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EUA: chega a 100 número de combatentes mortos em ofensiva na Síria

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Deir Ezzor, na Síria

O comando militar americano no Oriente Médio estimou em pelo menos 100 o número de combatentes pró-governo sírio mortos em um ataque de represália lançado nesta quinta-feira (8).

O confronto acontece em plena escalada da tensão entre Washington e Damasco pela suspeita do uso de armas químicas por parte do governo sírio e de uma milícia aliada.

O ataque inicial foi lançado por forças leais ao presidente Bashar al-Assad em instalações de petróleo e gás essenciais na província de Deir Ezzor, controlada pelas forças curdas apoiadas por Washington.

Aviões do governo voltaram a bombardear, porém, pelo quarto dia consecutivo, o território rebelde de Guta Oriental, na periferia de Damasco, onde o balanço de mortos desde segunda-feira supera os 210, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Em Deir Ezzor, outra região atacada por forças pró-governamentais na noite de quarta-feira, havia conselheiros da coalizão, segundo o Comando Militar dos Estados Unidos (CentCom).

“A coalizão efetuou bombardeios contra as forças atacantes para repelir o ato de agressão” contra seu pessoal e contra as Forças Democráticas Sírias (FDS), com as quais colaboram, declarou uma autoridade militar do órgão, que pediu para não ser identificada.

“Estimamos que mais de 100 membros das forças pró-regime sírias morreram em confrontos com as Forças Democráticas Sírias e com as forças da coalizão”, disse a mesma fonte.

Ataque contra campo petroleiro

Segundo o OSDH, que confirmou apenas 45 mortos entre as forças pró-governo, o ataque inicial aconteceu perto de Jasham.

O diretor da ONG, Rami Abdel Rahman, disse que o objetivo do ataque parecia ser capturar um campo petrolífero-chave e uma grande planta de gás em uma zona controlada pelas FDS.

A produção prévia à guerra do campo de petróleo de Omar, um dos maiores da Síria, era de 30.000 barris diários, enquanto a do campo de gás de Conoco era de 13 milhões de metros cúbicos por dia.

A imprensa estatal síria confirmou que dezenas de pessoas morreram nos confrontos, mas parecia negar que as forças afetadas fossem soldados do governo, ao descrever as vítimas como “forças populares”.

Segundo o OSDH, as forças que lançaram o ataque contra as posições das FDS eram combatentes de tribos locais e uma milícia afegã xiita, leais a Assad.

Segundo o CentCom, este ataque aconteceu oito quilômetros ao leste da linha de demarcação estabelecida por Rússia e Estados Unidos ao longo do Eufrates, na qual as forças russas operam ao oeste, e as forças americanas, ao leste.

Reunião do Conselho de Segurança

Outra frente do conflito, a Guta Oriental, um território rebelde ao leste de Damasco, continuava intensamente bombardeado pelo governo Assad desde segunda-feira.

Apenas nesta quinta-feira, 58 civis morreram vítimas de bombas da força aérea síria, que continua com seus ataques em várias localidades desta região, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Entre eles, 21 morreram na localidade de Arbin e 19 na de Jisrin.

Em Jisrin, um homem levava a filha ferida correu para uma ambulância da Defesa Civil, enquanto uma mulher era retirada dos escombros. Não muito longe dali, os corpos de duas meninas jaziam ao chão.

Ao menos seis localidades foram atingidas por estes bombardeios. Desde a segunda-feira, 211 civis, entre eles mulheres e crianças morreram nestes bombardeios contra a Guta Oriental. Desde 2013, cerca de 400.000 pessoas vivem sitiadas nessa área, segundo o OSDH.

De acordo com testemunhas, a situação humanitária é catastrófica na região.

Em Damasco, dois civis morreram vítimas de disparos de morteiro, em uma aparente resposta dos rebeldes aos ataques do regime, segundo a agência oficial de notícias, Sana.

No plano diplomático, o Conselho de Segurança da ONU deve ter uma reunião a portas fechadas nesta quinta para abordar uma trégua humanitária de um mês reivindicada pelos representantes das agências da ONU com base em Damasco.

Mais de 13 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária para sobreviver, entre eles seis milhões de deslocados no país.

FONTE: em.com.br

39 COMMENTS

  1. Essa foto mas parece Berlim nos últimos dias do reich.Triste ver a pontos que chegou a síria,foi um laborátorioi de guerra para as duas potências, e deixou um rastro de pessoas sem pátria,sem rumo, e rejeitados pelo mundo afora.Mas guerra é guerra e como sempre muitos países ficaram só olhado não interfiram em nada poderiam pelo menos evacuar os civis,nada não fizeram nada e ai está a destruição.

  2. Mew, não to defendendo ninguem pq ninguem nesse conflito merece ser defendido, milhares de pessoas sendo morta por interesses egoistas não tem perdão.

    Agora, olhando por um lado mais racional possivel, pq bashar al assad que esta vencendo essa guerra iria se arrisca ao usar armas quimicas sabendo q ia causar do de cabeça pra ele e para seu aliado mais proximo, moscow?

    outra coisa, em uma guerra com dezenas de facções como essa pq so o governo sirios é acusado de usar armas quimicas sendo que é do conhecimento de todos q dezenas de facções roubam armas umas das outras e as usam como foi o caso do igla russo q derrubou o SU 25 russo? sera que nenhuma facção tem a capacidade de usar armas quimicas?

    de novo não estou defendendo ninguem, só uns questionamento.

  3. Alguém duvida que a ONU morreu? Se não conseguem resolver pequenos conflitos, imaginem evitar a próxima guerra mundial! As porteiras estão abertas, falta apenas o gado querer atravessar os limites…

  4. Ivan BC 9 de Fevereiro de 2018 at 17:53
    Alguém duvida que a ONU morreu? (…)
    ————————————————–
    Ivan BC, eu tenho dúvidas sobre a existência da ONU, dentro do escopo de suas atribuições. Ela nunca foi efetiva para os fins propostos.
    Sua atuação se resume a discursos sub-reptícios de apologia ao politicamente correto.

  5. O papinho de empurrar arma Química pro lado do Assad volta e meia aparece e só ataque dele e suas tropas que matam inocentes civis. Nada de novo.

  6. A ONU morreu quando foi criada, arma química é só um pretexto pra continuar a campanha, e sempre lembro do meu professor de direito penal, que perguntava: “a quem interessa o crime?”

    A quem interessou desestabilizar vários inimigos na região? A um pequeno país, que estranhamente tem um peso de influência enorme na política externa americana, certamente interessou.

    PS: se estou criticando um país, não significa que apoio os vizinhos dele, que também não são flor que se cheire, de jeito nenhum.

  7. Leonardo 9 de Fevereiro de 2018 at 20:24
    Qual era o Interesse de Israel em desestabilizar a Síria? A última guerra entre Israel e a Síria foi há mais de 40 anos, a Síria nao representa nenhum risco militar a Israel e tudo o que a guerra civil na Síria fez foi inundar a Síria com soldados iranianos da força Quds e reforçar o Hezbollah.

  8. Israel tem seus interesses, qualidades e falhas..

    Mas entre todas as sujeiras de Israel e toda a “pureza” das nações árabes eu fico com Israel de olhos fechados..

  9. Aparentemente esse ataque foi coordenado pelos iranianos e pelos sírios sozinhos, ou seja, presas fáceis pra aviação americana e o motivo deve ser econômico, Assad precisa tentar amenizar sua situação econômica e o campo da Conoco está inteiro e é lucrativo. No passado o óleo do leste sírio contava por 1/3 do PIB sírio, agora sem ele e com um exército de mercenários, fica claro o problema do Assad, mas pelo jeito ficou claro que o óleo/gás curdo é curdo e ninguém toma.

    É interessante pois esses confrontos com os curdos demonstra bem um grave problema das relações diplomáticas russas atualmente, tem pouca visão de longo prazo, diferente do comportamento diplomático mais pragmático e duradouro da União Soviética.
    O erro começou lá no começo da intervenção russa em 2015, os russos acertadamente viram que o FSA era o grande risco ao governo do Assad cair, focaram o ataque neles, especialmente os turcomanos que ameaçavam os alawitas de Latakia, e desse atrito com os turcos culminou naquele abate na fronteira.

    E aí que erraram feio pois pra retaliar os turcos passaram a apoiar militarmente os curdos, inclusive com apoio aéreo na tomada e revitalização de diversas bases aéreas no norte da Síria para serem usadas como pontos logísticos de forma a receber armas do exterior.
    Os russos já sabiam na época que os curdos eram pouco confiáveis, toleravam o Assad por conveniência mas já tinham atritado com suas forças no começo da guerra, já tinham sido aliados da FSA, havia indícios inclusive que tinham negociado óleo do leste extraído pelo Estado Islâmico e tribos locais para misturá-lo com o óleo dos curdos iraquianos, e o mais importante, tinham apoio irrestrito dos europeus e americanos, mas os russos acharam que poderiam conquistar seu apoio e usá-los para terminar a guerra rápido e fortalecer o Assad, prometendo a eles uma participação política maior em uma federação.

    Os curdos deram corda, inclusive abriram uma embaixada em Moscou ostentando um mapa do Curdistão com metade da Turquia nele, usaram o enfraquecimento da FSA e do EI para ampliar suas fronteiras e depois de dominar metade da Síria e os campos de óleo mais lucrativos no leste sírio começaram a dar sinais que mudaram de ideia nas negociações pela paz querendo uma região autônoma controlada por eles, praticamente independência, o que o Assad não aceita, e isso esfriou suas relações com os russos. Ou seja, pensaram com a cabeça quente e criaram um monstro mais bem armado, treinado e com mais recursos financeiros que as forças do Assad, provavelmente motivo pelo qual levou os russos a fazer vista grossa da intervenção turca em Manbij e agora em Afrin, como forma de cortar um pouco a força dos curdos e diluir sua força, mesmo sabendo que os turcos dificilmente vão devolver esses territórios pro Assad.

  10. ODST 9 de Fevereiro de 2018 at 23:23

    Entre uma democracia de verdade e um monte de ditaduras monarquistas eu fico com o primeiro.

  11. Claro, agora o problema na Síria é Israel kkkkk vamos para com isso!
    Até onde eu sei e sempre vi (em termos práticos), quem sempre leva porrada é Israel. Décadas atrás a Síria, a mesma Síria de Assad, juntamente com mais 6 países e a Liga Árabe atacaram Israel covardemente. Óbvio que vai ter excessos dos dois lados, mas nem de longe as ações de Israel se assemelham as dos vizinhos, basta ver os ataques covardes dos terroristas palestinos (usados como ponta de lança do mundo árabe), uma aberração!
    Nessa discussão eu sempre lembro do MAPA, basta ver o mapa e observar a vastidão de terra que pertencem aos árabes, o ódio desssa pessoas é algo tão grande que não cedem 1 metro quadrado a povos, basta ver o que fizeram com os turcos e com os iranianos após 79 (viraram em grande parte países muçulmanos na base da força, na imposição).
    Se não existisse os EUA, Israel já teria sumido do mapa e certamente os judeus…de tanta bondade e paz dos seus vizinhos APAIXONADOS POR ALÁ.
    2 milhões devárabes moram em Israel, enquanto isso na última década a perseguição a judeus no norte da África e oriente médio explodiu!
    Como eu disse anteriormente, ambos cometeram excessos, mas jamais daria 1% de razão para racistas!

  12. Joao Moita Jr 10 de Fevereiro de 2018 at 7:14
    Se formos avaliar as coisas pelo mesmo prima deste texto, João, o Brasil também não é uma democracia, e também tem algo muito parecido com um apartheid porque aqui os nativos da terra – índios ou silvícolas – têm um regime jurídico diferenciado e muito mais restrito. Um índio, por exemplo, não pode vender as suas terras; não pode fazer negócios jurídicos sob pena de eles serem anulados…

  13. Jacinto, esse ¨Diário Liberdade¨ diz que a prisão do Lula é ¨golpe¨! Imagina só as outras ¨matérias¨ dessa coisa. É só esquerdismo barato.

  14. Ivan BC 10 de Fevereiro de 2018 at 7:48
    Desculpem por algumas palavras que eu usei quando me referi aos árabes, no fundo não estou dizendo que as pessoas lá são aquilo que eu disse, porém os governos da região são aquilo que eu quis dizer. Enfim, acho que todos ali cometem erros graves…julgar apenas 1 lado não é correto.
    Abraço!

  15. Joao Moita Jr 10 de Fevereiro de 2018 at 7:14

    Senão me engano você é membro do exército americano, senão for peço desculpas..

    Mas se tem coisa de gente traidora e sem vergonha na cara é de usar a sua liberdade para defender quem é contra ela…

    E é justamente o que você faz usando como fonte estes pasquins esquerdistas..

    A sua sorte é morar em uma democracia…

    Porque se fosse o inverso difícil vc terminar o mês vivo.

  16. Israel fica anos sem perder um avião em combate e quando perde um…

    Os amantes de ditaduras ficam brabando que

    ISRAEL acabou ahahahaah

  17. Eu não sei o que é pior, essa idolatria a “democracia” como se ela fosse um regime menos ditatorial que uma ditadura ou essa insistência em colocar Israel como algo superior e invencível, esquecendo que Israel só existe hoje por paternalismo dos EUA e por incompetência árabe, problema que os árabes já não tem. É como disseram esses dias, você vai ler os comentários, começa rindo e acaba ficando irritado.

  18. João moita é que moral vc tem? Até onde já ouvi vc falar abandonou o Brasil pra ir por EUA. É querendo não o país aonde vc esta é que financia a carnificina lá! Então pode falar oque quiser de Israel, mas os muçulmanos levaram a surra de Israel no passado e agora no presente.

  19. Hélio 10 de Fevereiro de 2018 at 14:26

    Explica ai na sua visão o que pode ser melhor que uma democracia…

    Agora fiquei curioso.

  20. Estão insistindo em levar a guerra para o Oriente Médio…

    Preparando a 3ª Guerra Mundial…

    Rodrigo Martins Ferreira 13 de Fevereiro de 2018 at 19:22:

    Nossos livros de história escritos pela inteligentsia da maçonaria nos dão só dois tipos de regimes políticos:
    -ditadura ou
    -democracia.

    Detalhe: ditadura nunca foi regime político, é um estado de exceção válido e legítimo em estado de guerra ou de sítio (ocorre desde a antiguidade romana). Tirania seria o nome correto, a qual pode ocorrer até em democracias (aliás, todas elas tendem ao totalitarismo e a consequente tirania).

    O estudo clássico de regimes políticos (Aristóteles) seguia a classificação monarquia-aristocracia-democracia, que podem sofrer degenerações de acordo com a moral dos governantes, não das estruturas políticas.

    Portanto, qualquer regime será bom se os governantes forem honestos; caso contrário, a monarquia tenderá para a tirania; a aristocracia, para a oligarquia; a democracia, para a demagogia, a anarquia e, depois, para a tirania da maioria ou de quem a manipule.

    Quem estudou história em documentos de arquivos, não as “estórias” contadas pela maçonaria, descobrirá que o “ancien regime” (monarquias pré-revolução francesa), e mesmo a monarquia feudal, eram bem menos exploradoras e muito menos despóticas do que nossas democracias, mesmo a americana.

    Despótico é o nome que a maçonaria dá a regimes que não a permitem tomar o poder e governar ao seu bel-prazer usando a “vontade do povo” como escudo.

  21. É vivente alegando que Israel é um estado de apartheid (como se os árabes palestinos fossem governados por Israel) e que começou a bagunça na Síria (só faltou a “notícia” sobre isis der um código pra Mossad) e agora maçonaria.
    Só falta aparecer terraplanista.

  22. Falar em qual regime governamental seria o melhor a ser adotado é difícil porque a corrupção assola todos eles. O que se tem é tentar escolher ou apontar o menos pior, pois na política mundial sempre haverá a velha politicagem de sempre, a troca de favores, os favorecimentos, os amiguinhos do peito, aquela família tradicional do meio, o filho de alguém, etc… sendo que as políticas públicas e o povo que sustenta tudo sempre será o massacrado e abandonado nessa história. Desde os tempos medievais é assim, e vai continuar até o fim dos tempos. Na minha humilde opinião, os piores regimes são as ditaduras e as monarquias, porque não há rodízio nem a opção de troca, sendo que os detentores do poder são impostos sem o direito de escolha ou de reprovação quando não está bom. Ademais todos são ruins pois no sistema político mundial sempre haverá a corrupção que existe hoje, sendo umas mais e outras menos. Aqui a corrupção sempre existiu, mas era sustentável e equilibrada, os corruptos, seus aliados e partidos quando estavam extrapolando se freavam eles próprios, só que agora depois da institucionalizaram o Mensalão, passaram de todos os limites, perderam a estribeira e o senso do limite, por isso a a roubalheira continua descontrolada e sem limites, e como a esmagadora maioria dos políticos estão no mesmo barco, a impunidade generalizada está mantendo a farra do dinheiro público e a sangria não regride a números toleráveis como antigamente, pois roubo e desvio de dinheiro público sempre vai haver em qualquer forma de governo, basta que não seja do jeito que está, sem freio e sem limites.

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