Nova pistola do USMC

O USMC comprou 12 mil pistolas calibre .45 por US$ 1.900 cada. Serão usadas principalmente pelos MARSOC e Force Recon. As forças de operações especiais americanas vem gradativamente substituindo o calibre 9mm pelo .45. O poder de parada é maior assim como o alcance até 50 metros.

A nova pistola é o modelo Colt CQBP (Close Quarter Battle Pistol) e não a velha M1911A1, mas usa a mesma munição. A CQBP tem oito tiros, é feita de material resistente a sal, e aceita trilhos para acessórios.

As tropas americanas operando no Afeganistão e Iraque observaram que estas armas funcionam bem a curta distância. As unidades da SWAT e Comandos de todo o mundo já tiveram a mesma conclusão. A arma funciona bem com tropas bem treinadas no seu emprego. O calibre 9mm foi escolhido na década de 80 para padronizar com outros países da OTAN. As pistolas calibre 9mm são levadas geralmente por oficiais e pessoal de apoio que raramente as usam.

 

Novo fuzil CSASS

O US Army está usando uma versão mais curta do fuzil M110 SASS (Semi-Automatic Sniper System), mostrado na imagem acima, chamado CSASS (Compact Semi-Automatic Sniper System). A arma tem coronha móvel e supressor removível para diminuir o comprimento da arma. As tropas pediram uma arma mais compacta para seus snipers que atuam como parte de unidades de infantaria, o que não é necessário quando são parte de destacamentos especiais de snipers.

O M110 substituiu a maioria dos fuzis M24. O número de snipers aumentou assim como o número de disparos.

 

Nunca antes na história deste País se desenhou
um poster como este!

 

Para celebrar os 40 anos do batimento de quilha das primeiras fragatas classe “Niterói” (Vosper Mk.10), a revista Forças de Defesa uniu-se ao site NGB – Navios de Guerra Brasileiros para a produção de um poster comemorativo.

O artista digital José da Silva, editor do NGB, desenhou os perfis super detalhados das fragatas Niterói e Constituição, representativas das versões originais das fragatas, na configuração da entrada em serviço da última unidade da classe, que ocorreu em 1980.

O poster em quatro cores tem formato de 820 x 550 mm e foi impresso em papel Couchê de 115 g/m2.

Foram preparadas duas versões do poster: standard, que é enviada dobrada em envelope para os assinantes e colaboradores da revista Forças de Defesa e outra edição de colecionador – sem dobra, com cobertura de verniz, que é enviada em tubo postal de papelão protetor, pronta para emoldurar.

Para adquirir o seu poster comemorativo dos 40 anos do início da construção das fragatas classe Niterói – edição de colecionador, clique num dos botões abaixo. Reserve já o seu por apenas R$40,00! O valor já inclui o frete para localidades no Brasil e o tubo protetor.

Para compradores fora do Brasil consultar o valor do frete pelo e-mail revista@fordefesa.com.br.





NOTA DO EDITOR: este é o primeiro de uma série de posters de navios de guerra brasileiros que estão sendo desenhados por José da Silva, editor do site NGB – Navios de Guerra Brasileiros, e que serão publicados pela Aeronaval Comunicação, editora da revista Forças de Defesa. Aguardem novos lançamentos em breve!

Por Rubens Barbosa*

Os EUA promoveram no início de 2012 a mais profunda mudança estratégica na sua política externa e de defesa desde 2002, quando George W. Bush, sob o impacto do atentado de 11 de setembro de 2001, radicalizou a ação americana no exterior. A redução do déficit público, a nova concepção da estratégia militar baseada mais nos avanços tecnológicos e a emergência da China aceleraram a decisão de Barack Obama.

A ação da Casa Branca pode ser vista também como o reconhecimento das grandes transformações por que passa o cenário internacional: a perda da importância relativa da Europa do ponto de vista econômico e de defesa pela ausência de ameaças de segurança, os efeitos da crise econômica sobre as economias americana e europeia e a crescente importância econômica da Ásia.

O governo dos EUA, com as novas diretrizes, procura defender seu interesse, coerente com a Estratégia de Segurança Nacional, de 2002. Numa das passagens mais cruas do unilateralismo então vigente, o documento afirmava que “os EUA serão suficientemente fortes para dissuadir potenciais adversários de buscar um fortalecimento militar, com a expectativa de ultrapassar ou igualar o poder” americano. A Estratégia de Segurança Nacional, atualizada recentemente por Obama, na mesma linha, visa “aqueles que buscam impedir a projeção de poder dos EUA” e reconhece que, “a longo prazo, a emergência da China como uma potência regional poderá afetar a economia e a segurança dos EUA de diversas formas. O crescimento do poderio militar chinês, contudo, deve ser acompanhado de maior clareza quanto às suas intenções estratégicas a fim de evitar a ocorrência de fricções na região”.

A nova política, a ser desdobrada nos próximos anos, aponta para um corte substancial no orçamento de defesa e traz a reorientação estratégica voltada para o futuro. O redesenho das Forças Armadas presume que guerras com grande mobilização de tropas terrestres não voltarão a repetir-se e, em consequência, serão reduzidas, de forma significativa, as ações do Exército e da Infantaria Naval. O tipo de guerra que se desenha para o futuro será determinado por ações secretas, respaldadas por informações da inteligência e por veículos não tripulados (drones), e pela guerra cibernética, como ocorreu no Irã, com ações secretas e a sucessão de mortes de cientistas nucleares que afetaram o programa e as instalações nucleares.

Ao reafirmar o poder global americano, no State of the Union em janeiro – “quem diz que os EUA estão em declínio, não sabe do que está falando” -, Obama responde à percepção de que o poderio da China está aumentando perigosamente e necessita ser contrabalançado pelos EUA. O CSIS, think tank de Washington, por solicitação do Pentágono, recomendou a transferência de forças do Nordeste da Ásia para o Mar do Sul da China, o aumento do número de submarinos na base de Guam e o posicionamento de porta-aviões na Austrália.

As primeiras manifestações dessa mudança estratégica foram o anúncio do estabelecimento de uma base permanente na Austrália, o envio de 2.500 fuzileiros navais para ajudarem a manter a segurança da região, o deslocamento de 60% da força naval para o Pacífico até 2020, a aproximação com Mianmar e a ampliada cooperação naval com a Índia e o Japão. A saída total do Iraque, depois do fracasso militar e da reconstrução, e a redução de efetivos militares na Europa completam as medidas iniciais.

Embora os movimentos populares árabes, a crise Israel-Palestina e o programa nuclear iraniano continuem a manter os EUA envolvidos no Oriente Médio, a nova política prevê o “reequilíbrio voltado para a Ásia-Pacífico e o apoio à Índia, como âncora econômica e um elemento de segurança para toda a região do Oceano Índico”. A estratégia visa a aumentar a presença americana na Ásia e a contrapor o poderio chinês do ponto de vista de defesa, econômico e comercial.

A China, a segunda economia global, amplia seu alcance militar e econômico na região Indo-Pacífica, podendo levar à criação de bloco sinocêntrico, dominando o Pacífico Ocidental. Pelo Mar do Sul da China, declarado de interesse nacional dos EUA, passa um terço do comércio mundial, mais de US$ 5,3 trilhões. A região abriga reservas inexploradas de gás e petróleo e é foco de longas disputas territoriais da China, sobretudo com as Filipinas, o Vietnã e, em especial, Taiwan.

Apesar de a forte reação negativa chinesa ter-se manifestado em declarações públicas do governo de Pequim, os dois países estabeleceram um diálogo estratégico e de defesa de alto nível.

Obama aproveitou a abertura da reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e o encontro de cúpula dos países do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) para divulgar o redesenho da estratégia para a região. Na Apec o presidente americano anunciou a negociação de acordo de livre-comércio entre os países-membros da Parceria Trans-Pacífico (PTP), sem a participação da China, “por não atuar conforme as regras do comércio internacional”.

Há, do ponto de vista de Washington, uma clara rationale para o aumento da presença militar e econômica na Ásia, o que, numa visão de médio e longo prazos, está muito mais de acordo com o interesse nacional americano do que a manutenção das guerras no Oriente Médio.

É prematuro afirmar que os primeiros passos dessa nova estratégia possam levar a uma confrontação entre EUA e China, propiciando o surgimento de algo semelhante à guerra fria, que pôs em campos opostos os EUA e a URSS. O que se pode afirmar, contudo, é que uma nova área de tensão surgiu no já conturbado cenário internacional e que, para os EUA, vai ser mais difícil gerenciar a aliança asiática do que administrar a relação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

* FOI EMBAIXADOR EM WASHINGTON (1999-2000)

FONTE: O Estado de S. Paulo

 

Governo poderá rever vitória da Embraer

As coisas acontecem com muita rapidez na área de defesa. Informa a Embraer que o consórcio Tepro, formado por Savis Tecnologia e Sistemas S/A e OrbiSat Indústria e Aerolevantamento S/A, empresas controladas pela Embraer Defesa e Segurança, foi o único escolhido pelo Exército Brasileiro para a próxima fase do processo de seleção do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). A etapa seguinte será a negociação do contrato. Isso envolve proteção de quase 17 mil km de fronteiras, com 11 países vizinhos. Acrescenta a Embraer: “A Savis, empresa da Embraer Defesa e Segurança, foi criada de acordo com as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa, visando a desenvolver a tecnologia no setor e com possibilidades de exportação”.

Acrescenta que a Embraer atua na área há 40 anos e sua produção inclui aviões militares, tecnologias de radar de última geração, veículos aéreos não tripulados (vant) e sistemas avançados de informação e comunicação, como as aplicações de comando, controle, comunicações, computação e inteligência, vigilância e reconhecimento. Os aviões e as soluções militares da Embraer estão presentes em mais de 50 forças armadas de 48 países. Segundo fontes do setor, a licitação incluiu todas as grandes empreiteiras, que se organizaram, em parceria com gigantes nacionais e do exterior, de olho nos bilhões do Exército.

Analistas independentes destacam que uma das mais tradicionais empresas do setor, a Fundação Atech – que brilhou com o projeto Sivam, de vigilância da Amazônia – passou por mutação. Da tradicional Fundação Atech surgiu, da noite para o dia, a Atech S/A, recebendo, como prêmio, todos os contratos da Fundação Atech com a Aeronáutica sobre controle do tráfego aéreo que estavam em andamento. Em seguida, a Atech S/A foi vendida sem demora à Embraer. No entanto, como foi a Atech que fez o projeto básico para implantação do Sisfron, deveria, pelas leis em vigor, ser proibida de participar das licitações seguintes. A lei é sábia, pois procura impedir que quem fez o projeto básico compita com os demais concorrentes.

A esta coluna, afirma fonte do setor: “A Atech S/A não poderia participar do certame em andamento, nem a Embraer, nem qualquer organização que tenha as pessoas em seus quadros proprietários e dirigentes relacionadas com a empresa que fez o projeto básico do Sisfron”. Daí, a Embraer criou, sem muito alarde, uma nova empresa, a Savis, para competir no Sisfron, em consórcio com a Orbisat, que é a empresa que industrializou um radar desenvolvido pelo Exército. Não se sabe qual a qualificação exata da novata Savis.

Acrescentam técnicos que o grupo Embraer – Orbisat, Savis e Atech – usou para valer o fato de ter feito o projeto básico. Ganhou nota nove na concorrência, enquanto os outros pesos-pesados ficaram abaixo de seis. Por isso, não será surpresa se concorrentes pedirem que ocorra algo parecido com a CBF, que acaba de trocar o diretor de seu departamento de árbitros. Pode ser que, com base na lei de concorrências, a velha 8.666/93, tudo volte atrás.

FONTE: Monitor Mercantil / Colunista  Sergio Barreto Motta

Em palestra em Fortaleza, ex-presidente dos EUA diz que “o mundo todo está de olho” nas ações ambientais do País

 

Na capital cearense para uma palestra de 90 minutos sobre sustentabilidade global para 2 mil pessoas, a convite da Universidade de Fortaleza (Unifor), o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton declarou amor ao Brasil, mas cobrou do País mais ações em defesa do meio ambiente, em especial da Amazônia, e da produção de energia limpa.

“O que o Brasil está fazendo em relação ao meio ambiente, o mundo todo está de olho”, afirmou. Ainda sobre esse tema, Clinton disse que a Floresta Amazônica produz 20% do oxigênio do planeta, mas está sofrendo com a degradação. “Os agricultores de cana-de-açúcar empurram os pecuaristas para a floresta”, disse.

Apesar das cobranças, o ex-presidente americano foi diplomático e fez vários elogios ao Brasil, principalmente à recuperação da economia e à diminuição das desigualdades sociais. “O Brasil foi um dos poucos países que tiveram, na última década, um crescimento robusto e um declínio na desigualdade”, destacou.

Outro tema levantado por ele foi a participação brasileira na reconstrução do Haiti. “O Brasil foi fundamental à sobrevivência do Haiti”, afirmou.

O americano resumiu os problemas do mundo em três categorias: “instabilidade e incertezas; desigualdade; e modelo insustentável pelo clima”. “Um dos grandes problemas do mundo é produzir energia limpa.”

Ele também apontou o terceiro setor como fundamental para resolver os grandes problemas mundiais nas áreas de saúde, educação e meio ambiente. “O terceiro setor estreita os laços onde o governo não chega e onde o privado não atua”, disse, reforçando que esses três setores devem ser fortes para que um país seja desenvolvido.

“Devemos sempre debater duas coisas: o que você vai fazer e quanto você vai gastar para fazer”, afirmou. Segundo o ex-presidente, “não importa quanto dinheiro você tem; o importante é como você vai fazer para mudar a vida das pessoas”.

Clinton não falou sobre as eleições presidenciais americanas deste ano, mas lembrou que, quando presidente (1993-2001), conseguiu “economizar muitas florestas”, o que disse ter sido “nossa maior contribuição”.

Ontem à noite, Clinton faria outra palestra em Belém (PA), no 19.º Congresso Brasileiro de Contabilidade.

FONTE: O Estado De São Paulo

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