Ares, subsidiária da Elbit Systems, vai produzir Estações de Armas Remotas no...

Ares, subsidiária da Elbit Systems, vai produzir Estações de Armas Remotas no Brasil

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A REMAX é uma estação de armas estabilizada para metralhadoras de 12,7 / 7,62 mm para ser usada em veículos blindados e veículos de logística

A Ares, subsidiária brasileira da Elbit Systems, fornecerá às Forças Armadas brasileiras, estações de armas controladas remotamente (Controled Weapon Stations – RCWS) durante um período de cinco anos, apoiando vários programas de veículos blindados.

A empresa Aeroespacial e Defesa S.A. (“Ares”) anunciou no dia 8 de janeiro a adjudicação de um contrato-base do Ministério da Defesa brasileiro, no valor total de aproximadamente US$ 100 milhões, para fornecer RCWS de 12,7/7,62 mm ao Exército Brasileiro. As estações, denominadas REMAX, serão fornecido por um período de cinco anos. Uma encomenda de produção inicial, avaliada em aproximadamente US$ 7,5 milhões, foi recebida.

Estação de Armas REMAX

A REMAX é uma estação de armas estabilizada para metralhadoras de 12,7/7,62 mm que foi especificamente projetada pela Ares para atender às exigências do Exército Brasileiro como parte do programa VBTP. O sistema foi testado com sucesso em veículos Guarani 6×6 do Exército Brasileiro. A estação será usada em veículos blindados e veículos de logística utilizados em combate para transporte de tropas, patrulha de fronteira e missões de manutenção da paz. Alguns dos veículos brasileiros VBTP também estão armados com uma estação de arma maior com um canhão automático de 30mm.

Como principal subcontratada do programa Guarani, a AEL recebeu em 2011 um contrato-base avaliado em até US$ 260 milhões, para o fornecimento de torres UT30 BR de 30 mm não tripuladas às Forças Terrestres do Exército Brasileiro. O contrato exige que a UT30 BR da Elbit Systems seja instalada a bordo de centenas de VBTP Iveco 6×6. Um ano depois, em 2012, a empresa recebeu uma encomenda de US$ 25 milhões para o desenvolvimento e fornecimento inicial de estações de armas REMAX.

FONTE: Defense Update

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13 COMMENTS

  1. Se de fato elas custas cada uma centenas de milhares de reais fica a pergunta, o que ela agrega de muito mais do que um atirador humano? vale o custo benefício pra apenas uma metralhadora? Qual o valor de cada unidade?

    Se der 4×1 em relação ao blindado me parece mau negócio

  2. Colombelli 12 de janeiro de 2017 at 16:04

    Não seriam vantagens: o fato de ser uma estação de tiro estabilizada, remotamente controlada, o artilheiro não estar exposto a “chumbo quente”? Aparentemente a maior precisão de tiro economizará munição e tornará o uso mais eficaz. Além do que, algumas unidades estarão equipadas com canhão de 30mm.
    Parecem-me vantajosas estas possibilidades.
    Já, o 6×6 é só parte de uma família de blindados de transporte que, em princípio, contará outros modelos, inclusive um 8×8. Se é o melhor modelo de viatura blindada de transporte de tropas ou não, não sei, mas para já, é o que tínhamos.
    Saudações;

  3. Eu acho que a metralhadora de um VBTP tem a característica de efetuar tiro supressivo, que necessariamente não precisa ser preciso, pelo menos não na maioria das vezes.
    Já a consciência situacional fica prejudicada quando da utilização de uma estação de armas de controle remoto.
    Mas não sou contra que elas sejam adotadas. O ideal ao meu ver é ter uma mistura bem equilibrada de veículos com estações convencionais e de controle remoto.
    Só de curiosidade, acho interessante que os americanos estão fazendo que é adaptar um lançador de Javelin aos Strykers dotado de RWS.

  4. Quando num futuro próximo um veículo de combate tiver um sistema tipo o DAS do F-35, onde o operador tenha um uma visão de 360º projetado no seu visor e possa operar a metralhadora utilizando só o movimento da cabeça e mirar olhando para o alvo, aí sim essas armas de operação remota farão diferença e valerão cada centavo.

  5. Eparro valor de unidade que eu me referia é da estação de metralha não dos blindados. Em momento algum toquei no assunto da opção 6×6 ou 8×8 ou da adequação ou não do Guarani. Aliás, uma breve pesquisa aqui revelara que sou um dos maiores entusiastas do 6×6 e defensor do Guarani ( so o nome acho inadequado, deveria ser Urutu II).

    Quanto a estação, o bosco ja se antecipou na questão. O que a estação de agrega em precisão não vale os R$ 1.158.026,18 que ela custa. Com 03 delas se compra um Guarani. Se colocares uma delas e um blindado com atirador e fizer fogo verá que nas distâncias ordinárias de uso não dará muita diferença de precisão se o cidadão for medianamente treinado.

    Quanto ao risco de estar ali exposto. é bom lembrar que a metralhadora é usada em médias ou longas distâncias e as chances de acertarem um disparo no atirador em revide não são grandes, sobretudo porque a torre convencional adotada, que ja é uma fortuna de R$ 750.000, deixa muito pouco pra ser acertado. Ademais, um soldado perdido é a menor preocupação (palavra de um “soldado” da reserva). Há reservistas a disposição, 20 classes deles. Guerra é assim, cruel.

    Já 30mm, ai sim agrega, pelo peso do calibre.

    Eu concordaria plenamente com a adoção da REMAX por esta fortuna que estão cobrando ( o preço acima é o oficial) se ela tivesse um software que, com ajuda de um telêmetro, permitisse acompanhamento de aeronaves em alta velocidade e baixa altitude (realidade maior na AL), para fogo antiaéreo preciso, conceito este válido também para o canhão 30mm. E claro, se trouxerem a capacidade de visão noturna termal e designação de alvos aéreos.

  6. Colombelli 13 de janeiro de 2017 at 15:22

    Realmente Colombelli, o texto sobre o 6×6 e o 8×8 era para ter ido em outro sítio (que estava lendo), fiz uma “baita” confusão.
    Bem, entendi o que você expôs sobre o custo/benefício; embora ainda tenha algumas dúvidas, pois a grande maioria dos blindados para transporte de tropas possuem equipamento parecidos, talvez com maior grau de sofisticação, como as que você mencionou.
    Já, sobre a importância do soldado, não posso concordar jamais. O custo de treinamento, preparação e experiência adquirida não são substituíveis a médio prazo e muito menos a curto prazo. A história mostra que a substituição da soldados experientes sempre foi traumática e quando feita apressadamente resultou em estrondoso fracasso. Mesmo que “gente” possa ser considerada a peça de reposição mais abundante no mundo (e eu discordo disto), o valor da experiência precisa ser muito considerado e é de muita relevância. Não adianta muito você ter várias unidades de última geração, no estado da arte e não ter pessoal experiente em usá-las.
    Saudações

  7. Bosco Jr 13 de janeiro de 2017 at 12:06
    Colombelli 13 de janeiro de 2017 at 15:22

    Perfeito Bosco Jr., concordo. Entretanto, no nosso caso parece-me um grande avanço o artilheiro estar dentro e não fora da viatura. Se por um lado a consciência situacional fica prejudicada, por outro, como o tiro é supressivo e não necessita tanta precisão, parece-me que as coisas se compensam. Vejo vantagem, em um artilheiro protegido, pois pode sempre (ou na maioria das vezes) fazer um revide ao passo que um artilheiro exposto, pode nem ter tempo para reação.
    Meu pensamento é de um leigo absoluto, só faço suposições e tento aproveitar a experiência dos que tem experiência no assunto, daí, às vezes, ser persistente nos debates.
    Agradeço a consideração das respostas de vocês.
    Saudações

  8. EParro,
    Só lembrando que diferente do Colombelli minha experiência militar só não é menor que minha experiência com reatores de antimatéria. rssrs
    Para que se faça justiça, em relação à perda da consciência situacional no caso de metralhadoras montadas em estações de controle remoto, isso foi aventado pelo nosso colega Marine há uns 8 anos.
    Me lembro que ele não parecia ser muito fã dessa solução, pelo menos não em combate urbano, e nos brindou com essa característica peculiar desse tipo de arma.

  9. Bosco Jr 13 de janeiro de 2017 at 21:29
    Putz Bosco, falei no genérico, mas sei que sua área de atuação é outra (torpedos fotonicos, né?).
    Então, mas em combate urbano é que me parece mais crítica a exposição do artilheiro, pois existem paredes aos lados e telhados acima, o sujeito deve ficar num estresse medonho mesmo porque a arma tem rotação limitada e azimute mais limitado ainda.

  10. Colombelli 13 de janeiro de 2017 at 15:22

    O Exército Brasileiro informou que o pacote contratado inclui não só os equipamentos, mas também a manutenção dos conjuntos, ferramentas e treinamento. (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/01/1849935-militares-fazem-acordo-para-comprar-novos-blindados-ao-custo-de-r-63-bi.shtml).

    Características da torre REMAX Ares para metralhadoras de 12,7mm e 7,62mm:
    http://www.ares.ind.br/new/pt/download/remax.pdf

    Concordo plenamente que seja muito necessária uma viatura melhor equipada e mais adequada que a artilharia autopropulsada antiaérea Gepard.

    Entretanto, para uma viatura de transporte de tropas, para o Exército Brasileiro, na atual situação, parece-me bem adequado o Guarani com a torre REMAX.

    Saudações.

  11. Eparro, no caso do soldado atirador da .50, o treinamento é bem simples e não demanda muito conhecimento, Ou seja, a função não carece de pessoal muito especializado, e com pouco treinamento se consegue bons resultados. Eu formava este pessoal no 29 BIB. Logo, a reposição do pessoal é parte mais fácil e infelizmente na guerra a vida humana é apenas mais m fator que nem é o mais importante. Importante é a missão e a vitória ( infelizmente).

    Antes, quando tinhamos as primeiras versões do M-113 sem a torre e como ainda é no Urutu, onde não há proteção ao atirador da Mtr. realmente a missão é muito perigosa. E vale lembrar que a posição é usada na maior parte do tempo pelo Cmt do blindado para observação. A adoção na torre no M113 ja melhorou muito a questão da exposição e a torre simples do Guarani é ainda melhor. Não podemos ter por paradigma outros paises que tem recursos quase ilimitados para gastar e por sistemas eletrônicos nos blindados, com torres sendo operadas internamente. Para o nosso cenário esta ótimo a torre comum escolhida para o Guarani.

    A remax acho caríssima e de pouco resultado. Já a torre 30mm acaba compensando em alguma quantidade de blindados por conta do calibre, não pelo sistema de operação em si.

    Em combate urbano, as metralhadoras dos blindados são virtualmente inuteis e eles jamais deveria ser empregados neste ambiente, exceto para apoio de fogo mais distante e cercos. Pondo um blindado dentro de área urbana, seja torre externa ou interna, manual ou eletrônica, ele é um forte candidato a virar uma bola de fogo e a ser inutilizado até por um simples molotov jogado de um telhado.

  12. Colombelli 16 de janeiro de 2017 at 16:29

    Grato pela atenção Colombelli.
    Sob estes pontos de vista, fica mais claro o entendimento do custo/benefício e do melhor uso do equipamento.
    Este negócio de conflito urbano parece-me realmente complicado para a doutrina de blindados.

    Saudações

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