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Artilharia antiaérea do EB demonstra seu poder de fogo

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Formosa (GO) – A Artilharia Antiaérea, componente terrestre da defesa aeroespacial ativa, realiza a defesa antiaérea de tropas do Exército, além das principais estruturas estratégica do País. O cumprimento dessa missão está sob a responsabilidade da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea (1ª Bda AAAe), que deve manter elevado nível de prontidão para atuar em todo o território nacional e nas atividades de não guerra, a exemplo dos grandes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Para atingir o nível de adestramento desejado, são necessários exercícios de preparação, a exemplo da Escola de Fogo de Instrução. A última etapa dessa atividade foi realizada no dia 16 de agosto, no Campo de Instrução de Formosa, em Goiás.

O exercício, coordenado pela 1ª Bda AAAe, contou com a participação de todas as organizações militares voltadas para essa missão específica, sendo cinco Grupos e nove Baterias de Artilharia Antiaérea, do recém-criado Batalhão de Manutenção e Suprimento de Artilharia Antiaérea (sediado em Osasco/SP), bem como do estabelecimento de ensino responsável pela formação dessa tropa especializada, a Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea.

Durante a Escola de Fogo de Instrução, foram executados tiros com os canhões de 40 mm BOFORS, da Viatura Blindada de Combate Antiaérea com canhões de 35 mm GEPARD, além dos mísseis portáteis RBS 70 e IGLA-S. Os disparos foram efetuados contra alvos aéreos desenvolvidos pelo 3º Grupo de Artilharia Antiaérea, visando à otimização do treinamento e à racionalização de custos.

O Comandante da 1ª Bda AAAe, General de Brigada Maurílio Miranda Netto Ribeiro, salienta que o exercício se reveste de importância por três razões principais. “A primeira delas é a concentração estratégica dos meios disponíveis. A segunda razão é o adestramento da nossa tropa para atuação no amplo espectro. Por fim, é uma excelente oportunidade para a troca de experiências e conhecimentos, pois todos os comandantes de organizações militares de artilharia antiaérea se encontram nessa atividade”.

FONTE: Exército Brasileiro/Agência Verde-Oliva

77 COMMENTS

  1. As armas AA que o EB opera são mais que adequadas para qualquer Exercito e acredito que o preparo é adequado. O grande problema é que tais meios são poucos com relação a dimensão do território e pela quantidade de quartéis. Ou seja, o EB tem as armas AA e sabe usar, porem em quantidade inferior do que seria necessário.

    Saudações!

  2. Defesa do espaço aéreo não é responsabilidade do EB, é da FAB. O EB tem seus canhões e mísseis para garantir defesa AA entre 5 ou 10 Km no máximo. Claro que esses meios são poucos e insuficientes do meu ponto de vista. O EB não precisa de sistemas AA de grande alcance e tamanho, de uso complexo e custoso.

    Não sei se o EB faz uso de algum radar como o SABER M60, deveria.

    Saudações!

  3. Não temos artilharia antiaérea condizente com nosso território. Não temos AA, simples assim. Não investimos. Somos atrasados devido a não valorização da população e da roubalheira dos políticos quanto a questão é Defesa.

  4. Também sou a favor dos Gepards, e gostaria muito que fosse adquiridos tantos quanto possível e que fossem atualizados para lançar misseis Mistral.

  5. A Alemanha vendeu os Gepards num precinho muito camarada. O valor total não pagava nem a munição que veio junto com os blindados.
    Aliás, se o EB tiver que comprar essa munição da CBC, vai ter que fechar uma OM só para pagar o que é gasto em um exercício rsrs.
    Difícil sair outro negócio como esse se o Brasil não comprar nada da Alemanha ou, ao menos, fazer um contrato decente com a KMW do Brasil para modernizar os blindados existentes e os que possam ser adquiridos.

  6. Apesar de ser papel da FAB, infelizmente nosso espaço aéreo está aberto a qualquer invasão de caças, aeronaves de bombardeiro ou mísseis balísticos, tais como os Su-30 ou Mig 29 de nossos vizinhos, por exemplo.

  7. Rafael Oliveira
    Padrão 1a2 dos Gepard’s cuja compra de todos defendo podem ser feitos na unidade da KMW no RS.

  8. Concordo com o Sr. Carlos Alberto Soares. Gepards podem ser comprados em quantidades significativas. Duas perguntas: podemos utilizar mísseis ar-ar modificando-os para versão terra -ar? temos muitos M113, poderíamos utilizá-los como plataformas para esta versão? Obrigado.

  9. Carlos,
    Sim, mas acho difícil isso ser uma prioridade para o EB, ainda mais agora.
    O que vier de compra do EB em 2017/2018 será dos estoques do Tio Sam.

  10. Porque não vemos nada publicado sobre ad novas tecnologias unidaes de Artilharia AA criadas pelo Exército, o 9 e o 12 GAAAe?

  11. Senhores
    AAAe é prioridade no EB, mas a crise detonou.
    O Gepard foi comprado com munição suficiente pra MUITO tempo… vcs nem podem imaginar….
    A Alemanha está muito arrependida de vendê-los. Pois o crescimento da Rússia e o “se vira” dos EUA os pegaram de surpresa. Estão oferecendo 3x o valor q venderam pra nós, Romênia e Jordânia.
    Deveríamos ter comprado mais…. Agora já era…
    Nossa AAAe tem missão, no papel, além do tático, mas carecemos de meios para todos os níveis.
    Sds

  12. O SABER 60 já está sendo empregado. Se não me engano, as Bia PQDT e AMV já tem.
    Nada sei mais sobre como anda. Só sei disso por vídeos institucionais.

  13. Alguém pode dizer, porque o treinamento é feito com avião RC de baixo desempenho, ao invés de disparar um foguete em trajetória conhecida então os meios tentarem abatelo.
    Pois abater uma RC a 200km/h é fácil, o treinamento deveria ser para abater alvos a velocidade no minimo a do Som.
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    Por que não temos meios de defesa aérea para este pais?.
    É ridículo nosso poder de defesa aérea!
    Quantos Igla s ( ou similar) temos?
    Pantsir S-1 ( ou similar)?
    S400 ( ou similar)?
    Resumindo não temos a menor capacidade de defesa anti aérea?

    Agora o dia que cada Estrutura militar tiver um numero razoável de IGLA-S ( ao menos uns 15 lançadores por estrutura, hoje tem aproximadamente 300 x 15 = 4500). Mais munição para tudo isso, ao menos umas 20 para cada levando em conta o treinamento daria 4500 x 20 = 90000, assim pode ter certeza que ninguém iria se meter a besta no Brasil de Helicópteros, aeronaves a baixa altitudes.

    Para cada estado brasileiro 5 unidades do Pantsir S-1 ( ou similar), Assim em um ataque surpresa teríamos uma chance de proteger nossos pontos estratégicos de geração de energia e escoamento de produtos.

    Para cada estado brasileiro prever um S400 ( ou similar), com exceção de estado como SP que corresponde a mais de 40% do PIB e deveria ter 3. Parana que deveria ter 2 um só para proteger Itaipu. RJ deve ter 3 para proteger a Marinha. No total de 32 S400.

    Então sim poderíamos dizer que temos um sistema anti aéreo, somos continentais. E para tanto demos nos armar como um continente, cada estado com sua própria camada de defesa, apoiados por uma defesa nacional.
    Só assim seriamos capazes de repelir qualquer inimigo.

  14. Renan… Eu troco tudo isso ai que você citou por mais caças para a FAB. É mais fácil tentar estabelecer a superioridade aérea e atirar no “arqueiro”, do que ficar se defendendo das “flechas” em um território continental.

  15. Concordo, mais qual a chance de os caças decolarem?
    Visto o Egito surpreendido por Israel,
    no minimo as bases aéreas dos referidos caças teriam que ter uma boa defesa de ponto para dar chances para a decolagem e visto o tamanho do Brasil, precisamos de ao menos umas 4 bases aéreas bem defendidas.
    Já fica caro também.
    /
    E como proteger os alvos estratégicos ?
    Mas achar um meio termo seria ótimo, também concordo que a FAB precisa de 100 ou mais caças, mas temos que prevenir a perca de alvos importantes
    (Energia, bases, aeroportos, portos, estaleiros e AMRJ)
    Sem sistemas de ponto acho caro manter caças para tudo isso.

  16. Renan,
    Concordo que temos que ter uma defesa AA mais consistente e inclusive com sistemas de média altitude, mas discordo quanto aos S-300/400. Nesse caso estou com o Bardini e apostaria nos tais 120 Gripens, de preferência bem distribuídos pelo território nacional, em bases bem protegidas e defendidas e capazes de em caso de tensão serem distribuídas e camufladas, apoiados por uma maior quantidade de aeronaves radar (E-99 ou similar) e aviões tanques.
    O maior dissuasor contra um hipotético inimigo não é o sistema de defesa, por melhor que este seja e sim a possibilidade de uma reação avassaladora, e aí o caça tem dupla função fazendo o que um S-300 não faz. Ou seja, os caças servem para a defesa e para contra-atacar o país agressor.

  17. A única justificativa para termos um sistema como o S-300/400, Patriot ou similar, seria se houvesse em nosso teatro de operações (AL) a ameaça representada por mísseis balísticos mas como sabemos não existe tal ameaça por essas bandas.

  18. Bardini 19 de agosto de 2017 at 2:08 uma prova disto foi o vietnã q mesmo tendo milhares de baterias AA e etinerantes não conseguiu evitar q os eua obtivessem superioridade aerea, bem como o egito e siria no yom kippur…caças são preferiveis realmente e em bom numero. igla e rbs e guepard são otimos para helicópteros!

  19. Renan ( 19 de agosto de 2017 at 3:15 ),
    .
    Justamente… Os israelenses miraram os “arqueiros” antes mesmo destes pegarem suas flechas.
    .
    Por mais bem elaborada que seja a defesa AA, sempre haverão ‘gaps’ a serem explorados. E nada haverá de resistir a um ataque aéreo muito bem organizado e que conte com o volume correto de aeronaves e armas para saturar.
    .
    Sistemas AA são elementos de negação de uma determinada zona aérea onde se encontram e estão automaticamente na defensiva, posto que sempre haverão de se deslocar mais devagar e estarão limitados onde poderão ir pela geografia. E as aeronaves sempre poderão contar com petardos que vão mais longe e sempre contam com a possibilidade de arremessa-los fora do alcance efetivo de qualquer radar diretor de tiro.
    .
    Ao longo das guerras, sempre teve mais valia atacar com extrema força e impacto, e destruir primeiro, que ficar esperando ser atacado e apostar no contra-golpe. E isso, somente se consegue com forças aéreas na ponta de lança.
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    A campanha militar começa necessariamente na apuração de informações. Ela começa na inteligência. E ter elementos que possibilitem isso está em primeiro plano em relação a uma defesa AA. É com isso, na verdade, que você tem as maiores possibilidades de prevenir um ataque ou, caso o combate seja inevitável, minimizar ou evitar as baixas e danos subsequentes a esses deslocando o seu poderio de acordo com as informações que possui…
    .
    Tirando tudo isso, não ouso dizer que sistemas AA são inuteis. Longe diso. Mas seu uso torna-se muito restrito graças a miríade de mísseis ar-sup e armas guiadas que se tem hoje, além da capacidade anti-radiação que inibe o uso contínuo de radares.
    .
    Sempre se pode, evidentemente, surpreender um adversário, mas esses são eventos raros. Até aqui, o apogeu da AAA na era missilistica foi o ‘Yom Kippur’, quando egipcios conseguiram considerável sucesso em limitar o uso da avição israelense. Mas essa ápice logo se encerrou sobre o Vale do Bekaa em 1982, quando esses mesmos israelenses enfrentaram os mesmos sistemas e obtiveram avassaladora vitória, neutralizando todo o dispositivo sírio na região… Desde então, abates pela AAA são exceção, e não regra…
    .
    O maior efeito da AAA pelos dias de hoje, no meu entender, é tornar-se um grande empecilho. Ao mesmo tempo em que os métodos e as armas para neutraliza-la existem, isso não muda o fato de que estes são caros, o que faz com que somente forças aéreas muito bem treinadas e equipadas possam lidar defesas anti-aéreas de forma eficaz. Mas ainda assim, descontando a aeronave, as armas para lidar com AAA ainda são mais baratas que a própria AAA, que deve contar com um pesado e caro complexo em solo para funcionar a contento. Logo, se já se tem uma aeronave de caça avançada ( praticamente todas as aeronaves de geração atual podem ser dotadas de capacidade SEAD ), então a introdução de uma capacidade SEAD é algo mais facilmente realizável que a implantação de uma capacidade AAA plena.

  20. Desde já obrigado pelo conhecimento obtido.
    Mas uma pergunta isto que vocês apresentaram me faz pensar que não vale economicamente investir no S400 e Pantisir S1.
    Mas os Iglas acho que valem muito ainda.
    O que acham?

  21. Renan,
    Na minha opinião o S-400 não é necessário mas o Pantsir ou um outro sistema de defesa AA de média altitude é não só necessário como indispensável.

  22. Olá Renan,
    .
    Sigo a linha do Bosco.
    .
    Um sistema de grande altura/longo alcance, cuja a prioridade é lidar com ameaças de mísseis balísticos ( como o ‘Patriot’ ou S-400 ), pode ser considerado “não essencial”… Mas um sistema SHORAD ( SHOrt Range Air Defense ), que tenha capacidade de contrapor-se a ataques de armas guiadas ( como o TorM2 ou BAMSE ), faz-se sim necessário.
    .
    Atualmente, armas guiadas não balísticas ( como bombas planadoras e mísseis aerolançados ) podem ser consideradas as maiores ameaças por aqui, haja visto que a ameaça balística é ainda limitada a uma miríade de foguetes de curto alcance lançados por veículos lança-foguetes.
    .
    Tipos V-SHORAD ( Very SHOrt Range Air Defense ), como o Igla e o RBS-70, se mostram indispensáveis para negar a camada mais baixa do espaço aéreo e para defesa de ponto. Um tipo lançado de ombro como o Igla, é ideal para negar tráfego a helicópteros e UAVs voando baixo em regiões remotas ( visto ser relativamente leve, de fácil utilização, e ser portável por apenas uma pessoa ). Já o RBS-70 faz o mesmo serviço em áreas habitadas e de tráfego aéreo pesado, visto contar com um dispositivo IFF para identificar alvos ( prevenindo assim ataques a aeronaves amigas ou civis ).

  23. Continuando,
    .
    O uso de sistemas SHORAD e V-SHORAD pode ser considerado algo a ser praticado de forma mais “impune”, por assim dizer.
    .
    Igla e RBS-70, apesar de operarem no seu melhor com radares de aquisição, são capazes de operar por conta própria. O Igla tem uma cabeça de busca própria, ao passo que o míssil ‘Bolide’ do RBS-70 é guiado a laser por dispositivo iluminador no pedestal, permitindo operação completamente independente e de forma teoricamente furtiva, revelando-se somente no momento do engajamento…
    .
    E no caso dos sistemas SHORAD mais avançados ( Pantsir e TorM2, dentro do nicho que estamos explorando ) há um canal óptico independente, com o qual é possível realizar ao menos uma interceptação por vez sem utilização do radar diretor, operando assim sem emissões que poderiam denuncia-lo…

  24. Pessoal

    Depois da aula do Bosco, Bardini e do R R, só tenho uma coisa dizer… O Brasil não perde uma oportunidade de perder uma oportunidade!!! Poderíamos ter feito mais uma parceria com a Denel Sul-Africana para termos um sistema ante aéreo usando o a-darter e o saber60 ou 200…

    Pq eu tenho a impressão que o nosso país sempre fica na promessa… Leio esse blog a anos e msm assim não vejo nada mudar no nosso país!!! As pessoas aqui se diz apenas entusiastas… Mas parecem especialista pq mostram com clareza por muitas vezes os erros nossos com uma clareza que é fantástica…

  25. Tenho enorme respeito pelo Editor e os leitores, mas essa de Aeroespacial foi uma piada kkkkkkk
    Aero o que ? Somos um Exército cabide de empregos, com uma tropa despreparada e mau equipada, do mesmo nível da segunda guerra.

  26. Amigos, me tirem uma dúvida por gentileza.

    Se a característica do míssil balístico é exatamente atingir o outro lado do mundo, a América Latina como base para a necessidade de um Patriot ou S-400 é irrelevante, não é?

    Afinal, a ameaça viria de quem tem os balísticos e poderiam nos atacar sem sair do sofá. Sendo assim um Patriot ou S-400 é tão importante quanto um de média altitude.

    Ou eu falei besteira?

    Agradeço se puderem esclarecer.

    Muito obrigado.

    Ps: inimigos em potencial não temos nem aqui nem em lugar nenhum, e a probabilidade de ter aqui na AL é igual a de ter no resto do mundo. Diria até que enfrentar uma Inglaterra, França e EUA é mais fácil que pegar uma Venezuela, Bolívia ou quem seja. Isso porque EUA tem interesses e capacidades, França faz fronteira e Inglaterra disputa as Malvinas. É pouquíssimo provável qualquer cenário desses, mas minha pergunta é sobre capacidades e não sobre inimigos possíveis ou reais.

  27. Ten Murphy,
    Esse tipo de ameaça de míssil balístico de grande alcance, tipo ICBM ou SLBM, é só nuclear. Ainda não existem mísseis balísticos com mais de 3000 km armado com ogivas convencionais.
    Ou seja, na hipótese de sermos atacados por um ICBM (“vindo do outro lado do mundo”) estaríamos sob ataque nuclear. Essa hipótese é pouco provável tendo em vista que são apenas 5 os países que detém tal tipo de arma e por nós não armas nucleares e se um ataque nuclear fosse considerado necessário muito provavelmente o seria feito por meio de mísseis cruise ou bombas. O míssil balístico (ICBM e SLBM) é mais para um cenário onde o inimigo também disponha desses meios. É claro, nada impede que seja utilizado na prática.
    Outro ponto é que só os EUA é que possuem “alguma” defesa contra mísseis balísticos intercontinentais, na forma dos interceptadores GBI situados no Alasca e na Califórnia. São mísseis pesados (20 t) , do tamanho de ICBMs. Também é dito que os mísseis THAAD e SM-3 possam ter alguma utilidade contra a ameaça de mísseis ICBM, mas em cenários muito específicos.
    Os russos também têm alguma defesa contra ICBMs exclusivamente sobre Moscou, mas na forma de interceptadores com ogivas nucleares.
    A defesa contra ICBMs e SLBM é altamente especializada e necessita de uma série de meios, como por exemplo, radares de grande alcance baseados em terra e satélites de alerta de lançamento de mísseis. Além, claro, dos próprios mísseis interceptadores.
    Ou seja, sistemas como o Patriot ou S-300/400 não são eficazes contra mísseis ICBM e só são utilizados contra mísseis balísticos de curto alcance (até 1000 km de alcance). Esses mísseis existem aos milhares por dezenas de países e são armados com ogivas convencionais.
    Um abraço.

  28. No Brasil a defesa do Espaço Aéreo é/era compartilhada, não sei ao certo.

    A responsabilidade do EB é do espaço aéreo inferior( FL145) e a FAB do superior.

    Nem a FAB e nem o EB tem capacidade plena de defender ambos.

    Na prática em uma situação de combate e não a de defesa de fronteiras, caberia ao EB um bom sistema de defesa das tropas no solo e a FAB a superioridade aérea.

    Isto vai acontecer ? Nunca…

  29. Acho que se fossemos pensar em ser “independentes” no tocante a AAA, deveríamos seguir mais ou menos os seguintes passos:
    .
    Desenvolver/copiar/nacionalizar/comprar um sistema C-RAM para sem empregado pelas 3 forças na defesa de estruturas e para que o CFN tenha este tipo de proteção em ambiente expedicionário. Tal sistema também poderia vir a ser o mesmo empregado nos navios da MB, como CWIS. Algo como o MANTIS/ Millennium seria o ideal, no meu entender.
    .
    Média altura, o melhor caminho seria desenvolver/copiar/nacionalizar/comprar um míssil que possa ser utilizado pelas 3 forças, sendo lançado desde das aeronaves quanto das plataformas móveis e navios. Algo próximo do CAMM e CAMM-ER seria interessante…
    .
    Mas a prioridade maior deve ser investir em Caças multifunção e seguir renovando os estoques do bom e velho MANPADS.

  30. A nossa prioridade hoje na AA seja para o EB, FAB ou para MB seria um sistema padrão de médio alcance, vejo dois com boas possibilidades num futuro mais distante, o CAMM e o Iris T, o primeiro já tem suas versões SL e em VLS de navios o segundo em vias de ter, e o mais importante ambos são aero transportáveis em C130/KC 390.

    g abraço

  31. Bosco, muito obrigado, muito esclarecedor.

    Entendi que a defesa anti-mísseis é importante mas está muito mais distante da nossa necessidade que eu imaginava. E entendi o motivo dos sistemas Patriot e S-400 serem desnecessários no momento dada a nossa realidade financeira e geopolítica. Considero que nossos vizinhos não possuem mísseis balísticos convencionais nem mísseis de cruzeiro, e portanto é desnecessário sistemas contra eles.

    Fico ainda com algumas dúvidas:

    1. Num cenário onde nos atacassem com mísseis de cruzeiro e bombas, convencionais ou não, os sistemas de média alcance como vocês defendem e uma força aérea moderna é o suficiente para a defesa? Se responder sim você finaliza a questão toda prá mim.

    2. Imagino um cenário onde sofrêssemos embargo econômico e fossemos ameaçados por submarinos nucleares (nova guerra Falklands ou guerra muito improvável com EUA ou França, ou mesmo guerra entre EUA e Rússia/China na qual apoiássemos os EUA e sofrêssemos o rescaldo dos ICBMs lançados contra os americanos). Esse cenário é altamente improvável, quase impossível. Mas meu medo é de que numa situação similar a Guerra das Malvinas onde a Inglaterra atacasse a Argentina com mísseis nucleares e nós apoiando a Argentina, estaríamos bem ferrados, não? Nesse caso, ficaríamos reféns da Inglaterra ou teríamos defesa de alguma forma? E como seria essa defesa? Apesar disso acho mais provável ficarmos quietinhos ou apoiarmos a Inglaterra secretamente que nos arriscar a tomar bomba na cabeça.

    3. Isso me leva a próxima questão: mísseis balísticos lançados por submarinos e aviões são em sua maioria intermediários, não é mesmo? E nesse caso minha dúvida anterior estaria já respondida?

    4. Os mísseis balísticos intermediários vem “de cima” igual os intercontinentais e nesse caso a defesa seria igual (GBI, A-135, THAAD, etc)? Ou Pantsir seria suficiente?

    5. Por fim, o que acha do Brasil fazer uma defesa anti-mísseis convencional como GBI (os EUA apoiariam esse desenvolvimento)? E se fizéssemos uma defesa anti-mísseis nuclear como o A-135 ou com mísseis eletromagnéticos? Temos essa necessidade, você acha isso viável ou mesmo necessário? Uma forma de esconder a construção de nossas próprias armas nucleares (travestidas em mísseis meramente “defensivos”)? Ou de repente seria uma grande besteira (nucleares) ou desnecessário em alto grau (GBI)? Meu anseio é apenas que o Brasil seja temido senão pelas armas nucleares, pelo menos pela capacidade de negar seu uso primeiro pela Inlgaterra, depois pela Rússia e China, e por fim por EUA e França.

    Desde já agradeço a você ou a quem mais se dispuser a responder. Aprendo bastante com vocês.

    Abraços.

  32. Bardini, Juarez e Bosco:

    Na opinião de vocês quais as quantidades necessárias dos sistemas defendidos por vocês para equipar o Brasil? Esqueçam orçamento. Num mundo ideal, quantos seriam? E no mundo real, com orçamento limitado? Se puderem apontar as quantidades nas duas situações, agradeceria infinitamente. Quantidades de:

    Sistema C-RAM?
    CWIS?
    MANTIS/Millennium?
    CAMM e CAMM-ER?
    MANPADS?
    Iris T?
    Pantsir, Tor, Buk, Kub?
    Strela, Osa, Tunguska?
    NASAMS?

    Mudando de defesa para ataque, que acham da adoção de um similar ao Iskander e de um Tomahawk/Kalibr? Israel nos ajudaria na adoção de um torpedo ou míssil balístico de médio porte? Rússia talvez?

    Sei que viajei na última, mas na opinião de vocês seria interessante possuirmos algo do tipo, nuclear ou não? Li uma vez que há bombas convencionais com maior poder destruidor que as primeiras bombas nucleares. Entregá-las por meio balístico é importante?

    Obrigado desde já.

  33. Ten Murphy,
    1- a defesa contra mísseis cruise subsônicos não é diferente da defesa contra caças atacando em baixo nível, com o complicador que os mísseis têm RCS muito menor. A melhor defesa seria tentar interceptar os mísseis na fase intermediária utilizando aviões radar, radares em terra, caças e sistemas sup-ar. Tudo integrado!
    Também os alvos principais (bases aérea e navais, usinas elétricas, centros de comando e controle, etc.) teriam que receber defesa de ponto na forma de canhões e/ou mísseis sup-ar de curto alcance.
    2 e 3 – Não temos nenhuma defesa contra mísseis balísticos de qualquer espécie, seja IRBM e muito menos ICBMs e SLBMs.
    4- Mísseis balísticos de alcance intermediário são tão difíceis de interceptar quanto os de alcance intercontinental. Ambos se movem no espaço e reentram na atmosfera a mais de 5 km/s. Preferencialmente os veículos de reentrada (ogivas) dos mísseis devem ser interceptados fora da atmosfera (acima de 100 km de altura) e um Pantsir não serve absolutamente para nada contra esse tipo de ameaça. Só para termos uma ideia, nos 15 km de altitude em que o Pantsir opera um veículo de reentrada percorre em menos de 3 segundos. As únicas armas aptas a interceptar esses mísseis são os que você citou. A exceção à regra é o sistema A-135 que não é um interceptador exoatmosférico, mas endoatmosférico, com a diferença de ter uma ogiva nuclear.
    5- quanto a termos uma defesa contra ICBMs como a que existe nos EUA ou na Rússia isso simplesmente não é possível. Primeiro que consumiria bilhões e décadas para estar pronto. Segundo, que não temos um cenário em que essa defesa possa ser útil pelo simples motivo que não temos armas nucleares e nem mísseis ICBMs ou SLBMs. A melhor defesa contra um ataque nuclear é a certeza da retaliação. Mesmo os EUA e a Rússia confiam nessa dissuasão e utilizam seu sistema de defesa antimíssil contra ameaças eventuais dos chamados países nucleares “párias”, mais especificamente contra a CN e num futuro incerto, o Irã. Também por enquanto é possível uma defesa contra um ataque chinês, que tem limitada capacidade de lançamento de ogivas múltiplas (mas isso está mudando).
    Espero ter ajudado.
    Um abraço.

  34. Para nível “EB” está bom, ou seja, dá para o gasto, o ideal é que existam em maior quantidade e uma maior diversificação, com equipamentos mais modernos e letais, mas nessa mesma linha, até mesmo os Gepard são válidos dentro dessa combinação de sistema de defesa AA nível “EB.”
    Mas quando pensamos em uma defesa AA de maiores capacidades, não tem como fugir daqueles tubos gigantescos que os russos fabricam, temos que ir em busca dos S-400 se desejarmos ter uma defesa AA respeitável, e acima de tudo, temida.
    O ideal é que sejam como alguma transferência de conhecimento, e não necessariamente destinada a um sistema AA, digo, negociar estes sistemas com o russos, e buscar alguma tecnologia que eles possam ter, e que nos seja útil, sensível e necessária.
    Outra coisa, numa real, estes Gepard vão mesmo é ser empregados contra tropas inimigas a pé e viaturas, sua mobilidade e poder de fogo são devastadores. Podem fazer as duas funções, vigiar o espaço aéreo de uma base, e ao mesmo tempo, cuidar do que vem pelo chão.

  35. Acho que não precisamos pensar em defender centenas de pontos importantes no nosso país. Isso é inviável… O Brasil na região tem mais chances de ser o atacante do que o atacado. Nesse caso, o que necessitamos é de uma defesa AA capaz de fazer um “cinturão” ao redor da região do país onde as operações ocorreram.
    .
    Exemplo: Estoura uma guerra civil na Venezuela. O Brasil tem que isolar uma parte da fronteira, conter o fluxo migratória e decidem por ir até caracas, para restabelecer a ordem. Precisamos proteger só aquela região, que em caso de contra ataque seria atingida. Não necessitamos proteger alvos aqui no sul, enquanto o pau come lá encima.

  36. Barda, muito bonito o teu raciocínio e bastante lógico.
    Já ouviste falar da teoria de ter que lutar em duas frente de batalha geograficamente opostas e distantes??
    Os EMs vem trabalhando nisto a algum tempo, algum motivo a de ter.
    Bom, voltando a vaca fria, penso que a FAB, por exemplo deveria possuir pelo menos três baterias deste sistema e que fosse facilmente aerotransportadas. Porque três???
    Porque quem tem uma, via de regra pode não ter nenhuma , quem duas, as vezes terá uma, e quem tem três e tem uma diagonal de manutenção razoavelmente organizada, sempre terá uma operacional.

    G abraço

  37. Dizem por “aí” que os Suecos em vias de adotar o Iris T SL estariam de bom grado em nos “regalar” algumas baterias de Bamse pertencentes a FAs suecas por um precinho camarada, mas com a tesourada, acho que vai ser difícil.

    G abraço

  38. Claro que poderiam se abrir duas frentes Juarez, ainda mais com o tamanho do Brasil… Mas no caso dos nossos vizinhos, quem consegue sustentar mais que uma frente?
    .
    Bolívia?
    Não fede nem cheira, mas poeria fazer besteira com o Peru.
    .
    Peru…
    Rusgas com o Chile que se espalhem pela AL toda poderia ser um motivo. Mas ai estaríamos com os Chilenos. Quem lutaria em duas frentes seriam eles, os Peruanos e Bolivianos.
    .
    Venezuela, só tem um caminho por onde eles podem seguir. Se tentarem ir por outro, dão de cara com os Colombianos de um lado e do outro com as tropas da Rainha.
    .
    Argentina… Mais fácil eles tentarem algo com as Malvinas.
    .
    Paraguai… Só existe.
    .
    Só se a tal da UNASUL resolver se voltar contra o Brasil. Seria briga de foice no escuro uma guerra entre esse bando de pelo rsrsrs…
    .
    Resta a França, Inglaterra ou OTAN. Depois que eles afundarem toda nossa Marinha e acabarem com a aviação, podem escolher onde desembarcar o rolo compressor… Daí complica. Ou não, dependendo do louco que esteja no poder, pode ser uma boa.

  39. Uma boa aviação de caças, Gripens(100 a 120 unidades) em conjunto com uma razoável Artilharia antiaérea integrada para as três forças mais uma boa vigilância marítima e esquadrões de caças navais. Não esqueçamos dos submarinos e algumas forças de superfície. Sem alarde. Isto para um país que deseja ser desenvolvido e ter o mínimo poder de dissuasão. Esqueci, mais sistemas astros 2020, algumas dezenas de helicópteros de ataque e super tucanos, além é lógico da modernização do AMX. Finalmente não esquecer da logística. Estou me referindo para um país que deseja ser desenvolvido e não potência bélica. Pra curto e médio prazo. Lembremos de Ozires Silva.

  40. Bardini 20 de agosto de 2017 at 23:00
    Minha visão: a esquerda não retornará ao poder no Brasil. Mas a turminha do Foro de SP não descansará. Vejam o pulh@ do Zé Dirceu falando via whattsapp há pouco tempo em “voltar ao poder nesse país”… E nossos vizinhos continuarão sendo governados por governos esquerdistas, inclusive com risco real de volta ao poder na Argentina. Bom, então teríamos um Brasil conservador e alinhado aos EUA, rodeado de vizinhos “esquerdistas” que veriam aos EUA e a nós mesmos, como “imperialistas”, tudo isso somado ao desejo da volta do poder, a todo custo, de uma esquerda minoritária no cenário interno.
    Abraços

  41. sergio ribamar ferreira 21 de agosto de 2017 at 2:43
    Vou comentar apenas em relação as forças que eu, como cidadão brasileiro, tenho orgulho:
    FAB com 72 Gripen E + 20 F-35 (lá por 2025-2030) + artilharia AA principalmente em Santa Maria + KC390 (mobilização rápida p qualquer canto do país) + Super Tucano.
    EB com Guarani, Astros 2020, míssil Matador (e derivados… com maior alcance), M109 AP, muita inteligência de campo de batalha (EW, UAVs) e artilharia AA no polo aeronáutico de SJC.
    Abraços

  42. ps: isso leva em conta um investimento racional mínimo e não está levando em conta a implosão definitiva do orçamento federal e o consequente calote branco com a dívida pública interna…

  43. Gallina 21 de agosto de 2017 at 8:30

    Gallina, sei que sua colocação foi para o Bardini, sinto pela intromissão, mas apenas um adendo, nossos vizinhos já nos veem como “imperialistas”…. o discurso diminuiu um pouco nos últimos anos por conta do alinhamento ideológico entre os esquerdistas, mas ainda resiste em praticamente toda AS.

  44. Roberto Bozzo 21 de agosto de 2017 at 9:25
    Opa, não é intromissão nenhuma. E concordo com sua observação. Enquanto tivemos Lulla e Dilma por aqui, esse sentimento foi abrandado. Mas no cenário que imaginei acima, voltaria com tudo. Alinhados política e ideologicamente com o Brasil, teríamos Chile, Colômbia, Peru e provavelmente Paraguai. Argentina uma grande incógnita. Aliás, não sei se alguém viu, por esses dias, a declaração de um uruguaio “protestando” contra a reforma trabalhista brasileira… Olha, precisamos muito de um acordo comercial com a UE e, em tese, o poder de negociação de um grupo (Mercosul) seria maior. Mas que esse Mercosul tem tudo para ser (se já não o é) um grande problema, ahh tem…
    Abraços

  45. Boa Bardini.
    .
    Acrescento que qualquer sistema de defesa de ponto deveria ter capacidade de defender as tropas em movimento pelo espaço de batalha, principalmente contra projéteis de artilharia ( foguetes e morteiros pelo menos ), no que algo do nível do MANTIS teoricamente se encaixa muito bem… Isso permitiria minimizar as chances de baixas nessa fase crítica da operação, que é a realocação da tropa e de suprimentos ao ponto pretendido.
    .
    A adoção de uma arma de cano ligada a um sub-sistema de direção de tiro seria o inicio do caminho mais lógico para o desenvolvimento de uma capacidade independente. Aliás, todos os que estão buscando o desenvolvimento da capacidade AA estão pensando dentro disso hoje…
    .
    Exemplos interessantes:
    https://www.youtube.com/watch?v=XB4O2Wo2J6I
    https://www.youtube.com/watch?v=lvp-fBx_mic

  46. Pessoal,
    Sistemas C-RAM só são efetivos dentro de um contexto de operações de baixa intensidade. Por exemplo, no caso de defender uma base de ataques de forças irregulares, insurgentes, terroristas, etc. , onde não se espera um volume de fogo alto e onde a ameaça é logo neutralizada por fogo de contrabateria.
    Nenhum sistema C-RAM desenvolvido até agora funciona contra o fogo de artilharia de um exército inimigo em condições de simetria, que facilmente iria saturar o sistema.
    Outras ameaças a serem consideradas na guerra irregular e regular são os UAVs e as PGMs.

  47. Pessoal, vamos por os pés no chão. A AA deve levar em conta as possiveis ameaças e as nossas ameaças ou serão um a coalizão ou uma potencia invasora ou algum vizinho, com ou sem apoio .
    Se enfrentássemos uma coalizão ou uma potência global, com misseis de cruzeiro e caças, embarcados ou com bases em vizinhos, nem os caças e nem a melhor AA fariam muita diferença. Seriamos esmagados. Temos de pensar assim em ameaças regionais.

    Hoje na AL, um sistema como o S-300 ou S-400 é inútil e exagerado. Poucos paises tem capacidade de lançamento de bombas planadoras inteligentes e nenhum aqui tem misseis de cruzeiro. Nenhum dos que tem a primeira capacidade conseguiria atingir algum alvo de valor estratégico fundamental sem ter que voar milhares de quilômetros sobre nosso território, de forma que teríamos enorme vantagem defensiva.

    Neste contexto é compreensível que a nossa defesa aérea esteja eixada sobre a FAB e seus interceptadores e que a AA tenha um papel residual e secundário.

    Penso eu que quando muito, pelo elevado custo, deveriamos ter entre 3 e 12 sistemas de médio ( BUK por exemplo) alcance ou de curto alcance estendido (Panstyr, Spider, Banse?) ou um mix com mesma quantidade.

    O resto da defesa de ponto pode ser feito por canhões e misseis de curto alcance salientando-se que o RBS 70 tem um dos melhores custos benefício.

    Hoje temos 5 grupos. Se pretende mais um. Que seja. Põe 54 lançadores RBS-70 com 05 misseis cada nos grupos e mais 20 nas em 10 baterias das brigadas. Coloca 24 misseis Igla por grupo em 6 seções de 04 misseis cada e mais 12 em cada bateria em 03 seções. Os 60 canhões 12 para cada grupo. E mais 24 metralhadoras em 08 seções nos grupos e 06 em cada bateria.

    os grupos com uma bateria de misseis ( Igla e RBS 70), uma bateria de canhões ( 12 peças) e uma bateria de metralhadoras, mais uma bateria de busca com 06 radares SABER 60.

    As baterias com uma seção de misseis ( Igla e RBS 70 ), uma seção de metralhadores e uma seção com dois SABER 60.

    E eu ainda colocaria metade dos Gepard em defesa de ponto. As unidades blindadas são móveis, e ainda tem armas orgânicas AA. Não precisa 32 gepard nesta função.

    Com isso ai cobre facilmente d 45 a 50 alvos com razoável cobertura.

    Se houvesse alguns sistemas de médio alcance seria destinados a alvos prioritários ( exe, Itaipu).

  48. Por que o Brasil desse tamanho precisa de 126 caças apenas enquanto eu olho para o Oriente Médio e vejo:

    Israel com cerca de 225 F-16 e 85 F-15
    Arábia com 150 F-15 e 150 Tornado/Typhoon
    Turquia com 250 F-16 e 50 F-4
    Egito com uma porrada de F-16, Mirage, Rafale, F-4, Mig, Jengdu e o diabo a quatro

    Isso para não falar dos japoneses, coreanos, indianos e australianos. Tudo bem que a região deles é bem mais quente, mas eu não entendo planejar a defesa baseado em inimigos e sim em capacidades.

    Por gentileza, onde eu estou errando? Ou realmente 126 caças está subdimensionado para o Brasil? Quanto seria o ideal?

    Muito obrigado.

  49. Ten são realidades bem diferentes. Ameaças diferentes, históricos diferentes possibilidade de arcar com custos diferentes e nossos ladrões do erário são muito melhores que os deles. Aliás, em alguns lugares que você citou, lula e alguns dos seus amigos agora estariam sem as mãos.

    Temos de raciocinar com nossas possibilidades e nossas necessidades em vista de potenciais ameaças. A FAB não tem e não terá num futuro a médio prazo condições de arcar com mais de 48 a 60 caças modernos.

  50. Colombelli, tupd que tu citou é defesa de curto alcance, precisamos de um “perna meia longa”, um CAMM, Iris T, Nasams,ou coisa parecida, nada de delírios, coisa pouca, bem organizada e com doutrina operacional moderna.

    G abraço

  51. CAMM ?
    Marinha brasileira – variante CAMM (M), selecionada em 2014 para equipar novas corvetas de classe Tamandaré com base no projeto Barroso.
    Corpo de Marinha do Brasil :
    AV-MMA, uma variante CAMM (L), equipará uma versão antiaérea do Astros II MLRS.
    _____________________________________

    “Juarez 20 de agosto de 2017 at 16:20”

    Mas em missílica AAA sempre ficarei com o Spyder (C 130-KC 390), nossa interação ficará muito +++++ lógica e nisso o G NG ou F 39 se fazem presentes.

    Bamse ? Ótimo e minha 2a. opção.
    _______________________________________

    Bardini 20 de agosto de 2017 at 23:00
    Esqueceu de um país:
    Triplice fronteira, a bicho pode começar por ali …..
    _______________________________________

    Bosco 21 de agosto de 2017 at 11:25
    Voltamos aos Guepard’s por sinal muito bons, lembrando que podem ter missílica tb.
    _________________________________

    colombelli 21 de agosto de 2017 at 18:44
    Concordo, aliás “conversamos” isso há uns anos aqui.
    As ameaças atuais:
    Fronteira de RR Paracaíma
    Triplice Fronteira.
    Essas áreas merecem especial atenção e reforços de defesa e mobilização,
    acompanhado de equipamentos e armas.
    ______________________________________

    Juarez 21 de agosto de 2017 at 22:01
    Cadê a grana meu Amigo ? Nem em 20 anos e tú sabes disso; MBDA ? Esquece
    Spyder é a lógica, Python e Derby.
    _______________________________________

    Spyderpara curtas e médias distancias:
    http://www.rafael.co.il/4461-en/Marketing.aspx

  52. Senhores um sistema de armas e aeronaves eficientes seriam fundamentais,porem estão esquecendo de uma boa estrategia, muitas batalhas na 2ª Guerra foram vencidas por estrategias, então se o sistema de armas for eficiente mas não tiver uma boa estrategia não valeria de nada e vice e versa!

  53. Juarez são os 12 sistemas que mencionei, porém o custo disso ai vai a um bilhão fácil. Por ora duvido muito que vá além dos de curto alcance os quais se tiver algo ja é alguma coisa, pois hoje estamos com quase nada.

  54. Ten Murphy 21 de agosto de 2017 at 19:04

    Custos de manutenção nas alturas. Mesmo FA tradicionais encolheram muito.
    Holanda ficará restrita a 37 F-35; Alemanha e Itália com menos de 200 caças; UK pouco mais do que isso.
    Quanto aos países mencionados no seu comentário, nenhum deles substituirá na base 1 por 1.
    A AS ficará com 150 F-15 e 72 Typhoon, mas é um castelo de cartas que, numa situação de combate, seria dizimado em poucos dias pelos Juds. Egito, ao que parece, vem contando com a ajuda dos UAE; mesmo assim, conseguiram até agora algumas poucas dezenas de MIG-29 e Rafale.
    _________________________________

    Além do fator $$, nosso cenário geopolítico é bem mais brando.

    Abraços

  55. Sobre o polo de SJC, um adendo (não consegui completar a mensagem antes).
    Posso estar exagerando. Fábricas de munições não estão lá, e Embraer (Gavião Peixoto) e Avibrás estão hoje também estabelecidas em vários locais.
    Mas minha preocupação não é de algo vindo do mar… Uma aeronave com raio de combate de 950 km, decolando de uma pista improvisada da Província de Missiones, atingiria toda a região. Um A-4 em perfil lo-lo-lo não teria esse raio, mas um Sukhoi imagino que não passe muito longe disso.
    Mas (repito que) posso estar sendo exagerado. E não seria algo para agora. Por ora, a preocupação deve mesmo ficar com a associação entre o PCC (Foro SP) e organizações islâmicas xiitas na Tríplice Fronteira !
    Abraços

  56. O Brasil e o famoso lençol curto. Pra criarem o 12 G AAAe em Manaus AM, tiveram que extinguir a 14 Bia AAAe em Olinda PE. Consequentemente deixando descompleta, a 10* BDA INF MTZ, única grande unidade na região NE que tinha todos os seus elementos de manobra. A 10* BDA de Inf MTZ é formada por 4 batalhões de infantaria motorizados, são eles: 14*, 71* e 72* localizados em PE, mais o 59* em AL. Sendo o 14* e o 71* batalhões tipo 3, e o 72* e o 59 tipo 2. Como elementos de apoio ao combate, conta com o 7* GAC, 14* B Log, 10* Esq Cav Mec, 7* Cia Com, 10 Cia Eng Comb e o 10* Pel PE, todos no estado de PE. Uma grande unidade que junto com a 3* BDA INF MTZ e a 9* BDA INF MTR ( escola) pertencem a reserva estratégica de pessoal do EB. Não confundir a reserva de pessoal, com a Força de Ação Rápida. Uma unidade tão importante na região, que tem quase todas as suas unidades localizadas no mesmo estado, onde se tem um porto, uma base da FAB e um grande campo de instruções do EB o CIMINIC, e uma grande quantidade de unidades que direta e indiretamente prestam apoio logístico a essa BDA por estarem situadas no mesmo estado. Dentre elas o PQ R MAN 7, 7″ D SUP e o HMAR. Ai fica a pergunta: Descompletar a única BDA em condições de ficar em ECD na região não foi um erro do alto comando? Sei que o TOA é prioridade, mas deixar todo NE desprovido de alguma unidade de AAAe ao meu ver, é um grande erro! O SOL É O CZA!

  57. Bardini 22 de agosto de 2017 at 17:05
    “Poderia se fazer uma cópia do Spyder, utilizando Radar SABER M60 e A-Darter…”

    Eu defendo isso há muito tempo. Saber M200 (que tem capacidade de guiar mísseis de guiagem ativa até a fazer terminal), com o M60 para as falhas de cobertura. E o míssil ser o A-Darter com buster.
    É o suficiente para a artilharia de média altura/média distância.
    Já para a longa distância/grande altura, não temos ameaças de mísseis balísticos, um caça pode suprir em boa dose a ausência.

  58. Silvio RC: como esclarecimento, há alguns anos, a doutrina do EB estabeleceu que apenas 04 Bda justificariam ter sua BiaAAAe orgânica: as blindadas (daí os Gepard, incluindo a 11a BiaAAAe que foi transferida de SP para o PR), a a brigada paraquedista e a brigada aeromóvel. As demais teriam seus efetivos assimilados para organização de GAAAe nos Comandos Militares de Área desprovidos de AAAe; assim, iniciou-se pelo 12 GAAAe de selva, seguindo-se o 9 GAAAe (por evolução da 3a BiAAAe, transferida de Uruguaiana para Três Lagoas-MS). A próxima etapa seria a transformação do 17o GAC (Natal) em GAAAe, para atender ao NE. Este é o planejamento no médio prazo.

  59. Alex Nogueira , os Gepards não podem lançar mísseis mistral , podem lançar os IGLA S !
    ED CARLOS a AA do EB somente é adequada ao Inimigo !!

  60. JUAREZ o teu Spyder provou que não serve para nada , se queremos realme4nte uma Defesa AAer ,temos que procurar na Rússia no Ocidente além de Cara , e sem um exemplar de Missil a contento ,ainda poderemos sofrer o que os argentinos sofreram nas Malvinas , cederem os seus Códigos a seu inimigo , mas aliado do vendedor !

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