Ataques contra civis, abusos ou mortes, a partir de agora, podem ser considerados crimes de guerra. Imagens gravadas confirmariam o uso de artilharia pesada pelas tropas do ditador Bashar al-Assad

 

A Cruz Vermelha declarou oficialmente que a Síria está em guerra civil. No direito internacional, esse reconhecimento quer dizer que ataques contra civis, abusos ou mortes, a partir de agora, podem ser considerados crimes de guerra.

A ONU divulgou imagens gravadas por observadores na cidade de Tremseh, alvo de ataques na última quinta-feira. As imagens confirmariam o uso de artilharia pesada pelas tropas do ditador Bashar al-Assad. Cerca de 150 pessoas morreram.

O governo negou o uso dessas armas e alegou que o exército agiu para reprimir ataques terroristas na região.

FONTE: G1

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O primeiro ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, pediu no último dia 15 que os Estados Unidos apressassem a transferência de armamentos para o país que, após seis meses da retirada das tropas estrangeiras, tem dificuldades para defender seu espaço aéreo e as fronteiras.

Durante reunião com o general James Mattis, chefe do Comando Central Norte-Americano, o ministro iraquiano disse que apenas o governo central decidiria quais compras de armamentos seriam realizadas. A declaração seria uma resposta às queixas dos curdos acerca da aquisição de caças F-16.

“Sua Excelência pediu a aceleração do aparelhamento do Exército, de modo a troná-lo capaz de defender o Iraque, sua soberania e independência”, consta em declaração emitida pelo gabinete do ministro.

De acordo com o documento, Maliki teria dito que o Iraque “não quis transgredir em relação a ninguém, e rejeitamos qualquer trangressão contra nós ou atentado à nossa soberania”.

O ministro teria acrescentado que “a política de aparelhamento deve ser federal, e de acordo com com o que o governo federal especifica como sendo as prioridades e necessidades”.

O Iraque concordou em adquirir equipamentos militares dos Estados Unidos num valor superior a 10 bilhões de dólares, incluindo 36 caças F-16 que só devem ser entregues daqui há anos, e também tanques, artilharia, helicópteros e navios de patrulha.

Enquanto o Exército do país é tido como capaz de manter a segurança interna, oficiais iraquianos e amercianos reconhecem a incapacidade de proteger o espaço aéreo, as fronteiras e as águas territoriais.

Até o ano passado, quando as forças estadunidenses se retiraram do Iraque, as tropas estrangeiras ajudaram Bagdá nessas funções.

A compra dos F-16 causou mal-estar na região do Curdistão, ao norte do Iraque. O presidente curdo, Massud Barzani, disse no começo deste ano que era contra a aquisição dos aviões enquanto Maliki fosse primeiro ministro, pois temia que os caças fossem usados contra os curdos.

Posteriormente, o presidente atenuou as afirmações, mas o primeiro ministro regional, Nechirvan Barzani, avisou em maio passado sobre o desejo permanente de “limpeza étnica” por parte dos políticos iraquanos, apesar de não ter especificado nenhum nome.

FONTE: DefenseNews