O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu hoje aos países-membros da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba) que rechacem a “barbárie” promovida na Líbia, que, segundo ele, já causou a morte de mais de três mil pessoas.

“Temos que fazer um contra-ataque mais coordenado” afirmou o mandatário ao canal estatal Venezoelana de Televisión (VTV), acrescentando que “não se pode ficar calado diante de tanta barbárie”.

Chávez disse contar com o apoio de Cuba, da Nicarágua, do Equador, da Bolívia e da União Africana (UA) nesta causa e que economias emergentes como do Brasil, da Índia, da China e da África do Sul “se mantém firmes” em sua postura contrária às agressões promovidas na região.

Ele ainda questionou um recente discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando o norte-americano declarou que o “método Líbia poderia ser usado em qualquer outro país na luta contra o terrorismo”.

“Não venham inventando que temos armas químicas, que estamos massacrando nossa população, que apoiamos ao terrorismo. Não venham com sua frota incendiar nosso continente”, disse Chávez.

O venezuelano declarou na última semana que é “uma loucura o que está acontecendo na Líbia” após defender uma comissão de paz que visa a promover a resolução do conflito no país norte-africano por meio do diálogo.

A medida, apresentada por ele em fevereiro, pretende formar uma comissão para atuar como mediadora e encontrar uma solução não violenta à crise política na Líbia.

FONTE: ANSA Latina

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A China negou hoje (segunda-feira) ter fornecido armas ao governo de Muammar Kadhafi em suas últimas semanas no poder, mas assegurou que autoridades líbias visitaram o país asiático em Julho de 2011 para realizar negociações com “empresas interessadas.

Um porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros respondeu assim às informações de um jornal canadiano, segundo as quais Pequim ofereceu armas ao então líder líbio, e manteve contactos secretos para enviá-las através de Argélia e África do Sul.

“Em Julho de 2011, o governo de Kadhafi enviou alguém à China, sem o conhecimento do governo chinês, para manter contactos com representantes de empresas interessadas”, disse à imprensa a porta-voz Jiang Yu.

“As empresas chinesas não forneceram material militar para a Líbia, de forma directa ou indirecta. Estas empresas não assinaram contratos para a venda de armas (…) à Líbia”, assegurou.

A China “não permite acções que violem as resoluções da ONU”, acrescentou.

FONTE: Angola PRESS

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