Eurosatory: Sphinx com torreta da Lockheed Martin

A Panhard exibe no Eurosatory um mock-up do seu veículo blindado Sphinx com uma torre nova armada com canhão de 40 milímetros da Lockheed Martin, que visa o programa do blindado leve Blindé de Reconnaissance et Combat (EBRC).

A torre foi desenvolvida pela Lockheed Martin do Reino Unido para a atualização do veículo Warrior do exército britânico, integrando o canhão ânglo-francês CTAI de 40mm. Os Optrônicos da torre são fornecidos pela Thales.

A Panhard tinha montado uma torre de empresa belga CMI em um veículo Sphinx na Eurosatory anterior. A nova torre se destina a reduzir os custos através da partilha de um produto comum com o exército britânico.

“Eu acho que seria uma boa escolha porque iria economizar cerca de 30 por cento do custo do programa EBRC”, disse Christian Mons, CEO da Panhard Geral Defese. “Além disso, é um programa anglo-francês.”

A torre comum pouparia algo em torno de 200 a 250 milhões euros no custo de desenvolvimento, disse Mons.

A torre de 4,5 toneladas permitiria que o Panhard atendesse o requisito de limite de peso de 16 ton para o EBRC. Esse limite de peso tem como objetivo permitir que dois EBRC sejam transportados pelo avião de transporte A400M e proporcionar alta mobilidade para o veículo.

A torre pode ser construída sob licença na França, se o Sphinx for escolhido para a EBRC. De acordo com o programa de modernização Scorpion, 290 unidades EBRC estão previstas para o exército francês.

FONTE:
Defensenews

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Thales apresenta o F90 na Eurosatory

A Thales revelou seu novo fuzil leve F90 de 5,56 milímetros para o exército australiano na feira Eurosatory, que começou ontem, 11 de junho.

As autoridades australianas concederam à subsidiária australiana Thales um contrato no valor de AU$ 8,25 milhões para atualizar o rifle F88 SA2 em 8 de dezembro.

Nos termos do contrato, a Thales vai continuar o trabalho de desenvolvimento do F90 com uma meta de qualificação completa até dezembro para estar pronto para produção no primeiro trimestre de 2013, disse Graham Evenden, gerente de desenvolvimento de sistemas de soldado da Thales.

A Thales está cooperando com a Steyr Mannlicher da Áustria “para buscar oportunidades específicas, como a substituição do projeto francês Famas”, informou a empresa francesa.

O rifle de assalto Nexter Famas é empregado pelo exército francês.

A próxima fase do programa F90 australiano será o estabelecimento de um contrato de fabricação, com um potencial de produção de 23.000 a 50.000 unidades, a partir de 2014.

A versão padrão do F90 é 20 por cento mais leve do que o SA2 F88 e é 30 por cento mais leve que o SA2 equipado com um lançador de granadas.

O F90 incorpora a confiabilidade do SA2, informou Evenden, apontando para os testes de tiro em que quatro SA2 dispararam 24.000 com apenas dois travamentos.

FONTE/FOTO: DefenseNews/Thales

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EUA alertam Assad sobre punições futuras

 

Observadores que integram a missão das Nações Unidas para a Síria registraram ontem um ataque de helicópteros, morteiros e tanques contra o que seriam áreas rebeldes.

A ação, revelada pelo enviado especial da ONU ao país, Kofi Annan, fez com que os Estados Unidos manifestassem o temor de “um novo massacre”, agora em Haffeh, na província de Latakia.

“Lembramos aos comandantes sírios uma das lições da [Guerra da] Bósnia [1991-1995]: a comunidade internacional pode descobrir que unidades são responsáveis por crimes contra a humanidade, e os senhores serão considerados responsáveis por suas ações”, alertou a porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland.

Ela, no entanto, negou novamente a intenção de uma intervenção militar dos EUA para tirar o ditador Bashar Assad do poder.

“Nossa preocupação é que uma intervenção de forças estrangeiras nesse conflito -que está à beira de se tornar uma guerra civil- não se transforme em uma guerra de poderes”, disse.

Segundo ativistas, ao menos 50 pessoas teriam morrido ontem na Síria, em confrontos entre forças militares e rebeldes nas províncias de Homs, Idlib e Latakia.

ESCALADA

Annan disse ontem estar “profundamente preocupado” com a escalada de violência no país. Segundo seu porta-voz, Ahmad Fawzi, o enviado da ONU pediu “a todos os lados que assegurem que civis não serão atingidos”.

Ativistas disseram que tropas sírias com helicópteros de combate também atacaram Rastan, uma cidade controlada pelos rebeldes em Homs e que tem resistido a ofensivas há meses.

A violência tem crescido nas últimas semanas, com ambos os lados ignorando o cessar-fogo mediado por Annan e que deveria ter entrado em vigor em 12 de abril.

Em 25 de maio, ao menos 108 pessoas morreram em um massacre na cidade de Houla.

FONTE: Folha de São Paulo

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Insatisfação nos Quartéis

Dilma faz reunião hoje para tratar do reajuste aos militares das Forças Armadas

 

Em meio a pressões por aumento salarial de todos os lados, a presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião no Planalto para discutir o assunto. A presidente está preocupada particularmente com a situação dos militares, que se queixam de estar sem aumento há 11 anos. Eles pedem 47%, mas pelas primeiras tratativas não devem levar mais do 20%, que seriam concedidos em parcelas até 2014. Hoje será um dia de manifestações salariais em Brasília realizadas por pelo menos duas outras categorias: médicos e auditores da Receita Federal.

A preocupação do Planalto em relação ao pessoal do Exército, da Marinha e da Aeronáutica é que há mobilização salarial também de polícias militares pelo Brasil todo. Há risco de os dois grupos se unirem para pressionar o governo. Além disso, já há uma “marcha virtual” em andamento, liderada por militares da ativa, que buscam adesões na internet, para que o reajuste seja objeto de discussão no Congresso, em uma de suas comissões, a de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.

Até a quarta-feira da semana passada, podiam ser vistas quase 400 mil assinaturas de militares e civis que apoiam o movimento, enviando para a página do Senado, pedido de realização de audiência com autoridades como os ministros da Defesa, Celso Amorim e do Planejamento, Miriam Belchior, para tratar de aumento salarial. Só que, estranhamente, na sexta-feira, a página do Portal da Cidadania do Senado deixou de registrar o número de adesões e, agora, se limita a colocar “+ de 10 mil” apoios.

Os militares ficaram frustrados, ontem, com a mensagem da presidente Dilma Rousseff lida na cerimônia de comemoração da Batalha Naval de Riachuelo. Eles esperavam que ela fizesse algum aceno em relação ao aumento. Dilma limitou-se a pedir que os militares “mantenham a motivação, o profissionalismo e a dedicação”. Mas não passou nem de longe no tema que mais lhes interessava: reajuste. “A presidente falou duas vezes em motivação. Mas como conseguir manter a tropa motivada com graves problemas salariais?”, comentou um oficial, que preferiu não se identificar.

Saiba +

Além das pressões internas nos quartéis sobre seus comandantes, as mulheres dos militares estão convocando para o próximo domingo, aproveitando a realização da Conferência Rio+20, “um grande panelaço e saída para marcha até o Forte Copacabana”.

FONTE: Jornal de Brasília

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