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General Dynamics UK abre escritório no Brasil

A General Dynamics UK anunciou no último dia 28 de setembro a criação de uma subsidiária brasileira, a General Dynamics do Brasil, durante a visita do primeiro-ministro britânico, David Cameron, ao Brasil.

A General Dynamics do (GD do Brasil) vai entregar capacidade para a Defesa brasileira e setores de segurança, através de parcerias estratégicas com empresas brasileiras; Facilitar a transferência de conhecimento a partir do Reino Unido para o Brasil, e trabalhar para desenvolver soluções para seus clientes brasileiros.

O primeiro-ministro, David Cameron, disse, “a expansão General Dynamics UK no Brasil é um exemplo perfeito de como uma empresa pode aumentar o seu negócio britânico, atraindo clientes de novos mercados no exterior. Isso vai ajudar a preservar o emprego de volta em casa e também oferecer oportunidades para pequenas empresas britânicas, trabalhando em parceria com a General Dynamics, para ganhar novos contratos. E é prova de experiência do Reino Unido no sector da defesa e tecnologia.

FONTE: General Dynamics

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Exército dos EUA faz nova encomenda do sistema Carl-Gustaf da Saab

A Saab divulgou que recebeu contrato para o fornecimento, para o exército americano, do sistema portátil de armamentos Carl-Gustaf. Com ele, é a segunda vez que os Estados Unidos compram os canhões sem recuo de 84 mm para equipar suas forças. O valor da encomenda é de US$ 31 milhões.

Há muito o sistema Carl-Gustaf está em serviço junto às Forças de Operações Especiais dos EUA, mas só recentemente ele foi adotado pelo Exército dos EUA para armar também suas unidades comuns de infantaria.

“Este é um marco significativo na trajetória da Saab e do sistema Carl-Gustaf. Esta nova encomenda comprova que o cliente continua acreditando na capacidade e na versatilidade de nosso produto”, disse Tomas Samuelsson, vice-presidente sênior e responsável pela unidade de Dinâmica da Saab.

O sistema Carl-Gustaf tem um histórico de sucessos e vem sendo constantemente modernizado e adaptado às novas exigências dos campos de batalha. Verdadeira arma multiemprego, portátil, capaz de ser disparada do ombro de seu portador, o sistema já se encontra em uso em mais de 40 países.

Atualmente produzindo a versão Carl-Gustaf M3, a Saab continua seu desenvolvimento para apresentar um sistema confiável, mais leve e avançado no futuro.

DIVULGAÇÃO: G&A Comunicação

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Abatido líder das frentes 35 e 37 das FARC

 

Em uma operação conjunta, coordenada pelo Comando de Operações Especiais Conjuntas e Investigação Técnica da Procuradoria Geral da República, o membro das FAEC, Efrayn Gonzalez Ruiz, conhecido como ‘Pateñame “ou” George”, foi morto Ele era o líder das frentes 35 e 37 desta organização terrorista.

A operação militar ocorreu nas proximidades de Saturno município de Puerto Claver cidade de El Bagre, nordeste de Antioquia, graças a um trabalho intenso e detalhado da inteligência naval e militar que permitiu fazer um preciso ataque aéreo com aeronaves da Força Aérea Colombiana, Aviação do Exército e unidades das Forças Especiais da Marinha, o que levou à neutralização do terrorista que tinha a incumbência de retomar o Montes de María e Mojana Sucreña.

‘Pateñame’ destacou-se pela manipulação explosivos improvisados que mataram ou mutilaram centenas de soldados, fuzileiros navais e policiais. São atribuídos a ele crimes de rebelião, terrorismo, seqüestro, extorsão e tráfico de entorpecentes.

As autoridades judiciais ainda estão identificando os terroristas neutralizados nesta operação. Com os terroristas foram apreendidos oito fuzis e um revólver.

FONTE: Força Aérea Colombiana

NOTA DO EDITOR: o informativo oficial da FAC não menciona os modelos de aeronaves utilizados, mas é bastante provável que o Super Tucano esteve envolvido na operação.

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Exército testa LFME

Equipamento é empregado em treinamentos com carros de combate

 

 

Um equipamento milionário foi testado ontem, no Campo de Instrução do Exército Barão de São Borja (Saicã), em Rosário do Sul. Fabricado pela alemã KMW, o Life Firing Monitoring Equipment (LFME) é um aparato de vídeo que une software para simulação e treinamento de tiro prático em carros de combate. Dotado de câmeras, ele permite que tanto os militares que operam o blindado quanto os que estão na torre de comando observem a ação pelo ponto de vista do artilheiro. O LFME custa 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 4 milhões).

O teste do equipamento começou ontem de manhã e foi até o fim da tarde. Participaram da ação 10 alunos concluintes do curso avançado de tiro, que integraram a equipe de avaliadores. Eles farão um relatório para o Exército Brasileiro, recomendando ou não a compra do equipamento.

– É um aparato caro, mas a relação custo-benefício pode ser interessante pela qualidade do treinamento – elogiou o comandante do centro de instrução, coronel Marcelo Ribeiro.

O teste foi feito com nove blindados Leopard, que, parados ou em movimento, atiraram em alvos móveis e fixos. Na torre de comando, os instrutores observavam o desempenho da equipe em relação ao funcionamento do sistema de armas, além de receber dados da condição do veículo e o índice de sucesso da missão.

Segundo o fabricante, o maior benefício do LFME é a facilidade e a rapidez no treinamento, já que os erros da tripulação podem ser corrigidos imediatamente, e os acertos, que servirão de exemplo, estão registrados em vídeo.

FONTE/FOTO: Diário de Santa Maria/KMW

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O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, acusou nesta quarta-feira as potências ocidentais de exercerem uma intimidação nuclear contra seu país, em seu discurso ante a Assembleia Geral das Nações Unidas, um dia depois de os Estados Unidos terem afirmado que não permitirão que Teerã desenvolva uma arma nuclear.

Os delegados americanos e israelenses boicotaram o oitavo e último discurso de Ahmadinejad na ONU, que, apesar de ter um marcado tom filosófico e teológico, não ficou isento de ataques contra aqueles que o dirigente iraniano considera seus inimigos.

“A corrida armamentista e a intimidação pelas armas de destruição em massa por parte dos poderes hegemônicos prevalecem”, afirmou Ahmadinejad, em referência às ameaças de um ataque israelense contra as instalações nucleares de seu país.

“A ameaça persistente dos sionistas incivilizados de recorrer a uma ação militar contra nossa grande nação é um claro exemplo desta amarga realidade”, acrescentou, sem, no entanto, fazer declarações explosivas em relação a Israel.

O Irã enfrenta uma crescente pressão internacional sobre seu programa nuclear, que as potências ocidentais asseguram ter objetivos militares. Teerã, no entanto, nega com veemência essa possibilidade e denuncia um possível ataque de Israel contra suas instalações nucleares.

Na véspera, o presidente americano, Barack Obama, prometeu em seu discurso aos líderes mundiais reunidos na ONU que seu país fará tudo que for necessário para impedir que o Irã se dote de armas nucleares.

Os chanceleres de Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha se reunião na quinta-feira, à margem da Assembleia, para tentar relançar o diálogo com Teerã.

A China reiterou nesta quarta sua oposição a adoção de novas sanções contra o Irã.

Durante sua estada em Nova York, Ahmadinejad – que no passado defendeu o fim do Estado de Israel e colocou em dúvida o Holocausto nazista – reduziu suas críticas a Israel, nome que, inclusive, evita pronunciar, referindo-se ao país como “falso regime”.

Os Estados Unidos decidiram boicotar o discurso do líder iraniano devido a esses ataques, segundo Erin Pelton, porta-voz da missão americana na ONU.

Os diplomatas israelenses também abandonaram o plenário, mas os delegados britânicos, franceses e alemães disseram que não fariam mesma coisa porque não acharam as declarações tão polêmicas.

Nos arredores da sede da ONU, manifestantes protestaram contra Ahmadinejad enquanto ele discursava.

Síria também presente nos debates

O outro tema que ocupou os debates desta quarta na 67ª Assembleia Geral foi a guerra civil na Síria que, em 18 meses, deixou mais de 30 mil mortos, segundo os militantes.

O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião ao final do dia para tratar da Primavera Árabe, e a Síria deverá novamente ser o centro das discussões.

Na véspera, ao inaugurar a Assembleia Geral, o secretário-geral Ban Ki-moon classificou a situação na Síria de “uma calamidade regional com ramificações globais”.

Ban pediu uma ação do Conselho de Segurança para pôr fim à violência.

“É uma ameaça grave e crescente à paz e à segurança internacional, que exige a atenção do Conselho de Segurança”, enfatizou, pedindo que este órgão “apoie de maneira sólida e concreta os esforços” do enviado da ONU e da Liga Árabe à Síria, Lakhdar Brahimi.

O caso sírio está bloqueado no Conselho de Segurança devido à oposição de China e Rússia à aplicação de sanções contra Damasco. Esses países, aliados de Damasco, bloquearam resoluções neste sentido em três ocasiões.

“Devemos deter a violência e o fluxo de armas para os dois lados e por em andamento tão logo seja possível uma transição liderada por sírios”, continuou Ban.

Barack Obama não usou meias palavras em seu discurso para dizer que a solução para a Síria é a saída de Assad do poder.

“O futuro não deve pertencer a um ditador que massacra seu povo”, afirmou Obama, referindo-se ao líder sírio. “Aqui, reunidos, voltamos a declarar que o regime de Bashar Al-Assad deve chegar ao fim para que se detenha o sofrimento do povo sírio”.

Obama fez um apelo à comunidade internacional para que atue para pôr fim à sangrenta guerra civil.

“Este é o caminho pelo qual trabalhamos: sanções e consequências para aqueles que perseguem; assistência e apoio para aqueles que trabalham pelo bem comum”, acrescentou.

FONTE: Agência AFP

 

Nunca antes na história deste País se desenhou um poster como este!

 

Para celebrar os 40 anos do batimento de quilha das primeiras fragatas classe “Niterói” (Vosper Mk.10), a revista Forças de Defesa uniu-se ao site NGB – Navios de Guerra Brasileiros para a produção de um poster comemorativo.

O artista digital José da Silva, editor do NGB, desenhou os perfis super detalhados das fragatas Niterói e Constituição, representativas das versões originais das fragatas, na configuração da entrada em serviço da última unidade da classe, que ocorreu em 1980.

O poster em quatro cores tem formato de 820 x 550 mm e foi impresso em papel Couchê de 115 g/m2.

Como a venda do poster foi um sucesso e conseguimos cobrir o custo de produção, resolvemos baixar o preço para que mais pessoas tenham acesso.

A venda pela internet da edição de colecionador continua, porém o valor agora é de R$ 29,90, lembramos que esse valor já inclui o envio registrado e o tubo protetor, o poster não tem dobras, tem cobertura de verniz, pronto para emoldurar.

Para quem estiver no Rio de Janeiro, poderá comprar a edição de colecionador diretamente na Banca do Osny pelo valor de R$ 20,00 e a versão standard pelo valor de R$ 10,00. A Banca localiza-se na Rua São José, em frente ao nº 90, Centro, Rio de Janeiro – RJ. Lembramos que lá você também encontrará a 5ª, 4ª e alguns exemplares da 3ª edição da revista Forças de Defesa.

Em Petrópolis na Banca Petrópolis na Rua João Caetano 350, Caxambu, versão standard pelo valor de R$ 10,00.

Em São Paulo na Banca Bruno, localizada na Av. Paulista nº 2202, é possível comprar a versão standard pelo valor de R$ 10,00.

Para adquirir o seu poster comemorativo dos 40 anos do início da construção das fragatas classe Niterói – edição de colecionador, clique num dos botões abaixo. Reserve já o seu por apenas R$29,90! O valor já inclui o frete para localidades no Brasil e o tubo protetor.

Para compradores fora do Brasil consultar o valor do frete pelo e-mail revista@fordefesa.com.br.





 

NOTA DO EDITOR: este é o primeiro de uma série de posters de navios de guerra brasileiros que estão sendo desenhados por José da Silva, editor do site NGB – Navios de Guerra Brasileiros, e que serão publicados pela Aeronaval Comunicação, editora da revista Forças de Defesa. Aguardem novos lançamentos em breve!

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Treinamento foi acompanhado pelo ministro Celso Amorim, que assistiu de um platô as manobras no teatro de operação

 

Escoltados por dois navios-patrulha e dezenas de lanchas, fuzileiros navais se deslocam pelo leito do rio em direção à margem de terra firme de Paricatuba (AM). Em questão de minutos, as tropas tomam de assalto o pelotão especial de fronteira, enquanto o inimigo parte em retirada. As cenas que ocorrem no Rio Purus fazem parte da “Operação Amazônia 2012”, treinamento conjunto das Forças Armadas que tem por objetivo adestrar os militares brasileiros.

“É melhor que cinema”, comenta o ministro da Defesa, Celso Amorim, após assistir as manobras no teatro de operação do alto de um platô.

Nos céus, duas aeronaves Super Tucano metralham embarcações inimigas, enquanto helicópteros percorrem o trecho dando proteção às tropas em terra. Em pouco tempo, soldados do Exército substituem o efetivo dos fuzileiros navais. Dois caças F5 surgem para demonstrar a presença da Força Aérea. A ação termina com o lançamento de fardos por aviões.

Após assistir as manobras, o ministro Amorim deslocou-se à Escola Municipal Presidente Costa e Silva, onde presenciou atendimento médico-odontológico aos moradores da região. Marijane Gomes Coelho, 18 anos, que na última segunda-feira (24) recebeu o atendimento de emergência de profissionais de saúde da Marinha, acompanhou o marido Getúlio Oliveira da Silva, 34 anos, em nova visita ao local. Diagnosticado com infecção intestinal, ele recebeu medicação adequada e orientação de repousar em casa.

Em Iranduba (AM), município perto da capital amazonense Manaus, Amorim percorreu as dependências de um posto rodoviário municipal, onde ocorria uma ação cívico-social conjunta. No posto, os moradores puderam receber atendimento médico e odontológico, tirar carteira de identidade e proceder ao alistamento militar.

Durante o exercício militar realizado nos estados do Amazonas, Pará, Acre e Rondônia – maior parte da região Norte do país –, cujo foco central é o adestramento das tropas, houve também a apreensão de sete embarcações que transportavam passageiros em excesso e armamentos.

Três delas transportavam armas ilegais e outras quatro levavam passageiros para comícios de políticos. Os barcos foram encaminhados para a polícia, junto com os proprietários. Inquéritos vão apurar as responsabilidades em cada caso.

O balanço foi relatado ao ministro da Defesa pelo comandante da Força Naval Componente (FNC), contra-almirante Antonio Carlos Frade Carneiro, na sede do Comando Militar da Amazônia (CMA), base da “Operação Amazônia 2012”.

Em quase 15 dias de ação pelos rios, rodovias e espaço aéreo, as tropas abordaram 159 embarcações, vistoriaram rodovias e tomaram conta do espaço aéreo em exercícios virtuais e reais. “Diferentemente das Operações Ágata, que tratam exclusivamente do patrulhamento das nossas fronteiras, a Operação Amazônia tem por objetivo preparar a tropa para a defesa da nação”, afirmou o ministro Celso Amorim.

Retomada de Paricatuba

Para acompanhar a movimentação militar no teatro de operações, o ministro Amorim se deslocou na manhã desta quarta-feira (26) para Paricatuba. Na companhia dos comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Força Aérea, brigadeiro Juniti Saito, além do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, o ministro conferiu o script da retomada de um posto do Exército por tropas de fuzileiros navais.

A cargo do general Eduardo Villas Bôas, comandante Militar da Amazônia, Amorim assistiu a treinos de substituição dos fuzileiros por tropas do Exército, exercício do Guia Aéreo Avançado (GAA), que consiste na ação de um militar em terra orientando ataque de aeronaves de caça, e o lançamento de suprimentos.

Do teatro de operações em Paricatuba, a comitiva seguiu para Iranduba. Na localidade situada na região metropolitana de Manaus, as Forças Armadas promoveram ações cívico-sociais de atendimento médico-odontológico e emissão de documentos às populações ribeirinhas de baixa renda. Estima-se que aproximadamente 1,5 mil cidadãos tenham sido beneficiados naquela região.

São Gabriel da Cachoeira

Celso Amorim aproveitou o deslocamento no Amazonas para conhecer o trabalho da 2ª Brigada de Infantaria de Selva. Sob o comando do general Sergio Liz Goulart Duarte, ela é o braço do Exército numa das regiões mais importantes do país. Denominada de Brigada Araribóia, chegou em São Gabriel da Cachoeira (AM), distante 850 quilômetros de Manaus, no começo do século 21. Hoje, sua ampliação reflete parte do processo de fortalecimento da fronteira brasileira. A unidade defende um quinhão de uma área de aproximadamente 11 mil km2 no território Norte do Brasil, atuando nas três maiores cidades do país em tamanho territorial: São Gabriel, Santa Isabel e Barcelos.

São Gabriel da Cachoeira contempla outra experiência das Forças Armadas. A partir de convênio com a Secretaria Municipal de Saúde, o Exército está à frente do Hospital de Guarnição. O relato feito pelo tenente-coronel Roberto Monteiro de Albuquerque mostra a dificuldade para levar o atendimento aos moradores da região. A maior dificuldade, segundo ele, é manter nos quadros da unidade hospitalar profissionais de saúde civis. “Dos 15 médicos que trabalham no hospital, 13 são militares. Se levarmos em conta os 17 médicos aqui na nossa região, apenas três são civis”, contou o diretor do hospital.

Ao fazer uma exposição para o ministro Amorim e sua comitiva, o general Sergio Liz Goulart Duarte destacou também as ações do comando da Brigada para a melhoria do relacionamento com as comunidades indígenas da região. O militar informou que há um bom trânsito com as mais diversas etnias.

Na visita à unidade militar, foi destacado também o trabalho desenvolvido pelas mulheres dos militares que vivem na região. Elas divulgam suas atividades por meio de redes sociais. Intitulado “Jovens Guerreiras”, o grupo tem ações na página www.facebook.com/jovensguerreiras.

FONTE/FOTO: Ministério da Defesa/Assessoria de Comunicação Social (Ascom)

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Forças Especiais realizam Resgate na Selva

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Os incessantes bombardeios de aviões teleguiados americanos na região noroeste do Paquistão, reduto dos talibãs e da Al-Qaeda, assustam a população e são contraproducentes, pois alimentam o sentimento antiamericano, segundo analistas dos Estados Unidos.

Um relatório elaborado por duas universidades americanas, a Stanford Law School e a New York University School of Law, considera equivocada a visão dos Estados Unidos de que a campanha de aviões teleguiados é “eficaz e de precisão cirúrgica, além de reforçar a segurança dos Estados Unidos”, e pediu a Washington que reconsidere a estratégia.

O documento, com o título “A vida sob os drones”, afirma, assim como Washington, que a grande maioria das milhares de pessoas mortas nos ataques, iniciados em junho de 2004, nas zonas tribais paquistanesas eram combatentes islamitas.

No entanto, o relatório insiste nas graves consequências sociais e psicológicas dos bombardeios na população.

“Os drones sobrevoam as localidades do noroeste 24 horas por dia, atacam veículos, casas e espaços públicos sem aviso prévio. Sua presença aterroriza os homens, mulheres e crianças, criando um trauma psicológico”, denuncia.

“Os habitantes vivem sob o temor constante de serem atingidos a qualquer momento por um bombardeio mortal, conscientes de que não têm nenhum meio de proteção”, completa o texto.

Em consequência do temor de bombardeios sucessivos, as comunidades locais evitam reuniões, não enviam os filhos para a escola e hesitam antes de socorrer os feridos de um primeiro ataque, destaca o relatório iniciado pela ONG Reprieve, com sede no Reino Unido e que faz campanha contra os aviões teleguiados.

Os disparos a partir dos drones viraram nos últimos anos um dos principais instrumentos da estratégia militar internacional de Washington.

A campanha dos aviões teleguiados no Paquistão, iniciada sem o consentimento oficial das autoridades locais e muito impopular entre os paquistaneses, alimenta as tensões entre Washington e Islamabad.

O relatório é baseado principalmente em entrevistas com moradores do Waziristão do Norte, principal reduto dos talibãs paquistaneses e da Al-Qaeda na região e zona tribal que é o principal alvo dos drones.

“Antes dos disparos de drones, não sabíamos nada dos americanos. Hoje, quase todos os odeiam”, afirmou um habitante.

Outro residente adverte: “Não esqueceremos o sangue derramado. Sejam 200 anos, 2000 anos ou 5000 anos, nos vingaremos dos ataques de drones”.

Em última instância, os disparos ilegais são contraproducentes, pois a fúria que provocam facilitam o recrutamento de combatentes islamitas antiocidentais na região, ressalta o documento.

Para completar, o texto cita uma informação da CNN de que apenas 2% das pessoas assassinadas pelos aviões teleguiados são alvos islamitas “de alto nível”.

Entre junho de 2004 e setembro de 2012, entre 2.562 e 3.325 pessoas morreram na região em ataques dos drones americanos, incluindo de 474 a 881 que eram civis, afirma o relatório.

FONTE: AFP

 

Em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, o presidente dos EUA, Barack Obama, atacou duramente a intolerância e o extremismo, defendeu a Primavera Árabe e, mais uma vez, insistiu que não aceitará um Irã nuclear. Diferentemente de outros anos, sua passagem pela ONU durou menos de uma hora, incluindo o tempo em que discursou no plenário.

Desta vez, Obama não manteve reuniões bilaterais com líderes de outros países e, logo depois de falar, deixou a sede da ONU sem assistir a outros chefes de Estado e de governo.

Ao comentar a questão nuclear iraniana na ONU, Obama disse que “os EUA pretendem resolver esse problema por meio da diplomacia”. “Acreditamos que ainda temos tempo e espaço para conseguir atingir esse objetivo. Mas nosso tempo não é ilimitado”, afirmou o presidente.

“Um Irã nuclear não é uma ameaça que pode ser contida. Seria uma ameaça para Israel, para as nações do Golfo e para a estabilidade da economia global. Pode provocar uma corrida nuclear na região e minar o Tratado de Não Proliferação (TNP). Por isso, os EUA farão o que devem fazer para impedir os iranianos de conseguirem uma arma atômica.”

A declaração ocorreu em meio a pressões do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu. Ele acusa o governo americano de não impor limites ao programa nuclear iraniano, que, segundo Teerã, tem fins civis.

Em declarações durante sua visita a Nova York, antes do discurso previsto para hoje, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou haver dois pesos e duas medidas na questão iraniana.

Admitindo ter “cometido erros”, o líder iraniano defendeu que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) também inspecione instalações israelenses – Israel não é signatário do TNP, não nega e tampouco confirma ter armas atômicas.

Palestina

No discurso de ontem, Obama evitou dar detalhes sobre a paz no Oriente Médio e não falou em fronteiras, como havia feito no passado, quando defendeu as linhas pré-1967, com um Estado palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Desta vez, ele optou pela cautela e disse ser a favor de “um Estado judaico de Israel seguro e uma Palestina independente e próspera”.

Em novembro, a Autoridade Palestina tentará ser aceita como Estado observador das Nações Unidas – mesmo status do Vaticano. O governo de Mahmoud Abbas desistiu de ser membro pleno, porque os EUA deixaram claro que vetariam o pedido no Conselho de Segurança. A decisão de adiar a iniciativa para depois das eleições americanas seria uma forma de evitar fortalecer o republicano Mitt Romney, visto como pró-Israel.

Apesar de afirmar que “o futuro da Síria não pertence a um ditador que massacra seu próprio povo”, ao se referir a Bashar Assad, Obama não mencionou uma intervenção militar e tampouco disse apoiar a oposição. Em Washington, há uma crescente insatisfação com a radicalização dos rebeldes armados na Síria.

Vídeo

Ao longo do discurso, Obama, mais uma vez, criticou o vídeo anti-islâmico que causou uma onda de protestos no mundo muçulmano. Ele lamentou a reação violenta e disse que seu governo não poderia ter feito nada, pois a liberdade de expressão é garantida pela Constituição americana.

“O impulso em direção à intolerância pode ser inicialmente focado no Ocidente, mas, com o tempo, não pode ser contido. O mesmo impulso em direção ao extremismo é usado para justificar a guerra entre sunitas e xiitas, entre tribos e clãs. Isso não leva à prosperidade, mas ao caos. Em menos de dois anos, vimos mais protestos pacíficos provocarem mudanças em países de maioria islâmica do que uma década de violência”, disse o presidente dos EUA.

O discurso foi construído ao redor da história do embaixador dos EUA na Líbia Christopher Stevens, morto em violento protesto contra a representação diplomática americana na cidade de Benghazi. “Ele incorporava o melhor dos americanos”, disse Obama. Ele lembrou ainda que Stevens “trabalhou para defender as aspirações de todos os povos”.

FONTE: O Estado de S. Paulo

 

Crônica de Damasco

Quais fatos podem ser distorcidos e ocultados de milhões de pessoas quando a Fraternidade Islâmica empreende uma guerra contando com o apoio de toda a imprensa ocidental?

Os políticos ocidentais têm uma ideia errada acerca da “Primavera Árabe” síria. Há pouca ou nenhuma oposição liberal e progressiva; o próprio ELS resulta da união de diferentes grupos milicianos, incluindo marginais, mercenários e jihadistas.

De acordo com a comunicação social ocidental, a Síria encontra-se em plena “guerra civil”. Grupos como o Observatório dos Direitos Humanos da Síria, sedeado em Londres, disseminam afirmações extravagantes acerca de um número desmesurado de vítimas (afirmam já terem morrido cerca de 20 mil pessoas) às mãos das forças de segurança do Estado sírio. Aos jornalistas independentes, dizem, é vedada a entrada na Síria e o regime não permite o exercício de uma imprensa livre.

Com base em tais relatos os visitantes esperam deparar-se com um país em estado de choque, paralisado pela guerra, completamente destruído. Mas quando cheguei a Damasco a 12 de Julho com um visto de jornalista como repórter da ZUERST! não testemunhei nenhuma dessas cenas. Fui de Beirute para Damasco por via terrestre, embora muitas pessoas me tivessem avisado que tal não era seguro, pois os rebeldes do Exército Livre Sírio (ELS) afirmavam controlar cerca de 85% do território. Mas quando cruzei a fronteira do Líbano para a Síria, deparei-me com o habitual tráfego fronteiriço  – nenhuma fuga em massa de refugiados, nada de pânico, nenhum combate à vista. A estrada até Damasco tinha várias operações stop do exército sírio, mas encontrava-se calma e segura.

Encontrei Damasco plácida e serena, o dia-a-dia normal. Fiquei no centro da cidade, no quarteirão de al-Bahsa. As lojas estavam abertas e havia pessoas e carros nas ruas. Nas paredes, os rostos do presidente Bashar al-Assad e do seu pai, Hafez, observavam a vida na capital – umas vezes com ar afável, outras com ar sério, por vezes em roupa civil, noutras de uniforme e ainda noutras envergando óculos de sol.

Tinha lido acerca da operação de invasão da capital em curso pelo ELS, mas não havia quaisquer sinais de guerra nas ruas de Damasco. Passeei pela cidade, falando com comerciantes, taxistas, pessoas da rua, polícias, mulheres tanto com lenços quanto com roupa ocidental. A resposta foi sempre a mesma – a imprensa internacional está a distorcer completamente os acontecimentos. A Al-Jazeera, sediada no Qatar, foi particularmente criticada.

A 16 de Julho, desloquei-me à antiga aldeia cristã de Maalula, a cerca de uma hora de Damasco. Os habitantes de Maalula descendem das tribos semitas que habitaram o deserto sírio e parte da Mesopotâmia há catorze séculos. O mosteiro de Mar Sarkis foi construído sobre as ruínas de um templo pagão. Sua arquitetura bizantina contém um dos poucos altares cristãos originais. Contém também uma coleção única de ícones religiosos dos séculos XVII e XVIII. Trata-se de um dos poucos locais onde ainda podemos encontrar quem fale aramaico, a língua falada por Jesus.

Novamente, a estrada era segura. Havia muitos autocarros nas ruas, cujos destinos eram Hama, Homs e Aleppo. Entrevistei os habitantes do mosteiro ortodoxo grego de Mar Tekla, os peregrinos cristãos árabes e outros visitantes. Todos partilhavam a opinião de que o presidente Bashar tirará o país da crise e que os muçulmanos e os cristãos sírios poderão conviver pacificamente. Uma freira disse-me que “esta cidade e a sua igreja foram fundadas nos rochedos da Síria. Simbolizam a estabilidade e o poder da Síria. Vamos sair desta crise.”

A Síria é uma sociedade multiconfessional e os cristãos constituem 10% da população. A cidade de Aleppo é a maior no número de cristãos que alberga. Os cristãos estão presentes em todos os aspectos da vida síria –  economia, meio acadêmico, ciência, engenharia, artes, entretenimento e na arena política. Alguns são oficiais das Forças Armadas. Preferiram misturar-se com os muçulmanos em vez de criaram unidades e brigadas cristãs à parte, e como tal combateram lado a lado com os seus compatriotas muçulmanos contra as forças israelitas em vários conflitos.

Regressei a Damasco pela cidade de al Tel, ocupada brevemente pelo ELS até à  recuperação desta por parte do exército. Ainda se notam os vestígios das forças rebeldes e dos seus apoiantes – ou seja, os graffiti nas paredes a comemorar não a liberdade ou a democracia, mas os pregadores islâmicos mais extremistas. Também se viam ameaças pintadas nas lojas – “Façam greve ou ardam!” – num esforço para coagir os comerciantes a fazerem greve de modo a pressionar o governo. Os políticos ocidentais têm uma ideia errada acerca da “Primavera Árabe” síria. Há pouca ou nenhuma oposição liberal e progressiva; o próprio ELS resulta da união de diferentes grupos milicianos, incluindo marginais, mercenários e jihadistas.

A 15 de Julho os rebeldes lançaram aquilo a que chamaram “Vulcão de Damasco”, o seu assalto militar à capital, afirmando ser uma operação decisiva. Mas em al-Bahsa só dei conta de se encontrarem alguns helicópteros a sobrevoar alguns dos subúrbios, e a ocasional explosão, a cerca de cinco quilômetros de onde me encontrava. Continuava o dia-a-dia nas ruas, pese embora os relatos da imprensa ocidental acerca do inferno em que se encontrava a capital. Na maior parte da cidade a única coisa que estava a queimar eram os cachimbos dos clientes dos cafés. A guerra estava confinada a poucas zonas, como Al-Midan. As explosões duraram algumas horas, pararam e recomeçaram. O centro da cidade encheu-se com os residentes das zonas afetadas, e à noite os soldados dos pontos de controle pediram-me o passaporte. Fora isso, não havia qualquer sinal de conflito.

Tal alterou-se na quarta-feira de 18 de Julho, quando uma bomba vitimou vários membros do governo e chefes dos serviços de segurança durante uma reunião ministerial. Faleceram o ministro da Defesa, o general Dawoud Rajiha – Assef Shawkat, cunhado do presidente e secretário de Estado da Defesa – o general Hasan Turkmani, assistente do vice-presidente, e Hafez Makhlouf, chefe da seção de investigações dos serviços secretos. Encontrava-se na sede da televisão estatal quando ouvi as notícias. Estavam todos em choque, e algumas funcionárias não conseguiram conter as lágrimas. Entretanto, Bruxelas e Washington regozijaram-se com os assassinatos enquanto os islamistas dançavam nas ruas de Tripoli.

Entretanto, continuava a “batalha de Damasco”.

Passados quatro dias já toda a gente se tinha habituado ao som das bombas e dos helicópteros. Aproveitei e visitei o hospital militar de Damasco, no qual falecem uma média de quinze soldados por dia, vítimas dos seus ferimentos – cerca de 450 soldados por mês, isto só em Damasco. Entrevistei vários soldados feridos, falei com as suas famílias e os seus médicos.

Recordo particularmente a entrevista que fiz a um capitão de 34 anos do exército que teve a sorte de sobreviver a um ataque rebelde. A sua unidade tinha sido encurralada pelos rebeldes, que os alvejaram com granadas de rocket e metralhadoras de alto calibre. Um par dos seus camaradas morreu durante o ataque, foi ferido mas sobreviveu à primeira vaga. Mesmo ferido e prostrado manteve o fogo. Quando o vieram salvar ficaram também sob o fogo dos rebeldes. Acabaram por o levar para a segurança de um edifício, mas só passadas algumas horas é que conseguiram sair. Quando chegou ao hospital tinha perdido tanto sangue que se encontrava quase inconsciente.

“Pedi aos meus camaradas que me matassem antes de ser capturado pelo inimigo.”

Perguntei-lhe porquê, a sua resposta perturbou-me: “torturam-nos até à morte, cortam-nos as mãos e as gargantas caso nos apanhem vivos.”

Partia do pressuposto de que os rebeldes não eram sírios, mas oriundos de muitos países, principalmente da Líbia, dos Estados do Golfo, do Iraque, Afeganistão e Paquistão – jihadistas e mercenários que matam por petrodólares. Andes de sair do hospital mostrou-me uma foto das suas duas filhas e disse-me fervorosamente que estava a lutar pela liberdade delas.

O diretor do hospital mostrou-me onde tinha aterrado uma granada de morteiro disparada no dia anterior, que felizmente não explodira. Também havia buracos de balas nas paredes. Os rebeldes atacaram o hospital várias vezes, mas a ONU, a Anistia Internacional ou a Human Rights Watch pareceram não ter interesse nestas violações das convenções de guerra.

À medida que os combates continuaram, toda a cidade se tornou enervada. Os comerciantes começaram a fechar as lojas ao princípio da tarde; queriam certificar-se de que voltavam para as suas famílias. Alguns levavam o dinheiro e os objetos de valor consigo. Temiam que as lojas fossem pilhadas – pelos rebeldes, não pelo Exército – caso os combates chegassem ao centro da cidade.

Na sexta-feira de 20 de Julho, enquanto estações pró-rebeldes como a Al-Jazeera e a Al-Arabia emitiam histórias acerca da guerra sem quartel na capital, eu ouvia os pássaros a cantar nos lindos parques da cidade e observava enquanto os damascenos desfrutavam o seu fim-de-semana. Até as explosões nos subúrbios tinham parado. A emissora estatal noticiou que o ataque rebelde tinha sido repelido e que as forças de segurança se encontravam a limpar os subúrbios dos rebeldes que sobravam.

Desconfiei se seria verdade ou mera propaganda estatal. Decidi ir a Al-Midan, onde os combates tinham sido mais intensos. Havia muitos soldados e veículos militares no centro da zona. O oficial responsável da esquadra de polícia principal recebeu-me e mostrou-me os arredores. Ainda havia tiroteios a cerca de 500 metros, e ouvi o som de uma metralhadora de alto calibre. Levaram-me num veículo blindado à zona de combate, no limiar de Al-Midan. Havia traços da guerra em todo o lado. Os soldados disparavam protegidos contra um edifício onde se encontravam atiradores furtivos. Tivemos que nos movimentar rapidamente de casa para casa, algumas das quais ainda a fumegar. Os cadáveres dos rebeldes ainda estavam nas ruas. O rosto de pelo menos um deles era notoriamente não-arábico; parecia ter vindo do Afeganistão. Questionei-me sobre quem lhe teria pago a viagem, e porque razão estaria mesmo ele a combater.

Enquanto ainda estávamos a ver os cadáveres, chegou um veículo carregado com o equipamento e as armas dos rebeldes. O condutor mostrou-me o que tinham encontrado no centro de controle do ELS: enormes quantidades de munições, armas automáticas, metralhadoras e uniformes do Exército sírio, utilizados para desacreditar o Estado e confundir os civis. Duvidei se isto não seria uma encenação destinada aos jornalistas ocidentais: teria o Exército preparado um cenário para a minha visita? Contudo, quando cheguei, o combate ainda estava a decorrer, e ninguém teria tido tempo para “preparar” os cadáveres; a área estava “fresca”. Acredito que o que testemunhei era autêntico.

Encontrei-me com o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, o Dr. Jihad Makdissi, no dia em que este teve que lidar com aquilo que a Al-Jazeera apodara de “Massacre de Trimseh”. Esta afirmava que o regime tinha chacinado mais de 200 civis nessa aldeia, mas mais tarde soube-se ter sido um combate entre o Exército e o ELS. O Dr. Makdissi, que estuou no Reino Unido e fala fluentemente o inglês, repetiu pacientemente, uma e outra vez, nas conferências de imprensa os fatos – as forças de segurança tinham abatido 37 rebeldes e dois civis num ataque à vila que os rebeldes estavam a utilizar como base para lançarem ataques a outras áreas. Sustentou que ao contrário do que a Al-Jazeera afirmava, as forças governamentais não tinham utilizado aviões, helicópteros, tanques ou artilharia e que as armas mais pesadas utilizadas tinham sido rockets atiradores de granadas

Abandonei Damasco a 21 de Julho, dirigindo-me para o Líbano. Planejei ir novamente de carro. Vários sírios alertaram-me de que seria uma viagem perigosa e de que a fronteira com o Líbano estaria repleta de refugiados. Mas quando perguntei onde tinham obtido tais “informações” mencionaram sempre a Al-Jazeera e a Al-Arabia. Então, embora me sentisse apreensivo, confesso-o, decidi ir ver por mim mesmo. Mas eis que a estrada para a fronteira estava calma, sem muito trânsito. O meu passaporte foi examinado em vários postos de controle, e foi só. No posto fronteiriço havia realmente muitas pessoas, mas não se tratava de um caos, nem de uma massa de refugiados. A saída do país não demorou mais de 20 minutos.

A última surpresa ocorreu no lado libanês da fronteira. Ali vi pela primeira vez a bandeira rebelde verde, branca e negra. Logo à saída do posto fronteiriço libanês estavam uma dúzia de equipes de televisão ocidentais, à  espera de “refugiados”. Algumas delas estavam a pagar aos entrevistados em dólares por entrevistas curtas; e quanto mais selvagem a história, mais pareciam gostar dela. Aparentemente a realidade não é  de grande importância quando a comunicação social ocidental menciona a Síria.

 

Mídia sem Máscara (15/09/2012)

Por Manuel Ochsenreiter, ex-redator do semanário Junge Freiheit, é o atual chefe de redação da revista Zuerst!, ambos da Alemanha.

 

 

Grupo da reserva discorda de otimismo da Defesa

Porta-voz do Clube Militar diz que aumento foi ‘decepcionante’ e que defasagem continua

 

 

As últimas conquistas das Forças Armadas, como o reajuste salarial e orçamentos maiores para execução de projetos de Defesa Nacional, não têm se refletido em otimismo entre os militares da reserva, aqueles que, justamente por já estarem aposentados, são livres para pontuar o sentimento de segmentos da caserna em relação a temas políticos e sociais.

Após a entrevista ao GLOBO em que o ministro da Defesa, Celso Amorim, destacou o crescimento do orçamento para a Defesa nos últimos anos e a “atenção especial” com que os militares foram tratados pelo governo nas negociações salariais — 30% para eles, contra 15% para os civis —, dezenas de militares da reserva se manifestaram, inclusive com críticas ao ministro.

— O aumento foi decepcionante. Depois de tanto tempo, nossa defasagem em relação a outras carreiras de Estado continua a mesma. A perda vem há mais de 10 anos e, mesmo com esses 30% divididos em três anos, não chegamos nem ao nível da Administração Direta — aponta o porta-voz do Clube Militar, general da reserva Clóvis Bandeira.

Ele ressalta que, com a divisão do aumento em três anos, a partir de março de 2013, a inflação nos próximos três meses deverá impactar negativamente no reajuste:

— Por que não dar o aumento a partir de agora, se já foi anunciado? Foi contado como algo já concedido para que o governo federal colha dividendos políticos nas eleições. Na realidade, para boa parte da carreira os salários são tão baixos, que esse reajuste vai significar R$ 100 ou R$ 200 a mais — afirma Bandeira.

‘Descontentamento é enorme’

Os oficiais da reserva dizem que, também por isso, a carreira tem se tornado cada vez menos atrativa.

— O descontentamento é enorme, as Forças Armadas estão envelhecendo, os jovens, na primeira oportunidade buscam sair imediatamente. Os militares sofrem com o descaso das autoridades que praticam nítida retaliação aos abusos da ditadura, como se os culpados fossem os militares atuais — afirma o oficial da reserva Ricardo Assumpção Ribeiro.

FONTE: O Globo

COLABOROU: Henrique C.O

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Cascavel, PR – No último dia 18, a 15ª Brigada de Infantaria Motorizada recebeu os primeiros blindados que farão parte do embrião da Infantaria Mecanizada do Exército Brasileiro.

A Brigada recebeu 5 Viaturas Blindadas para Transporte de Pessoal “URUTU”, que foram completamente reformadas.

Esses carros inicialmente serão utilizados para realizar a Experimentação Doutrinária do Pelotão de Fuzileiro Mecanizado e serão essenciais no preparo da tropa de Infantaria que receberá o novo Blindado 6×6 “GUARANI”, desenvolvido pela Indústria Nacional.
FONTE: Exército Brasileiro

 


Segundo informações divulgadas pela Guarda Revolucionária do Irã, o país testou ontem (24) um novo míssil anti-aéreo e anti-navios de médio alcance, e também apresentou um novo veículo não-tripulado. Os testes seriam uma demonstração da prontidão do Estado iraniano para uma guerra contra Israel, que Teerã acredita ser inevitável.

O míssil superfície-ar Taer-2 foi desenvolvido para abater alvos em um raio de até 50 quilômetros, e faz parte do sistema de defesa antiaérea iraniano conhecido como Ra’ad (Trovão).

FONTE: Naval open Source Intelligence

 

LEONENCIO NOSSA , ENVIADO ESPECIAL , GUSTAVO CHACRA , CORRESPONDENTE , NOVA YORK

Os governos do Brasil e da Turquia avaliavam ontem a possibilidade de retomar a Declaração de Teerã, um acordo construído pelos dois países em 2010 para intermediar a crise provocada pelo programa nuclear iraniano. Desta vez, a parceria contaria com a Suécia.

Num almoço ontem em Nova York, os ministros de Relações Exteriores Antonio Patriota (Brasil), Ahmet Davutoglu (Turquia) e Carl Bildt (Suécia) discutiram as afinidades dos discursos contra soluções de intervenção militar.

No encontro, os ministros reafirmaram que os governos brasileiro, turco e sueco consideram que o diálogo deve prevalecer na busca de uma solução também para o caso da Síria. Eles demonstraram ainda preocupação com o clima de intolerância religiosa que pode ser usado como combustível para intervenções militares, disseram diplomatas brasileiros.

Em maio de 2010, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, assinaram acordo com o governo iraniano que obrigaria Teerã a entregar 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento para ser armazenado na Turquia. O governo dos EUA fez críticas imediatas à intermediação do Brasil e da Turquia e conseguiu aprovar, no mês seguinte, a Resolução 1.929 na ONU, com uma série de sanções contra o Irã.

A vitória dos EUA no Conselho de Segurança da ONU foi arrasadora. Dos 12 membros do conselho, Brasil e Turquia foram os únicos países que votaram pela rejeição à proposta de sanções contra o Irã. O Líbano, que se posicionava ao lado de brasileiros e turcos, absteve-se. Embora o Brasil tenha deixado o assento temporário no Conselho de Segurança, a proposta de uma solução negociada teria mais condições de ser aprovada, avaliam diplomatas.

Na época, a China e a Rússia votaram em favor de sanções contra Teerã, mas conseguiram diminuir o impacto do texto que os EUA, a França, a Grã-Bretanha e a Alemanha elaboraram.

Depois da crítica americana e da derrota no Conselho de Segurança da ONU, Lula e Erdogan reclamaram que o próprio presidente dos EUA, Barack Obama, tinha solicitado por meio de cartas uma intermediação dos dois países na crise com o Irã.

Patriota e Davutoglu chegaram a falar claramente no almoço de ontem que, agora, uma Declaração de Teerã teria mais aceitação de outros países. A presença da Suécia seria o primeiro sinal de que a discussão internacional sobre o programa iraniano poderia ter mais mediadores.

Síria

Com 20 mil mortos a mais na Síria em relação ao ano passado e o conflito civil se agravando cada vez mais, a Assembleia-Geral da ONU inicia hoje um debate com o tema “Respeito à lei e prevenção de guerras”, em uma clara advertência da entidade para o fracasso da comunidade internacional na tentativa de resolver a crise síria.

O grande destaque desta semana no fórum será a presença de líderes eleitos democraticamente depois da Primavera Árabe, como o presidente do Egito, Mohamed Morsi, além de governantes da Líbia e da Tunísia. Essa assembleia também será a última de Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, que encerrará seu mandato no ano que vem.

Como sempre ocorre, o discurso de abertura será do Brasil, com a presidente Dilma Rousseff. Em seguida, será a vez de Barack Obama, que tem dado pouca atenção à assembleia.

FONTE: O Estado de S. Paulo

 
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