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General Dynamics vai modernizar tanques M1A1 Abrams do US Army

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A General Dynamics Land Systems Inc., Sterling Heights, Michigan, recebeu um contrato de incentivo de preço fixo de US$ 2,63 bilhões para atualização de até 786 veículos Abrams M1A1 para o M1A2 System Enhancement Package Version 3 (SEPv3) recém configurado e para atualizar veículos M1A1 para M1A2-S e M1A2-K.

As propostas foram solicitadas pela internet com uma recebida. Os locais de trabalho e o financiamento serão determinados com cada pedido, com uma data estimada de conclusão de 21 de dezembro de 2020.

O Comando de Contratação do Exército dos EUA, Warren, Michigan, é o subcontratado (W56HZV-18-D-0012).

O M1A2 SEPv3 inclui várias atualizações:

  • Geração e distribuição de energia para suportar demandas de energia de tecnologias futuras;
  • Compatibilidade de rede;
  • Sobrevivência contra múltiplas ameaças, incorporando a NEA, um novo kit IED sob o casco e outras medidas de redução de vulnerabilidade para reduzir a fraqueza do carro frente à IEDs. Essas medidas incluem assentos da tripulação redesenhados, rigidez de piso adicional, hardware para fornecer proteção de membros inferiores e mudanças no material e dimensões dos apoios estruturais internos;
  • Letalidade, fornecendo a capacidade do sistema de controle de tiro de se comunicar digitalmente com a nova munição de grande calibre;
  • Eficiência energética (sustentação) com a incorporação de uma unidade de potência auxiliar (APU).

FONTE: US Department of Defense

125 COMMENTS

  1. Quem pode ,pode !!!rs
    A quem fez a postagem no fim do primeiro parágrafo está escrito M1A “12”S.
    Acredito que uma modernização bem feita nos 220 Leo 1A5 e a aquisição de mais alguns já estaria de bom tamanho pro EB talvez conseguir ir além dos tais 10 anos +ou- de vida útil ,que já li ser o tempo de vida restante dos Leo 1A5, poder se organizar pra adquirir outro(ou desenvolver um novo).

  2. US$ 3,34 milhões de dólares para atualizar cada MBT.
    Por isso que ter um MBT de última geração é para quem pode e não para quem quer. O EB deve se contentar com material de segunda linha, comprando material usado ou desenvolvendo um MBT menor, inferior e mais barato, sendo a primeira opção mais segura e econômica.

  3. Rafael Oliveira 28 de dezembro de 2017 at 8:11
    Rafael, bom dia, vc já viu o MBT médio com canhão 105mm Kaplan MT da Turquia/Indonésia ele é bem moderno.
    https://3.bp.blogspot.com/-qHz6XbyjZ-0/WRHeA5Fc-nI/AAAAAAAAzJU/VXVzRXTIRiwFxbrPY0lmfMRa4xIxxxlSACLcB/s1600/C_Xkh_MXcAAFEY9.jpg
    “O tanque em questão foi montado com um canhão Cockerill 105 mm de alta pressão e um carregador automático sofisticado CMI Cockerill 3105. Graças a este conjunto, o “KAPLAN MT” tem uma boa cadência de disparos, o que proporciona uma boa performance no ataque, apesar do seu pequeno porte.”

  4. Tomcat3.7

    Outra opção interessante de carro de combate médio é o polonês WBP Anders, cujo peso é o mesmo do Kaplan MT (35 t). A diferença é que o CC polonês possui um canhão Ruag CTG de 120 mm de alma lisa, em vez de um canhão de 105 mm de alma raiada.

    https://vignette.wikia.nocookie.net/codfanfic/images/c/c9/WPB_Anders.jpg/revision/latest?cb=20130216203337

    O WBP Anders possui ainda uma versão IFV, armada com um canhão ATK Mk44 Bushmaster de 30 mm e capaz de transportar 08 combatentes

    https://htka.hu/wp-content/uploads/2013/05/anders06.jpg?577e1b

  5. Sim, Tomcat.
    O conceito é interessante, mas não sei o preço dele.
    Se o EB for pelo caminho de um MBT novo, acredito que a tendência é o CTEx desenvolver um em parceria com a KMW ou com a Iveco, que estão instaladas aqui. Mas, sem dúvida, vai sair bem caro e correrá o risco de ser o novo Guarani, com encomendas muito inferiores às inicialmente planejadas.
    Uma associação com esses países nesse projeto poderia baratear custos, mas não sei se o EB vislumbra parcerias com “novos” países, que não seus fornecedores tradicionais.

  6. Ainda acredito que nosso maior problema na questão de se fazer qualquer coisa localmente é o tal custo Brasil, que leva o preço às alturas , mas seria maravilhoso ver um MBT puro sangue brasileiro nas cores e fileiras do EB às centenas.

  7. Otto Lima 28 de dezembro de 2017 at 8:34
    Não conhecia este WPB Anders, bem bacana tbm, não encontrei nenhum artigo em português sobre ele.

  8. Rafael, Tamcat, Bardini
    Estive pensando e acredito q nos próximos anos, pode haver nova possibilidade, q viabilize uma associação a Iveco o KMW.
    É o aumento da tensão da Europa e de possibilidade de emprego da OTAN em outros locais.
    A necessidade de aumento de meios pode viabilizar esses projetos, mais por Alemanha e Itália, do q por nós.
    É um “se” gigante, mas não duvido q aconteça.
    Sds

  9. Se ocorresse uma união dessas, tendo as duas instaladas aqui no Brasil também, o EB teria de focar em não perder o “timing”. Seria algo em boa escala e bom preço.

  10. Lendo os comentários acima…
    Vejo que aumentaram as opções de modelos (confesso que sempre fui arredio a “novidades’ tais como estes CCs turcos, chineses, poloneses, etc..), mas o futuro me parece mais incerto ainda para os MBT clássicos (Não estou dizendo que estão fadados a desaparecer, mas que os cenários de sua utilização estão mais restritos).
    Esperar para ver…..e enquanto isto….FOCO nas vtr SR da inf mtz + LMV

  11. “Letalidade, fornecendo a capacidade do sistema de controle de tiro de se comunicar digitalmente com a nova munição de grande calibre;’

    Alguém explica???

  12. Agnelo Moreira 28 de dezembro de 2017 at 13:42
    Rafael, Tamcat, Bardini
    Estive pensando e acredito q nos próximos anos, pode haver nova possibilidade, q viabilize uma associação a Iveco o KMW.
    Eu: Concordo!

  13. O mais lógico é desenvolver algo “sozinho”, apenas com a assessoria de multinacionais. Se colocar os requisitos de outro país na prancheta, o negócio pode fugir de controle e ambos acabam adquirindo algo que não serve bem nem para um, nem para o outro. A cadeia logística se complica, aumenta o custo e etc…
    .
    Uma família de blindados que venha a substituir nossos M113, Leopard, M60, veículos de engenharia e demais meios sobre lagarta, somaria passaria de mil unidades com facilidade.
    .
    Temos como gerar demanda para um projeto novo, com possibilidade de escala e que vai fazer a economia girar. O problema é o de sempre: não existir todo um movimento de apoio no Governo, que consolide e fundamente a geração desta demanda.
    No caso do projeto Guarani, só se vê muita conversa… Tem que mudar isso daí e fazer algo bem fundamentado. Se não, segue o maldito ciclo, de ter equipamento para as FFAA na base da aquisição de meios de segunda mão já defasados.

  14. Carvalho 28 de dezembro de 2017 at 14:35
    .
    Eles vão substituir 4 tipos de munição por apenas uma, multipropósitos. Esta munição tem data link, para selecionar suas características de emprego.

  15. Bardini ( 28 de dezembro de 2017 at 15:32 );

    Pode-se dizer que russos e israelenses meio que já previram isso, e seguem na mesma linha com os binômios T-14/T-15 e Merkava/Namer, respectivamente.

    Mas isso não eliminou para eles a necessidade de um APC mais leve. E não creio que será o nosso caso…

    Francamente, não visualizo um chassi que seja único para um IFV, um APC e um CC. Algo leve para substituir o M-113 poderia levar a um tipo aquém das necessidades para ser a base de um CC moderno; assim como um chassi desenvolvido para dar origem a um IFV poderia não ser a melhor opção para um CC ( como no caso TAM argentino ). E um chassi desenvolvido para um CC, embora plenamente utilizável para um APC, poderia redundar em custo/benefício ruim se se pensasse em padronização CC/IFV/APC…

    Resumindo, penso que haverá a necessidade de pelo menos dois chassis distintos: um para o novo APC, que substituirá o M-113 em todas as funções; e outro que dará origem a um CC, do qual poderá derivar um IFV ( se for desejo do EB ter um IFV, claro ).

    Podemos até pensar em uma dupla constituída de um APC e um veículo de assalto, baseada no chassi deste primeiro ( que faria as vezes do binômio VN-16/VN-18, por exemplo ) e que atenderia também a tropas aerotransportadas ou anfíbias. Mas penso que parou aí…

  16. O M113 não serve para a função que é usado no EB. Está ali pq é barato e não tem coisa melhor a disposição pelo preço.
    .
    Se forem fazer algo novo, para substituir os M113, que não vão durar pra sempre, vai ter de ser algo na faixa das 30 toneladas (um “Marder” com espaço para um GC de 7 integrantes pesa mais que isso, para nosso GC de 9, tem que ser coisa maior), para ser relevante pelos próximos 50 anos.
    .
    Um projeto de VBCI, com 35t de peso de combate e que poderia receber até 10t de crescimento em peso, ao longo de sua vida útil (blindagens modulares, modernizações, sensores, entre outras coisas) pode ser factível.
    .
    Substitui-se o módulo da tripulação por outro, equipado com canhão 120 mm. Daí se pode originar um CC, na faixa das 40/45 toneladas, equipado.
    .
    Tudo fica padronizado em uma mesma base.
    .
    Como o tempo vai ser curto, poderiam trazer 50 e poucos Leopard 2, para resguardar algum poder de choque e segurar os melhores Leopard 1A5 por mais alguns anos.
    .
    É o que eu faria.

  17. Bardini 28 de dezembro de 2017 at 18:05
    Como o tempo vai ser curto, poderiam trazer 50 e poucos Leopard 2
    Eu: sinceramente não gosto muito dos Leo2, principalmente a versão A4.
    Se for para receber algo pronto acho mais interessante os arietes da Itália.

  18. Bardini
    Sem duvida, uma família de no máximo duas “bases” (VBCI e CC) seria uma grande oportunidade pro EB desenvolver aqui.
    Só de CC são 24 Esqd (312 carros) mais os Cmt e S3 dos Regimentos.
    Põe Eng de brigada e divisionária, Com, Mat Bel, 24 SU Fuz, 8 SU Cmdo Ap.
    Se não der 1000, chega muito perto.
    Particularmente, acho q deveríamos ter mais uma Bda Bld, o q daria mais meios ainda.
    Sds

  19. Agnelo, torço para que esteja correto em sua previsão.
    De qualquer forma, se formos pensar em 1000 veículos a US$ 5 milhões cada, dará US$ 5 bilhões. Acho muito difícil o EB tocar um programa desse na próxima década, mesmo que o valor seja similar ao FX-2 e inferior ao PROSUB. Torço para que a minha previsão esteja errada.

  20. Gastar U$ 5 bi em algo no estado da arte, que vai durar mais de ~50 anos, ou gastar menos da metade em algo usado, defasado tecnologicamente e que não dura mais ~20 anos?

  21. Rafael Oliveira 28 de dezembro de 2017 at 10:32

    Como postei acima, modernizar os M60 sai muito mais barato e ficam muito bons, trata-se de um MRO completo.

    https://www.youtube.com/watch?v=3Wvo6dkug7M

    __________________________________

    Outra opção são os Leo’s 1A1 que foram recentemente inspecionados na Europa e moderniza-los na KMW, mas os M60 já estão aqui, custo zero de aquisição.

  22. Bardini,
    Depende.
    Menos da metade pode ser 49%, 25%, 10%, etc.
    E para durar 50 anos terá que sofrer uma boa reforma de meia-vida – vide a notícia acima.
    Sem as duas opções na mesa, com valores mais certos do que nossas estimativas fica difícil opinar, apesar de eu, em regra, preferir algo novo do que usado, entendo quando o EB prefere ir nos estoques americanos ou europeus e pegar algo usado a preços módicos.

  23. Sem querer desmerecer nossas forças blindadas….
    5 bilhões no FX ou Prosub são fundamentais na garantia da soberania
    Comantes de CC ainda vão ficar um bom tempo fazendo manobras em caixas de areia
    A inf mec está em serviço já a bastante tempo, precisando urgentemente de renovação e melhoria de meios

  24. Qual o IFV sobre lagarta, que transporta um GC de 9 integrantes que está a disposição do EB neste momento?
    .
    APC tem M113 sobrando, mas é mais do mesmo e os nossos vão durar bastante ainda…
    .
    MBT para substituir os Leopards e M60. Poderia ser Leopard 2A4, para modernizá-los por mais alguns milhões a unidade para um padrão como o 2A4M ou 2A5. Não deve ser fácil achar tantos e não sai barato. Mas dos males, seria o menor.
    .
    Abrams seria interessante, mas é caro de manter e pesado demais.
    .
    M60 é rasgar dinheiro.
    .
    Trazer Ariete C1 é pior que Leopard 2A4 pra modernizar…
    .
    A questão dessa cara modernização dos Abrams é relativa, pois coloca em jogo as necessidades dos caras em bater de frente com Russos, Chineses e o que aparecer…
    Do jeito que está, na configuração padrão atual, já é mais do que temos, por quilômetros e quilômetros de distância. Por aqui, precisaria apenas de uma revisão geral e do jeito que está, da é sobra por décadas.

  25. Rafael, realmente. Temos q torcer, pq o Leo dura só mais 10 anos.
    Na verdade, estamos em uma grande sinuca, pq MB e FAB precisam de meios novos agora, e o EB dentre muito em breve.
    Sds

  26. Como o assunto é USA:
    .
    Aqui se pode ver algo interessante: https://breakingdefense.com/wp-content/uploads/sites/3/2015/04/Armored-Brigade-slide-Paladin-Bradley-AMPV.png
    .
    Todos os blindados sobre lagarta até o médio porte, vão ter componentes baseados em uma família (AMPV).
    Todos os blindados sobre lagarta de grande porte, avão ser padronizados pelo Abrams (M1A2, M1150, M104).
    .
    US Amry pretende ter um substituto para o M88A2, baseado no M1A2.
    .
    Adeus M113, M60 e etc.
    .
    É assim que se terá escala e se economizará muito dinheiro daqui pra frente.

  27. Agnelo
    Guardando as inevitáveis proporções:
    Os sherman foram usados por 40 anos (1945/85).
    M-41 Tb por 40 anos (1960-00)
    Nessa toada os Léo vão até 2040

  28. Amigos, ontem tentei colocar o link de um artigo que saiu em outro site sobre CC no Brasil, mas creio que os editores não aprovaram a ideia, pois ainda não foi publicado – não queria causar problemas, só fomentar a discussão – mas se fizerem uma busca pelo autor ( Maj Daniel Bernardi Annes ) no Google vcs irão encontrar. Como leigo, achei muito interessante.

  29. Carvalho
    Será? Tomara q não!!!
    Acho q o Sherman e o M-41 eram muito “primitivos”. Alavancas e roldanas, entende?
    Com a tecnologia dos sistemas óticos, estabilização etc, creio q fica difícil durarem tanto.

  30. LucianoSR71
    Li esse artigo. É interessante e já aponta problemas do Leo 1 A5 evidenciam q ele já está “na final”.
    Naquele mesmo sítio há um do Flávio Mathias.
    Ele é Cel e Cmt 13 BIB, e fala bem sobre o futuro e mostra as dificuldades dos carros pesados aqui no Brasil.
    O Annes é de Cav da minha turma. Confio muito no q ele escreveu.
    Sds

  31. Sim Agnelo
    Tens razão
    Tb é preciso lembra que pelo menos os últimos 15 anos de utilização os sherman e M41 já estavam totalmente inadequados para a função.
    Nesse sentido, tua lógica de estimar a vida útil dos Léo até no máximo 2030 é bem adequada
    Saudações

  32. Penso que o EB deveria seguir duas linhas para os próximos 20 anos:

    1) Continuar a parceria com a Iveco no desenvolvimento de viaturas blindadas sobre rodas, tanto da família Guarani quanto de outros modelos, para equipar as unidades de Inf Mtz e Cav Mec.

    2) Fazer uma parceria com a KMW, que também se instalou no Brasil, para desenvolver um novo CC sobre lagartas de médio porte, na faixa de 35 a 40 toneladas, com um bom canhão de 105 mm de recarga automática e blindagem reativa, para substituir os M60 e os Leopard 1A1 e 1A5. A partir desse CC, poderiam ser desenvolvidas versões para substituir as VBTP M113, os obuseiros AP M109 e os sistemas AAe Guepard, além de versões anticarro, morteiro e VCI (com o canhão de 30 mm do Guarani). Tudo isso, para equipar as unidades blindadas.

  33. Otto Lima
    Concordo plenamente.
    Entendo q o EB também entende assim.
    Os dois GRANDES óbices, todos nós sabemos.
    Mentalidade de Defesa por parte da população e do governo.
    E $…
    Nao consigo vislumbrar como e quando sairemos da crise, ainda mais com a manutenção do petróleo tão baixo.
    Sds

  34. Não vejo muito motivos para se dar o projeto de uma nova família a KMW.
    .
    Eu vejo a melhor opção como sendo a BAE, na faixa de tonelagem e tipo de veículo que precisamos. Eles tem muita experiência nessa nicho.
    Se for necessário queimar etapas e ter algo que já exista, poderia-se ter uma família derivada do AMPV, que os americanos fabricarão aos milhares e que não é absurdamente caro.
    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/5/52/US_Army_AMPV_compared_to_the_M113.png
    .
    A Rheinmetall é uma opção, associada a KMW. Mas gosto de pensar neles no tocante a AAAe.
    .
    IVECO já tem indústria aqui, mas aí tudo ficaria na mão dos caras… Deixa o que tem roda com eles.
    .
    A BAE é mais vantagem. Se os caras colocam uma fabrica aqui, podem lidar com a manutenção dos M109, CLANfs, M113 e demais blindados que vão durar pra sempre.
    Podem fabricar e manutenir a nova família de blindados.
    Artilharia rebocada poderia ser modernizada em parceria com a BAE: M777 e Light Gun…
    .
    KMW poderia ficar responsável pelos Guepard, Leopard 1A5 que ainda prestarem e futuramente alguns 50 e poucos Leopard 2A4 “BR”.

  35. LucianoSR71 29 de dezembro de 2017 at 13:02
    Já li o texto do Major Daniel Bernardi Annes sobre os nosso Leopards 1A5-BR. Realmente é extremamente interessante e lúcido.

  36. Já havia lido os dois ,excelentes, textos supra citados e são muito bem embasados e bastante instrutivos para leigos como eu.
    “IVECO já tem indústria aqui, mas aí tudo ficaria na mão dos caras… Deixa o que tem roda com eles.”
    E o que tem esteira com a KMW ou BAE as quais já trabalham com o EB e CFN.
    Bardini ,foi por querer sair de seu nicho de mercado que a Engesa se lascou($$$) pois o projeto nacional(MBT) a pedido do EB era o Tamoyo, tivesse focado em evoluir o Urutu e Cascavél hoje o Guarani seria fichinha perto do que poderíamos ter em evolução na área dos blindados sobre rodas(não que o Guarani seja um projeto ruim o qual ainda pode crescer e muito).

  37. Bardini,
    Que transporte 9, desconheço. Mas tem o Marder que transporta 7 e deve ter disponível na Alemanha (se é que já não viraram sucatas). Uma boa dupla com Leo2.
    Também é de se pensar se o EB precisa transportar 9, pois um IFV que transporte um GC de 9 pessoas será enorme e pesado. Não estou certo que seria possível um IFV com essas características pesar entre 35 e 45T.

  38. Senhores
    A mentalidade de Defesa aqui é pobre demais.
    Quando se fala em orçamento daqui ou dali, não se conta q em muitos países, as Unidades não pagam internet e/ ou telefone, pois faz parte da concessão. A luz costuma ser pública.
    Aqui, pagamos tudo… e muito…
    É o q falo.
    Compramos peças de armamento e pagamos impostos alfandegários para nós mesmos…
    É pra acabar…

  39. Rafael, Bardini, companheiros
    Uma pesquisa grande é sobre o efetivo do GC.
    Historicamente, um Força q perde 30% de seu efetivo, perde seu poder de combate.
    7 homens, é o limite do 6 (perda de 33%) do efetivo do GC de 9.
    Historicamente, o GC de 9 é ideal.
    Menos q isso, a tropa fica totalmente dependente do carro.
    Veja bem:
    Uma esquadra tem um Cmt, dois homens cuidando da frente, sendo um com a arma de apoio, e o último homem da esquadra cuida do flanco.
    A esquadra de trás, se o GC estiver em esquadras sucessivas, fica um cuidando de trás, e outro cuidando dos altos atrás ( se em localidade, cuida das Lages de trás).
    Se o GC tiver 7, a esquadra terá 3.
    Ou seja, ou será um só homem cuidando da frente, sem o alto e o baixo ou a marcha do papagaio ou o Cmt Esqd terá q fazer isso com o esclarecedor, deixando de comandar sua equipe. Detalhe, a arma de apoio ficará com esclarecedor ou cuidando de flanco.
    Complicado 7 homens, se é q me entenderam no raciocínio.
    Aí, o carro fica mais pesado ainda pra 9 homens.
    Sds

  40. Agnelo Moreira 29 de dezembro de 2017 at 13:17 e Gonçalo Jr. 29 de dezembro de 2017 at 15:00
    Amigos, ao ler o artigo fiquei c/ a impressão que ‘tamu fu’, pois se o ideal seria desenvolver um CC aqui levaria tempo e seria muito caro ( o que também seria se importássemos um bom CC ) a alternativa de estender a vida dos 1A5 também não parece ser viável, então estamos numa sinuca de bico.

  41. Luciano,
    Apesar dos prognósticos ruins, o artigo traz uma perspectiva importante: O EB aprendeu a reconhecer e expor seus erros, no caso a insistência de ficar perdendo recursos, tempo e, principalmente, proficiência operacional, com modernizações inúteis.
    A referência no caso, diz respeito aos anos perdidos com o M-41.
    A importância desta constatação reside no fato de que me parece que a tropa não vai aceitar de bom grado modernizações do Leo 1 A5.

    A propósito. Boa indicação de leitura. Obrigado

    Abraço

  42. Carvalho
    Concordo
    Se tivéssemos trocado o M-41 antes, ainda q pelo Leo.
    Hj, talvez, não estaríamos nessa sinuca, mas já com um substituto sendo modernizado, o q nos daria mais 20 e não 10 anos.
    Sds

  43. Agnelo,
    Outros países, como a Alemanha, usam GC menores que o EB? Ou combinam pessoal das viaturas – 9 viaturas com 7 homens cada, totalizariam apenas 7 GCs com 9 militares? Acho essa última opção improvável, mas gostaria de saber a solução encontrada por outros países.
    Aliás, no Puma, atual IFV alemão, o GC é de 6.
    No CV90, operado por Suécia, Holanda, Dinamarca, Finlândia, República Tcheca o GC é de 8.
    Aliás, gosto do CV90 e suas variantes.

  44. Amigos,

    Iniciativas que contemplem algo como o CV-90120-T sueco ( ou mesmo o PL-01 polonês ), embora possam trazer inegáveis vantagens na concepção de uma família de veículos, certamente haverão de gerar um CC muito mais limitado no que tange a potencial de crescimento.

    Desse modo, ainda tenho pra mim que uma família que inclua um APC, um IFV e até um carro leve de assalto, com derivações para porta-morteiro, ambulância de campo, viatura de comando, socorro/recuperação e obuseiro, creio ser perfeitamente praticável. Mas o CC, entendo eu, deve seguir caminho distinto…

    Penso que um carro novo deve ter reserva de potência e espaço para futuros aperfeiçoamentos e possível acréscimo de peso. Logo, deveria ser algo maior e ter características mais abrangentes que o necessário para um APC ou mesmo IFV… Não creio, portanto, que se possa pensar em algo cujo chassi não projete originalmente um carro que esteja minimamente na faixa das 40/42 toneladas ( com potencial para chegar até as 48/49 toneladas ), se se quer acompanhar os desenvolvimentos mais recentes e no futuro imediato…

    Posto isso acima e assumindo que a prioridade seja o CC na concepção da famíla ( somente a partir dele é que se poderia desenvolver os demais meios ), termina que os outros membros ficariam super-dimensionados e muito mais caros do que o necessário; e lembrando que estes ultimos serão a maioria do inventário…

    Fora isso… Um ‘Leo 2A4’ revisado sai aí seus US$ 2 milhões, no máximo… Se fosse encomendado hoje, seria carro para as próximas três décadas sossegado… Um carro novo, mesmo que pensassemos em algo da classe do PL-01, custaria aí seus US$ 7 milhões ( não muito menos que um Armata ou outro carro de sua faixa de peso ). E se quantidade é prioridade…

  45. Agnelo Moreira 29 de dezembro de 2017 at 17:00:
    “Compramos peças de armamento e pagamos impostos alfandegários para nós mesmos…”
    .
    A pessoa confia tanto na infalibilidade do órgão que diz pertencer, que repete mentiras como justificativas, sem se dar conta. Lembro de ter lido a mesma coisa de outro comentaristas certa vez. Respondi de maneira didática para ele, demonstrando a legislação e a jurisprudência sobre a matéria, que é cristalina: chama-se imunidade tributária recíproca e só não alcança empresas públicas e sociedades de economia mista. Está expressa na Constituição Federal, há Lei Federal sobre, julgados do Supremo Tribunal Federal, etc.
    .
    Mas é mais cômodo se martirizar do que se avaliar, se corrigir e buscar soluções.

  46. Uma pena que seja tão caro de operar em relação aos outros(consumo de combustível), mas tirando isso esse Carro de combate tem muito chão ainda e moderniza-lo é sim uma excelente decisão.

  47. “Desse modo, ainda tenho pra mim que uma família que inclua um APC, um IFV e até um carro leve de assalto, com derivações para porta-morteiro, ambulância de campo, viatura de comando, socorro/recuperação e obuseiro, creio ser perfeitamente praticável. Mas o CC, entendo eu, deve seguir caminho distinto.”
    .
    Sim, não há como fazer contraponto um projeto puro de CC… Mas pense o seguinte:
    .
    Os Leopard 1A5 tem apenas mais 10 anos de vida. Para projetar e colocar algo em fabricação, será necessário mais tempo. Poderíamos trazer 50 e poucos Leopard 2A4 para cobrir parte da lacuna e depois modernizar para um padrão 2A4M ou 2A5. Estes asseguram maior poder de choque. Os novos blindados substituem gradativamente os Leopard 1A5 e M60, depois os M113 e demais veículos. Estaríamos de certa forma, reinventando o mix entre “tanque pesado” e “tanque médio”.
    .
    “Um carro novo, mesmo que pensassemos em algo da classe do PL-01, custaria aí seus US$ 7 milhões”
    .
    Sim, a versão “CC” custaria mais caro de qualquer forma. Mas teria comunalidade com outros meios da família. Usaria o mesmo suprimento de peças e etc.
    .
    Se a versão CC pesar 45t, já é mais bem protegido que um Leopard 1A5, que emprega uma blindagem completamente defasada.

  48. Marder pode ter sobrando na Alemanha. Não é vantagem trazer se tiver de mudar toda a doutrina da força…
    .
    O grande problema para se ter um VBCI que comporte um GC de 9 integrante é a torre ser tripulada. Se equipar o blindado uma torre, como a TORC 30, pode-se ter facilmente espaço para 9 Fuzileiros em um veículo menor.
    .
    Um Guarani leva um GC de 9 integrantes…
    .
    E levem em conta que hoje, um M113 leva 9 Fuzileiros, mas tem blindagem inexistente… Comparem isso com o tamanho de um AMPV: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/5/52/US_Army_AMPV_compared_to_the_M113.png

  49. Rafael Oliveira
    Eu não estudei todos estes exércitos no miude do pelotão.
    Quando fiz ESAO, meu trabalho foi o Batalhão de Infantaria Mecanizada para o EB.
    Lembro do americano, do inglês e chileno.
    Eles mantiveram 4 carros com um efetivo desembarcado menor.
    Por isso, creio q o Pel fica mais voltado a combater somente com o carro.
    Li q essa defasagem não era boa, por isso nas Bda Stryker utilizam o GC a 9 homens mais a tripulação.
    Resumindo:
    Creio q eles preferem ter um pelotão blindado mais dependente do carro do que ter um carro maior ou mais veículos na fração.
    Mas é interessante q aumentou-se proporcionalmente a quantidade de strykers em relação a lagartas.
    Sds

  50. Rafael PP
    Não há martírio e nem confiança demais.
    Há constatacao Do q vejo, baseado no q vc explicou didaticamente.
    E resulta em uma coisa, legalmente explicavel:
    Pagamos mais q os outros por nossos produtos de Defesa, porque nós mesmos, legalmente, cobramos mais de nós mesmos….
    Tenho dois camaradas na CEBW, q importa nossos materiais, e 3 na BaApLogEx, q conduzem a nossa logística, e a constatação é simples:
    É ridículo pagarmos legalmente a nós mesmos.
    Outros países não fazem assim.
    Se queremos melhorar nossa defesa, temos q mudar as leis para melhorarnossa defesa.

  51. Bardini e Agnelo,
    O Guarani tem GC de 9 porque a blindagem é “fraca”. Acho que não é isso que se espera de um IFV. Se for, coloca uma Torc30 ou UT30BR no M-113 e segue o baile.
    Doutrinas são feitas para serem adaptadas às circunstâncias.
    Se grande parte dos países com mais experiência em guerra do que nós optaram por um GC menor, ainda que dependente do apoio do blindado, isso é sinal de que “funciona”, ainda que não seja o ideal .
    Enfim, o EB vai ter que escolher entte encolher o GC ou aumentar o IFV.

  52. Bardini 29 de dezembro de 2017 at 14:43

    Minha sugestão foi baseada justamente no AMPV do US Army e concordo com você quanto ao fato de uma parceria entre o EB e a BAe Systems ser uma boa opção. Se a empresa abrir uma fábrica no Brasil, poderia até vislumbrar exportações para a América Latina, pois a região ainda tem muitos M113 rodando por aí e os CC sobre lagartas dos exércitos da região estão muito defasados, com exceção dos Leopard 2A4 do Ejército de Chile.

  53. “O Guarani tem GC de 9 porque a blindagem é “fraca”.”
    .
    Não é a blindagem que é “fraca”. A blindagem é a que um blindado de menos de 20t pode proporcionar. Para um APC 6×6, tá excelente o que ele entrega.
    .
    Falou-se mais acima do Charrua. Ele entregaria praticamente a mesma coisa que um Guarani, exceto mobilidade. Não é vantagem ter isso sobre lagarta.
    .
    ” Acho que não é isso que se espera de um IFV.”
    Não é. Por isso tem de ser coisa na casa das 30t pra mais. Leve, vamos sobre rodas, é mais barato.
    .
    “Se for, coloca uma Torc30 ou UT30BR no M-113 e segue o baile.”
    Chega de M113…
    .
    Não é pq um IFV tem de levar um GC de 9 homens que ele necessariamente vai ser absurdamente mais pesado. Dá para se ter um IFV com espaço para 3 + 9 tranquilo, ficando na casa das 30 toneladas.
    .
    Um dos se não o melhor IFV atualmente, conta com esta composição, o K-21: http://i.imgur.com/2lqj4pv.jpg
    Compare o seu tamanho com o Bradley… Ambos tem pesos semelhantes. Um leva 3 + 6 o outro 3 + 9…
    .
    K21:
    Canhão 40 mm
    GC de 9 Homens
    Anfíbio
    Sistema de Gerenciamento do Campo de Batalha
    Atira em movimento e a noite.
    Pode usar munição 3P
    Capacidade Hunter Killer.
    Blindagem resiste a 30 mm na seção frontal.
    Entre outras coisas.
    .
    Seria um multiplicador monstruoso para nossa Força Terrestre.

  54. Agnelo Moreira 30 de dezembro de 2017 at 8:23:
    .
    Cara, pela última vez, o Exército brasileiro não recolhe tributação sobre o que importa, não só o exército, quanto qualquer outro órgão público da administração direta. A única forma disto acontecer é se o processo se der por meio da Imbel, ou outra empresa que interaja no mercado, o que seria atentatório às demais empresas do ramo.
    .
    Provavelmente em aquisições internas, a sistemática também se aplica na tributação do ICMS e do IPI. Seus “camaradas”, “colegas de classe”, etc não são argumentos de autoridade. Mas cada um acredita no que quer.
    .
    Ps: se você argumentar que as empresas nacionais são menos competitivas que as estrangeiras em razão das circunstâncias brasileiras, eu concordaria. Reconheço que a realidade pátria impõe produtos mais caros e de menor qualidade. Que ataquemos estas razões de forma sincera e honesta. O irônico é que boa parte desta realidade nasceu de legislações criadas no período que a Caserna governou…

  55. Rafael PP
    Talvez, eu não tenha me feito entender.
    Vou pôr melhor.
    Material para Defesa e não de Defesa.
    – Remédios para o Sistema FuSEx q atende também a logística de Classe VIII.
    – GPS, OVN, material de escalada, meios auxiliares de Instrução, miras e lanternas para as armas.
    – coletes modulares, rádios dos diversos grupos etc
    Talvez, o canhão, a MAG e o Mrt, não, mas tudo q envolve o emprego destes vem taxado.
    Pode ser, q a autonomia q as unidades tem para comprar meios permanentes (na 52) ou de consumo (na 30), não entre nessa “não taxação”.
    Como responsável por essas contas na compra de meios para o NPOR e para as tropas do Haiti na minha unidade, sempre foi a preço de mercado com todos os devidos tributos.
    Provavelmente então,são linhas de compras diferentes.

  56. “Dá para se ter um IFV com espaço para 3 + 9 tranquilo, ficando na casa das 30 toneladas.”

    Pois então, Bardini.

    Isso é o que tenho em mente… Um APC da ordem de umas 21/22 toneladas, que conservasse características anfíbias, e que possa evoluir por acréscimo de kits de blindagem ( frontal e lateral ) e da torre ( remota e montada externamente ) até um IFV de umas 29/30 toneladas… Isso sim substituiria o M-113 com folga e daria uma família de veículos utilizáveis por qualquer arma, inclusive fuzileiros navais ( mediante a configuração, claro ).

    O ‘Charrua’, em que pese ser um projeto dos anos 80, considero ainda bastante atual. Em verdade, é possivel dizer que ele antecipou em uns bons anos algumas tendências para veículos de transporte de tropas sobre lagartas, com um excelente espaço interno ( próprio para o GC do EB ), dimensões reduzidas e grande adaptabilidade. Grosso modo, entendo que passaria bem perto de um BMP-3… Fosse possível as modificações internas e o acréscimo de proteção para atender as demandas dessa primeira metade de século, e seria sim o que precisamos nesse nicho…

  57. Para o futuro deveria se pensar em TRÊS famílias, equipadas com mesmos armamentos e outros sistemas quando possível, assim: Uma de peso leve e 4×4, Uma seria de peso médio, sobre roda. Uma seria pesada, sobre lagarta.
    .
    Eu não vejo vantagem em ter uma família sobre lagarta, na mesma faixa ou perto da tonelagem da família sobre roda. Você vai ter no que deveria ser um veículo de choque, os mesmos níveis de proteção que um Guarani 6×6 pode oferecer, mas por um custo elevado. Não me parece muito lógico ou vantajoso.
    .
    No tocante ao 4×4… Não é um bicho de sete cabeças que não poderia ser feito aqui. É o veículo mais importante da força, mas tem-se a porcaria dos Marruá a preços absurdos.
    A esperança de ter algo padrão pode morrer com os LMV, se não forem boa coisa ou custarem os olhos da cara (provável). Mas é isso ou comprar o que as empresas encostadas no governo produzem: porcaria milionária.
    .
    No tocante a família Guarani, não tem muito o que falar. Tocar o projeto, que é “bom, bonito e barato” é um acerto sem comparação.
    .
    Na família pesada, deveríamos seguir o exemplo do Guarani. Ter um projeto próprio, com uma base em comum. Motorização/Transmissão. Sistemas internos. Suspensão. Trem de rodagem. Enfim, componentes diversos em comum, onde der, que se faça…
    .
    Por mim, seria algo assim:
    * VBCI: veículo com peso base de 35t (capacidade de crescimento até 45t), equipado com Mk44 Bushmaster II (padronizaria pela munição 30 x 173 mm) e configuração interna para 3 + 9.
    * VBCCC: veículo com peso base de 40t (capacidade de crescimento até 50t), equipado com canhão smoothbore 120mm (calibre que deveria ser adotado pelo VBR-MR 8×8, para padronizar a munição) e 4 tripulantes, sem autoloader.
    .
    * VBTP sobre lagarta? Não compensa… Coloca o dinheiro em Guarani 6×6 para função que é sucesso.

  58. Vejo que o Internetez continua fazendo vítimas:
    A padronizacao entre chassis de vtrs e uma coisa positiva e desejável, e claro desde que se tenha recursos para bancar um.VBCI com custos de operação similares a um CC, explico:
    Uma VTR e composta de chassi, carro rodante, Power train, armamento e sistemas de combate.
    Se tirarmos o atento pesado da equação parte dos sistemas de combate para compor a VBCI ainda restariam o carro rodante e o Power train.
    Um carro rodante e composto por correntes, sapatas, roletes inferiores e superiores, roda motriz e roda guia, todas dimensionadas para tolerar um.pesp de até 50 tons com custos de fabricação e principalmente de manutenção compatíveis para este peso. O Power train idem, ou seja um motor com potência similar ao de um CC, com consumo e custos de operação e manutencao próximos. Uma transmissao, com caixa de transferência e redução também dimensionadas para tal.
    Aí eu pergunto:
    O EB que mal e porcamente consegue manter 50% da frota de M 113, conseguiria manter um VBCI com custos similares a um CC?????
    Mesmo com todos os benefícios da padronização, obvio que não, o resto e sonho, delírio e exercicio de masturbologia internautica associado leituras de marolas mentiras.

    G abraco

  59. A solução para os gargalos logísticos da frota de Leo 1A5 passa pelo exercício de humildade, de pragmatismo e de honestidade.
    Todas as pessoas frequentadoras deste blog com doisiolos Milos no cérebro sabem que o Brasil quebrou. Teremos um déficit orçamentário de 160 bilhões este ano e vai assim até 2022 se tudo der certo, portanto não haverão espaço no orçamento do EB para renovação da frota de CCs antes de uns dez anos até lá o que se pode fazer para refinar:
    Comprar pelo menos 70 Léo 1A5 para mobiliar um esquadrão de cada RCB, sem aumenta Los.
    Comprar todo Soares de Power train que se conseguir no mercado, fazer modernizações pontuais via Elbit nos sistemas eletrônicos e nacionalizar o rodante com a indicação nacional.
    Leo 2 ou qualquer outro VC na faixa de 60 tons e inviável função de estradas, pontes, plataformas de transporte atuais do EB sem CMT, parques de manutenção i apropriados.
    Ahhh diriam alguns:
    E a fábrica da KMW em Sta Maria. Quem viu sabe que não passa de um galpão de manutenção programada, sem chances.

    G abraco

  60. “O EB que mal e porcamente consegue manter 50% da frota de M 113, conseguiria manter um VBCI com custos similares a um CC?????”
    .
    O raciocínio está ao contrário. Não é fazer um VBCI a custo de VBCCC. É fazer um VBCCC a custo de VBCI.
    .
    E VBCI, não gambiarra com VBTP com blindagem faz de conta.
    .
    “Comprar todo Soares de Power train que se conseguir no mercado, fazer modernizações pontuais via Elbit nos sistemas eletrônicos e nacionalizar o rodante com a indicação nacional.”
    .
    M-41, lá vamos nós… Até 2040…

  61. Então tá . Qual é milagre para construir um chassi de carro rodante, uma transmissão e um motor que comporte o peso e as necessidades de um CC, tendo custos de operação viáveis para um VBCI???
    E aí qual é a matemática???

    Não, não é M 41 “2” e NECESSIDADE, pois dinheiro não cai do céu não dá em árvores e não e descarregado por naves marcianas….
    Não haverá recursos nos próximos dez anos para um novo projeto, portanto é necessário esticar a vida útil dos 1A 5 por mais tempo, sob pena de ficar sem nada.

  62. Como tu vais manter custos de aquisição e de manutenção aceitáveis para um VBCI,, sem fugir da padronização de Power train, de carro rodante de sistemas de geração elétrica projetados para um CC?
    Tu terás um motorzao de 1000hps sugando uns 80 litros de diesel por hora, uma transmissão dimensionada para um CMT de 50 tons, um carro rodante com roletes e motrizes para suportar o peso de um CC e manter estes custos toleráveis para um VBCI.
    Bardini, no teu mundo da internet tudo é maravilhoso, a realidade no dia a dia da operação e do bico do lápis e outra.

  63. Juarez,
    Me parece que não haverá no futuro Estoques disponíveis para aquisição de CCs de geração superior aos 1 A5; Todas as desmobilizações possíveis pos 98 já foram efetivadas
    Concorda?
    Se sim, não há solução além de adquirir veículos novos, não?

  64. Não Carvalho, setenta chassis Sr arruma fácil, o EB está olhando os italianos. Soares parte a Tiago, os gregos, e os próprios alemães tem extoque. E questão de ir com dinheiro e comprar.
    Infelizmente o EB não está priorizando seus parcos recursos, pois prefere pagar 400.000 euros por aquele “New candango da Barbie”, vulgo Iveco LMV, queimando 16 milhões de euros nos quarenta quer adquirir, sendo que com esta quantia resolvia os problemas logísticos de um RCC inteiro de Leo 1A5.

    G abraco

  65. Se o British Army tem Din din din para bancar o custo de um VBCI como este que são próximos de um CC, não. No nosso caso específico vão virar enfeite de garagem. Outra coisa, e a escala de producao, se falarmos de.numeros acima 3000 unidades ok, agora comprar 500 ou 600 a padronização de componentes não paga a conta.
    Outra questão:
    Quero ver este troco trombar de frente com uma unidade de CC de verdade, o que vai sobrar deste faz de conta.
    Bardini pode buscar lincks na galáxia mongo que a matemática não muda.
    Um CC de umas 50 tons precisa de um motor com pelo menos uns 1000 HPS, uma transmissão condizente com este motor, um carro rodante para suportar isto tudo é mais uma torre com um 120mm em cima. Se você tirar a torre e colocar um 30mm e deixar tudo igual embaixo, os custos de operação e manutencao serão muito parecidos e aí não tem c..,…………..u que aguente.
    No caso do EB que não tem $$_ para operar e muito menos para comprar outro é pior ainda.

  66. Eu vou te contar uma historinha para TENTAR te trazer do mundo virtual dos links da Net e dos “pressão release” para o mundo real pé no chão.
    Certa feita parei num restaurante na BR 290 na altura de P Grande e tinha um comboio do EB com Léo 1A5. Junto tinham equipes de apoio e eu me dirigi a um sgt especialista e comecei a conversar sobre com ele sobre a manutenção.Em seguida me aproximei e via por um compartimento partes do motor, e a bomba injetora diesel que me foi confirmada depois que era rotativa. Sabedor que estas bombas sai sensíveis a qualidade do diesel porque seu corpo de engrenagens e lubrificado por ele, ao contrário das bombas em linha que usam óleo lubrificante, perguntei que tipo de diesel estavam usando?
    O sgt não soube me dizer, então perguntei:
    Que cor é o diesel que abastecem?
    Ele respondeu: Vermelho. Bingo! Estão usando a bosta do B500 em um bomba muito sensível. Claro, e o mais barato.
    Tempos depois em discussão em outro fórum sobre o assunto Leo, me deparei com os itens considerados gargalos logísticos, eis que a bomba injetora e um desconto, porque:
    Porque está descontinuada pelo fabricante e tem apresentado problemas. O porquê dos problemas e a qualidade do diesel.
    Esta é a realidade do ” mundo real EB”.

  67. Não estou querendo mudar teu pensamento, ou tua opinião, a qual eu respeito, apenas que o EB não suporta um VBCI com custos parecidos com de um CC.
    Eu não sou cavalarianos, e não entendo bosta nenhuma de táticas de blindados, agora, eu gostaria de ver o que sobraria do tal Ajax em combate com uma unidade Israelense de Merkavas ou uma unidade americana com M 1 A2.
    Bardini, lembra que os “exxxxxperto” dutchs venderam seus Leo 2 e adotaram a VTR da BAE, colocaram um canhão de 40mm e disseram que era o “novo conceito de CC”. Agora que o Putin botou as asas de fora e das lições aprendidas no Iraque e na Síria se deram conta do tamanho da cagad…..a que fizeram.

  68. Não senhor Cel, apenas o meu trabalho tem uma certa sinergia com blindados e como nós na FAB costumamos dizer:
    Ter ou comprar não significa poder manter e operar.

    G abraco

  69. Amigo, espero que tenha passado um bom Natal uma boa virada de ano. Lembro que você me falou que trabalhava com caminhões (transportadora).
    Meu filho tá trabalhando no S-4 do 1°/9°. Vai seguir os passos da “graxa” também. Mas, gostei das explanações sobre os blindados. Também conheço quase nada. Quem conhece é meu primo que fez engenharia mecânica no IME e trabalhou na Diretoria de Material do EB, em Brasília.

  70. O problema não é só o EB, são leis q inventam e empurram goela a dentro certas coisas…
    Esse problema do diesel estava dando com alguns caminhões, mas NÃO era permitido comprar o melhor diesel.
    Não sei qual lei impedia, mas vinha do GF e não do Cmdo EB.

  71. Poxa vida hein, Juarez, Agnelo e afins. Até no combustível o GF dá pitaco e por meio de leis(chega a ser tosco viu), pqp é muita sacanagem e ingerência ,isso tem que mudar.
    Juarez, belas explicações ;
    Bardini, o raciocínio das três famílias é interessante.

  72. Amigos,

    Uma outra alternativa ( pouco ortodoxa, é verdade… ) seria pensar “a francesa”, com a adoção de uma viatura 8×8 para fazer as vezes de um IFV e transporte de tropas.

    Penso que um binômio como o Leclerc/VBCI nos seria praticável, se considerarmos que na absoluta maioria dos casos se encontrará terreno favorável para ambos, quer dizer, onde será possível ao 8×8 acompanhar as lagartas…

    Se houvéssemos adotado um 8×8 de uma família de “responsa”, como a ‘Boxer’ ou a ‘VBCI’ francesa, acredito que estaríamos na posição de apostar nesse ‘mix’. No mínimo, seria possível substituir uma parte dos veículos tracionados a lagartas por um sobre rodas. O exército alemão e holandês, por exemplo, as novas VBTP substituem ao menos o M-113. E alemães adotam o binômio Puma/Leopard para o que seria a sua cavalaria blindada, deixando as demais forças com veículos sobre rodas.

  73. Pois então RR, os franceses… Vão se equipar com um VBTP 6×6 estilo “caminhão”, um VBCI 8×8 e um VBR 6×6 com canhão 40mm.
    .
    Por lá, parece que misturar roda e lagarta dá certo. E eles estão sempre combatendo.

  74. RR e Bardini, boa tarde.
    Dá pra misturar? Dá.
    Só q lá, o pensamento é pela VBCCC-SR, q não deu muito certo.
    Em termos “brasileirescos”:
    Eles preferiram q as Bda Inf Mec tivessem um CC -SR e não o Guarani 8×8 com o 105.
    Deixaram esse meio pra VBR. (Bda Cav Mec).
    Por que?
    Porque o CC lagarta foi mais eficaz junto à Inf Mec.
    Para nós, q o CC + VBCI é na Bda Bld, tem q ser tudo sobre lagarta.
    Por que?
    Porque nossas Bda Bld são o q temos de mais decisivo, então empregamos na ação principal ou na Reserva de uma operação.
    A ação principal deve evitar ao máximo perder a impulsão do ataque.
    O emprego da Reserva é a forma mais decisiva de um Cmt intervir no combate.
    Assim sendo, as Bda Bld não podem ter um meio q depende mais do terreno como a roda depende mais dona a lagarta.
    Concluindo:
    Para as Bda Bld TEM q ser tudo sobre lagarta.
    Para as Inf Mec, assim como a Bda C Mec, dá pra misturar, mas com um redimensionamento logístico em relação ao q se tem.
    Falei em termos “brasileirescos” para ficar mais fácil de entender, pois a nomenclatura dos outros exércitos obedece outras disposições.
    Sds

  75. Mais uma coisa, talvez o Bardini se lembre
    Eu já postei em uma discussão sobre o assunto Guarani 8×8 q 14 exércitos não gostaram da ideia CC-SR nas Inf Mec, pela experiência q tiveram em Cmb, deixando esse tipo de Vtr para Cav q realiza REC.
    Para a Inf -SR, mesmo com uma logística mais pesada, o CC SL agregou mais Poder de Combate.
    Sds

  76. Prezado Rinaldo Nery,
    (1 de Janeiro de 2018 at 22:26)
    .
    “Meu filho tá trabalhando no S-4 do 1°/9°. Vai seguir os passos da “graxa” também. Mas, gostei das explanações sobre os blindados. Também conheço quase nada. Quem conhece é meu primo que fez engenharia mecânica no IME e trabalhou na Diretoria de Material do EB, em Brasília.”
    .
    Amigo, convide seu filho e seu primo para participar do FORTE conosco.
    Não sei creio que exista impedimento pelo fato de estarem na ativa, mas seria interessante ouvir a opinião de quem conhece a “graxa”.
    .
    Forte abraço e Feliz Ano Novo.
    Ivan, o Antigo.

  77. Amigos,
    .
    Sinceridade de início de ano.
    É impressionante como não conseguimos nos ater ao tema central da matéria apresentada, no caso a “atualização de até 786 veículos Abrams M1A1 para o M1A2 System Enhancement Package Version 3 (SEPv3)”.
    .
    Observem que o poderoso US Army vai reformar, atualizar e melhorar (upgrade) seus MBTs Abrams, atacando justamente suas versões mais antigas em operação, o M1A1 (fabricação anterior à 1992).
    .
    Os norte americanos possuem pouco mais de 1.100 Abrams nas versões M1A2 e M1A2SEP, com mais de 4.000 M1A1 (mais antigos) no US Army e cerca de 400 M1A1 nos Marines.
    .
    Este upgrade será o SEPv3 – System Enhancement Package Version 3.
    .
    Observamos que há investimentos interessantes:

    – Energia – aumento da geração e sustentabilidade, inclusive com uma importante incorporação de uma unidade de potência auxilia (APU), para alimentar os sistemas mesmo com a turbina (beberrona de 1.500 HP) desligada.

    – Digital – compatibilidade de rede, certamente entre ‘tanques’ e blindados da mesma unidade, mas também com definição de padrões para a munição que será disparada.

    – Proteção – NEA, que tanto trabalha no piso mas também nos assentos e apoios internos protegendo a tripulação. Lembrando que vários tipos de projéteis agem pelo impacto da explosão – sem penetração – como as HEAT por exemplo, ou mesmo um infeliz impacto direto de munição HE de artilharia, ou ainda passar por cima de um IED.
    .
    Estão, portanto, maximizando o uso do que já tem.
    Como já fazem há algum tempo, assim como os alemães, italianos, israelenses, russos e ucranianos com os ‘tanques’ que fabricam. Mas também como fazem os israelenses, egípcios, poloneses, singapurenses, suecos, suíços, turcos e outros tantos.
    .
    Tem sido publicado na internet e em revistas de defesa, inclusive no Brasil, diversos artigos sobre modernização de blindados de todos os tamanhos.
    .
    Observar que os Abrams mais antigos M1A1, já com canhão de alma lisa 120 mm L/44 M256A1 (o mesmo do Leopard 2 A4 e A5), continuam operacionais e aptos para o combate. Porém a linha de frente está sendo constantemente modernizada e ajustada para os novos cenários, inclusive para as novas ATGW.
    .
    Sds.,
    Ivan, an old infantryman.

  78. Em matéria de atualização a lição dada por Israel é emblemática.
    (Colombelli é que gosta desta história.)
    .
    Alguns dos primeiros blindados do recém nascido Estado de Israel foram roubados – isso mesmo – de ingleses e árabes; outros tantos foram doados por simpatizantes; mas a grande maioria, durante as primeiras 3 (três) ou 4 (quatro) décadas de existência das IDF, eram sobras dos exércitos da OTAN, notadamente os Centurions ingleses e os Pattons (M48 e M60) americanos.
    .
    Alguns Centurions, notadamente Mk3, chegaram com o canhão Ordnance QF 20 pounder (84mm).
    Muitos Pattons M48 chegaram com canhão de 90mm.
    Centurions e M48s com motores a gasolina, sem falar que diversidade de rádio era uma festa do fim do mundo.
    .
    Solução?
    Simples, foram padronizando com o que acreditava ser o melhor, fazendo um upgrade constante de enorme sucesso.
    Canhão passou a ser o inglês Royal Ordnance L7 de 105mm e 52 calibres fabricado sob licença;
    Motor passou a ser o norte americano ‎Continental AVDS-1790-2C, V-12, diesel de grande confiabilidade, fabricado aos milhares e com FMS.
    Ambos, canhão e motor, são usados pelos ‘mais novos’ M60 americanos e adotados nos primeiros Merkava MkI.
    .
    E o que era de ‘conteúdo nacional’?
    (Algo tão caro para tantos.)
    No início os rádios, depois os sistemas de pontaria, as modificações nas suspenções (de cada modelo), parte da munição, sistemas que precisavam melhorar e foi por aí…
    … até chegar no Merkava…
    … que não é 100% nacional.
    .
    Ganharam todas as guerras convencionais que entraram, com sua miscelânea de blindados, aproveitando até carro de combate roubado e/ou capturado…
    … porque é assim que se ganha uma luta, com a arma que tiver à mão.
    .
    Uma lição.
    .
    Sds.,
    Ivan, o Antigo.

  79. Prezado Agnelo Moreira,
    (29 de dezembro de 2017 at 17:10)
    .
    Você escreveu:
    “Uma pesquisa grande é sobre o efetivo do GC.
    Historicamente, um Força q perde 30% de seu efetivo, perde seu poder de combate. 7 homens, é o limite do 6 (perda de 33%) do efetivo do GC de 9.
    Historicamente, o GC de 9 é ideal.”
    .
    No FORTE tem uma matéria interessante sobre o número ideal de combatentes por Grupo de Combate (Squad em inglês):
    http://www.forte.jor.br/2013/07/21/nove-e-o-numero-magico/
    Vale a pena dar uma olhada.
    Está datada, de 2013, mas é ainda atual e o debate foi profícuo.
    .
    O ‘Magic 9’ é o padrão norte americano que influenciou meio mundo ocidental, em que pese encontrarmos grupos de combate de 8 (oito) combatentes nos pelotões ingleses, russos, israelenses entre outros.
    .
    Embarcar estes 9 (nove) fuzileiros em um APC – Armoured Personnel Carrier (VBTP – Veículo Blindado de Transporte de Pessoal) é possível mas fica no limite, sendo comum nos M113 e Strikers (sobre rodas).
    Mas na infantaria blindada ‘ianque’ eles tiveram problema com o M2 Bradley, pois sendo um IFV – Infantry Fighting Vehicle (VBCI – Veículo Blindado de Combate de Infantaria) tinha que ter espaço para uma torreta com armamento mais pesado (canhão automático M242 Chain Gun de 25 mm e um par de mísseis antitanque TOW) tripulada por dois combatentes.
    Resultado: só cabia 6 ou 7 infantes para desembarcar por veículo.
    .
    Outros países – Inglaterra, Rússia, Suécia – conseguiram embarcar até 8 (oito) infantes para combate a pé.
    .
    Entretanto, os alemães que entendem um tanto de combate blindado adotaram duas formações de Grupos de Combate:
    – Com 9 (nove) fuzileiros para unidades mecanizadas e leves;
    – Com 6 (seis) fuzileiros para compor o GC das unidades blindadas (IFV/VBCI).
    No entendimento deles, os alemães, o grupo de infantaria que iria desembarcar de um Marder, depois do Puma, poderia ser menor pois lutaria juntamente com as armas orgânicas do IFV/VBCI.
    .
    Mas há matéria específica sobre isso.
    Boa pesquisa.
    .
    Sds.,
    Ivan, do Recife.

  80. Ivan ( 2 de Janeiro de 2018 at 17:04 );

    Bacana ver como os israelenses evoluíram até o status atual… Diria que estávamos fazendo similar ( reservadas todas as devidas proporções e sucessos, evidentemente… ), com as modernizações/atualizações em diversos veículos até ao que chegamos com o ‘Tamoyo III’ e outros produtos.

    Falando dos carros de combate, digno de nota são os resultados díspares nos quais ambos chegaram até então, com o Brasil e seu carro mais leve em virtual oposição ao conceito do ‘Merkava’ israelense; tudo isso evidentemente fruto de necessidades específicas de cada país. De um lado, nós brasileiros precisando ir a grandes distâncias rápido, tendo que cobrir grandes espaços e manobrar agilmente por estas vastidões para assegurar rápido as melhores posições, enfrentando consideráveis limitações de terreno e logísticas; e de outro os israelenses, lutando sempre “do lado de casa” e com necessidade de manter suas posições a qualquer custo, o que implica em um carro que teria que “levar pancada” e manter-se firme, e que explica a “monstruosidade” que conceberam e a evolução com sistemas de defesa ativa.

    Analisando especificamente as necessidades brasileiras, creio ser possível pensar que estas aproximam-se muito daquelas que são ( ou eram… ) as russas/soviéticas, que implicam em um carro mais leve e mais barato, mas que ainda assim seja dotado dos recursos mínimos para engajar qualquer carro com possibilidade de sucesso, o que no nosso caso implica em um canhão não inferior a 105mm ( muito embora acredite que seremos obrigados a passar para o 120mm, antecipando quaisquer evoluções em proteção ), um sistema de controle de tiro e visão termal/noturna, e tudo no estado da arte. Isso, entendo eu, aponta para uma modernização do Leopard 1A5 para algo mais próximo do que seria o proposto 1A6, ou então a concepção de um novo conceito que cubra essas características acima listadas, posto não haver nada no mercado que atenda incisivamente ao que o País necessita ( talvez o mais próximo disso seja o Type 10 japonês, que é caro pra boné, ou o T-90 russo, cuja aquisição é algo difícil de ocorrer… ).

    Falando dos israelenses, impressionante observar as variantes especializadas muito próprias que os israelenses desenvolveram por si mesmos dos veículos que obtiveram; notadamente do Sherman.

    Com o ‘Merkava’, resta dizer que conseguiram um conceito que os levou a um MBT que será sua espinha dorsal para mais trinta anos ainda a partir de agora, o que é o mesmo para americanos, alemães, ingleses e franceses, que terão em seus respectivos MBTs atuais as bases para seu poderio blindado para 2050 e além…

  81. Agnelo a questão do diesel não é um problema do GF
    Qualquer órgão público hoje pode e adquirie os dois tipos de diesel, o B 500 e o S 10, basta apenas licitar a especificação do tipo.
    O que acontece por lá e desconhecimento técnico das consequências de usar um diesel com 500 ppm de enxofre em uma bomba sensível.

  82. Agnelo Moreira ( 2 de Janeiro de 2018 at 14:19 );

    Boa noite, Agnelo.

    Compreendo.

    Assim sendo, só me resta a curiosidade de saber até onde iria a “eficácia” dessa combinação lagarta/rodas para os franceses; de todos os motivos de estarem se reequipando daquela forma, praticamente dotando-se de unidades mecanizadas ao invés de forças integralmente blindadas…

    O terreno francês, até onde sei, apresenta os mesmos desafios que no resto da Europa, somado ao fato de que, sendo pertencentes a OTAN, irão teoricamente lutar nos mesmos cenários… Não penso que seriam irresponsáveis ao ponto de ignorar essa questão.

    É provavel que as “cabeças pensantes” do auto-comando francês preveem lutar, na esmagadora maioria das vezes, em combates convencionais de forma limitada ( apenas como reforço das forças da OTAN contra ameaças a leste ) ou assimétricos ( onde as lagartas não são absolutamente necessárias ). Assim, podem imaginar conservar seus MBTs apenas para atuar junto a OTAN como uma força combinada, na forma de regimentos blindados anexos a unidades maiores de outros países, mantendo integras apenas as suas unidades mecanizadas “puras”.

    Por fim, não estou compelido a pensar que zelo para com seus produtos nacionais seja um fator fundamental, haja vista serem plenamente capazes de produzir o seu próprio IFV. Logo, há uma evidente questão de custos operacionais e de aquisição que se somam aos demais fatores… O ‘mix’ francês certamente é mais barato que o alemão ou o inglês…

  83. Muito Obrigado, Ivan, Juarez e RR
    Acredito q, por terem uma experiência maior, e principalmente uma possibilidade de emprego de alta intensidade maior, esses exércitos tem mais convicção em mudar de estruturas dos pequenos aos grandes escalões.
    Além de recursos, obviamente.
    Bem provável, também, q a malha viária na Europa e o emprego conjunto entre eles, possibilite adaptações.
    O q eu realmente não consigo imaginar é a solução pra nós.
    Na Bda Inf Leve Amv, adotamos o GC de 8, por causa dos Panteras. Mas acredito q já tenha voltado pra 9.
    O GC Blindado já teve 11, e depois baixou pra 10, deixando um dos atiradores de FAP responsável pela .50.
    Mas uma mudança maior, baixando pra 7 ou 6, acredito q implicará na necessidade de uma mudança maior nas TTP de GC e Pel.
    Em relação ao CC – SL, acho perfeitamente adaptável a Bda Inf Mec, pois já empregamos SR e SL juntos na Bda C Mec.
    Finalmente, talvez, pela falta de recursos, acho q o Léo A5 vai ficar mais tempo do q o imaginado.
    Com o excedente de Leo A2, a maioria dos Leo 1 devem ter virado parafuso há muito tempo, então não imagino o quanto adaptações podem ser feitas.
    Com a possibilidade de emprego e pressão americana, talvez até os exércitos europeus não cresçam tanto, mas deverão mater uma boa reserva, não “liberando” muita coisa nova.
    Um exemplo é o arrependimento alemão em se desfazer do Gepard.
    Novamente, obrigado pela oportunidade de debater.

  84. Srs
    Pelos artigos militares e os comentários, o EB considera como ideal um MBT de porte similar ao Leo 1A5 e precisará obtê-lo em uma década para substituir estes que estarão no fim da vida útil.
    Ora, o MBT que se encaixa nesta especificação e é de projeto recente, é o japonês que custa uma fábula e foge totalmente do alcance do minguado orçamento do EB.
    Como alternativa a este sonho, alguns sugerem uma produção local de um MBT desenvolvido em uma parceria com os alemães ou italianos (na verdade uma TOT disfarçada) que naturalmente sairá cara e resultará num produto também caro (pequena escala).
    O paradoxo disto tudo é que a especificação do EB seria bem atendida pelo finado Osório que, aliás, o governo brasileiro tem a posse de seu projeto (dizem que perderam a documentação, mas o EB dispõe de um protótipo para fazer engenharia reversa).
    A pergunta que não quer calar é:
    Se o EB tem um projeto pronto a custo zero (o Osório) , que é tão atual quanto os Abrahms e Leo 2 e só precisa de alguma atualização (como no caso dos Abrahms mais antigos), por que seria necessário contratar (eufemisticamente, fazer parceria) os alemães ou os italianos para obtermos, a altos custos, um projeto de um novo tanque, possivelmente, resultado de uma adaptação de um produto que eles já desenvolveram?
    Porque o EB, ao invés de pensar nestas soluções caras, não parte para o desenvolvimento do Osório II, aprimorando o projeto antigo com a substituição dos equipamentos já obsoletos (sistemas eletrônicos, canhão, etc.)? Não sairia mais em conta e em menor tempo?
    É claro que produzir um MBT tupiniquim é sonho, face a situação financeira atual, e,infelizmente, o mais provável é que o EB tenha que adiar seus sonhos de MBT’s zero km e partir para a extensão da vida útil dos Leo 1A5.
    A não ser que abandone a sua antipatia pelos M60 e vá ao Tio Sam em busca de uma doação de um lote deles (enquanto ainda existem) e contrate um upgrade para uma nova torre com canhão de 120mm e outras melhorias para colocá-los no estado da arte; ou, também, faça a opção, impensável, por um MBT russo.
    Sds

  85. Vejam que texto bacana;

    DANIEL BERNARDI ANNES – Cap
    Oficial de Cavalaria da turma de 1999

    HISTÓRICO

    O projeto do Leopard começou na Alemanha em novembro de 1956. O veículo deveria ser leve, resistir a tiros rápidos de 20mm e ter proteção contra agentes químicos e biológicos.

    A mobilidade teve prioridade em relação ao poder de fogo e a blindagem, considerando-se as modernas armas anti-carro. A empresa alemã Krauss-Maffei Wegmann (KMW) fez as primeiras entregas em 1965 e diversos países europeus adquiriram o veículo.

    No início da década de 80, o exército alemão dispunha de aproximadamente 1200 Leopard 1 A1A1, que apresentavam acentuada defasagem tecnológica depois da entrada em serviço do Leopard 2. Assim, para adequar-se à nova demanda, estes CC receberam o sistema de controle de fogo EMES da nova versão, além de outras modificações, que originaram o Leopard 1A5, a versão mais moderna da família 1.

    Desde 1990, o Leopard 1 vem gradualmente sendo empregado em funções secundárias na maioria dos exércitos, mas o Brasil, este ano, está recebendo 220 unidades repotencializadas e batizadas de VBC Leopard 1 A5 BR. O Leopard 2, por sua vez, é um carro de combate desenvolvido no início dos anos 70. Entrou em serviço no ano de 1979 e substituiu os Leopard da família 1.

    O Leopard 2 A4 é o mais numeroso de todos os carros de combate da família Leopard, pois praticamente todos os carros das versões anteriores (A1, A2 e A3) foram convertidos para a versão A4. Vários países europeus optaram por este carro de combate, especialmente pela sua comprovada resistência e confiabilidade mecânica. Na América do Sul, o Chile adquiriu em 2007, 132 unidades do também rebatizado Leopard 2 A4 CHL.

    CARACTERÍSTICAS

    Depois do breve histórico das VBC a serem estudadas, para iniciarmos a presente análise, recorreremos às características principais de um carro de combate, aquelas que lhe conferem a ação de choque. Ação de choque é o efeito resultante da associação entre a mobilidade e a potência de fogo, reforçada pela proteção blindada. Traduz-se no impacto físico e psicológico exercido sobre o inimigo, mediante fogos diretos potentes, desencadeados a distâncias curtas.

    PROTEÇÃO BLINDADA

    O grau de proteção proporcionada pela blindagem é um fator de sobrevivência nos campos de batalha. Normalmente, a proteção convencional de aço é capaz de impedir danos causados por projetis de metralhadoras, pequenos canhões e granadas alto-explosivas de artilharia. Para proteção contra munição especializada anti-carro, um considerável reforço na blindagem torna-se necessário, envolvendo considerável aumento de peso.

    O Leopard 1 A5 possui blindagem de 70mm na parte frontal e 35mm nas laterais, além de uma blindagem adicional espaçada de 5mm, contra munição de carga oca, nas laterais e na torre. O Leopard 2 A4 possui de 700 a 1000mm de blindagem na parte frontal, 200mm nas laterais, além de uma proteção adicional para o motorista, com cerca de 150mm. O aspecto proteção blindada é uma das grandes diferenças entre as versões comparadas, pois o 2 A4 possui cerca de dez vezes mais blindagem.

    MOBILIDADE

    A despeito de todas as medidas de proteção, o fator que garantirá à VBC maior capacidade de sobrevivência é a sua mobilidade, ou seja, a capacidade de ultrapassar obstáculos, realizar manobras rápidas e atingir maiores velocidades em terreno desfavorável.

    O Leopard 1 A5 é dotado de um motor de 830hp, que lhe confere uma relação peso/potência de 20hp/ton, lhe permitindo atingir velocidades de 45Km/h em terreno desfavorável e até 65Km/h em estradas.

    O Leopard 2 A4 possui um motor de 1500hp, que proporciona uma relação peso/potência de 27hp/ton, lhe permitindo atingir velocidades de 55Km/h em terreno desfavorável e até 72 Km/h em estradas, velocidades estas significativamente maiores que do nosso exemplar.

    Além disso, apesar de mais pesado, o Leopard 2 A4 possui uma reduzida pressão sobre o solo, 0,85Kg/cm2, menor do que o Leopard 1 A5, que é de 0,86 Kg/cm2, o que favorece a maneabilidade, em especial nas operações em terreno pouco firme. Em contra partida, a necessidade de empregar as estradas e pontes existentes é um dos óbices do 2 A4, que pesa 55,1ton contra as 42,4ton do 1 A5. No aspecto mobilidade, o 2 A4 possui vantagem devido a sua maior relação peso/potência e menor pressão sobre o solo, porém, seu peso maior acarreta em sérios problemas de trafegabilidade, principalmente em estradas não pavimentadas e pontes.

    PODER DE FOGO

    O desempenho de um CC é diretamente proporcional ao seu calibre, à cadência de tiro, à capacidade do seu sistema de controle de fogo e à sua capacidade de busca, aquisição e transferência de objetivos.

    O Leopard 1 A5 é dotado de um canhão de 105mm, raiado, modelo L7 A3 da Royal Ordnance, britânica. A versão 2 A4 possui um canhão L44 Rheinmetall alemão de 120mm e com alma lisa que dispara munição desencartuchada.
    O canhão de alma lisa do 2 A4 é menos preciso que o raiado do 1 A5 e sua munição é mais cara que a convencional. Em contra partida, tem maior poder de penetração e a capacidade de disparar, segundo o manual do fabricante, a 5500m, enquanto o 1 A5 o faz a 4000m. Na prática, estas distâncias não puderam ser confirmadas. Os impactos ao primeiro disparo mais longos realizados pelo autor foram de aproximadamente 4000m com o 2 A4 e de 2500m com o 1 A5.

    O fato de o 2 A4 utilizar munição desencartuchada afeta positivamente sua cadência de tiro, pois, além de auxiliar na limpeza do canhão, permite a execução de vários disparos sem a necessidade de esvaziar o cesto do armamento, atividade esta que deve ser realizada a cada 3 ou 4 tiros, com o 1 A5.

    Ainda sobre aspectos que influenciam na cadência de tiro, o Leopard 2 A4 utiliza munição de 120mm, que é mais pesada que a munição 105mm, dificultando a recarga.

    Possui um bunker para o armazenamento da munição, com capacidade para 15 tiros, este proporciona segurança à tripulação, mas acarreta no aumento do tempo de recarga.

    Além disso, o canhão 120mm do 2 A4, após o disparo, corta a estabilização automaticamente e toma a posição de carregamento, que pode ser regulada de acordo com o biótipo do Aux Atdr a fim de facilitar o carregamento, principalmente quando o CC está em movimento. A entrada em posição de carregamento também aumenta o tempo de recarga, diminuindo, consequentemente a cadência de tiro.

    Sobre o sistema de controle de fogo, o EMES 18 do Leopard 1 A5 é uma cópia do EMES 15 da versão 2 A4. As diferenças são: a configuração das caixas, que no Leopard 2 A4 encontram-se melhor distribuídas, facilitando a operação e o fato de que o Leopard 1 A5 não possui o compensador de movimento próprio.

    Este recurso, ainda que não afete significativamente na técnica de tiro ou no tempo de engajamento, torna desnecessário o uso da taquimetria quando o alvo está parado, compensando o movimento próprio até 10s ou 170m.

    Outra distinção no sistema de controle de fogo é o Painel de Controle do Comandante, que só aparece na versão 2 A4. Não influencia diretamente na execução do tiro propriamente dito, mas armazena os dados do último disparo, tornando-se uma ferramenta importantíssima na identificação de possíveis falhas ou erros na técnica de tiro, além de permitir calcular com relativa precisão a velocidade do vento no alvo. Sobre busca, aquisição e transferência de objetivos, as capacidades proporcionadas pelos equipamentos de cada uma das versões comparadas são muito distintas.

    O Leopard 1 A5 utiliza ainda a ultrapassada luneta TRP, que é manual, tanto o giro quanto o mecanismo para acoplamento ao canhão, e não pode ser utilizada com o CC em movimento, sob pena de queimá-la. A transferência de objetivos é realizada manualmente.

    O 2 A4 utiliza o periscópio Peri R-17, com estabilização independente do EMES, o que permite ao comandante realizar buscas mais precisas. Bem mais moderno, possui o Integrador, que permite acelerar o giro do periscópio ou ainda imprimir uma velocidade de giro constante e automática. A transferência de objetivos é realizada com um simples apertar de botão.

    Em relação ao poder de fogo, o Leopard 2 A4 tem a capacidade de disparar a distâncias mais longas e com maior poder de penetração, mas o 1 A5 é mais preciso e tem uma melhor cadência de tiro, mesmo com a necessidade de descartar os estojos deflagrados. O sistema de controle de fogo de ambas as versões não apresenta diferenças significativas ou que possam influenciar no tempo de engajamento, mas a capacidade de busca, aquisição e transferência de objetivos é muito maior no 2 A4.

    COMUNICAÇÕES

    Ter comunicações amplas e flexíveis é outra característica necessária à tropa blindada. O Leopard 1 A5 possui equipamento rádio israelense com sinal criptografado, já o 2 A4, além do sinal criptografado, possui rádio israelense com salto de frequência, sinal GPS e com um Sistema de Gerenciamento do Campo de Batalha, que permite ao Cmt SU verificar a posição de suas VBC, as medidas de coordenação e controle da manobra e as atualizações em tempo real a respeito de qualquer fator que influencie no combate. Neste aspecto, outra vantagem para a versão da família 2.

    CONCLUSÃO

    Da análise dos aspectos comparados entre as VBC CC Leopard 1 A5 e 2 A4, pode-se concluir que:

    A versão 2 possui maior proteção blindada.

    A mobilidade de ambas as versões é muito boa. O 2 A4 tem melhor relação peso/potência e pressão sobre o solo. O 1A5 tem melhor trafegabilidade, principalmente considerando as estradas não pavimentadas e pontes.

    Apesar do 1 A5 ser mais preciso e ter uma melhor cadência de tiro, o poder de fogo do 2 A4 é maior por causa de seu calibre, que lhe permite disparar a distâncias mais longas com maior poder de penetração e de sua grande capacidade de busca, aquisição e transferência de objetivos.

    O Leopard 2 A4 possui equipamentos de comunicações com uma maior capacidade.

    Levando em consideração nossas hipóteses de emprego, o teatro de operações onde se desenvolveriam os combates e nossas possíveis ameaças acredita-se que o conflito se caracterizaria por combates a curtas distâncias e contra um inimigo com menor poder relativo de combate.

    Dadas a estas características, o Leopard 1 A5, ainda que inferior ao 2 A4, teria suficiente mobilidade e proteção blindada.

    Mas é conveniente ressaltar que em combates a curtas distâncias os fatores preponderantes para o êxito na missão são a necessidade de aquisição rápida de objetivos e a capacidade em estabelecer e monitorar setores de observação e, portanto, o Leopard 1 A5, no aspecto poder de fogo, teria uma enorme desvantagem em relação ao 2 A4, mesmo sendo mais preciso e com melhor cadência de tiro.

    Finalizando, os dois carros de combate pertencem à mesma família e são dotados de um sistema de controle de fogo muito similar, por isso nossas tripulações estariam em condições de serem rapidamente adaptadas a operar a VBC Leopard 2 A4, caso haja futuras aquisições.

    Fonte: Revista Ação de Choque / N°09
    CI Bld – Centro de Instrução de Blindados “General Walter Pires” – Santa Maria/RS

  86. Não sei se confere, mas li que o canhão de 120mm do Leo 2 pode ser instalado na torre do Leo 1A5, e, somando isso com a adição de blindagem MEXA como a dos Leo 1A5 Canadenses e ,quem sabe um novo motor e optrônicos, já teríamos como manter os nossos Leo 1A5 BR por mais tempo enquanto desenvolvemos um nacional(ou adequamos o projeto do Tamoyo III ou Osório aos padrões atuais).

  87. Caro Juarez,
    (2 de Janeiro de 2018 at 21:14)
    .
    Entendo e concordo com seu posicionamento, quando nos vemos – eu também algumas vezes – compelidos a “corrigir algumas distorções”.
    Nada a perdoar, apenas a apoiar.
    .
    O que me angustia vez por outra é ‘nossa’ tendência a perder o rumo do debate proposto pela matéria, qualquer que seja, e tergiversar para dois temas contumazes:
    – o que o EB deveria fazer ou deixar de fazer; ou
    – ‘russófilos’ versus ‘americanófilos’.
    .
    Observe que as duas matérias em evidência neste momento desviaram o debate do que estava em tela pra estes dois temas, respectivamente.
    .
    Nada contra discutir o EB – mecanizado, blindado, aerotransportado – com os amigos do FORTE, sob a competente orientação dos amigos editores, mas para tudo tem seu momento.
    Aqui, no tema “modernizar tanques M1A1 Abrams do US Army”, há tanta coisa para ser observada e debatida que enxergo um enorme desperdício de oportunidade.
    .
    Grupo de Combate embarcado é um assunto sensacional.
    (Importante para o EB inclusive.)
    Mas tem endereço próprio, naquela matéria que indiquei para o Agnelo, com quem tentei (off topic também) encaminhar para uma nova leitura.
    (A curiosidade do amigo Agnelo é ótima.)
    .
    Leopard 1 é um ‘tanque’ incrível.
    (Meu preferido para o sul do Brasil.)
    O amigo Tomcat3.7 foi buscar um texto excelente (obrigado Tom), mas o tema aqui deveria ser outro, pois temos muito a explorar em torno do Abrams e da US armoured cavalry.
    .
    Posso estar sendo chato, coisa de virada ano… quem sabe.
    Mas o sentimento é que desviar sempre, ou quase sempre, do assunto em tela é um prejuízo para o bom debate.
    .
    Vou dar um exemplo do que imagino.
    .
    O fato dos ianques estarem modernizando “786 veículos Abrams M1A1 para o M1A2 System Enhancement Package Version 3 (SEPv3)” sinaliza claramente que eles acreditam, por experiência de combate, que precisam da arma blindada atualizada, tanto para guerras assimétricas como simétricas. Demonstra que o MBT – ‘Tanque Principal de Batalha’ – ainda é uma arma essencial.
    Só isso já diz muito.
    Inclusive, desviando um pouco mas dentro do assunto da matéria, demonstrando que é importante para outros países, inclusive o Brasil, manter uma arma blindada ‘pesada’ em condições de combate.
    .
    Ora, velho amigo.
    O US Army investiu muito nas unidades mecanizadas Stryker, colocando rodas e blindagem na infantaria, mas manteve, mantém e manterá suas unidades ‘armoured’ com blindagem pesada e lagartas.
    Para cada serviço uma ferramenta.
    .
    Outra questão.
    O que modernizar?
    Os ianques não estão mexendo ainda na motorização (turbina) ou armamento principal (canhão de alma lisa de 120 mm L/44 M256A1), lembrando que os alemães estão adotando uma versão do 120mm com 55 calibres de comprimento.
    Investem em outras áreas.
    Há lições nas opções que fizeram.
    .
    Todo esse debate construtivo se perde, principalmente quando podemos contar com comentaristas como você, Mestre Bosco, Colombelli, Control, Rustam, ScudB, RR, Bardini, Tomcat e tantos outros.
    (Opiniões diferentes constroem novos entendimentos.)
    .
    Bem, velho amigo, talvez seja apenas aquelas reflexões de virada de ano, ou chatice mesmo. Mas me agrada a ideia de usar nosso tempo para aprofundar o debate construtivo em torno do tema dado.
    Para isso nossos amigos abrem este espaço.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, um antigo infante.

  88. Ivan 3 de Janeiro de 2018 at 11:15

    Meu camarada, tá tranquilo,pra mim a questão do tema e tals!!rs
    E como vc mesmo mencionou/observou a respeito do texto/postagem , respeitando as devidas proporções e qualificações de meios e seus TO fins, vale sim a pena modernizar o que se tem ( no caso do USA o M1A1).
    Obs.; quem sabe isso não resulte em algo similar por aqui por parte do EB,guardadas as condições e possibilidades de crescimento de nosso MBT ??

  89. Nunão, será que não rola de fazer uma postagem específica sobre as possibilidades para o EB de modernização/aquisição ou etc. de seus MBT’s, sobre provável ou improvável futuro de nossa força blindada???

  90. Tom,
    .
    Obrigado novamente pelo texto.
    Gosto muito do Leo 1 e já conhecia aqueles argumentos do Daniel Bernardi Annes (acho que já deve ter sido promovido). Mas a construção do tema está ótimo.
    .
    Meu ponto é trazer para o centro da matéria disponibilizada.
    .
    Seu questionamento final tem muito do que a matéria pode nos trazer:
    – investimento em conectividade;
    – medidas de defesa passiva, como modificar os assentos dos tripulantes;
    – uso de APU para permitir uma ação sustentada, como por exemplo desligar a turbina (ou motor diesel em outros tanques) para economizar energia e manter sensores ligados.
    .
    Tudo isso pode ser debatido e, quem sabe, assimilado por nós.
    Mas centrado na matéria, sem debandar geral e ficar enxugando gelo.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, um antigo infante.
    .

  91. “Tomcat3.7 3 de Janeiro de 2018 at 12:09
    Nunão, será que não rola de fazer uma postagem específica sobre as possibilidades para o EB de modernização/aquisição ou etc. de seus MBT’s, sobre provável ou improvável futuro de nossa força blindada???”

    Tomcat, há quase dois anos eu não sou mais editor da Trilogia, por absoluta falta de tempo e por estar com o foco em outras obrigações. Só estou ajudando um pouco , quando posso, e publicando matérias pontuais.

    O Galante, quando ler seu comentário, poderá se interessar pela pauta.

  92. Ivan;
    Interessante que há mais condições ,e melhores,modernizações para o M-60 A3 pelo que li hoje pela manhã,pois o que se encontra sobre os Leo !A5 para além dos nosso é a blindagem Mexa dos canadenses e (conforme a wik) testes feitos com um Leo que recebeu o canhão de 120mm do Leo 2.
    Olha o Leopard C2 canadense e sua blindagem;
    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/51/Leopard_C2_Canadian_Forces.jpg
    Se formos observar há muito mais pacotes de modernização para o M-60, outro textão,rs;

    Tanto o Egito, Arábia Saudita como a Turquia, sofreram significativas perdas em combate no cenário assimétrico do Iêmen, Síria e norte do Iraque, sendo os principais responsáveis por essas perdas as modernas e práticas armas antitanque, como RPGs, ATGM e outros.

    A Turquia curiosamente operou com seus M-60 no conflito sírio, tendo empregado na ocasião alguns dos exemplares modernizado M-60T, resultado do programa de upgrade executado com auxílio do expertise israelense. Diante do dinâmico teatro de operações, os “vetustos” M-60 turcos, lograram mais sucesso nas operações que os relativamente modernos Leopard 2A4, os quais sofreram pesadas baixas no conflito.

    Essa versão atualizada dos M-60 turcos, é o ponto de partida para nossa análise neste artigo. O M-60T recebeu um intenso processo de atualização, onde recebeu atenção especial em sua blindagem, a qual tinha ainda proposta adoção de um sistema de proteção ativa e novos controles de tiro, pontos que não foram totalmente implementados ao projeto devido problemas nas relações diplomáticas entre Ancara e Jerusalém, os quais resultaram numa modernização mais simples em relação ao pacote oferecido pela IMI ao governo de Ancara, o qual é uma interessante opção ao Exército Brasileiro.

    Abordando agora as soluções que podem ser empregadas em uma hipotética modernização/repotencialização dos M-60 TTS brasileiros, Vamos apresentar algumas soluções que estão disponíveis no mercado de defesa e que poderiam vir a atender as nossas necessidades e trazer os 91 CC M-60 novamente ao moderno teatro de operações e permitir ao Brasil operar esse blindado de maneira satisfatória e por um período prolongado á baixo custo.

    Dentre as necessidades que identificamos para manter os nossos M-60 capazes de suprir as necessidades de nossa força terrestre, estão o aprimoramento do poder de fogo, mobilidade e capacidade de sobrevivência, além da introdução de sistemas de suporte a tripulação.

    O primeiro ponto que iremos abordar trata das melhorias em seus sistemas de tiro e sobrevivência, os quais são conhecidos como o “calcanhar de Aquiles” deste blindado, o qual apresenta relativa necessidade de incremento da proteção da torre, a qual poderia ter como opção a substituição integral da torre original, conforme foi realizado no programa executado pelos israelenses em sua frota de M-60 no fim da década de 90. O programa dotou os M-60 de uma nova torreta blindada, a qual manteve o canhão de 105mm, que passou a contar com sistema de acionamento elétrico, substituindo o sistema hidráulico original, o qual usava fluido hidráulico altamente inflamável, o qual muitas vezes era responsável por provocar incêndios quando atingidos, além de freqüentemente dar panes que impossibilitavam o emprego do canhão ou movimentação da torreta. Os controles de disparo destes M-60 foram atualizados o que melhorou significativamente a letalidade e a capacidade de sobrevivência do tanque. Segundo informações fornecidas, tal programa de modernização permitiu que os artilheiros veteranos da IDF obtivessem excelentes resultados em disparos a longa distancia, muitas vezes derrotando as tripulações mais jovens que operavam MBTs modernos.

    O “Magach”, como foi denominada a versão desenvolvida em Israel, recebeu um motor com 950 hp, o qual operou por um período com a IDF, sendo gradativamente substituído pelas novas variantes do Merkava, deixando a base para o desenvolvimento da versão M-60T da Turquia criado pela IMI,a qual denomina como programa Sabra III.

    Os M-60T tiveram o canhão de 105mm substituído pelo MG251 120/44mm da IMI , que projetou especialmente para substituir os canhões de 105mm, opção a qual não seria adotada pelos M-60 brasileiros caso opta-se por este projeto israelense, tendo em consideração a grande quantidade de munição 105mm á qual dispomos no Brasil e ampla gama de munições que podem ser empregadas por este canhão em relação ao 120mm, considerando também que a adoção do 120mm reduziria a capacidade de munição em nossos M-60 e o aumento no peso final do blindado.

    Outras soluções e pacotes visando dar um novo fôlego aos M-60 foram desenvolvidos por outros conglomerados de defesa, os quais identificaram o vasto campo de possibilidades a ser explorada pelos operadores dos M-60 remanescentes, dentre estes o Brasil. A Raytheon, Leonardo e a General Dynamics Land Systems, também oferecem pacotes de modernização similares ao oferecido pela israelense IMI. Essas atualizações buscam suprimir as vulnerabilidades dos M-60, especialmente em sua blindagem e sistemas hidráulicos e de pontaria, os quais tirando a substituição dos canhões 105mm, a qual encaro como desnecessária para nosso teatro regional de operações.

    A Raytheon oferece um pacote de extensão de vida para o M-60 bem interessante. Entre as principais modificações ​​estão a adoção de um novo canhão de 120mm e uma estação de armas controlada remotamente montada à esquerda da torre. A proteção da torre ganhou um gradeado contra RPGs e ATGMs, recebendo ainda saias laterais, na seção traseira e compartimento do motor fora adicionado incrementos em sua armadura, a qual também teve atenção especial na seção frontal do casco.

    O programa SLEP como foi denominado, introduz modificações que incluem ainda sistemas de descarga de fumaça, novos conjuntos optronics que inclui um sistemas de visão 360 com visão panorâmica diurna/noturna para o condutor. A motorização do M-60 abandona o velho conjunto com 750hp para receber um motor Diesel AVDS-1790 com 1.200hp. Este pacote ainda conta com atuadores elétricos para a torre e o canhão, substituindo os problemáticos sistemas hidráulicos originais, um novo sistema de controle de tiro (FCS), permite que o M-60 A3-SLEP dispare em movimento.

    Uma das importantes alterações propostas, é o uso do acelerador de pistão elétrico Curtiss-Wright. Este sistema totalmente eletro-mecânico substitui os sistemas de estabilização hidráulicos e híbridos mais antigos e menos precisos da torre do M-60. O novo sistema de direção e estabilização de torre oferece um controle mais preciso e significativamente mais confiável, garantindo uma melhor resposta e redução no ruído ao substituir as linhas hidráulicas por atuadores elétricos controlados digitalmente. Isso permite que a torre gire mais rápido e dispare com precisão enquanto o blindado estiver em movimento, garantindo redução de peso e segurança com a ausência dos fluidos hidráulicos inflamáveis ​​na torre.

    Outra gigante da industria de defesa, a General Dynamics Land Systems (GDLS), também desenvolveu um pacote de modernização para os M-60, tendo apresentado no início do ano 2000 seu conceito com um M-60 atualizado e equipado com uma torre do M-1 Abrams, sendo denominado M60/2000. Essa variante participou da disputa pelo contrato de modernização dos M-60 na Turquia, porém, como citado no inicio desta matéria, o pacote israelense da IMI foi o vencedor do contrato. Após sua participação na concorrência turca, a GDLS ainda tentou fornecer tal pacote ao governo egípcio, que analisou a proposta, mas não avançou.

    O M60/2000 apresentou grandes melhorias, sendo um pacote de modernização bastante extensivo, elevando de maneira considerável as capacidades dos vetustos M-60 a um novo padrão que não deixava em nada a dever aos modernos blindados no campo de batalha. Mas a GDLS durante a concorrência na Turquia, prosseguiu no desenvolvimento da sua proposta, o qual resultou no programa 120S.

    O programa M60/120S deu vida ao mais radical pacote de modernização do M-60, tendo tido inicio em dezembro de 2000 e sendo apresentado em agosto de 2001. Tamanho foi o processo de modificações inseridas no veículo original, que a GDLS passou a adotar apenas a designação 120S, tendo em vista que ao fim do programa havia surgido um novo carro de combate, muito semelhante ao M1A1 Abrams, porém com dimensões reduzidas.

    A proposta da GDLS inclui a substituição da torre original do M60 pela torre do M1A1 Abrams, a qual apresenta uma blindagem muito superior á encontrada na torre original, além de possuir um paiol separado para munição de 120mm. O canhão M256 de 120mm pode operar com munições de diversas origens, assim possibilitando enorme flexibilidade logística e uma vasta gama de opções de munições, sendo complementado por uma metralhadora coaxial M240 de 7,62mm. O 120S ainda dispõe de uma metralhadora M2 de 12,7mm para o comandante e outra M240 de 7,62mm.

    Entre os recursos disponibilizados nos novos 120S, figuram a adoção dos lançadores de fumígenos dispostos nas laterais da torre, sendo capazes de disparar para os lados e para frente do veículo. Ainda tratando-se de recursos de proteção, o 120S recebeu um dispositivo que cria cortina de fumaça através da injeção de diesel no escape do motor, criando uma densa nuvem de fumaça.

    Um novo sistema de controle de tiro digital foi adotado pelo 120S permite que ele trave alvos e dispare mesmo em movimento, capaz de operar sob condições adversas tanto de dia como a noite, com alto índice de acerto no primeiro disparo. Dentre os optrônicos que foram integrados, agora o M60 passa a contar com um sistema de visão estabilizada, equipado com FLIR e sistema de detecção laser e térmico.

    A suspensão do 120S recebeu atenção especial, passando a ser equipado com sistema de barra de torção também oriunda do M1 Abrams, afim de suportar o peso adicional da nova torre e blindagem, tendo ainda a opção de um sistema hidropneumático que possibilita melhor desempenho fora de estrada e economia de espaço. A esteira e parte superior da suspensão receberam a proteção de uma saia blindada, a qual ainda criou novos espaços na parte superior traseira do casco, possibilitando a adição de novos sistemas ou armazenamento de provisões (munições, peças de reposição, combustível).

    Com relação a motorização, o 120s abandona o velho propulsor original do M60 para adotar o AVDS-1790-9AR com 1200hp, o mesmo motor usado nos Merkava Mk3, o qual conta com a transmissão automática Allison x-1100-5 similar as integradas aos M1 Abrams.

    O pacote oferecido pela General Dynamics Land Systems com certeza é uma opção que eleva consideravelmente as capacidades de ataque e sobrevivência dos M60, tornando uma solução letal para o moderno teatro de operações. Mas olhando pela perspectiva de dotar o Exército Brasileiro, tal pacote não se enquadra exatamente em nossas necessidades, sendo demasiadamente oneroso, apesar de oferecer uma capacidade muito acima da objetivada para nossos M60, o que levando em consideração nosso teatro de operações regionais e suas possíveis ameaças nos daria enorme vantagem estratégica.

    Outra interessante proposta para os M60 é o pacote oferecido pela italiana Leonardo, que há pouco tempo apresentou ao mercado uma solução modular, a qual integra uma nova arma principal de 120/45mm de recuo reduzido, sendo a mesma solução adotada pelo veículo blindado sobre rodas Centauro II.

    Segundo informações obtidas, a proposta italiana conta com diversos sistemas e subsistemas, que incluem o Sistema de Controle de Tiro (FCS), visão noturna e o canhão de 120mm, projetados e fabricados pelo grupo. Ponto interessante pela autonomia que confere ao cliente em saber que não terá de obter licenças e permissões á outras nações para aquisição e manutenção dos sistemas envolvidos no pacote.

    Um dos pontos mais atraentes da proposta da Leonardo é o canhão de 120mm com baixo recuo, o qual oferece maior precisão e peso reduzido, o que contribui para redução da fadiga estrutural do casco e acessórios dos M60.

    Os sistemas embarcados como o de controle de tiro, integra optronics que possibilitam o emprego tanto de dia como a noite, dispondo de um alto nível de proteção balística da torre e áreas sensíveis, somando aos demais itens da modernização, o M60 tem um grande aumento na probabilidade de detectar e neutralizar ameaças potenciais durante operações sob quaisquer condições.

    Uma solução muito importante introduzida pela Leonardo, é o controle de tiro, que através de uma suíte digital permite total controle pelo comandante e melhor visão situacional, com sistemas de visão em 360° panorâmica que permitem acompanhar tudo que acontece ao redor do blindado sem a exposição da tripulação ao inimigo.

    A solução da Leonardo inclui a atualização do conjunto propulsor, aumentando o a potencia do motor em 20%, conseguindo atingir uma relação peso/potência adequada ao blindado que passa a contar com maior peso em relação a versão original, o que se consegue apenas com a atualização do conjunto original sem a substituição do motor.

    A Proteção do M60 também recebeu atenção especial, tendo sido aumentada com uso placas de proteção STANAG 4569 Nível 6 adicionadas a sessão frontal e passando a adotar saias laterais e blindagem em sessões laminadas em pontos sensíveis da torre e sessão traseira, protegendo contra ataque de RPGs. Ainda foi adicionado um sistema automático de detecção e supressão de fogo (AFSS) que melhora a capacidade de sobrevivência e protege o compartimento do motor e habitáculo.

    Há hoje há uma vasta gama de opções que atendem aos requisitos brasileiros e prover uma solução que apresenta uma relação custo/benefício superior a compra de uma nova viatura de segunda mão, uma vez que ainda possuímos M60 estocados em condições relativamente boas. Tal solução deve ser estudada e analisada mais profundamente, uma vez que enfrentamos a escassez de recursos e um orçamento muito longe do ideal para uma nação com a envergadura do Brasil
    O M60/120S da General dynamics;
    http://www.thaifighterclub.org/images/answer2013/A01152621130508122711.jpg
    https://ii.yuki.la/e/a4/5bf444641b9dba32da4bf81d4cf3fdd07ffe88f49669526e474a997785d8ca4e.jpg
    A versão modernizada pela Leonardo italiana;
    https://pbs.twimg.com/media/DMP7GN7WAAE5V2_.jpg
    E aqui o modelo usado pela Turquia com canhão 120/45mm da IMI;
    https://militaryedge.org/wp-content/uploads/2013/10/M60T_3-e1462463731951.jpg

  93. “Diante do dinâmico teatro de operações, os “vetustos” M-60 turcos, lograram mais sucesso nas operações que os relativamente modernos Leopard 2A4, os quais sofreram pesadas baixas no conflito.”
    .
    Leopard 2A4 não é moderno…
    .
    ” O M-60T recebeu um intenso processo de atualização, onde recebeu atenção especial em sua blindagem”
    .
    E os Leopard 2A4???
    .
    Os Leopard 2 foram usados em um cenário um tanto quanto fora da nossa realidade. Os Turcos mandam para a linha de frente os tanques, com a infantaria recuada por um motivo: Reduzir as perdas humanas por conta do atrito, para não causar impacto na opinião pública. Eles perderam muito poucos soldados nessas operações.
    Perdas materiais não tem o mesmo impacto que perdas humanas…

  94. E outra, Bardini: com certeza os turcos não devem ter exposto seus velhos e recauchutados M60 aos mesmos cenários dos Leopards (que sim, são modernos; não é porque tem algo ainda mais atual que o deixa de ser).

  95. “com certeza os turcos não devem ter exposto seus velhos e recauchutados M60 aos mesmos cenários dos Leopards ”
    .
    Colocaram os M60 na mesma situação…
    .
    “que sim, são modernos; não é porque tem algo ainda mais atual que o deixa de ser”
    .
    Leopard 2A4 não é moderno. A versão 2A5 é mais próxima do “Estado da Arte”.
    .
    Um Sabra conta com melhores equipagens para lutar contra um inimigo armado com ATGM. Entre estar em um Leopard 2A4 ou um Sabra nesta situação, escolho o Sabra, que tem melhor blindagem.
    https://pbs.twimg.com/media/C_d9sKrXkAA_Q2V.jpg

  96. pois é Bardini, bem bacana o Sabra, o modelo italiano com torre remotamente controlada tipo Remax tbm é show e o S120 nem há o que falar(filhote de Abrams 1A1),seria bacana termos uma força bem equipada com uma destas versões mas nossa padronização caminha para os Leo’s.
    Seria bem interessante se fizéssemos localmente uma modernização do Leo 1A5 nestes moldes(já que é nossa maior dotação,220+ veículos);
    1-adição de blindagem;
    2-adoção da torre Remax;
    3-atualização no que se fizer necessário na mecânica;
    4-melhoria na eletrônica embarcada em todos os sentidos possíveis.

  97. “1-adição de blindagem;”
    .
    Pergunta pro Juarez o que ele acha de colocar mais blindagem (peso) nos Leopard 1A5…
    .
    “2-adoção da torre Remax;”
    .
    Uma torre dessas é bem cara… Vai deixar de colocar em um Guarani pra colocar em um Leopard?
    .
    “3-atualização no que se fizer necessário na mecânica;”
    .
    Praticamente tudo então, se aplicar o item 1.
    .
    “4-melhoria na eletrônica embarcada em todos os sentidos possíveis.”
    .
    Legal. É o que mais importa. Mas $$$…
    .
    Aí eu te pergunto. Quanto custa? Dura até quando? E depois, vão modernizar de novo? E assim por diante, pq “dinheiro” mesmo nunca teve e nunca vai ter…
    .
    M41 feelings…

  98. Ivan, 15:13h.
    Meu primo está na reserva. Fez mestrado e doutorado na UnB, e trabalha, atualmente, na FGV. Vou convidá-lo. Como curiosidade, serviu com o Bolsonaro (é uma turma abaixo).

  99. Bardini 3 de Janeiro de 2018 at 16:16
    Com base nestas suas,belas e contundentes,colocações/observações eu vou apenas aguardar pra ver o caminho que nosso EB vai trilhar, sempre fazendo votos para que seja o melhor caminho possível.

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