Brasil: por meio da distribuição de responsabilidades na cadeia hierárquica e com uma auditoria forte. Os eventuais desvios devem ser julgados de forma rápida e as punições cabíveis, aplicadas.
DINHEIRO – O IPT já testou isso?
OLIVEIRA – Sim. Nosso processo de compra de equipamentos passava por repetidas autorizações de gerentes e diretores. Um total de 25 passos até a efetiva aquisição do produto. Hoje, são apenas oito etapas. Quem pisar fora da linha é punido. Uma lousa eletrônica que demorava 18 meses para ser comprada agora é adquirida em até 20 dias. Tudo feito dentro da lei.
DINHEIRO — O sr. arriscaria dizer quando o Brasil entrará em um novo patamar científico baseado na inovação?
OLIVEIRA – A ciência brasileira já ocupa a 13ª posição no mundo, o que mostra que estamos no caminho certo nessa área. O problema é que no ranking de inovação aparecemos apenas em 47º. É difícil imaginarmos em quanto tempo equalizaremos essa posição, em relação ao tamanho de nosso PIB, no cenário global. Estimo que levaremos, no mínimo, 20 anos, para atingir esse patamar. Isso, no entanto, pode ser apressado, caso tiremos as amarras que fazem com que nosso ambiente não seja propício à inovação. É preciso conseguir fazer antes e melhor que os competidores. A Apple é um modelo a ser seguido. Ela é capaz de lançar produtos inovadores de forma rápida, com altíssima qualidade e vendidos a preços baixos.
SAIBA MAIS:
O norueguês Anders Behring Breivik, que confessou ser o autor do massacre que deixou 76 mortos na sexta-feira (22), na Noruega, afirmou que trabalhava em conjunto com “duas outras células” para combater a “dominação muçulmana” no país.
“O acusado fez depoimentos hoje que exigem maiores investigações, inclusive afirmando que ‘há mais duas células em nossa organização’”, disse o juiz Kim Heger em coletiva de imprensa após a primeira audiência de Breivik.
A polícia já investigava a possibilidade de Breivik ter cúmplices. Em interrogatório neste fim de semana, contudo, ele afirmou ter agido sozinho.
Na corte, Breivik não quis se declarar culpado. Ele explicou ao juiz que não se considera culpado pois precisava ter cometido estes atos para enviar “um forte sinal” aos noruegueses e proteger o país contra a “invasão” dos muçulmanos.
O juiz Heger determinou que Breivik fique detido por oito semanas, até 22 de agosto, metade das quais deve ficar em solitária e isolamento –sem cartas, telefonemas ou contato com sua família ou a mídia.
Normalmente, o acusado é levado à corte a cada quatro semanas enquanto os promotores preparam o caso, para que o juiz possa aprovar sua contínua detenção. Em casos de crimes sérios ou quando o réu é confesso, é comum este período ser ampliado.
Breivik foi indiciado por atos de terrorismo. O juiz afirmou que sua confissão e outras evidências encontradas pela polícia permitem o indiciamento.
O norueguês de 32 anos disse ainda ao juiz que quis induzir a maior perda possível ao governista Partido Trabalhista, para que não consiga mais recrutar novos filiados.
Ele acredita que o partido falhou com o povo ao não protegê-lo de uma “tomada muçulmana” e o preço desta traição foram os ataques de sexta-feira –um carro-bomba detonado perto da sede do governo, em Oslo, e um tiroteio em um acampamento de jovens na ilha de Utoeya, que deixaram 76 mortos.
Breivik, definido como um fundamentalista cristão, islamófobo e ultradireitista, queria transformar a audiência desta segunda-feira em uma ampla declaração de suas crenças perante o juiz e a imprensa.
Ele afirmou em seu manifesto na internet, publicado antes dos ataques, que apareceria na corte de uniforme e faria uma longa defesa de sua tese.
A audiência, contudo, foi realizada a portas fechadas, um esforço para evitar que um palanque do extremismo. A sessão durou cerca de 35 minutos.
Segundo Geir Lippestad, advogado do acusado, Breivik acredita que seus crimes foram “atrocidades, mas necessários” e que não merece nenhum castigo por eles.
ATAQUES
Na primeira ação, um carro-bomba explodiu próximo à sede do governo, no centro de Oslo, matando oito pessoas. No segundo ataque, Breivik atirou contra os participantes de uma colônia de férias da juventude do Partido Trabalhista (no poder) na ilha de Utoya, 40 km a oeste da capital, provocando ao menos 68 mortes.
Os dois ataques foram cometidos com apenas duas horas de diferença. A hipótese mais sólida era de que o suspeito tinha ativado o carro-bomba que explodiu na capital para depois seguir em direção à ilha, situada a cerca de 40 quilômetros da capital.
Breivik disse à polícia de Oslo ter agido “sozinho” no massacre. Mas depoimentos de alguns sobreviventes deram a entender que poderia haver outro atirador.
Um documento de 1.500 páginas redigido aparentemente pelo norueguês revela que o ataque já era preparado desde o outono (boreal) de 2009.
O documento, publicado na internet diariamente, inclui um manual sobre como montar bombas e um discurso contra o Islã e o marxismo.
FONTE: Folha/Agências Internacionais
Batalhões de Engenharia do Exército que tocam projetos em rodovias federais são o novo foco de desvio de dinheiro público. Justiça Militar e MP apuram denúncias
Procuradoria de Justiça Militar, Ministério Público Federal e Tribunal de Contas da União apuram o envolvimento de militares em fraudes nas obras do PAC
Investigações revelam um novo braço de fraudes e irregularidades nas obras do Programa de Aceleração de Crescimento, o PAC: os Batalhões de Engenharia do Exército. A Procuradoria de Justiça Militar, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União apuram o envolvimento de militares no roubo de materiais de construção, favorecimento de empresas, direcionamento de licitações e atrasos. O Exército brasileiro tornou-se uma das grandes empreiteiras do PAC com participação em obras de relevância nacional, como rodovias, aeroportos e o Projeto da Transposição do Rio São Francisco. O orçamento verde-oliva é superior a R$ 2 bilhões e pelo menos 2,7 mil homens atuam nos canteiros.
Uma das principais obras do PAC, a duplicação da BR 101, no Nordeste do país, foi dividida em seis lotes. Cinco estão nas mãos de empreiteiras, com fortes indícios de fraude, má execução e pagamento de propina, como aponta a Polícia Federal. O último lote é executado pelo 2º Batalhão de Engenharia do Exército. A Procuradoria de Justiça Militar em Recife já denunciou militares envolvidos com o furto de material de construção em alguns trechos da obra. O delito torna-se mais grave em obras públicas e que se arrastam há anos. A previsão era de que a obra ficasse pronta no fim de 2011, mas os próprios órgãos do governo federal atestam que o cronograma está comprometido. Entre as justificativas, a devolução de um lote, antes sob responsabilidade do Exército, para a iniciativa privada.
A BR 163, na divisa do Mato Grosso e Santarém, no Pará, também é feita no modelo que mescla lotes militares e privados. O 8º Batalhão de Engenharia de Construção controla cerca de 1.000km, entre Santarém e Rurópolis, também no Pará. Cinco convênios foram firmados entre o Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) e Exército para a construção da rodovia, somando mais de R$ 300 milhões. O último relatório do TCU aponta sobrepreço de serviços — num total de R$ 5,6 milhões — e deficiência por parte do Dnit na prestação de contas. O tribunal também já identificou irregularidades na atuação dos militares nas obras da Transposição do São Francisco.
Laranjas
A organização criminosa — denunciada pelo Ministério Público Militar no mês passado pelo desvio de R$ 11 milhões do Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro — manteve o “bem-sucedido” modus operandi para abocanhar também contratos do PAC. Relatórios do Ministério Público mostram que um coronel e um major do Exército, denunciados como cabeças do grupo, ficaram responsáveis por convênios entre o Departamento de Engenharia e Construção e o Dnit.
O grupo atuava em conluio com uma rede de empresários e laranjas. Segundo a denúncia da Procuradoria Militar, o coronel, que serviu ao IME de 1991 a 2005, tinha contato direto com dirigentes do Dnit e precisava de alguém de confiança e que tivesse conhecimento administrativo. Conseguiu, então, autorização para a liberação do capitão. Os dois aproveitaram a relação com dois empresários, que criaram seis empresas, para atender aos convênios.
“Isso obviamente não foi por acaso, eis que Marcelo e Edson (os empresários) eram sócios de empresas que forneciam bens e serviços no IME, principalmente no período em que o major Washington era chefe do setor de materiais (almoxarifado), considerando-se ainda que este oficial é concunhado de Edson”, aponta denúncia do Ministério Público, completando que o relacionamento deles não era estritamente pessoal. As empresas por eles constituídas eram formada por pessoas humildes, de baixo nível de escolaridade e com pequena renda familiar, inclusive moradores de áreas carentes e de risco. A denúncia foi recebida pela Justiça Militar, que autorizou o sequestro de bens de 10 dos 15 denunciados. A evolução patrimonial do grupo era incompatível com a renda.
Pelos ares
No Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, as obras estão sendo realizadas pelo 1º Batalhão em convênio com a Infraero. Já foram investidos R$ 250 milhões em projetos de terraplanagem, pista de pouso, taxiway e pátio de aeronaves. O TCU apontou problemas nos preços dos materiais e nos contratos. A Infraero afirma que as readequações de preços já foram feitas. Desde o ano passado, inquéritos estão em andamento para apurar as irregularidades. No estado, o Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar a formação de caixa 2, o uso pessoal das máquinas e até mesmo o aluguel do maquinário em outras operações do Exército.
Exército nega
De acordo com o Centro de Comunicação Social do Exército, não há indícios de prática de irregularidades por parte de militares nas obras do PAC a cargo do Exército. Entretanto, segundo a assessoria de imprensa militar, o Tribunal de Contas da União (TCU) e os órgãos de controle interno da Força identificaram problemas de execução em algumas obras. Entre elas, a BR 319, no Amazonas, em que há necessidade de revisão do projeto e de retrabalho de pavimentação de alguns trechos; e a BR 101, no Rio Grande do Norte e na Paraíba, onde foi constatado o atraso nas obras em razão de desapropriações, além da necessidade de revisão do projeto.
Inteligência
O Centro de Inteligência do Ministério Público Militar em Brasília prepara um reforço para a atuação de controle e prevenção de crimes militares. O grupo, sob o comando da procuradora Ione de Souza Cruz, fornece informações para as unidades da Procuradoria em todo o país, especialmente na análise de patrimônio e sociedades empresariais.
A partir de agosto, o centro terá programas de computador para facilitar cruzamento de dados e ampliar ações na área de inteligência.
FONTE: Correio Braziliense























Comentários recentes