Home Defesa Antiaérea Sistema THAAD na Coreia do Sul pronto para derrubar mísseis, diz Seul

Sistema THAAD na Coreia do Sul pronto para derrubar mísseis, diz Seul

2564
7
THAAD

O sistema de defesa de mísseis dos Estados Unidos THAAD está operacional na Coreia do Sul e pronto para derrubar mísseis da Coreia do Norte, disse o Ministério da Defesa de Seul na terça-feira.

Mas o anúncio vem num momento em que mais ativistas sul-coreanos estão pedindo uma revisão do deslocamento precipitado do THAAD na semana passada e depois de comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, sugerindo uma revisão dos acordos de repartição de custos, que irritaram os sul-coreanos.

A agência de notícias Yonhap noticiou que o porta-voz do ministério de defesa de Seul Moon Sang-kyun confirmou declarações precedentes a respeito de THAAD.

Moon disse que é capaz de “confirmar que o equipamento atualmente instalado pode ser usado para demonstrar capacidades iniciais [operacionais] com relação às ameaças nucleares e de mísseis da Coreia do Norte”.

O Ministério da Defesa também disse que não haverá renegociação dos pagamentos do THAAD, uma declaração que foi reafirmada anteriormente pelo Secretário de Segurança Nacional dos EUA, General H. McMaster, no domingo.

“O que eu disse à nossa contraparte sul-coreana é até qualquer renegociação, que o negócio está fechado, vamos aderir à nossa palavra”, disse McMaster.

Uma reportagem para a rede de televisão sul-coreana JTBC, no entanto, aponta que o acordo de partilha de custos sobre o THAAD pode mudar se for combinado com outras questões.

O desdobramento do THAAD é atualmente detalhado como um custo de manutenção de tropas dos EUA na península, que é coberto pelo Exército dos EUA por Artigo V do Acordo de Status de Forças com a Coreia.

Mas se o THAAD for redefinido como uma “arma separada para a defesa da península coreana”, esse acordo poderia mudar, de acordo com a reportagem da imprensa sul-coreana.

Alguns analistas em Seul recomendaram soluções alternativas, incluindo uma instalação mais independente da mesma defesa antimíssil, que também poderia mitigar a preocupação chinesa com a vigilância dos EUA, informou o jornal local Munhwa Ilbo nesta terça-feira.

O sistema THAAD custa até US$ 1 bilhão, um número que Trump mencionou em seus comentários na semana passada.

Pequim emitiu um aviso novamente na terça-feira e disse que “medidas necessárias” poderiam ser tomadas em resposta ao THAAD, de acordo com a agência Yonhap.

FONTE: UPI/Yonhap

7 COMMENTS

  1. Nao existe um “radar” que emita ondas que possam atrapalhar os radares inimigos ???
    Uma interferencia eletrica que possa fazer uma “barreira”…
    existe ??

  2. Wolf,
    O que você está descrevendo são os sistemas ativos de interferência eletrônica. Eles existem! Não são propriamente “radares” porque não têm receptores já que só emitem. Um sensor reconhece em que frequência o radar inimigo está operando e emite naquela mesma frequência mas de modo a saturar o receptor do radar alheio. Claro, saturar de energia é uma das formas, mas há formas mais sutis de interferência.
    Se você se refere à possível bisbilhotice do radar TPY-2 nos testes chineses, fica difícil dos chineses implementarem esse tipo de recurso já que o radar americano opera na banda X e a interferência tem que ser igualmente em banda X e ela não faz curva. Ou seja, não teria como do chão um interferidor chines interferir no radar americano em território sul-coreano devido à esfericidade da Terra. E mesmo que fosse possível fazê-lo de uma aeronave de interferência (acho que da China para a CN é muito longe para isso) seria considerado uma agressão aos americanos por parte dos chineses já que um ataque é um ataque mesmo que seja “soft” e não letal.
    O radar TPY-2 do sistema THAAD pode até ter potencial de bisbilhotar foguetes chineses mas só depois que eles estão já muito altos e aparecem no horizonte radar. Eu particularmente acho isso uma besteira dos chineses que só estão dando uma de vitimistas pra não perderem a prática.

  3. Um país vizinho e potencialmente hostil desenvolve um programa intenso de foguetes balísticos e de armas nucleares e o vizinho não pode tentar se proteger com um sistema antimíssil? Ora! Isso não tem lógica. Se os chineses não querem que a CS tenha um radar de longo alcance capaz de penetrar no espaço de seu país e observe os testes de seus mísseis balísticos então que cobre do seu cão raivoso que pare de ameaçar o país vizinho com mísseis balísticos e armas nucleares.
    Simples assim.
    Os chineses podem até alegar que bastariam aos sul-coreanos ter o sistema Patriot PAC-3 para servir de barreira a mísseis táticos e de curto alcance (máximo de 1000 km de alcance), mas ninguém pode tirar o direito dos sul-coreanos de tentar se proteger com um sistema multi-camadas e ter um míssil mais capaz.
    A Coréia do Sul vai se complicar se os norte-coreanos concluírem seu programa de SLBMs. Aí a cobra vai fumar. Nesse caso complicaria muito a defesa e os sul-coreanos iriam precisar de um sistema multicamadas realmente efetivo, que teria que incluir também o SM-3. Sem falar que a Coréia do Sul iria também querer basear sua defesa na dissuasão nuclear e muito pouco provável que confiaria plenamente na capacidade americana. Eles irão querer ter também a “bomba” e não lhes falta expertise para tal. Só não lhes interessa. Ainda!!!
    Vale salientar também que o programa de mísseis balísticos e de cruzeiro sul-coreano é bem amplo e avançado.

  4. o jeito mais fácil entao seria a China usar seus “operadores” locais na Korea para sabotar o Thaad…(vide o que os franceses/americanos fizeram em Alcantara)
    A China alega que com esse radar, todas as suas manobras militares(exercito, Forca Area, teste de misseis) seria detectadas pelo Thaad….

  5. Wolf,
    Mas só se for na Coréia do Sul porque a fronteira da Coreia do Norte está muito longe da posição do radar TPY-2 (pelo menos a 130 km) para estar na linha de visão de um sistema de interferência situado na CN. Dentro da Coréia do Sul é difícil acreditar que “espiões” infiltrados possam utilizar um equipamento de ECM de forma impune.
    O radar TPY-2 não é do tipo OTH e portanto não tem como monitorar o espaço aéreo da China. O máximo seria monitorar o espaço aéreo acima de uns 10 km de distância nas regiões próximas da fronteira da China com a CN, que fica a uns 450 km do sítio do sistema THAAD.

  6. Corrigindo amigo Bosco (um pouco 🙂 ) .
    Seria possivel monitorar o espaço aéreo acima de uns 12 km se considerar distancia ate a fronteira como 450km.
    Um grande abraço!

  7. Caramba…
    mas acho que num futuro bem próximo a China venha a desenvolver uma espécie de escudo, com radares em terra e satélite no espaço… fazer uma barreira eletrônica em certas regiões… nao duvido nao… isso se ja nao tiver algo parecido…
    isso ta ficando melhor que o jogo WAR…

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here