COE de Goiás agora é companhia independente

No dia de hoje, com muita chuva, foi criada a Companhia Independente de Operações Especiais da Polícia Militar do Estado de Goiás.
O COE é composto por Policiais Militares voluntários e selecionados na Corporação que, após concluir o Curso de Comandos e Operações Especiais, ministrado pela própria unidade, passam a integrar os Pelotões de Operações Especiais.

O curso abrange as disciplinas de doutrinas de comandos e operações especiais, orientações e navegações, tiro tático, mergulho livre, contra terrorismo, sobrevivência em mata, higiene, profilaxia e pronto socorrismo, técnicas não letais de intervenção policial, técnicas policiais em altura; explosivos; natação utilitária, técnicas de contra guerrilha urbana e rural; equipamentos e materiais de comandos e operações especiais e técnicas e táticas de comandos e operações especiais.

Durante o curso os alunos são submetidos a situações de superação, próximas da realidade onde a tropa deverá operar, testando a sua rusticidade diante de obstáculos como o tempo, sono, fome, desgaste físico e mental, ferimentos, etc.
Também são adestrados para orientar e proteger a vida humana, a natureza, preservando a ecologia nas áreas de selva ou floresta, sempre superando as deficiências com denodo, criatividade, desprendimento, humildade e esforço no bem cumprir da sua missão, seguindo a premissa: “Com o Sacrifício da Própria Vida”, se assim, necessário for.

NOTA DO FORTE: Boa sorte aos novos “caveiras” de Goiás e ao Major Moura por mais essa missão.

NOTA 2: O tiro do vídeo foi feito por um sniper.

AL sem Brasil

Merval Pereira

Apesar de ter uma viagem marcada para o Brasil durante a campanha presidencial, quem tiver curiosidade de saber a opinião de Mitt Romney sobre o país não terá nenhuma pista no principal documento divulgado até agora sobre a estratégia de política externa do mais provável candidato republicano à presidência dos Estados Unidos.

Intitulado “Um Século americano – Uma estratégia para garantir os interesses e ideais permanentes americanos”, quando aborda a América Latina, não tem uma referência sequer ao Brasil. Mas tem muitos pontos que certamente entrarão em choque com a posição do governo brasileiro.

O documento anuncia que o governo de Mitt Romney terá “um papel ativo na América Latina, apoiando aliados democráticos e relacionamentos baseados em economia de mercado, contendo forças internas desestabilizadoras como gangues criminais e terroristas, e se opondo a influências externas desestabilizadoras como o Irã”.

O ponto mais importante do documento é o anúncio de que nos primeiros cem dias o novo governo republicano lançará “uma vigorosa promoção pública de diplomacia e comércio”, denominada Campanha para Oportunidade Econômica na América Latina, Ceola em inglês, sigla que aparentemente pretende substituir a Alca.

O propósito seria ressaltar “as virtudes da democracia e do livre comércio”, seguindo a linha dos acordos em vigor ou prestes a serem aprovados pelo Congresso com países da região como Panamá, Colômbia, Chile, México, Peru, e os membros do acordo de livre comércio da América Central.

O eventual governo Romney tentará usar o programa para contrastar os benefícios da livre iniciativa e o modelo de autoritarismo socialista oferecido por Cuba e Venezuela, que são, na verdade, as grandes preocupações na região.
Na visão de Romney, “décadas de notável progresso na América Latina baseado na segurança, democracia e crescente laços econômicos com a América estão atualmente sob ameaça”.

Venezuela e Cuba estariam liderando “uma virulenta campanha antiamericana” num movimento “bolivariano” por meio da América Latina com a intenção de sabotar instituições de governança democrática e oportunidades econômicas.
Esse “movimento bolivariano”, segundo o documento, ameaça aliados dos Estados Unidos como a Colômbia, interfere na cooperação regional para o combate às drogas e em ações de contraterrorismo, tem fornecido proteção para traficantes de drogas e encorajado organizações terroristas regionais, além de ter convidado o Irã e organizações terroristas estrangeiras como o Hezbollah.

O documento destaca também o que chama de “epidemia de violência de gangues criminais e cartéis da droga” que leva a morte ao México e diversos países da América Central e Caribe.

A proposta de Mitt Romney é juntar as iniciativas de combate às drogas e ao terrorismo para criar a Força Tarefa Hemisférica para Crime e Terrorismo, com o objetivo de coordenar as ações de inteligência e repressão entre os aliados regionais.
No plano mais geral, o documento adverte que quem assumir a presidência em 2013 terá pela frente uma série de “ameaças e oportunidades”.

O papel de “países poderosos” como China e Rússia pode levar à valorização do sucesso econômico, reforçando a importância de um sistema construído à base da liberdade econômica e política.
Mas pode também, adverte o documento de Romney, ameaçar tal sistema pelo autoritarismo característico desses países, que já estaria colocando em perigo a segurança internacional.

O documento chama a atenção para o surgimento de atores relativamente novos na cena global, como os grupos terroristas transnacionais.
Os grupos islâmicos radicais são apontados pelo documento como “um perigo onipresente” para os Estados Unidos, apesar das vitórias obtidas nos últimos anos no combate ao terrorismo.
Mitt Romney utiliza-se do documento das “armas de destruição em massa” para chamar a atenção para os perigos de elas caírem “em mãos erradas”.

A região que vai do Paquistão à Líbia, envolta em “profunda turbulência”, tem uma importância geoestratégica que não pode ser menosprezada: “É o primeiro ponto para a proliferação nuclear”, ressalta o documento, um constante risco de uma “guerra catastrófica” que poderia colocar a economia mundial no caos.

A política externa de Mitt Romney se preocupa com “países fracos demais para se defender sozinhos” e também com “países falidos ou em falência”, como Somália, Yemen, Afeganistão e Paquistão, “e num grau alarmante, nosso vizinho México”.
Esses são países com “governança fraca, tomados pela pobreza, doenças, refugiados, drogas e crime organizado”, que são ou podem vir a ser lugares seguros para terroristas, piratas e outros tipos de redes criminosas.

Romney retoma também a expressão “Estados bandidos” muito utilizada no governo de George W. Bush, para definir Irã, Coreia do Norte, Venezuela e Cuba, que têm “interesses e valores diametralmente opostos aos nossos” e colocam a segurança internacional em perigo, especialmente nos casos da Coreia do Norte e do Irã, que buscam obter armas nucleares.

O professor de estudos estratégicos da Universidade Johns Hopkins Eliot Cohen, conselheiro especial do governador Romney, descreve no prefácio do livro quais são os objetivos que movem a sua candidatura: a tese do mundo multipolar, onde o poder de influência dos Estados Unidos seria decrescente, seria “falaciosa e perigosa”.

“Os Estados Unidos não podem retirar-se dos problemas mundiais sem provocar perigo para si mesmo e para os outros. (?) Queiramos ou não, nossos valores, nossas políticas e nosso exemplo importam a todos os que valorizam a liberdade”.

FONTE: O Globo

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Irã enriquece urânio a 20%, segundo a ONU

A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), vinculada à ONU, confirmou que o Irã começou a enriquecer urânio a 20% nas instalações subterrâneas de Fordo, próximo de um complexo militar a 20 km da cidade sagrada de Qom.

A confirmação acirra a tensão entre Teerã e o ocidente, cujo último capítulo foram os exercícios militares realizados pelo Irã no golfo Pérsico e sua ameaça de bloquear o estreito de Hormuz.

A ameaça é uma reação à imposição de mais sanções à economia iraniana pelos EUA e ao anúncio de que a UE (União Europeia) cogita medidas semelhantes. Os países ocidentais duvidam dos alegados fins pacíficos do programa nuclear iraniano.
Antes da confirmação pela AIEA, sabia-se que o Irã enriquecia urânio a 3,5% na usina de Natanz.
Apesar de o governo iraniano dizer que o enriquecimento serve somente para alimentar um reator energético e para estudos científicos, o início das operações em Fordo aumenta os temores internacionais quanto à capacidade do Irã produzir ogivas nucleares.

O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, classificou a confirmação da capacidade de enriquecimento do urânio a 20% por Teerã como “um ato de provocação que enfraquece ainda mais as afirmações do Irã de que seu programa é de natureza civil”.
Segundo Hague, o Irã tem urânio enriquecido para alimentar por mais de cinco anos um reator que ainda não foi instalado por falta de equipamento necessário para a transformação em combustível. Ele vê esse fato com suspeita.
O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad está em Caracas firmando acordos bilaterais com o presidente Hugo Chávez. O venezuelano lamentou não ter recebido o “irmão da pátria” quando se tratava de câncer, no ano passado, e disse que ambos estão “trabalhando juntos para frear a loucura imperialista”.

FONTE: Folha de São Paulo/Agências Internacionais

1. Expulsos da Bolívia pelo governo de Evo Morales, os serviços de inteligência da Grã-Bretanha e dos EUA passaram a depender das operações e da influência do Brasil no país vizinhos para combater o tráfico de drogas, um problema cada vez mais crítico na região. O que preocupa americanos e europeus é que a Bolívia vem se transformando em um importante produtor de cocaína. A Colômbia ainda lidera, mas a repressão ao cultivo causou uma queda drástica da área plantada de coca no país.

2. Uma das consequências foi a transferência da produção para a Bolívia. Em dez anos, a área de cultivo da planta boliviana dobrou, segundo a ONU. Para desembarcar nos mercados europeus e americano, parte da droga passa pelo Brasil. Na avaliação da Europol, 250 toneladas de cocaína a cada ano – 30% da produção mundial – entram na Europa ou nos EUA passando por portos brasileiros. A maior parte da cocaína que vai para os EUA não passa pelo Brasil. Já a droga que chega à Europa sai preferencialmente da Bolívia e, em segundo lugar, do Peru. Estima-se que 60% dela ficam no Brasil.

3. Produção em hectares de folhas de coca. Em 2000 eram 160 hectares na Colômbia contra 17 na Bolívia. Em 2009 foram 70 hectares na Colômbia contra 35 na Bolívia.

FONTE: Estado de São Paulo, via ex-blog do Cesar Maia