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O ministro da Defesa encontra-se nesta terça-feira na Amazônia, onde visita o Comando Militar da Amazônia. Às 11 horas, embarca com destino ao Haiti, onde realiza visita oficial.
Segue a agenda:

  • 08h00 - Visita ao Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia (CECMA)
  • 10h00 - Deslocamento para aeroporto
  • 11h00 - Decola para Porto Príncipe
  • 13h40 - Previsão de chegada (Fuso horário -3h)
  • 14h50 - Boas vindas
  • 15h10 - Instalação na organização militar da Força de Paz do Contingente Brasileiro
  • 16h20 - Briefing Minustah
  • 16h35 - Briefing Componente Militar
  • 17h10 - Briefing Contingente Brasileiro
  • 17h40 - Visita às Bases das organizações militares da Força de Paz

Governo acredita que possa ajudar Cuba a transitar para uma economia mais aberta

 

Clóvis Rossi

Não se realizará a visita da presidente Dilma Rousseff a Cuba que está na cabeça de todas as entidades de direitos humanos. Gostariam que a presidente justificasse sua afirmação de que os direitos humanos estariam no centro de sua política externa e, portanto, fizesse pelo menos uma menção à situação na ilha caribenha.

Não fará. O chanceler Antonio Patriota, na sua passagem por Davos, na semana passada, afirmou que Dilma não falaria para os ouvidos dos jornalistas, no que é uma insinuação de que falará aos ouvidos dos dirigentes cubanos.

Duvido. Não combina com o estilo Dilma, ainda mais que Cuba faz parte do museu da memória sentimental da esquerda latino-americana, e Dilma cultiva essa memória, mesmo sendo uma democrata.

Até entendo a posição histórica do Itamaraty, neste como em governos anteriores, de respeitar sempre a soberania de cada país. Mas discordo: direitos humanos são (ou deveriam ser) patrimônio da humanidade e, portanto, devem ser defendidos acima de qualquer fronteira.
Passemos à segunda -e real- visita da presidente. Neste ponto, é preciso desbastar a linguagem diplomática do chanceler Patriota, para quem o objetivo prioritário da viagem é conversar “sobre a atualização do modelo econômico cubano, em busca de maior eficiência”.

Na verdade, o governo brasileiro acredita, desde a administração anterior, que está em condições de ensinar algo de capitalismo a Cuba, privada dele nos últimos 50 e poucos anos. Não é uma vã pretensão. Cuba está dando os primeiros -e tímidos- passos rumo a uma versão caribenha do modelo chinês. Ou seja, economia parcialmente de mercado com ditadura.

Essa transição para o capitalismo, parcial ou não, foi sempre acompanhada de alta da desigualdade, na Rússia pós-soviética, nos países da Europa Oriental e até na China, apesar do formidável crescimento.

O que o chanceler Patriota considera, com grande exagero, “modelo brasileiro” não precisou transitar para o capitalismo, que nunca abandonou, mas conseguiu, com sucesso, sair da ditadura para a democracia, estabilizar a economia e, ao menos, não aumentar a desigualdade, embora não a tenha reduzido (só reduziu a diferença entre salários, mas não entre a renda do capital e a do trabalho, a verdadeira obscenidade).

A mais relevante contribuição brasileira para a transição cubana não será, entretanto, uma eventual aula teórica, mas algo bem mais concreto: o financiamento para a modernização do porto de Mariel, a 40 quilômetros de Havana.
Marco Aurélio Garcia, o assessor diplomático tanto de Lula como de Dilma, acredita que ampliar Mariel só faz sentido se for para o comércio com os Estados Unidos. Hoje, não existe, pelo embargo imposto pelos norte-americanos à ilha.
Logo, ao financiar o porto, o governo brasileiro acredita estar contribuindo para uma aproximação com os EUA (não, como é óbvio, em um ano eleitoral como 2012). Essa hipótese só se tornará possível se Cuba abrir sua economia sem grande tumulto. Se o fizer, mas continuar uma ditadura, não é um problema insolúvel para Washington (vide as relações com a China).

FONTE: Folha de São Paulo

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Os canalhas nos ensinam mais

Arnaldo Jabor

Nunca vimos uma coisa assim. Ao menos, eu nunca vi. A herança maldita da política de sujas alianças que Lula nos deixou criou uma maré vermelha de horrores. Qualquer gaveta que se abra, qualquer tampa de lata de lixo levantada faz saltar um novo escândalo da pesada. Parece não haver mais inocentes em Brasília e nos currais do País todo. As roubalheiras não são mais segredos de gabinetes ou de cafezinhos. As chantagens são abertas, na cara, na marra, chegando ao insulto machista contra a presidente, desafiada em público. Um diz que é forte como uma pirâmide, outro que só sai a tiro, outro diz que ela não tem coragem de demiti-lo, outro que a ama, outro que a odeia. Canalhas se escandalizam se um técnico for indicado para um cargo técnico. Chego a ver nos corruptos um leve sorriso de prazer, a volúpia do mal assumido, uma ponta de orgulho por seus crimes seculares, como se zelassem por uma tradição brasileira.

Temos a impressão de que está em marcha uma clara “revolução dentro da corrupção”, um deslavado processo com o fito explícito de nos acostumar ao horror, como um fato inevitável. Parece que querem nos convencer de que nosso destino histórico é a maçaroca informe de um grande maranhão eterno. A mentira virou verdade? Diante dos vídeos e telefonemas gravados, os acusados batem no peito e berram: “É mentira!” Mas, o que é a mentira? A verdade são os crimes evidentes que a PF e a mídia descobrem ou os desmentidos dos que os cometeram? Não há mais respeito, não digo pela verdade; não há respeito nem mesmo pela mentira.

Mas, pensando bem, pode ser que esta grande onda de assaltos à Republica seja o primeiro sinal de saúde, pode ser que esta pletora de vícios seja o início de uma maior consciência critica. E isso é bom. Estamos descobrindo que temos de pensar a partir da insânia brasileira e não de um sonho de razão, de um desejo de harmonia que nunca chega.

Avante, racionalistas em pânico, honestos humilhados, esperançosos ofendidos! Esta depressão pode ser boa para nos despertar da letargia de 400 anos. O que há de bom nesta bosta toda?

Nunca nossos vícios ficaram tão explícitos! Aprendemos a dura verdade neste rio sem foz, onde as fezes se acumulam sem escoamento. Finalmente, nossa crise endêmica está em cima da mesa de dissecação, aberta ao meio como uma galinha. Vemos que o País progride de lado, como um caranguejo mole das praias nordestinas. Meu Deus, que prodigiosa fartura de novidades sórdidas estamos conhecendo, fecundas como um adubo sagrado, tão belas quanto nossas matas, cachoeiras e flores. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras. Como mentem arrogantemente mal! Que ostentações de pureza, candor, para encobrir a impudicícia, o despudor, a mão grande nas cumbucas, os esgotos da alma.

Ai, Jesus, que emocionantes os súbitos aumentos de patrimônio, declarações de renda falsas, carrões, iates, piscinas em forma de vaginas, açougues fantasmas, cheques podres, recibos laranjas de analfabetos desdentados em fazendas imaginárias.

Que delícia, que doutorado sobre nós mesmos!… Assistimos em suspense ao dia a dia dos ladrões na caça. Como é emocionante a vida das quadrilhas políticas, seus altos e baixos – ou o triunfo da grana enfiada nas meias e cuecas ou o medo dos flagrantes que fazem o uísque cair mal no Piantella diante das evidências de crime, o medo que provoca barrigas murmurantes, diarreias secretas, flatulências fétidas no Senado, vômitos nos bigodes, galinhas mortas na encruzilhada, as brochadas em motéis, tudo compondo o panorama das obras públicas: pontes para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos, orgasmos entre empreiteiras e políticos.

Parece que existem dois Brasis: um Brasil roído por ratos políticos e um outro Brasil povoado de anjos e “puros”. E o fascinante é que são os mesmos homens. O povo está diante de um milenar problema fisiológico (ups!) – isto é, filosófico: o que é a verdade?

Se a verdade aparecesse em sua plenitude, nossas instituições cairiam ao chão. Mas, tudo está ficando tão claro, tão insuportável que temos de correr esse risco, temos de contemplar a mecânica da escrotidão, na esperança de mudar o País.

Já sabemos que a corrupção não é um “desvio” da norma, não é um pecado ou crime – é a norma mesmo, entranhada nos códigos, nas línguas, nas almas. Vivemos nossa diplomação na cultura da sacanagem.

Já sabemos muito, já nos entrou na cabeça que o Estado patrimonialista, inchado, burocrático é que nos devora a vida. Durante quatro séculos, fomos carcomidos por capitanias, labirintos, autarquias. Já sabemos que enquanto não desatracarmos os corpos públicos e privados, que enquanto não acabarem as emendas ao orçamento, as regras eleitorais vigentes, nada vai se resolver. Enquanto houver 25 mil cargos de confiança, haverá canalhas, enquanto houver Estatais com caixa-preta, haverá canalhas, enquanto houver subsídios a fundo perdido, haverá canalhas. Com esse Código Penal, com essa estrutura judiciária, nunca haverá progresso.

Já sabemos que mais de R$ 5 bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas. Não adianta punir meia dúzia. A cada punição, outros nascerão mais fortes, como bactérias resistentes a antigas penicilinas. Temos de desinfetar seus ninhos, suas chocadeiras.
Descobrimos que os canalhas são mais didáticos que os honestos. O canalha ensina mais. Os canalhas são a base da nacionalidade! Eles nos ensinam que a esperança tem de ser extirpada como um furúnculo maligno e que, pelo escracho, entenderemos a beleza do que poderíamos ser!
Temos tido uma psicanálise para o povo, um show de verdades pelo chorrilho de negaças, de “nuncas”, de “jamais”, de cínicos sorrisos e lágrimas de crocodilo. Nunca aprendemos tanto de cabeça para baixo. Céus, por isso é que sou otimista! Ânimo, meu povo! O Brasil está evoluindo em marcha à ré!

FONTE: O Estado de S.Paulo

 

Luta pelo Comando

Ricardo Boechat

A queda do delegado José Ricardo Botelho do cargo de secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério de Justiça fortaleceu os militares, que querem ver as Forças Armadas à frente da segurança na Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016.

FONTE: Isto É

Não me fale em Comissão da Verdade

 

Os três comandantes das Forças Armadas não estão dispostos a se encalacrarem com a presidente Dilma Rousseff para levar demandas dos militares da reserva contra a Comissão da Verdade.
Sem o ex-ministro da Justiça Nelson Jobim para brigar por eles, os três só pensam em agradar Dilma para ficar no cargo. O atual, Celso Amorim, segue a mesma toada.

FONTE: Jornal do Brasil

Chanceler brasileiro, Antonio Patriota, afirma em Davos que Dilma evitará tema em viagem. Segundo ele, visita da presidente servirá para dialogar sobre “atualização do modelo econômico cubano”

 

CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A DAVOS

O chanceler Antonio Patriota disse ontem que a situação dos direitos humanos em Cuba “não é emergencial” e, por isso, a presidente Dilma Rousseff não falará sobre o tema em sua visita à ilha na semana que vem.
O ministro ressalvou que ela não falará “para os ouvidos dos jornalistas”, uma maneira evasiva de dizer que talvez fale a portas fechadas aos líderes cubanos.

A tese clássica da diplomacia brasileira é que “resultados positivos [em direitos humanos] não surgem necessariamente da exposição pública”, repetiu o chanceler. O Itamaraty escuda-se nessa tese para evitar se manifestar abertamente sobre direitos humanos.

Patriota relatou uma conversa com autoridades cubanas sobre o assunto em recente viagem à ilha.

Ele não entrou em detalhes, a não ser para elogiar o papel de médicos cubanos para controlar um surto de cólera no Haiti.
Epidemias também são uma forma de violação dos direitos humanos, embora a avaliação usual restrinja o tema a aspectos institucionais e de liberdades públicas. O chanceler adiantou que a visita de Dilma servirá para dialogar a respeito da “atualização do modelo econômico cubano em busca de maior eficiência”.

Ou, posto de outra forma, o governo brasileiro está interessado em colaborar no que seja necessário para a transição cubana de um modelo de economia centralizada e totalmente estatizada para algo mais aberto, ainda que sob controle do Partido Comunista Cubano.

Nesse mesmo espírito, o ponto central da relação Cuba/Brasil passa pela ampliação do porto de Mariel, obra para a qual a Câmara de Comércio Exterior acaba de autorizar o BNDES a desembolsar mais uma fatia.
Tradução, segundo a Folha apurou no governo brasileiro: a ampliação do porto de Mariel só tem sentido se servir para o comércio com os EUA, hipótese inviável ante o embargo norte-americano.

FONTE: Folha de São Paulo

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Rio de Janeiro – No dia 25 de janeiro, em cerimônia presidida pelo Comandante Militar do Leste, General de Exército Adriano Pereira Junior, ocorreu a passagem de Comando da 1ª Divisão de Exército, do General de Divisão Oswaldo de Jesus Ferreira para o General de Divisão José Alberto da Costa Abreu.

A solenidade contou com a presença do Comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri, do Ministro do Superior Tribunal Militar, General de Exército Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, do Comandante da Escola Superior de Guerra, General de Exército Túlio Cherem, do Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, General de Divisão Ueliton José Montezano Vaz, de autoridades civis, militares e convidados.

FONTE: EB

Leon Panetta disse que novo plano desloca a atenção do Pentágono das guerras do Iraque e Afeganistão para Ásia e ciberespaço

 

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, anunciou nesta quinta-feira que o Exército americano será “menor e mais enxuto”, com cerca de 100 mil soldados a menos em cinco anos. O pedido de financiamento, que inclui cortes dolorosos em muitos Estados, monta o palco de uma nova luta entre o governo do presidente Barack Obama e o Congresso sobre quanto o Pentágono deve gastar na segurança nacional, enquanto o país tentar conter déficits orçamentários de um trilhão de dólares.

“Não se enganem, as economias que estamos propondo vão impactar todos os 50 Estados e muitos distritos em toda a América”, disse Panetta em uma conferência de imprensa no Pentágono. “Esse será um teste sobre se reduzir o déficit é só conversa ou ação”.

Panetta disse que buscaria US$ 88,4 bilhões de dólares para apoiar as operações de combate no Afeganistão, menos que os US$ 115 bilhões em 2012, em grande parte devido ao fim da guerra no Iraque e à retirada das forças norte-americanas no final do ano passado.

O orçamento começa a concretizar uma nova estratégia militar anunciada pelo Pentágono no início desse mês que pede uma mudança de foco, das guerras terrestres da década passada para os esforços para preservar a estabilidade na região da Ásia-Pacífico e no Oriente Médio.

Isso adiaria a compra de armas como o avião de guerra F-35 Joint Strike da Lockheed Martin’s, o maior programa de aquisição do Pentágono, além de submarinos, navios de assalto anfíbios e outras embarcações.

Os aumentos salariais dos militares começariam a diminuir depois de mais de dois anos de crescimento, e aumentariam as taxas para benefícios do sistema de saúde para militares aposentados, para os que serviram por mais de 20 anos.

Mais equipes de forças especiais, como o Seals que matou Osama Bin Laden, seriam utilizadas ao redor do mundo, acrescentou Panneta. “Nossa abordagem foi usar isso como uma oportunidade de manter forte o Exército no mundo, para não esvaziar a força”, informou Panetta em comunicado, que logo foi rebatido por rivais republicanos no Congresso.

“Levar a nossa estrutura militar de volta para antes do 11 de Setembro coloca nosso país em grave perigo”, disse o senador John Cornyn, um republicano e membro do Comitê de Serviços Armados do Senado.

Panetta anunciou que o governo vai solicitar um orçamento para 2013 de US$ 525 bilhões, além dos outros US$ 88 bilhões para operações no Afeganistão, Combinados, esses totais são cerca de US$ 33 bilhões a menos do que o Pentágono está gastando esse ano.

O secretário disse, no entanto, que o orçamento base do Pentágono vai chegar a US$ 567 bilhões em 2017. Nessa ocasião, os orçamentos acumulados de cinco anos serão US$ 259 bilhões a menos do que havia sido planejado antes do governo ter fechado um acordo de corte de déficit com o Congresso ano passado que exige uma redução de US$ 487 bilhões até 2022.

Entre os detalhes, Panetta destacou:

  • O Exército cortará 80 mil soldados, dos 570 mil de hoje para 490 mil em 2017. Esse número é ligeiramente maior do que o Exército antes do 11 de Setembro;
  • O Corpo de Fuzileiros Navais sofrerá uma redução de 202 mil para 182 mil – também acima do nível de antes do 11 de Setembro;
  • A Força Aérea irá aposentar alguns aviões mais antigos, incluindo cerca de 20 aviões de carga C-5A e 65 dos C-130 e;
  • A Marinha manterá a frota de 11 porta-aviões mas aposentará sete cruzeiros antes do planejado e adiará a compra de alguns navios.

O presidente Barack Obama vai pedir que o Congresso aprove uma o fechamento de algumas bases domésticas, embora o prazo para que isso aconteça não tenha ficado claro.

Ao anunciar os planos de reestruturação militar, Panetta afirmou que os EUA iriam manter a habilidade de derrotar “qualquer inimigo em terra” e reforçar as forças especiais.

O plano de gastos da defesa está programado para ser submetido ao Congresso como parte do orçamento total do governo em 13 de fevereiro. A ideia de Obama é uma nova atenção voltada para a Ásia, onde a rápida modernização militar da China tem preocupado os EUA e seus aliados.

FONTE: iG, com AP e Reuters

ÖRNSKÖLDSVIK, Suécia – A BAE Systems assinou um contrato com a FMV, a agência sueca de administração de material de defesa, para fornecer 48 veículos blindados Todo Terreno BvS10, incluindo um amplo pacote de suporte.

O contrato, avaliado em £65 milhões (US$ 100 milhões), sucede a seleção prévia de seu veículo BvS10, em 5 de janeiro. Prevê também a opção de fornecimento de outros 127 veículos e de um pacote de suporte ainda mais abrangente, podendo incluir apoio ao teatro de operações bélicas. Se concretizado, o valor total poderá ser superior ao triplo do atual.

O veículo BvS10 foi escolhido por meio de licitação aberta em junho de 2011. As características específicas do contrato incluem uma melhor ergonomia e proteção para a tripulação, integração da estação de armas remota Protector e sistemas de gestão de rádio e campo de batalha. Além disso, os veículos também serão equipados com lançadores de granadas de fumaça, visando a uma cobertura de 360 graus.

“Fizemos uma avaliação geral do desempenho, preço, custos de suporte dos dois veículos da concorrência e de sua capacidade de entrega-los conforme os requisitos”, disse o General Brigadeiro Anders Carell, Coordenador do comando de compras de sistemas de terra da FMV. “O resultado de nossa avaliação favoreceu claramente a BAE Systems e seu BvS10”.

Os 48 veículos BvS10 serão entregues nas seguintes variantes: transporte de tropas, veículo de comando, ambulância e transporte logístico. Serão fabricados nas recém-reformadas instalações, em Örnsköldsvik, com as primeiras entregas marcadas para outubro de 2012 e a entrega final em novembro de 2013.

“O contrato com a FMV é mais uma prova da capacidade superior que o versátil BvS10 oferece”, disse o Diretor Executivo da BAE Systems Vehicles, Jan Söderström. “Graças à nossa recém-reformada fábrica, poderemos fornecer os BvS10s em um prazo curto e a um preço muito competitivo. As Forças Armadas Suecas poderão contar com uma combinação ideal de mobilidade e proteção”.

A Suécia agora faz parte do grupo que opera os veículos BvS10, composto por Reino Unido, Holanda e França. Mundialmente, já foram vendidas mais de 10 mil unidades da linha anterior de veículos BV206 de menor porte.

Divulgação: Gaspar e Associados Comunicação Empresarial

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Carlos Alberto Sardenberg

Os Estados Unidos têm a maior economia do mundo e, em renda per capita, estão entre os dez mais ricos. Considerando apenas os países grandes, os EUA são os mais ricos. Além disso, trata-se de uma democracia. Logo, é esse o modelo a ser copiado, certo?
Mas olhem o momento: uma baita crise financeira e a evidência de que os mais ricos sempre se saem melhor. Na prosperidade, ganham mais, na queda, perdem menos. Além disso, empresas e bancos, na liberdade de mercado, só pensam nos seus lucros, dane-se o povo. Não, esse sistema não serve mais, nem para os americanos.

Passemos, então, para a segunda maior economia do mundo, a China. Crescimento médio anual de 10% ao longo de três décadas! Há empresas privadas, nacionais e estrangeiras, mas as estatais e o governo controlam firmemente os negócios, impondo limites à ganância do mercado. Para os países emergentes, em especial, esse capitalismo de estado seria o modelo ideal para o crescimento rápido e mais equilibrado, certo?

Mas é uma ditadura – e provavelmente o modelo só para de pé nesse ambiente autoritário. O controle do governo gera muitas ineficiências e corrupção, pois os negócios dependem sempre do “apoio” de um governante ou de um dirigente do Partido Comunista. Além disso, além de salários baixos, há muita desigualdade, sim. Em Shangai, o padrão de vida é europeu. No interior, há regiões mais pobres que a África. Não, esse tipo de crescimento não justifica uma ditadura.

Passemos, então, para a Europa, a ocidental, onde se pratica o capitalismo do bem-estar social ou a economia social de mercado. A Alemanha, terceira maior economia do mundo, é o exemplo acabado: democracia, empresas privadas pujantes, mas com forte regulação, e um governo que fornece serviços universais de qualidade. São ricos, livres e têm a proteção do Estado – eis o modelo, certo?

Mas custa muito caro. Isso exige uma carga tributária cada vez mais elevada e, mesmo assim, a dívida dos governos já chegou a níveis insuportáveis. Esse custo e mais o excesso de regulação e de governo retiram competitividade das empresas. Resultado: baixo crescimento, níveis elevados de desemprego, especialmente entre os jovens. As gerações atuais estão protegidas, mas os mais jovens percebem que o futuro não garante a boa vida dos pais. Não, o modelo parece não servir nem para os próprios europeus.

Eis o debate que ocorre mundo afora, inconcluso. Voltaremos ao tema, claro.

FONTE: O Globo

 

Reféns foram libertados sem ferimentos e todos os nove sequestradores que estavam com eles foram mortos durante a operação

 

A foto ao lado mostra o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao lado de sua mulher, Michelle, logo após o discurso sobre o Estado da União, realizado na noite de terça-feira (24). No telefone, Obama conversa John Buchanan e informa a ele que membros das Forças de Operações Especiais dos Estados Unidos libertaram sua filha, Jessica, de 32 anos, e o dinamarquês Poul Hagen Thisted, de 60 anos. Os dois, funcionários de uma ONG que, estavam sequestrados desde outubro por um grupo de piratas que age na costa da Somália e no Golfo de Aden.

Os dois reféns trabalhavam em uma unidade de retirada de minas terrestres do Conselho de Refugiados Dinamarquês, uma ONG que dá todo o tipo de assistência a refugiados somalis em Mogadíscio, a capital do país. Eles foram capturados em Galkayo, enquanto monitoravam as atividades de ajuda humanitária.

Jessica e Thisted foram libertados sem ferimentos e todos os nove sequestradores que estavam com eles foram mortos durante a operação. Segundo informação da agência Associated Press, o resgate foi realizado pela mesma unidade militar que matou, em maio de 2011, o terrorista Osama Bin Laden, chefe da Al-Qaeda.

O resgate de reféns na Somália foi realizado pela mesma equipe de SEALs da Marinha que encontrou e matou Osama Bin Laden, disseram à Associated Press dois funcionários da administração americana que pediram para manter o anonimato. A unidade é o Grupo Naval de Desenvolvimento de Combate Especial, também conhecido como Time 6 SEAL. Os membros da unidade que realizaram o resgate não eram os mesmos que mataram Bin Laden, disseram os funcionários do governo.

Ainda segundo a AP, a operação foi comandada a partir do Comando da África das Forças Armadas dos Estados Unidos, baseado em Stuttgart, na Alemanha. Na semana passada, o comando recebeu a informação de que Jessica Buchanan estava com problemas de saúde e, dias depois, recebeu a informação de sua localização. Após confirmar que os reféns estavam no local indicado, a operação foi realizada.

Ao programa Today, da rede NBC, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que o governo “queria agir e agiu”. Em nota, Obama disse que “não poderia estar mais orgulhoso das tropas que realizaram a missão e dos dedicados profissionais que apoiaram seus esforços”.

FONTE/FOTOS: Época/Pete Souza / Casa Branca e Conselho de Refugiados Dinamarquês / AP

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A taxa de recrutas com excesso de gordura, aos 18 anos, passou de 0,9% para 2,8% em três décadas

 

Fernanda Aranda, iG São Paulo 

Os recrutas brasileiros estão mais gordos e mais próximos de problemas de saúde como diabetes, hipertensão e impotência sexual. Uma pesquisa conduzida pelo cardiologista do Hospital do Coração (Hcor), Daniel Magnoni, mostrou que os jovens com 18 anos, interessados em ingressar nas Forças Armadas Brasileiras, chegam ao Exército já com excesso de gordura em níveis prejudiciais ao organismo.

Em 30 anos (1978 e 2008), o aumento das taxas de obesidade nesta população foi de 300%, saindo de 0,9% há três décadas para atuais 2,8%. O sobrepeso aumentou 200%, saindo de 6,8% para 15,5%

A conclusão foi feita com base em 2 milhões de homens recrutas. Para Magnoni, a pesquisa espelha uma situação preocupante em uma parcela da população muito jovem. “Esperávamos que estivessem menos gordos e mais saudáveis. Eles tinham 18 anos quando foram avaliados”, afirmou o cardiologista.

De fato, o excesso de peso precoce é um fenômeno nacional, como evidenciou inquérito do Ministério da Saúde. A avaliação da população entre 18 e 24 anos mostrou que 31,6% estão com o peso em desacordo com a altura. O índice é crescente conforme o grupo etário e chega a 58,8% na população com mais de 60 anos.

Para o urologista Modesto Jacobino, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o fato de já conviverem de forma tão precoce com a obesidade, faz com que a “fatura” seja cobrada imediatamente e não a longo prazo. “É um preço que pode ser refletido de forma imediata”, diz. “Mais dores nas articulações, mais problemas cardiovasculares, mais impactos na libido e na distribuição de hormônios, o que dificulta a potência sexual também”, diz o especialista.

Praticar exercícios físicos e manter uma alimentação balanceada são as receitas universais para brigar contra a obesidade. No Exército, informou a assessoria de imprensa, a tendência é que o excesso de peso seja revertido com o passar do tempo. “Estabelecemos um programa de treinamento gradativo a ser seguido, com o objetivo de alcançar a homogeneidade da tropa”, afirma a nota. “A realização do treino pode ser por frações, por nível de aptidão física e até mesmo individualmente.”

FONTE: saude.ig.com.br

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Em encontro em Brasília, ministros da Defesa dos dois países concordaram em aprofundar cooperação nas áreas de capacitação profissional, material militar e de proteção de fronteiras

 

Brasília, 24/01/2012 — Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e do Suriname, Lamure Latour, acertaram uma maior cooperação entre os dois países na área militar, no combate ao crime transnacional e na área de capacitação profissional. Durante o encontro, ambos manifestaram o desejo de ampliar os laços existentes, estabelecidos desde 1982.

Ao final do encontro, o ministro Celso Amorim ressaltou sua crença numa ordem multipolar e acrescentou que espera ter no Suriname um de seus amigos mais importantes. O ministro Lamure Latour, por sua vez, destacou a importância brasileira no processo de formação da Força de Defesa do Suriname e no desenvolvimento econômico do país vizinho.

Reequipamento

O Suriname passa por um momento de reestruturação de seu componente militar. O ministro manifestou interesse em aviões de ataque leve e navios-patrulha entre 200 e 500 toneladas. Ontem (23/01) a comitiva visitou as instalações da Embraer em São José dos Campos (SP).

“Ficamos muito impressionados com o Super-Tucano e a capacitação brasileira no setor aeroespacial, reconhecida internacionalmente”, disse o ministro Lamure Latour durante a reunião de trabalho das duas delegações.

Segundo o ministro surinamês, seu país está interessado em produtos da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). Além de navios-patrulha, haveria interesse em lanchas leves. Também foi colocada a necessidade de renovação da frota de viaturas leves e de caminhões.

O ministro Celso Amorim solicitou ao secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Murilo Barboza, que avalie, junto às autoridades competentes, a possibilidade de abertura de linhas de crédito para suprir as demandas do Suriname.

Modernização

Durante a década de 1980, o Suriname adquiriu uma frota de veículos blindados de reconhecimento, Cascavel, e de transporte, Urutu, fabricados pela Engesa, empresa que teve sua falência decretada pela Justiça na década de 1990. “Esses veículos precisam ser modernizados de maneira a voltarem para a ativa”, afirmou o ministro Latour.

Em resposta, Celso Amorim afirmou que vai estudar a possibilidade de obter recursos financeiros, componentes e mão de obra para viabilizar o trabalho. O Brasil já desenvolve esforço semelhante para manter sua frota de blindados fabricada pela Engesa.

O ministro brasileiro também examinaria, junto à Agência Brasileira de Cooperação, organismo ligado ao Ministério das Relações Exteriores, a possibilidade de apoio para a construção da nova sede do Colégio Nacional de Defesa do Suriname em Paramaribo.

“Estamos dispostos a colaborar no que depende de nós: pessoal para treinamento e instrução”, ressaltou.

Por último, ficou acertada também a ampliação do intercâmbio existente entre os centros de preparação militar dos dois países com maior troca de experiência e participação de alunos. O ministro Amorim destacou a excelência do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e declarou-se satisfeito com a grande presença de militares surinameses nas escolas militares brasileiras.

Proteção da Amazônia

A delegação surinamesa solicitou acesso aos dados do satélite sino-brasileiro CBERS, de sensoriamento remoto. Também mostrou interesse em estabelecer um mecanismo de troca de informações obtidas pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). Destacou que, por injunções econômicas, ainda não pode montar uma rede de radar de vigilância aérea, mas que considera o projeto indispensável para combater ilícitos transnacionais.

O ministro Latour colocou a possibilidade de realização de exercícios conjuntos dos dois países na área de fronteira e solicitou apoio brasileiro para a construção de uma pista de pouso no sul do Suriname de maneira a ampliar a presença do Estado na região.

Comitivas

A comitiva surinamesa chegou às 10h40 de hoje. Depois de receber as honras militares, o ministro Latour cumprimentou seu colega brasileiro. As delegações se reuniram durante uma hora no oitavo andar do Ministério da Defesa. O encontro reuniu a cúpula militar dos dois países.

Participaram do lado brasileiro o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos de Nardi; os comandantes da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio de Moura Neto; do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri; e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Juniti Saito; e dos secretários de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Murilo Barboza; de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais, tenente-brigadeiro Marco Aurélio Gonçalves Mendes, e de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia, almirante de esquadra Gilberto Max Roffé Hirschfeld.

Integraram a delegação surinamesa, além do ministro, o diretor de Defesa, John Ashong; o chefe do Estado Maior da Força de Defesa, Ronni Benschop; o diretor do Departamento de Defesa, Planejamento Estratégico e Educação, tenente-coronel Johnny Antonius, e o chefe de Planejamento e Recursos Humanos, tenente-coronel Mitchel Labadie.

Fotos: Felipe Barra
Ministério da Defesa
Assessoria de Comunicação Social

Argentina e Chile também assinariam contratos

 

O diretor da empresa estatal russa Rostekhnologii, Sergei Chemezov, informou nesta quarta-feira, 25, que a Rússia pretende fechar contratos para a venda de armamentos para Brasil, Argentina e Chile. Ele afirmou que há a possibilidade de assinar contratos de cooperação técnico militar com os três países sul-americanos.

Em relação a Venezuela, que é o principal comprador de armamentos russos, o diretor informou que não se espera fechar novos contratos por enquanto. Chemezov destacou ainda que em 2011 a Rússia exportou quase US$ 12 bilhões de dólares em armamentos e que, em 2012, este número deve ser superado.

FONTE: Diário da Rússia

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O Ironman em ação

Tropas americanas no Afeganistão usaram a criatividade para resolver um problema comum nas operações do dia a dia. Na discussão após uma missão notaram o quanto era difícil manter três soldados de uma peça de metralhadora juntos em um terreno complexo durante a batalha. Lembraram do filme Predator onde havia um soldado operando uma Minigun com uma caixa de munição nas costas. Após algumas risadas um sargento resolveu colocar a idéia em prática.

As tropas usavam uma metralhadora Mk 48 de 7,62 mm e tinham que usar cintas de munição de 50 tiros para facilitar o uso, mas durava muito pouco tempo em combate tendo que rearmar frequentemente. Então pegaram uma mochila ALICE e colocaram duas caixas de munição. Adicionaram a um sistema MOLLE para levar outros equipamentos. Usaram a cinta de alimentação de uma torreta CROWS para direcionar a munição. O resultado nos testes foi melhor do que esperavam. Em fevereiro de 2011 a mochila “Ironman” foi usada em combate e funcionou.

Cientistas do US Army viram fotos do protótipo o logo gostaram da idéia. Em 48 dias já tinham um protótipo mais simples e eficiente pesando 19kg com 500 tiros. As notícias sobre o Ironman logo se espalharam e todas as tropas começaram a fazer seus pedidos. O conceito não é tão novo assim. No Vietnã os Seals usaram um sistema semelhante para alimentar suas metralhadores M60E3 como visto na foto abaixo.

 

Cristalina (GO) – Nos dias 14 e 15 de janeiro, o 1º Batalhão de Infantaria de Força de Paz do 16º Contingente Brasileiro, em preparação para a missão no Haiti, recebeu, em Brasília, o Pelotão das Forças Militares do Paraguai que integrará o efetivo do referido Batalhão.

Os militares do Pelotão das Forças Militares do Paraguai conheceram a capital do País e, no dia 16 de janeiro, realizaram o deslocamento para a 3ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada em Cristalina (GO), Grande Unidade responsável pelo preparo do Batalhão, e permanecerão neste município para participarem da concentração final da tropa e dos Exercícios Básico e Avançado de Operações de Paz.

A preparação da tropa é faseada e os Exercícios Básico e Avançado de Operações de Paz permitem aos integrantes do Batalhão aplicarem todas as técnicas, táticas e procedimentos aprendidos durante a fase de preparo, coroando o adestramento do Contingente, antes do embarque para o país caribenho.

FONTE: EB

Porto Príncipe (Haiti) – No dia 12 de janeiro, data do segundo aniversário do terremoto que vitimou centenas de milhares de pessoas no Haiti, foi realizada uma formatura em homenagem aos militares brasileiros mortos na catástrofe, nas dependências do 1º Batalhão de Infantaria de Força de Paz. Na oportunidade, foi depositada uma corbelha de flores no Memorial às Vítimas do Terremoto de 12 de janeiro de 2010.

A solenidade foi presidida pelo Comandante do Contingente Brasileiro no Haiti, Coronel Luciano Mendes Nolasco, e contou com a presença do Comandante do 2º Batalhão de Infantaria de Força de Paz, Coronel Enio Machado Martins Júnior, do Comandante da Companhia de Engenharia de Força de Paz, Tenente-Coronel José Sirnando Cavalcante das Neves, e do Comandante do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, Capitão de Fragata Fuzileiro Naval Claudio Eduardo Silva Dias.

FONTE: EB

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