Para que servem os amigos?

Segundo jornal norte-americano, diesel venezuelano abastece repressão síria

 

Para que servem os amigos? O presidente da Venezuela Hugo Chavez e a estatal petrolífera venezuelana Petroleos de Venezuela S.A. (PdVSA) estão fornecendo a energia essencial para o regime sírio do presidente Bashar al-Assad, um movimento contrário às sanções impostas pelos EUA e pela Comunidade Europeia, segundo documentos obtidos pelo jornal The Wall Street Journal.

De acordo com os documentos a PdVSA já enviou quatro carregamentos de diesel para a Síria nos últimos oito meses. O diesel é essencial para mover os carros de combate e outros veículos blindados do Exército Sírio. Assad está trocando óleo cru sírio por diesel, eliminando o pagamentos com moeda estrangeira em um época em que as reservas sírias de moeda estrangeira estão baixando.

A Síria costumava comprar diesel da Europa, mas o fornecimento foi cortado quando o governo de Assad elevou o tom de repressão contra os opositores do seu regime.

Ainda de acordo com o jornal, a Venezuela também está auxiliando a Síria a contornar as sanções impostas pelos países Ocidentais comprando produtos sírios e negociando com duas empresas sírias, o Banco Comercial da Síria e a Companhia Estatal de Petróleo da Síria.

As duas companhias estão na lista negra de Washington e os EUA estão de olho nos acordos bilaterais entre a Síria e a Venezuela, mas não podem tomar ações legais para cortar a ajuda do regime venezuelano à Síria.

FONTE: http://www.ynetnews.com

Tagged with:
 

Lançada campanha de descriminalização das drogas

Uma campanha pela descriminalização das drogas foi lançada hoje (9), na capital fluminense, pela Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD), o Viva Rio, a Associação Nacional dos Defensores Públicos e órgãos do setor de saúde como a Secretaria Estadual de Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz). A campanha Lei de Drogas: É Preciso Mudar, de âmbito nacional, será veiculada nos meios de comunicação.

Tendo como mote “Uma Lei Mais Justa e Eficaz”, a iniciativa tem como objetivo mudar a Lei de Drogas, substituindo-a pela adoção de uma política mais eficaz e justa na forma de se combater o problema das drogas no Brasil.

“A nossa campanha parte da constatação de que, apesar de todos os esforços que vêm sendo feito no Brasil, sobretudo pelas policiais de todo o país, poucos resultados foram obtidos em termos de redução do padrão de consumo e da criminalidade. A quantidade de prisões aumenta de forma intensa e a gente não vê avanços na política que vem sendo implementada”, disse à Agência Brasil, o diretor da organização não governamental (ONG) Viva Rio, Rubem César Fernandes.

Fernandes disse que uma primeira etapa a campanha vai procurar mostrar uma série de injustiças que são cometidas a pretexto de se combater o consumo de drogas entre a população. “A nossa proposta é mudar a lei e adotar uma política mais eficaz e mais justa. Em uma primeira etapa nós vamos, por meio da campanha, procurar mostrar uma série de injustiça resultante da lei atual, seguido da pergunta: ‘É justo isto?’”, declarou.

Em sua segunda fase, que deverá ter início em agosto, a campanha – que terá prazo de duração de quase um ano – adotará uma postura mais propositiva. “estaremos encaminhando várias propostas sobre o problema das drogas para que os diversos setores da sociedade ligados ao tema possam debater a questão”, informou.

Na terceira etapa, quando os responsáveis pela campanha acreditam que já tenham recolhido 1 milhão de assinaturas, será encaminhada ao Congresso um projeto para mudar a atual Lei de Drogas, descriminalizando-a.

“A lei atual que trata das drogas tem suas falhas. Ela não define, não esclarece, por exemplo, a diferença entre o traficante e o usuário. Portanto, entre o criminoso e o usuário. É um problema [as drogas] que em todo o mundo está ligado diretamente a toda uma cultura jovem [que envolve também os novos filhos e netos] e, por ser considerada crime, acaba criando dificuldade de se lidar com o problema”, disse.

FONTE: Agência Brasil

Tagged with:
 

Leniência na preservação da História

Vistas pelo estrito aspecto físico, as infiltrações e rachaduras que tomam conta da construção de estilo renascentista do Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora (MG), representam uma permanente – e grave – ameaça à preservação do acervo da instituição, em torno de 50 mil objetos de arte. Entre as peças ali guardadas, que o tornam um dos maiores museus imperiais do país, estão ícones de episódios que o Império legou à História brasileira, como os trajes da coroação, da maioridade e do casamento de D. Pedro II, roupas da princesa Isabel e esculturas de artistas como Rodolfo Bernardelli, Marius Jean Mercié e outros.

Entre as pinturas, estão o “Tiradentes supliciado”, de Pedro Américo, e obras de artistas brasileiros e estrangeiros, um acervo celebrado internacionalmente. São relíquias que ajudam a entender o nosso passado, mas que, abrigadas num prédio interditado há quatro anos, em razão de danos estruturais provocados por uma inundação, sob risco de desabamento e sem recursos para reparação e manutenção, podem não ser preservadas para o futuro.

Mas o abandono do Mariano Procópio tem significado mais amplo do que a degradação física da instituição. Infiltrações, rachaduras e riscos para obras de arte, retrato comum a outros museus, são símbolos do pouco apreço que se dedica à preservação da memória iconográfica nacional. As goteiras que pingam em Juiz de Fora também inundam de negligência a política de conservação da História e da arqueologia brasileiras.

No início deste ano, um período prolongado de chuvas na Região Sudeste deixou sob ameaça, não só dos efeitos deletérios de infiltrações, mas até de desabamento, quase 30 museus no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em Minas, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Museus. Em maio, um defeito no sistema de ar-condicionado da Biblioteca Nacional, no Rio, provocou um vazamento de água que danificou 2 mil jornais e revistas do acervo de periódicos da instituição. Em 1995, um temporal alagou a sala que abrigava a múmia egípcia do sacerdote Hori, no Museu Nacional, também no Rio. Um buraco no telhado quase provocou a perda total de uma das peças mais valiosas da coleção do museu da Quinta da Boa Vista.

Verbas escassas e/ou leniência quase sempre formam a equação de uma política ineficaz para preservar a memória do país. Aumenta a gravidade da negligência que marca o abandono do Mariano Procópio, e que representou o telhado incapaz de impedir a passagem da água da chuva no Museu Nacional, a particularidade de serem instituições com um simbolismo único na História brasileira. O museu de Juiz de Fora, por ser depositário de farta memorabilia do Império; o museu da Quinta, por ter sido a antiga residência de D. João VI, uma construção de onde emanava o poder na única cidade imperial da América Latina.

Junte-se a isso a falta de medidas simples, mas de grande alcance (turístico e histórico), como, por exemplo, não se dotar uma cidade como o Rio, palco de fatos cruciais da História do país, de sinalização que ressalte a importância de seus monumentos. São, em seu conjunto, demonstrações do pouco apreço pela preservação do passado, um desrespeito à memória do país.

FONTE: O Globo

Tagged with: