Governo gastará R$ 8,43 bi para incentivar a economia

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que o governo vai gastar R$ 8,43 bilhões em compras governamentais para estimular a economia brasileira. Os recursos fazem parte do PAC Equipamentos – Programa de Compras governamentais. As aquisições, disse o ministro, serão concentradas no segundo semestre de 2012. “Vamos continuar com políticas de estímulo ou políticas anticíclicas”, afirmou Mantega nesta quarta-feira durante o evento que anunciou o estímulo, no Palácio do Planalto.

Parte do montante que será gasto pelo governo no PAC Equipamentos já estava prevista no Orçamento de 2012. Para chegar aos pouco mais de R$ 8 bilhões previstos para as compras serão liberados R$ 6,611 bilhões adicionais por meio de Medida Provisória, segundo informou o ministro. “Com isso, o PAC total de 2012 subirá de R$ 42,6 bilhões para R$ 51 bilhões. É o maior PAC que já fizemos e vamos procurar implementá-lo integralmente”, disse Mantega.

Dentro do projeto de aquisições do governo está a compra de 8 mil caminhões a um custo total de R$ 2,280 bilhões. Os veículos seriam usados em ações contra a seca, para reequipar as Forças Armadas e em municípios com problemas de clima. As compras, estimou o ministro, representariam 8,4% da produção do setor de caminhões no segundo semestre do ano.

Agricultura

Na lista de compras também estariam previstas 3 mil patrulhas agrícolas (tratores e equipamentos agrícolas) com o objetivo de aumentar a produtividade da agricultura. Essas patrulhas representam 20% da produção do setor, segundo Mantega, que classificou o estímulo de “importante” neste momento.

Mantega disse ainda que o governo comprará 3.591 retroescavadeiras e 1.330 motoniveladoras. O custo das compras das retroescavadeiras é de R$ 650 milhões e das motoniveladoras, de R$ 638 milhões. “O objetivo é melhorar as estradas e ajudar o escoamento da produção dos municípios”.

Também fazem parte do projeto a aquisição de 50 perfuratrizes para perfuração de poços em regiões afetadas pela seca, no valor de R$ 13,5 milhões. Para a Saúde, serão compradas 2.125 ambulâncias a um preço estimado de R$ 326 milhões, e 1.000 furgões odontomóveis, por R$ 154 milhões. O programa também incluiuu a aquisição de 160 vagões de trens urbanos, por R$ 721 milhões.

Polícias

Já as polícias Federal e Rodoviária Federal terão R$ 22 milhões para a compra de 500 motocicletas. Para o setor de Defesa, estão previstos 40 Blindados Guaranis por R$ 342 milhões e 30 veículos lançadores de mísseis por R$ 246 milhões. Segundo Mantega, os equipamentos militares correspondem a 100% da produção do setor.

Para as escolas, serão adquiridos 8.570 ônibus por R$ 1,714 bilhão, número equivalente a 36% da capacidade produtiva do setor no País. Outros R$ 456 milhões serão destinados à compra de 3 milhões de peças de mobiliário escolar.

FONTE: Agência Estado

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Cadetes do Exército Americano no 28º BIL

No dia 20 de junho de 2012, o 28º Batalhão de Infantaria Leve (28º BIL) recebeu a visita de Cadetes do Exército dos Estados Unidos da América, que vieram conhecer as atividades desenvolvidas pelo Centro de Instrução de Operações de Garantia da Lei e da Ordem (CI Op GLO).

Durante a programação, os militares conheceram o acervo histórico do Batalhão, assistiram a palestra sobre o Centro e demonstrações de Op GLO.

FONTE: Exército

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Derrubada de caça turco é um recado

A derrubada de um caça turco por tropas sírias tem servido como uma dura advertência de que seu exército é capaz de montar uma defesa sofisticada contra inimigos potenciais, dificultando uma intervenção no estilo da Líbia.

A Turquia afirmou que não tem planos imediatos para responder ao incidente com uma ação militar. Mas o primeiro-ministro turco advertiu terça-feira que ele havia ordenado os comandantes ao longo da fronteira sul do país para tratar qualquer abordagem militar síria como uma ameaça. Há preocupações crescentes de que a Turquia – juntamente com os Estados Unidos e seus aliados – poderiam ser atraídos para uma guerra regional.

Detalhes do incidente do abate do avião ao longo da costa da Síria ainda estão emergindo, mas autoridades disseram que a Síria reforçou suas defesas aéreas com compras russas depois de caças israelenses destruíram um reator nuclear em construção no deserto sírio quase cinco anos atrás. Pelo menos no papel, as autoridades militares dos EUA disseram que as defesas aéreas sírias parecem ser muito mais robustas do que aquelas encontradas pela OTAN na Líbia e mais forte do que ainda do que no Irã.

Preocupações sobre a capacidade militar síria são apenas uma razão para que a comunidade internacional se recuse a intervir na sangrenta repressão do presidente Bashar al-Assad sobre grupos de oposição.

Mas as autoridades de defesa e analistas militares dizem que derrotar as defesas aéreas da Síria exigiria um esforço militar dos EUA que provavelmente levaria a morte de civis.

Em uma época em que os militares dos EUA ainda está lutando no Afeganistão e se recuperando da ocupação, longa e sangrenta do Iraque, também há resistência dentro do Pentágono para o uso da força em casos em que os interesses nacionais dos Estados Unidos não estão diretamente ameaçados.

“Nós podemos lidar com as defesas aéreas sírias”, disse o tenente-brigadeiro David Deptula da reserva, que supervisionou os esforços de inteligência da Força Aérea no Pentágono. “É muito mais desafiador do que a Líbia. Eles têm alguns dos mais recentes sistemas superfície-ar. Mas antes de abordar a forma como, temos de abordar o porquê. ”

Na esteira do ataque de 2007 por Israel sobre o reator nuclear al-Kibar, a Síria gastou bilhões de dólares para atualizar suas defesas da década de 1960 d 1970. Entre essas compras está o sistema SA-22 Pantsir, que alguns oficiais de defesa especularam pode ter sido usada contra o jato turco.

“O ataque [israelense] levou os sírios à compra de alguns dos sistemas mais capazes dos russos”, disse Douglas Barrie, um membro sênior do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos em Londres.

Muitos analistas de defesa disseram que o sistema da Síria é semelhante às defesas aéreas do Irã em termos de tecnologia, mas sugeriram que a versão síria é mais eficaz porque está concentrada em uma área menor.

FONTE/FOTO: The Washington Post / http://www.nationalconfidential.com

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AEL desenvolve armas do Guarani

Virgínia Silveira

A AEL Sistemas, de Porto Alegre, está em fase final de desenvolvimento de um sistema de armas nacional para o veículo blindado Guarani. A produção do veículo, que terá 60% de conteúdo nacional, será iniciada no próximo ano, em uma fábrica que a Iveco está construindo no município de Sete Lagoas (MG).

O sistema de armas ou torreta do Guarani, também conhecido pela sigla UT30BR, é composto por um canhão de 30 milímetros e uma metralhadora de 7.62 mm, controlada remotamente pelo atirador e pelo comandante da torre, montada em cima do veículo. Possui ainda um computador central de tiro, que permite à tripulação a execução de tiros de precisão mesmo com o veículo em movimento.

Segundo o vice-presidente de Operações da AEL, Vitor Neves, a venda do primeiro lote de produção do sistema está sendo negociada com o Exército Brasileiro para equipar os 16 carros que vão anteceder a produção seriada do modelo, um programa que prevê 2044 unidades em 20 anos.

O primeiro carro do lote piloto foi entregue pela Iveco, ao Exército, na semana passada, durante a Eurosatory, maior feira de equipamentos de defesa da Europa.

De acordo com o executivo da AEL, um protocolo de intenções firmado com o Estado Maior do Exército contempla o fornecimento de 216 unidades nacionalizadas. “Par cumprir este contrato, a AEL fará um investimento adicional de US$ 8 milhões, além dos US$ 10 milhões já investidos na construção de um centro tecnológico de defesa dedicado ao desenvolvimento de tecnologias na área de defesa”, afirmou.

O Exército conta com três torretas fabricadas pela Elbit Systems, empresa de Israel controladora da AEL. A companhia pretende contratar 70 funcionários para atender a demanda de sistemas de armas do Exército. “O desenvolvimento dos sistemas UT30BR também irá mobilizar o envolvimento de 150 funcionários de outras empresas brasileiras nas áreas de estrutura mecânica especializada e blindagem”, destacou o executivo.

O sistema UT30 é utilizado em outros programas militares na Bélgica, Portugal e Eslovênia. Neves comenta que o engajamento dos engenheiros brasileiros no desenvolvimento dos sistemas vai permitir o domínio de tecnologias nas áreas de optrônicos, sensores óticos, blindagem, estabilização de plataformas terrestres e computadores de controle de tiro.

O executivo estima que, a partir de 30% do programa desenvolvido, o índice de transferência de tecnologia dos sistemas de armas do Guarani será de 50%. No fim do programa está previsto quase 100% de nacionalização do sistema. No contrato com o Exército ficou definido que os sistemas de três protótipos serão montados no Brasil por equipes do próprio Exército e com o suporte da AEL.

“A AEL está há dois anos trabalhando neste projeto, que pode ser considerado tão ou mais complexo que os sistemas aviônicos das aeronaves de caça de última geração”, ressaltou. A construção do prédio onde serão fabricados os sistemas, de acordo com Neves, já está 60% concluída e ficará pronto para uso em dezembro deste ano.

É neste prédio também que a AEL pretende concentrar o desenvolvimento de tecnologias para atender aos projetos que atualmente trabalha na área de defesa. A empresa foi selecionada para fornecer os sistemas aviônicos (eletrônica embarcada) dos helicópteros Esquilo do Exército, que estão sendo modernizados, assim como para os 50 helicópteros EC725, que vão equipar as Forças Armadas do Brasil e que serão produzidos em parte no Brasil.

FONTE:
Valor Econômico, via Resenha do EB

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Grupo afirma que líder venezuelano teria buscado convencer Militares a impedir impeachment de Lugo

 

João Domingos

Em busca de apoio do Brasil para o governo de Federico Franco, uma comissão do Congresso e de empresários paraguaios acusou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de ter tentado levantar os Militares do Paraguai contra os congressistas, para impedir o impeachment de Fernando Lugo, na semana passada.

Os senadores Miguel Saguier (Partido Liberal Radical) e Miguel Carrizosa (Movimento Pátria Querida) e o deputado Davi Ocampo (União Nacional de Cidadãos Éticos) afirmaram que, na quinta-feira, o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, visitou os quartéis paraguaios e propôs aos Militares que cercassem o Congresso para evitar o processo. “As Forças Armadas nos disseram que Maduro pregou a sublevação”, disse Carrizosa. O impeachment foi votado na sexta-feira à tarde.

“Ao contrário do que ocorreu no Brasil no impeachment de Fernando Collor (1992), no Paraguai o presidente não é afastado das funções quando a ação tem início. Lugo continuou chefe das Forças Armadas depois da autorização (da Câmara) para que o Senado o processasse. Ele poderia ter atropelado o Congresso para impedir a decisão dos senadores”, continuou Carrizosa.
Já Saguier, disse que o processo foi legal e sua rapidez ocorreu porque havia o risco de que Lugo ordenasse aos Militares que impedissem a reunião do Senado. “Corríamos o risco de ter dois presidentes: Lugo e Chávez.”
Os três parlamentares paraguaios rejeitaram qualquer comparação do processo de afastamento de Lugo com o golpe que depôs Manuel Zelaya (em junho de 2009), em Honduras.
“Lá, sequestraram o presidente, que estava de pijamas, e o mandaram para outro país. Quem assumiu o governo foi o presidente da Câmara. No Paraguai, o vice-presidente assumiu o governo depois da saída de Lugo. Ele também foi eleito. Se tem alguma semelhança, é com o processo brasileiro”, disse o senador Carrizosa.

Acompanhados de representantes da embaixada do Paraguai no Brasil, os congressistas paraguaios almoçaram com uma comissão da Frente Parlamentar da Agropecuária, que representa cerca de 230 parlamentares brasileiros.

O presidente da comissão, Homero Pereira (PSD-MT), manifestou apoio aos colegas vizinhos e ao novo governo do Paraguai. “Estamos solidários ao novo governo paraguaio. Fomos informados de que todos os ritos foram seguidos e foram respeitadas todas as normas institucionais”, afirmou.

Os paraguaios disseram ainda que “95% da população” é a favor do impeachment de Lugo e lembraram que nas votações que depuseram o presidente, 76 dos 80 deputados e 39 dos 45 senadores apoiaram a sua saída.

Eles afirmaram ainda que o Paraguai passa por um momento de tranquilidade, como se nada tivesse acontecido, e não há censura, estado de sítio ou presos políticos no país.

Brasiguaios. O recém-empossado presidente paraguaio afirmou ontem que se encontrou com uma comissão de brasiguaios – brasileiros emigrados ao Paraguai que possuem terras no país vizinho, nas proximidades da fronteira com o Brasil.

De acordo com Franco, os representantes do setor afirmaram que os brasiguaios expressaram seu apoio “por unanimidade” ao novo governo.

FONTE: O Estado de S. Paulo, via resenha do EB