Marruá blindado

A Agrale, em parceira com a OTT Blindados, apresenta o Agrale Marruá AM 200 4×4 blindado na Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para a Segurança Pública 2012 (Interseg), que será realizada no Transamérica Expo Center, em São Paulo, entre os dias 22 e 24 de julho. Denominado pela OTT como Agrale Marruá M27 VPBL – Veículo de Patrulha Blindado Leve, a viatura foi desenvolvida para atender as necessidades das forças policiais, militares e de agencias de segurança.

A parceria com a OTT Blindados, empresa especializada na blindagem de veículos, agregou ainda mais robustez e proteção balística ao habitáculo do Agrale Marruá AM 200, contra explosões laterais, granadas e disparos de até rifles AK-47, mantendo suas características de confiabilidade e excelente mobilidade na estrada e fora de estrada.

O Agrale Marruá M27 pode ser configurado para transportar até oito passageiros, sendo quatro na cabine e quatro na caçamba, e oferece dois tipos de motorização, Cummins ISF 2.8 Euro 5 (com 150 cv de potência e torque de 360 Nm) e MWM Sprint 4.07 TCE Euro 3 (140 cv de potência e 360 Nm de torque),

A Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para a Segurança Pública é o maior evento de negócios da área de segurança pública da América do Sul e o grande palco de lançamentos do setor. Tradicionalmente a Interseg oferece aos profissionais de segurança pública uma oportunidade para conhecer, avaliar, comparar e tirar dúvidas sobre novas metodologias e equipamentos destinados à modernização e melhor operação de suas organizações.

FONTE: odiario.com

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Brasília – A decisão de retirar o embaixador do Brasil na Síria, Edgard Casciano, e os diplomatas foi tomada ontem (19), depois de o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, conversar com várias autoridades no exterior que acompanham o assunto e verificar o agravamento da violência no país. A decisão foi tomada pela presidenta Dilma Rousseff à noite.

Para respaldar a decisão, Patriota conversou com o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Al Arabi – que acompanha de perto os acontecimentos na Síria –, com o próprio embaixador Casciano, e obteve informações de mais embaixadores estrangeiros em Damasco de que ontem foi um dos dias mais violentos dos últimos 16 meses, desde que eclodiram os conflitos na região.

“A situação na Síria se agravou muito nos últimos dias, depois do atentado no qual morreram os ministros da Defesa [Daoud Rajha], e do Interior, [Assef Shawkat], cunhado do presidente [Bashar Al] Assad e outros. A capital Damasco está enfrentando combates cada vez mais violentos nas ruas, inclusive na zona onde fica a Embaixada do Brasil”, disse Patriota.

Até o início da tarde de ontem, os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores estudavam a possibilidade de enviar 12 militares do Exército para a segurança da Embaixada do Brasil em Damasco. Mas, segundo o ministro da Defesa, Celso Amorim, por meio da assessoria de imprensa, a decisão foi suspensa devido à saída do embaixador e dos diplomatas brasileiros do país.

No entanto, Amorim informou, por intermédio de sua assessoria, que os militares estão preparados para partir para a Síria, se for necessário. Há militares da Marinha brasileira no Líbano participando da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-Unifil).

Criada em 1978, a Unifil tem o objetivo de garantir a estabilidade na região, durante a retirada das tropas israelenses do território libanês. Essa missão de paz reúne cerca de 13.500 pessoas, entre militares e civis de mais de 30 países, inclusive do Brasil, sob o comando do general espanhol Alberto Asarta Cuevas.

FONTE: EXAME

 

Até o próximo dia 27, aproximadamente 650 militares do Exército Brasileiro (EB), juntamente com agentes da Polícia Federal e da Fundação Nacional do Índio (Funai), estarão participando da Operação Curare IV, realizada no limite oeste dos Estados do Amazonas e Acre – trecho de Cruzeiro do Sul à Tabatinga -, e nas regiões de fronteira com a Colômbia e o Peru, área de responsabilidade da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, cujo o Quartel General se encontra no município de Tefé – localizado a 525 quilômetros da capital.

Durante a operação, a vigilância por meio de patrulhamentos terrestres, aéreos e fluviais, serão intensificados, para combater tanto os crimes transfronteiriços quanto ambientais.

Paralelo às ações militares também serão realizados atendimentos médico, odontológico e educacional junto às populações ribeirinhas.

A operação tem a finalidade de intensificar a presença das Forças Armadas junto à faixa de fronteira oeste, reprimindo os delitos transfronteiriços e ambientais, além de reforçar, junto à população regional, o sentimento de nacionalismo, proteção ao meio ambiente e de defesa da soberania brasileira

FONTE: Jornal A Critica (Manaus) via UOL

 

O embaixador do Brasil no país, Edgard Casciano, deixou a capital síria, Damasco, com destino a Beirute, no Líbano, por via terrestre. Ele foi orientado pelo governo da presidente Dilma Rousseff a fechar a Embaixada do Brasil em Damasco. A ordem foi retirar os funcionários e passar a atender às demandas em Beirute. Casciano aguarda ainda orientações de Brasília para pôr em prática o plano de retirada dos brasileiros que moram na região. De acordo com informações do Itamaraty, os funcionários da embaixada já chegaram à capital do Líbano.

O governo brasileiro esperou sinalizações do embaixador para definir o momento adequado para o fechamento da embaixada. O Itamaraty divulgou nota informando que decidiu deixar um funcionário no local, para permanecer como ponto de contato entre os cidadãos brasileiros no país e o Consulado-Geral em Beirute e a Embaixada em Amã (Jordânia). O plano de retirada dos demais brasileiros pode ser executado nas próximas horas. Mas só será informado, segundo diplomatas disseram à Agência Brasil, quando ocorrer, para evitar riscos à segurança dos envolvidos.

Casciano disse ainda que a violência se agravou nas ruas das principais cidades aumentando o medo e o pavor não só de estrangeiros, como também de sírios. “Impossível pôr os pés na rua com tantos tiros. É uma situação extremamente problemática”, disse ele.

O embaixador acrescentou também que a violência na capital síria atingiu tal situação que ontem ele se viu obrigado a não abrir a representação brasileira. Segundo ele, são os dias mais violentos a que assistiu no país. “Helicópteros sobrevoavam constantemente e dava para ouvir muitas explosões que, pela intensidade, eram consequência de armas pesadas.”

Há quatro anos em Damasco, a capital da Síria, Casciano disse que a situação na capital é muito tensa e já não há garantias de segurança para as embaixadas estrangeiras no bairro. “Até cogitamos que o governo brasileiro enviasse agentes de segurança para proteger a embaixada. Mas, com o aeroporto fechado, a ideia foi deixada de lado”.

A estimativa é que existam cerca de 3.000 brasileiros na Síria, a maioria na região de Damasco, mas há uma comunidade na região de Latakia e Tartous, na costa do país, reduto de alauítas (grupo sectário ao qual pertence o presidente Bashar Al Assad) e cristãos. De acordo com o embaixador, o número é apenas uma estimativa, pois muitos brasileiros deixaram o país antes do agravamento da situação.

Para Casciano, o clima é de “guerra aberta” na Síria. Ele disse que seus amigos sírios se mostram muito preocupados e com medo do futuro. “A guerra em Damasco os deixou extremamente apavorados”, disse ele.

Reuniões em Brasília

O acirramento da crise na Síria e o aumento do medo no país motivaram ontem várias reuniões em Brasília, coordenadas pelo Palácio do Planalto em parceria com os ministérios das Relações Exteriores, Itamaraty, e da Defesa.

Situação semelhante ocorreu na Líbia, no ano passado, quando a Embaixada do Brasil no país foi fechada em decorrência da insegurança no país. Os detalhes sobre a ação na Síria foram preservados por motivos de segurança. Porém, o Brasil aguarda ainda o momento adequado para executar o restante do plano de retirada dos brasileiros que vivem na Síria.

O plano foi definido anteontem (18), mas até as últimas horas de ontem sofria adaptações devido aos episódios registrados na Síria. O plano define a retirada das cerca de 3.000 pessoas do país, levando-as para uma área fora do país considerada de segurança. O objetivo é garantir segurança para os brasileiros.

Os governos de vários países já fecharam suas embaixadas na Síria, principalmente europeus e asiáticos. Tradicionalmente, o Brasil só opta pela medida quando considera a situação insustentável.

Após a explosão do homem-bomba há dois dias provocando 26 mortes, inclusive de dois ministros (da Defesa e do Interior), além uma terceira autoridade, Damasco amanheceu ontem como se o dia fosse feriado. Escolas e lojas estão fechadas e apenas alguns serviços públicos funcionam. Há um clima de medo predominando, segundo relatos de brasileiros que estão na capital síria.

O embaixador e os funcionários brasileiros da representação em Damasco deixaram a Síria por terra, utilizando uma estrada considerada de qualidade, que liga o país ao Líbano.

FONTE: Renata Giraldi / Agência Brasil