Após cancelamento do JLTV, Oshkosh divulga seu L-ATV

A próxima geração de veículos militares leve de combate exigirá novos níveis de mobilidade e de proteção para operar com eficiência em regiões remotas e terrenos hostis. A Oshkosh Defesa, uma divisão da Oshkosh Corporation criou e Light Combat Tactical All-Terrain Vehicle (L-ATV) para atender as necessidades militares futuras com base em 10 anos de experiência operacional, incluindo o desempenho dos veículos MRAP no Iraque e no Afeganistão.

O L-ATV incorpora tecnologias comprovadas no campo de batalha, soluções avançadas de blindagem e os níveis de mobilidade expedicionária para redefinir os padrões de segurança e desempenho para as Forças Armadas dos EUA e forças de outros países. O L-ATV também é projetado com capacidade de crescimento futuro, com a capacidade de aceitar pacotes de blindagens adicionais e atualizações tecnológicas conforme a missão exigir.

“Nós projetamos o ATV-L para enfrentar as ameaças que evoluem rapidamente e fornecer às tropas maior capacidade de navegar através de condições de condução extremas”, disse Ken Juergens, vice-presidente e gerente geral de programas conjuntos da Oshkosh Defesa. “Os campos de batalha mudaram – as ameaças são mais perigosas, os ambientes operacionais são mais robustos e eficiência de combustível é mais importante do que nunca. O L-ATV foi projetado para atender a esses desafios de hoje e do futuro, assim como o nosso M-ATV continua a enfrentar as ameaças do campo de batalha. ”

Equipado com o sistema de suspensão Oshkosh TAK-4i ™ independente, uma evolução do sistema de suspensão TAK-4, o L-ATV pode navegar com segurança em terreno off-road, proporcionando qualidade de passeio inigualável.

FONTE/FOTOS: Oshkosh

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Domenico Losurdo

Doravante mesmo os cegos podem ver e compreender o que está a acontecer na Líbia:

Cartoon de Vicman.1. O que se passa é uma guerra promovida e desencadeada pela NATO. Esta verdade acaba por se revelar até mesmo nos órgãos de “informação” burgueses. No La Stampa de 25 de Agosto, Lucia Annunziata escreve: é uma guerra “inteiramente externa, ou seja, feita pelas forças da NATO”; foi “o sistema ocidental que promoveu a guerra contra Kadafi”. Uma peça do International Herald Tribunede 24 de Agosto mostra-nos “rebeldes” que se regozijam, mas eles estão comodamente instalados num avião que traz o emblema da NATO.

2. Trata-se de uma guerra preparada desde há muito tempo. O Sunday Mirror de 20 de Março revelou que “três semanas” antes da resolução da ONU já estavam em acção na Líbia “centenas” de soldados britânicos, enquadrados num dos corpos militares mais refinados e mais temidos do mundo (SAS). Revelações ou admissões análogas podem ser lidas no International Herald Tribune de 31 de Março, a propósito da presença de “pequenos grupos da CIA” e de uma “ampla força ocidental a actuar na sombra”, sempre “antes do desencadeamento das hostilidades a 19 de Março”.

3. Esta guerra nada tem a ver com a protecção dos direitos humanos. No artigo já citado, Lucia Annunziata observa com angústia: “A NATO que alcançou a vitória não é a mesma entidade que lançou a guerra”. Nesse intervalo de tempo, o Ocidente enfraqueceu-se gravemente com a crise económica; conseguirá ele manter o controle de um continente que, cada vez mais frequentemente, percebe o apelo das “nações não ocidentais” e em particular da China? Igualmente, este mesmo diário que apresenta o artigo de Annunziata, La Stampa, em 26 de Agosto publica uma manchete a toda a largura da página: “Nova Líbia, desafio Itália-França”. Para aqueles que ainda não tivessem compreendido de que tipo de desafio se trata, o editorial de Paolo Paroni (Duelo finalmente de negócios) esclarece: depois do início da operação bélica, caracterizada pelo frenético activismo de Sarkozy, “compreendeu-se subitamente que a guerra contra o coronel ia transformar-se num conflito de outro tipo:   guerra económica, com um novo adversário:   a Itália obviamente”.

4. Desejada por motivos abjectos, a guerra é conduzida de modo criminoso. Limito-me apenas a alguns pormenores tomados de um diário acima de qualquer suspeita. O International Herald Tribune de 26 de Agosto, num artigo de K. Fahim e R. Gladstone, relata: “Num acampamento no centro de Tripoli foram encontrados os corpos crivados de balas de mais de 30 combatente pró Kadafi. Pelo menos dois deles estavam atados com algemas de plástico e isto permite pensar que sofreram uma execução. Dentre estes mortos, cinco foram encontrados num hospital de campo; um estava numa ambulância, estendido numa maca e amarrado por um cinturão e tendo ainda uma transfusão intravenosa no braço”.

5. Bárbara como todas as guerras coloniais, a guerra actual contra a Líbia demonstra como o imperialismo se torna cada vez mais bárbaro. No passado, foram inumeráveis as tentativas da CIA de assassinar Fidel Castro, mas estas tentativas eram efectuadas em segredo, com um sentimento de que se não é por vergonha é pelo menos de temer possíveis reacções da opinião pública internacional. Hoje, em contrapartida, assassinar Kadafi ou outros chefes de Estado não apreciados no Ocidente é um direito abertamente proclamado. O Corriere della Sera de 26 de Agosto de 2011 titula triunfalmente: “Caça a Kadafi e seus filhos, casa por casa”. Enquanto escrevo, os Tornado britânicos, aproveitando também a colaboração e informações fornecidas pela França, são utilizados para bombardear Syrte e exterminar toda a família de Kadafi.

6. Não menos bárbara que a guerra foi a campanha de desinformação. Sem o menor sentimento de pudor, a NATO martelou sistematicamente a mentira segundo a qual suas operações guerreiras não visavam senão a protecção dos civis! E a imprensa, a “livre” imprensa ocidental? Ela, em certo momento, publicou com ostentação a “notícia” segundo a qual Kadafi enchia seus soldados de viagra de modo a que eles pudessem mais facilmente cometer violações em massa. Como esta “notícia” caiu rapidamente no ridículo, surge então uma outra “nova” segundo a qual os soldados líbios atiram sobre as crianças. Nenhuma prova é fornecida, não se encontra nenhuma referência a datas e lugares determinados, nenhuma remessa a tal ou tal fonte: o importante é criminalizar o inimigo a liquidar.

7. Mussolini no seu tempo apresentava a agressão fascista contra a Etiópia como uma campanha para libertar este país da chaga da escravidão; hoje a NATO apresenta a sua agressão contra a Líbia como uma campanha para a difusão da democracia. No seu tempo Mussolini não cessava de trovejar contra o imperador etíope Hailé Sélassié chamando-o “Negus dos negreiros”; hoje a NATO exprime seu desprezo por Kadafi chamando-o “ditador”. Assim como a natureza belicista do imperialismo não muda, também as suas técnicas de manipulação revelam elementos significativos de continuidade. Para clarificar quem hoje realmente exerce a ditadura a nível planetário, ao invés de citar Marx ou Lénine quero citar Emmanuel Kant. Num texto de 1798 (O conflito das faculdades), ele escreve: “O que é um monarca absoluto? Aquele que, quando comanda: ‘a guerra deve fazer-se’, a guerra seguia-se efectivamente”. Argumentando deste modo, Kant tomava como alvo em particular a Inglaterra do seu tempo, sem se deixar enganar pela forma “liberal” daquele país. É uma lição de que devemos tirar proveito: os “monarcas absolutos” da nossa época, os tiranos e ditadores planetários da nossa época têm assento em Washington, em Bruxelas e nas mais importantes capitais ocidentais.

27/Agosto/2011

Domenico Losurdo é um marxista convicto.

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Senado dos EUA cancela substituto do ‘Humvee’

O presidente da Comissão da Apropriações do Senado norte-americano, Daniel K. Inouye (D-Havaí), entregou sua recomendação final ontem durante a abertura da subcomissão fiscal de defesa para o ano de 2012.

Foi sugerido o cancelamento do programa JLTV, que buscava um substituto para os jipes HUMVEE do Exército e dos Fuzileiros Navais dos EUA. Segue a tradução do trecho do texto que trata sobre o JLTV.

“O projeto de orçamento encerra o programa Joint Light Tactical Vehicle [JLTV] devido ao crescimento de custos de forma excessiva e as sucessivas mudanças nos requisitos. A comissão acredita que existem alternativas na atualidade que atendem aos requisitos do Exército dos EUA e dos Fuzileiros Navais para buscar uma atualização da frota de veículos HUMVEE, e apoia estes programas com verbas.”

O programa já estava sob forte pressão desde o ano passado.

VEJA TAMBÉM:

Para saber mais sobre o que vira depois da “geração Humvee”, leia a matéria “Jipes do Futuro” no exemplar número 2 da revista “Forças de Defesa”.

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Para dúvidas sobre outras formas de pagamento e demais informações, envie um e-mail para revista@fordefesa.com.br.

Ao comprar a revista, o leitor torna-se assinante dos sites das Forças de Defesa, podendo postar comentários após o seu cadastramento.


 
 

 

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Justo ele?

Ex-ministro José Dirceu cobra mais investimentos nas Forças Armadas

O ex-ministro José Dirceu cobrou ontem do governo da presidente Dilma Rousseff mais investimento nas Forças Armadas. Ele defendeu a modernização do Exército e da Marinha. Disse ainda que o Brasil precisa fabricar “mísseis de defesa” e voltar a produzir caças de guerra para a frota da Aeronáutica.

Réu no processo do mensalão, em que é chamado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de “chefe da quadrilha”, Dirceu, ao palestrar em seminário sobre petróleo produzido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, afirmou que “um país da dimensão do Brasil não pode deixar de ter um poder militar defensivo tecnologicamente avançado”.

“A indústria de defesa nacional está sendo recriada. Temos de ter uma defesa própria regional do Atlântico Sul. Temos de proteger nossa riqueza do pré-sal com uma Marinha em águas azuis. Temos de ter Força Aérea produzindo caças no Brasil. Tem tecnologia para produzir não só aviões, como mísseis de defesa”, discursou o ex-ministro, para cerca de 200 conferencistas, do quais 80% estrangeiros. O presidente da Câmara, Charles Tang, o apresentou como uma espécie “de primeiro ministro” do governo que estruturou o processo de desenvolvimento brasileiro.

Fator de moderação. Para Dirceu, o Exército precisa ser “totalmente” modernizado, porque o País necessita de “uma Força Armada defensiva”.

“Nós não temos nenhum problema fronteiriço, nenhum litígio político com nenhum país da América do Sul. Somos como a China, uma força em desenvolvimento”, afirmou. “A China é o principal fator de moderação de paz no mundo de hoje.”

Apontado por engano como representante da Casa Civil no programa de seminário sobre petróleo promovido pela Câmara de Comércio Brasil-China, o ex-ministro fez elogios aos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que “transformou o Ministério da Defesa em realidade”.

Além da cobrança de mais investimentos nos setores militares, Dirceu criticou o quadro educacional. Segundo ele, a educação no Brasil ” ainda está no século passado”. Afirmou também que “o Brasil tem de eliminar a pobreza até 2022″, pois “é uma vergonha um país com riqueza e desenvolvimento ter ainda o índice de pobreza que temos”.

FONTE: Estadao.com

NOTA DO EDITOR: durma-se com esse barulho!

 

IVECO inicia produção do MPV 4X4

A Iveco deu início à produção do Defence Vehicles Medium Protected Vehicle (MPV) para o exército italiano. O contrato para um lote inicial é de 12 veículos na configuração ambulância, com entregas para ser concluída em 2012. A tripulação é composta por quatro militares, consistindo de motorista, comandante, médico e enfermeiro, podendo transportar até dois pacientes em maca.

Dentro do Exército italiano o MPV será conhecido como “Veicolo Tattico Medio Multiruolo” (VTMM) e o primeiro lote de produção deverá ser de até 550 unidades, caso as condições de financiamento permitam.

A família MPV de veículos blindados sobre rodas é um desenvolvimento conjunto da Iveco Defesa da Itália e da Krauss-Maffei Wegmann da Alemanha.

A primeira é responsável pelo modelo 4×4 e a segunda pelo modelo 6×6, que foi desenvolvido para atender a exigência GFF4 do Exército alemão. O 6×6 tem um peso de combate de até 25 toneladas.

Ambos utilizam o chassi Trakker da Iveco e um habitáculo blindado para a tripulação que proporciona um elevado nível de protecção.

A versão 4×4 MPV foi apresentada durante a Defence & Security Equipment International (DSEi) e tem um peso de combate máximo de 18 toneladas, com a versão padrão com um volume interno de 13.3m3, elevado para 16m3 na versão ambulância devido ao teto mais elevado.

O design do MPV permite que ele seja utilizado em uma série de, incluindo ambulância / unidade do tratamento intensivo, comunicações, guerra eletrônica, posto de comando e neutralização de materiais explosivos, reparo e trator para reboque e transporte de peças de artilharia e respectiva guarnição.

FONTE/ILUSTRAÇÕES: Janes/IVECO