MOSCOU, 21 Ago (Reuters) – O chanceler russo, Sergei Lavrov, fez um alerta ao Ocidente para que não tome qualquer ação unilateral sobre a Síria, afirmando que Rússia e China concordam que violações às leis internacionais e à Carta da ONU não são permissíveis.

Rússia e China se opuseram a intervenções militares na Síria ao longo dos 17 meses de um conflito sangrento entre rebeldes e as tropas leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad. Os dois países vetaram três resoluções defendidas por Estados árabes e potências ocidentais no Conselho de Segurança da ONU, que aumentariam a pressão sobre Damasco para encerrar a violência.

Lavrov, citado por agências de notícias russas durante encontro com um importante diplomata da China, fez os comentários um dia após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter dito que as forças dos EUA poderiam agir contra Assad se ele usar armas químicas contra os rebeldes. Essas foram as palavras mais duras de Obama contra o regime sírio desde o início da revolta.

Rússia e China baseiam sua cooperação diplomática na “necessidade de seguir estritamente as normas das leis internacionais e os princípios contidos na Carta da ONU, e em não permitir suas violações”, disse Lavrov, segundo a Interfax, durante o encontro com o conselheiro de Estado da China, Dai Bingguo.
“Acredito que este é o único caminho correto nas condições de hoje”, disse Lavrov. (Por Steve Gutterman)

FONTE: Reuters

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Vamos aprender com a Alemanha?

A Alemanha de Merkel num mundo globalizado e hiperconectado!

 

(Jorge Castro – Clarín, 19) 1. O superávit em conta corrente da Alemanha é o primeiro do mundo em relação ao PIB, superando a China. As exportações da Alemanha para China, Índia, Brasil e Rússia, somadas, eram 2,2% do total em 2000. Agora, em 2010, subiram para 20,7%, crescendo 366% nesse período. O aumento da produtividade foi de 20% entre 2000 e 2010. A chave de seu boom exportador é a potência competitiva de sua indústria manufatureira que é a primeira do mundo, em especial nos equipamentos e bens de capital, além da produção automotriz.

2. A Alemanha induziu o fechamento massivo dos setores incapazes de competir, como construção naval, consumo eletrônico, telefonia celular e vestuário. A taxa de juros real é negativa. O sistema financeiro internacional paga pelo “privilégio” de emprestar a Alemanha. O PBI industrial cresceu 9% em 2011 e os setores de maior expansão foram o automotor (+13.4%), engenharia (+13%) e produção metalomecânica (+12%).

3. A metade das exportações europeias a China são alemãs e recebe 25% das vendas da China a Europa. Na acumulação capitalista, na atual fase de globalização e hiperconexão, as políticas económicas são pouco relevantes frente às mudanças de fundo.

4. (BBC, 20) Produtividade. Horas de trabalho por ANO: México: 2.250 / Chile: 2047 / Rússia: 1981 / EUA: 1787 / Itália: 1774 / Japão: 1728 / Espanha: 1690 / Reino Unido: 1626 / Alemanha: 1413 / Holanda: 1379. (Fonte OECD)

5. Mais importante ainda para a força industrial da Alemanha é seu sistema educacional. A metade dos jovens no ensino médio está em treinamento vocacional e a metade destes em estágio em empresas. Os estagiários entre 15 e 16 anos, passam mais tempo no lugar de trabalho que na escola. E depois de três anos tem garantido o emprego. Ninguém acha isso algo menor. Assim, o sistema educacional alemão é uma espécie de fábrica de trabalhadores altamente qualificados para suprir as necessidades específicas das empresas.

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Segundo Bertha Cáceres, dirigente do COPINH, grandes reservas de petróleo podem ser encontradas na região que pode receber a base

 

Chevige González Marcó,
da Rádio do Sul

Bertha Cáceres, dirigente do COPINH (Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras), denunciou que tropas militares estadunidenses se deslocam livremente pelos rios localizados na região da Mosquitia, no norte do país.

Em entrevista para a Rádio do Sul, Cáceres afirmou que a ingerência dos Estados Unidos em Honduras é descarada e destacou que Washington pretende instalar na “Mosquitia” o que seria sua maior base militar na América Latina. Acrescentou que nesta região poderiam ser encontradas grandes reservas de petróleo.

A dirigente social indicou que o governo estadunidense pretende investir 1,3 bilhão de dólares para colocar suas tropas e utilizar o território hondurenho como plataforma para atacar outros países.

A região da “Mosquitia” está localizada no norte do país, entre o Caribe e a fronteira com a Nicarágua. Tem limites marítimos com Jamaica, Cuba, Belize e a própria Nicarágua. Ali estão quatro etnias indígenas, que se encontram ameaçadas pela presença militar estadunidense.

Contradição

A presença militar estadunidense em Honduras tem sido justificada como parte dos mecanismos conjuntos da luta contra o narcotráfico, entretanto, adverte Cáceres, ocorreu o contrário: a medida em que aumenta o número de efetivos estadunidenses, aumenta também o narcotráfico.

FONTE: www.brasildefato.com.br

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O Irã apresentou atualizações para seis armas nesta terça-feira (21), incluindo um míssil de curto alcance mais preciso e um motor naval mais potente, informou a mídia iraniana, no que parece ser a mais recente resposta da República Islâmica à pressão internacional sobre seu programa nuclear.

O equipamento foi apresentado em uma cerimônia que marcou o Dia da Indústria de Defesa, com a participação do presidente Mahmoud Ahmadinejad e do ministro da Defesa, Ahmad Vahidi.

Israel afirma que está considerando ataques aéreos em instalações nucleares iranianas se o Irã não apaziguar os temores ocidentais de que está desenvolvendo meios para produzir armas atômicas, algo que a República Islâmica nega.

O Irã diz que pode atingir Israel e bases norte-americanas na região caso venha a ser atacado.

O país também ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz, o gargalo do Golfo Pérsico através do qual passam 40% das exportações mundiais de petróleo marítimo. Tal medida poderia incitar uma resposta militar dos Estados Unidos.

Ahmadinejad disse nesta terça-feira que os avanços militares do Irã são apenas para fins defensivos e não devem ser vistos como uma ameaça, mas disse que iriam dissuadir potências mundiais de impor suas vontades sobre o Irã.

“Os avanços defensivos têm o objetivo de defender a integridade humana, e não têm a intenção de serem ofensivos para com os outros”, disse o presidente, segundo a agência de notícias Mehr.

“Eu não tenho dúvida de que nossas capacidades defensivas podem resistir ao assédio moral e pôr fim a seus planos.”

Entre as atualizações havia uma quarta geração dos mísseis Fateh-110, que possui um alcance de cerca de 300 quilômetros.

Em julho, o Irã disse que teve sucesso em testes com mísseis de médio alcance, capazes de atingir Israel, e testou dezenas de mísseis destinados a bases aéreas simuladas.

O país também apresentou um motor marítimo mais poderoso de 5.000 cavalos, o Bonyan-4, disse Vahidi, segundo a agência Fars. A versão anterior tinha 1.000 cavalos de potência, disse a agência Isna.

FONTE: G1

VÍDEO: Naval Open Source Inteligence

 

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) realiza, nesta quarta-feira (22), audiência pública para debater o Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN). O objetivo é ampliar o diálogo sobre o setor de defesa do país, debatendo as diretrizes, os projetos e os cenários apresentados na publicação.

Segundo o chefe da Assessoria de Planejamento Institucional do Ministério da Defesa, general Júlio de Amo Júnior, a audiência faz parte do processo de discussão da versão preliminar do Livro Branco entregue, em julho, ao Congresso Nacional.

Na ocasião, o ministro da Defesa, Celso Amorim, entregou ao presidente da Casa, senador José Sarney.  as versões preliminares do Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN) e as atualizações da Política Nacional de Defesa (PND) – antiga Política de Defesa Nacional, de 2005 – e da Estratégia Nacional de Defesa (END), de 2008.

Na avaliação do general Júlio, que representará o Ministério da Defesa no evento, o debate sobre assuntos de defesa no Legislativo “mostra o envolvimento dos deputados com um tema estratégico, que precisa de suporte do Congresso e da sociedade”.

Segundo a deputada Perpétua Almeida (PCdoB/AC), presidenta da CREDN e autora do pedido de audiência pública, o debate vai permitir que o parlamento acompanhe, de forma mais concreta, o orçamento e o planejamento plurianual do setor de defesa.

A deputada anunciou, ainda, que vai articular com líderes e deputados que integram a Comissão a ida de um grupo de parlamentares a diferentes Estados brasileiros para debater o tema junto à sociedade. “Acho importante que o Poder Legislativo discuta com a população os projetos estratégicos das Forças Armadas. Vamos priorizar essas ações em regiões de fronteiras”, afirmou.

Sobre o Livro Branco

O Livro Branco é um documento público, em forma de livro, que expõe a visão do governo sobre o tema da defesa. O documento divulga e detalha, à comunidade nacional e internacional, a política e a estratégia de defesa do país, bem como os meios disponíveis e a articulação das Forças Armadas.

Abrangente, descreve o contexto amplo da política estratégica para o planejamento da defesa, com uma perspectiva de médio e longo prazos. O objetivo é duplo: dar transparência à sociedade sobre o funcionamento da Defesa e constituir um instrumento gerador de confiança mútua entre os países, ao fazer uma apresentação isenta de temas sensíveis de segurança e defesa.

Sua publicação cumpre uma determinação legal, prevista no parágrafo 1º do artigo 9º da Lei Complementar nº 97/99, alterada pela Lei Complementar nº 136, de 25 de agosto de 2010.

FONTE: Ministério da Defesa