A última reportagem da série do portal G1 sobre os desafios e as necessidades do Exército Brasileiro, após 4 anos da implementação da Estratégia Nacional de Defesa (END), fala sobre a atuação do EB na Amazônia, e a preocupação dos militares com a dificuldade de acesso e logística, a ausência do Estado e a relativa liberdade das ONGs nessa região que corresponde a mais de 40% do território brasileiro.

Você pode ler a matéria na íntegra clicando aqui.

Abaixo seguem os links para as demais reortagens, publicadas entre os dias 13 e 16 de agosto:

 

Cabul intensifica as suas tentativas de chegar a entendimento com o movimento talibã. Os diplomatas afegãos visitaram com esta finalidade a segunda em importancia personalidade talibã, Mullah Abdul Ghani Baradar, que se encontra numa prisão paquistanesa. Em Cabul há quem declare que a sua libertação daria um novo impulso ao diálogo de paz.

Mullah Baradar, que tinha sido em 1994 um dos fundadores do movimento Taliban e o “braço direito” do seu líder, Mullah Mohammad Omar, foi preso em 2010 em Carachi no decurso de uma operação conjunta da CIA e dos serviços secretos do Pentágono. Soube-se que naquele momento Baradar travava conversações secretas com os mensageiros do presidente afegane Hamid Karzai.

Islamabad simplesmente deu um golpe elegante a fim de frustrá-las, pois este acordo não correspondia aos seus planos. Além disso, a detenção da “personalidade número dois” não contribuiu absolutamente para esclarecer o esconderijo do seu chefe. Agora recordaram de novo de Baradar, na esperança de utilizá-lo na qualidade de isca nas conversações, recentemente iniciadas com os talibãs. Dá-se a impressão de que o diálogo tem surtido efeito: “os rebeldes encaram de uma outra maneira as suas perspectivas na futura estrutura do Afeganistão”, – afirmam em coro os representantes de Cabul e o novo embaixador dos EUA James Cunningham.

Mas os talibãs já fizeram o seu papel na década de 90 do século passado e em princípios dos anos dois mil. É pouco provável que nas suas pretensões a um certo nicho político eles consigam mobilizar novamente os pashtuns a fim de utilizá-los na qualidade de força de choque na tomada do poder em Cabul. De um modo geral, a atual azafama em torno de Baradar traz vantagens, em primeiro lugar, aos paquistaneses, – afirma o professor da Universidade Militar Oleg Kulakov.

“Este homem é uma “criatura” deles e os paquistaneses criaram-no a fim de controlar de alguma maneira as questões, relacionadas ao Afeganistão, isto é, fazer que o desenrolar de acontecimentos neste país siga a via que lhe convenha. E eles continuam a sustentar este mito. A propósito, os americanos também compreenderam a essência do caso mas já não podem “dar a marcha a ré” e isso os irrita. Mas queiram eles ou não, os interesses do Paquistão e os interesses dos EUA e da OTAN exigem a ulterior “talibanização” do problema afegane. É este o rumo básico de todos os eventos que ocorrem em torno dos talibãs.

Hoje em dia a direção afegane também é forçada a fazer o seu jogo de acordo com esta estratégia. Caso contrario, isto é, se eles definirem objetivamente o papel dos talibãs na atual vida política, as autoridades de Cabul serão desacreditadas. A consolidação deste mito corresponde a interesses de todas as partes. E qualquer jogo em torno dos membros do Taliban, – apesar da detenção de um dele e libertação de um outro, apesar de todas as conversações, – continua seguindo o mesmo rumo. “

Portanto, tanto Islamabad, como Cabul necessitam por suas próprias razões da “talibanização” artificial do problema afegane. Vamos esclarecer, por que neste jogo incorporou-se também o Pentágono. É que as forças armadas americanas sofrem perdas não por causa das operações do Taliban, mas das unidades, que não fazem parte das estruturas deste último, isto é, por causa das operações realizadas por milicianos e guerrilheiros que pertencem à população local. Se este fato for reconhecido, os americanos terão que mudar toda a base ideológica da sua estadia no Afeganistão, pois ela não poderá mais ser chamada “luta contra o terrorismo”.

Uma vez que o Taliban servem perfeitamente na qualidade do inimigo, importa manter a ilusão de que este movimento ainda valha algo e que importa a existência de um mecanismo de diálogo que tem que ser “lubrificado” e é nisso que Washington e Cabul estão empenhadas.

Mas tem-se a impressão de que Cabul exagera no seu zelo: um só Baradar já não lhe basta para “lubrificar”. O Paquistão propõe transferir cinco personalidades do Taliban da prisão da CIA em Guantanamo para a prisão militar americana em Qatar. Serguei Demidenko, perito em problemas orientais do Instituto de estimativas e análises estratégicas, supõe que os EUA dificilmente irão aceitar esta proposta.

“Não esqueçamos da existência de mais uma parte que também ganha com o enaltecimento do mito dos talibãs – é o próprio Taliban. É que eles também estão implicados implicitamente no jogo obtendo aos olhos da opinião pública mundial o valor que na realidade não possuem. Dada a abundância de jogadores que visam os seus próprios objetivos, as manipulações com o Mullah Baradar, – que não passa de um prisioneiro humilde, – talvez nem sejam necessárias – pode-se conseguir facialmente os objetivos necessários também sem ele.”

FONTE: Voz da Rússia

 

Israel preparado para guerra de 30 dias

Israel está preparada para uma guerra de 30 dias em múltiplas frentes contra o Irão e está “mais pronto do que nunca” para o conflito, disse hoje o ministro da Defesa Interna israelita, futuro embaixador em Pequim.

 

Numa entrevista ao jornal Maariv, Matan Vilnai disse que Israel está pronto para enfrentar as consequências de um conflito com o Irão, que poderá acontecer se o Estado judaico decidir atacar o programa nuclear iraniano.

Mas avisou que qualquer intervenção militar deve ser avaliada cautelosamente e alertou que Israel deve “sempre coordenar-se” com os Estados Unidos.

“As avaliações são para uma guerra que durará 30 dias numa série de frentes”, disse o ainda ministro, repetindo as previsões de outros altos dirigentes israelitas de que Israel sofreria cerca de 500 mortes num conflito daquele tipo.

“Pode ser que haja menos mortes, mas também pode haver mais, é esse o cenário para que estamos a preparar-nos, segundo os melhores especialistas”.

Nas últimas semanas tem sido aventada a possibilidade de Israel atacar o programa nuclear iraniano, que tanto Israel como grande parte da comunidade internacional acredita esconder um programa militar.

Teerão tem insistentemente negado essas acusações, garantindo que o programa tem finalidades pacíficas, como a energia e a medicina.

À medida que aumenta a especulação, observadores em Israel têm levantado questões sobre o estado de preparação do país para a guerra, mas Vilnai afastou as preocupações, afirmando não haver “ração para histeria”.

“Posso dizer, da forma mais autorizada, que a frente nacional está pronta que nunca na história do país”, disse.

Vilnai escusou-se a opinar sobre se Israel deve ou não atacar o Irão, mas avisou que qualquer decisão nesse sentido requer uma séria avaliação.

“A única questão é se é necessário um conflito. A guerra é algo que é melhor adiar e pesar cuidadosamente”, afirmou.

Matan Vilnai, um próximo do ministro da defesa Ehud Barak, foi nomeado embaixador de Israel na China e será substituído por um antigo responsável do Shin Beth, o serviço israelita de segurança interna, Avi Dichter.

FONTE: RTP

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