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A mais recente atualização de produtos da série UFED amplia o suporte para a plataforma de telefones móveis de uma das líderes mundiais

 

A Cellebrite, líder mundial em soluções móveis para análise forense, acaba de anunciar que é a primeira e única companhia da indústria a viabilizar a extração física de dados dos aparelhos Nokia BB5, sejam eles bloqueados ou desbloqueados. A solução utiliza carregadores de boot patenteados pela Cellebrite. O método de extração física do Nokia BB5 é realizado através dos dispositivos UFED Ultimate e UFED Touch Ultimate, sendo que a sigla UFED corresponde, em Inglês, à expressão Dispositivo Universal de Extração Forense. A novidade está disponível imediatamente para todos os novos clientes, bem como para clientes já existentes com licença Ultimate.

De acordo com um relatório do IDC publicado em Fevereiro de 2011, a Nokia é líder mundial na fabricação de telefones móveis, com uma porcentagem de 27% do mercado, e dados globais de vendas de mais de 417 milhões de unidades em 2011. Como resultado, os investigadores encontram, com frequência, uma grande quantidade de dispositivos Nokia, dos quais devem recuperar dados comprobatórios existentes em suas memórias, incluindo dados ocultos e excluídos. Essas informações são inestimáveis para que os pesquisadores possam acionar legalmente os suspeitos.

O conjunto de produtos forense para celulares da Cellebrite, da Série UFED, permite aos pesquisadores obterem acesso rápido e abrangente de informações dos dispositivos móveis, oferecendo as mais avançadas ferramentas tecnológicas para investigações móveis forense.

“Mais uma vez, a Cellebrite, cumpriu, com êxito, o desafio de extrair dados físicos a partir de telefones celulares pertencentes a um dos maiores nomes da indústria.”, afirma Ron Serber, co-CEO da Cellebrite. “Este é mais um passo a confirmar a superioridade das tecnologias Cellebrite nessa Indústria e sua posição como líder de mercado.”

Sobre a Cellebrite

Fundada em 1999, a Cellebrite é uma empresa global conhecida por suas inovações tecnológicas na indústria de celular. Líder mundial de mercado e uma autoridade em tecnologías de dados móveis, a Cellebrite estabeleceu sua divisão móvel forense em 2007, introduzindo uma nova linha de produtos direcionados para o setor de aplicação da lei. Usando métodos de extração e técnicas avançadas de análise, a Solução Universal de Extração Forence da Cellebrite (UFED) é capaz de extrair e analisar dados de milhares de dispositivos móveis, incluindo telefones antigos, smartphones e dispositivos GPS.

O dispostivo UFED da Cellebrite é a ferramenta de escolha para milhares de especialistas forenses em aplicações legais, militares, de inteligência, segurança e em agências governamentais em mais de 60 países.
A Cellebrite é uma subsidiária integral da Sun Corporation, uma companhia Japonesa listada em bolsa (6736/JQ).

DIVULGAÇÃO: Press Consult

A partir de hoje, é possível consultar na internet os vencimentos dos militares das Forças Armadas. Em atendimento à Lei de Acesso à Informação (LAI), o Ministério da Defesa repassou à Controladoria-Geral da União (CGU) os salários dos militares da ativa da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

As informações estão disponíveis no Portal da Transparência (www.portaltransparencia.gov.br). Ao navegar no sítio eletrônico, o cidadão pode acessar a página dos “servidores” e, se desejar, realizar a consulta por nome ou CPF, por órgão de exercício, por órgão de lotação, por função ou cargo de confiança e órgão ou por função ou cargo de confiança.

Os contracheques são referentes ao mês de maio e serão atualizados mensalmente. Além dos soldos brutos, os demonstrativos de rendimento trazem a contribuição previdenciária e as deduções de Imposto de Renda. Pensões alimentícias e empréstimos consignados em folha não são informados.

Segundo a Secretaria de Coordenação e Organização Institucional do Ministério da Defesa (Seori), órgão responsável pela implementação da LAI na pasta, alguns ajustes poderão ser feitos nesse período inicial de divulgação, caso seja constatada eventual inconsistência nos dados fornecidos.

As informações publicadas no Portal da Transparência englobam 354.227 militares da Marinha (69.846), do Exército (213.007) e da Aeronáutica (71.374).

FONTE: Ministério da Defesa

 

A Turquia começou a desenvolver mísseis balísticos. Segundo informa o jornal Zaman, o Comitê Executivo da Indústria de Defesa, durante sua última reunião, aprovou a decisão de desenvolver mísseis com raio de ação de 2.500 quilômetros.

Antes,o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan encarregara o Conselho para Pesquisas Técnico-Científicas da Turquia de iniciar a elaboração de mísseis de longo alcance. O primeiro-ministro disse que a Turquia deve ampliar os projetos de desenvolvimento da indústria da defesa e abastecer o país com os equipamentos e armamentos militares necessários de produção local.

A que se deve o desejo de Ancara de ter mísseis balísticos próprios em seu arsenal?

Eis o que pensa a este respeito o vice-presidente do Instituto de Pesquisas Estratégicas Internacionais, professor Kamer Kassim:

“Se um determinado Estado quer ter em seu arsenal mísseis balísticos, isto significa que esse Estado quer adquirir certos elementos de contenção na arena internacional. Isto é possível em diferentes circunstâncias. O sistema internacional muda com o tempo. E o Estado com o qual você tem hoje relações amistosas, dentro de certo tempo pode se transformar em seu inimigo. Hoje a Turquia é, em certo sentido, uma força regional independente. E por isso ela às vezes é obrigada a interferir nas divergências que surgem na região. Não é segredo que se você tem força suficiente, seus diplomatas serão ouvidos com mais atenção. Certos interesses se formam na Turquia na situação de conflitos permanentes na região.Por isso se a Turquia quer desempenhar papel ativo nestas regiões, ela deve sempre ter certos elementos de contenção.”

O ponto de vista do ex-chefe do Conselho de veteranos da Turquia, perito militar Korai Gurbuz:

“A Turquia outrora adquiriu do Ocidente muitas armas. Mas agora nós já não queremos ser dependentes tecnológicos do Ocidente. Justamente por isso nós tentamos adquirir armas russas. E justamente por isso nós pretendemos produzir armas próprias, inclusive sistemas de Defesa anti-aérea. E gostaria de que a Rússia não apenas nos fornecessem suas armas, mas também concedesse tecnologia de sua produção. Recentemente o Irã declarou abertamente que atacará todos os países que representarem ameaça para ele. Isto se refere também à Turquia, porque ela instalou o EuroDAM da OTAN em seu território. De acordo com as declarações das autoridades iranianas, o primeiro país, que estará sujeito ao ataque dos mísseis iranianos será a Turquia. É necessário tomar certas medidas. E todas as últimas tentativas da Turquia orientadas tanto para a aquisição de armas russas, como para a criação de mísseis balísticos próprios, devem ser encaradas nesse sentido.”

FONTE: Voz da Rússia

 

A tentativa de desenvolver medidas uniformes para prevenir o tráfico de armas é praticamente impossível porque a indústria está, antes de tudo, ligada à grande política. Foi assim que peritos russos comentaram a ausência de resultados na Conferência da ONU sobre a elaboração de um tratado internacional de comércio de armas.
As negociações exaustivas sobre a regulamentação do mercado mundial de armamentos duraram quatro semanas. Nelas participaram delegações de 193 países e, por insistência dos EUA, o documento deveria ser aprovado por unanimidade. É por isso que os especialistas inicialmente reagiram à possibilidade de adoção de medidas comuns com bastante ceticismo. Afinal, com este procedimento, a posição de qualquer país se torna decisiva, e todos têm interesses muito, muito diferentes.
Na conferência, os Estados Unidos, por exemplo, exigiram que o futuro acordo tivesse em conta o direito garantido dos americanos de usar armas. Os EUA, a China, a Síria, o Irã e o Egito ainda exigiram excluir do documento qualquer menção à proibição do comércio de munições.
A Rússia, por sua parte, insistiu desde o início que o acordo apenas regulamentasse a venda de armas leves. Alguns países ocidentais achavam que a lista deveria também incluir armas pesadas. A Rússia propunha conceder o direito de celebrar contratos de fornecimento de armas apenas a entidades estatais. Os Estados Unidos e vários países ocidentais acharam essa posição inaceitável. Eles defendem os seus interesses na Síria, disse o perito Vladimir Evseev:
“A introdução de uma proibição à venda de armas através de entidades não-estatais dificultaria extremamente a ajuda à oposição síria armada. Afinal, ela é amplamente apoiada por mercenários, cujo número chega a cerca de seis mil. Como fornecer-lhes armas se houver uma proibição de fornecimento de armas através de entidades não-governamentais? Deste ponto de vista é perfeitamente compreensível o desejo de bloquear a iniciativa.”
O projeto do tratado sobre o comércio internacional de armas foi transferido para a Assembleia Geral. É ela que agora vai determinar os passos seguintes para a sua adoção. Os EUA já anunciaram a necessidade de uma pausa de um ano. A proposta de adiar a questão foi apoiada pela Rússia e pela China.

FONTE: Voz da Rússia

 

DE SÃO PAULO

Um mito persistente, que dá voltas pela internet e às vezes pousa até na imprensa, é afirmar que o Brasil já teve uma das maiores indústrias de defesa do mundo.

Mesmo o Livro Branco de Defesa Nacional diz que a base industrial de defesa representou, há 30 anos, “importante segmento econômico, com relevante contribuição para a balança comercial”.

De 1980 a 1992, o Brasil esteve em todos os anos, exceto 1981, entre os 20 maiores exportadores de armas, chegando à sua melhor colocação, o 10º lugar, em 1985. Depois de 1992, o país caiu fora da lista dos 20 maiores e não retornou desde então.

Pelas tabelas do Sipri, o recorde brasileiro de vendas foi em 1984, de US$ 269 milhões, o que colocou o país em 11º entre os exportadores. Naquele mesmo ano, a então União Soviética vendeu o equivalente a US$ 14 bilhões; os EUA, US$ 11 bilhões.

Em 1985, o ano em que o Brasil foi o 10º maior exportador, os números são US$ 202 milhões. Até a pequena Áustria vendeu mais armas nesse ano: US$ 330 milhões.

As exportações de armas brasileiras se concentraram na Engesa, fabricante de blindados como o Urutu e o Cascavel (que deverão ser substituídos no Exército pelo novo Guarani), na Embraer e, em menor grau, na Avibrás.

A Embraer é hoje a principal exportadora na área militar do país, com produtos como os aviões de treinamento e ataque leve Tucano e Super Tucano e as versões de avião-radar do EMB-145.

Com o fim da Guerra Fria, muito material bélico usado pode ser comprado a preços relativamente baratos. Sem uma política sustentada de compras pelas Forças Armadas, não há como atrair as indústrias brasileiras para voltar a produzir armamento.

‘AMEAÇA’

Para Carlos Frederico Aguiar, que preside a Abimde, as ações do governo para consolidar sua base industrial de defesa são vistas “como ameaça” pelos principais produtores do mundo, o que mostra que o Brasil “poderá vir a ser um competidor a mais”.

Aguiar, também presidente da Condor, com sede no Rio, comentou a foto publicada pela Folha em 23 de julho com um menino sírio segurando bomba de gás lacrimogêneo da sua empresa lançada pela polícia turca.

“A foto demonstra que a Turquia, diferentemente de países como Líbia e Síria, vem adotando soluções de uso diferenciado e proporcional da força, conforme orientação da ONU, de maneira a preservar a vida e os direitos humanos.”

FONTE: Folha de São Paulo

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IGOR GIELOW
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Considerações humanitárias à parte, e elas são várias, a reorganização da produção bélica brasileira em curso não é nada diferente do que aconteceu em países industrializados de grande porte.

O setor vive de benesses diretas ou indiretas do Estado desde a corrida armamentista de Reino Unido e Alemanha na virada do século 20.

Nos EUA e na Rússia, os maiores exportadores, o fim da Guerra Fria determinou a concentração na área. Antes, fabricantes diferentes disputavam contratos dentro do “complexo industrial-militar”, termo celebrizado no discurso-denúncia de despedida do presidente dos EUA Dwight Eisenhower em 1961.

Sem um inimigo e com um mercado a conquistar, as indústrias dos EUA passaram por fusões: a Boeing engoliu a célebre McDonnell-Douglas, por exemplo. Na Rússia, as empresas aeronáuticas Mikoyan, Sukhoi, Ilyushin e Tupolev ficaram sob controle único. Na Europa, a EADS virou uma potência.

No Brasil, as grandes exportadoras incentivadas pelo governo na ditadura quebraram e ressurgiram, em parte, sob as bênçãos do Estado -a parte civil da Embraer sendo a exceção.

A empresa aeronáutica saiu na frente e organizou uma divisão de defesa, indo além de aviões consagrados como o Super Tucano. Também adquiriu empresas de tecnologia militar, como Atech e Orbisat.

O governo estimulou gigantes com dinheiro a entrar na área, criando um arcabouço jurídico favorecendo conteúdo com participação nacional. A francesa Thales, por exemplo, uniu-se à empreiteira Andrade Gutierrez visando defesa de fronteiras.

Já a Odebrecht é subcontratada da DCNS francesa para fazer o novo estaleiro de submarinos, associou-se a uma subsidiária da EADS e comprou a Mectron (mísseis).

O foco inicial é o Brasil, com demanda adicional de segurança para grandes eventos (Copa e Olimpíada), mas América Latina, África e Ásia/Oceania estão na mira.

Ditaduras e violadores de direitos humanos deverão estar entre clientes futuros, como no passado. Não é exclusividade brasileira: a Alemanha, cujo pacifismo está na Constituição, é a terceira vendedora de armas do mundo.

FONTE: Folha de São Paulo

 

O líder do Conselho Nacional Sírio (CNS), Abdel Baset Sayda, fez um apelo neste domingo à comunidade internacional para armar os rebeldes que lutam contra o governo do presidente Bashar al-Assad.

A declaração de Sayda ocorre em meio à ofensiva das forças governistas na cidade de Aleppo, a segunda mais populosa do país e importante centro comercial e estratégico.
O líder oposicionista também pediu que, em uma eventual renúncia de Assad, o presidente sírio seja julgado por seus “massacres” em vez de ganhar asilo político.

As potências ocidentais já haviam alertado sobre um potencial “banho de sangue” em Aleppo, no noroeste da Síria. “Nós queremos armas que possam deter tanques e aeronaves. É isso que queremos”, afirmou Sayda à agência de notícias AFP durante uma coletiva de imprensa em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Ele também reivindicou o apoio dos “irmãos e amigos (árabes)” ao Exército Livre da Síria (ELS). Até agora, os rebeldes sírios não receberam nenhum apoio militar internacional. Em abril, os estados do Golfo concordaram em pagar “salários” aos integrantes do Exército Livre da Síria.

Os críticos da decisão, entretanto, afirmam que o dinheiro pode ser usado para comprar armas no mercado negro.

Exílio

Questionado sobre o futuro de Assad, em uma eventual saída do poder, Sayda citou que o “exemplo iemenita”, no qual o presidente Ali Abdullah Saleh recebeu anistia como contrapartida por sua renúncia, “não deve ser replicado na Síria”.

“Inúmeros massacres foram cometidos. Bashar al Assad tem de ser julgado. Ele é um criminoso e não pode receber asilo”, afirmou. Sayda disse que o CNS – que está no exílio – pode discutir planos para um governo de transição com os grupos rebeldes envolvidos nos confrontos armados.

“Nós estamos analisando a ideia (de um governo de transição) e poderemos entrar em contato com todas as forças em solo na Síria”, acrescentou.

Sayda afirmou que o líder desse eventual governo deve ser uma “pessoa honesta e patriótica (…) empenhado nos objetivos da Revolução Síria desde o início”.

FONTE: BBC, via Terra / FOTO: AP

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A nova estratégia deve aumentar a tensão entre Moscou e Washington, dizem analistas

 

MOSCOU – O governo da Rússia pretende montar bases militares em Cuba e no Vietnã, dois aliados da época da Guerra Fria. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 27, pelo vice-marechal Viktor Chirkov. Para analistas, a nova estratégia militar deve aumentar a tensão entre Moscou e Washington, já esgarçada pela crise na Síria.

“Estamos trabalhando para montar bases navais fora da Rússia”, disse o militar à agência Ria-Novosti. “Pretendemos construí-las em Cuba, Vietnã e nas Ilhas Seychelles.”

O presidente russo, Vladimir Putin, pretende aumentar no ano que vem em 19% os gastos militares russos. O investimento total em defesa do país deve somar US$ 1,35 trilhão.

Em 2008, o general americano Norton Schawartz alertou a Rússia contra uma base de reabastecimento em Cuba. Em 1962, a Crise dos Mísseis quase levou os dois países a um confronto nuclear.

FONTE: O Estado de S. Paulo

 

O general-de-divisão Celso José Tiago é o novo vice-chefe de Operações Conjuntas (VCHOC), em substituição ao major-brigadeiro-do-ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira, que se despede do Ministério da Defesa (MD) para assumir a vice-chefia do Estado-Maior da Aeronáutica (Emaer), em Brasília (DF).

A cerimônia militar ocorreu ontem (26), no Salão de Honra do 6º andar do MD, e foi presidida pelo chefe de Operações Conjuntas do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (CHOC/EMCFA), general-de-exército João Carlos Vilela Morgero.

O general Tiago substitui o brigadeiro Machado, que chefiou a VCHOC de março a julho de 2012, e que fez parte dos grupos de trabalho envolvidos na organização da Copa do Mundo 2014, Rio+20. Além disso, atuou na reestruturação do Sistema de Defesa Antiaérea, demarcação de terras indígenas, desastres naturais e operações de adestramento conjunto.

Em seu discurso de despedida, Machado fez um balanço da sua trajetória no MD e falou do seu novo desafio no Emaer: “Verificamos que a participação das Forças Armadas na vida desse país, dos outros ministérios e das outras ações em prol da sociedade é extremamente importante porque depende muito da nossa capacidade de levar adiante os projetos e colaborar com instituições.” E prosseguiu: “Agora vou exercer uma função mais específica de Força Aérea e espero desenvolvê-lo com capacidade.”

SC-1

Na mesma solenidade, o general Tiago passou o cargo de subchefe da SC-1 para o general-de-brigada Paulo Sergio Melo de Carvalho, que está vindo do Estado-Maior do Exército (EME) onde exerceu a função de 2º subchefe.

A VCHOC e a SC-1 estão diretamente subordinadas à CHOC, setores ligados ao EMCFA.

O general Tiago, que esteve à frente da Subchefia de Comando e Controle (SC-1) por um ano e meio, participou, neste período, da aquisição de softwares para a implantação da Rede Operacional de Defesa; e do grupo de trabalho interministerial que resultou no decreto de viabilização de lançamento do Satélite Geoestacionário de Comunicações, projeto que na visão do militar foi um dos maiores desafios da sua carreira.

“O nascimento e a aprovação do satélite foi talvez o projeto mais importante nesse período. Parece que tudo vai dar certo para ele ser lançado em 2014,” assegurou.

Participaram da solenidade o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos De Nardi; integrantes do almirantado do Alto Comando do Exército e da Aeronáutica; servidores civis e militares.

FONTE: Ministério da Defesa

 

O Governo Federal anunciou nesta quinta-feira que cooperará com o Haiti no projeto de restabelecimento das forças de Defesa do país caribenho, objetivo para o qual enviará uma comissão militar nas próximas semanas.

A decisão foi adotada durante uma reunião realizada em Brasília entre o ministro da Defesa, Celso Amorim, e seu colega haitiano, Jean Rodolphe Joazile, segundo um comunicado oficial.

“Demos hoje um primeiro passo a pedido do governo do Haiti e mandaremos ao país uma pequena missão que não tem nada a ver com a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti)”, disse Amorim.

O ministro acrescentou que a comissão se concentrará em analisar as necessidades do Haiti e terá o objetivo de determinar “o diagnóstico” sobre como deve ser desenvolvida a ajuda, especialmente na área de engenharia militar.

“É importante sinalizar o fato de que no futuro o Haiti terá que tomar conta de sua própria segurança”, completou Amorim. Segundo esta versão, a ajuda se centraria em um primeiro momento em temas de engenharia e foi analisada a possibilidade de abrir vagas para haitianos nas escolas militares brasileiras do ramo.

Amorim acrescentou que o eventual apoio na estruturação de novas forças de Defesa será desenvolvido no âmbito da cooperação bilateral existente. O ministro haitiano, por sua parte, destacou o compromisso do governo de seu país para que as forças de segurança se submetam a princípios democráticos e ao poder civil.

Durante o encontro, ambos ministros revisaram a permanência das tropas brasileiras desdobradas na Minustah, presente no país desde 2004. Amorim reiterou o compromisso brasileiro de continuar colaborando com a missão da ONU, ao mesmo tempo em que destacou a intenção de reduzir para cerca de mil uniformizados o atual contingente.

“Evidentemente estaremos no país o tempo que for necessário. No entanto, não é bom nem para o Brasil, nem para a ONU nem para o Haiti que seja uma permanência eterna”, comentou.

FONTE: Agência EFE via Terra Notícias

 

Simulador de voo do Esquilo do EB

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Tudo o que está acontecendo na Síria toca Israel da forma mais direta. Por enquanto, os líderes políticos e militares israelenses mostram moderação na crise do país vizinho. Enquanto isso, a mídia iraniana afirma que os israelenses fornecem armas à oposição síria e treinam seus soldados na fronteira com a Turquia.

Confrontos entre a oposição armada síria e as forças do governo acontecem em Damasco e muitas outras cidades sírias. Enquanto isso, em Paris, está sendo preparada a próxima conferência dos amigos da Síria na qual a Rússia se recusou a participar. Ao mesmo tempo, aumenta o fluxo de refugiados, principalmente para a Jordânia. Neste contexto, soa cada vez mais alto o coro de vozes que apelam para a saída do presidente Bashar al-Assad e de seu círculo próximo. O próprio Assad não exclui a possibilidade de deixar seu posto.

É isso que pretendem atingir certos vizinhos ambiciosos da Síria, aspirantes a líderes regionais, bem como alguns líderes mundiais e organizações preocupadas com questões de direitos humanos. Mas o conjunto, obviamente, não está completo: o silêncio de Israel sobre a questão da Síria está se tornando demonstrativo. No entanto, é bastante simples decifrá-lo.

Israel não tem nenhuma razão para nutrir sentimentos amigáveis para com o presidente Assad: o Estado judeu teve muitas vezes que cruzar espadas com os sírios. Porém, o governo israelense não está fazendo nada que possa ser interpretado como apoio aos opositores do atual líder sírio. Israel não está mostrando nenhuma atividade militar na fronteira, seus representantes não estão fazendo declarações sobre a necessidade da demissão de Assad, nem exigências de mudanças democráticas na Síria, e não procuram uma cessação imediata da violência contra a oposição. É muito fácil compreender esta posição, basta só olhar para a situação na Síria com os olhos de Israel.

Sim, Assad é um inimigo, mas é muito melhor ter como inimigo um regime secular previsível, que está longe da ideologia do Islã puro. A vitória dos islamistas vai significar, na Síria multi-religiosa, uma anarquia do tipo da Somália ou o surgimento no mapa mundial de mais um Estado teocrata islâmico com fronteira direta com Israel. Nestas condições, quando no novo Egito já se ouvem afirmações sobre a necessidade de rever os acordos de Camp David, certamente ninguém em Israel vai criar com suas próprias mãos um novo adversário também no nordeste do país.

Mas Israel tão pouco se pode apoiar Assad. Qualquer declaração pública em favor do líder sírio pode ser considerada como uma sentença a Bashar al-Assad. Seus opositores esfregariam as mãos: o que pode ser melhor do que lutar contra um mercenário e cúmplice de Israel?

Por isso, Israel prefere manter o silêncio. E neste silêncio, preparar a retaguarda. Se o regime de Assad cair, a ação mais lógica para Israel será a criação de uma zona tampão, com uma população mista de alawitas, cristãos e drusos, que, com o apoio de Israel, poderá manter a defesa contra a recém-surgida república islâmica.

FONTE: Voz da Rússia

IMAGEM: Haaretz.com

 

Armas do Brasil

País trabalha a favor de um tratado sem mecanismos intrusivos para o comércio de armas

 

Matias Spektor

Negocia-se Nesta semana na ONU um Tratado de Comércio de Armas. É a primeira tentativa de regulação do lucrativo mercado global de armamentos.

O texto ora negociado afeta em cheio os interesses do Brasil emergente. Trata-se de uma área em que campeões da indústria estão em franca via de internacionalização.

Além das gigantescas Embraer e Odebrecht, existe a Taurus, maior fabricante mundial de armas curtas. Exporta para 44 países, detém 20% do mercado de pistolas nos Estados Unidos e espera um lucro bruto para este ano de R$ 150 milhões de reais.

Ainda entram na lista Avibrás (veículos não tripulados e foguetes), Mectron (mísseis), Helibrás (helicópteros) e Companhia Brasileira de Cartuchos (munições). A Condor vende cem produtos de “tecnologias não letais”.

Essas empresas preferem um tratado minimalista. Não querem explicar publicamente suas vendas nem revelar a lista de clientes.

Tampouco enfrentar questionamentos caso suas armas sejam utilizadas para desestabilizar uma região, violar direitos humanos, fomentar o crime transnacional e o terrorismo ou atrapalhar o combate à pobreza. Isso é compreensível -elas querem fazer negócio.

Assim, o governo brasileiro trabalha para deixar o tratado livre de mecanismos intrusivos. Nem precisa fazer força para isso -há muitos países dispostos a fazê-lo em seu lugar. Irã, Síria, Cuba, Venezuela e Paquistão têm a dianteira. A Índia joga no mesmo time; muitas vezes, os Estados Unidos também. Na sexta-feira, estará provavelmente garantido o triunfo total da posição brasileira.

Em Brasília fomenta-se o êxito dessas indústrias, que geram divisas e empregam milhares de pessoas em áreas de alta tecnologia. Daí a lei de março passado, que outorga crédito fácil e isenção de PIS/Pasep, Cofins e IPI.

Ninguém no governo questionou a Avibrás por vender 18 sistemas de “bombas cluster” para a Malásia, a Mectron por seus cem mísseis anti-radar para o Paquistão ou a Condor por sua exportação de gás lacrimogêneo para a Turquia. O tema simplesmente não está na agenda, e todos os incentivos de hoje apontam para mais do mesmo.

Entretanto, há uma pequena ameaça no horizonte. Grandes indústrias de armamento europeias e americanas começaram a ajustar sua posição. Como elas enfrentam controles cada vez mais estreitos para suas exportações, buscam meios de moldar o novo ambiente regulatório em benefício próprio.

Segundo elas, um tratado internacional decente seria bom para quem quer ganhar dinheiro. Criaria um controle de qualidade parecido à ISO, padronização de produtos comandada pelo setor privado que facilita a abertura de mercados.

Também estabeleceria códigos de conduta comuns, algo valioso em mercados cheios de clientes de caráter duvidoso, em que uma venda inapropriada pode ferir o interesse de acionistas e macular a reputação das empresas e de países.

Se essas regras pegarem e nossa indústria continuar apostando contra a transparência, todos perdem. Sobretudo o cidadão brasileiro, que é obrigado a custear um negócio sobre o qual ninguém o consultou.

FONTE: Folha de São Paulo

 

Os equipamentos de defesa produzidos pelas indústrias instaladas no território brasileiro serão mostrados aos representantes das embaixadas como forma de abrir canal para a exportação destes produtos. O chefe do Departamento de Produto de Defesa (Deprod), general Aderico Mattioli, tratou do tema hoje (24) durante a 14ª reunião do comitê dos Chefes dos Estados-Maiores das Forças Armadas Singulares no Ministério da Defesa.

Para isso, o departamento está organizando uma exposição de produtos na Base Aérea de Brasília. De um lado, expoentes da indústria militar, representantes do BNDES e da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos – Apex-Brasil. Na outra ponta, adidos militares das principais representações diplomáticas.

“Queremos mostrar aos adidos militares e aos nossos parceiros de outros ministérios o que está sendo produzido ou desenvolvido no Brasil em termos de equipamentos de defesa”, disse o general Mattioli.

A feira está sendo articulada com a Força Aérea Brasileira (FAB) e faz parte de um pacote de atividades marcado para ocorrer nos dias 17 e 18 de agosto. De acordo com Mattioli, na parte da manhã os participantes terão informações sobre forma de financiamento e o potencial da indústria. À tarde, o local será aberto para visitação.

Defesa cibernética
A defesa cibernética foi o tema seguinte da reunião. O subchefe do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), coronel Luiz Gonçalves, apresentou a estruturação do Projeto Estratégico de Defesa Cibernética com enfoque às constantes movimentações deste setor. Na reunião, o militar apresentou também os resultados do trabalho durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e o preparo para os grandes eventos que ocorrerão no Brasil até o ano 2016.

“Já iniciamos o nosso planejamento para a Copa das Confederações, que ocorrerá no próximo ano, e nos ajustamos para a Copa do Mundo e Olimpíadas Rio 2016”, disse o militar.

Na reunião, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, indagou se o CDCiber estaria preparado para atuar de modo integrado na proteção das redes durante as competições esportivas. O coronel Gonçalves informou que o centro atuaria no âmbito das Forças Armadas e estaria apto para atuar como coordenador do plano de segurança pública que seria executado pelo Ministério da Justiça.

O funcionamento do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) mereceu destaque no encontro. O diretor-geral substituto Fernando Campagnoli fez relato das atividades do centro gestor e apresentou proposta das principais reivindicações para uma melhor prestação dos serviços.

Coube ao general Carlos Cesar Araújo Lima, da Subchefia de integração Logística (Subilog), apresentar os estudos sobre a alimentação das Forças Armadas. Segundo o general Araújo Lima, o valor do auxílio alimentação se mantém congelado desde 1995. De acordo com o oficial, estudos desenvolvidos ao longo dos últimos anos sugerem o aumento do valor. Na reunião, ficou decidido que o tema voltaria a ser tratado mais adiante e que se buscaria encaminhar a solicitação para a equipe econômica.

O projeto “Rádio Definido por Software” (RDS) foi o último tema da 14ª reunião do comitê. O general Cláudio Duarte de Moraes, chefe do Centro Tecnológico do Exército, proferiu exposição sobre o projeto.

FONTE: Ministério da Defesa

 

Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN)

No último dia 17, a presidenta Dilma Roussef enviou à apreciação do Congresso Nacional os seguintes documentos: Política Nacional de Defesa (PND), Estratégia Nacional de Defesa (END) e Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN).

O Livro Branco de Defesa Nacional pode ser acessado em arquivo PDF de 93.5MB clicando-se na imagem acima ou neste link.

Segundo especialista, país pode chegar a ser 2º maior produtor mundial. Material é usado em geração nuclear; cientistas discutiram energia no Maranhão.

O Brasil tem potencial para chegar a ser o segundo ou o terceiro maior produtor de urânio do mundo, defendeu nesta segunda-feira (23), em São Luís (MA), o pesquisador Nilson Dias Vieira Junior, superintendente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), na 64ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a SBPC.

“O Brasil tem um ‘pré-sal’ de urânio debaixo de nossos pés”, comparou o especialista, durante a mesa-redonda “Pesquisa em energia para o Brasil”. O metal é um importante combustível para usinas nucleares.

Atualmente, o país ocupa a sexta posição no ranking mundial de reservas de urânio, com aproximadamente 309 mil  toneladas, localizadas principalmente em Caetité (BA) e Santa Quitéria (CE). No entanto, apenas 25% do território nacional foi objeto de prospecção. “Pela característica geológica que possuímos, e se houver melhor investimento na área, poderemos chegar a este patamar, sendo referência na produção de energia nuclear”, disse o especialista.

Superintendente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), Nilson Dias Vieira defendeu a produção de energia nuclear como uma das alternativas para que aconteça em escala global a diminuição nas chamadas emissões de gases do efeito estufa (EFE), embora boa parte da população ainda tenha receio quanto a utilização desse tipo de energia. “Com a tecnologia hoje disponível no mundo, a energia nuclear é absolutamente segura. O que aconteceu ano passado em Fukushima [no Japão] foi provocado por um desastre natural, um terremoto que ocasionou um tsunami e provocou o incidente na usina”, explicou. “Mas a tecnologia em si da produção de energia nuclear se pode controlar”, defendeu.

Tratamento de resíduos
Apesar de ser considerada pelo especialista como uma “fonte limpa”, a energia nuclear ainda precisa tratar o problema dos resíduos por ela por ela produzidos. Embora quantitativamente eles sejam pequenos, são altamente radioativos. “O que se tenta hoje é utilizar esses resíduos como combustíveis. (…) Isso é uma tendência mundial, embora precise de uma estrutura gigante”, admitiu.

FONTE: Portal G1

 

O regime sírio reconheceu pela primeira vez que possui armas químicas e ameaçou utilizá-las em caso de intervenção militar estrangeira, mas nunca contra a sua população, enquanto violentos combates prosseguem entre soldados e rebeldes em Aleppo e em Damasco. A Síria rejeitou a proposta da Liga Árabe de uma saída negociada do poder do presidente Bashar al-Assad para acabar com a violência, que já causou mais de 19.000 mortes em 16 meses de revolta.

A comunidade internacional, incapaz de chegar a um acordo comum, reforçou suas sanções e o controle do embargo à venda de armas. Americanos e europeus também aumentaram a ajuda aos países vizinhos da Síria, onde mais de 120.000 sírios estão refugiados.

Em Damasco, palco de combates diários, as execuções se multiplicam. Ao menos 23 pessoas foram executadas sumariamente no domingo pelas forças do regime, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Dezesseis homens, a maioria com menos de 30 anos, foram assassinados no bairro de Mazzé, oeste da capital, indicou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH. Outros sete foram executados em Barzé (noroeste). O OSDH descreveu vítimas que tiveram as cabeças esmagadas por veículos, corpos perfurados por baionetas e mãos algemadas.

A agência oficial Sana anunciou que o Exército está em Mazzé para “restabelecer a segurança (…) limpando esta área de grupos terroristas armados que aterrorizam os habitantes e atacam suas casas”. Nesta segunda-feira, o OSDH contabilizou mais 18 mortos até o início da tarde.

Damasco, apesar das acusações ocidentais, indicou que suas armas químicas e não-convencionais estão “armazenadas em um lugar seguro sob a supervisão das Forças Armadas e só serão utilizadas caso a Síria enfrente uma agressão estrangeira”. Já o porta-voz do Ministério sírio das Relações Exteriores, Jihad Makdessi, assegurou que as armas “nunca, nunca serão utilizadas contra nossos cidadãos, seja qual for a evolução da crise”.

O regime acusa os ocidentais de desinformação para justificar “uma intervenção militar, mentindo sobre armas de destruição em massa”. Os Estados Unidos advertiram Damasco que consideram o regime de Bashar al-Assad responsável por manter em segurança suas armas químicas e que o regime não deveria nem pensar nesta possibilidade.

“Eles não deveriam nem pensar em usar armas químicas”, disse o porta-voz do Pentágono, George Little, à imprensa. “Temos sido enfáticos em nossa posição dentro do governo americano sobre o uso de armas químicas, o que seria totalmente inaceitável”, afirmou.

Israel também manifestou a sua preocupação e alertou que não aceitará que armas químicas caiam nas mãos do partido xiita Hezbollah. Após o anúncio da “libertação de Damasco”, na semana passada, e da batalha de Aleppo no domingo, o Conselho Nacional Sírio (CNS), principal coalizão de oposição síria, pediu aos rebeldes que aumentem seus esforços.

“Novas tropas em Damasco”
O regime “vacila”, mas “não se renderá facilmente”, afirmou o porta-voz do CNS, George Sabra, em um comunicado. “O que acontece em Damasco, Aleppo e em outras cidades sírias é uma etapa crucial para estabelecer uma nova fase na história de nosso país, e também da região”, acrescentou o opositor.

Nesta segunda-feira, uma coluna de fumaça cobriu o céu sobre Mazzé, onde os confrontos duraram parte da noite, segundo um jornalista da AFP. Paralelamente, o regime mobilizou novas unidades nos bairros de Barzé, Lawane, Nahr Aiche e Mazzé.

Os soldados “controlam as grandes estradas e bairros onde entraram, mas ainda há confrontos das pequenas ruas”, segundo o OSDH. Após o anúncio da libertação de Aleppo, intensos combates foram travados na capital econômica do país, particularmente nos bairros de Sahour (leste) e Hanano City (leste).

Os rebeldes tomaram o controle do distrito de Salahuddin, no oeste da cidade. “Há um grande êxodo em Hanano City, al-Ha¯dariyé e Sakhour”, indicou o OSDH. O coronel Kassem Saadeddine, porta-voz do Exército Sírio Livre (ESL) no interior do país, disse à AFP que o Exército havia posicionado 60 tanques na estrada entre Homs (centro), cidade-símbolo da contestação, e Hama, para desalojar os rebeldes.

Ainda assim, os rebeldes controlam um posto na fronteira com o Iraque, e três postos na divisa com a Turquia. Os ocidentais devem reforçar a ajuda humanitária aos refugiados. Washington desbloqueou 100 milhões de dólares para a Jordânia, que acolhe dezenas de milhares de sírios, enquanto os europeus duplicaram a ajuda de emergência para 63 milhões de euros.

FONTE: AFP via Terra Notícias

 
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