O emprego de mísseis anticarro na Síria

O emprego de mísseis anticarro na Síria

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A guerra na Síria está servindo entre outras coisas como um campo de testes para o emprego de vários tipos de armamentos.

Entre eles destacam-se os ATGM (anti-tank guided missile) americanos e russos, além de chineses e europeus.

O Youtube está cheio de vídeos mostrando a destruição de blindados e outros alvos por ATGM e a impressão que se tem é que é melhor estar fora dos tanques do que dentro deles.

A crescente vulnerabilidade dos carros de combate fica evidente diante da ameaça desse tipo de arma.

ATGMs na Guerra Civil da Síria

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62 COMMENTS

  1. Há algumas utilizações bem equivocadas desses mísseis. Já vi um vídeo de um TOW sendo lançado de dentro de um edifício e o sopro do lançamento quase pôs o edifício a baixo. A poeira levantada foi tanta que quase obscureceu o sistema de mira.

  2. canhões sem recuo tambem fazem a festa em uma diversidade de alvos…..um armamento antigo que na hora do paga pa capa, ta sempre na tv….e não raro acaba atacando estes tanques tambem….não mata tudo….mas vira e mexe consegue alguma vitoria…

  3. É o que eu digo: bota sete milhões de dolares em um CC pra terminar, assim e não fazer muito mais do que um carro de 250 mil como nós temos.

  4. Por falar em mísseis, valendo um tópico :
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    MOSCOU — A Rússia divulgou nesta terça-feira as primeiras imagens do maior míssil nuclear que o país já teve. O artefato é chamado de RS-28 Sarmat e já seria apelidado de “Satã 2”. Se lançado, o míssil poderia destruir uma área equivalente à França ou duas vezes maior que o Reino Unido.

    Além disso, o míssil tem a capacidade de viajar por longas distâncias e pode chegar facilmente, por exemplo, à cidade de Nova York. Segundo especialistas, um ataque deste porte poderia superar muito a potência das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki.

    O plano é que os artefatos sejam operacionais até 2020. Eles deverão substituir o modelo RS-36M, que foi apelidado de “Satã” quando entrou em serviço nos anos 1970.
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    http://oglobo.globo.com/mundo/russia-anuncia-maior-missil-nuclear-de-sua-historia-sata-2-20354984

  5. Pra quem achava que a Infantaria havia virado saco de pancada… também, ninguém ocupa ou bombardeia as elevações ao redor ? Lição básica.
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    Daqui a pouco munição e combustível vai numa carretinha rebocada pelo CC, que assim fica menor e ainda menos vulnerável.
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    Vão gritar “Allah Akbar” lá longe…

  6. Colombelli 26 de outubro de 2016 at 13:39
    Verdade e concordo,
    já “conversamos” sobre isso há um bom tempo, o assunto eram os Leo 1a5 etc….
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    Quem tem …. tem ….

  7. Mas o idiota deixa a traseira do tanque veraneável né ta pedindo pra morrer ! queria ver se fosse um disparo frontal se faria algum arranhão

  8. ai não tem blindagem nem proteção ativa e passiva que salva ! Alem do mais a melhor defesa é o treinamento e a doutrina

  9. Nos dias de hoje, porque o atirador tem que ficar junto à peça. Não há armamento atual em que esse monitoramento, controle e disparo possa ser realizado remotamente? Cadê a artilharia que não esmaga essas possíveis posições de armas AC?

  10. quanto custa um lança missel portátil ? 50 mil dólares? 100 mil? digamos que seja 100, se com um disparo o soldado destruir 1 tanque de 8 a 10 milhões de dólares, perde o sentido os exércitos possuirem tanques…

  11. Carlos Alberto
    Pelos vídeos dos acertos, acho meio difícil esses sistemas de defesa ativa serem realmente eficientes. Veja bem, normalmente os blindados estão parcialmente protegido ou mesmo em angulações estranhas em relação ao terreno ao redor.
    Não sei o quanto esses sistemas são eficientes em detectar e destruir as munições com os sensores parcialmente “tampados” por paredes e vegetação.
    Complicado, será que veremos a mobilidade substituir a blindagem bruta?

  12. Seria possível colocar o nosso sistema de armas anticarro MSS 1.2 AC em um ranking com estes usados na Síria? Temos um material que qualidade com escala para uso na nossa força?

  13. Robson, há uma série de medidas que mitigam o efeito dos misseis, tais como deslocamento taticamente correto, cortinas de fumaça, cobertura por helicópteros artilhados, batimento de pontos de disparo por artilharia ou morteiros, etc.. mas uma certa quantidade de kills é aceita como inevitável. Dai que seja interessante ter maior quantidade de carros mais baratos do que uma pequena de carros caros. O tanque ainda não morreu, mas que não vale a pena por muito dinheiro neles isso não vale, sobretudo por quem não tem nem pro básico. Isso é uma premissa, e a outra é que o avanço deles pressupõe artilharia e infantaria de apoio bem treinada.

    Misseis ta na faixa de 100 a 200 mil.

    E neste contexto vemos o Peru corretamente optar por fazer frente ao Chile com Kornets ao invés de por carros contra carros. Um cc pode ser sortudo como acima visto uma ou duas vezes, mas não será 05 ou 06.

    Já as defesas ativas além de caras não irão ser eficientes contra disparos curtos e de saturação com dois ou três misseis juntos.

  14. Colombelli
    Outro T-55 sortudo, graças aos infantes que o protegiam. Uma infantaria esperta é uma ótima defesa.

  15. DaGuerra,
    O que você sugere existe na forma do míssil da Bielorrússia chamado Shershen (que é derivado do SKIF da Ucrânia). O atirador controla o lançador a partir de uma posição distante e protegida por meio de um controle remoto.
    Mas isso complica muito esse tipo de arma de infantaria porque o lançador passa a ser uma complicada plataforma de lançamento.
    O mais comum atualmente para evitar o contra-ataque é utilizar mísseis guiados de forma autônoma, como o Javelin por exemplo, que não exige que o atirado acompanhe o alvo até que ocorra o impacto, podendo desengajar (sair correndo rsrs) tão logo o míssil seja lançado.

  16. Colombelli entao porque a Otan esta deslocando 4 batalhoes blindados para o baltico ? pelo que saiu na rand so soldados com atgms mesmo que fossem de forcas de elite e especiais não eram pareos para um possivel avanco blindado russo. No caso do Peru e do Chile acho que vale o mesmo. um atgms sempre é uma defesa estatica um blindado é uma arma movel é so voce atacar aonde o inimigo nao espere que voce ataque vide 1940 ! Isso vale ate hj

  17. augusto
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    O lance é disparar, filmar e se acertar, postar no Youtube mostrando o CC virando um forno crematório. O efeito moral é incrível, afinal estamos aqui por causa dos vídeos.
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    Considerando que o TO atualmente é urbano, não tem muito onde um CC possa atacar sem aparecer.

  18. Errado Augusto. Um missil vai até numa motocicleta, nas costas de um infante ou de helicóptero, e tem muito mais mobilidade que um blindado podendo ser posto sobre viaturas leves de qualquer terreno, é furtivo e pode ser disparado de qualquer posição. Blindados tem limite de velocidade e trânsito em terreno. São alvos fáceis pra forças em terra ou no ar. Eles, os misseis, nada tem de estáticos.
    Forças blindadas não servem necessariamente para bloquear outra forças blindadas. Aliás, o pior emprego possivel é pô-las defensivamente, estáticas fazendo frente a outra força blindada.
    A arma “panzer” é essencialmente ofensiva em as Ardenas são o maior exemplo disso. Os citados 04 batalhões são reserva de contra ataque, sobretudo nos flancos e retaguarda da progressão adversária. Seu emprego seria ofensivo taticamente mas defensivo estrategicamente neste caso.

    Se ao invés de usar seus blindados para fazer “barragens” defensivas os franceses tivessem reunido 04 incompletas divisões blindadas como uma massa concentrada para ação ofensiva contra a retaguarda das forças que irromperam no Mosa como queria De Gaulle que conduziu o único contra ataque francês apreciável, a história seria diferente.

    Ou seja, blindado não para blindado enfrentando-o. blindado corta a artéria o outro.

    Aliás, o caso da Russia e mais da ainda da ex URSS é a afirmação mais contundente do que venho falando, ou seja, é melhor ter muitos carros mais simples e baratos do que numero menor de sofisticados. Se as forças blindadas da antiga URSS traziam severa preocupação para a OTAN a 30 anos atras isso era pela vantagem de 3×1 que desfrutava, e que so era possivel por conta de carros mais simples e baratos, cuja quantidade, após as perdas impostas pelo adversário, ainda implicavam um numero formidável.

  19. Sem dúvida o carro de combate atualmente representa um certo anacronismo. Sua efetividade é baseada na proteção blindada, na mobilidade e no poder de fogo. A proteção blindada atingiu um ponto onde não há mais como melhorar muito e as atuais ogivas parecem dar conta dela. Se a mobilidade representava uma proteção no passado, não mais. Os canhões de carros de combate e de veículos caça-tanques têm altos índices de acerto mesmo contra alvos em movimento, assim como também os mísseis são capazes de fazê-lo.
    O poder de fogo do carro de combate também chegou a um ponto em que perde para os mísseis. Se antes não havia nada com maior alcance e mais letal no campo de batalha para bater alvos na linha de visão (tiro direto) do que o canhão de um carro de combate hoje isso já não é mais verdade. Um míssil portátil pode atacar um “tanque” pesadamente blindado, em movimento e armado com um poderoso canhão de grosso calibre a partir de uma distância segura e com reais chances de neutralizar o alvo.

  20. carcara_br
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    Da mesma forma que paredes e vegetação podem inibir os sensores de uma defesa ativa, o mesmo ocorre com os mísseis… Quem aponta normalmente precisa de uma linha de visão limpa para o alvo.
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    A melhor defesa sempre foi a mobilidade. Evitar apresentar-se em posição de desvantagem para o adversário é sempre prioridade. Afinal de contas, o adversário não vai acertar o que ele não vê ou não acompanha.
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    De todos os três fundamentos do carro de combate ( mobilidade, poder de fogo e proteção ), a proteção é a que se considera de importância menor diante das demais. Entendo que a blindagem tem por função proteger de impactos diretos de munições de calibres inferiores e fragmentos, garantindo assim supremacia contra forças mais leves. Isto é, a blindagem de um carro de combate deve primariamente superar o poder de fogo da infantaria e forças motorizadas, que são normalmente dotadas com armas mais leves. Aliás, a adoção de sistemas ativos de proteção teria por objetivo primário exatamente anular ou minimizar o acréscimo de poder de fogo ofertado a infantaria e outras forças leves.
    .
    E no que tange a capacidade de enfrentar outros carros, vale mais ter um canhão melhor, que atira mais longe e com precisão…

  21. Parece que os CC estão enfrentando a sua Batalha de Crecy (1346), onde os cavaleiros foram derrotados por infantes com arcos de grande potência, que perfuravam as armaduras.

  22. RR,
    Mas essa necessidade do alvo estar exposto só é verdade nos casos de mísseis de segunda geração (SACLOS) e mesmo assim não o é nos casos dos mísseis de segunda geração do tipo “OTA” (voo e ataque por cima), como o TOW 2B e o Bill 2, que passam por cima do alvo e o “setem” abaixo.
    Igualmente os mísseis de terceira geração e “meia” podem atacar com o alvo semi-encoberto.

    Só relembrando os mísseis antitanques em geral são classificados em três gerações e duas “subdivisões”.
    1ª Geração: mísseis guiados por MCLOS. Ex: AT3 Sagger
    2ª Geração: mísseis guiados por SACLOS. Ex: TOW
    2,5ª Geração: engloba os mísseis guiados por laser (tanto “beam rider” como “semi-ativo”): Kornet e Hellfire
    3ª Geração: mísseis com orientação autônoma (IIR e radar ativo de onda milimétrica). Ex: Javelin
    3,5ª Geração: igual à anterior só que com enlace de dados com o lançador de modo a poder ser controlada pelo aperador após ser lançado (“man-in-the-loop”). Ex: Spike LR.

    *Os sistemas ACLOS são só um aperfeiçoamento do SACLOS e não constituem uma nova geração.
    **Da mesma forma o fato de se utilizar fio ou RF no enlace de dados nos mísseis de 2ª Geração não é relevante para a classificação.
    ***A classificação leva em conta o sistema de orientação e portanto os mísseis que operam no modo OTA (overfly top attack) ou os que implementam uma trajetória parabólica não alteram sua classificação.

  23. bosco,
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    Ainda assim, há de se ter a ciência da posição do alvo antes, localizando-o previamente.
    .
    Entendi que, no caso exposto pelo ‘carcara_br’, haveria uma limitação crítica de terreno, que bloquearia a visão tanto para os sensores das defesas ativas do carro ( dificultando ou inibindo o uso destas ) quanto para o elemento localizador baseado em solo ( que teria dificuldades em adquirir o alvo para proporcionar um engajamento ).
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    Grato pelas informações.

  24. Discordo completamente! Os blindados são essenciais para qualquer exército digno desse nome, para o ataque e o contra-ataque. Em grande quantidade, pelo principio da massa. Tomar os árabes e até mesmo israelenses e russos não conta, por motivos diversos, culturais e táticos em seus conflitos. Os blindados nasceram para a superação do deadlock sangrento da trincheiras na I WW. Apenas exemplos mais recentes, pra ficar só não ambiente urbano: Irak , Operação Jauru sudamericano e complexo da Penha.Baixas são inevitáveis. Quanto mais sofisticado maiores as chances da tripulação, fato que pesa muito nos países democráticos como o nosso. Ocorre que para uso eficaz exige FT de armas combinadas, judiciosa aplicação do MITeMeT e pesados gastos com logística e treinamento.

  25. Só pra tirar o meu da reta, eu pelo menos não disse que os carros de combate não são essenciais. Só disse que aquele tripé (blindagem, mobilidade e poder de fogo) em que eles se sustentavam está meio que ultrapassado. Faz-se necessário evoluir esse conceito, aliás, como está acontecendo.
    E mesmo um carro de combate convencional ainda tem sim grande utilidade principalmente se utilizado dentro de uma doutrina adequada.

  26. Srs

    Os MBT (CC) são para o combate de movimento em campo aberto. São a versão mecanizada da velha cavalaria.
    E cavalaria é para explorar brechas, envolver o adversário e atacar a retaguarda.
    Num combate, o importante é ver primeiro e atirar primeiro. Portanto, mais importante que uma enorme blindagem é a capacidade de ver e poder atirar com precisão a maior distância que o adversário.
    Ora, os ambientes urbanos ou de relevo acidentado não permitem isto. São, portanto ambientes onde os MBT ficam muito vulneráveis e não representam uma vantagem tática significativa.
    Usá-los em tais condições é aceitar perdas elevadas.

    Ou seja, MBTs em ambiente urbano ou terreno acidentado sem o apoio direto de infantaria e artilharia bem como sem um reconhecimento adequado não tem muito futuro.

    Sds

  27. A evolução do tripé do carro de combate já está em curso e em que pese o Colombelli não achar necessário rsrssss, essa evolução implica em mais tecnologia e mais custo.
    Para se defender desse tipo de míssil o que se pretende é deixar um carro de combate com sistemas de alerta de aproximação de mísseis semelhantes a um caça de última geração. Além disso ele deverá ter um sistema de gerenciamento de combate de alto desempenho, totalmente automático ou com mínima intervenção humana que ira reagir às ameças tanto de forma defensiva (utilizando soft-kill e hard-kill) quanto contra-atacando imediatamente utilizando o próprio canhão como arma.
    Para essa tarefa de contra-ataque de modo a interromper o ataque, se utilizará tanto os projéteis convencionais quanto mísseis lançados pelo canhão (LAHAT, Refleks, etc.), com precisão e alcance que equivale ao alcance dos mísseis antitanques.
    Se isso vai dar certo só o futuro dirá.

  28. Observadores aos postos, drones, sensores , meios de EW e contramedidas nos espectros correspondentes junto com disciplina e planejamento praticamente anulam toda essa parafernália tanto móvel como estática.
    Unica proteção deles é “ficar quieto”. No primeiro lançamento (contra um inimigo organizado e equipado) a nuvem da poeira , barulho de disparo , flash do propulsor – vão entregar posicionamento de lançador sem chance mínima de sair vivo.
    Estatística dos lançamentos ATGM contra alvos na Siria claramente indica um numero cada vez menor das situações favoráveis para este tipo de ataque.Hoje temos mais videos do exercito contra sandalheiros do que ao contrario e como era de costume um ano atras , por exemplo.
    Detalhe : os videos dos jihadistas servem como uma “prova do resultado” para receber a grana estabelecida para cada tipo do alvo.Assim os “patrocinadores” liberavam mais grana e equipamento.Por isto frequentemente é filmado dos pontos diferentes , com toda aquela gritaria ao Alá e com toda aquela qualidade da montagem.
    Um abraço!

  29. O Acig tem um relato interessante sobre os conflitos entre sírios e israelenses no Líbano, durante os anos 80. Os tanques israelenses já usavam ERA, mas ainda assim sofreram com grupos de infantaria anti-tanque e helicópteros. Imagine a coragem de um sujeito em atacar uma coluna blindada voando num Gazelle?

    Nas contagens parece que os grupos AT sírios atuando como “snipers anti-tanque” conseguiram acertar vários alvos, só que boa parte deles permaneceu operacional ou pode ser reparada. As perdas totais foram bem menores, atestando da resistência dos tanques.

    Mas os israelenses também se adaptaram. Forças especiais israelenses passaram a caçar os grupos AT, que tiveram perdas altas. Grupos de M-113 com Vulcans operavam contra os helicópteros atiravam em possíveis pontos de embosca. Até mísseis TOW foram usados contra esses grupos. Eles fizeram estragos, mas os custos também foram altos. só 15% dos grupos AT sobreviveu ao conflito no Líbano, poucos se rendiam. Eram corajosos, criativos e mostraram habilidades acima da média.

    fonte: http://www.acig.info/CMS/index.php?option=com_content&task=view&id=207&Itemid=0

    (tem umas fotos bem legais)

  30. Colombelli 26 de outubro de 2016 at 17:42
    Muito obrigado. Eu realmente pensava, como o Augusto, mas acho a sua argumentação muito convincente.

  31. Scub, os misseis de hoje tem alcance bem maior que o do canhão e também estão sendo usados por forças combinadas que irão ter meios de barrar drones e equipes em terra. Nenhuma arma opera sozinha. Então não é simples como afirmar que os grupos AT irão perecer invariavelmente. Tanto um lado quanto outro irão tomar suas medidas e ira haver baixas de ambos os lados. A questão é que um grupo AT morre 04 diabos e se perde um equipamento de 200 mil dolares. ambos reponiveis facilmente, ja do outro lado, haverá as mesmas 04 ou 05 mortes mas pessoal e equipamento são muito mais dificeis de repor.

    Por isso tenho dito que não vale a pena investir em carros caríssimos. Melhor ter mais quantidade deles. E deve tanto quanto possivel ser evitado o embate do carro com misseis modernos. Pra isso o Cmt blindado deve escolher judiciosamente o terreno, valer-se de reconhecimento em força, inclusive aéreo, ter morteiros e artilharia em condições de bater pontos, e atuar com infantaria de apoio. Jamais entrar em ambientes urbanos ou em condições de perda da mobilidade.

    Tanques são armas ofensivas taticamente, ainda quando inseridos em uma estratégia defensiva. Como bem disse o MBT, servem pra envolver, penetrar, cortar. Em ambiente urbano deveria ser usados pro cerco, não pra ação interna. E sua blindagem também como ja dito acima, serve pra defende-lo de armas mais leves. So se atacam posições mais fracas. O reconhecimento de cavalaria mecanizada e infantaria deve descobrir estes pontos que servirão de brecha, e onde a ação de meios de defesa como os misseis seja menos eficiente.

    O blindado não morreu apenas perdeu parte de seu campo de atuação. E a doutrina correta deve ser investir em meios com o básico do que se precisa e em grande quantidade, para que, depois das grandes perdas ainda se tenha o que operar para manter o “momentum” da ação. A ação de choque pressupõe a congregação fogo e movimento com, ação combinada de armas. Embora este videos esteja errado, pois não os leos chilenos em ação, aqui se pode ver a saturação de artilharia com granadas temporizadas e o avanço dos carros: https://www.youtube.com/watch?v=caOWT6I_Atc

    Ainda faltou a corina de fumaça sobre a posição inimiga. Carro parado é carro morto.

  32. AL,
    O MSS 1.2 é um míssil guiado por laser com alcance de até 3 km, exigindo uma equipe de tiro de pelo menos 2 infantes para o transporte e operação. O conjunto todo (tripé, sistema de mira, bateria, tubo com míssil, etc.) pesa uns 30 kg e só o míssil pesa 15 kg. Apto a neutralizar um carro de combate pesado.
    O ALAC é uma granada antitanque leve não guiada de curto alcance (300 m) com peso de menos de 8 kg, apto a neutralizar veículos com blindagem leve.

  33. Isso é nada.
    Este aqui é mais hilário, inclusive tem umas 4 pegadinhas com ATGM, inclusive do tubo descartável / reciclável…

  34. O campo de batalha está naturalmente aumentando sua complexidade. Assim, naturalmente o tanque é apenas um elemento anser considerado e tem sua serventia, não é a arma definitiva.
    Quanto a utilizar tanques mais leves e em maior quantidade para compensar sua diminuição de eficiência penso que isso só tem sentido se houver outras armas na batalha capazes de compensar isso.
    Lembro da guerra do yom kippur onde os T55 sírios em maior quantidade foram devastados pelo canhão Royal Ordnance L7 de 105 milímetros montado em Israel nos Centurion Mk V. Sem elementos para diminuir a desvatagem o tanque ficou exposto excessivamente.
    Nada é como antes.

  35. Só pra complementar meu comentário do dia 26 das 19:44 pode-se considerar mais dois tipos de mísseis antitanques.
    Um tipo que a gente poderia chamar de 4ª Geração, que é relativo aos mísseis que conseguem achar seu alvo por conta própria, sem aquisição prévia ou por meio de interferência humana. Como exemplo dessa 4ª G podemos citar: JAGM, SDB 2 (GBU-53), Brimstone, Longbow, bomba Opher, submunições Skeet, Sadarm, BAT, etc.
    E há um outro tipo de míssil que é os de curto alcance que utilizam um sistema inercial de navegação. Eles são uma transição entre as granadas burras (lança-rojão, CSR, etc.) e os mísseis. O sistema inercial permite que um motor foguete de sustentação seja utilizado após a granada deixar o tubo de lançamento sem que haja desvios da trajetória (provocados pelo vento, pela queima do propelente, etc.) . Isso possibilita que uma granada tenha alcances bem maiores (3 x maior) que as usuais granadas “burras”, sem que seja necessário custosos sistemas de mísseis guiados.
    O sistema inercial desses mísseis permite também calcular a posição futura de um alvo em movimento permitindo acertos em distância de até 800 m contra alvos com até 60 km/h. Basta que o atirador acompanhe a movimentação do alvo por alguns segundos de modo a inserir no microprocessador os dados referentes ao deslocamento do alvo. Esse sistema é chamado de PLOS (predicted line of sight). Exemplos desses mísseis são o NLAW e o Predator (FGM-172 SRAW).

  36. E os de 5º Geração? Esses serão os mísseis que acharão seus alvos sem designação prévia. Eles serão lançados numa área e ficarão vadiando até que encontrem alvos válidos por conta própria. Provavelmente terão seeker múltiplo e auto nível de IA.
    A rigor ainda não há nenhum míssil assim mas já houve tentativas na forma do LAM, do SMACM e do LOCAAS.

  37. Delfim,
    Eu imagino que esses mísseis que eu chamei de 5ªG (nunca li nada dizendo isso) devam ser mandado para vadiagem numa área em que só deve haver veículos inimigos. Ele conseguirá distinguir veículos de combate de veículos civis.
    Mas não duvido que possam até distinguir entre veículos amigos e inimigos utilizando reconhecimento de imagem baseado em imagem visual, IR e laser (LADAR). É o chamado “identificação da amigo/inimigo não cooperativa”, que faz uso de uma série de sensores e de alto nível de processamento.
    Vamos ver o que o futuro reserva.

  38. bosco123 4 de novembro de 2016 at 9:05
    A capacidade de distinguir aliados de adversários bem como civis de militares está no núcleo dos estudos que os EUA estão fazendo para desenvolver equipamentos militares autônomos. A partir do momento em que for possível fazer esta distinção com segurança será possível desenvolver equipamento militar totalmente autônomo.
    Existem, claro, questões morais e éticas em se desenvolver máquinas capazes de decidir se matam ou não seres humanos e há quem diga que isso pode ser perigoso (Stephen Hawking é contra o desenvolvimento de Inteligência Artificial). Mas o desenvolvimento de equipamentos bélicos pode ir neste sentido.

  39. Delfim Sobreira 4 de novembro de 2016 at 7:58
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    Acertaram um Mi-35 no solo com ATGM. Fotos e vídeos no Sistemas de Armas.
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    Dá para ver como são mal treinados os terroristas. Um péssimo investimento americano.
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    Qualquer outro teria mirado no Mi-8 repleto de soldados e a explosão subsequente ainda poderia destruir o Mi-35 e algum veículo próximo.

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