Tanques Leopard 2 mostraram-se vulneráveis em combate na Síria

Tanques Leopard 2 mostraram-se vulneráveis em combate na Síria

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Leopard 2 turco

A reputação do carro de combate alemão Leopard 2, que constitui o pilar das forças blindadas da OTAN, levou um duro golpe nos combates com militantes do Estado islâmico na Síria.

Pelo menos 10 dos 60 MBTs Leopard 2 foram destruídos durante uma tentativa turca de reconquistar a cidade de al-Bab estrategicamente importante do norte, localizada a apenas 15 milhas ao sul da fronteira turca, segundo relatos da mídia.

Os turcos desdobraram vários milhares de soldados na operação, que começou em setembro de 2016. Mas, apesar dos ataques aéreos feitos por aviões russos em apoio às tropas terrestres, eles não foram capazes de tomar a cidade em face de determinada oposição.

Várias dezenas de soldados turcos e aliados locais morreram no combate. O diário alemão Die Welt disse que pelo menos 10 Leopard 2 foram destruídos e muitos outros danificados na luta urbana nos arredores de al-Bab. Dizem que os rebeldes usaram tanto os mísseis anti-tanque russos Kornet quanto americanos TOW nos ataques contra os tanques alemães.

Os líderes da Turquia criticaram a administração Obama por não fornecerem apoio aéreo às suas unidades envolvidas na operação al-Bab.

O Leopard 2 de 60 toneladas, construído pela Krauss-Maffei da Baviera, está em serviço desde a década de 1980. Um total de 2.100 foram comprados pelo Exército Alemão, mas depois da Guerra Fria, cortes de defesa causaram uma redução acentuada em números, e apenas 325 unidades de uma versão modernizada atualmente permanecem no inventário das unidades Panzer do país. Cerca de 20 destes são do modelo A7 redesenhado e modernizado, mas muitos são modelos A4 anteriores – o mesmo usado pelo Exército Turco.

O vídeo abaixo mostra dois Leopard 2 turcos sendo destruídos por mísseis anti-carro lançados por militantes do Estado Islâmico.

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10 COMMENTS

  1. Nenhum carro é inexpugnável. A diferença é o que voce tem pra gastar. Ai nestes 10 carros foram ao menos US$ 40.000.000,00 ou seja, valor que daria pra comprar uns 170 Leopard 1A5 ou M-60.

    É o que tenho dito, hoje a balança prende pra defesa AC e investir em pesados CC é jogar dinheiro fora. Futuro é MBT sem tripulação, menores e mais baratos.

  2. Blindados parados dando bobeira em campo aberto com a silhueta exposta contra um céu claro. Aí é pedir pra levar um balaço na testa.

  3. Ate então temos um placar desastroso para turcos.
    Juntando Sabras (e outras caixinhas de papelão tipo Patton , Akinci, Kobra, Kirpi) podemos falar sobre colapso tático completo das forcas armadas pro-turcas.Nao é a toa que estão travados diante de Al-Bab enquanto forcas do Exercito Sírio cada dia estão chegando mais próximo e , na minha estimativa , vão tomar esta cidade antes de “verdes pro-turcos expulsos de Aleppo”.Bem feito. Voltando ao tema…
    Foram expostos mais que 10 casos sobre Leo (7 confirmados com localização e foto/video). Mas no total estão falando sobre 15 Leo’s seriamente danificados e/ou destruídos.
    Enquanto ate então existe somente hum(!) T-90 de Fatimujun destruído (ontem , sem Shtora ativa , levando dois ATGM , sem detonação , mecânico ferido ,tripulação abandonou a maquina) confirmado.Nas outras situações os T-90s foram reparados em campo e voltaram atuar.
    Vou checar no Lostarmour mas acho que os dados vão ser bem compatíveis.
    Lembrando que T-90 é bem mais baixinho que os concorrentes fica a duvida exposta pelo amigo Bosco. E ainda blindagem ativa. Sei la..
    Um abraço!

  4. Scub, esta bem visivel que a diferença resulta da posição tática adotada por cada lado. Quem ataca fica muito mais vulnerável, mesmo em vista de forças móveis de um lado e de outro.

    Bosco, isso no EB chama-se “dar sopa na crista”. Para que se tenha uma ideia do amadorismo da atitude, a primeira instrução de combate que é ministrada é a de observação e tem um módulo sobre aproximação e atitude em cristas expostas. Isso pro recruta. Imagina um tanquista. É um grave e crasso descumprimento de regra básica ficar exposto desta forma. Na escola tive esta instrução com o curso de cavalaria no campo do Atalaia e lembro até hoje.

    O bom do campo de batalha é que ele acaba sendo em certa medida justo e o darwinismo se manifesta em sua inteireza: erros são pagos com a eliminação.

  5. Sem duvida Colombelli!
    Mas o que chama atenção é a quantidade dos carros pro-turcos perdidos nas posições fixas! E obviamente o que estamos vendo é o resultado da incompetência e fraqueza tática generalizada.
    Como prometi verifiquei nas “fontes” : tem so mais um T-90 perdido (abandonado após falha na transmissão) uns meses atrás pela brigada de Hezbollah. E eles nao brincam no campo de defesa. Igualmente como os Tigres (basta ver a quantidade dos km quadrados liberados por eles).
    Um abraço!

  6. Senhores, quem sabe estejam sofrendo (agora, não mais) de um ataque supremo de arrogância? Talvez estejam achando-se muito superiores em capacidade e equipamentos, contra uns “terroristas” que não são um exército regular. Aí, pagam caro pela soberba.

  7. Me desculpem, mas o Leopard 2 não é “o pilar das forças blindadas da OTAN”; o posto pertence ao M1.

    Turco fazendo bizonhice em combate. Nada de mais. O MBT não tem culpa nisso.

  8. “…o pilar das forças blindadas da OTAN…”
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    O Main Battle Tank Leopard 2 está distribuído por vários países da OTAN, lembrando que ‘antigamente’ estavam concentrados na Alemanha Ocidental (1800) e Holanda (445). Hoje está, mais ou menos, assim:
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    • Canadá (Canadian Army): 82 Carros de Combate (42 2A4+, 20 2A4M CAN e 20 2A6M CAN), 12 ARVs (blindado de recuperação e socorro) e 18 AEVs (Veículo Blindado de Combate de Engenharia).
    • Dinamarca (Royal Danish Army): 57 Leopard 2A5DK (iguais ao Leopard 2A6 sem o canhão L55) and 6 Leopard 2A4 (para usar as peças).
    • Alemanha (Deutsches Heer): chegou a operar 2.125 Leopard 2s, mas hoje alinha apenas 328 Leopard 2s A6, A6M e A7.
    • Holanda (Koninklijke Landmacht – KL): chegou a operar 445 Leopard 2s, chegando a converter 188 para o padrão 2A6, mas hoje mantém apenas 16 em estoque e 18 em um ‘mísero’ esquadrão em um batalhão alemão.
    • Noruega (Norwegian Army): 52 ex-holandeses Leopard 2s A4.
    • Polônia (Wojska Lądowe): foram adquiridos em 2 (dois) lotes um total de 142 Leopard 2A4 e 105 Leopard 2A5, distribuídos em 2 (duas) Brigadas de Cavalaria Blindada (10ª e 34ª) com 116 Leopards cada uma. Curiosamente – ou talvez sabiamente – os poloneses continuam operando versões modernizadas do T72 (algo como 230 PT-91 “Twardy” e 550 T-72 “Jaguar”), metade estocada na reserva.
    • Portugal (Exército): 37 Leopard 2A6 ex holandeses.
    • Espanha (Ejército de Tierra): 327 Leopard 2s, sendo 108 ex alemães 2A4 e 219 novos 2A6+ (Leopard 2E) de fabricação espanhola. A quem interessar possa os Leo 2A4 estão disponíveis para negociar.
    • Turquia (Türk Kara Kuvvetleri): 354 (agora menos 10…) Leopard 2s na versão A4.
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    OTAN alinha cerca de 1.500 Leopard 2s, sendo que em torno de 680 nas versões A6, A6+ e A7, distribuídos por 9 (nove) países.
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    Outros países europeus, que não fazem parte da OTAN, mas se alinham com o ocidente, também operam Leopard 2s.
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    • Áustria: 114 Leopard 2A4s ex holandeses;
    • Finlândia: operou 124 Leopard 2A4s do excedente alemão, mas a maioria está na reserva ou transformado em outra coisa diferente de MBT. Atualmente adquiriu da Holanda 100 (uma centena) de Leopard 2A6s.
    • Suécia: opera 120 Leopard 2s modernizados, chamados de Strv122.
    • Suíça: chegou a adquirir 380 Leopard 2A4s, designados localmente de Panzer 87, sendo que apenas 134 foram modernizados para linha de frente.
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    São mais 464, quase meia centena, de Leopard 2s nos países europeus fora da OTAN.
    Na Europa (somando a Turquia) são quase 2.000 Leopard 2s na linha de frente europeia, dos mais de 3.000 fabricados.
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    O M1 Abrams, por sua vez, é usado na OTAN apenas pelos EUA, Army e Marines, tendo estacionado durante a Guerra Fria cerca de 3.000 tanques com o 7º Exército na Europa. Mas hoje são muito menos blindados (e tropas) no USAREUR (US Army, Europe), talvez cerca de 1.000.
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    Entretanto, os Abrams do US Army devem lutar como uma força coesa, diferente dos Leos espalhados por vários exércitos nacionais.
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    Em uma visão conciliatória podemos dizer que a força blindada da OTAN tem no Leopard 2 o pilar europeu, sendo o M1 Abrams o pilar atlântico.
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    Em tempo.
    França e Inglaterra possuem forças blindadas pequenas, mas modernas, com Carros de Combate Principal indígenas, armados com canhões de 120mm.
    – Armée de terre: Leclerc, de 55 toneladas, armados com canhões GIAT CN120-26/52 120 mm, sendo 200 na ativa e 206 na reserva, além de 18 ARVs (armored recovery vehicule).
    – British Army: Challenger 2, de 69 toneladas, armados com L30A1 120 mm rifled (raiado), com 408 produzidos, mas apenas 227 (ou 226) em serviço.
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    Forte abraço,
    Ivan, o Antigo.

  9. Vale lembrar que os hussitas queimam M1 com a mesma (ou ate maior) facilidade pois semiguerreiros sauditas podem tranquilamente competir com os turcos no jogo “quem perde mais”..
    Um abraço!

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