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A Boeing Company celebrou ontem a entrega do primeiro helicóptero AH-64D Apache Block III de ataque multi-função para o Exército dos EUA, em Mesa. O Apache Block III começa uma nova era na aviação de combate, oferecendo tecnologias avançadas e recursos para beneficiar os soldados e comandantes no campo de batalha.

A Boeing produzirá 51 helicópteros AH-64D Apache Block III para o Exército na produção inicial Low Rate. O objetivo do Exército é adquirir 690 aeronaves Apache Block III. Além disso, um número crescente de forças de defesa em todo o mundo têm contratados, ou estão considerando, atualizar ou adicionar o Apache Block III às suas frotas de helicópteros.

O Apache Block III incorpora 26 novas tecnologias criadas para melhorar as capacidades da aeronave. O sistema de propulsão aperfeiçoado apresenta uma nova engrenagem de transmissão de divisão de torque, que aumenta a capacidade de potência a 3.400 cavalos de potência. Novas pás do rotor principal em material composto aumentam a energia, resultando num desempenho melhorado com maior carga. Integrando o motor T700-GE-701D com um controle eletrônico digital melhorado e outras tecnologias do sistema de controle resulta em um aumento no teto de serviço com maior peso bruto, num dia de 95 graus Fahrenheit.

FONTE: Boeing

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As comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Direitos Humanos e Minorias ouvirão o ministro da Defesa, Celso Amorim, sobre a elaboração do “Manual de Campanha – Contra-Inteligência”, do Exército. A audiência está marcada para o próximo dia 9, às 10 horas, no Plenário 3.

Os deputados Ivan Valente (Psol-SP) e Chico Alencar (Psol-RJ), que solicitaram o debate, afirmam que o documento fere a ordem democrática. O manual, divulgado em reportagem da revista Carta Capital, orienta uma política de infiltração de agentes de inteligência militar em organizações civis, principalmente movimentos sociais e sindicatos.

Alencar afirma que o documento causa perplexidade. “O manual propõe ações como se ainda estivéssemos na época da ditadura, algo inaceitável. Trata-se de uma ideologia retrógrada”, afirmou.

Na opinião de Ivan Valente, o manual do Exército oficializa a espionagem à margem da Constituição. “Acredito que o ministro tem interesse em esclarecer este documento, já que ele próprio quer saber se existem manuais semelhantes na Marinha e na Aeronáutica”, disse.

Valente também encaminhou ao Ministério da Defesa um pedido de informações, com várias questões sobre o conteúdo e a utilização do manual. O ministério tem 30 dias para respondê-lo.

FONTE: Câmara dos Deputados

BNDES oferece crédito para negócio, que pode chegar a US$ 200 milhões

FLÁVIA MARREIRO

O ministro da Defesa, Celso Amorim, reforçou na Bolívia a campanha para que o país de Evo Morales adquira radares de fabricação brasileira, um negócio que poder chegar a US$ 200 milhões.
Amorim levou a La Paz anteontem carta do BNDES na qual o banco se compromete a oferecer financiamento ao governo boliviano para a compra de equipamentos da brasileira Orbisat.

A divisão de radares da Orbisat passou ao controle da Embraer Defesa e Segurança, subsidiária da companhia de aviação, em março deste ano. O BNDES também é acionista da empresa.

O governo Morales deve decidir nas próximas semanas o fornecedor dos radares. Empresas da Espanha, do Canadá, da Argentina e da China pleiteiam o negócio.
O governo brasileiro diz que, além da operação comercial, é de interesse estratégico que La Paz eleja o equipamento nacional.

A Orbisat desenvolveu com o Exército brasileiro o radar Saber, que será usado no SisFron (Sistema de Vigilância de Fronteiras).
Apesar da campanha, Amorim disse a jornalistas ontem em La Paz que a decisão boliviana, qualquer que seja ela, não afetará a intenção de intensificar e tornar mais efetivo o controle aéreo e terrestre da fronteira.

Se La Paz escolher a proposta brasileira, não será a primeira vez que a Orbisat terá contrato com a Bolívia.
Em 2005, a empresa fechou contrato para o mapeamento por radar de 90 mil km² na fronteira, com valor de US$ 23 milhões.
O governo Morales, que assumiu em 2006, questionou o negócio na Justiça, mas no ano passado as partes chegaram a um acordo para colocar um fim ao processo.

FONTE: Folha de São Paulo

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Operação Mandrake

 

Carlos Haag

Uma piada corrente no país, pouco antes de o Brasil entrar na Segunda Guerra Mundial, era que Hitler teria dito ser mais fácil ver uma cobra fumando do que os brasileiros conseguirem enviar tropas para a batalha. Quando, por não ter sido possível encontrar o número ideal de soldados necessários para compor um corpo expedicionário, o governo rebatizou o grupo para Força Expedicionária Brasileira (FEB) dizia-se que o Brasil não iria mais para a guerra porque havia “tirado o corpo fora”. Segundo novas pesquisas, indesejada pelas forças aliadas e pelos militares brasileiros, produto de uma negociação pragmática do Estado Novo, em busca de maior projeção global, a FEB foi à guerra e, ao retornar, ainda amargou o desprezo nacional e a censura militar sobre sua história. “Carecemos de conhecimento sobre o papel dos expedicionários na guerra, o que resulta nas ideias simplórias e absolutas sobre o seu desempenho: heróis ou trapalhões. Para as novas gerações, a participação brasileira na guerra parece tão distante quanto a Independência”, afirma o historiador César Campiani Maximiano, da PUC-SP, autor de Barbudos, sujos e fatigados (Grua Livros, 448 páginas, R$ 59). O estudo revela como os pracinhas incomodaram os militares do chamado “Exército de Caxias”, a ponto de terem suas memórias reprimidas, e forneceram munição para os movimentos dos direitos civis dos negros americanos, por ser a única tropa de combate que não promoveu a segregação racial em suas fileiras.

A FEB foi composta por 25 mil jovens brasileiros, transformados em soldados-cidadãos para combater as forças do Eixo na campanha da Itália, entre 1944 e 1945, a única força combatente da América Latina na Europa. “Com a convocação para a FEB, mais de 20 mil famílias foram diretamente afetadas pela guerra”, diz o pesquisador. A proposta de sua criação surgiu em meados de 1943 como um grandioso projeto governamental, que pretendia colher resultados estratégicos, modernizar o Exército brasileiro e adquirir experiência necessária para lutar contra inimigos internos e externos, imaginários ou não, segundo os militares.

“A FEB foi o núcleo de um projeto político que deveria fortalecer as Forças Armadas e dar ao Brasil uma posição de importância global como aliado dos Estados Unidos. O problema foi fazer os americanos pensarem o mesmo”, explica Letícia Pinheiro, professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio. “No auge de seu esforço de guerra, os Aliados não queriam um parceiro que precisava ser vestido, alimentado, treinado e municiado, como o Brasil, e tentou-se desestimular as pretensões brasileiras. Mas o governo de Vargas insistiu no envio de uma força expedicionária para melhorar sua posição internacional na mesa de negociações do pós-guerra”, afirma o historiador Francisco César Ferraz, professor da Universidade Estadual de Londrina. As Forças Armadas, porém, não estavam preparadas para organizar uma expedição e os poucos oficiais com experiência de combate tinham lutado pela última vez em 1932. “A instrução do Exército era baseada na doutrina militar francesa de 1914, já ultrapassada, uma abordagem científica da guerra que, na Itália, se chocaria com uma realidade de incertezas, de necessidade de improvisação e de rápida tomada de decisões pelos oficiais”, diz Campiani.

“Tinha-se a percepção de que a fanfarronice encenada em campanhas nas coxilhas ou nos tiroteios contra estudantes paulistas destreinados seria suficiente para enfrentar o Exército alemão.” No ataque a Monte Castelo, por exemplo, o comandante brasileiro, general Zenóbio da Costa, dispensou o ataque prévio da artilharia sobre posições alemães dizendo: “Não precisa! Os meus meninos tomam aquela m. no grito!” (Como citado por César em seu livro, Barbudos, sujos e fatigados). “Quando os jovens foram convocados para a guerra, inaugurou-se uma nova organização para o Exército: a de cidadãos que eram convertidos em soldados para lutar pela pátria”, observa Ferraz. Mas não foi fácil. Os convocados depararam com a tradição francesa dos militares brasileiros. “Os oficiais eram muito ríspidos com seus subordinados e os praças recebiam prisões disciplinares pelos motivos mais insignificantes. A alimentação era de péssima qualidade e os uniformes vistosos dos oficiais contrastavam com o fardamento dos soldados, feitos de tecido barato que se rasgava com facilidade”, afirma Ferraz. Além disso, legiões de conscritos das classes mais altas logo trataram de arrumar “pistolões” que lhes garantissem a exclusão da FEB. O mesmo valeu para uma quantidade considerável de oficiais do Exército regular, que arrumaram meios escusos de fugir da obrigação. Para piorar, o exame de saúde seletivo era precário e, em muitos casos, deixou no Brasil convocados em condições de saúde satisfatórias para levar outros com problemas graves, que precisaram ser revolvidos da Itália em meio ao combate. Há mesmo o caso de um tenente que foi à guerra com olho de vidro. O principal motivo de exclusão, no entanto, era “dentadura insuficiente”.

Subnutrido – Mas não se sustenta o mito do “pracinha subnutrido”. “A FEB tinha mais a feição das colônias de imigrantes do Sul, dos bairros cariocas e paulistas e das cidades mineiras do que as alegorias cantadas pelos correspondentes que criaram a ideia de que ‘caboclinhos franzinos e cheios de ginga’ seriam, por natureza, superiores aos obtusos Übermenschen tedescos”, observa César. “Poucos soldados, porém, faziam ideia dos motivos que os haviam levado a combater alemães, o que preocupava os comandos pela ausência de motivação adequada de luta”, diz o pesquisador. A favor dos pracinhas foi a exigência americana de se adotar a doutrina de combate do Exército americano pela FEB, apesar de os manuais de instrução terem chegado em inglês. Os resultados futuros, no entanto, seriam positivos. “Para os soldados incorporados às forças aliadas, na Itália, a interação com combatentes americanos trouxe uma mudança drástica de atitude. Pela primeira vez soldados brasileiros estavam recebendo o mesmo tratamento de seus superiores, ao contrário da rígida disciplina das casernas nacionais. Não há veterano da FEB que não tenha ficado impressionado com a atenção que os americanos dispensavam aos convocados”, afirma César. Na guerra, a enorme variedade de equipamento disponível para a FEB incomodou muitos oficiais brasileiros que não podiam conceber a distribuição de artigos de qualidade superior para praças. Isso explicaria a demora, muitas vezes fatal, na distribuição para os pracinhas dos uniformes de inverno, que ficaram guardados nos armazéns militares quando eram fundamentais para suportar as temperaturas de 25 graus negativos. Depois a história oficial decidiu propagar a versão do “jogo de cintura” brasileiro: ao contrário dos americanos, os expedicionários não seriam soldados dependentes de bugigangas tecnológicas para derrotar o inverno, bastando-lhes a “criatividade intrínseca aos brasileiros”, nota César.

Autocrático – “O contato com os cidadãos-soldados de outros países e as necessidades da guerra mostraram aos expedicionários um novo modelo de exército, menos autocrático, uma cultura militar diferente da vivenciada no ‘Exército de Caxias’, no qual a superioridade hierárquica e suas emanações resultavam da tiranização dos praças às vontades e ordens nem sempre confiáveis dos oficiais”, nota Ferraz. Surgia o “Exército da FEB”. Uma de suas marcas era não segregar racialmente seus soldados, o que não significava a ausência de racismo individual. “A irrestrita camaradagem entre brasileiros de diversas etnias chamou a atenção de correspondentes dos jornais americanos que eram ligados aos movimentos dos direitos civis. Havia nos EUA a chamada campanha do double V, a vitória no front da guerra e no dos direitos civis em casa. Já que soldados negros estavam arriscando suas vidas em combates, a campanha pregava ser inadmissível que eles não desfrutassem de direitos de cidadania em seu país”, observa César. Um jornalista americano, fascinado ao avistar brasileiros, brancos e negros, juntos num café, pediu a um grupo de pracinhas que definisse o seu Exército. “Só existe um Exército brasileiro e ele é composto de brasileiros”, foi a resposta. Num encontro entre soldados brasileiros e americanos, os últimos perguntaram aos febianos se os “negri brasiliani sono buoni”. O brasileiro respondeu que eram todos excelentes companheiros, ao que os americanos retrucaram: “Negri americani non buoni”. “Nada chocou mais os soldados brasileiros do que essas mostras de racismo. É certo que as notícias sobre a FEB revigoraram o questionamento do sistema de segregação da sociedade americana e deram um impulso adicional ao movimento negro dos EUA”, diz César. Antes de um desfile de tropas, Zenóbio da Costa teria emitido uma determinação de isolar ou retirar os expedicionários negros das colunas, ordem que foi amplamente ignorada pelos oficiais da FEB.

O “Exército da FEB”, por todas essas razões, não agradava aos líderes do “Exército de Caxias”, que fizeram procedimentos de desmobilização apressados no retorno ao Brasil com o término da guerra. A imprensa propagava a FEB como símbolo das “tropas de democracia”, criando assim grande expectativa para o retorno dos expedicionários. “Durante muito tempo acreditou-se que Vargas temia a volta dos soldados, que poderiam apressar o fim do seu regime. Mas as maiores desconfianças partiram das principais autoridades militares brasileiras, os generais Dutra e Goes Monteiro, e de setores políticos que teriam a perder com a livre expressão política dos febianos”, fala Ferraz. Foi estabelecido um prazo limite de oito dias para o uso de uniformes da FEB e os pracinhas foram proibidos, ainda na Itália, de emitir comentários sobre a guerra sem autorização do Ministério da Guerra.

Liberal – “Havia temores políticos: a ameaça que representava para o ‘Exército de Caxias’ esse novo tipo de força militar, mais profissional, liberal e democrático; o medo de que os oficiais febianos pudessem se tornar o fiel da balança político-eleitoral e fossem cooptados pelos comunistas; acima de tudo, temia-se que os expedicionários, entre os quais Vargas tinha grande popularidade, pudessem apoiá-lo e empolgar a população para soluções diferentes daquelas do pacto conservador das elites políticas para a sucessão de Vargas”, explica Ferraz. Um exemplo desse medo foi o veto à distribuição de medalhas para todos os soldados pelos americanos. Afinal, poderia ser “fonte de vexação” para os militares de carreira que haviam ficado no Brasil e teriam que medir forças políticas e profissionais com militares moldados em combate. “Havia uma flagrante má vontade para com a FEB por autoridade do governo e muitos militares temiam ser preteridos nas futuras promoções da carreira pelos oficiais e praças expedicionários que podiam exibir experiência de guerra”, diz Ferraz.

Muitos febianos viram, com amargura, que essa experiência, única na América do Sul, não iria ser aproveitada para moldar um novo Exército, sendo, em vez disso, destacados para guarnições distantes. O grosso do contingente ainda deparou com o desemprego, pois muitos patrões, obrigados a readmitir seus empregados mobilizados, logo os demitiam alegando desajuste, neuroses ou incompetência profissional. “As dificuldades de conseguir um emprego foram potencializadas pelo fato de a maior parte dos expedicionários ter sido recrutada na idade de aprendizagem de uma profissão”, lembra Ferraz. Os veteranos não conseguiam tampouco entender por que eram proibidos de falar sobre suas experiências de combate para civis e para a imprensa. “Era preciso passar a impressão de que fora a sua formação, não o duro aprendizado dos combates, que possibilitou aos brasileiros vencer um inimigo forte, uma questão de prestígio numa sociedade em que o Exército era o principal ator político. Os militares não podiam admitir limitações e falhas”, observa Ferraz. Sem poder de barganha com autoridades do governo, muitas das quais eram oficiais graduados durante a ditadura militar e haviam fugido à convocação à guerra, os veteranos se calaram para poder sobreviver. Por uma confusão ideológica, ironia do destino, a imagem dos ex-combatentes foi associada aos militares golpistas, o que questionou ainda mais a memória da FEB. “Apenas em 1988, com a nova Constituição, os veteranos conquistaram o direito de uma pensão especial. Mas, dos 25 mil, pouco menos de 10 mil estavam vivos quando o reconhecimento foi aprovado”, diz Ferraz. A pergunta “você sabe de onde eu venho?”, da Canção do expedicionário, teima em ficar sem resposta.

FONTE: publicado pela Revista FAPESP em novembro de 2010

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Grécia demite chefias militares

O governo grego demitiu as chefias das suas Forças Militares devido a receios de um golpe de estado. Vários militares das Forças Armadas, na Força Aérea e na Defesa nacional foram afastados dos seus cargos.
A informação foi avançada pela SIC e recolhe, até agora, poucos ecos na imprensa internacional. O Daily Mail britânico aponta que os militares foram demitidos «sem qualquer razão aparente», após uma reunião de emergência do executivo grego.

O diário britânico recorda que o ministro da Defesa grego, Panos Beglitis, já havia afirmado, no mês passado, que tencionava substituir as chefias militares do país, que considerava ser «um Estado dentro do Estado».

FONTE: sol.sapo.pt

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Um bombardeio da Força Aérea Colombiana (FAC) contra um acampamento da guerrilha Farc na região rural do município de Vista Hermosa, sul do país, deixou ao menos sete guerrilheiros mortos e cinco detidos, disse nesta terça-feira o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón. “A Força Pública deu um golpe decisivo e contundente contra essa estrutura do Bloco Oriental. Até este momento foram encontrados sete corpos. Mais cinco guerrilheiros foram capturados e muito material de guerra foi apreendido”, disse Pinzón a jornalistas.

O funcionário afirmou que havia 26 rebeldes no acampamento do front 46 do Bloco Oriental, uma das mais importantes facções da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “Francamente, pela forma como a operação foi realizada, acreditamos que as baixas podem superar as reportadas até agora”, completou Pinzón.

Entre os mortos pelo bombardeio, realizado na madrugada de segunda-feira, pode estar “Javier” ou “Jota”, apelidos do líder do front 42, afirmou posteriormente o ministro. “Pelo estado em que ficaram os corpos, não foi possível fazer a plena identificação”, explicou. As Farc são a principal guerrilha da Colômbia, com 47 anos de luta armada e conta na atualidade com cerca de 8 mil combatentes, segundo dados do governo.

FONTE: AFP

Segurança Internacional em debate no Rio de Janeiro

VIII edição da Conferência do Forte de Copacabana reúne especialistas de oito países para discutir os novos desafios na área

Rio de Janeiro, 3 e 4 de novembro de 2011 – Fórum de diálogo entre Europa e América Latina sobre temas para a agenda de segurança internacional, a VIII Conferência do Forte de Copacabana será realizada nesta quinta e sexta, no Hotel JW Marriott, no Rio de Janeiro.

Especialistas da Alemanha, Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, EUA, Grã Bretanha, Uruguai e Venezuela vão tratar dos novos desafios para a segurança coletiva; forças armadas e pacificação urbana; tráfego de ilícitos, fronteiras e segurança nacional; mudança climática e energia como temas de segurança; e ameaças comuns para a segurança marítima.

O evento é o único do setor na América Latina que reúne políticos, acadêmicos, militares, diplomatas e representantes da sociedade civil. Entre os nomes confirmados estão: Ulrich Schlie, Diretor de Planejamento de Políticas, Ministério da Defesa da Alemanha e Markus Kaim, Chefe do Departamento de Segurança Internacional (SWP) da Alemanha.
A oitava edição da Conferência do Forte de Copacabana será aberta pela embaixadora da Delegação da União Europeia no Brasil, Ana Paula Zacarias, pelo representante da Fundação Konrad Adenauer no Brasil, Thomas Knirsch, e pelo embaixador e presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Luiz Augusto de Castro Neves.
O evento é um projeto euro-brasileiro organizado pela Fundação Konrad Adenauer (KAS) no Brasil, em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e o apoio da Delegação da União Europeia no Brasil.

Sobre a Fundação Konrad Adenauer
Com origem na Alemanha, a Fundação Konrad Adenauer (KAS) leva o nome do cofundador do partido União Democrata Cristã da Alemanha (CDU) e primeiro Chanceler alemão, que aglutinou tradições sociais, cristãs, conservadoras e liberais.

Com mais de 70 escritórios no mundo inteiro e projetos em mais de 120 países, a Fundação Konrad Adenauer contribui por iniciativa própria para a promoção da democracia, do estado de direito e da economia social de mercado. Para assegurar a paz e a liberdade, a KAS apoia continuamente o diálogo sobre política externa e segurança internacional, e o intercâmbio entre as culturas e as religiões.

A Fundação Konrad Adenauer está no Brasil desde 1969. Ao longo dessas quatro décadas, tem trabalhado em iniciativas próprias e em cooperação com parceiros brasileiros, dialogando, trocando experiências e promovendo a produção de conhecimento especializado nas áreas onde se encontram os principais desafios do país.

Sobre o Cebri
O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), sediado no Rio de Janeiro, é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP),
independente, multidisciplinar e apartidária, formada com o objetivo de promover estudos e debates sobre temas prioritários da política externa brasileira e das relações internacionais em geral. Criado em 1998 por um grupo de intelectuais, empresários, autoridades governamentais e acadêmicos, tornou-se rapidamente referência nacional na promoção de encontros de alto nível, conferências e seminários internacionais.
O Centro atua como um think tank de políticas públicas na área externa do país. Sua missão é criar um espaço para estudos e debates, onde a sociedade brasileira possa discutir temas relativos às relações internacionais e à política externa, com consequente influência no processo decisório governamental e na atuação brasileira em negociações internacionais.
O Cebri produz igualmente informação e conhecimento específico na área externa e propostas para a elaboração de políticas públicas. Linhas de pesquisa resultam em estudos, boletins, relatórios, newsletters e outros produtos específicos para instituições e empresas patrocinadoras.

Denis Bonelli

A Polícia Militar formou, somente nos dez primeiros meses deste ano, 4.459 novos soldados. Porém, ainda há uma turma de 1.600 soldados sendo preparada na academia.

Assim, somente em 2011, a PM reforçará seus quadros com mais de 6 mil policiais que fazem o pronto atendimento à população. Nesta segunda-feira (31), foram formados 2.127 soldados de 2ª classe que reforçarão o policiamento na capital, na Grande São Paulo, em cidades do litoral e do interior.

Após um ano de estudos, os policiais concluíram o Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública, ministrado na Escola Superior de Soldados (ESSd). O governador Geraldo Alckmin e o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, participaram da solenidade de formatura, realizada na manhã de hoje no Vale do Anhangabaú, centro da Capital.

O comando da Polícia Militar ainda não definiu a distribuição dos 2.127 novos soldados. Porém, a turma tem dois grupos com formação especializada: 250 atuarão no Corpo de Bombeiros e 340 no policiamento rodoviário. O salário bruto dos novos policiais é de R$ 2.365,78 em cidades com mais de 500 mil habitantes e R$ 2.180,78 em cidades com menos de 500 mil habitantes.

O grupo de policiais que entra na corporação ocupando o primeiro degrau da escala hierárquica escolheu o secretário da Segurança Pública como paraninfo da turma. ”Vocês passam a fazer parte de uma corporação que se faz cada vez mais presente nas ruas de São Paulo”, lembrou Antonio Ferreira Pinto.

No evento, o governador anunciou outras medidas para a Segurança Pública.  “Todos (os 2.127 novos soldados) começam a trabalhar nas ruas com coletes e pistolas .40. Teremos mais duas mil viaturas para a Polícia Militar e 200 bases comunitárias em 60 dias, além de 1.000 agentes especiais de escolta, que vão liberar outros mil PMs”.

O curso

Com duração de um ano, o Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública para soldados foi dividido em dois módulos: o básico e o especializado. Durante 2.214 horas, os soldados tiveram aulas de Direitos Humanos, Penal, Militar e Civil, Ações de Polícia Ostensiva, Doutrina de Polícia Comunitária e Tiro Defensivo de Preservação da Vida “Método Giraldi”, entre outras disciplinas.

O módulo básico do curso foi realizado na Escola Superior de Soldados, em 36 semanas, e o especializado, em 16 semanas, nas unidades especializadas da Polícia Militar, como o Batalhão de Choque, a Corregedoria, os Comandos de Policiamento Rodoviário e o Ambiental.

Todos os soldados receberam complementação do ensino teórico em estágio probatório, com duração de 60 horas, sob supervisão de professores do curso. Inicialmente, as atividades foram focadas na modalidade de policiamento ostensivo a pé, em áreas residenciais comerciais, até chegar ao policiamento em grandes eventos, como competições esportivas. Desta forma, o estágio permitiu aos soldados colocarem em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula.

Além das atividades curriculares, os alunos tiveram aulas de inglês, praticaram atividades físicas e aprenderam técnicas não-letais, com destaque para o huka-huka, luta milenar indígena. Em maio deste ano, índios praticantes do huka-huka estiveram na Escola Superior de Soldados para difundir a modalidade na corporação.

A turma de soldados técnicos recebeu o nome “Luiz Roberto Barradas Barata”, em homenagem ao ex-secretário estadual da Saúde, que faleceu em julho do ano passado, vítima de um infarto do miocárdio.

Nível superior

De acordo com o Decreto nº 54.911, de 14 de outubro de 2009, de reconhecimento da Lei Complementar Estadual 1.036/2008, todos os cursos da Polícia Militar do Estado de São Paulo são de nível superior. A lei é específica para a PM, dadas as peculiaridades da profissão, de acordo com a Lei de Diretrizes de Base da Educação Nacional (LDB).

Com o reconhecimento, o Centro de Formação de Soldados “Cel PM Eduardo Assumpção” passou a se chamar Escola Superior de Soldados “Cel PM Eduardo Assumpção”, e o Curso de Formação de Soldados PM teve a denominação alterada para Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública.

A Escola Superior de Soldados conta com 489 instrutores, todos policiais militares. Essa é a maior turma de soldados formada pela ESSd, da qual já saíram 25 mil soldados de 2ª classe. Somente no ano passado, 2.047 policiais militares formaram-se técnicos em policiamento ostensivo e preservação da ordem pública na primeira e segunda chamada do atual concurso.

Concorrência

Os formandos inscreveram-se no concurso da Polícia Militar em 2009, quando 88.262 inscritos concorreram a 2 mil vagas – uma relação de 44,1 candidatos por vaga. Após passarem por todas as etapas do concurso, que consistem em provas escritas, exames físicos e psicológicos e processo de investigação social, os classificados tornaram-se aptos a participar do curso, na Escola Superior de Soldados “Coronel Eduardo Assumpção”, no bairro de Pirituba, na zona oeste da capital.

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