1.800 munições, coletes e algemas foram encontrados durante inspeção. Armas eram para defesa de piratas na Somália, disse comandante à PF.

 

A Polícia Federal apreendeu na sexta-feira (17) quatro fuzis de calibre 5.56, de fabricação italiana, e mais de 18 carregadores com 1.800 munições durante inspeção no navio Harvest Rising, de bandeira das Ilhas Marshall em um rio no Pará.

O navio foi abordado pelos policiais federais durante fiscalização da situação de imigração dos tripulantes. A inspeção ocorreu quando a embarcação estava no rio Pará, próximo à baía do Marajó.

Segundo a PF no Pará, além das armas e munições, também havia no navio capacetes com filmadoras, coletes à prova de balas, kits de primeiros socorros, coldres táticos, rádios comunicadores, algemas de plástico e kits com alimentos para sobrevivência. Todo o material, que estava em um depósito trancado da embarcação, foi apreendido porque não possuía registro ou nota fiscal. A PF informou que a embarcação carregava piche e levaria a carga para o porto de Vila do Conde, em Barcarena, no Pará, onde espera para atracar.

Em depoimento, o comandante do Harvest Rising afirmou à PF que o armamento foi comprado para defesa do navio de piratas na costa da Somália, por onde passaram antes de seguir para o Brasil. Quatro seguranças que haviam sido contratados pela empresa responsável haviam desembarcado em outro porto após a passagem pela Somália, disseram policiais federais.

O comandante foi levado para prestar explicações sobre o caso à superintendência da PF em Belém. O navio não foi apreendido e o visto de entrada no país foi concedido sem problemas aos tripulantes.

Fonte: Tahiane Stochero / G1

Colaborou: Giovanni

Nota do Editor: As Ilhas Marshall são uma República que em 1986, assinou um Tratado de Livre Associação com os EUA, este passou a ter autoridade total e responsabilidade pela defesa do território, além de terem instituído um programa federal de assistência. O presidente das Ilhas Marshall é chefe de estado e do governo e é eleito pelo Nitijela (parlamento), e dentre os membros daquele órgão nomeia os ministros. Possui dois órgãos legislativos, o Parlamento e o Conselho dos Chefes.

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Cidade poderá receber fábrica russa de blindados no RS

Em entrevista para a Rádio América, quando se encontrava em Brasília, o prefeito Percival de Oliveira deixou escapar que Montenegro poderá receber uma fábrica de equipamentos militares, como veículos bélicos e blindados (tanques de guerra).

Segundo Percival, em março um empresário deverá retornar da Rússia e visitará Montenegro, pois já manifestou a intenção de instalar a indústria no Rio Grande do Sul. O prefeito preferiu não entrar em detalhes para não atrapalhar as negociações, mas revelou que a empresa necessita de uma área em torno de dez hectares. Otimista, Percival acredita que o investimento pode acontecer na área do distrito industrial de Montenegro, onde já estão John Deere, Masisa, Hexion e outras grandes indústrias.

Empresas russas de veículos militares têm manifestado interesse em se instalar no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul. A meta é disputar mais contratos no mercado brasileiro e países vizinhos. A ideia é montar veículos militares com peças brasileiras. Conforme um representante da estatal russa de exportação de armas, já foi oferecido ao Estado a construção de uma fábrica de montagem de veículos Tigre, uma espécie de jipe blindado que poderia ter sua primeira produção na América Latina.

Outra empresa que manifestou interesse em se instalar no Rio Grande do Sul é a fabricante dos caminhões Kamaz. São veículos utilizados no transporte de tropas e que pela resistência também participam do tradicional Rally Paris-Dacar.
O mercado brasileiro e latino-americano para equipamentos militares se tornou bastante atrativo para as empresas. Além do Brasil, Venezuela, Colômbia e México são grandes compradores.

Montenegro já possui uma grande indústria de armamentos. A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), inaugurada em 2000, produz cartuchos e armas longas, tendo como um de seus principais clientes as Forças Armadas Brasileiras, além de empresas e de exportar para mais de 40 países.

FONTE: Jornal Fato Novo, 21-02-12

COLABOROU: Henrique C.O.

NOTA DO EDITOR: em 2008 também surgiram informações no sentido de se instalar uma fábrica da KAMAZ no Rio Grande do Sul para a produção do Tigr. As negociações na época não avançaram.

 

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