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Imagens do sistema de mísseis antitanque AFT-10 chinês

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O Ministério da Defesa Nacional da República Popular da China liberou as novas imagens do novo sistema de mísseis antitanque AFT-10 com o míssil HJ-10 durante treinamento de tiro real.

Os veículos de mísseis antitanque AFT-10 anexados a uma brigada do 76º Corpo Combinado do Exército de Libertação Popular da China (PLA) dispararam mísseis durante o treinamento de tiro real em 20 de setembro de 2017.

O AFT-10 é um sistema de mísseis antitanque mais avançado, montado no chassi do ZBD-04A, usado pelo Exército de Libertação Popular. O veículo carrega um total de oito mísseis guiados HJ-10 em dois blocos de quatro mísseis. O AFT-10 é projetado conceitualmente na mesma classe que o NLOS Spike.

O AFT-10 tem um comprimento de 1.850 mm; largura de 165 mm; peso, incluindo o sistema de lançamento, de 150 kg; e uma ogiva pesando 43 kg. O seu motor de combustível sólido e turbo-jato lhe confere um alcance de 10 km, uma velocidade de cruzeiro de 150 m/s e uma velocidade de ataque de 230 m/s.

FONTE: Defence Blog

23 COMMENTS

  1. Karl,
    O míssil tem baixa velocidade, daí as asas grandes.

    Bardini,
    Não é uma cópia propriamente dita tendo em vista que o míssil israelense é guiado por RF enquanto esse é por fibra ótica.

    Hélio,
    Pelo jeito não chegou a termo o desenvolvimento do FOG-MPM.

  2. E daí se copiaram? Os americanos e soviéticos foram ao espaço com V-2 nazis modificadas… Os europeus copiaram a pólvora dos chineses e ganharam com ela as américas… e agora? Quem nunca desenvolveu nada foi o Brasil.

  3. Off Topic: enquanto isso Nobel de medicina e física foram arrebatados exclusivamente por americanos, química um americano, um alemão e um suíço. E o nosso Brasil? Sei que cada um de nós tem uma parcela de culpa, mas o que fazer então?

  4. Voltando ao tema do misseis AC sobre veículos blindados
    Apesar de um extenso histórico de desenvolvimento de blindados com misseis AC no Ocidente na Guerra Fria, me parece que eles foram perdendo espaço para os dispositivos portáteis.
    Nos vídeos de utilização de mísseis AC portáteis se observa um longo processo de preparação para o disparo (mesmo em situações reais de combate), o que deixa o veículo vulnerável pela imobilidade.
    Além disso, as limitações de deslocamento do veículo propriamente dito – dependendo das condições do terreno, impede o posicionamento ideal do lançador

  5. Em se tratando de tecnologia militar não existe pudores ao se copiar tecnologia alheia. Se os romanos tivessem estes pudores o termo “Mare Nostrum” nunca teria sido cunhado pois foi graças a engenharia reversa de uma embarcação cartaginesa capturada que os romanos finalmente conseguiram derrotar a marinha cartaginesa, até então a US Navy dos seus tempos.

  6. Prezados,

    as informações de que disponho sobre este sistema é que o desenvolvimento do HJ-10 levou mais de duas décadas. Algumas fontes alegam que o desenvolvimento do HJ-10 beneficiou-se de tecnologias israelenses, ucranianas e russas, mas, evidentemente órgãos oficiais do governo chinês, afirmam que o sistema é uma arma completamente desenvolvida localmente…

    Agora, o comentário é que a versão do HJ-12 seria uma cópia do míssil Spike-LR israelense e o HJ-10 seria a xerox do Spike NLOS. A configuração das barbatanas, do buscador e até mesmo as pequenas janelas de escape nos lados do míssil é EXATAMENTE a mesma do Spike. De fato é muita coincidência.

    Lembro aos amigos que o HJ-12 é um míssil antitanque de terceira geração. Um dos objetivos deste sistema seria permitir que a China fique em pé de igualdade com desenvolvimentos de mísseis antitanques feitos por exércitos ocidentais e russos, como por exemplo o FivM-148 Javelin e o AT-13 Saxhorn-2.

    Grato.

  7. Léo,
    São sistemas diferentes e complementares. O Khrizantema é mais um sistema antitanque de tiro tenso (apoio direto/mira direta) enquanto esse é mais um míssil tático sup-sup fora da linha de mira (NLOS). E a pesada ogiva o habilita a várias funções além de antitanque.

    Claudiney,
    O míssil é telecomandada por um operador que recebe a imagem que o seeker IR do míssil vê e envia os sinais de comando via data-link por meio de um enlace de fibra ótica. O Spike NLOS por exemplo utiliza o mesmo métodos, mas o data-link é por radiofrequência.
    Esse método man-in-the-loop (operador no comando) exige que o míssil tenha uma velocidade baixa para dar tempo que o operador procure os alvos, ache os alvos, faça uma boa avaliação, identifique os alvos, selecione e designe um alvo específico para o míssil.

  8. Só pra não gerar dúvida, apesar do Spike NLOS ser guiado por radiofrequência o Spike LR e ER são por fibra ótica.
    O Spike SR, o Mini Spíke e o Spike MR são autoguiados e não têm datalink.
    A “criatividade” dos israelenses para denominar seus mísseis é irritante. Todos chamam “spike” apesar de só o MR e LR poderem ser considerados “irmãos”. Os outros são completamente diferentes entre si e deveriam ser denominados de forma diversa.

  9. Vale salientar que essa classe de mísseis ficou pelo cominho em muitos países, o que acho uma falha considerável dada á letalidade e flexibilidade que um sistema de mísseis NLOS (fora da linha de mira) permite.
    Os americanos não adquiriram o EFOG-M. Os europeus não levaram pra frente o desenvolvimento do Polyphem. O Brasil largou de mão o FOG-MPM.
    Hoje, só os japoneses (Type 96), os sérvios (ALAS), os israelenses (Spike NLOS) e os chineses (HJ-10) é que utilizam desse conceito NLOS.
    * No caso do Brasil, o fato do FOG-MPM não ter sido desenvolvido só reforço o ditado que diz que “o Brasil não perde a oportunidade de perder oportunidades”.

  10. Bosco, o Ocidente abriu mão pq sempre teve e ainda tem a supremacia aérea, ou seja, por pura redução de redundâncias, já o nosso Brasilsao foi por falta de dindin e inimigo em potencial, pode até ser sem vergonhice. Para russos é que deveria ser considerada uma falha já que pretendem enfrentar a Otan que provavelmente teria o domínio aéreo

  11. @Diogo de Araújo

    Depois do Nobel da paz para o Obama essa premiação corrupta perdeu toda a credibilidade que “AINDA RESTAVA”, e serão lembrados pelo resto da vida por essa “PREMIAÇÃO POLITICA” fajuta.

    E perceba também que de uns anos pra cá uma enorme quantidade de grandes projetos de universidades do EUA possuem como principais cabeças cientistas estrangeiros que acabam se naturalizando por lá (principalmente europeus, indianos e chineses), e que portanto a nacionalidade nessas premiações já nem importa mais hoje em dia. Veja por exemplo o vencedor do Nobel de literatura, ele é um japonês naturalizado na Inglaterra.

  12. O US Army abriu mão de ter o EFOG-M por conta do sistema de helicóptero Apache Longbow/Hellfire Longbow ter sido considerado mais capaz de enfrentar colunas blindadas , e esse programa absorveu toda a verba.
    Mas o EFOG-M teria sido muito útil na guerra contra o Terror enquanto o sistema Longbow não o foi. Hoje, com a retirada do projétil Copperhead guiado por laser e com o sistema NLOS XM501 cancelado, o USA não tem quase nenhuma capacidade NLOS de precisão contra alvos móveis.
    Digo “quase” porque o USA opera o drone kamikase Switchblade, que apesar de pequeno tem preenchido esse nicho.
    Vale salientar que o EFOG-M tinha a característica de ser “man in the loop” , muito útil na guerra urbana e assimétrica.

  13. A capacidade NLOS de precisão deverá retornar com uma versão do projétil Excalibur guiada por laser e num futuro mais distante uma versão do Excalibur com capacidade de orientação autônoma contra alvos móveis.
    Está também em andamento o desenvolvimento de um projétil de morteiro 120 mm guiado por laser e GPS pra ser implementado em campo a partir de 2021.

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