Recentemente, na cidade paulista de Lins, a 2ª Cia Fuzileiros do 37º Batalhão de Infantaria Leve participou de “Instrução de Combate em Localidade”. A referida fração de tropa esteve no Haiti integrando a Força de Paz da Organização das Nações Unidas, no Haiti, bem como a “Força de Pacificação Anhanguera”, nos Complexos do Alemão e Penha, na cidade do Rio de Janeiro/RJ.
FONTE: EB
Há três dias, o 6º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes e Campo de Instrução de Formosa (6º GLMF/CIF) foi inspecionado por uma comitiva chefiada pelo Comandante do Exército, General-de-Exército Enzo Martins Peri. Além da formatura, visitou as instalações da Unidade e o Centro de Instrução de Artilharia de Foguetes, onde verificou o treinamento operacional do Sistema ASTROS II, executado em computadores. Esta Organização Militar deve receber um grande acréscimo no seu poder de fogo com a adoção do sistema ASTROS 2020, ora em desenvolvimento.
FONTE: EB
Medida institui regras para compra de produtos de defesa para o país, cria regime especial de tributação e promove meios para o desenvolvimento tecnológico nacional
Brasília, 29/09/2011 – A presidenta da República, Dilma Rousseff, assinou hoje, em cerimônia no Palácio do Planalto, medida provisória que estabelece mecanismos de fomento à indústria brasileira de defesa.
Preparada em conjunto pelos ministérios da Defesa; Ciência, Tecnologia e Inovação; Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Planejamento e Fazenda, a MP é um desdobramento do Plano Brasil Maior, lançado em agosto para aumentar a competitividade da indústria nacional, a partir do incentivo à inovação tecnológica e à agregação de valor.
Segundo a presidenta, a indústria de defesa incentiva todas as cadeias industriais de alta tecnologia, além de ter função estratégica para o país. “Em função da extensão de nosso território e do tamanho de nossas riquezas, o setor de defesa é imprescindível para a manutenção de nossas soberanias.”
Para Dilma Rousseff, esse segmento industrial proporciona ganhos que vão além da área de defesa, e abre a possibilidade para o desenvolvimento de tecnologias de domínio nacional. “Nosso satélite geoestacionário, que terá uso dual, militar e civil, é um bom exemplo de como funciona esse modelo. O primeiro, a ser lançado em 2014, será seguido por outro em 2019, que terá expressivo conteúdo brasileiro”, exemplificou.
O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que a nova medida provisória irá permitir que o Estado brasileiro influa positivamente na geração de tecnologia e na produção industrial, “não como investidor, excluindo a iniciativa privada, mas como regulador”, ressaltou. Para Amorim, o mundo vive um momento complexo, “onde não sabemos de onde vêm as ameaças externas, mas sabemos o que temos a proteger.”
Isenção tributária
A nova MP institui regras especiais para compra e contratação de produtos e sistemas de defesa para o país. Além de criar um regime especial de tributação, desonerando empresas do setor de encargos como o IPI, PIS/PASEP e Cofins, a MP diminui o custo de produção de companhias legalmente classificadas como estratégicas e estabelece incentivos ao desenvolvimento de tecnologias indispensáveis ao Brasil.
Atualmente, segundo a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC), órgão subordinado ao Comando do Exército Brasileiro, 186 empresas estão capacitadas para se beneficiar do novo regime. Incluem-se nesse espectro tanto companhias de menor porte quanto grandes fornecedoras das Forças Armadas, a exemplo da Avibras, Embraer, Helibras, Inbra e Odebrecht Defesa.
O conjunto de medidas constitui passo importante para viabilizar a Estratégia Nacional de Defesa (END), que tem como um de seus eixos norteadores a reestruturação da indústria brasileira de material de defesa. De acordo com a END, o atendimento das necessidades de equipamento das Forças Armadas deve estar atrelado ao desenvolvimento de tecnologias sob domínio nacional. Para tanto, menciona o documento, é necessário capacitar a indústria brasileira para que ela conquiste autonomia e tecno logias indispensáveis à defesa do país.
As isenções tributárias serão concedidas por cinco anos aos projetos submetidos e aprovados pelo Ministério da Defesa. Para candidatar-se ao regime tributário especial, as empresas deverão preencher requisitos previstos na norma, tais como terem sua sede ou unidade industrial no Brasil. Além disso, precisam comprovar ter conhecimento científico ou tecnológico próprio ou complementar por meio de parceria com instituição brasileira desse segmento. Os benefícios expressos na MP se estendem às compras de insumos necessários à produção e pesquisa, inclusive importados.
Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Defesa e Segurança (Abimde), o setor possui hoje 25 mil empregados e oferece 100 mil empregos indiretos. Com as novas medidas, espera-se uma duplicação desses valores num prazo relativamente curto, de apenas dez anos.
O presidente da Associação, Orlando José Ferreira Neto, chamou atenção para a importância da nova MP e para o impacto benéfico da medida nas exportações do país. “A indústria aeronáutica brasileira, onde entram setores equivalentes como o aeroespacial e o de defesa, é a única no campo de alta tecnologia a apresentar saldo positivo na balança comercial brasileira”, ressaltou. “A base industrial de defesa é uma alternativa real e imediata para ajudar o país a reverter esse quadro.”
Mercado especial
O mercado de defesa tem características próprias que o distingue dos demais setores industriais. A demanda por produtos de defesa é definida basicamente pelas compras governamentais, uma vez que o Estado é o único cliente. Essa peculiaridade é, inclusive, reconhecida em fóruns internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), que aceita o estabelecimento de regimes especiais para o setor.
É estreita a relação entre desenvolvimento científico-tecnológico nacional e indústria de defesa. Hoje, grande parte dos produtos eletrônicos no mercado possui insumos originários de pesquisas militares, que resultaram em equipamentos e sistemas de uso dual (militar-civil).
A necessidade de se eliminar a assimetria tributária em produtos de defesa foi reconhecida como requisito para o desenvolvimento da indústria de defesa tanto na Política Nacional da Indústria de Defesa (PNID, 2005) como na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP, 2008), sendo seu programa incorporado à Estratégia Nacional de Defesa (END, 2008).
TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE A MP DE FOMENTO À INDÚSTRIA DE DEFESA
1) Em que o consiste a nova Medida Provisória?
Trata-se de norma que institui regras especiais para compra e contratação de produtos e sistemas de defesa para o país. Ela cria um regime especial de tributação (denominado Retid), desonerando empresas que produzem equipamentos de defesa de encargos como o IPI, PIS/Pasep e Cofins. Além de diminuir o custo de produção de companhias legalmente classificadas como estratégicas, a MP estabelece incentivos ao desenvolvimento de tecnologias indispensáveis ao país. A medida preenche uma lacuna existente na legislação, passando a ser o marco legal para as obtenções de produtos de defesa e, consequentemente, para a reorganização da base industrial de defesa brasileira.
2) O que o Brasil ganha com o advento da nova lei?
A relação entre desenvolvimento científico-tecnológico nacional e indústria de defesa é estreita. A Estratégia Nacional de Defesa preconiza que essa indústria seja reorganizada tendo como objetivo maior o desenvolvimento tecnológico independente do país. Produtos de defesa impulsionam a economia como um todo, diferentemente do que se costuma imaginar. Seu desenvolvimento tem impacto direto sobre tecnologias que são utilizadas de maneira dual, ou seja, em benefício das áreas militar e civil. Em síntese, todos ganham com a publicação da nova lei: as empresas, porque terão melhores condições para contratar e produzir para os mercados interno e externo; os trabalhadores, porque terão mais empregos, sobretudo os de alta especialização; e a Defesa nacional, porque terá melhores condições de adquirir bens e serviços de interesse do país, dotando suas Forças Armadas de meios adequados para o exercício de suas atribuições constitucionais e legais.
3) Quais empresas de defesa poderão ser beneficiadas pelo regime especial de tributação?
O Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa (Retid) terá como beneficiárias as empresas que obtiverem o registro do Ministério da Defesa. Poderão obter os benefícios as empresas estratégicas de defesa e também as que participem da cadeia produtiva dos chamados produtos estratégicos de defesa. A isenção contempla o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a Contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
4) O que são produtos estratégicos de defesa?
A MP fixa o conceito desse tipo de produto. São considerados estratégicos os bens, serviços, obras ou informações utilizados em atividades de defesa, com exceção das de uso administrativo, que por seu conteúdo tecnológico, dificuldade de obtenção ou imprescindibilidade sejam de interesse estratégico para a defesa nacional. O conceito engloba equipamentos eletrônicos, munições, armas, embarcações, aviões, satélites, foguetes, veículos, fardas, rações, softwares e outros utilizados nas atividades finalísticas de defesa.
5) O que são empresas estratégicas de defesa?
De acordo com a MP, são estratégicas todas as empresas que receberem registro do Ministério da Defesa. Para obtenção desse registro, essas companhias terão que preencher requisitos previstos na norma, tais como terem sua sede ou unidade industrial no Brasil. Além disso, precisam comprovar ter conhecimento científico ou tecnológico próprio ou complementar por meio de parceria com instituição brasileira desse segmento. Os benefícios expressos na MP se estendem às compras de insumos necessários à produção e pesquisa, inclusive importados.
6) A partir de quando as novas medidas passam a valer?
A partir da promulgação da MP com sua respectiva publicação no Diário Oficial da União.
7) Quantos empregos serão gerados com a nova MP?
A Associação Brasileira das Indústrias de Defesa e Segurança (Abimde), entidade que congrega 144 empresas do setor, estima que as novas regras deverão possibilitar a geração de 23 mil empregos diretos e 90 mil indiretos.
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
(61) 3312-4070
Modelos ultraresistentes H2 e 53 garantem mais mobilidade e desempenho em campo
A Panasonic Solutions Company apresenta dois novos notebooks robustecidos da família Toughbook. Trata-se dos modelos H2 e 53, versões atualizadas dos notebooks H1 e 52, que chegam ao mercado com mais desempenho e versatilidade.
De acordo com o diretor da divisão Toughbook da Panasonic Solutions Company na América Latina, Luis Viloria, “as melhorias feitas nos notebooks fazem parte do objetivo da companhia em oferecer produtos mais funcionais, portáteis e com facilidade de conexão para os profissionais que necessitam de mobilidade e tecnologia confiável de última geração”.
“Diferentemente de computadores tradicionais, o Toughbook resiste a condições extremas de temperatura, ambientes inóspitos, choques, derramamento de líquidos e até quedas”, complementa João Alberto Simões, gerente Nacional da Panasonic no Brasil.
Com tela LED de 14″ mais compacta que a versão anterior, processadores Intel® Core™ e touchpad de grande dimensão, o Toughbook 53 é um computador semirrobusto que apresenta desempenho similar a um computador de mesa e resiste a quedas de até 59 cm. A nova versão traz ainda teclado com luz de fundo, tela sensível ao toque com tecnologia CircuLumin, banda larga móvel 4G LTE e câmera webcam integrada.
Já o tablet PC portátil Toughbook H2 é o mais robusto do setor. Resistente a quedas de até 1,80m, é voltado para profissionais que precisam de tecnologia segura em atividades que requerem deslocamento constante. Com tela LED de 10,1″ visível à luz direta do sol e resistência a todas as situações climáticas, o novo notebook apresenta as certificações 1 MIL-STD-810G e IP65 para proporcionar uma faixa completa de recursos wireless integrados, incluindo Wi-Fi, Bluetooth® e a banda larga móvel opcional 4G LTE ou Ericsson F5521gw WWAN. O H2 leva ainda baterias hot-swap de carregamento rápido para autonomia operacional máxima, leitor SmartCard e GPS integrado opcionais.
Os novos Toughboook são ideais para trabalhadores móveis de indústrias, como a de seguros, saúde, militar ou logística, construção e vendas, além de outras atividades que utilizam muitos dados e em que um laptop comercial comum não consegue suprir as necessidades do usuário.
Confiabilidade e tradição
Os computadores portáteis Toughbook são totalmente desenvolvidos nas instalações da Panasonic, certificadas pela ISO-9001 e ISO-14001, em Kobe, no Japão. A Panasonic fabrica internamente todos os principais componentes, exceto CPUs e os discos rígidos, e é a única fabricante de computadores portáteis sem fio que desenvolve e fabrica sua própria antena, a qual supera as exigências de rede sem fio das principais operadoras.
Aliados aos aspectos de robustez e durabilidade, os computadores portáteis Toughbook são os mais leves de seu segmento. Seu custo pode variar de R$ 5 mil a R$ 20 mil de acordo com o modelo e a configuração desejados para atender às necessidades específicas de cada comprador, em qualquer segmento.
Os notebooks Toughbook são comercializados pelo distribuidor autorizado CDC Brasil. Para mais informações, entre em contato por telefone (11) 3889-4184 ou e-mail atendimento.toughbook@br.
Sobre a Panasonic Solutions Company
A Panasonic Solutions Company (PSC), uma unidade da PanasonicCorporation of North America (NYSE: PC), fabrica e comercializa os notebooks Toughbook® em todo o território dos EUA e América Latina, incluindo o Brasil. A PSC oferece ao mercado há mais de 15 anos soluções móveis e introduziu a marca Toughbook em 1997. A empresa expandiu os limites da tecnologia de comunicação sem fio através de uma série de produtos, que vão desde notebooks totalmente robustecidos de uso industrial até computadores robustecidos ultraportáteis. A PSC também é a única fabricante de grande porte que possui controle total sobre o processo de produção, fazendo a criação, montagem e testes dos notebooks em sua própria fábrica. Como resultado, a empresa é conhecida por ter a menor taxa de falhas do setor. Usuários comerciais, industriais e do governo, multinacionais e pequenas empresas, todos podem contar com as soluções da companhia, sem se preocupar com questões de mobilidade.
Siga a marca Toughbook
A marca Panasonic Toughbook pode ser seguida em diversas páginas de mídia social, como Facebook, Twitter, YouTube, Flickr e Toughbloggers.com.
Panasonic Toughbook Brasil - www.panasonictoughbook.com.br
17ª Brigada de Infantaria de Selva, AvEx e órgãos governamentais contra delitos transfronteiriços
Está ocorrendo a “Operação Curare III”, com a finalidade de intensificar a presença do Exército Brasileiro junto à faixa de fronteira da Amazônia Ocidental Brasileira, reprimindo os delitos transfronteiriços e ambientais. Além da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, e do 4º BaVEx, participam Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), além de órgãos similares sediados nos Estados da Região Norte onde acontece a operação, Rondônia e Acre.
Junto com ações repressivas, há missões de patrulhamento e fiscalização, sendo também desenvolvidas ações de caráter cívico-social, com destaque para o atendimento médico e odontológico aos residentes na área de operações. Outra edição da Curare - nome de compostos químicos orgânicos conhecidos como venenos de flecha, extraídos da casca de certos cipós de plantas da região, que intensa e letal ação paralisante, embora sejam utilizados medicinalmente como relaxante muscular ou anestésico - ocorreu no início do presente ano.
FONTE: EB
Dias atrás, a 41ª Brigada Blindada da IV Divisão Blindada do Ejército da Venezuela começou a reequipar-se com material de procedência russa. Com Quartel General no Forte Pamaracay de Naguanagua, zona metropolitana da cidade de Valencia, capital do estado de Carabobo, e unidades orgânicas deslocadas também em Aragua, a Brigada está trocando seus franceses AMX-30B1 y AMX-13M51/C.90, vehículos de la serie AMX-13VTT y obuses autopropulsados AMX-13 Mle. F3 de 155/33 mm, por tanques T-72B1; veículos blindados BMP-3, nas versões BMP-3M (Combate de Infantaria), BMP-3K (Posto de Comando) e BREM-L Beglianka (Recuperador); morteiros autopropulsados 8×8 2s23 Nona-SVK de 120 mm; canhões bitubos antiaéreos ZU-23/ZOM-1-4 de 23 mm; lança foguetes múltiplos 9K51 BMP-21 Grad 40×122 mm; obuses autopropulsados 2S19 Msta-S de 152mm; blindados MT-LBu Posto de Comando/Control Tiro Artillería; além de caminhões táticos séries 6-ton 6×6 Ural 4320 y 4.5-ton 4×4 Ural 43206.
Fonte: Infodefensa.com/Carlos E. Hernández, Caracas.
Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil (foto) realizam, no período de 18 a 30 de setembro, no Campo de Instrução de Formosa, um treinamento de grande vulto. O exercício, denominado OPERAÇÃO FORMOSA 2011, tem por finalidade contribuir para a manutenção da condição de pronto-emprego dos meios dos Fuzileiros Navais, sendo o maior treinamento realizado pela Marinha do Brasil no Planalto Central.
A OPERAÇÃO FORMOSA 2011 envolve aproximadamente 2.000 militares, Aeronaves, Carros de Combate, Veículos Blindados de Transporte de Tropas, Veículos Anfíbios sobre Lagartas, Mísseis Anti-Carro, Mísseis Superfície-Ar, Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT) e Artilharia, entre outros meios de combate, que serão empregados de forma integrada em manobras militares.
Será também simulada uma Operação Anfíbia, considerada a mais complexa das operações militares. Visando a assegurar máximo realismo, todo o armamento será sempre empregado com a utilização de munição real. O exercício reveste-se de grande importância para o Corpo de Fuzileiros Navais, que, conforme determina a Estratégia Nacional de Defesa, é a força de caráter expedicionário por excelência.
Assim, a manutenção de sua condição de pronto emprego exige treinamento em variados ambientes operacionais, tais como áreas urbanas, selva, áreas ribeirinhas e cerrado. Esta condição de prontidão constante materializa a capacitação da Marinha do Brasil na proteção da Amazônia Azul e na defesa das instalações navais, portuárias, arquipélagos e ilhas oceânicas, além de assegurar a capacidade de atuação em Operações Internacionais de Paz e em Operações Humanitárias, em qualquer lugar do mundo, como é o caso do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais presente hoje no Haiti.
A existência de forças permanentemente prontas tem permitido à Marinha do Brasil responder imediatamente a um amplo espectro de crises, que variam desde o apoio aos Órgãos de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, na ocupação dos morros, em menos de doze horas após o acionamento, até o envio de assistência humanitária ao Chile, incluindo a montagem de um Hospital de Campanha, em menos de 48 horas, por ocasião do terremoto que atingiu aquele país em 2010.
No dia 30 de setembro, será realizada uma Demonstração Operativa que permitirá obter uma visão geral sobre o exercício realizado e sobre algumas capacidades da Marinha do Brasil e do Corpo de Fuzileiros Navais, em especial. Na ocasião, que contará com a presença de diversas autoridades civis e militares, todos os sistemas de armas utilizados durante o exercício serão empregados. Será também disponibilizada visita aos blindados utilizados nas operações nos morros do Rio de Janeiro, ao Hospital de Campanha, bem como às baterias de artilharia, que estarão desdobradas no terreno.
FONTE/FOTO: Tribuna News
Entre 5 e 10 de setembro um dos Destacamentos de Ações de Comandos do 1º Batalhão de Ações de Comandos do Exército Brasileiro adestrou-se com a Força Aérea Brasileira, como parte do Curso de Ações de Comandos. As ações compreenderam lançamentos noturnos de carga a partir de um C-130 do 1º Grupo de Transporte de Tropa, estacionado na Base Aérea dos Afonsos; o estabelecimento de balizamento de emergência, possibilitando o pouso de tal aeronave naquele aeródromo; missões simuladas de Guia Aéreo Avançado, em conjunto com as aeronaves de ataque A-1, orgânicas do 1º/16º Grupo de Aviação baseados em Santa Cruz; e, por fim, saltos operacionais a partir de um HM-3 do 2ºBAvEx, utilizando diversas técnicas. Fonte: EB
Sergio Leo
Nos últimos oito anos, seria inconcebível a participação brasileira na Assembleia-Geral das Nações Unidas sem Celso Amorim. O ex-ministro de Relações Exteriores, desta vez, não acompanhou nem os preparativos. Desde que foi convidado para comandar a pasta da Defesa, há quase cinquenta dias, segue a orientação da presidente Dilma Rousseff de evitar ações que possam ser interpretadas como competição com o Itamaraty, sua casa de origem. Mas foi na área externa a maior surpresa levada por ele às Forças Armadas, ao anunciar que o Brasil quer retirar as tropas estacionadas no Haiti.
“Não é minha primeira experiência fora do Itamaraty”, reagiu Amorim, ao admitir ao Valor que Dilma “tinha essa preocupação” em que ele levasse diplomatas para ajudá-lo no novo posto. Impressionou o Ministério da Defesa o fato de não ter levado para lá nenhum auxiliar, e de mostrar que pretende manter os nomeados pelo antecessor, Nelson Jobim, até no gabinete. “Quanto fui para a Embrafilme, levei só o Samuel Pinheiro Guimarães, que me ajudou muito, e uma secretária”, argumenta.
Em agosto, militares, na grande maioria da reserva, manifestaram irritação na imprensa, ao ser anunciada a escolha de um diplomata, e de esquerda, para ministério. Se há irritação nas tropas, está escondida. Dilma teve o cuidado de reunir Amorim com os comandantes das três forças, logo após a posse, para assegurar que não haveria mudanças bruscas. Além de ações simbólicas, como participar, no dia 4, pela primeira vez, da cerimônia mensal de troca da bandeira, ao lado do ministro, Dilma emitiu sinais muito concretos do prestígio de Amorim: verbas para a Defesa.
Na semana seguinte à posse, em agosto, Amorim almoçou com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Dias depois, o ministério do Planejamento liberava crédito suplementar de R$ 45 milhões para o programa Astros 2020, de lançamento de foguetes do Exército. Bem abaixo dos R$ 200 milhões (de um contrato de R$ 1,1 bilhão, no total) esperados pela empresa, mas o suficiente para recontratar funcionários e reativar as instalações paradas por falta de recursos.
A verba para a Avibrás – saudada pelos especialistas no setor como sinal para atrair potenciais clientes estrangeiros – foi motivo de intensas e frustradas pressões de Jobim sobre o ministério da Fazenda. Dilma também recompôs o orçamento da Pasta, como noticiou o Valor, aliviando o contigenciamento de verbas para Amorim, liberando em setembro R$ 900 milhões, com a promessa de liberar mais R$ 1,7 bilhão em outubro, dos R$ 4,3 bilhões congelados do orçamento de 201. A retenção desses recursos foi uma das razões para a saída de Jobim.
Desde que assumiu o novo posto, Amorim, quando não está viajando, realiza reuniões diárias para aprofundar-se nas tarefas de cada setor do ministério. Ele próprio calcula que as negociações para criação da Comissão da Verdade, que investigará violação de direitos humanos na ditadura, ocuparam um quinto de seu tempo, desde então, com telefonemas e encontros com líderes partidários. Enfrentou resistências na oposição, como a do líder do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto, que o acusou de “ideologizado”. Mas contou com a ajuda do ex-deputado José Genoíno, levado ao ministério por Jobim, a quem Amorim confiou boa parte dos contatos políticos.
O novo ministro tem feito viagens para conhecer instalações espalhadas pelo Exército, pela Marinha e pela Aeronáutica em todo o país. Na última, em Dourados (MS), ao acompanhar a operação Ágata 2, de controle militar e policial na fronteira, comoveu-se com estudantes do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Grande Dourados. “Nosso centro acadêmico se chama Celso Amorim”, informou uma das universitárias.
As viagens internacionais reduziram-se drasticamente, mas não foram extintas da agenda de Amorim, que, na segunda semana de setembro, viajou aos três países do Mercosul, a começar pela Argentina, onde assinou declaração conjunta com o ministro da Defesa do país vizinho, Arturo Puricelli, defendendo manutenção do Atlântico Sul como zona de paz. “Na América do Sul, o resumo de nossa política é: para dentro cooperação, para fora dissuasão”, repete o ministro, embora ressalve que não exclui cooperação com militares de outras regiões.
Na Argentina, como no Uruguai e no Paraguai, Amorim foi recebido pelos presidentes, mas procurou manter as conversas no terreno do Conselho de Defesa da Unasul, sua nova prioridade, ao lado do reforço do orçamento e da cooperação em matéria de equipamentos militares – tema que levantou interesse dos vizinhos; a Argentina, que já se associou ao projeto do cargueiro da Embraer, KC-390, quer desenvolver com o Brasil um jipe militar. Com o presidente paraguaio Fernando Lugo, teve o cuidado de antecipar as ações do Ágata 3 que também combateu contrabando de gado de região paraguaia com surto de aftosa.
Pelo menos um militar de alta patente comenta que houve incômodo no Exército com a decisão do governo de manter tropas no Complexo do Alemão. Mas, na semana passada, um oficial do alto comando do Exército fez questão de dizer ao ministro que os dirigentes das Forças Armadas preferem ver soldados nas “atividades subsidiárias” a vê-los o tempo todo nos quartéis.
Amorim recebeu do governador Sérgio Cabral a informação de que já havia autorização de Dilma para a permanência das tropas. Já sabendo disso, insistiu e obteve do governador, porém, um cronograma para troca progressiva dos soldados por policiais, até junho de 2012.
Com o novo ministro, o ritmo do ministério perdeu o tom frenético que havia sob Jobim: Amorim chega ao trabalho por volta das oito e meia da manhã e sai raramente depois das oito da noite. Já avisou que não pretende usar uniformes de campanha, no máximo um casaco e botas, se as condições do local exigirem. E, ao contrário do antecessor, está longe de ser um aficcionado em aparelhos eletrônicos. Não costuma ler notícias em computador, e ligações para seu celular são atendidas por um ajudante de ordens.
FONTE: Valor Econômico
Será realizado amanhã (sábado), dia 24/09, o primeiro encontro entre praticantes, atiradores e colecionadores de Airsoft e proprietários de AEGs, AEPs e GBBs. O evento visa estreitar as relações entre os praticantes de Airsoft da Baixada Santista.
A participação será permitida apenas para armas legalizadas, documentadas e paramentadas conforme legislação vigente.
Esperamos participação ativa dos interessados em Airsoft da Baixada Santista e Litoral.
Custo: R$ 20,00 (taxa do Clube – pagamento direto com o Cubas)
LOCAL: Academia e Clube de Tiro Cubas
ENDEREÇO: Rua Francisco Manoel, 937, Jabaquara, Santos/SP
SAIBA MAIS:
Está ocorrendo, desde 19 de setembro, na base do 4º Batalhão de Infantaria Leve em Osasco (SP) e com a utilização do Sistema de Adestramento de Brigada (SISTAB), o Exercício Tático com Apoio de Sistemas de Simulação (ETASS). A simulação ocorre em uma situação de Defesa Externa, involvendo a 11ª Brigada de Infantaria Leve (Garantia da Lei e da Ordem) e 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel), além da AvEx, o 2º Batalhão de Engenharia de Combate e o 12º Grupo de Artilharia de Campanha. A ação deve ser encerrada hoje. Fonte: EB
No dia 22 de setembro de 1980, o Iraque invade e passa a controlar uma província do Irã. É o início da primeira Guerra do Golfo, que terminaria oito anos depois com o saldo de mais de 1 milhão de mortos.
Fazia 20 meses que o xá Mohammad Reza Pahlavi havia deixado o Irã. Com a saída do aiatolá Khomeini do exílio em Paris e a proclamação da República Islâmica em Teerã, seguidores do regime anterior foram perseguidos. Mas o novo regime dos mulás ainda não estava completamente estabelecido, quando aviões do Iraque atacaram várias bases aéreas no Irã, danificando apenas as pistas de decolagem.
Os ataques de revanche do Irã não impediram que tropas iraquianas invadissem vários trechos na fronteira entre os dois países. Em pouco tempo, haviam atacado uma região de mil quilômetros quadrados, provocando a fuga em massa de seus habitantes.
Nos meses anteriores, o então presidente do Iraque, Saddam Hussein, havia montado 12 divisões, com um contingente de 190 mil soldados. Eles foram armados com as mais modernas armas soviéticas, mais de dois mil tanques e 450 aviões de combate. Saddam estava convicto da vitória quando ordenou o ataque, ainda mais que os militares iranianos estavam enfraquecidos com a revolução.
Interesse por campos de petróleo
Muitos oficiais haviam fugido, estavam presos ou mortos. Era a revanche de Saddam, que cinco anos antes havia perdido para o Irã a metade da importante região de Shatt-el-Arab, entre os rios Eufrates e Tigre. Além disso, Bagdá queria conquistar uma importante área petrolífera no sudoeste iraniano e Hussein estava convencido de que teria o apoio da população árabe local. Mas o que aconteceu não foi nada disso.
O Iraque conseguiu dominar uma pequena região, que denominou Arabistão, mas não obteve o apoio de seus três milhões de habitantes. Enquanto isso, o Irã surpreendia com sua resistência, que durou oito anos. Mais de um milhão de pessoas morreram, e os dois países tiveram seu desenvolvimento atrasado em várias décadas.
Mobilização de crianças para a tropa
Em poucas semanas, Teerã conseguiu recrutar mais de 200 mil soldados, entre eles muitos jovens e crianças. Em 1985, o Iraque começou a bombardear alvos civis no Irã, principalmente na capital, inicialmente com aviões; depois, com mísseis. O Aiatolá, entretanto, não aceitou a derrota e chegou a mobilizar 500 mil soldados crianças.
EUA apoiaram o Iraque
Não fosse o emprego de armas químicas pelo Iraque (cuja tecnologia obteve dos Estados Unidos), o Irã poderia ter vencido o conflito. Além de Washington, também Moscou, Pequim e Paris apoiaram Saddam Hussein.
Depois de oito anos de conflito e longas negociações mediadas pelo então secretário-geral da ONU, Perez de Cuellar, foi acertado um cessar-fogo no dia 20 de setembro de 1988. Dois anos mais tarde, os dois países reataram relações diplomáticas.
FONTE: DW






























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