Home mísseis balísticos Mísseis balísticos chineses DF-3 da Arábia Saudita

Mísseis balísticos chineses DF-3 da Arábia Saudita

4070
40

A China vendeu para a Arábia Saudita no início dos anos 1980, uma quantidade de mísseis balísticos Dongfeng-3, desprovidos de ogivas nucleares e dotados de ogivas convencionais, com um alcance de mais de 2.000 km e carga útil de 2 toneladas.

Em 29 de abril de 2014, tropas sauditas desfilaram com suas forças de mísseis estratégicos mostrando os Dongfeng 3 pela primeira vez.

A Arábia Saudita levou trinta anos para revelar seus mísseis Dongfeng-3, que custaram de US$3,5 bilhões.

40 COMMENTS

  1. Eu achava que a cooperação AS e China fosse coisa mais moderna, até me surpreendi quando os EUA se recusaram a vender UAV armados e eles compraram da China.
    Este modelo que agora estão fabricando sob licença.

  2. Interessante, o período de aquisição ser logo após a revolução iraniana. Claro que a Arábia Saudita não foi a única nação do Oriente Médio a se armar nesse período.

    Saudações!

  3. Drferr, mas essa é a parte mais fácil de se acreditar. Ninguém simplesmente transfere ogivas nucleares assim.

  4. Exato Leandro Costa!! Construir mísseis balísticos intercontinentais tem dois grande desafios: o primeiro e obter um míssil confiável e o segundo é obter a ogiva. Míssil eles já tem (foi comprado, mas tem!)…..

    Há quem diga que a Coreia do Norte já negociou essa tecnologia com o Irã (ou pelo menos parte dela). Mas os mísseis iranianos não me parecem ser lá muito confiáveis. Pelo que li outro dia, são desenvolvimentos e variantes dos Scud russo (modelos B e C).

  5. Interessante notar que a AS vem há anos montando a infraestrutura para uma tríade capaz de ataques em profundidade, com caças F-15S e Tornado IDS e navios capazes de carregar mísseis de cruzeiros (ou bombas nucleares táticas?), além da aquisição de mísseis balísticos DF-25 chineses, de uso dual e, supostamente de mísseis paquistaneses Shaheen e o incremento nas suas compras recentes de F-15SA, Typhoons e modernização de seus IDS, depois que Israel adquiriu seus F-16I, aptos a ataques nucleares táticos, nos primeiros anos da década de 2000, pois não se vislumbrava só o Irã, como potencial adversário nuclear. Estranhamente nota-se que seus aliados do golfo estão adquirindo aeronaves similares, com igual capacidade tática.

  6. Israel que não cuide de sua defesa!

    A Arábia Saudita é governada por uma ditadura Whalabita que tem o apoio dos EUA.

    Se a Família Saud cair, imaginem a merda??

  7. Mísseis balísticos são bons para uma coisa: levar armas de destruição em massa.
    Como ogivas com agentes químicos e biológicos está fora de moda só resta a ogiva nuclear. Não tendo ogiva nuclear é uma aberração.
    Pra que serve uma dúzia desses mísseis gigantes , ceguetas, pra levar 2 t de explosivos que podem cair em qualquer lugar e não onde realmente possa ser útil?
    Provavelmente o CEP deve ser de uns 2 km, sendo muito otimista.
    Mesmo se fosse moderno e tivesse um CEP bem menor há maneiras muito mais eficientes de levar destruição ao inimigo. Sem falar que esses trambolhos podem ser interceptados muito mais facilmente que mísseis cruise, além de se tornarem alvos fáceis antes de serem lançados.
    E pra que 2 t de explosivo. Pra destruir o quê? Qualquer alvo pontual pode ser destruído com metade disso e alvos endurecidos precisam de armas que penetrem no solo, mas com alto nível de precisão, e não 2 t caindo em qualquer lugar.
    Não é à toa que a OTAN não utiliza esse tipo de armamento.
    Esse é o tipo de arma para causar terror e pânico (e raiva) no inimigo mas que tem efetividade mínima pra não dizer, nenhuma.

  8. Com certeza Bosco. E isso me faz crer que a Arábia Saudita possa estar pensando em algo a mais. Não sei se eles têm programa nuclear….. ou poderiam passar esse material depois a algum aliado. Mas a simples compra destes mísseis, sem a ogiva atômica, não faz o mínimo sentido. Alguma coisa aí tem!

    Strobel, não tinha conhecimento disto ainda. Vou até verificar essa informação depois, porque é fato novo pra mim. Grato pela informação

  9. Dizem as más línguas que os Sauditas teriam instalado ogivas nucleares paquistanesas nestes mísseis, dizem….

    G abraço

  10. Apesar de muito falatório mísseis balísticos são basicamente armas ceguetas que utilizam seu sistema inercial para “mirar” bem um veículo de reentrada que “cai” seguindo uma trajetória balística. Ogivas manobráveis com orientação terminal ou mesmo guiadas por GPS ainda não existem e se existem são em quantidade mínima (supondo que o DF21D esteja operacional).
    O único míssil balístico dotado de uma MaRV (veículo de reentrada manobrável) que entrou efetivamente em operação foi o míssil nuclear de médio alcance Pershing II, com um CEP de 30 m, tendo sido retirado do serviço há mais de 20 nos.
    Há mísseis ICBMs sofisticados com sistemas inerciais avançados com CEP de uns 150 m, mas dotados de ogivas nucleares. Ex: Trident II, Minuteman III, RS-24, etc.
    Há informações que dão conta que os chineses operem um míssil balístico de médio alcance com MaRV, o DF21D, antinavio, mas ainda não se tem certeza se ele já está operacional ou mesmo se vai estar algum dia.
    Também se fala muito das ogivas manobráveis dos ICBMs russos e chineses “capazes de sobrepujar o escudo antimíssil americano” , mas fato é que não há nada semelhante em operação.
    E antes que alguém me lembre do Iskander, ele não é um míssil balístico mas um “semi-balístico”. Ele VOA a 40 km de altitude a Mach 5 propulsado por ser motor foguete e mergulha quando o propelente acaba, numa trajetória planada controlada por suas superfícies de controle. Ele chega ao alvo inteiro, sem liberar algo parecido com um “veículo de reentrada” , mesmo porque ele não “reentra” na atmosfera tendo em vista que ele não sai dela.
    Desse modo o Iskander, assim como vários semelhantes, é um míssil com alta precisão e não um míssil balístico cego. E ainda assim o Iskander está no limite do que é razoável. Ele pesa 4 t para colocar uma carga de pouco mais que 500 kg a 500 km. Um míssil de cruzeiro subsônico como o Kalibr (3M14T) leva essa mesma carga 3 x mais longe pesando menos da metade do Iskander.
    Ou seja, a alta velocidade desejada para um míssil tático cobra seu preço em ouro mas pelo menos há uma justificativa operacional.

  11. A Arábia Saudita é muito boa em comprar.
    Já ao operar seus brinquedos… tsc, tsc, tsc…
    Levam pau até no Iêmen.
    Uma piada.

  12. Mestre Bosco, uma verdadeira enciclopédia,
    O Iskander usa o Glonnas para chegar ao alvo? E somente ele, ou na fase terminal tem algum sistema infravermelho, ou algum outro para “refinar” o alvo a ser atingido?
    Saudações,

  13. Meu comentario nao tinha ido, mas era isso que o Donitz disse. Tinha a história que a Arabia Saudita bancou as pesquisas do Paquistao, e esse em troca, deu umas ogivas para colocar nesse missil. Eu acho que vi isso até aqui no Forte se nao me engano.

  14. Amigo Bosco!
    1. DF-3 tem CEP menor de 1000m.Para ogiva de mais de 2t e lançamento múltiplo pode ser relativamente útil contra bases militares e linhas de defesa distribuídas ( principalmente para região deserta).
    2. Iskander tem varias modificações.O antigo míssil (9K723) pesa 3,8t com ogivas de 415 a 1000 kg (dependendo da configuração) com alcances de 280 a 50 km (conforme ogiva).Ja o novo (9K723-1 e modificações) pesa 4.6t e tem ogiva de 800kg com alcance de 480km (CEP : 30-50m – inercial , 5-7m com seeker RF ou óptico).
    Um grande abraço!

  15. Rodrigues,
    Ele utiliza além do Glonnas um sistema de imagem semelhante ao DSMAC do Tomahawk, que compara a imagem observada com a imagem armazenada, para regular a precisão.

    ScudB,
    Valeu!!

  16. Bosco,
    contra Israel ? Efetividade ZERO.
    Contra os Iranis ? Aponta tudo para refinarias e aperta o gatilho, talvez …. (rs).

  17. A Arábia Saudita é a maior ameaça a paz mundial.
    .
    Ao contrario do Irã que tem um sistema político extremamente sólido, é uma republica,com um conselho de idosos vitalicios e baseado na jurisprudencia xiita islâmica e um congresso. A Arabia Saudita é uma monarquia absolutista sem nenhuma instituição como senado, congresso ou assembleia. É algo primitivo e absolutista.
    .
    E com os xiitas pelo menos dá pra sentar em uma mesa e negociar, até o hizbollah libanês negociou com Israel… agora os whahabis?????? esses patetas em 1200 d.c ja eram vistos como conservadores em demasia pelos outros muçulmanos… em 1200 d.c!!!!!!!!! kkkk

  18. sub-urbano 31 de julho de 2017 at 18:54

    O Irã é tão nocivo à paz mundial quanto à AS! Esse papo de que eles possuem um sistema político “extremamente sólido” é conversa para boi dormir! O que existe ali é uma ditadura religiosa onde os poderes legislativo e judiciário são meras vaquinhas de presépio do líder espiritual. Aliás por lá o judiciário é uma piada de muito mau gosto visto que o depoimento de uma mulher tem valor probante inferior ao de um homem e uma denúncia pode ser emendada após a sentença condenatória de primeiro grau, tal como se revelou no caso de Sakineh Ashtiani.
    .
    A Arábia Saudita é um regime ruim? Sem dúvida! Entretanto até o presente não vimos nenhuma autoridade saudita ameaçando riscar qualquer país do mapa tal como o fascista ex-presidente iraniano diuturnamente ameaçava Israel. Aliás, não custa lembrar que o Estado Judeu é a única democracia da região.

  19. O problema dos iranianos é com Israel já os wahabistas sauditas barbudinhos cortadores de cabeça tem problema com o mundo inteiro. Avaliem as ameaças.

  20. O problema dos Iranianos não é apenas com Israel. É com a Israel, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes, Jordânia. De aliados eles têm apenas a Síria, uma aliança informal com o Iraque e olha lá!

  21. Os países que você citou seguem a Arábia Saudita que segue a cartilha radical do islamismo. São puxa-sacos. O Qatar optou por relações amistosas com o Irã e a Arábia Saudita o ameaçou até militarmente. Quem é o criador de casos????

  22. Olá Bosco!
    .
    Uma pergunta:
    .
    Mesmo sendo de tecnologia antiga e cegueta, um missil deste ai não impulsionaria nosso programa espacial, ja que usa um motor de combustivel liquido, que não sabemos fazer?
    .
    Obrigado

  23. Zorann,
    Eu acredito que o Brasil tenha tecnologia pra fazer um míssil desses. E melhor, com combustível sólido. Não temos expertise em veículos de reentrada mas nada que não se possa resolver.
    Nós quase lançamos um foguete lançador de satélites de combustível sólido e quem domina essa tecnologia em tese é capaz de fazer mísseis ICBMs. Esse é só um míssil de médio alcance.
    O que pode nos faltar é necessidade, vontade e dinheiro.
    Um abraço.

  24. HMS TIRELESS 31 de julho de 2017 at 19:25

    Não obstante lembrar que os iranianos consideram os árabes como uma raça inferior.

  25. Bem lembrado Doug385! Aliás causou muito constrangimento um vídeo onde um oficial da Guarda Revolucionária iraniana faz comentários jocosos e grosseiros acerca dos soldados sírios.

  26. donitz123 31 de julho de 2017 at 20:40

    Você não poderia estar mais equivocado! Nenhum dos países que citei segue a cartilha radical do Islã. Aliás Egito, Jordânia e EAU são laicos e não teocracias.

  27. Não seguem muito a cartilha mas seguem bastante a carteira fazendo os que lhes é ordenado portanto puxa-sacos e de laicos não tem absolutamente nada pois a religião tem papel fortíssimo na política local.
    .
    O país árabe mais próximo de um estado laico era a Síria até ser invadido pelos barbudinhos cortadores de cabeça que seguem a cartilha do wahabismo saudita.

  28. Uma coisa eu sei, ali naquela região só tem doido, qualquer um ali é uma ameça imediata ao ocidente, não gosto da Arabia Saudita assim como não gosto do Irã, mas aprendi que em países daquela região a ultima coisa que você vai querer é democracia, pois uma povo que se mata a mil anos não esta pronto para sair do cabresto de lideres totalitários, seja reis, clérigos ou ditadores (saudades de Saddam) … de resto apenas acho que o Irã possui misseis mais capazes que esses dinossauros chineses .

    E por falar nisso, a quantas vai o programa de misseis balísticos dos Turcos ? pelo que sei eles também estão desenvolvendo uma família de mísseis de médio e longo alcance, a pergunta que fica é “para levar o que?” …

    PELO MENOS OS MÍSSEIS AMERICANOS LEVAM DEMOCRACIA E LIBERDADE E …. DEIXA PRA LÁ KKKKKK

  29. donitz123 1 de agosto de 2017 at 19:36

    O Egito está muito longe de ser um país onde a religião tem papel forte na política. O Estado é laico desde os tempos do Rei Farouk. Nasser quando ascendeu ao poder reafirmou esse caráter e perseguiu duramente a irmandade muçulmana. E quando esse grupo religioso assumiu o poder e tentou acabar com o laicismo foi removido pelos militares. O mesmo vale para a Jordânia, onde a forte influência britânica também trouxe consigo o laicismo.

  30. Se não me engano a Arábia Saudita possui armas químicas e esses mísseis podem ser usados para entregá-las. Quanto a armas nucleares há um rumor, nada oficial, de que os sauditas negociam com paquistaneses a transferência de algumas ogivas para seus militares. Dinheiro para pagar pelas armas os sauditas têm mas convencer os paquistaneses a aceitar um negócio desses é que é o problema já que o Paquistão se veria em uma sinuca de bico pois seu governo sabe que os americanos não gostariam de ver uma Arábia nuclearizada.

  31. HMS TIRELESS 2 de agosto de 2017 at 13:53
    .
    O Egito está muito longe de ser um país onde a religião tem papel forte na política.
    .
    >>> O Egito não segue a cartilha religiosa mas segue a carteira dos sauditas. Quem você acha que está pagando pelos Mistral, S-300, Ka-52 e MiG-29???
    .
    Recentemente os sauditas tentaram cobrar o favor e pedir que os egípcios mandassem tropas para o Iêmen, o que foi recusado. O Iêmen traz péssimas lembranças aos militares egípcios.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here