Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A missão de oito observadores estrangeiros na Síria, da Organização das Nações Unidas (ONU), conta com um brasileiro, o capitão de mar e guerra Alexandre Feitosa. Em entrevista à BBC Brasil, o militar disse que a trégua é respeitada em Homs, considerada a cidade de resistência ao governo sírio. Segundo ele, a missão foi bem recebida tanto pela oposição quanto pelo presidente Bashar Al Assad. Pelos dados das Nações Unidas, mais de 10 mil pessoas foram mortas nos 13 meses de conflitos na região.

Porém, organizações não governamentais (ONG) informaram que os embates entre forças leais a Assad e da oposição ainda são intensos em várias regiões da Síria. A missão de observadores fixou em Homs seu posto de observação mais avançado e de caráter permanente. De acordo com o militar, mais de 60% da cidade têm rotina normal, mantendo o funcionamento de escolas, mesquitas e do comércio.

“Desde que chegamos a Homs constatamos que lá o cessar-fogo está sendo cumprido. Temos ouvido apenas alguns tiros esporádicos, duas ou três rajadas por dia, no máximo”, disse o militar brasileiro. “Os dois lados disseram que querem a presença da ONU no país.”

Os observadores da ONU devem ir até a cidade de Idlib, apontada também como foco de resistência ao regime, para fixar um segundo posto permanente. “Nossa ideia é montar um eixo [de cidades monitoradas] do Sul ao Norte do país. Teremos postos permanentes, em princípio, em Daraa [Sul], Damasco, Homs e Idlib [Norte]“, disse Feitosa.

No dia 21, o Conselho de Segurança da ONU aprovou o envio de um total de 300 observadores à Síria, por um período de 90 dias. O chefe do Departamento de Assuntos Políticos das Nações Unidas, o norte-americano B. Lynn Pascoe, disse que Assad ainda usa armas pesadas contra opositores. (Edição: Graça Adjuto)

FONTE: Agência Brasil

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Brasil só deixa lanterna de crescimento em 2013

Apesar da queda dos juros e do esforço para evitar a perda de dinamismo da indústria, o Brasil só deixará a retaguarda do crescimento na América Latina e no Caribe em 2013, quando a variação do Produto Interno Bruto (PIB) pode se acelerar para 4,1%. Neste ano, a expansão de 3% será maior apenas do que o desempenho de outros quatro países da região – Belize, El Salvador, Jamaica, Paraguai e Trinidad e Tobago -, além de algumas minúsculas ilhas caribenhas com economia de base rudimentar.

Dessa forma, o Brasil praticamente repete a performance registrada em 2011, quando somente quatro de seus vizinhos latino-americanos cresceram menos. A comparação engloba 23 países e usa como referência as estimativas para a variação do PIB do último Panorama Econômico Mundial, que foi divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na semana passada.

Só em 2013, quando as projeções do FMI indicam que a economia brasileira acelerará o ritmo, o país abandonará o pelotão traseiro do crescimento latino-americano e entrará na zona intermediária. Se essas estimativas se confirmarem, o Brasil terá o 11º maior crescimento entre 23 países da região, ficando à frente, inclusive, das duas economias mais próximas à sua em tamanho – Argentina e México.

O economista Wilson Benício Siqueira, conselheiro do Conselho Federal de Economia, aponta três obstáculos para a aceleração do crescimento no Brasil: o câmbio sobrevalorizado, a carga tributária elevada e o nível de juros ainda muito alto. “São três gargalos da economia brasileira que nem o PSDB, nem o PT conseguiram encarar de frente”, opina.

“Nós representamos 57% de tudo o que a América Latina produz do México para baixo, mas estamos perdendo espaço”, afirma Siqueira. Para ele, a maior preocupação é a perda de competitividade da indústria. “Sem crescer 5%, não vamos dar nenhum salto de prosperidade. O consumo das famílias tem sustentado o PIB, mas não dá para atingir esse índice sem dinamismo industrial”, diz o economista.

Neste ano, o Brasil perdeu o desagradável título de lanterninha do crescimento na América do Sul para o Paraguai, que deverá enfrentar contração de 1,5% no PIB de 2012. A recessão tem dois grandes motivos: a quebra da safra de soja, por causa da seca, e o impacto do ressurgimento da febre aftosa nas exportações de carne. Há ainda reflexos negativos das barreiras protecionistas argentinas nas vendas de produtos agroindustriais. Economistas locais estimam queda de até 20% da produção agropecuária do Paraguai.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) avalia que a “região toda respondeu muito bem à crise, mas de formas diferenciadas”, segundo Carlos Mussi, diretor do escritório em Brasília. Para ele, vão melhor os países “ligados a commodities e virados para o Pacífico”.

Quando se comparam 23 economias de tamanhos tão diferentes, observa Mussi, é preciso lembrar que um ou poucos investimentos específicos podem inflar temporariamente a taxa de crescimento. Ele cita o caso da ampliação do Canal do Panamá, com forte reflexo na variação do PIB local, que deverá aumentar 7,5% em 2012 e 6,6% em 2013.

Já outros países, como o Peru, vivem um ciclo de investimentos muito ligado à alta de commodities minerais e agrícolas. Por fim, segundo o diretor regional da Cepal, deve-se considerar como os países saíram do auge da crise mundial, em 2009. Economias cuja recessão foi moderada e a recuperação em 2010 foi forte, como o Brasil, cresceram menos nos anos seguintes. Já países como o México, que sofreram mais em 2009 (-6,3%) e se recuperaram de modo menos intenso em 2010 (5,5%), tendem a apresentar agora uma expansão mais constante.

Neste ano, porém, nenhum país superará o ritmo do Haiti – o mais pobre das Américas – em reconstrução, com crescimento de 7,8%. No ano que vem, o título de maior crescimento deve ser do Paraguai, como efeito-rebote da recessão vivenciada em 2012.

De acordo com as últimas projeções do FMI, a América Latina e o Caribe como um todo vão crescer 3,7% neste ano, aumentando o ritmo para 4,1% em 2013.

FONTE: Valor Econômico/Por Daniel Rittner | De Brasília

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(Folha de SP, 22) Manter a Força de Pacificação do Exército nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, de novembro de 2010 a novembro de 2011 custou ao governo federal R$ 216 milhões. Até o final da operação, prevista para junho, o gasto total será de R$ 360 milhões para manter 1.800 homens, mais do que o previsto pelo governo do Estado para instalar e manter pessoal nas oito bases de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) programadas para os complexos do Alemão e da Penha. Nelas, a Prefeitura do Rio e o governo estadual gastarão R$ 132 milhões por ano para manter um efetivo de 2.200 PMs.

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