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Megaoperação combate tráfico de drogas na Esplanada dos Ministérios

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Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu hoje (6) pelo menos 23 pessoas acusadas de vender drogas a servidores públicos da Esplanada dos Ministérios. Entre os presos estão o secretário parlamentar Daniel Lourival Azevedo, servidor da Câmara dos Deputados, e a ex-estagiária da Procuradoria-Geral da República Marcela Galdino da Silva. A Operação Delivery acontece após um ano de investigação que apura o tráfico de drogas na região central de Brasília.

O delegado da 5ª Delegacia de Polícia Civil Rogério Henrique de Oliveira informou que há um total de 28 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão. Marcela Galdino da Silva, segundo o delegado, fornecia uma espécie de consultoria jurídica ao grupo, instruindo sobre como e em que quantia a droga deveria ser transportada para que o ato não configurasse tráfico. “Ela alertava aos membros da organização sobre os entendimentos jurisprudenciais acerca do tráfico de droga”.

O secretário parlamentar, de acordo com o delegado, é acusado de fazer uso de um dos carros empenhados na Câmara dos Deputados para transportar a droga. O parlamentar vinculado ao servidor não foi identificado pela corporação, mas não teria conhecimento do fato. “Esse carro era utilizado para aquisição da substância entorpecente. Ele mantinha contato com os traficantes e usava o carro para adquirir a substância”.

Ainda segundo o delegado, a droga fornecida pelo grupo era de alta qualidade e as pessoas que faziam uso das substâncias são de alto padrão da capital federal. A polícia já identificou entre 40 e 50 “clientes fiéis” à organização criminosa. O próximo passo da investigação é intimar todas essas pessoas para que sejam ouvidas. “Eles atuavam via telentrega. Ligavam para os membros da organização criminosa e adquiriam droga via motoboy”, explicou.

“Eles iriam receber substâncias entorpecentes para difusão ilícita no carnaval”, destacou o delegado. “É um grupo extremamente organizado”, completou, ao citar que as entregas aconteciam sempre nas imediações de ministérios e demais órgãos da Esplanada. A droga, segundo a PCDF, era proveniente da Bolívia. Os membros do grupo vão responder por tráfico e associação ao tráfico, sujeitos à pena de reclusão que pode variar de 15 a 30 anos.

FONTE: Agência Brasil

12 COMMENTS

  1. Absurdo nada. Cobra-se caro pelo delivery, não havia repressão policial nas cúpulas de poder… até agora.
    Uma nova geração de policiais que não tem medo de atacar os poderosos.

  2. Tráfico de drogas na região central de Brasília? Ah, conta outra.

    Esse Delivery devia ser caro. Mas a menos de 01 km dali, na rodoviária e redondezas, o tráfico e uso correm soltos.

  3. Tipo de operação exibicionista sem reflexo nenhum no tráfico maior, gente que compra droga dos traficantes maiores para revender para quem por falta de coragem não compra nos pontos de venda, conheço gente que vive disto, compra nas comunidades para vender nos bairros nobres e ganhar 10 a 30 reais por pino, dependendo do tamanho.
    Aqui em Salvador um pino de 10 na comunidade é vendido a 20 nos bairros nobres e um de 20 é vendido até por 50 em pontos turísticos.

  4. Dan01 7 de Fevereiro de 2018 at 14:01
    PAULO DA
    Brasilia e linda, o que mata ela(e o Brasil..) sao uns sujeitinhos que sao mandados pra la de 4 em 4 anos..
    Dan01, Brasília não pode reclamar, ela só existe por conta de ser a Capital do Brasil criada artificialmente, seria mato até hoje se não fosse por isso.

  5. Walfrido Strobel
    Sim, meu post foi mais pra ressaltar que a maior parte do lixo que esta la nao se criou la, é uma junção de más pessoas vindas de todas as partes da federação. Nenhuma cidade sozinha teria o poder pra gerar todos esses corruptos(pelo menos eu espero que nao.. rs).

  6. O problema é que em muitos lugares o consumo de drogas ocorre em locais bem visíveis (alguém aí falou em rodoviária) e fica por isso mesmo.
    Deveria haver tolerância zero.
    Não permitir consumo ou venda em lugar nenhum.
    É necessário agir em várias frentes tipo entrada no país, etc.
    Mas se não enfrentar esse consumo em festas, ar livre, etc, e enfrentamento efetivo e duro, dificulta muito o combate.

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