Brasília (DF) – O Exército Brasileiro está substituindo de modo gradual o armamento mais utilizado pelos seus efetivos. A fim de atender às necessidades operacionais da Força Terrestre, o Fuzil IA2 sucederá o Fuzil Automático Leve (FAL 7,62) como dotação de suas tropas.

Primeiro fuzil com tecnologia 100% nacional, o armamento tem diferenciais de qualidade, como o peso inferior ao do FAL, ergonomia do punho, maior capacidade do carregador e possibilidade de fixação de acessórios diversos, como optrônicos. O calibre do novo armamento é o 5,56 mm, sendo que uma nova arma da mesma família encontra-se em fase de testes, com calibre 7,62 mm. O IA2 está sendo produzido pela Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), em Itajubá (MG), com investimento no projeto da ordem de R$ 50 milhões.

O novo fuzil atende aos requisitos estabelecidos pelo Exército para sua adoção como armamento padrão. O IA2 atira nos regimes automático, semiautomático e de repetição, para lançamento de granadas de bocal, com cadência de 600 tiros por minutos.

Em sua fabricação, foram utilizadas novas tecnologias, conceitos e materiais poliméricos, mais leves, ergonômicos e de melhor maneabilidade. Seus trilhos picatinny, dispostos em toda a superfície superior da tampa da caixa da culatra e em todas as faces do guarda-mão, permitem a acoplagem de dispositivos, como lanternas táticas, apontadores laser, lunetas de visada rápida, lunetas de visão noturna ou lunetas de precisão, punhos táticos e lançador de granadas.

O IA2 já está sendo empregado em diversas organizações militares pelo Brasil e foi, inclusive, utilizado pelo Exército na segurança de grandes eventos, como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Programas Estratégicos, como o Sistema de Monitoramento Integrado de Fronteiras (SISFRON), também contemplam a utilização do novo fuzil pela tropa. Da mesma forma, o 26º Contingente Brasileiro da Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (MINUSTAH), efetivo que encerrará a participação brasileira na missão de paz, emprega esse armamento.

Dados técnicos:

  • Calibre: 5,56 x 45 mm
  • Capacidade do carregador: 30
  • Raiamento: 6 à direita
  • Peso (sem munição):3,38 Kg
  • Comprimento (coronha aberta/fechada): 850 mm/600 mm
  • Comprimento do cano: 330mm (350mm com quebra-chama)

SAIBA MAIS:

68 COMMENTS

  1. Uma pena que retiveram a coronha comprida demais, a-lá FAL, que causa a tropa brasileira cultivar o costume de empunhar a arma segurando no carregador. Isso se enraizou tanto nos brasileiros que alguns juram de pé junto que é o jeito correto de se segurar o fuzil estando de pé.
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    Embora alguns se incomodem demais com o visual da arma e ausência de algumas amenidades modernas, eu me preocupo mais com a confiabilidade dos mecanismos internos da arma. Se esses se mostrarem eficientes, o resto é coisa fácil de resolver com o tempo, basta vontade e um pouco de dinheiro.

    De imediato eu encurtaria a coronha um pouco e modificaria o mecanismo de fechamento da mesma, que flexiona quando se dispara a arma, ambos os aspectos que prejudicam a precisão da arma. Depois uma modificação no botão de ejeção do carregador (com o dedo indicador) que está duro demais, segundo ouvi por aí e terceiro uma simples modificação no seletor de tiro, para deixá-lo ambidestro. Por ultimo, uma pequena modificação numa das molas que pode voar ao desmontar a arma, tornando-a autocontida e pronto.

  2. A capacidade de produção da IMBEL segundo o Coronel Delcio Sapper, chefe da fábrica, é de 20 mil fuzis/ano e que pode ser aumentada a cadência de produção se for pedido.
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    Em 2012 EB encomendou 1.500 unidades e em 2013 mais 20 mil unidades. Não sei qual é a quantidade entregue às unidades do EB hoje. Sei que serão ou foram entregues entregues à Brigada de Operações Especiais, a Brigada de Infantaria Paraquedista, as Brigadas de Infantaria de Selva e unidades de Caatinga.
    Segundo o General de divisão Aderico Mattioli ele deixa claro que esse lote inicial do IA-2 será entregue a tropa e com a experiência desse lote inicial, serão aplicadas modificações para aprimoramento da arma. Lembrando que o M-16 foi entregue as FFAAs dos EUA em 1962 no Vietnam e seu modelo modelo final, após vários problemas ocorridos como travamento do ferrolho, aquecimento demasiado do cano e outros, ficou pronto somente em 1968 e este ficou classificado como M-16 A1.
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    A BM também pretende adota-lo e há lotes em testes mas também não tenho informação das quantidades encomendadas ou entregues.
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    FAB – Não tenho notícias de que estão testando o IA-2
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    A ROTA da PMSP irá adotar a carabina CA IA-2 e foi feito um pedido para 500 unidades
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    Outras forças policiais pelo país adotaram o CA IA-2 também mas não há informações confiáveis de números encomendados nem unidades que estão utilizando o armamento.

  3. por que não compraram um fuzil ja em uso ???
    por que temos sempre que aceitar esse lixo nacional ??? ja não basta aquela merd#@%@^ das pistolas .40 da taurus que disparam sozinhas, isso quando dispara…
    alguém ganhou com esse novo fuzil da imbel, e não foi o soldado… pode ter certeza…

  4. Engraçado. Não costumo comentar postagens, mas já estou cansado de ler tanta reclamação. Um vem e reclama que o Brasil não tem industria de defesa que compra tudo de fora e de segunda mão. Ai vêm outro e mete a língua nas poucas iniciativas que ainda existem, mesmo após o Gonçalo Jr 14 de julho de 2017 at 16:20 ter listado alguns dos problemas com a criação do M16.
    Sei que problemas existem e que os mesmos devem ser evidenciamos, mas só dizer que não presta e comprar e de fora nunca vai mudar nada! Tem sim que desenvolver o que puder. Mas veja bem, eu disse “desenvolver” o que muito mais do que criar algo e nunca mais alterar.

  5. BENJAMIM MENDES JUNIOR 14 de julho de 2017 at 16:51
    O problema é que realmente o IA-2 não tem certas modernidades e soluções que foram adotados há pelo menos 20 ou 30 anos até. Um deles é o IA-2 não ter a alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho como no caso do AK47 e do “retém safa panes” no M16 que força o trancamento do ferrolho.
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    O FN FNC que substituiu o FAL possui um novo mecanismo de ferrolho rotativo ao contrário do ferrolho basculante de seu antecessor e também a alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho resultado do feedback obtido dos campos de batalha.
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    Vários fuzis adotam a alavanca de manejo solidária ao transportador do ferrolho como solução para as panes de não trancamento correto devido ao acúmulo de lama ou areia ou falta de manutenção, como o AK47, AR18, FN FNC, SIG 551, HK G36 e FN SCAR.
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    Insisto. Soluções há muito tempo conhecidos não foram adotadas no IA-2 e espero que isso esteja nas pranchetas dos engenheiros da IMBEL. Há também outros pormenores como os que o
    Clésio Luiz 14 de julho de 2017 at 15:55 citou acima.
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    Resumindo: A IMBEL precisa melhorar o projeto do IA-2 para ele se tornar realmente um fuzil moderno pois milhares de fuzis travando no campo de batalha fará sim a diferença entre vitória e a derrota e a morte de seus operadores.

  6. Wwolf22.

    O preço unitário do fuzil IA2 se situa na faixa dos R$ 5500,00

    Enquanto isso, o exército do EUA pagou cerca de US$ 650,00 por cada unidade do fuzil M-4 em um lote adquirido nos idos de 2013.

  7. W.K. 14 de julho de 2017 at 17:25
    Correto. Mas o problema no Brasil é o alto custo de mão de obra (CLT) que temos e os impostos. Tudo praticamente DOBRA e em alguns casos até TRIPLICA em realção aos produtos fabricados em outros países. Este é um dos motivos que nossa indústria naval, por exemplo, está como está e e esteve no passado também.
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    O Comando de Operações Especiais do Exército dos Estados Unidos (USSOCOM) vai está substituindos os fuzis M16, M4, M14 e M21 pelo FN SCAR . Seu custo é estimado entre US$ 650 e US$ 800 dólares.

  8. Gonçalo,

    A CLT não pode ser a razão já que os salários em regra são bem menores aqui no Brasil. Provável que a tributação burra sobre o consumo e produção seja um fator muito mais determinante.

  9. Quando estava na ativa no 13º bib Ponta Grossa PR, o fuzil usado pelo batalhão era o FN FAL importado da Bélgica um ótimo fuzil muito superior ao FAL usado por outros batalhões que era de fabricação nacional acho que por essa IMBEL que engasgava e vermelhava o cano.
    Eu não trocaria o meu velho FN FAL Belga Por esse IA2 5,56 Calibre de espingarda de pressão.
    O US ARMY vai adotar em breve um calibre superior ao 5,56 isso devido a experiencias negativas com o 5,56.

  10. Vai substituir o que se ele sequer está pronto e ainda apresenta varias falhas, inclusive explodindo na mão do operador?

    Sequer se decidiram se o ferrolho da versão 762 vai ser rotativo ou basculante, e esse ainda é MAIS PESADO QUE O PARA-FAL.

    A verdade é que esse nem deveria ser o projeto, o IA2 só é baseado no FAL porque a IMBEL não tem maquinário pra fazer algo diferente. Quero ver é convencer a marinha a trocar o m16 e a FAB a trocar os Sig por isso

  11. BENJAMIM MENDES JUNIOR 14 de julho de 2017 at 16:51
    Eu tbm não entendo todas essas criticas se comprase – mos de outra nação iam dizer por que não fabricarmos em solo nacional, já que a mais de 72 não nos envolvemos em guerras. Claro que tem problemas concordo que devem ser solucionados com o tempo, mas será que é praticamente um lixo em comparação com o fal, usados que tinhamos até então da década de 60. Em uma nação que se investe tão pouco em Ciência e Tecnologia e Inovação não a que se esperar algo tão inovador e superior ou igual de paises que investem mais.

  12. Bom tenho amigos na aman que juram de pe junto que preferem o mosquefal. Tem que ver o que ta na ficha técnica e o que está no gosto do operador.

  13. João Augusto e Gonçalo.
    CLT basicamente dobra o custo da mão de obra. Se o brasileiro ganha a metade do estrangeiro, fica elas por elas.
    Acho que o problema é a Imbel ser estatal e a falta de concorrência. A produtividade deve ser baixíssima e podem cobrar o preço que for que os compradores não tem opção e vão ter que pagar. Inclusive a qualidade pode ser ruim, que será comprado mesmo assim.
    PS: não estou opinando contra o fuzil, pois não entendo do assunto. Só estou explicando porque ele é caro.

  14. Provavelmente a Imbel vai apresentar a versão A3 pra corrigir as falhas do A2, o problema é que um IA3 já era pra ontem
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    BENJAMIM MENDES JUNIOR 14 de julho de 2017 at 16:51
    Independente do que aconteça, sempre vão aparecer pessoas para criticar. Mas quando se tratar de algo bem feito, as críticas são bem menores. O ASTROS 2020 é um exemplo, nunca vi críticas sobre ele, muito pelo contrário, no caso do IA2 a maioria não fala mal por falar, somente fechando os olhos para não ver os problemas dele

  15. Gonçalo Jr 14 de julho de 2017 at 17:22

    Bem, não entendo nadica de nada de fuzis, mas e este “lance” de trancamento rotativo do ferrolho (como é no IA2), será que não mitiga o risco de engastalhar com areia ou barro?

  16. O segredo do USSOCON comprar a USD650,00 está na escala, você vai na lojinha da esquina e compra um Bushmaster 5.56 por USD 650,00, se você partir para um usado cai para 350, se for nas feiras de armas sai até por uns 250.

    Se você procurar o modelo Colt LE (Law Enforcement) ele está entre 900 e 1000 para civis.

    Olha aí e escolha seu modelo => https://www.atlanticfirearms.com/ar15-rifles.html

    Estamos falando da Imbel que produzirá 20.000 armas ano contra 1.950.000 armas produzidas no USA, só derivadas do modelo AR => Link com planilha disponibilizada pela ATF => https://docs.google.com/spreadsheets/d/1s1C2-zqV6n5QndPlu8zFdA4VpPUp-nEd4EvY71oazKQ/edit#gid=0

    Outra coisa este número é apenas 20% do mercado de armas de lá

  17. Mais testes deveriam ser feitos antes de adotarem de vez o fuzil, visto o que muitos comentaristas neste site e especialistas já mencionaram inúmeros defeitos. O preço alto do armamento é de se esperar, pois tudo neste país é absolutamente oneroso, perversamente caro. Tributos altíssimos, e mais ainda a “roubalheira” presente…

  18. Uma dúvida: Os fuzis estrangeiros tem diversos cumprimentos de cano, o IA2 terá apenas um de 330 mm? Na primeira foto parece ser maior.

  19. Preço, aqui e em qualquer lugar do mundo, até na China, depende de escala…..
    Produto novo, aqui e em qualquer lugar do mundo, pode apresentar problemas e estes são resolvidos….
    A diferença aqui e lá fora é que aqui não há cultura de defesa e a parcela dos que só reclamam é gigantesca. Só vamos aprender a fazer – e fazer bem – se insistirmos, cair e levantar, errar e acertar. Se imitamos tudo que é gringo, porque não imitar essa filosofia também????

  20. Comprimento 920 mm (Fuzil 7.62)
    850 mm (Fuzil 5.56)
    800 mm (Carabina 7.62)
    850 mm (Carabina 5.56)
    Comprimento
    do cano 350 mm (Fuzil 5.56)
    490 mm (Fuzil 7.62)
    350 mm (Carabina 5.56)
    265 mm (Carabina 7.62)

  21. O FAL precisa de troca urgente. A 23 anos atras quando ingressei no EB ja estavam destruidos salvo algum que outro que era de equipe de tiro ( como o meu saudoso 261100).

    O IA2 pode não ser o que há de melhor, mas cumpre missão. Toda arma nova precisa de um tempo de depuração e melhoria, isso é normal. Certamente por isso o EB não esta fazendo compras maciças, esperando pra fazer estes ajustes.

    Clesio, na verdade não é a coronha comprida que torna a pegada não no carregador mas no seu chanfro tão popular, é porque ela é boa mesmo e notem que o modelo ja tem um local para apoio sem que se pegue direto no carregador. Isso sim é errado por arrebenta com a arma e com os carregadores.

  22. EParro, Colombelli
    Não quero dizer que seja completamente errado, afinal, a pegada na arma depende do posicionamento do corpo (em pé, agachado com um joelho no chão, deitado, etc) e onde o operador se encontra (atrás de um obstáculo, dentro de um veículo, etc). Mas para atirar de pé com o corpo livre, pegar no guarda-mão oferece a melhor precisão de tiro, que afinal é a razão de ser da arma e do soldado. Agora não acho que estar em pé e desprotegido seja uma situação que um soldado queria estar, não é mesmo?

  23. Quanto ao mítico AR-15 de apenas 650 dólares disponível para civis nos EUA, não creio que um soldado de lá queira ir para a guerra com um desses… Qualidade tem preço. Modelos de fabricantes de reconhecida qualidade custam bem mais que isso.

  24. Clésio.
    .
    O US Army pagou cerca de 643 dólares por unidade de fuzil M4 em um lote de mais de 120.000 fuzis adquirido em 2013.
    .
    O lote em questão foi vendido pela FN Herstal.

  25. Levando em conta o que eu vejo e leio…

    O IA2 é retrato do brasilzão, não tem eng. nessa IMBEL, aquilo é um poço de cabides, sangue sugas do erário publico, o correto como várias inst. públicas seria destruir e rezar para que mais nada surgisse.

    Esse fuzil provavelmente levando em conta a similaridade do projeto, é resultado de uma parceria com outro país (acho que polônia ou tchecos), a vários relatos da PM-SP de travamentos e disparos acidentais a lá “Taurus”, mas diga-se de passagem eram do lote inicial. Se bem que se tratando de brasil, ninguém garante que vão corrigir.

    E o preço, será que por esse preço divulgado não daria pra fabricar sob licença um fuzil de “gente”, como o G36 ou SCAR que sem duvida é o melhor, já que na escala de aquisição do EB é quase parando, sem problemas em comprar lotes pequenos, sem IA2 ou com, a cadencia será minima mesmo.

  26. Clesio, eu tenho 3664 disparos de fuzil e umas 1200 horas de treino em seco do tempo da equipe da 6a brigada we 29 BIB e apesar de ser o com o FAL digo na minha experiência que a pegada no chanfro anterior do receptáculo do carregador é a melhor para o FAL ou para uma arma derivada dele. Ela é adotada instintivamente pois permite um controle muito melhor a despeito de o manual mandar pegar no guarda mão. Não é atoa que a maioria empunha ali. O erro é pegar no carregador. Muitas vezes não se esta segurando nele mas parece que sim.

  27. Galileu.
    .
    Pelo preço que pagamos por um IA2, poderíamos comprar 2 fuzis como o M4, mais uma mira “red dot” para cada um deles.

  28. A questão é que a IMBEL é uma fábrica, ela FAZ, mas nunca projetou nada, o único projeto 100% IMBEL é a MD4 que nem lançada foi ainda, e o desenvolvimento dessa pistola durou OITO ANOS, a IMBEL não tem know how.

  29. Realmente seria muito melhor, se olharmos do ponto de vista, técnico e econômico, termos escolhido um modelo de fuzil já consagrado no mercado de armamentos. Porém todos nós sabemos que só se aprende fazendo, e é isso que a força terrestre espera da IMBEL. O que me deixa apreensivo, é a quantidade que vamos adquirir. Espero que possamos fabricar uns 400.000 e ter armamentos que cubram todo o efetivo das FFAA e que se tenha uma boa quantidade para a reserva mobilizavel. Hoje não temos armamentos para cobrir o QCP das unidades. Muito se fala em termos uma reserva de blindados, mas quase não se fala em termos uma boa reserva de armamentos, pra equiparmos os reservistas. Na minha opinião, deveríamos restaurar, uma grande quantidade de fuzis FAL e FAP que estão sendo descarregados e uzalos como reserva. Os FAP estão em sua maioria em bom estado de conservação

  30. Silvio, o que me deixa apreensivo é a Imbel, com mais de 40 anos (desconsiderando suas origens imperiais), ainda esteja “aprendendo a fazer” um fuzil e lance um produto que já nasce desatualizado. Estamos falando de um fuzil e não de um caça. Falta competência e sobra ineficiência em Itajubá.

  31. Silvio
    Há muito armamento nas RM. O antigo DMA tinha muitos. Agora, ele mudou de nome.
    O pessoal de SC foi pro Haiti duas vezes, Alemão e Maré. Em todas elas utilizaram fuzis da caixa, em excelente estado, inclusive, pelo menos no Haiti e Maré, pelo q lembro, o militar podia utilizar a, como disseram, “red dot” se quisesse.
    Quanto ao IA2, é um grande ganho pro EB e, como disseram, precisa de mais aperfeiçoamento, como vimos acontecer com diversos outros pelo mundo.
    Daria pra fazer antes? Talvez… Mas com qual investimento?
    O EB obter um fuzil q não se domina sua fabricação… dificílimo!!! Não visualizo ficarmos nas mãos de ninguém.

  32. Tive bastante contato com o fuzil e posso dizer que é um bom armamento, não está tão longe assim de ser uma arma eficiente. Mas está em fase inicial, e não adianta, sempre haverá uma massa de críticos metendo o bedelho (que muitas vezes nem entende de fuzil). Essa fase é crucial pra identificarem-se os defeitos e repará-los. Lógico que o FAL é um pouco mais rústico, porém é ideal para campos de batalha vastos, não para ambientes confinados. A guerra mudou, os armamentos também tendem a mudar.

  33. Meu nobre Rafael Oliveira, como eu tinha falado antes, só se aprende fazendo. A IMBEL poderia ter 500 anos, mas, com esse orçamento anual destinado a pesquisa e desenvolvimento, não podemos cobrar muito de Itajubá. Exmo Sr Agnelo, Data venia, mas essas sobras nas RM, não é a realidade de muitas unidades aqui no CMNE. inclusive o que se tem nos DRAM da pra equipar um pequeno contingente. O que eu falo, é, em termos armamentos para mobilizarmos a reserva mobilizavel e a reserva geral. Uma grande perda pra tropa, foi a substituição das vetustas sub mtr MT12 9mm. Embora a força tenha ensaiado uma substituição das MT 12 por outra arma semelhante, ficou só em lotes pilotos
    Outro ponto que ficou apenas nos anseios da força, foi a aquisição das FN Minimi 5,56mm pra serem as subistitutas dos FAP.

  34. Caro Silvio RC,
    A Imbel é uma empresa, ainda que estatal, e o mínimo que deveria fazer é ter lucro sobre as vendas que realiza em vez de depender de verbas governamentais para sobreviver.
    Para ajudá-la, no Brasil há praticamente um duopólio do comércio de armamento. Para ajudar ainda mais, sua concorrente é notoriamente conhecida pela falta de qualidade dos seus produtos. Em que pese o Estatuto do Desarmamento, é possível comprar armas tornando-se CAC. O Exército, controlador da Imbel, é quem regulamente e gerencia os CACs. Ou seja, poderia apenas gerenciar o que realmente é essencial (capacidade técnica e psicológica) e desburocratizar o acesso às armas. Mas ele fica burocratizando ao máximo o processo, trocando até cor das pastas (já é ridículo exigir determinada cor, mas ficar trocando a cor é o fim da picada – aliás, o processo poderia ser eletrônico em vez de ter que ficar indo levar pasta com documentos e pedidos – que o EB tem que ficar enviando para lá e para cá, gastando com transporte).
    Incomoda-me muito uma empresa ter seguidos prejuízos e não procurar oferecer produtos melhores e em maior quantidade para dar lucro. Fuzis e pistolas não são bichos de sete-cabeças que demandam enorme investimento em P&D – basicamente engenharia de materiais e engenharia mecânica. Se não quiser gastar muito, usa materiais consagrados e foca na engenharia mecânica. Enfim, ela deveria oferecer algo melhor do que o IA2 pelo preço que ela vende.
    Att.

  35. se for bom para o bolso do empresário, do politico e do militar que aprovou esse lixo, phoda-se nossas forcas armadas… fabricamos um lixo que custa 5x mais do que um fuzil top americano, russo, alemão, austríaco, …
    Comando omisso, aceita qq coisa…

  36. Já meti a mão em um, da Força Nacional… balão de ensaio.
    É bonito, mas achei pesado. O pessoal da FNSP reclamou de aquecimento na empunhadura frontal.
    O hábito de segurar pelo carregador, não discuto. É preferência pessoal. Eu seguro pela frente.

  37. Na verdade, o hábito de segurar o fuzil pelo carregador surgiu da necessidade de não perder o mesmo nas manobras e marchas em campo.

  38. Boa noite Silvio
    Para toda reserva mobilizável, ou grande parte, creio q não deve haver mesmo. Acho q os FAL, ao serem substituídos devem permanecer armazenados. E os bons, deveriam substituir logo os fuzis ruins.
    Quanto às Minimis, o q se tem dito, é q deverá ser a arma substituta do FAL. E, participando de uma missão da ONU “mais quente”, creio q deverá ser logo adotada, pq, diferentemente do Haiti, a intensidade dos atritos deverá ser maior.
    Assim como as TTP. As missões q estão se alinhando no horizonte não devem ser vistas, a grosso modo, como “tipo polícia”.
    Sds

  39. Eu odeio esse fuzil, nunca peguei nem atirei, mas tenho quase certeza que nunca vai ser exportado.
    Pelos seguintes critérios, subjetivos e objetivos eu não gosto da arma:

    esse fuzil é muuuito feio;
    o cano é minúsculo, é qse uma pistola automática;
    o guarda-mão é muito grosso, tenho qse ctza de que gera desconforto ao empunhar;
    o guarda-mão tem excesso de trilhos, o que pode ser perigoso ao criar pontos de engate;
    dizem que em tiro automático a arma quase desmonta;
    é uma cópia meio fuleira do FAL em 5,56, o mecanismo de abrir é o mesmo;
    o preço parece ser muito alto, tornando-o pouco competitivo;
    não presta pra fazer ordem-unida !

    Obs: o Fuzil da primeira foto acho era uma das versões iniciais.

    Está na hora de PRIVATIZAR a IMBEL, chega do EB interferir !

    INFANTARIA !!!

  40. Como tem muita gente discutindo sobre empunhar o FAL segurando no no fundo do carregador, vou dar MINHA opinião:
    No meu tempo de serviço militar aprendi que se segurava no guarda-mão, porém nunca achei essa posição muito confortável… Tempos depois, em treino de tiro para competição na 14 Brigada eu fui instruído a segurar no fundo do carregador e me dei muito bem com a posição, torna a empunhadura muito mais firme e a arma treme bem menos (o que eu precisava para ganhar a medalha, e ganhei !). Recentemente penso que descobri o motivo desse hábito aqui no Brasil: parece ser pela estatura do brasileiro, que é mais baixa (tenho 1,67m) então essa forma de empunhar parece ter se popularizado. Quando vejo no yt videos do FAL fica nítida a diferença: Quando um soldado do EB posa com o FAL a arma fica enorme, já quando um americano a empunha a arma parece ter o tamanho de um XM177E, rsrs. Lembrando que isso é o que PENSO, a impressão que tenho, e NÃO a verdade absoluta !

  41. Fuzil lixo, pelo qual pagamos o preço de um FN-SCAR e que, ainda por cima, tem o péssimo costume de explodir na cara do operador.
    Se meu EB for pra combate com está merda estamos fodidos.
    Privatiza a IMBEL. JÁ!
    Sem mais.

  42. Ah sim, passarinho me contou que no Bananal as fabricantes de armas (vcs sabem de quem falo) tem 3 níveis de controle de qualidade:
    1 – mercado externo, praquela arma que passou em todos os testes;
    2 – consumidor interno (particular), praquela arma com falhas em requisitos não-críticos;
    3 – LICITAÇÕES (EB, MB, FAB, Polícias, etc.) praquela arma com falhas em requisitos críticos.
    Ou seja, não se assustem com as seguidas falhas constatadas nesse fuzil. Ainda vai morrer gente com essa bosta, pra um monte de general baitôla ficar limpando o rabo com nosso dinheiro.
    A gente somos inútil.

  43. É engraçado e aprende-se muito ao ler toda esta argumentação de prós e contras sobre esta nova arma “nacional”. Quando ela chegar à toda tropa deverão já ter passado 60/70 anos da adoção deste calibre pelos exércitos ditos de “primeiro mundo”. Já vem com muito atraso e provavelmente até a sua plena implantação já deverá existir calibre melhor em uso.
    Pois bem, até a França – contrariando a sua famosa xenofobia, está adquirindo o fuzil alemão HK316 para equipar as suas forças armadas em substituição aos seus próprios FAMAS. Suas forças de segurança interna adotaram um fuzil tcheco de 7,62mm para vencer os coletes usados pelos terroristas nos últimos atentados (já que o 5,56 revelou-se ineficaz neste quesito).
    Aqui, adota-se uma arma que é uma grande incógnita e carente dos melhores recursos atualmente disponíveis no mercado. Além de ter um custo tão elevado, ou ainda pior, do que um produto de ponta.
    Difícil de entender…
    Este, realmente, não é um país sério! Se é que algum dia já foi um país…

  44. W.K. 15 de julho de 2017 at 18:19

    Exatamente, 120.000 unidades!
    E se fossem 10.000 ou até 20.000, qual seria o preço?
    Parece-me que a economia de escala, nas negociações, é um fator bem preponderante.

    Saudações

  45. O fal substituído pelo fal!!!Se e para utilizar um Mod-Fal ,pelo monos façam algo minimamente decente.

  46. Delfim Sobreira 17 de julho de 2017 at 19:48

    Se me permite perguntar, qual você já usou e que lhe agradou.

    Saudações

  47. A respeito do FAL,
    Nunca consegui dar uma rajada completa sem ter um incidente de tiro, a arma sempre engasgava

  48. Mas em compensação, no tiro deitado ou de joelho….é uma arma precisa, macia, uma delícia
    Minha única frustação é nunca ter achado um Garand para experimentar….e ouvir o “clinc” quando ejeta o grampo do municiador !! 🙂

  49. Aos especialistas, essa posição de tiro com fuzil segurando pelo chanfro do carregador é usada pelas forças armadas de Israel e algumas Swats, ou seja não pode estar errada.
    Quanto ao IA2, deveria ser chamado de M 64, tendo-se em vista o preço do mesmo, custa 4 M-16 e deve pesar próximo disto.

  50. Tem uma coisa que me “incomodava” no FAL:
    Nunca gostei de ir em marcha para o combate, à noite, com munição real na câmara sustentado apenas pela trava de segurança. Em situação de reação rápida….seria uma zorra achar aquela trava…principalmente com os dedos duros de frio..
    Levar destravado? qualquer tropeção de um menbro do GC podia fazer um estrago danado…
    Levar sem munição na câmara? o acionamento da alavanca de manejo pode ser ouvido a 300 metros…

  51. EParro.

    Ainda assim o IA2 segue sendo caro e de qualidade questionável.

    O EB muito bem poderia ter saído procurando algum fuzil melhor e mais barato no mercado. E, se fizesse tanta questão de ter capacidade de fabricar localmente, poderia ter negociado alguma licença de produção.

  52. Space, para o tiro de competição a pegada no fundo do carregador para tiro de pé é de longe a melhor com cotovelo do ilíaco. Claro que taticamente pode não ser a mais adequada. Eu atiraria assim mesmo em combate.

    Carvalho, fuzil do corpo de tropa poucos eu vi que pudessem dar uma rajada. Mesmo em single shot dava muito incidente. Eram liquidados pelos recrutas no serviço da guarda e no campo. Os FAPs davam, porque eram pouco usados. Já os fuzis das equipes eram zerados em mãos de recrutas. Estes eram precisos, com miras e gatilho customizados e quase nunca davam problemas. Certa feita deixei sem limpar várias sessões de treino para ver quando ia dar problema e foi longe.

    Pessoal qualquer coisa que fosse ser produzida aqui ia custar muito mais caro que lá fora, mesmo que sob licença

  53. W.K. 18 de julho de 2017 at 21:18

    Então. fico imaginando se fizesse questão de produzir aqui, alguma coisa importada, quanto tempo não levaria, quanto custaria? Quanto tempo demoraria?
    Só a construção de uma unidade fabril, a importação de máquinas e equipamentos, o treinamento de técnicos, a definição de processos, etc..
    Sei não, mas parece-me que ficaria bem caro, ainda mais considerando-se a escala de produção, os royalties e outras coisas mais.
    Mesmo comprando de prateleira, como seria feita a manutenção? Ferramental, treinamento, obtenção de sobressalentes, etc.. Ainda assim, parece-me que ficaria mais caro.

    Saudações

  54. Eparro,
    Se a gente levar em conta o tempo que o EB demorou projetando e testando o IA2 e o seu ritmo de compras, tempo não é um problema para o EB e daria tempo de construir uma fábrica nova e pô-la em operação.
    .
    Mas também existia/existe a possibilidade do EB fabricar sob licença nas instalações da Imbel.
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    Colômbia e Chile adotaram essa estratégia e fabricam, sob licença, armas estrangeiras.
    .
    A Caracal está construindo uma fábrica no Brasil do zero, em Goiás. Vamos ver quanto tempo demora – e olha que ela está construindo sem ter qualquer contrato assinado, o que é bem diferente de uma empresa vir com um contrato para fabricar 100 ou 200 mil fuzis.
    .
    Comprando de prateleira eu aposto que sairia muito mais barato, mesmo tendo que pagar mais de 100% de tributos (a maioria federais), pois o produto não seria tributado no país fabricante e em razão do volume da compra, os preços seriam muito menores do que o de lojas no exterior. Ferramental e sobressalentes seriam comprados no pacote. Treinamento para manutenção é simples, pois estamos falando de um fuzil, não de um caça, de forma que não duvido que custe igual ou menos do que o treinamento que será dado em razão da adoção do IA2.
    .
    O governo de SP fará uma compra internacional de pistolas .40. Vegonhosamente, os requisitos foram direcionados e parte das fabricantes de armas interessadas não tem um modelo que atende aos requisitos, dentre elas a Glock e Walther. Aliás, ainda não descobri qual fabricante consegue atendê-los.
    .
    De qualquer forma, se houver duas fabricantes aptas à licitação, aposto que o preço será menor do que o da Taurus .40.

  55. IMBEL é um cabide de empregos, somente isso, a escolha do IA2 foi POLÍTICA, fim de papo, país rico como o nosso pode ser dar ao luxo de pagar 5X mais caro e ter um lixo de arma e quando o governo precisa de dinheiro basta aumentar os impostos, simples assim.
    Clesio, segurar fuzil pelo carregador até a PM do Rio faz diariamente, adoram essa moda errada de segurar, e tem seus adeptos aqui no fórum, não adianta falar, o brasileiro tem prazer em fazer tudo errado e ainda elogiam a forma errada de empunhar a arma, sendo que a física diz o contrário, é o pior lugar para disparar uma arma longa como o fuzil, mas fazer o quê, o pessoal gostia?
    Já desisti de reclamar, agora aceito tudo de bom grado, estou é fazendo tudo para sair daqui, isso aqui não existe, só jogando uma bomba termonuclear e começando do zero.

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