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Irã: Guarda Revolucionária anuncia fim de ‘insurreição’

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Milhares de iranianos marcharam em Teerã em apoio ao governo

Tropas são enviadas para as três províncias onde ocorreram os maiores protestos dos últimos dias. Milhares saem às ruas em diversas cidades para apoiar o governo

Depois de uma semana de protestos, a Guarda Revolucionária do Irã enviou nesta quarta-feira (03/01) tropas para três províncias do país para conter as manifestações contra o governo. O movimento ocorreu no mesmo dia em que milhares de pessoas saíram às ruas em diversas cidades iranianas para demonstrar apoio ao regime.

De acordo com o chefe da Guarda Revolucionária, general Mohammad Ali Jafari, os reforços para conter “novas conspirações” foram enviados às províncias de Isfahan, Lorestan e Hamadan, onde ocorreu o maior número de mortes nos protestos. Jafari anunciou ainda o “fim da insurreição”, em referência às manifestações dos últimos dias contra a política econômica do governo.

O general agradeceu o apoio da população ao regime e afirmou que a “presença do povo em momentos duros e de crise dificultou os planos conspiratórios” e permitiu uma identificação mais rápida dos seus autores por parte das forças de segurança.

A série de protestos começou na quinta-feira passada na cidade de Mashad, segunda maior do país, e se estendeu a várias outras. Confrontos entre manifestantes e forças de segurança deixaram ao menos 21 mortos. Mais de mil manifestantes foram detidos.

Jafari afirmou que os protestos foram promovidos por opositores e assegurou que o governo vai agir com firmeza contra eles.

Na terça-feira, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, acusou os “inimigos” do país de estarem por trás das manifestações, mas não mencionou nomes. “Nos últimos dias, os inimigos do Irã usaram diferentes ferramentas, incluindo dinheiro, armas, política e aparato de inteligência, para criar problemas para a República Islâmica”, ressaltou.

Manifestações pró-regime

Em reação aos protestos antigovernamentais, milhares de pessoas marcharam nesta quarta-feira em várias cidades do Irã para expressar apoio ao regime. Os manifestantes gritaram “morte aos Estados Unidos, morte a Israel” e pediram o fim da onda de protestos. Imagens da emissora de televisão estatal mostraram grupos levando bandeiras do país e fotografias de Khamenei.

Entre as cidades onde aconteceram as manifestações estão Ahvaz, Kermanshah, Bushehr, Abadan, Gorgan e Qom, onde os manifestantes portaram cartazes nos quais pediam ao governo que preste atenção às reivindicações da população.

Segundo a imprensa local, as manifestações pró-regime aconteceram de maneira espontânea, razão pela qual não foram solicitadas permissões. De acordo com as imagens de televisão, muitas ruas acabaram bloqueadas. Já a Organização da Promoção Islâmica da província de Teerã convocou novas marchas para sexta-feira, destinadas a condenar os protestos antigovernamentais.

A recente onda de protestos no Irã é considerada a maior desde a revolta de 2009, quando uma série de manifestações tomou as ruas do país contra supostas fraudes eleitorais a favor do linha-dura Mahmoud Ahmadinejad, logo se tornando um movimento de maior escala de contestação ao regime dos aiatolás.

Desta vez, os protestos tiveram inicialmente a inflação e o desemprego como alvo, mas logo ganharam tom político, com críticas ao presidente Hassan Rohani e a Khamenei. Não está claro, porém, se as manifestações, que acontecem por todo o país, tem uma reivindicação uníssona.

Rohani assumiu o governo para um segundo mandato em agosto, com promessas de revitalizar a economia, minada por sanções internacionais. Os investimentos estrangeiros estão em alta, mas o país continua a sobreviver, sobretudo, da venda de petróleo.

O desemprego entre jovens atingiu recentemente a marca de 40%. Muitas das sanções internacionais foram revogadas com o acordo nuclear de 2015, mas medidas unilaterais americanas contra transações financeiras com o Irã continuam a minar a economia e impedem a maioria dos bancos ocidentais de conceder crédito a iranianos.

FONTE: Deutsche Welle

34 COMMENTS

  1. A revolução dos aiatolás para derrubar o xá com apoio dos soviéticos foi legítima, agora essa é uma ação orquestrada dos inimigos do Irã.

    Bravox,
    Vai depender de quanto de energia está sendo desviada no Alasca para abastecer o HAARP suga cérebros.

  2. Bosco vale lembrar que depois da revolução os aiotalas mandaram matar os comunistas e apoiaram os muhajadins afegãos, Kkkkkk eles querem é matar qualquer um q não seja islâmico.

  3. Augusto, é preciso fazer uma séria distinção entre o que pensa efetivamente a maioria da população iraniana, o que prega o governo iraniano e também o que as agências de notícias internacionais querem que a gente pense a respeito do Irã.
    Em 2017 passei 15 dias no Irã e não fui vítima de absolutamente nenhum constrangimento, ameaça ou reprovação pelo fato de não ser muçulmano. Pelo contrário, todos os iranianos com quem interagi foram simpáticos, sorridentes e tinham muita curiosidade pelo Brasil.
    A maioria das pessoas com quem conversei a respeito de assuntos políticos não tinha nada contra os Estados Unidos ou Israel.
    Ou seja, trata-se de uma população formada por pessoas normais, que querem viver suas vidas com tranquilidade e prosperidade. Assim como nós não cultivamos o ódio por outras nações, a população iraniana também não.
    Quanto ao governo do país, aí o assunto é diferente. Não é raro no mundo que governos, para se manterem no poder, estimulem inimizades com outros países. Coréia do Norte, Venezuela e outros fazem isso.
    Procure na internet por blogs de brasileiros e outras pessoas que já foram visitar o Irã a trabalho ou a lazer e verá que a população do país não deseja exterminar os cristãos ou seguidores de qualquer outra religião, nem tem ódio pelos ocidentais. Inclusive, em algumas cidades do Irã existem igrejas, como em Isfahan.
    Se você se basear apenas nas notícias da BBC, Reuters e outras agências, só terá acesso a informações negativas.
    Abraço.

  4. HAARP zumbi chupa-cérebros, kkkkkkkk.
    .
    O Irã é xiita, tem um território e população consideráveis. Primavera lá não seria fácil.

  5. O problema lá e econômico. Mais de 30% da população jovem está desempregada, o que é uma situação muito difícil para esta população.
    O estranho, para não variar, é o pensamento incoerente da esquerda.
    Em um mais em que mais de 30% da população jovem (Irã) está desempregado, protestos da população é “conspiração da Cia”. Em um país em que a taxa de desemprego é 13% (Brasil), é luta por direitos contra governo golpista…

  6. A julgar por algumas opiniões aqui, que tentam deslegitimar a insatisfação do povo iraniano com o regime fascista e teocrático que não apenas tornou o país um pária internacional como também age deliberadamente para desestabilizar o Oriente Médio armando e financiando terroristas e ameaçando a única democracia da região, penso que o tal HAARP “chupa-cérebro” está em pleno funcionamento!

  7. Jacinto,
    É que o velho Pensador Coletivo da esquerda determina que se um país ou ideologia de alguma forma representa um contraponto à Civilização Ocidental , capitalista, machista, cristã e opressora, então é algo benigno, sendo impossível haver qualquer pessoa ou grupo de pessoas que de forma consciente e legítima possa se opor a essa força benevolente, e se isso acontece, só pode ser por conta de algum método de descerebração dos imperialistas satânicos querendo sabotar a luta contínua do bem contra o mal.

  8. Bosco 4 de Janeiro de 2018 at 12:19

    Foi o que se passou com o o Michel Foucault, que apesar de gay, comunista e ateu apoiava o Aiatolá Khomeini, apenas porque a revolução iraniana era patentemente anti-americana.

    Depois ele descobriu que no regime do Aiatola Khomeini, ele seria condenado à morte três vezes: por ser ateu, por ser gay e por ser comunista.

    Então eu sempre digo que o Michel Foucault é a hipocrisia diária da esquerda: defende o regime do Aitolah Khomeini, mas em vez de ir viver – ou melhor morrer – em Teerã, ficou em Paris mesmo…

  9. Jacinto,
    Nem precisamos ir tão longe. Basta ver que uma das líderes feministas na Marcha das Mulheres contra o Trump é uma ferrenha defensora da Sharia (Linda Sarsour).
    É o velho relativismo da esquerda em ação. rsrss O famoso “duplipensar”. Se a realidade teima em não ser como o sujeito quer ele amolda a realidade ao seu pensamento mas de modo algum é capaz de mudar o seu pensamento.

  10. É mais fácil e confortável acreditar que meia dúzia de agentes da CIA infiltrados no Irã estão conseguindo, apesar do Estado fortemente policialesco, opressor e vigilante, manipular a opinião pública nas barbas do Estado do que ir contra o Pensador Coletivo que afirma ser impossível o povo iraniano de livre e espontânea vontade ir contra um regime soberano e autêntico que depôs um monarca capitalista capacho dos ianques. Isso “non ecsiste” no mundo de faz de conta de um “esquerdista”, e aí, mesmo sendo absolutamente improvável, a explicação mais absurda é a aceitável em detrimento da explicação mais plausível no mundo real.

  11. Daniel Ferreira tb tiver o prazer de conhece o Irã, só que fiquei somente 5 dias. Achei o povo muito hospitaleiro e simpatico, infelizmente o Irã e mais um exemplo das politicas ditatoriais de esquerda (como Venezuela, Coreia do Norte, Rússia, etc). onde um grupo te um projeto de poder e não de governo (criando inimigo, e culpando sempre o ocidente pelos seus erros), onde uma minoria e privilegiada e a maioria da população e penalizada. Pensa que quase se tornamos um país assim, graça a deus a mente pensante do PT (José Dirceu) foi preso antes que conseguisse chegasse no poder.

  12. Torço pelos iranianos se libertarem do regime dos aiatolás e seguirem seu caminho livremente, sem influências externas, teocracias, e sem os Reza Pahlavi da vida, que foram tão ou mais nocivos do que os aiatolás

  13. O que impressiona, na verdade, é a forma como esquerdistas como o dito “Professor” conseguem ter a desfaçatez de afirmar, agora, que a primavera árabe foi orquestrada pelos EUA. Isso porque a Primavera Árabe começou a tomar força no Egito, que era então governada pelo Hosni Mubarak – um ferrenho aliado dos EUA. O Egito é o país de maior população árabe do mundo, e por isso sempre foi um país estratégico – além de contar com o canal de Suez. E a primavera árabe simplesmente ejetou o Mubarak do poder para abrigar, ainda que temporariamente, a Irmandade Muçulmana que os EUA classificam como uma entidade terrorista. Então no pensamento deste pessoal, a CIA derrubou um aliado dos EUA para colocar em seu lugar um inimigo dos EUA? Não faz sentido.

  14. Jacinto
    A primavera árabe começou na Tunísia e teve sim alguma participação dos EUA, os alvos eram Síria e outros estados do oriente médio não alinhado com os EUA. O Egito apenas tomou pra si essa revolução

  15. Será que esse povo de esquerda que vê o dedo dos yankees em tudo que acontece no mundo nunca percebeu que essas “primaveras” são sempre iniciadas por jovens?

    E que esses jovens ao acessarem redes sociais e sites de outros países, e a ter contato com amigos e parentes que moram nesses países, descobrem que na verdade vivem num país atrasado, opressor e sem futuro.
    E que tudo o que desejam é democracia, oportunidades e liberdade?

    E que se não fosse o Irã um país controlado na ponta do fuzil pela “Guarda Revolucionária”, a juventude iraniana estava fugindo do país aos milhões rumo ao “ocidente maldito” como fazem jovens africanos, asiáticos, etc.

    Sabem qual a primeira coisa que foi proibida no Irã nessa crise? O Instagram, que foi bloqueado.
    A segunda? O Telegram(um app similar ao Whatsapp muito popular lá).

    Mas não, os caras preferem achar que é a CIA que está levando milhões de jovens iranianos as ruas, protestando inclusive contra a obrigatoriedade das mulheres terem que usar o véu muçulmano. Obviamente uma preocupação da politica externa norte americana…

    O cérebro do esquerdista brasileiro precisa ser estudado pela NASA.

  16. fabio jeffer 4 de Janeiro de 2018 at 13:31
    Eu sei que começou na Tunísia, por isso eu escrevi que ela “começou a tomar força no Egito”. Eu jamais afirmei que ela começou no Egito.
    Mas em janeiro de 2011, a coisa se espalhou; além da Tunísia, começaram protestos no Omã, Iemem, Egito Siria e Marrocos; destes 6 países somente a Síria era efetivamente adversária dos EUA. Nos demais países, os governos eram aliados dos EUA.
    Então, com o devido respeito, é difícil acreditar nessas teorias de que os EUA promovem protestos nos países que lhes são aliados.
    Por fim, eu lembro que a esquerda brasileira “festejava” a Primavera Árabe, justamente porque entendia que era um movimento anti-colonial. A própria Dilma Roussef disse: “Acompanhamos com emoção e sentimento de solidariedade o processo de transformação desencadeado na Praça Tahrir. (…) Vivemos no Brasil processo similar de redemocratização a partir dos anos 1980”.
    Da forma como eu vejo, a alegação de que a primavera árabe foi desencadeada pelos EUA me parece mais um “spin” oriundo de uma época caracterizada pelo o que chamam de “pos verdade”.

  17. Fabio,
    Sem querer ser dramático, mas qual é essa “participação” dos EUA? Ela é assim tão determinante para os eventos em questão? Quer dizer que se eles quiserem eles mudam governos de uma hora pra outra manipulando a opinião pública e forçando acontecimentos e rebeliões e quebra-quebra? Se eles detêm tal poder por que eventualmente utilizam ações bélicas? Será que nos locais onde apelaram para as armas é porque não deram conta de manipular a mente dos milhões de civis? Por que simplesmente não “compram” os governantes dos ditos países ou mesmo por que não manipulam as mentes dos governantes em vez de milhões da população? Se eles sempre buscam lucro e poder por que simplesmente não fazem negócios com esses países, afinal, todo mundo sabe que o mundo é movido a dinheiro?

  18. Jacinto,
    A Dilma queria negociar com o ISIS. O ISIS só foi demonizado pela esquerda o dia que acharam uma associação dos americanos com eles e o dia que os interesses dos russos foi ameaçado na Síria. Até isso ocorrer a crueldade do então chamado EI não era mal vista pela esquerda porque via nesse movimento uma legítima reação à dominação imperialista ocidental no OM por mais de 200 anos de opressão e exploração.
    Hoje os esquerdistas aplaudem os mísseis russos e os saúdam como os libertadores do mundo da barbárie imposta pelo terrorismo dos radicais muçulmanos, mas nem sempre foi assim.

  19. Se formos procurar aqui mesmo na Trilogia os posts e comentários relativos ao EI da época em que a Dilma estava no primeiro mandato e quando ainda não se aventava a hipótese da relação promíscua dos EUA com o EI iremos nos divertir com algumas pérolas bem interessantes e emblemáticas acerca do relativismo moral em voga.

  20. Jacinto,
    Muito bem lembrado a “pós-verdade”. É isso mesmo! É a realidade se adequando às crenças. A realidade que se foxxxxxda.

  21. Bosco, Jacinto
    sds
    A Primavera Arabe foi uma manifestação autêntica dos árabes sim, com seu intuito de despojar do poder muitos déspotas e mandatários com anos no poder. Mas Bosco como vc já disse em outros posts não existem mocinhos e ninguém é inocente. Os EUA não são o que são sentadinhos olhando o que acontece la fora, eles monitoram com muito interesse toda e qualquer manifestação e protesto ao redor do globo, analisando seus resultados, pra que caminho estes protestos seguem e sobretudo as suas implicações, pois estas podem resultar em perda ou ganho de influência, perdas econômicas e por ai a fora.
    No caso da primavera árabe a medida foi assim, não sejamos ingênuos em achar que os EUA não estavam preocupados, afinal aquela região como sabemos é um barril de pólvora e os americanos estão muito envolvidos por la e com possíveis riscos de perdas, como por exemplo o Egito, como vc Jacinto acertadamente mencionou. A medida em que a primavera árabe se desenrolava os EUA fizeram ingerências várias pra que esta atingisse alvos e objetivos de seu interesse.
    Os americanos só pq tem o seu enorme poder militar não vão sair soltando bombas por ai quando quiserem atingir objetivos os quais possam fazer de outras maneiras.
    Todas as potências com poder de influência, informação e com grandes agência de espionagem e desinformação usam disso.

  22. fabio jeffer 4 de Janeiro de 2018 at 14:58
    O problema Fábio, é que a Primavera Árabe envolveu mais de 15 países (Tunísia, Egito, Jordânia, Oma, Iêmen, Barhein, Kuwait, Marrocos, Arábia Saudita, Líbia, Líbano, Mauritânia Síria, Sudão, Algeria); e destes 15 países, somente dois deles (Siria e Líbia) eram efetivamente adversários dos EUA. Nos demais 13 países os governos ou eram totalmente alinhados com o EUA, ou tinham com os EUA boas relações.
    Então, se você disser que os EUA interferiram, na Síria e na Líbia, isso é correto; mas não é correto generalizar e imputar a Primavera Árabe como um todo aos EUA. Quem faz isso, ou é ignorante, ou não é honesto,

  23. Bosco
    sds
    Lembro que o PT de Dilma e Lula chegaram ao absurdo de sugerir em conjunto com Hugo Chávez a possibilidade de criar uma união sul-americana bolivariana
    E lembro que citaram o ISIS, disseram que apesar das bárbaries dos barbudinhos eles representavam o ideal árabe de união que se levantaria contra potências “sugadoras” e que a união sul-americana exportaria seu modelo de união para o mundo
    Como vemos só sobrou o que restou da Venezuela

  24. Jacinto
    sds
    Em um dos arquivos secretos que Edward Snowden tornou público, ja na época, deixa claro as preocupações com relação aos levantes árabes, que na época ainda não tinham atingidos as proporções maiores. A NSA estava concentrando atenções em cada país atingido, através do controle de comunicações, de internet e de outras vias em que eram estabelicidas as decisões dos levantes. Alguns arquivos tbm deixam claro que agentes de inteligência americano estavam chegando na região para reunirem-se com suas contrapartes desses países.
    Muitas outras fontes posteriormente confirmaram manobras americanas nesses levantes.
    Eram manobras limitadas para atingirem objetivos pontuais e específicos e Líbia e Síria como vc bem falou estavam entre estes objetivos.
    Em todos estes países que vc citou Jacinto nem todos eram alinhados aos EUA, tirando Líbia e Síria, todos sabem que Argélia, Líbano(Hezbollah), Iemen(xiitas), ap´ropria Tunísia se pesquizarmos as situação antes desses levantes vc verá que ha muitos problemas destes paízes com os EUA.
    Como eu disse a Primavera Árabe é das massas exaustas de mandatários longevos e ineficientes, e em todos os países ocorreriam esses levantes, até na Síria e na Líbia, mas com ajunda americana chegaram bem antes, e ja inclusive ja estavam com os substitutos prontos.

    Como temos o ótimo hábito de ler estes tópicos muito esclarecedores vc sabe que ninguem que comente os mesmo é ignorantee tbm não ganha nada com desonestidade

    Um Abraço

  25. Fabio,
    É evidente que os EUA e sua comunidade de inteligência monitoram a situação política de, praticamente, todos os países. A rigor, em todas as embaixadas há um “chefe de estação” que é um agente da CIA, e que é conhecido como tal pela pais que o hospeda. No Brasil, até pouco tempo atrás, o chefe de estação da CIA no Brasil era um tal de Duyane Norman que se encontrava com alguma frequência com o Gen. Etchegoyen do GSI. Isso não é nada de anormal, é a regra.

    Sobre o Líbano, o Iemen e a Argélia, acho que você está enganado.

    A relação do Líbano com os EUA é meio esquisita, mas naquela época (fim de 2010/começo de 2011) o Primeiro Ministro do Líbano era o Saad Hariri, que é do “Movimento Futuro”. O “Movimento Futuro” – composto majoritariamente por sunitas – é adversário político do Hezbollah. Então, quando a Primavera Árabe começou, quem governava o Líbano não era (na época) aliado do Hezbollah, mas seu adversário. A rigor, após a primavera árabe, ele perdeu o cargo de primeiro ministro e foi substituído pelo Najib Mikati, este sim ligado ao Hezbollah. O Líbano é mais um caso em que a Primavera Árabe desalojou do poder um aliado dos EUA e colocou em seu lugar um adversário.

    No Iemen, ocorre o mesmo. Em 2011, o Saleh estava cooperando, ainda que relutantemente, com os EUA, autorizando a realização de ataques com drones no território de seu país e os EUA treinavam as equipes de contra-terrorismos do Iemen, além de fornecer equipamentos militares. Aliás, em se tratando de religião, lembre-se: o Saleh, como a maioria da população é sunita. Os houthis, que são os “rebeldes” e que hoje controlam boa parte do país é que são xiitas. Então, também no Iemen, em virtude da Primavera Árabe, um aliado (ainda que relutante) dos EUA foi destituído em favor de um declarado inimigo (houthis).

    Com a Argelia, as relação dos EUA é igualmente boa e era já época da Primavera Árabe. Tanto é assim que naquela época (2010), a Argelia tinha concordado em autorizar os EUA a usarem uma base aérea no sul do país (Tamanrasset) – mas depois da primavera árabe esta autorização acabou sendo colocada em banho maria, já que o presidente da Argelia não queria ser visto como um capacho dos EUA.

    Os únicos dois países que eram adversários dos EUA em 2010/2011 que sofreram protestos eram a Síria e a Líbia. E no caso da Líbia, quem pressionou por uma intervenção foram os franceses.

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