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China repreende EUA por criticarem sua estratégia na América Latina

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O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, em coletiva no México – HENRY ROMERO – REUTERS

Secretário de Estado norte-americano afirmou que a região não precisa de “novas potências imperiais”

Por Xavier Fontdeglória

Pequim – A China não gostou nada das advertências feitas por Washington a vários países latino-americanos sobre a influência cada vez maior de Pequim na região. O gigante asiático considera que as palavras do secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, sobre os riscos de uma dependência excessiva da segunda economia mundial, são uma falta de respeito à política exterior dessas nações.

Tillerson – antes de iniciar uma viagem com paradas no México, Argentina, Peru e Colômbia – afirmou que a região não precisa de “novas potências imperiais” e advertiu sobre a estratégia de se apoiar excessivamente na China, “que significa ganhos no curto prazo em troca de uma dependência no longo prazo”. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores chinês considerou que essa premissa é falsa e que o intercâmbio com a América Latina se baseia “em interesses comuns e necessidades mútuas”.

O aumento da influência chinesa na América Latina, pelo menos em termos quantificáveis, como o comércio e o investimento, é inquestionável. O intercâmbio de mercadorias se multiplicou na última década, superando os 200 bilhões de dólares (640 bilhões de reais) por ano, sobretudo graças à compra e venda de matérias primas. A China já é o principal parceiro comercial de países como Argentina, Brasil, Chile e Peru.

Pequim também se tornou uma fonte de empréstimos vital para nações da região, especialmente Brasil, Venezuela e Equador. As autoridades chinesas – como costumam repetir sempre que há suspeitas de que haja mais interesse próprio do que altruísmo por trás desses créditos – dizem que a cooperação se baseia em “igualdade, reciprocidade, abertura e inclusão”.

“Esperamos que este país (em referência aos EUA) abandone o conceito antiquado dos jogos de soma zero e veja o desenvolvimento das relações entre a China e a América Latina de forma aberta e inclusiva”, afirma o comunicado.

A China reforçou recentemente seus laços com a região durante o segundo fórum ministerial entre o gigante asiático e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), realizado há apenas duas semanas em Santiago, no Chile. O bloco decidiu apoiar, numa declaração oficial, a iniciativa chinesa da nova Rota da Seda – o megaprojeto de interconexão mundial idealizado pelo presidente chinês, Xi Jinping, que colocou sobre a mesa bilhões de dólares para investi-los em obras de infraestrutura que melhorem a conectividade. Os críticos veem nessa iniciativa o desejo de Pequim de aumentar sua influência sobre outros países em desenvolvimento. O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, disse no encontro que seu país quer se transformar no “parceiro mais confiável” da região.

Em seu discurso antes de iniciar a viagem latino-americana, Tillerson declarou que as ofertas da China na forma de investimento “quase sempre exigem a importação de força de trabalho chinesa, grandes empréstimos e uma dívida insustentável, ignorando os direitos humanos e de propriedade intelectual”, algo que comparou com o antigo colonialismo europeu.

Segundo a Xinhua, a agência oficial chinesa, a investida recente da administração Trump contra a diplomacia e a política exterior de Pequim é uma consequência da “perda de carisma” da primeira potência mundial na região: “Em vez de perder tempo criticando a China, talvez fosse uma boa ideia para Washington baixar o tom hostil de sua retórica, que provocou a ira na América Latina com propostas como endurecer a imigração, construir um muro e tentar influenciar os tratados comerciais em seu favor.”

FONTE: El País

70 COMMENTS

  1. Não é a toa que o Tio San anda tão generoso, oferecendo (doando) obuseiro autopropulsado M109 A5 e transportadores de munição. Que venham os helicópteros de ataque ah-1w super cobra!

  2. O que mata nessa discussão NÃO é ter EUA e China “disputando os nânicos da região”, o problema é a insignificância dos países da América Latina, na minha humilde opinião apenas o Chile tem posicionamento genuíno na região, o resto é cachorro sem dono esperando alguém levar para “casa” ou para o “canil municipal”.
    Todos nós sabemos que a China não tem 1% de preocupação com os países da região, nem sequer conhecem nossos problemas e a cultural local, eles estão preocupados em ganhar mercado e ter grandes fontes de importação de matéria prima.
    Nessa briga não devemos ficar felizes por americanos ou chineses, devemos ficar decepcionados da região não ter tomado o seu próprio caminho.
    Essa semaa os jornais brasileiros colocaram como capa: Diplomata chinês instiga empresários brasileiros a conquistar a Ásia.
    Todos nós sabemos que esse título é o mais sem vergonha possível, entrar na China é uma briga sem fim, o país escolhe a dedo quem entra e como vai trabalhar…só entra se tem algo realmente bom para oferecer, dentro das regras deles (duríssimas), sem segurança de operações.
    Alguém duvida que o Brasil e a Argentina deveriam ser países muito mais relevantes? Os dois países deveriam ter vergonha de ver os chineses tomando conta da região…
    Enfim, a questão não é USA ou China, mas os países da região e o Brasil. Não sejamos ingênuos, estão invadindo a região porque observaram a carência de liderenças.

  3. Parabens pelo comentario Ivan BC! , e uma pena que daqui a pouco aparecem os submissos, alegando as vantagens de um imperialismo americano sobre nos, como se fosse algo melhor que um imperialismo chines, ou qualquer outro, submissao triste porem, ainda comum.

  4. Ivan BC ( 4 de Fevereiro de 2018 at 16:56 );

    Ivan,

    Em linhas gerais, concordo com seu comentário…

    Não diria “cachorro sem dono”… Há na América Latina, de uma forma geral, um comportamento algo bizarro, caracterízado por um imenso complexo de inferioridade e crises de megalomania ( e não é de hoje )… Se a maioria dos países fossem pacientes num divan, certamente seriam diagnosticados com “transtorno bipolar”…!

    Mais uma coisa: os chineses conhecem muito bem aqueles que desejam atrair para o seu círculo… Não são propensos a cometerem os mesmos erros dos americanos. Sabem muito bem avaliar suas possibilidades.

    Mais do que a falta de lideranças na região, há sim um claro desinteresse dos EUA ( talvez por não terem propriamente as mesmas necessidades e urgência dos chineses ); coisa que foi somente parcialmente revertida nesses tempos.

  5. Concordo Ivan BC, EUA e China estão se lixando para os nossos problemas, por mim podem brigar e se darem cotoveladas a vontade, só espero que tenhamos a mínima capacidade de tirar algum proveito disso

  6. Por isso tudo, q acho q o Brasil deve ter sua capacidade de Defesa o mais independente possível.
    Os EUA não nos invadiram. A China tentará para defender seus interesses?
    Os EUA podem mudar sua postura?
    O mundo gira muito em 30 ou 50 anos.
    Podem achar besteira falar de invasão na AL. Eu não duvido.

  7. Ivan BC!
    Em tese o seu comentário pode até estar em tese, mas tudo no mundo tem um limite, até para as grandes civilizações, foi assim com todos os grandes impérios deste mundo em qualquer tempo da história, seja no espaço (que o diga os impérios persa, helenístico, romano, otomano, mongol, espanhol, português, britânico e soviético). Este século, será indubitavelmente em algum momento o limite do império americano (possivelmente com a ajuda do Donald Trump), então teoricamente será a vez dos chineses estarem no topo (até 2050 segundo Xi Jinping). Nos brasileiros e latinos poderemos em algum momento, ter a nossa vez, um lugar de destaque, mas não será por agora. Isso se arrumarmos a nossa casa, resolvente alguns dos nossos mais graves problemas, quem sabe um chegaremos lá…

  8. Boa noite a todos. É a primeira vez que comento, mas acompanho a uns 2 anos o Forte e suas páginas irmãs. Quero parabenizar a todos pelo debate público sobre nossa defesa. Espero que mais patriotas venham a se interessar pelo tema e se expressar por este, ou outros canais.

    “Ivan BC 4 de Fevereiro de 2018 at 16:56”

    Concordo plenamente.

    “Agnelo Moreira 4 de Fevereiro de 2018 at 18:11”

    Pois é Agnelo, concordo com você. Porém nossos políticos só pensam em encher os próprios bolsos.

  9. Walfrido Strobel, Aldo Ghisolfi, Jorge Augusto, Ivan BC. Parabens.
    Eu sempre achei que não deviamos ficar atrelados incondicionalmente a nenhuma grande potência.
    Simplesmente porque não fazemos parte do clube deles. Somos apenas o João Grandão Bobão rico em recursos minerais e água. Até na crise da lagosta com a França, os Estados Unidos quiseram impedir o uso dos contra-torpedeiros a nós cedidos, de entrarem em combate com os franceses. Como colocaram condições inaceitáveis para as nossas primeiras usinas nucleares. O que teve que ser feito com a Alemanha. Além de outros problemas que não valem a pena mencionar. Respeito é bom e todo mundo gosta. Como nunca nos respeitamos. Nossos politicos ladrões e incompetentes. Nunca estiveram à altura das potencialidades do país, ficamos sempre neste papel irrelevante. Contudo acho que devemos ser mais profissionais e responsáveis no trato com os Chineses

  10. Matéria prima indo embora e desindustrialização acontecendo, a Venezuela só foi a primeira vítima, quem mais tem ‘investindo’ na área de petróleo lá? a China…

  11. Se o Brasil for esperto, utilizará esta situação para barganhar com as duas potências e obter vantagens para si. Mas, na prática, o Brasil apenas comerá na mão dos chineses, e com eles o jogo será bem mais pesado.

  12. SmokingSnake a Venezuela foi vítima de si própria e de seu governo bolivariano megalomaníaco, a China nada tem a ver com isso, não foi ela que colocou o Chavez/Maduro no poder, ela só esta se aproveitando da situação como qualquer super potência faz, ou você acha que os EUA estão ligando para direitos humanos quando vendem armas para a Arábia Saudita?

  13. Bom, pela fonte…. Sei não… Acho que não somos tão interessantes para os EUA quanto eles dizem.
    Mas se for realmente verdade, concordo com o Daglian 4 de Fevereiro de 2018 at 20:25.
    Acho que é por aí mesmo!

  14. A China joga o seu jogo.
    Se não temos cacife suficientemente forte para sentar à mesa, seguramente a falha é nossa.
    Espero que sejamos disputado, não como cachorros sem don, que apenas levam um chute no traseiro, mas como una nação que tem algo para trocar.
    Se temos apenas recursos minerais, azar… é com eles que podemos contra, precisam ser muito bem utilizados para o bem de todos.
    Nesse jogo não tem inocente…

  15. Acredito que a nova ordem mundial para o próximo século seria um mundo multipolar. Dominado pelas nações com maior território, população, economia e forças militares. Vejamos que se enquadraria nisso, China, Rússia, Índia, EUA e Brasil. Todos dominado sua região e área de influencia, realizando comercio e integração cultural, mas nenhum abrindo mão de sua influencia regional. Mas para essa realidade acontecer, nossa nação deveria realmente acordar. De todos citados somos os únicos a não possuir armas nucleares para sua defesa. Não é sendo imperialista que iremos conseguir isso, mas acredito que estendendo a mão aos nossos irmão. Porque não desenvolvermos as tais armas nucleares em conjunto com os argentinos, chilenos e colombianos e quem mais se dispuser? Não sejamos ingênuos, principalmente com tais Maduros no poder. Uma integração de verdade, educacional, financeira, econômica, tecnológica e desenvolvimento em conjunto de tecnologia e doutrina militar em conjunto seria uma saída para a AL. Seriamos um líder na região, não o dono dela. Uma região pacifica, longe de conflitos e de nações exploradoras. Mas uma região armada até os dentes. Primeiro passo para isso, educação, maciça de qualidade e com objetivo. Isso não é utopia, isso é sobrevivência da região. Se não amigos o mapa da região vai mudar drasticamente.

  16. Isto tudo é bom para o Brasil que pode se tornar um mercado interessante para as duas potências já que a china enfrenta resistência na Asia inclusive com antigos aliados o vietnan,é muitos inimigos não declarados como japão coreia do sul,india e muitos outros.Se o EUA sentiu isto é acho que esses presentinhos canhoês autopropulsionados, helicópteros,etc e duas coisas fortalecer um aliado que eles se afastaram que é o Brasil no qual eu avalio como o mais importante é o líder militar dá área,igualmente é o mais industrializado, é que tem mais recursos minerais é petróleo.Que apesar de no momento está passando por uma crise econômica por causas politicas é que tem todas condições de sair dela,e ser um parceiro econômico importante.

  17. China repreendem todos que falam mal dela(lembrem do artigo anterior 01/pesquisador-ve-risco-de-influencia-politica-da-china-no-brasil/ mas os jornais falam que a China est), mas o que a midia ocidental fala é que os EUA são quem estão se fechando e a China indo na direção da globalização, quanta hipocrisia. A China quer é mudar a globalização como forma econômica para expansão das ideias liberais-democraticas-ocidentais para um mundo que se assemelhe a sua politica externa e seus politicos se sintam mais seguros, sem pressão. Quanto a fala do secretário americano, ele do usa as concepções históricas que nos sulamericamos geralmente temos, não que ele acredite nisso, so esta tentando ter simpatia de nós.

  18. Eu não vejo problema algum de se fazer PARCERIA COMERCIAL com a China ou qualquer outro país, o que eu acho problemático é quando esse país começa a comprar terras e mais terras em nosso território, e não é qualquer pedaço de chão não, é terras ricas em minerais !!

    é bom o Brasil abrir o olho com a China e tbm com os outros países, senão daqui a pouco seremos inquilinos em nosso próprio território nacional

    ACORDA Brasil !!!!

  19. Augusto L 4 de Fevereiro de 2018 at 21:37

    _________
    concordo com a ideia, tá faltando isso aqui no Brasil, aliás já passou da hora de criar essa lei

    uma coisa que eu sempre discuti com os “ultra-nacionalistas e patriotas” de esquerda lá no plano Barril era exatamente isso, pq o Lula não criou essa lei já que dizia nos palanques que era super mega hiper patriota ? Tivera 14 anos no poder, 2/3 do congresso comendo na palma da mão deles, e não fizeram algo parecido, “não entendo” pq, mentira, eu entendo muito bem sim pq não fizeram, mas deixa essa discussão para outro dia pq eu sei que estou saindo do tema.

  20. Esse conflito, não é só ChxEUa, e parece acontecer em todo o mundo, ao mesmo tempo e com atores e posições não conhecidos. Sanções econômicas, assassinatos discricionários, campos de torturas, lawfare, pressões militares, hackers, fakenews, tudo ao mesmo tempo mas coordenado. Neste mundo, por vezes, parecemos analisar os assuntos como adolescentes da década de 70. De lá para cá, o comunismo acabou, o Pentágono foi bombardeado, o Iraque, o Egito, a Turquia, o Panamá, waeklaeks, a Corea do Norte, o San Juan, e muitas vezes discutimos a compra de um equipamento para nos proteger, ou agredir, qualquer vizinho. Como, neste contexto, não há função para as FA Brasileiras então volta-se as atenções para missões GLO. Mas, qual o mundo e qual o papel?

  21. Todo dinheiro é bem vindo, seja dólar ou yuan. O que não pode é exportarem o comunismo para as terras tupiniquins (PC chinês apoiando candidatura do Ciro, por exemplo). Pra alavancar nossa infraestrutura aeroportuária bosta e nossos portos só os chineses mesmo.

  22. Rinaldo, permita-me discorda, os chineses são a solução facil para nossas elites politicas ou inves de fazer reformas que trariam resistência masss há um preco nessa facilidade, é isso que o Tillerson fala e o que o cientista politico alemão da outra materia tbm.

  23. Eu ia comentar… Mas parei na leitura do amigo Ivan…

    Prezado Ivan.
    Me permita fazer de suas palavras, a tradução de minhas opiniões sobre o tema.
    Concordo plenamente.

    Sem mais.

  24. Mais uma vez a turma do Trump não perdeu a chance de falar besteira. Ao invés de ocuparem os espaços, ainda mais com a tal “virada a direita” que vem ocorrendo na América Latina, eles se isolam e fazem o possível e o impossível para hostilizar e isolar seus possíveis aliados.
    O Trump tinha duas grandes metas quando assumiu. A primeira, que era dividir os USA, ele já conseguiu com facilidade. A segunda, que é unir o mundo contra os USA, esta avançando a passos acelerados e, com certeza, ele ainda consegue em seu primeiro mandato.
    Quanto ao aumento da influência chinesa na America Latina, e consequentemente no Brasil, os chineses estão apenas cumprindo com seu papel, dentro de suas estratégias mundiais. Não é por favor nem para espalhar o comunismo mundo a fora pois esta época já passou. A melhor forma de dominação na atualidade é pela economia e não por ideologias ou pela força militar. E isso os chineses sabem fazer muito melhor que qualquer outro país. E eles estão sentados em reservas de alguns Trilhões de Dólares e podem usar estes recursos como queiram sem se preocupar com detalhes como retorno do capital investido, taxas de juros, avaliação de risco e por ai vai.
    E, para concluir, nem a China nem os Estados Unidos estão errados: errados estão os países que aceitam este tipo de subserviência e não se impõem.

  25. Show Ivan BC pelo comentário sucinto.

    Os nobres foristas já perceberam como tem proliferado os cursos de mandarim na internet?
    Nossa recolonização parece ter começado.
    Aquisição de terras agricultáveis e outras tantas ricas em minérios, financiamentos, pastelarias(rsrs) e agora mandarim goela abaixo.
    Mais um pouco e teremos rodízios de insetos e outras iguarias pelas cidades do país.

  26. A mesma historinha das década de 30 e 40. De um lado alemães e italianos oferecendo Y, do outro lado americanos e ingleses prometendo X.

    Até mesmo o vizinho ameaçador com tropas, doutrina e equipamentos melhores. Argentina no passado, Venezueira no presente.

    Só falta o projeto de ditador que joga para os dois lados. O Brasil vai ser sempre isso ai, cachorro correndo atrás do rabo.

  27. Rinaldo Nery 4 de Fevereiro de 2018 at 22:34

    Faço minhas suas palavras

    ———————————————-

    Augusto L 4 de Fevereiro de 2018 at 21:37

    Só o que adianta ter leis e mais leis proibindo a tudo, amarrando todo tipo de negócio mas não tomar proveito de toda esta reserva ?

    Se o Governo é incompetente para tirar proveito como vem provando desde 1500, que ele permita que a iniciativa privada explore mas com a devida supervisão.

    Se não tem empresas nacionais capazes ou interessadas, que seja oferecido ao mercado internacional.

  28. Senhores, eis o resumo do imperialismo chinês dado pelo Secretário (válido para o empresariado americano também):

    “(…) que significa ganhos no curto prazo em troca de uma dependência no longo prazo”.

    O imperialismo americano já bateu em retirada desde os anos 1980 e nos deixou sozinhos com o dragão na arena (assistam aos vídeos do Cel. Fontenelle). Os interesses dos EUA estão focados no Oriente Médio a serviço de Israel e dos globalistas que os financiam, o resto é manobra diversiva. Duvido que algum governo ibero-americano esteja com raivinha de restrições a imigração ou construções de muros (também feitos pelo queridinho da inteligentsia esquerdista, Obama).

    O dragão só está invadindo um terreno baldio, já que não tomamos uma atitude nacionalista (apelidada de nazi-fascista por esquerdistas) e de sermos os donos do nosso próprio destino porque nossos governos estavam ocupados demais com demagogias sociais e inchaço estatal totalitário (ao gosto dos comentaristas filo-socialistas) pós-constituição de 1988 – além daquele papo de “não temos inimigos – para que termos forças armadas ? – militares são malvados fascistas torturadores e nazistas paranóicos de filmes”, etc.

    É o que sempre defendemos: para ter um invasor, basta não haver uma cerca (=defesa e estadistas) entre nossas goiabas (=nossos recursos) e ele (=o imperialista).

    Sempre há um oportunista, e caricaturas dos tempos das guerras mundiais sempre retrataram países como moças bonitas e indefesas, e invasores como estupradores tarados ou raptores. É, realmente, um estupro da pátria. Bons filhos dessa “mãe gentil, pátria amada, Brasil” nunca permitiriam isso. Só filhos da madrasta (=adotados por outras potências) seriam capazes de tanta deslealdade.

    Saudades dos tempos em que dragões eram personagens de contos infantis ou nomes de filmes de artes marciais do Bruce Lee ou do Van Damme…Socorro, Chuck Norris!

  29. Agnelo Moreira ,
    4 de Fevereiro de 2018 at 18:11:

    Eu não só não duvido de que a China possa nos invadir e ocupar-nos para garantir seus interesses como tenho certeza disso também. Afinal, estarão defendendo suas propriedades e interesses aqui. E ainda bancará muitas milícias paramilitares esquerdistas para ajudá-la.

    Mas o povo que se crê uma exceção mundial abençoada por Deus nem levanta essa possibilidade. E, se as coisas continuarem como estão, perderemos, pois se vê claramente a política firme e persistente de fragilizar e vulnerabilizar esta nação.

  30. Leio uns comentários aqui que arrepia a alma pela falto de um discernimento mais profundo sobre as consequências nefastas para uma nação que não prima por instituições solidas. Pensamentos rasos são facílimos de grudar na mente de povo estulto.
    Alerto que ficar entre a briga comercial/poder SEMPRE trará ao país disputado sabotagens e “patrocínio” à facções politicas internas na luta pelo poder no Brasil e, assim, “facilitar” para a China o eterno desejo de fustigar os EUA.
    Chama-me a atenção e, por esse motivo, tomo partido dos (não tão santos) EUA, olhando o desenrolar da nefasta Coreia do Norte.
    RUssia e China “protegem” e ajudam um canalha megalomaníaco que ameaça o mundo e, particularmente, NOSSO modo de vida ocidental.

    Já temos os não menos nefastos e históricos açoitadores do ocidente…os muçulmanos..que vai piorar com a ida do Brasil ao Congo…
    Odioso ver energumenos alvoroçados por esta disputa tomando partido de nações párias da humanidade….ou China e Russia não mataram e matam populações inteiras ao longo dos últimos 100 anos??!
    Cuidado com as suas “torcidas” bobinhos…cuidado!

  31. Enquanto isso o Brasil não exercita suas FA e deixa os “Cariris” aqui massacrando o cidadão honesto (estudante e trabalhador assiduos). 60 mil assassinatos fora os acidentes de automobilisticos que esses mesmo Cariris promovem Brasil afora.
    Todos os países do mundo limitaram os tranqueiras de sua sociedades através das FA e sua disciplina.
    A guerra praticada ceifa a vida de potenciais assassinos e atrasadores da sociedade. Claro que vai ter de obriga-los a irem né, pois esses Cariris são covardes.
    O vão ou ficaram nas masmorras do Estado! Portugal mandou explorar o medonhos oceanos somente gente degeneradas da sua sociedade….vamos limpar o Brasil desses descendentes?? Mãos a obra….entremos em guerra.

  32. devemos negociar com o mundo, isso é globalização. Mas vamos relembrar o que foi o caso “Valemax”. vamos ver com quem estamos negociando, e nos preparamos. Isso vai acontecer de novo.

  33. Marcello Magnelli,
    5 de Fevereiro de 2018 at 3:33:

    Procure melhorar seus conhecimentos de guerra híbrida – antes da dominação econômica, há a destruição moral e social via ideologia (é o plantio). A dominação econômica e política vêm por último (é a colheita).

    Não se engane: se o comunismo acabou, a Coreia do Norte e Cuba seriam democracias liberais? Só porque a China mudou sua economia significa que mudou sua ordem política comunista? Ah, qual é mesmo o nome do único partido político na China?

    O comunismo (ou qualquer -ismo) é sempre aquela promessa de igualdade e liberdade para manobrar o povo para aceitar e ajudar a alterar a ordem das coisas, prejudicando-o e ajudando a quem o manipula.

  34. Cavalheiros
    O Brasil deveria assumir sua posição de liderança na América do Sul e junto aos países africanos banhados pelo Oceano Atlântico. Liderança não é ser déspota ou explorador. É apenas mostrar a eles que juntos podemos ser mais fortes do que somos separados.
    Como?
    Isto já estava sendo feito pelos dois governantes anteriores, com investimentos e financiamentos em diversos países, assim como discussões em foros regionais. O único probleminha é que esta iniciativa não visava o bem comum, mas apenas o bem de poucos. Mas isto é outro assunto.
    O caminho é este. Faltam apenas alguns ajustes. Com uma América do Sul e África unidas, fica mais fácil negociar com quem quer que seja. E obter muito mais vantagens.
    Nem todos iriam aderir, é claro. Mas prefiro a qualidade à quantidade. Pouco importa a China ter “forte” presença no Equador se Brasil, Chile, Argentina, Colômbia e Paraguai estiverem unidos em seus propósitos. O que conta é a soma dos PIBs. Que é onde estão as oportunidades.
    O mesmo vale para europeus querendo se intrometer na Amazônia (toda ela) ou os norte-americanos dizendo com quem podemos ou devemos manter relações comerciais.
    Seria uma Unasul do bem.

  35. João Adaime 5 de Fevereiro de 2018 at 10:55

    O único investimento que os dois “presidentes anteriores”, usando as suas palavras. Ou seja..

    Os dois do PT, que o único investimento sério que fizeram na África foi em corrupção.

    Tou até com medo quando começar a LAVA BNDES…

    A Lava-Jato vai ser dinheiro de pinga.

  36. Rodrigo Ferreira
    Exatamente o que eu disse:
    “O único probleminha é que esta iniciativa não visava o bem comum, mas apenas o bem de poucos.”
    E não foi só na África. Foi também na América Latina e no Caribe.
    Abraço

  37. Srs

    Algumas considerações:
    • Quando há uma entrada de capital para a implementação de um novo bem de produção como uma indústria, isto é, de fato, um investimento;
    • Quando há uma entrada de capital para a compra de um ativo já existente, que passará a gerar lucros a serem transferidos para o comprador externo, isto, na prática, é uma perda, sendo compensada apenas parcialmente pela manutenção de empregos;
    • Quando há uma entrada de capital oriunda de um outro Estado para a aquisição de ativos, isto é uma perda de soberania, caso o ativo seja parte dos bens ditos estratégicos (sistemas de energia, comunicação e outros recursos de infra-estrutura).
    • A China tem interesse na América do Sul, não para confrontar o Tio Sam, mas sim porque ela tem grande volume de terras para produção agrícola, tanto que o seu foco principal é Argentina e o Brasil. Como para produzir e exportar os alimentos é preciso haver uma infra-estrutura e, também, uma boa capacidade de controle sobre o país, além de um empenho na aquisição e investimento com meios de transporte, os chineses também estão a comprar ativos do setor de energia elétrica. É claro que isto não impede que eles queiram explorar recursos minerais e ganhar um bom dinheiro com serviços. Mas isto é subsidiário, pois o objetivo é estratégico, como nos mostra a experiência que se tem com suas ações na África, onde eles mantêm seus “investimentos” mesmo quando eles se mostram não lucrativos.
    • A China está a retornar a sua posição de império, só que desta vez com amplitude global. Observem que, diferente do Tio Sam, que nunca foi um império no sentido lato do termo, a China tem uma cultura e tradição imperial. Não cabe, portanto, considerar que a ação da China será uma reprodução oriental da ação americana. A visão do mundo, a lógica e o foco de interesse são outros.
    • Hoje, a China é o maior parceiro comercial do Brasil e da Argentina e isto tende a se ampliar conforme a China adquire ativos e estabelece vínculos mais fortes com eles; e tal processo deve prosseguir até a China estabelecer uma dependência tal que, na prática, tais países se tornarão, virtualmente, colônias chinesas. Isto já está em curso.

    Isto só não acontecerá se os ditos países mudarem totalmente sua visão estratégica do mundo e adotarem uma postura independente, o que é difícil, ou o Tio Sam abandonar sua paixão pelo próprio umbigo e retornar a uma política similar a da época da guerra fria, o que também parece difícil com a crise isolacionista por que passam.

    Sds

  38. João Adaime, boa tarde

    Além do que mencionou, o q me preocupou foi a manipulação da UNASUL para interesses das nações (seus governos) vizinhos.
    Hugo Chavez estava “mafrudo” demais.
    A Barbie atropelada da Argentina já estava querendo as Falklands…
    Ou seja, começaram a provocar brigas se garantindo nos outros.
    Não duvido nada, q os governos lulopetistas seguraram o desenvolvimento/crescimento da FAB e MB por isso…
    Sds

  39. @Ivan BC

    Ficou BEM claro que essa é realmente uma opinião sua, e não um fato.

    Fala sério, posicionamento genuíno? O Chile? Logo eles, que são completamente submissos aos interesses dos ingleses? De verdade que você pensa isso?

    O Chile que você conhece definitivamente não é o mesmo que eu conheço.

  40. M. Silva 5 de Fevereiro de 2018 at 10:29
    Leia direito o que escrevi e me diga onde foi que escrevi que o comunismo acabou?
    O que eu afirmei é que a “exportação do comunismo” é coisa do passado assim como a dominação militar porque, basicamente, não funcionam. São caros e trazem mais problemas do que resolvem.
    O mesmo se aplica em uma suposta exportação do modelo democrático e de livre mercado pelos Estados Unidos. Veja o fracasso do modelo no Oriente Médio, e como a tão falada Primavera Árabe virou de um “sonho de liberdade” para um inferno fundamentalista. Síria, Líbia e Iraque são países destruídos e que não servem nem servirão para nada por umas boas décadas. Além de não servirem para nada no estado atual ainda são fonte de problemas como refugiados, celeiro de terroristas e por ai vai.
    E, convenhamos, por que invadir e conquistar o Brasil se eles podem ter o que querem apenas comprando? Para eles não interessa a cor do gato desde que ele cace ratos.
    E uma coisa é certa: mesmo que a China tenha interesse em se “apossar do Brasil” vamos ter que esperar pois a África esta mais perto e é mais fácil de ser conquistada.

  41. É o que comentamos na outra matéria.
    A operação está em curso, possui anuência do grupo político que está e do que estava no governo e não há nada que possamos fazer.
    Podemos elencar diversos itens que justifiquem a nossa atual situação, mas a grande verdade é que isso é culpa nossa.
    Nenhum indivíduo nascido no país pode se eximir da responsabilidade, porque estamos todos vivendo aqui e não estamos tomando providência nenhuma para mudar.
    Mais de 1600 pessoas leram essa matéria até o momento.
    Dessas 1600 quantas votaram pela petição pública para o fim do auxílio moradia nos 3 poderes ou pela petição pelo fim do fórum privilegiado ???
    Essa invasão branca que enfrentamos hoje é culpa nossa.
    Nós abrimos mãos do país.
    E o pior, abrimos mão do país por uma rusga Estúpida por dois grupos políticos que não pensam em nada senão aumentar seu poder, influência e lucros.
    Delegam o país a segundo plano para poderem um sabotar ao outro.
    Não possuímos sentimento pátrio e portanto não nos preocupamos com o que acontece com o país, mas apenas com o grupo político que defendemos.
    Não vamos colocar a culpa na China ou EUA por não conseguirmos nos comportar como cidadãos desse país no mais amplo espectro da definição.

  42. Marcello Magnelli 5 de Fevereiro de 2018 at 14:03:

    Você está certo: a parte do “comunismo não acabou” foi outro alguém que escreveu.

    Mas me explique como um país chega a dominar o outro pela economia sem miná-lo pela ideologia – e, para isso acontecer, precisará de governos marionetes que promovam a ideologia primeiro antes de entregar o país ao domínio alheio:

    “A melhor forma de dominação na atualidade é pela economia e não por ideologias.”

    Realmente, o que todo país aproveitador faz é isso mesmo: subornar políticos é mais barato do que uma guerra. A China não invadiria o Brasil, a menos que haja uma mudança política radical que a prejudique. Financiamento de milícias paramilitares, guerrilhas e terroristas, domésticos ou de outros países, como Cuba na África, para fazer sabotagens, atentados, auxiliar a invasão / ocupação seria essencial.

    Fora isso, nem uma ocupação militar chinesa aqui para ajudar nos manter sob suas miras e a garantir seus lucros sustentada por nós mesmos seria repelida (=invasão) – basta um daqueles tratados lesa-pátria permitindo a instalação de bases militares chinesas aqui. Isso é invasão e ocupação. Nem que o comando das polícias e forças armadas também passe para os oficiais chineses ou cubanos a seu soldo ou sob sua supervisão sob o comando de brasileiros traidores (mais provável).

    E por que não uma neo-colonização? Quem trabalhará como escravo em tanta terra e porto senão os próprios chineses (exportação de mão-de-obra)?

  43. M.Silva ( 5 de Fevereiro de 2018 at 9:26 );

    Há tempos o Oriente Médio deixa de ser o foco dos americanos. Basta observar pra onde estão deslocando suas principais forças.

    Os maiores problemas dos americanos são internos. As lideranças políticas nunca foram tão desorganizadas como nesses tempos, e creio já estar claro que a sociedade americana está em surto ( eu pelo menos não creio que existam mais dúvidas quanto a isso ). Mesmo se considerarmos a capacidade pujante em termos de intelecto que ainda possuem, é inegável que reparar os danos causados nos últimos anos levará outros tantos. E já iniciou-se um movimento nesse sentido ( do qual Trump é um reflexo ), muito embora seja ainda pouco…

    Entendamos que os chineses não apresentam os mesmo “dilemas” dos americanos… Nos EUA, um governo deve explicações ao seu povo sobre absolutamente tudo o que ocorre ( sim, lá isso funciona e o povo é exigente ), além de vários setores dentro do próprio Estado ( e isso explica em parte as lambanças nos últimos anos, haja visto a necessidade de responder as atenções das diversas correntes de pensamento no povo e facções dentro do governo; quer dizer, maior necessidade de politicagem ). Já na China, há uma hierarquia muito bem estabelecida entre povo e governo e dentro do próprio Estado. Perceba qual a cadeia de comando mais eficiente aí. Por isso os chineses comumente estão um passo a frente…

    Seja como for, mesmo considerando quaisquer danos causados pelos excessos dos “liberais” nos últimos anos ( o que, no final das contas, fragmentou apenas a “casca”; o núcleo da sociedade ainda está intacto ), os americanos, de forma geral, nunca perderam completamente a consciência do que está a sua volta ( ao menos as cabeças pensantes nunca estiveram por fora )… Lentamente, cresce um sentimento por entre os cidadãos de que a China desponta como um adversário em potencial, e que a comodidade dos EUA haverá de depender de uma política externa mais agressiva para fazer frente aos desafios desse novo século. De fato, já iniciaram movimentos nesse sentido que, embora atrasados, podem trazer frutos logo se forem bem conduzidos.

  44. É muito triste, em lendo os comentários, perceber a verdade nem tum pouco oculta de que nós brasileiros,na maioria estamos nos lixando pro país desde que tenhamos nosso confortinho(tv,futebol,bbbosta,carnaval etc.),defesa pra quê se somos pacíficos e os vizinhos também, este pensamento tosco e burro ainda vai nos colocar em situação complicada, queira Deus que algo aconteça e mudemos o rumo de nossa nação tão grande e rica,porém explorada de dentro pra fora.
    A corrupção começa no povo e não na cúpula do poder !

  45. Walfrido Strobel 4 de Fevereiro de 2018 at 20:50
    ODST 5 de Fevereiro de 2018 at 13:59
    “”””‘Atualmente, o Chile é um dos mais estáveis e prósperos países da América do Sul. Dentro do contexto maior da América Latina, é um dos melhores em termos de desenvolvimento humano, competitividade, qualidade de vida, estabilidade política, globalização, liberdade econômica e percepção de corrupção, além de índices comparativamente baixos de pobreza. Também é elevado no país o nível de liberdade de imprensa e de desenvolvimento democrático. O Chile se tornou o primeiro país sul-americano a aderir à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).””””(trecho do wikipedia)
    Desde 1990 o crescimento médio do Chile é de 4,5%, mais do que o dobro do crescimento brasileiro. O PIB per capita em PPC do Chile é 130% maior que o brasileiro. A inflação no país não ultrapassa os 5% desde 1990. O país é considerado o melhor em segurança pública (inclusive já teve indicadores melhores no passado).
    Nenhum país na América, abaixo dos EUA, é melhor do que o Chile no conjunto da obra…o país é bem equilibrado em quase todos os setores, coisa rara aqui na região!
    No âmbito externo o Chile sabe se comportar, é bem equilibrado, tem boas relações com todos os países. Não tenta querer resolver a questão nuclear do Irã ou ajudar ditaduras africanas (igual o Brasil de Lula), nem é um lambe *** dos EUA e Rússia e muito menos joga o seu futuro nas mãos dos chineses.
    O Chile tem o mínimo do que se espera de um governo…o governo chileno parece saber das limitações do Chile, não tentam criar a roda e nem tentam transmitir aquilo que não são…
    Eu trabalho com turismo, tenho bastante contato com gente da AL, basta conversar com um chileno para ver a diferença, é outro nível!
    Como eu disse no meu primeiro comentário, o Brasil tem que fazer a lição de casa, tem que melhorar o Brasil, somente depois, muito depois, começar a olhar para fora!
    O país parece que é governado por loucos, o país é todo torto, um populismo absurdo, é nítido que o país não tem o menor planejamento, não tem nada!
    Parece um bêbado esperando para receber um empurrão, capotar e dormir 24 horas seguidas kkkkk
    Quando o país não tem lideranças, não tem planejamento e não sabe o que deve ser feito, passa pelas vergonhas que o Brasil passou no exterior.
    Tem vexame maior do que a Relação Dilma/Obama? A mulher ficou 2 anos chorando pelos cantos por causa de “espionagem”, relação que já vinha ruim desde o Lula, dai no final de 2014 a Dilma percebe que a economia do Brasil ia afundar (e afundou mesmo) e saem correndo para os EUA, caíram no colo do Obama para pedir ajuda, queriam aprovar novos contratos o mais urgente possível, queriam estreitar laços omais rápido possível kkkkkkk o Obama deve ter pensado: Esse pessoal tem algum problema? Até ontem queriam me matar, agora querem investimentos dos EUA.
    Como o Brasil não sabe onde quer chegar, qualquer caminho é um caminho e a tomada de decisão vai ser tomada conforme a forca vai apertando.
    Enfim, tem que melhor o Brasil hoje, planejamento de 8, 24, 48 anos…depois é depois!

  46. Prezado Agnelo
    Por isso que eu me referi a uma “Unasul do bem”.
    Não teria caráter comercial, pois já existem o Mercosul e a aliança Transpacífico. E nem militar, porque já existe o Tiar.
    Seriam adotados pontos comuns em assuntos de interesse mútuo, principalmente quanto a fazer frente à influência de países de fora da região e estabelecer uma cooperação para uma infraestrutura de transportes, energia e comunicação entre os seus membros.
    Claro que para isso, qualquer capital seria muito bem vindo. Mas quem viesse, já saberia que todos nós estaríamos de olho.
    Enfim, pensar e agir como um só. Afinal, a América do Sul tem um PIB de cerca de 7 trilhões de dólares. Não é de jogar fora.
    E quando a iniciativa começasse a gerar frutos, países como o Equador e Bolívia viriam correndo pedir guarida. Quanto à Venezuela, é apenas uma questão de tempo para o caudilho ser apeado do poder.
    Abraços

  47. M. Silva 5 de Fevereiro de 2018 at 15:08
    Eu entendo o seu ponto de vista mas resta uma questão fundamental: por que razões a China iria querer “conquistar” o Brasil? Apenas pelo prazer da conquista?
    Sejamos razoáveis e vejamos a justa dimensão do Brasil para a China.
    Para começar o Brasil depende mais da China do que o contrário. Tudo o que fornecemos são matérias primas de baixo valor agregado, minérios em especial o de ferro, algum petróleo, alguma carne e soja. Tudo isso a China pode conseguir fácil, fácil de outros países, talvez pagando um pouco mais caro mas eles tem dinheiro de sobra. Imagina se a China resolver parar de importar do Brasil? Ou parar de investir? A economia brasileira entra em colapso imediato pois, enquanto a China pode se suprir de outras fontes quase que de imediato, O Brasil não vai conseguir um mercado imediato para os produtos que deixará de exportar. E ai começa o que chamei de dominação econômica.
    Para que financiar guerrilha, terrorismo ou sabotagens, gastando rios de dinheiro e correndo riscos se eu posso, do conforto de meu lar, decidir banir as importações do país e vê-lo quebrar ou para trazê-lo mais fortemente para o meu lado em uma ou outra questão?
    Agora é bom esclarecer que eu acho a China um perigo e tenho certeza que ela tem pretensões imperiais. E que vai, aos poucos, caminhando para isso e quase certamente vai conseguir um dia qualquer no futuro. Mas não será pela força de armas ou pela ideologia mas sim pelo dinheiro.
    E o Brasil, quer gostemos ou não, já é uma colônia econômica da China. Exportamos couro cru e importamos calçados sendo que o Brasil já foi um dos maiores exportadores mundias. Exportamos algodão e importamos tecidos, ou pior, roupas prontas. Exportamos minério de ferro e importamos navios, plataformas e até aço as vezes. E estes são, apenas, alguns exemplos.
    Ou seja: já somos colônia então para que o trabalho de conquista militar?
    E nada disso é culpa da China pois eles estão, apenas, buscando o que acham ser deles por direito. A culpa é nossa por deixar acontecer e aceitar.

  48. Brasileiro é povinho, so pensa em dinheiro, liberdade que nada!
    1. Desde os anos 60 com a queda do padrão ouro uma moeda forte se mantém pelo poderio economico e militar até o Rodrigo constantino já falou isso em seu blog, logo Forças Armadas fortes garante uma moeda forte.
    2. O BRICS visa tirar o padrão dolar usando outro padrão, quebrando a moeda dos americanos, todos tem forças armadas fortes menos o Brasil.
    3. Qual o papel do Brasil? ser colonia da China, Russia, comercializar com Coreia do Norte, irã etc. Por isso o secretário americano não visitou o Brasil.
    4. Por isso que se o Brasil quiser independência terá que ficar longe dos Chineses eles veem com o Dinheiro mais estão apoiando Ciro Gomes, ou seja, já tem uma estratégia para dominar a economia do Brasil, podendo até o Brasil virar a longo prazo pela consolidação das politicas de esquerda numa ditadura inspirada na China.
    5. O Brasil ganharia muito mais substituindo a China com a relação com os EUA tendo acordos bilaterais.
    Por isso que quem só pensa em dinheiro acaba indo pro gulag. vai ganhar dinheiro no curto prazo mas vai ”comprar a corda para se enforcar” no longo prazo. (hitler, e lenin), Falta de visão estratégica.

  49. Eu sinceramente acho que o Brasileiro só vai aprender quando passar fome, ou estiver em uma ditadura 2.0 como na Russia onde se for contra o governo, não saca dinheiro do banco, tem tudo seu bloqueado, não arranja emprego etc. Ai vai perceber que o comunismo não acabou.

  50. Ao invés dos EUA estarem chorando pelo leite derramado, deveriam isso sim investir pesado na América Latina de novo para não ter sua posição imperialista ameaçada. Deixaram a China dominar o mundo inundando com seus produtos, pois não existe mais um produto que não tenha algo essencial “Made in China”, agora fica com seus alertas vazios.
    Parem de chorar e comecem a se movimentar novamente para se estabelecer de novo no cenário mundial com força! Ora bolas…

  51. Marcello Magnelli 5 de Fevereiro de 2018 at 16:51:

    Por que a China invadiria o Brasil?

    Já expliquei.

    Se houver alguma tentativa de sacudir o jugo, alguma guerra civil que os atrapalhe, alguma outra potência que tente sabotar/bombardear ou tomar isto da China, transformar esta terra como base avançada estratégica estrangulando o Atlântico Sul com a África, etc, ou a China está adquirindo meios de projeção de poder militar só para aparecer ou fazer um mega- desembarque anfíbio só nas costas da Califórnia, lá dos maiores consumidores dos produtos deles?

    Por enquanto, ela está pagando pelo que leva. E se resolver tomar na força e de graça? Vai ter que ter presença ou haverá filas de voluntários doidos para trabalharem a troco de água e uma penca de bananas?

    _RR_ 5 de Fevereiro de 2018 at 15:21
    M.Silva ( 5 de Fevereiro de 2018 at 9:26 );

    “Há tempos o Oriente Médio deixa de ser o foco dos americanos. Basta observar pra onde estão deslocando suas principais forças. ”

    Para onde? Ao Brasil? Ou à manobra diversiva na Coreia, onde a coisa permanece no 0x0 desde os anos 1950?

    Mesmo com a presença maciça de bases americanas no Golfo Pérsico, Afeganistão, Arábia, etc , suprimento bilionário de material bélico a Israel e à Arábia Saudita (repassado a jihadistas na Síria e no Iraque, onde provocaram desestabilizações)?

    Onde mais os EUA estão criando e sustentando esse tipo se problema? Agora fiquei curioso.

  52. M.Silva 5 de Fevereiro de 2018 at 21:21

    Tomar na força e de graça?

    Ou seja: formar, armar e suprir um exército para invadir e ocupar, transportar este exército por meio mundo, financiar guerrilhas, sabotagens ou o que seja, enfrentar a oposição que fatalmente vai se estabelecer à ocupação e por ai vai.
    Isto que é ser de graça?
    Tá bom então. Se é assim não tem como contestar e não sei por que ainda não fizeram. Talvez sejam burros e preferem pagar para obter o que poderiam ter de graça. Estes chineses esquisitos!!!!

  53. Srs
    Corrigindo erro nos comentários das 13:40
    Algumas considerações:
    • Quando há uma entrada de capital para a implementação de um novo bem de produção como uma indústria, isto é, de fato, um investimento;
    • Quando há uma entrada de capital para a compra de um ativo já existente, que passará a gerar lucros a serem transferidos para o comprador externo, isto, na prática, é uma perda, sendo compensada apenas parcialmente pela manutenção de empregos;
    • Quando há uma entrada de capital oriunda de um outro Estado para a aquisição de ativos, isto é uma perda de soberania, caso o ativo seja parte dos bens ditos estratégicos (sistemas de energia, comunicação e outros recursos de infra-estrutura).

    Ora, os “investimentos” chineses no Brasil vem sendo feitos por empresas estatais na aquisição de empresas do setor de energia ou transporte já em operação. Ou seja, estamos apenas passando o controle de empreendimentos onde o investimento já foi realizado e os chineses apenas os estão comprando, muitas vezes depreciados. Isto não agrega ganhos na capacidade de produção do país e nem traz novos empregos.

    • A China tem interesse na América do Sul, não para confrontar o Tio Sam, mas sim porque ela tem grande volume de terras para produção agrícola, tanto que o seu foco principal é Argentina e o Brasil. Como para produzir e exportar os alimentos é preciso haver uma infra-estrutura e, também, uma boa capacidade de controle sobre o país, além de um empenho na aquisição e investimento com meios de transporte, os chineses também estão a comprar ativos do setor de energia elétrica. É claro que isto não impede que eles queiram explorar recursos minerais e ganhar um bom dinheiro com serviços. Mas isto é subsidiário, pois o objetivo é estratégico, como nos mostra a experiência que se tem com suas ações na África, onde eles mantêm seus “investimentos” mesmo quando eles se mostram não lucrativos.
    • A China está a retornar a sua posição de império, só que desta vez com amplitude global. Observem que, diferente do Tio Sam, que nunca foi um império no sentido lato do termo, a China tem uma cultura e tradição imperial. Não cabe, portanto, considerar que a ação da China será uma reprodução oriental da ação americana. A visão do mundo, a lógica e o foco de interesse são outros.
    • Hoje, a China é o maior parceiro comercial do Brasil e da Argentina e isto tende a se ampliar conforme a China adquire ativos e estabelece vínculos mais fortes com eles; e tal processo deve prosseguir até a China estabelecer uma dependência tal que, na prática, tais países se tornarão, virtualmente, colônias chinesas. Isto já está em curso.

    Isto só não acontecerá se os ditos países mudarem totalmente sua visão estratégica do mundo e adotarem uma postura independente, o que é difícil, ou o Tio Sam abandonar sua paixão pelo próprio umbigo e retornar a uma política similar a da época da guerra fria, o que também parece difícil com a crise isolacionista por que passam.

    Sds

  54. Art 5 de Fevereiro de 2018 at 17:18:

    Concordo com você. Aí, acaba o dinheiro do churrasco, das vestimentas de mano ou de periguete, da cerveja; as 60 horas de trabalho por semana não darão tempo e nem energia para assistir novelas e futebol; e o brasileiro cairá em si. Só assim para o brasileiro acordar do coma induzido pelas pândegas e pela TV. Aí, será tarde.

    Control 5 de Fevereiro de 2018 at 22:39:

    Análise perfeita! Falta só a mídia ter coragem de dizer isso para acordar o povo (o que não ocorrerá).

    Já viramos colônia deles. Só falta chegar levas de trabalhadores chineses para repovoar o Brasil, implementar a infra-estrutura naquela velocidade das empreiteiras chinesas (fazem o mesmo em Angola – os empregos ficam entre os chineses mesmos e os africanos ficam a ver navios) e colocar essa gente para trabalhar na mineração e nas fazendas; depois, trazem suas famílias como exportação de excesso populacional em levas de dezenas de milhões e acabaremos sendo estrangeiros em nossas próprias terras. Se não for provável, pelo menos será possível.

  55. Control
    leia o livro os EUA e a nova ordem mundial (debate entre olavo de carvalho e alexander dugin).
    A China faz parte do bloco Russo-Chinês são os ”velhos” comunistas que estão sempre juntos contra o ocidente. O que estamos vendo é a China se expandir militarmente e economicamente.
    E a política da guerra fria está a todo vapor a diferença é que o poderio americano está ficando defasado em relação ao Russo-Chinês. abraço

  56. M.Silva ( 5 de Fevereiro de 2018 at 21:21 );

    Coréia é apenas um detalhe naquele imenso imbróglio…

    Conter o crescente poderio chinês é fundamental para o que os americanos consideram um cenário a seu favor. Por isso o grosso e o melhor das forças americanas está nesse momento sendo alocada ao Pacífico. Isso não é novidade nenhuma, e já vem acontecendo desde a Era Bush. Também não é segredo a “ofensiva econômica” sobre os tigres asiáticos e indianos, visando ganha-los para o eixo ocidental ( cujos resultados tem sido realmente esparsos ).

    A Europa também ganha maior atenção com o deslocamento de importantes unidades ( em particular os Estados Bálticos, polacos e romenos ), incluindo forças mecanizadas. Trump, na Polônia, já deu o tom de como as coisas serão daqui por diante na Europa…

    E é justamente por saberem que terão que dividir cada vez mais os seus esforços ( e certamente preverem que seus recursos serão insuficientes para prestar uma maior assistência ao OM ) que os americanos estão entupindo seus aliados árabes com armas e abrindo linhas para os israelenses terem do bom e do melhor; isto é, para tentar prover novo equilíbrio de forças após a reorganização política que já está ocorrendo na região.

    Enfim, mesmo o cobertor americano não dá pra tudo… Aliás, a retração do poderio americano nos últimos anos é visível. A USAF será consideravelmente menor, e muito provavelmente o US Army também. Apenas a USN e o USMC manterão mais ou menos o respectivo poderio graças a reposição de meios e quadros que ocorrerá entre essa década e a próxima.

  57. A China é desde ontem a segunda economia do mundo. Mas a sua população ainda é pobre

    Há quase 200 anos, em 1816, Napoleão Bonaparte afirmou que a China não estava condenada à decadência . “Quando a China acordar, o mundo tremerá”, disse. Muitos anos depois, em 1973, o escritor francês Alain Peyrefitte recuperou a frase de Napoleão para título de um livro célebre, onde profetizava que os chineses, por serem tantos, acabariam inevitavelmente por dominar o mundo. Ora, o Império do Meio é, desde ontem, a segunda maior economia do mundo. Ultrapassou a do Japão e os profetas dividem-se sobre quanto tempo demorará a alcançar a economia americana. Alguns dizem uma década, outros duas, apesar de a economia dos Estados Unidos ser três vezes maior do que a chinesa. Nos anos 1970, a China ainda era governada por Mao Tsetung e o casamento do comunismo com o capitalismo que a tornou poderosa era algo inimaginável no auge da Guerra Fria.

  58. O Brasil nasceu um país para ser explorado pelos outros países mesmo. Podem rasgar nossa constituição e parar com as demagogias baratas. Nunca seremos um país independente e soberano de fato.

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