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Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército visita o 18º GAC

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Rondonópolis (MT) – No dia 3 de agosto, o 18º Grupo de Artilharia de Campanha recebeu a visita do Comandante da Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército (AD/5), General de Brigada Rodrigo Pereira Vergara e comitiva, com o objetivo de realizar a Visita de Orientação da Instrução Individual de Qualificação (IIQ).

Durante a atividade, o General Vergara e seu Estado-Maior puderam verificar o nível de aprestamento através de uma formatura de Apronto Operacional de uma Bateria de Obuses, onde constataram os conhecimentos obtidos pelos soldados nas instruções de cada subsistema de Artilharia (Topografia, Comunicações, Central de Tiro e Linha de Fogo), bem como avaliaram a manutenção das viaturas e obuseiros do Grupo.

Durante a inspeção foi realizada a verificação da manutenção dos tubos dos obuseiros com um pano branco, de forma a manter esta tradição artilheira sempre viva e salientar a importância dessa atividade para o emprego dos meios da Arma dos fogos largos, densos e profundos.

Após o apronto, cada subsistema foi desdobrado no terreno e houve a realização do tiro de sub-calibre de Artilharia – Dispositivo de Treinamento 14,5 mm. Finalizando a Inspeção, na análise pós-ação, o Comando da AD/5 apresentou aos integrantes do 18º GAC os pontos fortes observados durante a visita e as oportunidades de melhoria, contribuindo assim com o aprimoramento da instrução de qualificação.

 

FONTE: Exército Brasileiro

45 COMMENTS

  1. ainda e sempre alguns amadores com a camuflagem de traços retos. Mandava todos pra água a começar pelo capitão.

  2. Bardini esta farda avermelhada decorria da confecção onde o marron é posto por ultimo, era comum no pessoal da paraquedista. Suponho que estas sejam fardas de “ralo” mais antigas. A falta da coifa no capacete realmente é algo sem explicação.

  3. Maurício Matos, o US ARMY vem padronizando sua artilharia 155mm com o M777 a anos. Devem haver milhares de M198 (os substituídos) disponíveis. Falta a coragem de ir lá, com pires na mão.

  4. Eu acho que o interessante seria o EB “seguir” o modelo da Royal Artillery.
    .
    L-118
    M-109 A5 Br +
    Astros 2020
    .
    Ainda precisa se investir para obter uma boa capacidade ISTAR, complementar o número de ARPs:
    Horus FT-100, Hermes 450, melhorar capacidade da AAAe contra ameaças C-RAM e por ai vai…

  5. Bardini esta farda avermelhada decorria da confecção onde o marron é posto por ultimo, era comum no pessoal da paraquedista. Suponho que estas sejam fardas de “ralo” mais antigas. A falta da coifa no capacete realmente é algo sem explicação.

  6. Essa farda mais marrom até que camufla melhor com a vegetação ao fundo.
    Aliás, se sujassem o rosto e o capacete de barro a camuflagem seria melhor do que como está.
    .
    Acho que toda vez que aparece fotos de soldados camuflados, todos ou quase todos estão com os traços retos que o Colombelli tanto critíca. Já disse que é um padrão do EB fazer isso, independentemente do que esteja previsto no manual.

  7. Aliás,

    Prá que o artilheiro camuflar o rosto?
    Artilheiro que é artilheiro opera sem camisa !!!
    Tomando sol no lombo !

  8. Diogo, você deve ser um entendido do assunto. Aposto que nem serviço militar prestou. Ninguém está em guerra, é apenas um exercício.

    Parabéns ao EB!!! mantendo a tropa em movimento!!!

  9. Caros Amigos;
    Eu entendo vocês em questionarem a farda, mas para muitos que não conhecem a vegetação do Estado de Mato Grosso essa farda é perfeita, esse marrom e quase a cor do solo, se você pular com essa farda uma poça de lama e entrar na Mata, vai ser difícil alguém te achar no visual … agora o resto é floreamento para a visita do Oficial … há e por experiencia própria você não aguenta ficar um dia inteiro no sol do Mato Grosso sem camisa .. a não ser se você não gosta de ser branco e quer se tornar negro, ai pode ficar tranquilo que o sol de lá garante isso … abraços a todos

  10. Luciano!

    Foi apenas uma brincadeira…
    Com visita de General…todos querem andar nos cascos…
    Mas em situação real…o ideal é que o artilheiro não precise fazer frente ao inimigo….daí ser desnecessário a camuflagem no rosto…

    Abraço!

  11. Pessoal a cor mais avermelhada da farda não é intencional para a região, é decorrente de lotes mais antigos que tinham este tom.

    Rafael o mais preocupante que a camuflagem dos traços retos revela é a automaticidade irrefletida de uma conduta e um indício de despreparo.

    Quanto ao material, o M-101 e o M-114 são robustos e ainda cumprem missão e hoje, com incremento do fogo de contrabateria, ficar muito tempo no mesmo lugar é ariscado e , por conseguinte atirar a longa distância é mais raro, de forma que o material acaba com seu limitado alcance perdendo por pouco em termos práticas para obuseiros com o dobro do alcance.

    Porém ter material com quase setenta anos é vergonhoso.

    O trio L118, M-109 e Astros seria ótimo, mas esbarra em um problema: o custo. Com os novos M-109 04 grupos que operam o M-114 irão ter equipamento trocado, ficando 1 grupo com o M-114 ainda e 11 grupos com o M-101. Se fossemos substituir o material destes 12 grupos pelo L-118 ( 144 peças) teriamos um gasto na faixa de 288 milhões de dólares, totalmente inviável.

    A solução são peças usadas do M-198 ou do Soltan M-71, que podem ser adquiridas por baixo custo nos EUA ou Israel.

    E ja que duas das brigadas a serem mecanizadas ja usam o L-118, não custaria mobiliar mais 03 grupos com ele para padronizar nas mecanizadas. Se levarmos em conta grupos a 12 peças, somente 24 peças ( algo em torno de 48 milhões de dolares) precisariam ser adquiridas, pois os 2 grupos hoje operam com 18 peças e poderiam ceder 06 para formar um grupo.

    Com estas 24 peças do L-118 novas e mais 60 a 100 peças do M-198 ou do Soltan teriamos uma artilharia renovada a baixo custo.

  12. Estou apreciando a discussão do mix ideal…

    Uma pergunta:
    É desejável termos uma combinação de peças 105 + 155?
    Ou podemos ter apenas 155?
    Ou as munições atuais eliminam a diferença entre as peças/

    Abç

  13. Infelizmente o Exército descartou o uso das coifas camufladas nos capacetes, provocando essa imagem bizonha e amadora na tropa. Pelo que sei, apenas a Bda Inf Pqdt ainda preserva seu uso.

  14. O 105 mm meio que “complementa” o 155 mm.
    .
    O M-109 A5 BR+ cobre uma área maior, tem maior poder de destruição e mobilidade no quesito apontar e atirar. O L118 tem uma logística mais eficiente para fogo de supressão (transporte de obus e obuseiro).

  15. Carvalho, em questão de alcance util elas praticamente se equivalem. O estrago de uma 155 é obviamente maior, mas nada que seja superlativamente mais eficiente. O fator diferencial maior entre os calibres está no peso do equipamento e na cadência.

    Embora exista uma predileção pela padronização no 155mm isso não infirma a necessidade do 105, sobretudo em forças que não tenham aerotransportabilidade pesada como é nosso caso. O único 155 que poderiamos transportar via helicoptero é o M-777 e custa 3,5 milhões a peça.

    Então pra nós é uma necessidade ainda ter o 105.

  16. Colombelli, não sei podemos dizer que gastar algo como U$ 300 milhões seja caro para renovar nossa artilharia. É uma arma que após renovada, vai ficar com estes equipamentos por décadas.

  17. Concordo com o Sr. Colombelli e finalmente com o Sr Bardini. U$300milhões acredito ser crível para renovação. porém sr. Colombelli propôs uma ótima aquisição de custo benefício. Tenho dúvidas? propostas excelentes.

  18. A CEDRO lançou um novo tecido camuflado chamado de “alta solidez” que, a princípio, desbota menos (importado da China). Esses tecidos vieram em dois tons. O “normal” e esse mais marrom, por questão de deficiência no controle de qualidade. Não é verídico que se tratem de lotes antigos.
    As fardas no padrão de camuflagem Lizzard, que é o padrão das nossas FFAA, que tinham um tom mais puxado para marrom, e um maior percentual de poliéster, portanto uma secagem mais rápida e muito boa para o teatro amazônico, deixaram de ser distribuídas no início dos anos 90 do século passado.

  19. Bardini eu, apesar de infante, acredito que a arma de artilharia é, junto com uma boa força blindada, o cerne de um exercito moderno. Das 05 armas, a artilharia é a principal. Certamente que 300 milhões distribuídos em 6 anos não seria muito, mas sabemos bem que este gasto na defesa jamais ocorrerá.

    Eu de minha parte cortaria do “bolsa esmola” ( aliás, eu acabaria com todo programa) o valor de uma vez so pra isso, mas…..quem manda no orçamento teme as urnas e não vai arriscar uma revolta da maioria de parasitas que vivem de assistencialismo eleitoreiro.

    Eu não quis a arma de artilharia porque acho chato esperar a ação. Sou cavalariano de coração e infante circusntancialidades.

  20. Colombelli, parece que os M 198 são a próxima demanda do EB no Tio Sam. Eles estão de muito boa vontade com o EB, inclusive coma falta de grana. andaram aumentado o limite do “VISA” do EB junto ao FMS.

    G abraço

  21. Grato pelas explicações !
    Tinha esquecido da aerotransportabilidade…

    Quanto à cavalarianos, artilheiros e infantes…

    Existe aquela piado do Chf de EM ao prepara uma ordem de Operações;

    “Os artilheiros não irão ler…
    Os infantes não irão entender
    Os cavalarianos vão fazer o que bem entenderem”

    Festa na Cavalhada !!!

  22. Não vejo muita vantagem em se gastar dinheiro que poderia ir para M-109 A5 BR+ em uma compra de M198.
    Esse sistema agrega muito pouco a força no meu entender. Serve para fazer volume, claro… Mas a que custo? É bem mais pesado que o M114, agregaria pouco a mais em alcance, usando nossa munição M107 e pode ser mais complicado de manutenir.
    .
    Eu vejo mais vantagem em se colocar o dinheiro em M-109 modernizado, pois é o meio que mais agrega a Força e em paralelo, viabilizar a aquisição de L118.
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    Fica a pergunta: O EB faz o que com o seu orçamento que não consegue viabilizar ~U$ 30 milhões/ano para tocar a diante essa renovação?

  23. Bardini, um M-109 deve ter operação e manutenção bem mais caras que um M-198. Então, no longo prazo, operar M-198 deve ser bem mais barato.
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    Respondendo sua pergunta: mantém um Zoológico em Manaus, uma Escola de Equitação no Rio de Janeiro, uma Banda Sinfônica em São Paulo, dentre outras instituições que jamais deveriam ser uma prioridade se comparadas com a artilharia.

  24. Rafael Oliveira, sim um M-109 certamente seria um pouco mais caro que um M198 no longo prazo, concordo… Mas não vejo motivos para compararmos auto-propulsado com rebocado.
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    A comparação mais acertada, no meu entender é a feita com L118. Ele seria mais caro de adquirir, mas certamente tem manutenção mais simples que a de um M198. Pesa praticamente 1/3 do M198, usa munição mais barata e de transporte facilitado. Alcances são relativos. Teria décadas a mais de serviço prestados a força, por se tratar de equipamento novo. No longo prazo, como fica a comparação com o M198?
    Seria um bom tema para desmembrar em um trabalho acadêmico.

  25. O M 198 tira a artilharia rebocada da II GG e traz para o final guerra do Vietnã, acho que umas 50 peças que tem 50% a mais alcance que os nosso ajudaria até às coisas melhorarem.

    G abraco

  26. Acho que o M198 também acabaria por usar munição M107 por aqui. Chuto que isso cobre até os ~18 km. Seria algo como ~4 km a mais que o M114.
    Poderia-se usar outras munições, mais modernosas mas Brasil, né… Não dá pra contar com isso. Quem deveria ter a preferência por estas munições mais caras deveriam ser os M-109 A5 BR+, pelas suas características.
    .
    Não lembro quais as munições que a Engepron produz para o L118, mas elas devem ser capaz de cobrir essa distância de ~18km e o Light Gun deve sustentar quase o dobro de tiros que um M198.
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    Seria realmente uma conta interessante de se fazer.

  27. Bardini, eu só fiz a comparação porque você citou que preferiria comprar M109. De qualquer forma, acho interessanter possuir modelos autopropulsados e auto-rebocados, pois se complementam. Aliás, também sou a favor de uma versão do Guarani com morteiros 105mm ou 120mm.
    .
    Eu sempre prefiro a compra de equipamentos novos e, como você bem expôs, no longo prazo, é bem provável que compense financeiramente operar L118 em vez de M-198. Mas se o EB não acha prioritário gastar com artilharia, penso que é difícil comprar L118 e se vier M-198 já há um ganho de qualidade.

  28. Bardini, a questão do M-198 com o M109 é o preço. Um M-198 poderá sair por menos de 200.000 dolares, Pode ser até que sejam meio que doados. Ja o M109 modernizado demanda gasto e sem modernização, o veiculo também demanda gasto e logistica (pranchas, combustível etc…)

    O M198 é para substituir o M-101, e não para concorrer na função do M109.

    O L118 para ter alcance superior aos 14km tem que usar munição com carga plus ou assistida o que gera também grande desgaste do material

  29. colombelli, então o L118 poderia ser substituído pelo morteiro 120? Ao menos seria mais acessível, móvel e transportável.

  30. As fardas diferentes são dos graduados… Que compraram as mais recentes no novo tecido que desbota menos… Tem um aluno do CFST que está usando… E os que usam estão sem fuzil… Cmt de peça provavelmente…

  31. SMJ, artilheiro não tem problemas com uniforme, camuflado ou não.
    Quem fica atrás de um canhão fica localizado pela assinatura da peça e não pelos traços do desenho que não o esconde de nada, mesmo pq o tiro de destruição é plotado no canhão e não no soldado.

    Repito minha pergunta anterior, rem relação ao poder de fogo destas peças ‘obsoletas’.

  32. Aldo, embora os elementos de artilharia em regra fiquem com suas peças, não raro tem de fazer patrulhas e podem mesmo entrar em contato com o adversário em deslocamentos ou outras situações. Logo, a preocupação com uniforme como de resto com todos elementos do combate individual é a mesma.

    Quando a poder de fogo, a única coisa em que estas peças do M101 pecam em relação a peças modernas é no tempo de entrada em posição e no alcance. Dentro do seu alcance útil elas tem boa eficácia. Embora o 155 obviamente tenha uma capacidade de destruição maior individualmente considerado, uma área batida pelo 105 não estará em condições muito melhores. O que hoje torna urgente a troca é antes a idade e o aspecto moral a isso relacionado do que propriamente caracteristicas de emprego do material.

  33. Obrigado Colombelli.
    Fiz meu comentário sobre os desenhos das camuflagens pq achei que houve perda de foco nas postagens, pois o importante mesmo (segundo minha ótica) seria o armamento.
    Como referistes, as características de emprego eficaz estão sendo sobrepujadas pelo lado do aspecto moral, pois as batidas deste equipamento destroçam o que tiver pela frente.
    Parabéns ao 18º GAC por manter a operacionalidade e a disponibilidade que se pode advinhar.

  34. Quais os equipamentos para detectar , se é que existem (radar?), o local duma salva de artilharia inimiga? Quanto tempo para contra-bateira? Como é esse “jogo” entre as artilharias de ambos os contendores?

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