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Zapad 2017: helicóptero acerta jornalistas com foguetes

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Um incidente com um helicóptero de combate russo que disparou foguetes em espectadores ocorreu recentemente durante os exercícios militares Zapad 2017. De acordo com o site 66.ru, várias pessoas ficaram feridas como resultado do lançamento dos foguetes.

Um helicóptero Ka-52 inadvertidamente disparou foguetes ar-superfície durante as manobras Zapad-2017 no campo de treinamento “Luzhsky” na região de Leningrado. Duas pessoas foram feridas e hospitalizadas, disse o site 66.ru com referência a uma “fonte informada”.

Continua desconhecido, no entanto, quando ocorreu o incidente. No entanto, uma reportagem do serviço de imprensa do Distrito Militar Ocidental disse que em 17 de setembro, as tripulações dos helicópteros de ataque Mi-28N e Ka-52 “trabalharam nas tarefas de reconhecimento aéreo, realizando um ataque com foguetes em alvos terrestres e cobrindo um agrupamento terrestre de tropas do ar “.

De acordo com a fonte da publicação acima mencionada, os helicópteros estavam voltando para os alvos, quando os foguetes foram lançados. Alegadamente, eles foram lançados incidentalmente, como resultado de uma falha técnica a bordo do helicóptero. Pelo menos dois carros foram destruídos, enquanto duas pessoas, provavelmente jornalistas, sofreram lesões graves, segundo a fonte.

O serviço de imprensa do Distrito Militar Ocidental refutou a informação sobre o ataque incidental de foguetes aos jornalistas que alegadamente ocorreu durante os exercicios Zapad 2017.

De acordo com relatos nas mídias sociais, o incidente ocorreu em 18 de setembro. No entanto, o serviço de imprensa do Distrito Militar Ocidental disse que não houve acidentes envolvendo aviação durante as manobras em 18 de setembro.

“Todas as postagens em redes sociais sobre um ataque de foguetes contra uma multidão de jornalistas e uma multidão de vítimas vêm como provocação deliberada ou estupidez pessoal de alguém”, disseram funcionários do departamento.

Em relação ao vídeo, que teria sido feito na cena do suposto ataque, as autoridades disseram que foi feito “em outro momento em que os helicópteros estavam simulando a destruição de alvos terrestres”.

“O sistema de mira de um dos helicópteros capturou por engano um alvo, e os foguetes não guiados atingiram um caminhão, em que não havia pessoas”, explicou o serviço de imprensa.

FONTE: Pravda.Ru

Defesa Store

41 COMMENTS

  1. OFF – Os EUA estabeleceram base militar em Israel.
    .
    Admito que estou começando a ter respeito pelas profecias… teorias de conspiração na rede bombando.

  2. Me lembrei dos portugueses que a vários anos fizeram uma exibição de ataque ao solo e o alvo era coberto de plastico, ocorre que o palanque tinha uma cobertura tambem de plastico e com o reflexo do sol confundiu o piloto que atacou o palanque pensando ser o alvo.

  3. Um misto de imperícia, imprudência e negligência dos militares russos?

    Ou alguém na tribuna pode ter sido alvo de uma tentativa de assassinato?

  4. Theogatos, foi isso mesmo, sobre o acidente em Portugal onde acertaram o palanque, foi com o Fiat G91, eu não me lembro o ano, mas foi a muito tempo.
    Não encontro referencias na internet, se alguem tiver poderia postar.

  5. Paulo Almeida 19 de setembro de 2017 at 14:16
    Paulo, eu não encontrei nada sobre o acidente do ataque do palanque, mas o antoninho lembrou, inclusive do avião que era um Fiat G-91 Gina.
    A Força Aérea de Portugal teve outro acidente bizarro, uma tragédia em um dia festivo em 1955 onde fizeram uma formatura com 12 jatos F-84 Thunderjet e estava com nevoeiro, em vez de cancelarem a exibição deram continuidade, o lider entrou em uma área de baixa visibilidade e 8 dos 12 aviões ficaram na montanha com perda total e todos os pilotos mortos, o episódio é conhecido como “A tragédia da Serra do Carvalho”.
    . https://meioseculodeaprendizagens.blogspot.com.br/2010/07/o-acidente-aereo-na-serra-do-carvalho.html

  6. Walfrido Strobel 20 de setembro de 2017 at 12:40

    No final da década de 70, não lembro o ano ao certo, em uma demonstração na AMAN, a FAB enviou um UH-1 com uma equipe de terra e dois caças iam fazer um ataque a noite. O Heli ficou pousado na contra encosta de uma elevação, enquanto os cadetes ficavam na encosta vendo o alvo. Quando os caças vieram, confundiram as luzes do painel do heli, q esqueceram aceso, com a luz do alvo, e destruíram o infeliz….
    Graças a Deus, nenhum estilhaço ou o sopro atingiram quem estava na elevação, mas foi um susto bizarro.
    Não sei se houve feridos ou as consequências, pois quem me contou foi meu primeiro Cmt na tropa e ele era cadete do primeiro ano, então não soube das punições aos responsáveis.
    Sds

  7. Imperícia, imprudência ou seja la o que aconteceu, a rapidez do disparo, a velocidade dos foguetes, tudo de uma forma rápida, mostra como populações civis não tem como se defender de ataques como estes, independente de quem seja o atacante.

  8. Agnelo, infelizmente este tipo de acidente acontece.
    Nos anos 80 um Esquilo foi apoiar um treinamento do Binfa em uma área do EB próxima de Recife e um Soldado da FAB disparou um tiro acertando o helicoptero parado. Eu estava no local como chefe do rancho.
    .
    Em 1987 a Fumaça foi fazer uma exibição em Guajará Mirim e houveram dois problemas, o pessoal do Exército faria a guarda dos aviões no aeroporto local, e na hora do pouso correram para a lateral da pistam para ver o pouso em uma situação de risco, depois a noite um soldado de guarda disparou um tiro de FAL furando o canopi e o assento ejetável do T-27, por sorte o Cap. Av. Corpa da AFA estava em Porto Velho com um T-27 do 1° EIA e usaram este avião para fazer a demonstração, mesmo com a pintura diferente.
    Depois um mecânico da fumaça fez vários furos em torno da rachadura e costurou o canopi com arame de aço e foram todos embora, o lugar do assento furado com o canopi costurado com arame voltou vazio.

  9. Walfrido Strobel 20 de setembro de 2017 at 14:30

    Agnelo, infelizmente este tipo de acidente acontece.

    Isso ai.
    Acho até, q pelos riscos da profissão, acontece pouco. Pelo menos no EB, somos muito preocupados com segurança e creio q as outras 2 forças também.
    Quando o EB retornou a AvEx, a FAB disse q a média de acidentes de asas rotativas no mundo era de 1 pra cada 50.000 horas de voo, mas asas rotativas militar era de 1 pra cada 5.000, pelos riscos da profissão. O recorde do EB, sem aliviar o risco, era de mais 1 pra 150.000.
    Sds

  10. Agnelo, eu estava na BARF em 1988 quanto tinham alguns oficiais do EB estagiando no 2/8° Poti, um dia de curiosidade perguntei a um colega que era instrutor se eles conseguiam voar e ele me respondeu que eram bons pilotos e estavam muito interessados.
    Depois vi um colega de Manaus onde o EB dividia um hangar com o 7°/8° e ele elogiou o pessoal do EB, nossa geração achava no início que o EB teria muitos problemas para se adaptar ao voo.
    Eu sou do tempo em que como Cadete em 181 ou 1982 recebemos na AFA uma mensagem do Ministro da Aeronautica, Ten. Brig. Délio J. de Matos dizendo que estava proibida no ambito da Força Aérea qualquer discussão ou apoio sobre a utilização de aviões e helicopteros pela MB e EB que não fossem os helicopteros embarcados da MB ja autorizados.

  11. Pelos comentários, a matéria fala sobre um acidente em Portugal, correto? E alguém veio com diversionismo e começou a caluniar a Grande Rússia. Foi o que entendi.

  12. Bom, não é tão raro esses incidentes. Por exemplo: em 27/06/2001 (Hokkaido) um F-4 Phanton II da JASDF disparou 188 tiros de 20mm num estacionamento de um Shoping center, por sorte não acertou ninguém e houve apenas danos físicos (diz-se que houve uma falha elétrica no canhão, que disparou sem que o piloto o acionasse). Em 2009 e novamente em 25/4/2016 F-16’s da Real Força Aérea da Noruega acertaram a torre de controle do mesmo campo de tiro – por sorte nas duas vezes em que isso ocorreu, também só foram registrados danos materiais e ninguém ficou ferido. Quanto ao Ka-52, pelo que se fala houve falha técnica, fazendo com que os foguetes S-80 acabassem por serem disparados, por sorte, duas pessoas tiveram ferimentos leves, além de ter um carro e um caminhão atingidos. Susto – mas perfeitamente comum no mundo dos “riscos” inerentes a profissão militar. Quem quer ver o episódio como mais uma forma de denegrir os equipamentos ou os russos, leiam ou façam uma pesquisa rápida pela internet e vão ver que a infantilidade de vocês não se sustenta, já que inúmeros acidentes desse tipo acontecem ao redor do mundo com várias forças.

  13. Só como “off topic”, ninguém aparentemente sabe por aqui que um Tupolev TU-22M3 “Backfire” no exercício ZAPAD 2017, ao retornar para a base depois de uma missão com outros 5 bombardeiros, passou reto (não consegui frear) e foi parar na grama tendo provavelmente perda total devido aos danos na célula (nenhum dos 4 tripulantes sofreu qualquer ferimento).

  14. Pela imagem do hud deu pra ver certinho o momento que o sistema parece travar no caminhão e atirar(menos de 1 s), acho que o piloto não precisou apertar o gatilho neste caso, bastou deixar as armas em algum tipo de busca automática de alvos.
    Trágico, mas não deixa de ser interessante conhecer alguns dos prováveis métodos de ataque utilizados por estes helicópteros quando estão empregando armamento “burro”

  15. Pela informação apurada foram 3 S-8.O disparo feito pelo tenente Volchkov A.S. aconteceu na terceira volta A=50m/V=200km/h as 14:47 dia 16 de Setembro. 3 pessoas feridas , 2 carros danificados/destruídos.
    Obs : a causa mais provável – falha elétrica após destravamento de sistema de tiro (exatamente apos desaparecimento aquele X na tela).
    Obs 2 : só Deus Aéreo sabe quantas S-8 poderiam ser disparados se o acidente acontecesse na primeira volta da maquina pois ate o momento do acidente ja fora disparados vários e destruídos (no mínimo) 16 alvos confirmados nas primeiras 2 voltas.
    Um grande abraço!

  16. Bom dia!
    Não compreendo a discussão sobre onde acontecem mais acidentes, leste ou oeste…
    A carreira militar e o seu pleno exercício estão impregnados de risco, por razões óbvias. Não é possível que se pretenda comparar índices de acidentes civis e militares….. Se o treinamento for à vera, existem riscos que mesmo os mais rígidos protocolos militares não conseguem evitar.
    Agora, existe um fato: quando este tipo de coisa, que é relativamente corriqueira, acontece na terra do camarada presidente, aí uns dizem uma coisa, outros dizem outra. Não perderam a mania, coia de Guerra Fria, de mentir deslavadamente, como se uma falha como essa – de equipamento ou de pessoas, não sei – pudesse acabar com o regime.
    Não há discussão possível e a imagem é clara, o helicóptero abre fogo à queima roupa sobre várias pessoas, algumas com câmeras, visivelmente ocupadas em filmar as manobras (eu não perderia a imagem de um heli daqueles dando um rasante quase sobre minha cabeça, deve ser magnífico!). Se o piloto errou, se houve falha elétrica, se os foguetes adquiriram vida própria ou se foi a CIA (não podem confirmar, nem desmentir), isso não importa para nossa discussão nesse momento.

  17. Aquele x na tela, se for igual ao simulador do ka-50 da dcs é a indicação do sistema de tiro que o disparo não pode ser realizado. Isto é feito com base em dados de telemetria, helicóptero muito baixo, nariz muito inclinado pra baixo (se disparar acertaria o heli tb) reparem que no momento imediatamente anterior ao disparo o nariz se ergue (em relação ao horizonte) permitindo o disparo e por isso o x desaparece. Ele desaparece momentos depois o sistema trava o caminhão e atira. Pode muito bem ter ocorrido erro de operação dos pilotos.

  18. O incidente na AMAN ocorreu com o extinto 3° EMRA (Esquadrão Misto de Reconhecimento e Ataque), sediado na BASC, que operava AT-26 Xavante e UH-1H. Dois Xavantes, em ataque noturno, bombardearam o helicóptero por engano. Conheço bem a Aviação do Exército, visto que em 1988 servia em São Pedro da Aldeia, e a primeira turma lá realizou o curso de asas rotativas, no HI-1, concomitantemente com outra turma em Santos, no 1°/11° GAV. Gen Castro, meu amigo, ex cmt do CIAVEX, da ESPCEX e da 6a BdaCavBld, hoje adido em Washington, foi dessa turma. Estive algumas vezes em Taubate. Nossa Aviação do Exército é de alto padrão.

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