Grécia demite chefias militares

O governo grego demitiu as chefias das suas Forças Militares devido a receios de um golpe de estado. Vários militares das Forças Armadas, na Força Aérea e na Defesa nacional foram afastados dos seus cargos.
A informação foi avançada pela SIC e recolhe, até agora, poucos ecos na imprensa internacional. O Daily Mail britânico aponta que os militares foram demitidos «sem qualquer razão aparente», após uma reunião de emergência do executivo grego.

O diário britânico recorda que o ministro da Defesa grego, Panos Beglitis, já havia afirmado, no mês passado, que tencionava substituir as chefias militares do país, que considerava ser «um Estado dentro do Estado».

FONTE: sol.sapo.pt

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Um bombardeio da Força Aérea Colombiana (FAC) contra um acampamento da guerrilha Farc na região rural do município de Vista Hermosa, sul do país, deixou ao menos sete guerrilheiros mortos e cinco detidos, disse nesta terça-feira o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón. “A Força Pública deu um golpe decisivo e contundente contra essa estrutura do Bloco Oriental. Até este momento foram encontrados sete corpos. Mais cinco guerrilheiros foram capturados e muito material de guerra foi apreendido”, disse Pinzón a jornalistas.

O funcionário afirmou que havia 26 rebeldes no acampamento do front 46 do Bloco Oriental, uma das mais importantes facções da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “Francamente, pela forma como a operação foi realizada, acreditamos que as baixas podem superar as reportadas até agora”, completou Pinzón.

Entre os mortos pelo bombardeio, realizado na madrugada de segunda-feira, pode estar “Javier” ou “Jota”, apelidos do líder do front 42, afirmou posteriormente o ministro. “Pelo estado em que ficaram os corpos, não foi possível fazer a plena identificação”, explicou. As Farc são a principal guerrilha da Colômbia, com 47 anos de luta armada e conta na atualidade com cerca de 8 mil combatentes, segundo dados do governo.

FONTE: AFP

Segurança Internacional em debate no Rio de Janeiro

VIII edição da Conferência do Forte de Copacabana reúne especialistas de oito países para discutir os novos desafios na área

Rio de Janeiro, 3 e 4 de novembro de 2011 – Fórum de diálogo entre Europa e América Latina sobre temas para a agenda de segurança internacional, a VIII Conferência do Forte de Copacabana será realizada nesta quinta e sexta, no Hotel JW Marriott, no Rio de Janeiro.

Especialistas da Alemanha, Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, EUA, Grã Bretanha, Uruguai e Venezuela vão tratar dos novos desafios para a segurança coletiva; forças armadas e pacificação urbana; tráfego de ilícitos, fronteiras e segurança nacional; mudança climática e energia como temas de segurança; e ameaças comuns para a segurança marítima.

O evento é o único do setor na América Latina que reúne políticos, acadêmicos, militares, diplomatas e representantes da sociedade civil. Entre os nomes confirmados estão: Ulrich Schlie, Diretor de Planejamento de Políticas, Ministério da Defesa da Alemanha e Markus Kaim, Chefe do Departamento de Segurança Internacional (SWP) da Alemanha.
A oitava edição da Conferência do Forte de Copacabana será aberta pela embaixadora da Delegação da União Europeia no Brasil, Ana Paula Zacarias, pelo representante da Fundação Konrad Adenauer no Brasil, Thomas Knirsch, e pelo embaixador e presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Luiz Augusto de Castro Neves.
O evento é um projeto euro-brasileiro organizado pela Fundação Konrad Adenauer (KAS) no Brasil, em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e o apoio da Delegação da União Europeia no Brasil.

Sobre a Fundação Konrad Adenauer
Com origem na Alemanha, a Fundação Konrad Adenauer (KAS) leva o nome do cofundador do partido União Democrata Cristã da Alemanha (CDU) e primeiro Chanceler alemão, que aglutinou tradições sociais, cristãs, conservadoras e liberais.

Com mais de 70 escritórios no mundo inteiro e projetos em mais de 120 países, a Fundação Konrad Adenauer contribui por iniciativa própria para a promoção da democracia, do estado de direito e da economia social de mercado. Para assegurar a paz e a liberdade, a KAS apoia continuamente o diálogo sobre política externa e segurança internacional, e o intercâmbio entre as culturas e as religiões.

A Fundação Konrad Adenauer está no Brasil desde 1969. Ao longo dessas quatro décadas, tem trabalhado em iniciativas próprias e em cooperação com parceiros brasileiros, dialogando, trocando experiências e promovendo a produção de conhecimento especializado nas áreas onde se encontram os principais desafios do país.

Sobre o Cebri
O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), sediado no Rio de Janeiro, é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP),
independente, multidisciplinar e apartidária, formada com o objetivo de promover estudos e debates sobre temas prioritários da política externa brasileira e das relações internacionais em geral. Criado em 1998 por um grupo de intelectuais, empresários, autoridades governamentais e acadêmicos, tornou-se rapidamente referência nacional na promoção de encontros de alto nível, conferências e seminários internacionais.
O Centro atua como um think tank de políticas públicas na área externa do país. Sua missão é criar um espaço para estudos e debates, onde a sociedade brasileira possa discutir temas relativos às relações internacionais e à política externa, com consequente influência no processo decisório governamental e na atuação brasileira em negociações internacionais.
O Cebri produz igualmente informação e conhecimento específico na área externa e propostas para a elaboração de políticas públicas. Linhas de pesquisa resultam em estudos, boletins, relatórios, newsletters e outros produtos específicos para instituições e empresas patrocinadoras.

Denis Bonelli

A Polícia Militar formou, somente nos dez primeiros meses deste ano, 4.459 novos soldados. Porém, ainda há uma turma de 1.600 soldados sendo preparada na academia.

Assim, somente em 2011, a PM reforçará seus quadros com mais de 6 mil policiais que fazem o pronto atendimento à população. Nesta segunda-feira (31), foram formados 2.127 soldados de 2ª classe que reforçarão o policiamento na capital, na Grande São Paulo, em cidades do litoral e do interior.

Após um ano de estudos, os policiais concluíram o Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública, ministrado na Escola Superior de Soldados (ESSd). O governador Geraldo Alckmin e o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, participaram da solenidade de formatura, realizada na manhã de hoje no Vale do Anhangabaú, centro da Capital.

O comando da Polícia Militar ainda não definiu a distribuição dos 2.127 novos soldados. Porém, a turma tem dois grupos com formação especializada: 250 atuarão no Corpo de Bombeiros e 340 no policiamento rodoviário. O salário bruto dos novos policiais é de R$ 2.365,78 em cidades com mais de 500 mil habitantes e R$ 2.180,78 em cidades com menos de 500 mil habitantes.

O grupo de policiais que entra na corporação ocupando o primeiro degrau da escala hierárquica escolheu o secretário da Segurança Pública como paraninfo da turma. ”Vocês passam a fazer parte de uma corporação que se faz cada vez mais presente nas ruas de São Paulo”, lembrou Antonio Ferreira Pinto.

No evento, o governador anunciou outras medidas para a Segurança Pública.  “Todos (os 2.127 novos soldados) começam a trabalhar nas ruas com coletes e pistolas .40. Teremos mais duas mil viaturas para a Polícia Militar e 200 bases comunitárias em 60 dias, além de 1.000 agentes especiais de escolta, que vão liberar outros mil PMs”.

O curso

Com duração de um ano, o Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública para soldados foi dividido em dois módulos: o básico e o especializado. Durante 2.214 horas, os soldados tiveram aulas de Direitos Humanos, Penal, Militar e Civil, Ações de Polícia Ostensiva, Doutrina de Polícia Comunitária e Tiro Defensivo de Preservação da Vida “Método Giraldi”, entre outras disciplinas.

O módulo básico do curso foi realizado na Escola Superior de Soldados, em 36 semanas, e o especializado, em 16 semanas, nas unidades especializadas da Polícia Militar, como o Batalhão de Choque, a Corregedoria, os Comandos de Policiamento Rodoviário e o Ambiental.

Todos os soldados receberam complementação do ensino teórico em estágio probatório, com duração de 60 horas, sob supervisão de professores do curso. Inicialmente, as atividades foram focadas na modalidade de policiamento ostensivo a pé, em áreas residenciais comerciais, até chegar ao policiamento em grandes eventos, como competições esportivas. Desta forma, o estágio permitiu aos soldados colocarem em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula.

Além das atividades curriculares, os alunos tiveram aulas de inglês, praticaram atividades físicas e aprenderam técnicas não-letais, com destaque para o huka-huka, luta milenar indígena. Em maio deste ano, índios praticantes do huka-huka estiveram na Escola Superior de Soldados para difundir a modalidade na corporação.

A turma de soldados técnicos recebeu o nome “Luiz Roberto Barradas Barata”, em homenagem ao ex-secretário estadual da Saúde, que faleceu em julho do ano passado, vítima de um infarto do miocárdio.

Nível superior

De acordo com o Decreto nº 54.911, de 14 de outubro de 2009, de reconhecimento da Lei Complementar Estadual 1.036/2008, todos os cursos da Polícia Militar do Estado de São Paulo são de nível superior. A lei é específica para a PM, dadas as peculiaridades da profissão, de acordo com a Lei de Diretrizes de Base da Educação Nacional (LDB).

Com o reconhecimento, o Centro de Formação de Soldados “Cel PM Eduardo Assumpção” passou a se chamar Escola Superior de Soldados “Cel PM Eduardo Assumpção”, e o Curso de Formação de Soldados PM teve a denominação alterada para Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública.

A Escola Superior de Soldados conta com 489 instrutores, todos policiais militares. Essa é a maior turma de soldados formada pela ESSd, da qual já saíram 25 mil soldados de 2ª classe. Somente no ano passado, 2.047 policiais militares formaram-se técnicos em policiamento ostensivo e preservação da ordem pública na primeira e segunda chamada do atual concurso.

Concorrência

Os formandos inscreveram-se no concurso da Polícia Militar em 2009, quando 88.262 inscritos concorreram a 2 mil vagas – uma relação de 44,1 candidatos por vaga. Após passarem por todas as etapas do concurso, que consistem em provas escritas, exames físicos e psicológicos e processo de investigação social, os classificados tornaram-se aptos a participar do curso, na Escola Superior de Soldados “Coronel Eduardo Assumpção”, no bairro de Pirituba, na zona oeste da capital.

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