Para onde vai Celso Amorim?

Assis Moreira

O nome do ministro da Defesa, Celso Amorim, começou a circular imediatamente hoje em Genebra como um potencial candidato para substituir o chileno Juan Somavia na direção da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Somavi anunciou hoje que vai encurtar seu segundo mandato e abandonará o cargo em meados de 2012, em vez de ficar até março de 2014. Ele alegou “fortes razoes pessoais” e retornará ao Chile.

Amorim está informado da avenida que se abre para ele, com a saídad e Somavia. Ele foi presidente do Conselho de Administração da OIT e conhece bem a entidade. Além disso, o Brasil tem um papel de peso na organização e passou inclusive a contribuir financeiramente para alguns programmas em países mais pobres.

Existe uma prática nas Nações Unidas de rodízio geográfico entre os diretores das organizações internacionais. Oficialmente, porém, a regra básica é de a escolha ser pelo mérito, e não por região.

Neste ano, no espaço de três meses, o Brasil conseguiu eleger o diretor geral da Agência da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO), José G aziano da Silva, e o diretor da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Silva.

FONTE: Valor

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Maurício Savarese

Por 12 dias, concluídos na sexta-feira (30), os fuzileiros navais fizeram em Formosa, no Estado de Goiás, seus principais treinamentos na área da capital federal, com veículos e armamentos variados à disposição de 2.100 militares. Ao todo, a operação custou cerca de R$ 5 milhões, a maior parte deles em mísseis com alcance de, no máximo, 17 km.

A simulação serve para o pronto-emprego de soldados em missões como a retomada do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, ou ações de segurança no Líbano –para onde um grupo de 15 fuzileiros navais partirá em 6 de outubro para auxiliar na fiscalização a embarcações suspeitas.

Os militares consideram o custo barato porque algumas das despesas seriam feitas de qualquer maneira com a tropa, com exceção do material empregado no transporte –a maioria dos participantes veio do Rio de Janeiro.

Entre os equipamentos usados, estavam helicópteros, carros de combate, blindados, veículos anfíbios, mísseis, artilharia e os recém-criados VANTs (Veículos Aéreos Não-Tripulados). Também foram realizados treinamentos para neutralização de ataques nucleares, químicos e biológicos.
Armas reais

Toda a munição utilizada pelos fuzileiros no período é real e representou o maior custo da operação: aproximadamente R$ 3,5 milhões. Formosa fica a 80 km de Brasília e a área rural onde os treinamentos são feitos tem 52 km de extensão.

FONTE: UOL

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