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Contatos intercoreanos põem estratégia dos EUA em xeque

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Desfile militar na Coreia do Norte em 15 de abril de 2017

A retomada dos contatos entre as duas Coreias ameaça debilitar a estratégia de isolamento do regime de Pyongyang, liderada pelo governo de Donald Trump, que entrou em uma nova escalada verbal com Kim Jong-Un.

O presidente dos Estados Unidos não opta precisamente por declarações conciliatórias quando se trata de se referir ao líder norte-coreano, a quem apelidou de “homem-foguete” em meio à intensificação dos testes de mísseis balísticos da Coreia do Norte nos últimos meses.

E mostrou novamente na terça-feira à noite sua posição em um tuíte debochado.

“O líder norte-coreano Kim Jong-Un disse que ‘o Botão Nuclear está sempre em seu escritório’. Alguém desse fraco e faminto regime pode por favor informá-lo que eu também tenho um Botão Nuclear, que é maior e mais poderoso que o seu. E o meu Botão funciona”, escreveu.

Mas em seu discurso de Ano Novo, Kim anunciou um processo de retomada dos contatos com a Coreia do Sul, o que parece ter surpreendido Washington, que o vê com grande desconfiança.

Trump reagiu com moderação. “Talvez sejam boas notícias, talvez não. Veremos!”, assinalou.

Depois, sua embaixadora na ONU, Nikki Haley, rejeitou a perspectiva de conversas intercoreanas se não focarem na desnuclearização da Coreia do Norte, qualificando a proposta de diálogo de mero “remendo” que não resolverá o problema.

“Posição de força”

A proposta de Kim resultou nesta quarta-feira na volta do telefone vermelho transfronteiriço entre as duas Coreias, que não era utilizado desde 2016.

Para Ian Bremmer, presidente da consultora Eurasia Group, Kim se sente em condições de dialogar com seus vizinhos depois de afirmar que seus mísseis intercontinentais podem alcançar território americano.

“Sempre é melhor negociar de uma posição de força”, disse.

Desde sua chegada ao poder há um ano, Trump sustentou uma campanha de “pressão máxima” contra Pyongyang, com sanções bilaterais e internacionais e uma ameaça militar reiterada vez e outra.

O objetivo declarado é conseguir um isolamento diplomático e econômico do regime de Pyongyang que leve a fazer concessões em seus programas nucleares e balísticos.

Mas enquanto o presidente americano prometeu “fogo e fúria” contra Pyongyang, a Coreia do Sul elegeu em maio do ano passado Moon Jae-In, um presidente que apoia firmemente o diálogo com o vizinho do norte.

Depois do anúncio de Kim, o governo norte-coreano se declarou pronto para conversar na semana que vem sobre a participação da Coreia do Norte nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, que acontecerão de 9 a 25 de fevereiro, assim como sobre outros temas de interesse mútuo.

Risco de confronto

Será que o presidente Moon busca encontrar uma forma mais segura de viver junto a um vizinho que se tornou uma potência nuclear e não dá sinais de renunciar a seu arsenal?

Porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert insiste que não é o caso. “Kim Jong-Un poderia estar tentando abrir uma brecha entre duas nações, entre nossa nação e a República da Coreia”, disse.

“Posso assegurá-los que isso não vai acontecer. Somos muito céticos sobre a sinceridade de Kim Jong-Un a respeito de se sentar e conversar”.

Mas a política de Trump é vista em Seul como a de “Estados Unidos primeiro”, não “Coreia do Sul primeiro”.

Bremmer, que falou há pouco com funcionários sul-coreanos, disse que existe uma possibilidade real de que Seul aceite congelar suas manobras militares com os americanos para permitir conversas com Kim.

Esta seria uma vitória para a China e uma decepção para Washington, que rejeita qualquer equivalência entre sua presença militar regional e o programa nuclear de Pyongyang.

Em meio à incerteza, os analistas temem que qualquer tropeço de algum dos lados provoque um desastre.

“Há certas tendências que avançam até a confrontação”, disse Bremmer. “O risco de um erro de cálculo é alto”, advertiu.

FONTE: www.em.com.br/AFP

40 COMMENTS

  1. Também acho que , primeiramente, as duas Coreias deveriam sentar e conversar sem a intervenção de outros países de fora, os quais não estão “sentados no barril de pólvora”

    China de um lado e o Trump Maluco de outro, deveriam sair de cena, só atrapalham.

    Em tempo: Alguém acredita que estes foguetes aí da foto são tubos ocos somente para desfile? Eu acredito!

  2. A Coréia do Sul sabe que o líder americano é tão ou mais instável que Kim Jong Un e que a idade mental de ambos se equivale, daí porque a sua liderança política resolveu ser o adulto da relação, já que o problema está na sua fronteira.

    Fosse outro líder americano, e preferencialmente um adulto com higidez e maturidade mentais, a Coréia do Sul o seguiria absoluta e incondicionalmente…

  3. “Trump reagiu com moderação. “Talvez sejam boas notícias, talvez não. Veremos!”, assinalou.”
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    Uma declaração sensata, entre outras tantas bestiais.
    Mas a verdade é que Kim Jong-Un está procurando diálogo bilateral com Seul porque está pressionado de verdade por Washington e não porque é bonzinho.
    .
    Ele quer melar as ações americanas?
    Claro que sim, é uma manobra óbvia.
    Mas ficou claro para todos quem está levando (a força) Pyongyang à mesa de negociação. Se as conversas falharem – e devem falhar – a pressão será total, sem desculpas.
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    Creio que os ianques devem continuar com a pressão, principalmente sobre a China, que tem adotado uma atitude dúbia e usado os norte coreanos para fomentar mais uma frente de batalha (política, diplomática e até militar) contra os EUA.
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    Trump é péssimo, com defeitos tremendos.
    Mas para ser justo, não foi seu governo que permitiu a Coreia do Norte chegar onde chegou. A conta é dos antecessores, democratas e republicanos, que fizeram de conta que não estavam vendo a construção da encrenca nuclear.
    .
    Sds.,
    Ivan, o antigo.

  4. Ivan, boa noite.
    Concordo, mas com algumas observações.
    Não acredito a a China deixaria um conflito ocorrer, pois mostraria fraqueza de sua política externa, e meios nucleares e radiológicos ficariam sem controle ao seu lado. Fora armamento q poderia chegar nas mãos de chineses ha tanto tempo insatisfeitos.
    Em relação aos EUA, concordo q é fruto dos governos anteriores q, não duvido, ligaram o “POG” (problema para o outro governo).
    Concordo q a pressão americana, no fundo, faz o gordinho se coçar. Mas Trump dá um ar q parece brincadeira de birra., o q acho dispensável e até ruim.
    Sds

  5. Podendo as “duas Coreias” se acertarem entre si, sem dúvidas é a melhor solução, quem sabe chegam em um acordo para parar com os testes nucleares e passem a buscar um desenvolvimento conjunto para a população do norte.

  6. O que o gordinho norte-coreano quer é um acordo de paz e que os EUA retirem suas tropas alocadas na Coreia do Sul. Nenhum ditador se sente confortável sabendo que está tecnicamente em guerra, que suas armas são obsoletas, que seus aliados externos não são confiáveis e que soldados da maior potência militar do mundo estão vinte e quatro horas de prontidão do outro lado da fronteira.
    http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/01/coreia-do-norte-quer-tratado-de-paz-e-fim-de-exercicios-para-encerrar-testes.html

  7. Marcelo Andrade
    Esses mísseis certamente são ocos. Os comunistas adoram uma parada militar mas ninguém em sã consciência colocaria um foguete cheio de explosivos ou abastecido com combustível no meio de uma praça repleta de cidadãos, mas isso não significa que a Coreia do Norte não tenha esse equipamento em prontidão ou em depósitos.

  8. Ivan, otimo comentário, chegou a sair lágrima dos meu olhos, você tirou as palavras da minha boca entrei no post so pra fazer um comentário desse e agora nem vou mais 😑.
    Angelo ótimo comentário tbm, vale lembrar que uma CN nuclear pode nuclearlizar toda Asia o que a China obviamente não quer e a CN perder o direito de te-las pode aumentar significativamente a pressão internacional por um mundo sem armas nucleares, coisa q a China tbm nao quer por não ter outro meio de derretencia eficaz contra uma superpotencia estrangeira.

  9. Olá Colegas. Há uma dissertação de mestrado recente de Pedro Vinícius Pereira Brites chamada “O governo de Kim Jong-Un e as mudanças na Política Externa e de Segurança da China” que vocês podem baixar pelo google que é muito boa para entender o contexto dos eventos que estão ocorrendo na Coreia do Norte. Tem dois artigos bons também e menores (10 ou 15 páginas) “A POLÍTICA DOS EUA PARA O LESTE ASIÁTICO NO GOVERNO OBAMA: O BALANCEAMENTO DA CHINA E A GEOPOLÍTICA REGIONAL” e “A QUESTÃO NUCLEAR NA PENÍNSULA COREANA: AS REFORMAS
    INTERNAS NA COREIA DO NORTE E OS DESAFIOS REGIONAIS”. Recomendo.

  10. Claro que os EUA possuem uma incotestável superioridade militar e econômica, mas a península coreada está no centro de 3 potências (China, Rússia e Japão). As duas Coreias ainda estão profundamente marcadas pelo que foi a Guerra Fria, mas isso não significa que estão completamente alinhadas com um dos lados. Elas possuem seus próprios projetos. Um complicador é que os EUA mostram uma política pendular para a região. Até o Gov. Bush, a prioridade era o oriente médio, sendo que no gov. Obama/Hillary os EUA passaram a priorizar a Ásia (inclusive propondo o Tratado Transpacífico, enquanto que Trump retirou os EUA dessa iniciativa. Durante o Gov.Clinton, havia uma relação construtiva na região, mas quando Bush declarou que a Coreia do Norte fazia parte do eixo do mal e que os EUA poderiam fazer ataque preventivos, ele deu inicio ao isolamento da Coreia do Norte e à corrida nuclear. É preciso lembrar que a Coreia do Norte já declarou que usará suas armas nucleares apenas como resposta a um ataque externo. Se lembrarmos, os atletas das duas Coreias já desfilaram juntos nos jogos olimpicos de 2000 em Sydney mas isso não ocorreu em 2008 em Pequim, o que mostra que havia um bom entendimento diplomático que se deteriorou e que agora talvez seja retomado diretamente pelas duas Coreias. No atual estágio de tensão, os maires prejudicados são as duas Coreias. Será que Trump, no fim, será o que levará as duas Coreias a um entendimento direto?

  11. Camagoer, voce esta errado, o clinton usou da mesma politica contra a CN apesar de não coloca-la como o eixo-do-mal, em 1994 o Clinton ameacou invadir a CN pq a CIA tinha detectado que o regime estava comecando a construir o programa nuclear, inclusivo se retirou de varios acordos e conversas bilaterais com a CN por desconfiar que era so enrolação. Unica coisa que o Clinton fez foi em enviar ajuda humanitária em troca de favore coisa que todos os presidentes seguintes fizeram com exceção ate agora do Trump. Unica coisa que o Clinton não fez foi abertamente apoiar o fim do regime mas se a CN tenta-se construir armas nuclear a opção militar estava na mesa.

  12. Vc tem q entender que os motivos do armento nuclear norte coreano é pra sustentar o regime de uma eventual queda, não necessariamente uma queda provocada por atores externos. Os lideres da CN sabem que o regime vai acabar como a Alemanha Oriental acabou e se armam ate os dentes pra quando esse dia chegar colocarem fogo na peninsula em troca de apoio externo total ao regime. Todos sabem disso por isso os EUA não sairam depois do fim da guerra fria da península. A política americana é se baseada nisso desdo do Clinton, é claro cada presidente a modificou com seu mode de pensar e ver as coisas e respondes aos acontecimentos nos seus governos mas o core sempre foi o mesmo.

  13. Sugiro que entro no site da Rand e pesquise “oplan 5029 preparing fon sudden change” aproveita e da uma olhado em todos os outros artigo sobre a CN.

  14. Sabia atitude de ambas. Pois tanto o norte como o sul sabem que, os maiores perdedores serão eles dois!

    Que a capacidade nuclear americana é superior, isto é incontestável, assim como não há como negar que Seul terá morte e destruição nas ruas em caso de conflito armado.
    Ademais, um confronto nuclear ou ataque por qualquer das partes é remoto, o custo em termos de cisas perdidas, infraestrutura calcinadas e o desastre político é hecatombico. Assim resta o embate convencional, aonde a artilharia norte coreana, até que seja silenciada, causará no mínimo, alguns buracos wm telhados de vidro…

    CM

  15. Caro Augusto. Em 1994, EUA e CN assinaram um acordo que previa o desmantelamento da estrutura nuclear (na verdade, a troca da estrutura antiga por uma nova que seria usada para geração de energia elétrica) em troca de alimentos e combustíveis. É preciso lembrar que o programa nuclear da CN é da década de 60 que contou com o apoio da URSS. No início da década de 90, a CN estava em uma crise devido a dissolução da URSS. Este acordo de 1994 foi assinado por Clinton. O problema foi a morte do Kim Il-sung (o avô) que havia negociado o tratado, enquanto que seu filho (Kim Jong-il) priorizou os militares na condução do país. Segundo o Pedro Vinícius, o fracasso deste acordo ocorreu tanto pela mudança na presidência da CN quanto pela mudança da postura dos EUA. O que parece era que Clinton apostou que a crise energética e alimentar na CN durante a década de 90 levaria a um colapso do regime, que não ocorreu. Para forçar o colapso da CN, os EUA não cumpriram com o acordo de 94.
    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/10/22/mundo/5.html

  16. Olá Augusto. Eu prefiro os textos do Pedro Vinicius, mas se voce colocar no googlo “Leonam – Átomos para a Paz na Coreia” você poderá acessar um texto específico sobre o acordo de 94 e as causas de seu fracasso.

  17. Então camagoer tudo que voce disse não contradiz o que eu disse ! Voce tem uma interpretação diferente da minha, so tentei mudar sua opinião. Os EUA enxergam a conversa da CN como enrolação para obtenção dos artefatos nucleares, e enxergam a obtenção do mesmo pela CN como uma meio de aterrorizar a região em troca de apoio financeiro e politico do regime ou seja querem um um inquilino pra sustentar o regime nem que seja a força, pros EUA é importante deter isso porque uma CN nuclear pode fazer que outros paises como Irã acharem que o EUA é fraco e tbm arranjarem sua bomba sem contar que enfraquece um aliado americano que pode deter a expansão chinesa. A CN do norte tem ambições nucleares antes dos EUA comecarem a colocar pressão q foi posta justamente bpelas ambições nucleares e suas consequências aos interesses norte americano como dito acima. Uma prova disso é que de novo como muitas vezes o regime pede dialogo para melar a pressão e voltar a construir mais bombas e misseis sem ser encomodado.

  18. É como se o Gorbachev la pelos idos 1990 resolve-se ameacar o mundo com terrorismo nuclear porque o ocidente nao quis dar a ajuda financeira a falecida Urss. Ou a Alemanha Oriental começasse um programa nuclear para sabotar a reunificação alemã, que de unificação não teve nada a Alemanha Ocidental engoliu a oriental e trocou de nome depois.

  19. Há perspectiva do autor e a sua que segue a dele é que a pressão norte-americana levou a nuclearizacao a minha que é a mesma dos EUA, Japão,CS e Europa e que ngm deve nada a CN e a mesma que botar fogo nas coisas pra conseguir se sustentar prejudicando assim os interesses ocidentais.

  20. Caro Augusto. Li com atenção a dissertação do Pedro Vinícius e a perspectiva está bem documentada, considerando como a geopolítica da península foi alterada ao longo dos últimos cem anos. É bem mais complexa e interessante do que outros texto que li sobre a região. Se tiver chance de ler, recomendo.

  21. Uma questão importante.
    Será q o povo da CS realmente quer a reunificação.
    Conversando com um Of da CS, ele me fez atentar q pouquíssimas pessoas têm vínculo familiar ainda.
    Com base no histórico da dificuldade da Alemanha Ocidental absorver a Alemanha Oriental, imagine para a CS absorver a CN, até pq, o contrário seria o caos.
    Sds

  22. Leiam a dissertação do Pedro Vinicius, nela eu descobri que o grande líder é bondoso e sábio e só quer o bem do seu povo. A melhor Coreia nunca ameaçou outros países e só usaria seu armamento para se defender. É verdade, confirmei essas informações no Conversa Afiada, no GGN e no site do PC do B.

    Como disse certa vez o grande líder, é seu desejo “Construir um país de conto de fadas para as pessoas pela força da ciência”.

  23. Sério?
    .
    “… o grande líder é bondoso e sábio…”
    “A melhor Coreia nunca ameaçou outros países e só usaria seu armamento para se defender.”
    “… confirmei essas informações no Conversa Afiada, no GGN e no site do PC do B.”
    .
    ‘Bakunine’ realmente era um anarquista.
    Seus seguidores também.
    .
    Caro Camargoer,
    Em atenção a sua boa prosa, estava começando a me interessar por ler o texto que você sugeriu.
    Mas o intempestivo apoio anarquista e as referências enviesadas apresentadas em favor da dissertação do Pedro Vinícius levam a reflexão se não seria melhor usar o tempo em outra direção.
    .
    Sds.,
    Ivan.

  24. Olá Ivan. Um grande abraço. De fato, é preciso algum tempo para ler a dissertação do Pedro Vinicius. Eu aproveitei que estava de bobeira no inicio do ano… talvez na correria normal levaria alguns dias para ler com calma. Ou mais que isso. Ele tem uma boa fundamentação bibliográfica e não tem compromisso ideológico. Quanto ao apoio anarquista, mais parece uma irônica crítica à mim do que à dissertação (riso) visto a intempestiva referência aos “blogues sujos”. Por outro lado, os dois artigos do Pedro são mais curtos (10 ou 15 páginas) e demandariam meia hora ou menos.

  25. Caro Ivan. Encontrei outra dissertação de mestrado (ainda não li, portanto não posso recomendar) de 2013 “Rogue State e Armas Nucleares: Racionalidade dos Atores na Aquisição de Armas Nucleares no Pós-Guerra Fria” da Karen Mizuta. Pode ser um outro texto para servir de contraponto à dissertação do Pedro.

  26. Agnelo Moreira 4 de Janeiro de 2018 at 6:03:
    .
    Agnelo, quando li Fuga do Campo 14, o escritor, Blaine Harden, apontava o mesmo fato: as novas gerações sul-coreanas não possuem mais qualquer vínculo afetivo com a população do Norte. Não há mais unidade, não se trata de irmãos, primos, amigos, filhos, netos, etc separados por uma fronteira artificial. A população sul-coreana não irá mais pressionar seu governo a enviar auxílio ao Norte, mas justo o contrário.
    Os poucos norte-coreanos que são bem sucedidos nas fugas não encontram mais o apoio que os antecessores tiveram. A ajuda basicamente se resume aos órgãos estatais. O modo de vida socialista que lhes foi imposto não se amolda à hiper competitiva Coréia do Sul, assim, por mais que hajam incentivos governamentais, ninguém contrata norte-coreano para trabalhar.
    Pessoalmente, acredito que as unidíssimas elites políticas e econômicas do Sul tampouco desejam arcar com os custos da unificação.
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    Ivan 4 de Janeiro de 2018 at 10:16:
    .
    Ivan, o pior é saber que o autor deste ‘tratado’ de relações exteriores, geopolítica e diplomacia, o fez, muito provavelmente, com uma bolsa de estudos financiada por nós, os trouxas dos contribuintes. Também me considero salvo pelo colega agitador e revolucionário.

  27. Alguém conhece a “Lei de Põe”?
    O seu enunciado seria mais ou menos o seguinte:
    “Na Internet um discurso extremista é indistinguível de uma paródia de um discurso extremista”.

    Faço aqui um mea culpa por não deixar clara minha intenção satírica e anárquica.

  28. Olá Bakunin. Uma boa alternativa é sempre tratar os colegas com respeito e bom-humor. Mas você tem razão quando diz que o risco de uma ironia ser tomada pelo literal é alto.

  29. Camargoer, suas indicações de leitura são sempre bem vindas.

    Quem quiser ler e tirar suas próprias conclusões, que o faça. Quem quiser tecer comentários baseado numa ironia de outro comentarista, que o faça também.

    É muito mais fácil escrever um comentário de 02 linhas do que ler um texto, refletir e ter sua própria opinião, não é mesmo?

    Há mais de dois mil anos, Aristóteles já dizia: “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”.

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