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Preview do VBS2 2.0


 
O vídeo acima é do simulador Virtual Battlespace 2 (VBS2) da Bohemia Interactive Simulations. O vídeo abaixo mostra a versão atual. O VBS já está em uso em vários países como o USMC, Austrália e Cingapura.
 

 

A Academia da Força Aérea (AFA) recebeu a visita de várias atrações nacionais e internacionais para as comemorações dos 60 anos da Esquadrilha da Fumaça, entre os dias 12 e 13. Dentre os convidados nacionais estavam dois helicópteros do Exército Brasileiro.

Um era do modelo AS550 Fennec e o segundo um AS532 Cougar (por sinal, o mais recente da encomenda original de oito unidades). Ambas as aeronaves são oriundas da Base de Aviação de Taubaté (BAvT), sede da Aviação do Exército e local onde está instalado o Comando de Aviação do Exército (Cmdo Av Ex).

 

1º BAvEx

 

O 1º BAvEx (1° Batalhão de Aviação do Exército), foi criado em 03 de setembro de 1986, sendo uma unidade pioneira na recriação da Aviação do Exército. O primeiro helicóptero, um HA-1 Esquilo matrícula EB 1001, foi recebido em abril de 1989.

Entre 1990 e 1993, sofreu transformações organizacionais e mudanças de denominação, proporcionando condições para a criação de outras unidades da Aviação do Exército, passando inicialmente a ser o 1º Batalhão de Helicópteros.  No início de 2005, voltou à sua denominação original: 1º Batalhão de Aviação do Exército.

O Batalhão Falcão possui duas esquadrilhas: uma Esquadrilha de Reconhecimento e Ataque, composta por aeronaves HA-1 Fennec; e uma Esquadrilha de Emprego Geral, composta por aeronaves HM-1 Pantera.

2º BAvEx

 

O 2° Batalhão de Aviação do Exército (2º BAvEx) foi recriado em 17 de agosto de 1993 e recebeu a denominação “Batalhão Casimiro Montenegro Filho”, uma justa homenagem ao Marechal Casimiro Montenegro Filho, cuja carreira sempre esteve ligada ao voo.

O 2° Esquadrão de Aviação do Exército (“Guerreiro”) originou-se da 1ª Companhia de Helicópteros de Manobra e da Companhia de Comando e Serviço do então 1° Batalhão de Helicópteros. A designação atual é de 1° de janeiro de 2005.

O 2º BAvEx possui uma Esquadrilha de Comando e Apoio, uma Esquadrilha de Helicópteros de Reconhecimento e Ataque (equipada com HA-1 Fennec) e duas Esquadrilhas de Helicópteros de Emprego Geral (equipadas com HM-1 Pantera e HM-3 Cougar) que realizam basicamente operações aeromóveis, e uma Esquadrilha de Manutenção e Suprimento.

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Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O combate a possíveis atos de terrorismo e de crimes cibernéticos durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) será feito por duas unidades especiais criadas para o evento. O grupo encarregado de combate ao terror é formado por integrantes da Brigada de Operações Especiais do Exército, Fuzileiros Navais da Marinha, Polícia Federal e Polícia Militar. O centro de inteligência vai funcionar na sede do Comando Militar do Leste (CML), no centro do Rio.

O coordenador de Segurança da Rio+20 e comandante militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, considera baixas as possibilidades de atos terroristas no país, mas destacou que todas as informações serão trabalhadas pelo grupo de contraterror. Ele participou hoje (28), ao lado do ministro da Defesa, Celso Amorim, da apresentação do esquema de segurança para a conferência, que disponibilizará, a partir do dia 5 de junho, cerca de 15 mil homens das Forças Armadas e das diversas polícias nas ruas do Rio.
“Na área externa, a Agência Brasileira de Inteligência [Abin] está fazendo todos os levantamentos de possíveis ameaças. [Quanto ao terror,] não acredito que nós sejamos imunes a isso. A probabilidade é baixa, mas teremos uma preocupação e vamos adotar dispositivos para que essas ameaças não se concretizem”, disse o general.

Os crimes cibernéticos são outra preocupação dos militares, que montaram uma equipe de especialistas. O grupo atuará diretamente no Riocentro, onde ocorrerá a cúpula dos chefes de Estado e de governo, para evitar que hackers invadam a rede oficial ou que possam até provocar danos às redes de energia elétrica ou de telecomunicações, que hoje em dia são totalmente controladas por sistemas de informática. O Centro de Monitoramento Cibernético também será coordenado pelo Exército, com a ajuda da Abin, Polícia Federal e Polícia Civil.

O general ressaltou que não haverá qualquer apoio estrangeiro na operação das redes contraterror ou contra crimes cibernéticos. “Nós temos meios para fazermos isso. Só teremos apoio [estrangeiro] na área de inteligência. Qualquer chefe de Estado que vier aqui terá segurança necessária, de acordo com o grau de risco.” (Edição: Aécio Amado)

FONTE: Agência Brasil

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Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

 

Brasília – O massacre de 108 pessoas em Houla, no centro da Síria, gerou uma reação política internacional. Os governos do Reino Unido, da França, da Espanha, da Alemanha e da Austrália anunciaram hoje (29) que decidiram expulsar os embaixadores, os encarregados de negócios (cargo desempenhado por diplomata na ausência de embaixador) e os diplomatas sírios de seus países.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido disse que o representante do governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, foi informado que deve deixar o país. A decisão foi anunciada pelo assessor do ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague.

Em Madri, o Ministério dos Negócios Estrangeiro também anunciou a decisão de expulsar o embaixador sírio, Hussam Edin Aala, em resposta à repressão de civis por parte de Assad. O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel García-Margallo, manifestou sua repulsa ao massacre.

Na Alemanha, o Ministério dos Negócios Estrangeiros anunciou a expulsão do embaixador da Síria, Radwan Lutfi, também em protesto contra o massacre na cidade de Houla. O diplomata sírio terá 72 horas para sair do país. Em fevereiro, o governo alemão já tinha expulsado quatro diplomatas sírios. A Embaixada da Alemanha em Damasco está fechada.

Em Paris, o governo francês também anunciou a expulsão da embaixadora da Síria na França, Lamia Chakkour, em reação às ações do governo Assad. A embaixadora será notificada da decisão até amanhã (30). A decisão foi anunciada pelo próprio residente da República, François Hollande. Segundo ele, o grupo dos países Amigos da Síria se reunirá em Paris em julho.

Mais cedo, o governo da Austrália anunciou a expulsão de dois diplomatas sírios do país. Ambos receberam a notificação que terão 72 horas para deixar o território australiano. A expectativa é que mais países tenham a mesma atitude.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa /   Edição: Lílian Beraldo

FONTE: Agência Brasil

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Um novo estado islâmico na África

(El País, 28) 1. Nasceu o Estado islâmico de Azawad, onde vigerá a sharia (lei islâmica). Não goza de reconhecimento internacional ainda. Sua fundação foi celebrada, dia 26 de maio, com disparos para o ar e gritos de “Alá Venceu”, nas cidades de Tombuctú e Gao, no norte de Mali que os tuaregs chamam de Azawad.

2. O acordo supõe uma vitória relativa da corrente islamista radical, não terrorista, de Ansar Dine (Defensores da Fe), sobre os laicos separatistas do Movimento Nacional de Libertação de Azawad – MNLA. As duas guerrilhas tuaregs firmaram o acordo no sábado em Gao, após vários dias de negociação. Um acordo para proclamar a independência do território situado a 1.200 quilômetros de Canárias – abarca 830.000 quilômetros quadrados, 1,3 milhões de habitantes e três cidades com seus aeroportos.

3. Vão formar um Governo paritário e criar uma chura (assembleia consultiva) na que a tendência islamista ocupará dois terços das cadeiras. O Alcorão e a Suna serão a fonte do direito.

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China em declínio progressivo

(Jorge Castro – Clarín) 1. O governo chinês reconhece esta tendência e diminuiu por duas vezes suas previsões de crescimento em 2012, levando-os a 7,5% e 7% no ano (entre 2000 e 2008 foi de11% ao ano, com um pico de 13% em 2007).

2. O Banco Mundial prevê que em 20 anos a taxa de crescimento passará de 10% para 5% ao ano. Tudo indica, em suma, que a forma de crescimento dos últimos 30 anos (exportações +aumento sistemático do investimento) esgotou seu potencial, e que a desaceleração atual não tem um caráter cíclico, mas estrutural.

3. O problema é o curto e médio prazo, cheio de incertezas, especialmente para os exportadores de matérias-primas, como são todos os países da América do Sul. Em longo prazo a mudança é nítida; tem a força bruta da certeza e se assimila a óbvia comprovação da realidade.

4. A desaceleração da economia chinesa significa que os grandes exportadores de minérios (Austrália, Brasil, Chile, Peru, entre outros) dificilmente vão receber nos próximos 10 anos os benefícios de um superciclo de matérias-primas tão intenso quanto o da última década. Entre 2000 e 2010, as importações chinesas de minério de ferro aumentaram 42,5 vezes; as de carvão, 248 vezes; e as de cobre, 16,2 vezes.

5. O índice de matérias primas caiu 12% em abril, em comparação com o primeiro trimestre. O minério de ferro e o carvão tiveram as maiores quedas (12% em Abril).

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Formosa (GO) – No dia 8 de maio, foi realizada, no 6º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes e Campo de Instrução de Formosa (GLMF/CIF) – Grupo ASTROS, uma reunião de coordenação do Projeto Estratégico ASTROS 2020, com o intuito de conhecer as peculiaridades e necessidades do Sistema ASTROS. A reunião permitiu que fossem levantados subsídios complementares à realização do projeto e a realização de visita às atuais instalações do 6º GLMF/CIF da Guarnição de Formosa. Participaram da reunião, o Gerente do Projeto, General de Brigada R/1 José Júlio Dias Barreto, e representantes do Escritório de Projetos do EB, do Gab Cmt Ex, do EME, da DFPC e da CRO/11.

FONTE: EB

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Encontro de Historiadores Militares na AMAN

Resende (RJ) – No período de 18 a 20 de maio, a Academia Militar das Agulhas Negras sediou Encontro de Historiadores Militares, que é um evento promovido pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército em parceria com o Instituto de Geografia e História Militar do Brasil.
O Encontro reuniu civis e militares que se dedicam ao estudo e ao ensino da História Militar. Estiveram presentes, professores, pesquisadores e alunos de diversas Instituições (Públicas e Privadas) de pesquisa e ensino superior do Brasil e do Exterior.

FONTE: EB

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Reforço militar

O governador Confúcio Moura deve encaminhar ao Planalto um pedido de intervenção em Roraima. Quer as Forças Armadas nos canteiros de obras das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Na última semana, a PM teve de correr para acabar com uma briga entre operários que queriam trabalhar e grevistas. A Força Nacional está lá, mas os soldados não dão conta.

FONTE: Ricardo Boechat/Isto É

NOTA DO FORTE: Na verdade o governador Confúcio Moura é de Rondônia.

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Notícia oculta

Obra pública só é notícia quando tem rolo ou corrupção, mas quando tudo está nos trinques ganha poucas linhas. E se tem militar envolvido, então, some mais ainda. Caso da reforma da pista principal de Guarulhos, entregue pelo Departamento de Engenharia do Exército Brasileiro à Infraero quatro dias antes dos quatro meses prometidos e, pasmem, com custo 30% inferior ao previsto, ou R$ 150 milhões. Aí não é notícia.

FONTE: Fernando Albrecht – Começo de Conversa/Jornal do Comércio-RS

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A Comissão da Verdade e a verdade histórica

Ives Granda Silva Martins

Depois de muita expectativa – e com grande exposição na mídia -, foi constituída comissão para “resgatar a verdade histórica” de um período de 42 anos da vida política nacional, objetivando, fundamentalmente, detectar os casos de tortura na luta pelo poder. A História é contada por historiadores, que têm postura imparcial ao examinar os fatos que a conformaram, visto serem cientistas dedicados à análise do passado. Os que ambicionam o poder fazem a História, mas, por dela participarem, não têm a imparcialidade necessária para a reproduzir.

A Comissão da Verdade não conta, em sua composição, com nenhum historiador capaz de apurar, com rigor científico, a verdade histórica da tortura no Brasil, de 1946 a 1988. O primeiro reparo, portanto, que faço à sua constituição é o de que “não historiadores” foram encarregados de contar a História daquele período. Conheço seis dos sete membros da comissão e tenho por eles grande respeito, além de amizade com alguns. Não possuem, no entanto, a qualificação científica para o trabalho que lhes foi atribuído.

O segundo reparo é que estiveram envolvidos com os acontecimentos daquele período. Em debate com o ex-deputado Ayrton Soares, em programa de Mônica Waldvogel, perguntou-me o amigo e colega – que defendia a constituição de comissão para essa finalidade, enquanto eu não via necessidade de sua criação – se eu participaria dela, se fosse convidado. Disse-lhe que não, pois, apesar de ser membro da Academia Paulista de História, estive envolvido nos acontecimentos. Inicialmente, dando apoio ao movimento para evitar a ameaça de ditadura e garantir as eleições de 1965, como, de resto, fizeram todos os jornais da época. No dia 2 de setembro de 1964, o jornal O Globo, em seu editorial, escrevia: “Vive a nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial à democracia, a lei, a ordem”.

A partir do Ato Institucional n.º 2/65, que suprimiu as eleições daquele ano, opus-me a ele, o ponto de, em 13 de fevereiro de 1969, ter sido pedido o confisco de meus bens e a abertura de um inquérito policial militar sobre minhas atividades de advogado, por defender empresa que não agradava ao regime. O mais curioso é que continuei como advogado, tendo derrubado a prisão de seus diretores, no Supremo Tribunal Federal, em 1971, por 5 a 3, à época em que os magistrados não se curvavam ao poder da mídia ou dos detentores do poder. Embora arquivados os dois pedidos, o fato de ter sido anunciada a abertura do processo contra mim, pelos jornais, com grande sensacionalismo, tive minha advocacia abalada por alguns anos. Nem por isso pedi indenizações milionárias ao governo atual, nem pedirei. À época apoiei a Anistia Internacional, tendo entrado para seus quadros sob a presidência de Rodolfo Konder, e fui conselheiro da OAB-SP por seis anos, antes da redemocratização. À evidência, faltar-me-ia, por mais que quisesse ser imparcial, a tranquilidade necessária para examinar os fatos com isenção. Envolvidos da época não podem adotar uma postura neutra ao contar os fatos históricos de que participaram.

O terceiro reparo é que alguns de seus membros pretendem que a verdade seja seletiva. Tortura praticada por guerrilheiro não será apurada, só a que tenha sido levada a efeito por militares e agentes públicos. O que vale dizer: lança-se a imparcialidade para o espaço, dando a impressão que guerrilheiro, quando tortura, pratica um ato sagrado; já os militares, um ato demoníaco. Bem disse o vice-presidente da República, professor Michel Temer, em São Paulo, no último dia 17, que os trabalhos da comissão devem ser abrangentes e procurar descobrir os torturadores dos dois lados.

O quarto reparo é que muitos guerrilheiros foram treinados em Cuba, pela mais sangrenta ditadura das Américas no século 20. Assassinaram-se, sem direito a defesa, nos paredões de Fidel Castro mais pessoas do que na ditadura de Pinochet, em que também houve muitas mortes sem julgamento adequado. Um bom número de guerrilheiros não queria, pois, a democracia, mas uma ditadura à moda cubana. Radicalizaram o processo de redemocratização a tal ponto que a imprensa passou a ser permanentemente censurada. Estou convencido de que esse radicalismo e os ideais da ditadura cubana que o inspiraram apenas atrasaram o processo de redemocratização e dificultaram uma solução acordada e não sangrenta.

O quinto aspecto que me parece importante destacar é que, a meu ver, a redemocratização se deveu ao trabalho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que se tornou a voz e os pulmões da sociedade. Liderada por um brasileiro da grandeza de Raimundo Faoro, conseguiu, inclusive, em pleno período de exceção, com apoio dos próprios guerrilheiros, aprovar a Lei da Anistia (1979), permitindo, pois, que todos voltassem à atividade política. Substituindo as armas de fogo pela arma da palavra, a OAB deu início à verdadeira redemocratização do País.

Por fim, num país que deveria olhar para o futuro, em vez de remoer o passado – tese que levou guerrilheiros, advogados e o próprio governo militar a acordarem a Lei da Anistia, colocando uma pedra sobre aqueles tempos conturbados -, a comissão é inoportuna. Parafraseando Vicente Rao, esta volta ao pretérito parece ser contra o “sistema da natureza, pois para o tempo que já se foi, fará reviver as nossas dores, sem nos restituir nossas esperanças” (O Direito e a Vida dos Direitos, Ed. Revista dos Tribunais, 2004, página 389).

Estou convencido de que tudo o que ocorreu no passado será, no futuro, contado com imparcialidade, não pela comissão, mas por historiadores, que saberão conformar para a posteridade a verdade histórica de uma época.

IVES GANDRA SILVA MARTINS, professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do CIEE-SP, da ESG e da ECEME; fundador e presidente honorário do CEU/IICS; é autor de “Uma Breve Teoria do Poder”

FONTE: O Estado de S. Paulo

 

Ministérios manobram para não cumprir Lei de Acesso

 

Alana Rizzo e Leonencio Nossa, de O Estado de S. Paulo

Autoridades usam de artifícios e jogo de palavras para negar informações, ignorando a ordem da presidente Dilma de que transparência é regra

Dez dias após a Lei de Acesso à Informação entrar em vigor, autoridades alojadas na Esplanada dos Ministérios recorrem a manobras e jogos de palavras para impedir a divulgação de dados públicos.

Mesmo com a ordem da presidente Dilma Rousseff de que a transparência é regra e a fiscalização da Controladoria-Geral da União (CGU), os ministérios têm negado informações, em especial de áreas sensíveis e que envolvam indícios de irregularidades nas pastas.

A tensão dentro do governo aumentou com negativas, respostas incompletas e falta de empenho de alguns órgãos no cumprimento da nova legislação. Dos 189 pedidos feitos pelo Estado, apenas 24 foram respondidos. Cinco foram negados. Parte das respostas está incompleta e três estão em grau de recurso.

A resistência no Executivo provocou manifestações da CGU. E-mail encaminhado pela diretora de Prevenção da Corrupção, Vânia Vieira, aos Serviços de Informações ao Cidadão (SICs) de órgãos e entidades federais indica os subterfúgios que algumas pastas estavam usando para não responder aos pedidos. “Não devemos confundir pedidos genéricos com pedidos complexos, extensos ou que exijam grande volume de informações ou levantamento e organização das informações”, censurou a representante do órgão de controle interno.

Vânia cobrou “boa vontade” dos órgãos, evitando ao máximo indeferir os pedidos sumária e totalmente. “Ressaltamos que é extremamente importante, sobretudo nestes momentos iniciais, que os pedidos sejam analisados com bastante atenção, evitando-se decisões apressadas ou sem a uniformidade desejável entre os diversos órgãos.”

O último balanço da CGU aponta que até 24 de maio 4.262 pedidos foram registrados no sistema online de informações. Desses, 1.406 foram respondidos. Pesquisa feita pelo órgão com servidores públicos mostra que um dos grandes desafios da implementação da lei é a cultura. Os servidores têm receio da má utilização das informações, em especial por parte da imprensa, além do uso político dos dados. Os funcionários também acreditam que há solicitações “excessivas” e “descabidas”, o que tomaria tempo, energia e pessoal das unidades para respondê-las.

Irregularidades. O Ministério da Educação, por exemplo, negou pedido do Estado de acesso às auditorias que apuraram irregularidades entre julho de 2005 e janeiro de 2012 no órgão, período em que o pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, esteve à frente da pasta.

Segundo a resposta do SIC, o ministério não realiza auditorias e todos os procedimentos de controle interno do órgão são feitos pela CGU. No entanto, a pasta já anunciou diversas vezes a instalação de auditorias.

A resposta do SIC não informa como podem ser obtidas cópias dos relatórios de contas que não estão disponíveis na internet. Um recurso foi apresentado.

Outro ponto fundamental na nova lei é que o cidadão não precisa identificar o motivo da sua solicitação. No entanto, a resposta do Ministério da Agricultura a um pedido do Estado cobra uma justificativa. “É necessário identificar a razão e a finalidade para uso das informações”, diz a resposta. A pasta alega que “os dados em sua integralidade estão reservados tão somente para uso exclusivo do titular e de suas providências com os participantes”.

A resposta diz ainda que o jornalista deveria procurar a assessoria de imprensa. Questionado, o ministério informou que a resposta estava errada e uma retificação seria feita. Até o fechamento desta edição, não houve um novo posicionamento.

A lei prevê punições aos servidores que descumprirem a lei. Todos os órgãos foram obrigados a designar autoridades responsáveis pela implantação da política de acesso à informação.

Sigilos. A lei classifica dados que tratem da segurança da sociedade e do Estado como sigilosos. Entre eles constam informações de inteligência, projetos de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico, segurança de instituições ou altas autoridades e que tratem de planos e operações estratégicas das Forças Armadas. Os órgãos têm dois anos para reavaliar todas as informações classificadas.

FONTE: O Estado de São Paulo

Sociedade fica de olho nos vetos e modificações que Dilma publica hoje no Diário Oficial

 

 Juliana Braga

Apesar do evento realizado para o anúncio, na última sexta-feira, somente hoje serão divulgados na íntegra os 12 vetos e as 32 modificações que a presidente Dilma Rousseff fez ao Código Florestal. Mesmo revelando alguns pontos, Dilma preferiu que a sua decisão só fosse totalmente conhecida pela população ao mesmo tempo em que o Congresso Nacional recebesse o texto, em sinal de respeito à Casa. Especialistas, entretanto, acreditam que o anúncio em conta-gotas foi uma estratégia para destacar os pontos em que a presidente atendeu aos apelos da sociedade civil, deixando os mais espinhosos apenas para o Diário Oficial.

Para o advogado Raul do Valle, do Instituto Socioambiental, anunciar aos poucos foi uma estratégia para chamar a atenção aos pontos caros à sociedade civil e com potencial de fazer o Brasil ter uma imagem positiva na Rio+20. A anistia a pequenos desmatadores, por exemplo, só foi revelada na sexta-feira porque foi feita uma pergunta à ministra Izabella Teixeira, mas não fazia parte da apresentação montada pelo governo para o evento.

Um dos pontos que ainda preocupa ambientalistas é a definição das polêmicas áreas consolidadas. Tanto no texto do Senado quanto no da Câmara, são assim denominados os imóveis rurais com ocupação humana anterior a 22 de julho de 2008, quando foi sancionada a Lei de Crimes Ambientais, e que tenham benfeitorias ou atividades de agropecuária, silviculturas ou pastoris. A definição de área consolidada é importante porque dela depende, por exemplo, quais áreas desmatadas precisam ser recompostas ou não. “É sempre uma dúvida o que isso significa na prática. Se pegar ao pé da letra, teremos que ver o que, na área que está sendo usada, será recomposto ou mantido”, justifica o professor de Gestão em Agronegócio da Universidade de Brasília (UnB), Sérgio Sauer.

Outra preocupação é a definição da regra de pousio, área em que atividades agrícolas, pecuárias ou silviculturais são interrompidas para que a terra possa se recompor. O texto do Senado define um prazo limite — cinco anos — enquanto o da Câmara deixa em aberto. Para o professor, dessa forma, os produtores podem se eximir da obrigação de dar um uso para a terra, e abre a brecha para que não haja desapropriação para a reforma agrária.

Serão publicados hoje no Diário Oficial os vetos e a medida provisória que vão regulamentar os pontos suprimidos. A grande preocupação mesmo é se as alterações serão mantidas ou não pelo Congresso Nacional, já que tanto os vetos quanto a medida provisória que será editada precisam ser ratificados pela Casa. O governo se mostrou otimista, mas o Código aprovado pelos parlamentares não agradou o Executivo.

As mudanças

Confira o que já foi anunciado:

  • Pequenos produtores rurais, com terras de até quatro módulos fiscais, unidade de medida agrária que varia de município a município, ficam livres de reflorestar a reserva legal, área que deve permanecer intacta para a preservação do meio ambiente.
  • Todos os agricultores terão de recompor as margens de rios, a depender da largura do leito de água e do tamanho da propriedade. A faixa que deve ser replantada varia entre 5m e 100m e, no caso de pequenos produtores, não pode passar de 10% da propriedade. No texto da Câmara, somente os rios com até 10m precisavam ter as margens recompostas e em pelo menos 15 metros.
  • O dispositivo que previa os princípios que orientam o Código foi retomado no texto do Senado. Este, que é o primeiro artigo, afirma o compromisso do Brasil na preservação de suas florestas e matas nativas e os classifica como bens de interesse comum a toda a sociedade.
  • A legislação atual para áreas de reserva legal foi mantida. Os proprietários continuarão tendo de preservar de 20% a 80% do terreno, dependendo do bioma.
  • Os proprietários que não se adequarem em até cinco anos ficarão proibidos de contrair crédito rural. É esse o prazo para que atualizem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e apresentem um plano de reflorestamento.
  • As multas ambientais, para os que desmataram ilegalmente, ficam suspensas até que o produtor conclua o seu plano de reflorestamento. Se em cinco anos o proprietário não tiver atualizado o CAR, a multa volta a ser cobrada.

FONTE: Correio Braziliense

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Pouco depois de desembarcar hoje (28), em Damasco, o emissário da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, disse considerar o massacre de 108 pessoas, em Houla, no centro do país, algo “terrível”.

Annan acrescentou ainda estar “chocado” com as informações de que as pessoas foram mortas à queima roupa, inclusive crianças. Ele pede que as autoridades sírias tomem providências imediatas para acabar com a onda de violência no país.

“Nessa crise, eu estou pessoalmente chocado e horrorizado com o trágico incidente em Houla”, disse Annan. “É um crime terrível como o Conselho de Segurança condenou”, acrescentou, referindo-se à decisão do órgão da ONU que condenou a ação do governo sírio em Houla.

Para Annan, quem está por trás do massacre em Houla deve ser “responsabilizado”. Ele lembrou que os conflitos na Síria vão completar 15 meses e as principais vítimas são civis. Annan pediu ao governo sírio para tomar “medidas corajosas” e resolver de forma pacífica os confrontos.

“Todos os envolvidos [devem] ajudar a criar o contexto certo para um processo político credível”, disse Annan, que pretende se reunir amanhã com o presidente da Síria, Bashar Al Assad, alvo dos protestos dos manifestantes, que pedem sua renúncia. “[O plano de cessar-fogo] deve ser amplamente implementado”, reiterou.

FONTE: Agência Brasil

Um MBT (Main Battle Tank) genuinamente nacional, projetado em tempo recorde para competir com os melhores de sua classe. Este foi o EE-T1 Osório, um carro de combate desenvolvido e produzido pela Engesa visando o mercado externo.

Infelizmente o bom projeto acabou tornando-se um mau negócio, pois nenhuma unidade deste MBT foi comercializada. Conheça a história do Osório, matéria publicada na revista Forças de Defesa número quatro!

É lá que está uma reportagem especial sobre este fantástico carro de combate de “primeiro mundo” projetado por um país de “terceiro mundo”. Fotos inéditas, características técnicas, histórico, ilustrações, tudo isso e muito mais você encontra numa matéria bastante completa. Neste post você pode ver algumas das 15 páginas da reportagem.

Além do Osório, na Forças de Defesa número 4 você também vai encontrar uma grande reportagem sobre os programas de aquisição de caças pelo mundo neste Século XXI na seção do Poder Aéreo, a cobertura da FIDAE 2012, os 30 anos da Guerra das Malvinas na seção do Poder Naval e muito mais!

Não espere que o número 4 se esgote, como já aconteceu com o número 2, garanta já o seu exemplar, por apenas R$18,00. O preço já inclui o envio pelos Correios com embalagem protetora.

Para adquirir a revista, clique num dos botões abaixo. Use o PagSeguro para gerar um boleto pagável em qualquer banco e o PayPal para pagar com cartão de crédito. Ao efetuar a compra por estes botões, favor informar o endereço completo para o envio. Os lotes das revistas são enviados semanalmente, após a confirmação do pagamento.

Para adquirir os números anteriores (o número 2 está esgotado), tirar dúvidas sobre outras formas de pagamento e demais informações, envie um e-mail para revista@fordefesa.com.br

Ao comprar a revista, o leitor torna-se assinante dos sites das Forças de Defesa, podendo postar comentários (desde que sejam obedecidas as boas regras de convívio) após o seu cadastramento.

 

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Brasília, 25/05/2012 – Os jovens que completam 18 anos em 2012 têm até a próxima quinta-feira (31) para se alistarem no Serviço Militar Obrigatório. O alistamento começou em 1º de janeiro e, neste ano, a data final tradicional (30/04) foi alterada para possibilitar melhoria no atendimento. Quem ainda não se inscreveu deve se dirigir à Junta do Serviço Militar (JSM) mais próxima da residência.

No ato do recrutamento é necessária a apresentação da certidão de nascimento ou carteira de identidade, comprovante de residência e duas fotos 3×4. As juntas são ligadas às prefeituras municipais e funcionam de acordo com o horário do expediente de cada município.

Junta de alistamento

Nesta quarta-feira (23), no Setor Comercial Sul, área central de Brasília, dezenas de rapazes aguardavam o momento de serem atendidos. Num contato preliminar, os jovens buscavam informações sobre o Serviço Militar.

Morador do Varjão, o estudante Jefferson Gomes de Melo esteve na Junta Militar do Plano Piloto. Ele espera ingressar numa das três Forças e está aberto a novas experiências. “Tenho certeza que vai me trazer muitos aprendizados e me ajudará a subir na vida,” disse.

Para Paulo Leandro da Silva (foto ao lado), que mora com a família na Asa Norte, o que o aproxima do universo militar é a paixão pela aviação. Por isso, caso seja selecionado, o rapaz gostaria de servir na Aeronáutica.

Atento às informações, o estudante de direito Mateus Azevedo procurou a Junta Militar para cumprir o dever cívico, mas espera ser dispensado. Segundo ele, suas atuais prioridades são incompatíveis com a rotina no quartel e a carreira militar não faz parte dos seus projetos pessoais.

No ano passado, dos 1,669 milhões de jovens inscritos, mais de 80 mil prestaram o serviço. No ato do alistamento, o cidadão recebe um certificado onde consta no verso a data de apresentação na junta para que o jovem tome conhecimento se foi incluído na seleção geral ou dispensado.

Serviço Militar

Coordenado pelo Ministério da Defesa junto aos Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, o Serviço Militar é dividido em quatro fases distintas e sucessivas: convocação, seleção, designação e incorporação ou matrícula.

Os selecionados atuarão no exercício de atividades em órgãos de uma das três Forças. No período em que frequenta o quartel, o recruta passa por uma formação militar básica e depois se especializa em determinada área. Pode atuar, por exemplo, no setor de armamentos, onde aprende a manusear e a fazer a manutenção e montagem de equipamentos bélicos; ou na área de logística, setor responsável pela compra e armazenamento de suprimentos.

O brasileiro que não se alistar fica impossibilitado de participar de concurso público, não poderá tirar passaporte e nem se matricular em universidades.

Uma das prioridades definidas na Estratégia Nacional de Defesa (END) é a valorização da profissão militar para estimular o recrutamento dos quadros das Forças e obter maior identificação com a sociedade brasileira.

FONTE: Assessoria de Comunicação do Ministério da Defesa

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