Curso de Artilharia da AMAN realiza exercício em Santa Maria

Curso de Artilharia da AMAN realiza exercício em Santa Maria

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Resende (RJ) – No mês de maio, o Curso de Artilharia da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) realizou a Escola de Fogo 21, de Regulação Percutente e Tempo, e o batismo de fogo dos novos integrantes da Arma de Artilharia.

A semana de atividades desenvolveu-se no Centro de Adestramento e Avaliação – Sul (CAA-Sul), nas instalações do Simulador de Apoio de Fogo – Sul (SIMAF-Sul) e no Campo de Instrução de Santa Maria. O Exercício teve a finalidade de proporcionar aos cadetes informação sobre tradições e evolução da Arma dos fogos densos, largos e profundos.

No mesmo período, os cadetes do 2º ano tiveram a oportunidade de saber um pouco mais sobre seu Patrono, o Marechal Emílio Luiz Mallet, no 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado, onde também conheceram o aquartelamento e o Memorial Mallet.

Encerrando o Exercício, os cadetes tiveram a oportunidade de receber informações e visitar as instalações do Centro de Instrução de Blindados, vetor de transformação da Força Terrestre, que oferece diversas oportunidades de cursos e estágios para oficiais e sargentos.

No percurso realizado até a cidade de Santa Maria, os “calouros” de Artilharia puderam conhecer outras organizações militares na Guarnição de Cruz Alta (RS), onde foram recepcionados pelo Comando da Artilharia Divisionária da 3ª Divisão de Exército, pelo 29º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado e pelo 27º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC). Destaca-se, também, as passagens pelo 28º GAC, na Guarnição de Criciúma (SC).

FONTE: EB

24 COMMENTS

  1. Tá passando da hora desse obuseiro AP ser aposentado. E poderia levar junto o M-114.
    Sem querer ser muito otimista essas peças poderiam ser substituídos pelo M-777 e pelo canhão AP Hawkeye. Pra variar poderíamos pelo menos uma vez na vida adquirir equipamento novo e em estado da arte.
    http://www.armyrecognition.com/images/stories/north_america/united_states/exhibition/ausa_2016/pictures/Hawkeye_AM_General_lightweigh_howitzer_105mm_AUSA_2016_association_US_army_exhibition_Wasington_DC_640_002.jpg

  2. Respondendo ao Bosco, saiu em algum boletim do Exército deste mês de maio uma portaria com a desativação das VBC OAP M108. O EME ainda vai definir o que fazer com os M108, conforme mesma portaria.

  3. Pessoal, este equipamento ainda está em ótimo estado de conservação e a deficiência é o alcance. Um tubo mais longo e alteração do mecanismo da culatra e amortecimento ia ser uma boa. Eles ainda estão em uso em Uruguaiana, Santa Maria e no PR, com 48 unidades.

    Dois destes grupos receberão os M-109 novos ( Santa Maria, o Mallet, e no PR) e e o outro de Uruguaiana, farão o que?

    Já os M-114 são 05 grupos, sendo o de Cachoeira do Sul com 18 peças. Ou seja, seriam 66 pelas a substituir. Um M-777 a 3 milhões de dólares não será alternativa.

    Teremos de buscar os M-198 ou Soltan M-71 para substituir se mantidos autorebocados. Eu faia isso e passaria os M-114 para 05 unidades que hoje operam o M-101.

    Outra alternativa seria adquirir mais L-118, ainda que de segunda mão, para substituir os M-101. Um novo sai faixa de 1,8 milhão de dólares.

    Temos 11 grupos operando o M-101 e 5 operando o M-114 que carecem de substituição urgente. Material é robusto e cumpre missão, mas é um fiasco estarmos operando artilharia da segunda guerra mundial ( um dos motivos pelos quais jamais teria optado pela artilharia quando estive na ESA).

  4. O que fazer com os cascos redundantes das viaturas blindadas M-108, antes de vende-los ao ferro-velho:
    a) radar de contra-bateria móvel blindado e autopropulsado, americanos e suecos possuem o radar.
    b) radar de defesa anti-aérea blindado e auto propulsado, aqui poderíamos usar os radares da Bradar, Saber M-60 ou uma antena do Saber M-200, com varredura mecânica em deriva.
    c) posto de observação de artilharia avançado blindado e autopropulsado.

  5. Poderíamos trocar os obuseiros M-101 pelo L-118/M-119 e aplicar um upgrade nos M-114, trocando o cano, culatra e mecanismo por um kit de conversão para 39 calibres.

  6. Chokoeater, não vale a pena modernizar os M-114. Há kit sul coreanos, mas conseguíramos M-198 por preço bem menor e mais recentes tecnologicamente.

  7. Bosco, acho que pela deficiência de material do EB o mais correto era trocar o tubo e culatra para 155 e moderniza-los do mesmo padrão dos 109.

  8. Ádson,
    Eu acho que isso ficaria muito caro. Seria colocar a torre do M-109 no M-108.
    O que acho ideal é termos somente obuseiros de 155 mm (AP e AR) e substituir todo o resto (com exceção dos L-118) por morteiros de 120 mm.
    Se formos pra ter um obuseiro AP de 105 mm que seja num chassi aberto, sobre rodas, leve, como o que citei, o Hawkeye. Mas acho até isso dispensável desde que tenhamos uma boa dotação de morteiros pesados AR e AP.
    O Chokoeater citou algumas funções alternativas para os chassis do M-108 e eu colaboro com a sugestão de transforma-lo em um veículo porta-morteiro de 120 mm.

  9. Os chassis de M 108, estão ótimo estado, é possível aproveita-los como veículos de apoio, de socorro, de comunicações e engenharia.
    De resto, os M 114 já eram para ter virado matéria prima na siderugica, pode ser que agora venham os M 198.

    g abraço

  10. Bosco, olha para o Sueco Archer de 155mm, tecnologia é isso, o Brasil já tem relação com este país, não será difícil negociar, e seria o estado da arte.
    Abraços

  11. Renan, concordo plenamente, já escrevi muitas vezes sobre o Archer, mas alguns insistem em comprar dos corsários, o Archer poderia muito bem ser incluído no pacote. M-198 seria um sonho, se vierem já estamos no lucro. M-777 só se a corrupção no Brasil acabar, então, nem sonhando…

  12. Os sistemas ATMOS e CAESAR também seriam interessantes. Mas são bem carinhos.
    Existe ainda um sistema sul coreano que monta o M-101 sobre um caminhão 5 ton.
    E um outro vietnamita que monta antigos obuseiros M-102 sobre caminhões russos.
    Aliás em se tratando de artilharia AP sobre caminhões, há para todos os gostos e bolsos.

  13. O Archer é o que há de melhor. Mas tanto ele quanto o Cesar ou o Atmos esbarram no preço, é uma facada. O Ceasar é 7 milhões cada um. Co o valor de uma bateria ( 04) trocamos toda a artilharia 155 de m-114 por m-198.

    Os sistemas 105 sobre veiculos de rodas so agregam talvez a entrada em posição mais rápida, mas pecam no alcance, muito inferior ao L-118. Se o Brasil quer manter o 105mm que seja este. So dois grupos hoje operam o L-118. Tem 11 com M-101 para serem trocados.

    A troca pelo morteiro ja foi aventada, mas nem toda missão que o obuseiro cumpre o morteiro supre e pra ter alcance igual so com munição assistida e carga máxima o que conspira contra a durabilidade. As duas unidades de artilharia de selva tem uma bateria de morteiros.

  14. a questão agora é: O que irá operar o 22 GAC de Uruguaiana, unica unidade que ainda teria os M-108 depois da vinda do novo lote de M-109?

  15. Não falo nada de preço proibitivo, pois com cifras bilionárias que foram descobertos na lava jato, se tem para roubar tem para comprar equipamentos, faça uma pressão pública e uma maior pessoalmente ao presidente, e ele ficara com tanto medo de um golpe que comprara tudo o que quiser.
    Toda véspera de eleição tem um dinheiro q6e aparece do nada para garantir apoio e votos, tenho certeza que se o exército for abil politicamente, tera uns 10 bilhões liberado para gastar, mas se for cachorrinho treinado, ficara com migalhas para comprar combustível e olha lá.
    Acher é uma boa oportunidade e poderia vir a ser facilmente acordado nos modelos do gripen.
    Seria um salto tecnológico e de dissuasão.
    Abraços

  16. O Archer não é um produto da Saab, mas de Bofors (BAE Systems Bofors), Volvo e Kongsberg Defence & Aerospace.
    Pesando 30 ton, não é portado nem pelo KC-390 e nem pelo C-130.
    Neste quesito o Caesar da Nexter sobre chassis Unimog U2450L ou Sherpa 6 X 6 é mais adequado.

  17. Eu acho o Archer um exagero. A artilharia moderna ocidental deveria ser baseada em:
    – obuseiro de 155 mm AP sobre lagartas com cabine blindada;
    – obuseiro de 105 ou 155 mm AP sobre rodas sem cabine;
    – AR de 105 ou 155.
    Pra mim só o primeiro tipo (AP de 155 mm cabine blindada sobre lagartas) é que deveria ser provido de carregador automático de alta complexidade, além claro, de alta mobilidade tática. Os outros dois tipos deveriam utilizar sistemas mais simplificados e prezar pela alta mobilidade estratégica (estradas asfaltadas e via aérea), ficando o terceiro tipo (AR) ainda passível de transporte por helicóptero. Sem muita invenção!!
    O Archer é sem dúvida um belo sistema de armas mas que está num ponto fora da curva, sendo um verdadeiro Frankenstein, e deve ser bom mesmo só para os suecos.

  18. E por que não mobiliar, em Boa Vista (RR), com algumas unidades desses M-108?
    .
    Sei lá, mas com o restante de M60 ATTS (que já teve um teste de mobilidade por lá), alguns M-113 modernizados e esses M-108, poderia ser uma sobrevida interessante e ainda aumentar a capacidade de combate na fronteira noroeste brasileira, especialmente em tempos complicados na Venezuela.
    .
    Só acho.

  19. Este é um ponto que salta a vista Wellinton. Dá pra criar algo lá em RR com o que ja temos e que teria bom poder de dissuasão.

  20. Bem! Se não temos dinheiro, porque não adquirir sob licença algo com o Palmaria dos italianos e fabricá-los? manter os L118 também está de bom tamanho se adquirirmos mais alguns. A ideia de padronização seria o mais aconselhável,(105, 120 ou 155mm)?Estamos esquecendo do sistemas Astros 300, 600… terra-mar, naval e mais nossa AA como ficam?

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