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CFN recebe o primeiro lote do Sistema ASTROS

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O setor operativo da Marinha do Brasil recebeu, no dia 17 de março, o primeiro lote do Sistema de Lançadores Múltiplos de Foguetes ASTROS CFN 2020. Em cerimônia realizada no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, foi formalizada a entrega de seis viaturas fabricadas pela empresa brasileira AVIBRAS, ao Batalhão de Artilharia do Corpo de Fuzileiros Navais.

O Sistema “ASTROS CFN 2020” é constituído por Lançadores Múltiplos de Foguetes montados sobre viaturas para lançamento de foguetes de artilharia para saturação de área, necessários para estender o alcance da Artilharia de Campanha em profundidade. O Sistema adquirido é composto por doze viaturas, sendo seis Vtr Lançadoras, três Vtr Remuniciadoras, uma Vtr Posto de Comando e Controle, uma Vtr Meteorológica e, mais recentemente, em janeiro do corrente ano, foi formalizada a contratação de uma Vtr Oficina Veicular e Eletrônica, complementando a configuração previamente planejada.

A entrega do primeiro lote do Sistema de Lançadores Múltiplos de Foguetes do Sistema ASTROS representa um importante marco, pelo cumprimento de uma meta prevista no Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil (PAEMB) e pelo fortalecimento da indústria nacional de defesa. O primeiro lote entregue ao Corpo de Fuzileiros Navais é composto por seis viaturas: três “Lançadoras”, uma “Remuniciadora”, uma “Posto de Comando e Controle” e a outra “Meteorológica”.

A cerimônia contou com a presença do Comandante da Marinha, Alte Esq Julio Soares de Moura Neto, do Comandante de Operações Navais, Alte Esq Luiz Fernando Palmer Fonseca, do Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Alte Esq (FN) Fernando Antonio de Siqueira Ribeiro, do Ex-Comandante-Geral do CFN, Alte Esq (FN) Marco Antonio Correa Guimarães, do Presidente da AVIBRAS, Sr. Sami Youssef Hassuani, membros do Almirantado e autoridades militares e civis atuantes nas áreas de indústria, ciência e tecnologia.

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FONTE: Comando Geral do Corpo de Fuzileiros Navais

10 COMMENTS

  1. Excelente aquisição. Bem que poderia ter sido realizada a bem mais tempo.
    Mas, esta metralhadora no alto da cabine bem que poderia ter acionamento remoto, não expondo assim o combatente aos inimigos, a meu ver, um atirador pode abater o operador da metralhado muito fácil.

  2. Klesson,

    O duro neste caso é imaginar o ASTROS sendo usado bem no mesmo local que um eventual inimigo esteja operando né……………

    Bem sabemos que artilharia costuma operar desde a retaguarda da linha de frente, e os lançadores de foguetes mais ainda.
    Na verdade, não consigo enxergar utilidade para uma .50 pol como essas instaladas no ASTROS. Juro que não consigo.

    abraços.

  3. Prezado Vassili, a área de retaguarda costuma ser alvo de incursões especialmente por forças especiais.

    Exemplo disso pode ser visto no filem Bravo Two Zero que conta a história de uma ação militar britânica do SAS no Iraque. Embora os alvos fossem Scuds, o Astros, neste mesmo conflito, foi considerado alvo prioritário e justificaria ações para tentar localizá-lo ou destruí-lo.

    Outrossim, a história militar é prodiga em incursões relâmpago que obrigaram tropas ordinariamente de retaguarda a combaterem. Ex. Segunda ofensiva das Ardenas em 1944.

    Ademais, a .50 é arma de uso antiaéreo de defesa orgânica.

    Logo, a observação do Klesson não é de todo desarrazoada tanto mais quando a defesa de uma torreta não seria so contra tiros mas contra estilhaços de bombardeio aéreo e fogo de contra bateria. .

  4. O EB que precisava de unidades dessas, aos magotes.

    Já o CFN, como unidade que se destina à obtenção de cabeças de praia e de ponte, não sendo tipicamente uma unidade para ações prolongadas e em profundidade, tem pouca serventia para uma arma dessas, em minha opinião. Até porque o apoio de fogos em profundidade do CFN é feito pelos navios da MB!

    Continuando, em minha opinião o CFN tem INÚMERAS prioridades mais importantes do que um Astros. Por exemplo: uma unidade de hovercrafts.

    Gostaria de saber quem foi o gênio militar que resolveu dar Astros para o CFN e não, como deveria ser, para o EB.

    Enfim, isso aí tá com cara da politicagem com as FFAAs tão típica da PeTralhada, e saltitantemente aceita pela Marinha do Brasil.

  5. Em princípio pode receber dados, pois é a última versão, MK, já totalmente digital.

    E de fato a entrega ao CFN está cheirando politicagem. Porém vejo com utilidade o CFN ter o sistema, pois a possibilidade de o CFN ter que atuar em sua função típica em um conflito nos prováveis cenários que poderíamos enfrentar é quase nula.

    Creio que o CFN teria 99,9% de atuar como infantaria terrestre normal em quase todos os cenários de conflito concebíveis para Brasil.

    O sistema também pode ter utilidade em defesa de um contra-ataque na cabeça de praia pois permite grande concentração de fogo. Mas que realmente teria outras prioridades isso com certeza, pois há coisas mais básicas a serem adquiridas.

    Assim, embora útil, a real motivação parece ser um jogo de distribuição entre as forças como querem fazer com o Pantsir, para agradar a todos.

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