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Israel privatiza IMI Systems, fabricante da submetralhadora Uzi

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Israel chegou a um acordo para vender a empresa estatal IMI Systems, fabricante da submetralhadora Uzi, para a companhia de defesa Elbit Systems por mais de 500 milhões de dólares, anunciou neste domingo o Ministério das Finanças.

O governo iniciou em 2013 o processo de privatização da IMI Systems, cujo nome anterior era Israel Military Industries.

A companhia é fabricante da lendária submetralhadora Uzi, do fuzil de assalto Galil e de vários veículos blindados, e treina agentes de segurança.

Segundo o acordo, a companhia Elbit, com sede em Israel, comprará a IMI por 1,8 bilhão de shekels (522 milhões de dólares) e poderia pagar ao Estado outros 100 milhões de shekels, segundo os resultados da IMI.

A instituição não informou um calendário para a finalização do acordo, que deverá ser aprovado pela Autoridade Israelense Antimonopólio.

A IMI fornece tecnologias e armamento para as Forças Armadas israelenses e estrangeiras. Israel foi o sexto exportador de defesa do mundo em 2016, segundo IHS Markit, analista no setor.

FONTE: Jornal do Brasil/AFP

40 COMMENTS

  1. Deveríamos fazer o mesmo com a Imbel…a politica atrapalha a eficiência da empresa e impede uma capitalização vital para impulsionar projetos interessantes

      • Nessa onda de estatizações a EMBRAER está inclusa? No mais estatizar para quê, para criar novos ninhos de ineficiência e corrupção? Ou você acha que as indústrias bélicas estatais russas e chinesas são eficientes e livres da corrupção?

  2. Fazem muito bem os israelenses! Empresas estatais além de ineficientes são ambientes de corrupção endêmica. Certamente sob a competente gestão da Elbit a IMI irá prosperar ainda mais.

  3. Uma empresa publica e estrategia de Israel, sendo comprada por uma empresa privada de Israel, nenhum problema e nem comparacoes com o Brasil.

    • De fato nenhuma comparação com o Brasil, onde a Mectron foi comprada por uma empreiteira que queria, em conluio com o partido no poder, repetir no mercado de defesa os mesmos esquemas que assaltavam a Petrobrás. Como previsível o resultado foi trágico para o país.

          • Acho que hoje Uzis estilo antiga hoje, só a versão civil, semi automática que atira com a culatra fechada.

            Essa uzi pro parece interessante. capacidade automática, trilho de acessórios, uma coronha que parece milhões de vezes mais confortável, que as antigas (come exceção aquelas com coronha de madeira talvez)

            Pelo que vi para tornar ela uma opção mais viável, podiam ter tirado logo a trava de segurança na empunhadura.
            Muita gente simplesmente já mete fita adesiva e ignora a existência dela. E numa submetralhadora que atira de uma culatra fechada, sinceramente, faz sentido de manter uma trava dessas?

    • A UZI é de fácil aprendizado e manuseio, pois a IDF nos seus primeiros anos eram compostas de judeus de várias partes que precisavam ser adestrados de forma homogênea.
      Seus “defeitos”:
      – funciona com o ferrolho aberto;
      – relativamente pesada, fruto do projeto;
      – pouca proteção contra corrosão, no OM não é problema, mas aqui no BR cansei de ver UZIs excessivamente enferrujadas (comum a todas as armas leves israelis).

    • Ela contratou a Leonardo que forneceu o projeto do Mangusta e o know-how para desenvolver o T-129. Sem dúvida, saiu caro isso daí.
      É igual o Brasil com o H-225M. Pagou pelo projeto e está pagando para desenvolvimentos adicionais, como disparar o Exocet. Saiu caro também
      Só o Governo estar disposto a gastar alguns bilhões de dólares que o Brasil “desenvolve” um heli de ataque. Para mim, não vale a pena, pois existem outros equipamentos mais prioritários e compensa comprar o heli de ataque de prateleira (novo ou usado, o que tiver melhor custo-benefício)

    • Não consigo entender como, em um tópico sobre a venda de uma estatal israelense, alguém vem falar de helicópteros turcos !?!?!

  4. Delfim 12 de Março de 2018 at 10:35

    Pô Delfim, você pode me esclarecer que tipo de “defeito é este de funcionar com o ferrolho aberto”?

  5. Se a imi nao mais fabrica a uzi, deveria mudar o titulo! Ou Fabricante do principal tanque de combate Merkava, Veiculo pesado blindado transporte de tropas Namera, veiculo pesado transporte tropas sobre rodas Eitan, kit sabra mkIII para m60, foguetes extra.

    Eh preciso notar que, por exemplo, existe a possibilidade agora, dos kits sabra m60, canhao de 120mm com a insercao de motores de 1000 hp, nova eletrinica, sistemas identificacao de apontamento laser, possam ser negociados em FMS para a america latina, inclusive o Brasil. Basta serem produzidos na fabrica nos EUA

  6. A possibilidade do Brasil aproveitar essa privatizacao eh imensa. A Elbit com a aquisicao da especializacao em forcas terrestres da Saymar, Soltam e agora IMI, podem oferecer completa solucao para os Cc parados ou atualizacoes, desde cascaveis, Urutus ( Saymar ) aos m60 tt e m113 (imi) incluindo a possibilidade de utilizacao de creditos FMS como fez a BAE.

    • A Uzi e a MP5 hoje em dia seguem perdendo lugar para armas com munições mais modernas ou poderosas.

      São armas para situações bem especiais.

      Os americanos praticamente descontinuaram a MP5 no USSOCOM pela MP7, Mk18 e HK416D10 como armas de canos mais curtos.

      Aqui no Brasil que não entendi terem equipados as FEs com a UMP 9x19mm.

  7. Prezado Carlos,
    Ainda que sejam de categorias ,diferentes, teem o mesmo calibre,e a MP5 se sobresai melhor em relação a Uzi nas operações especiais,pelo motivo que jà relataram acima: efeito blowback, que dà maior prcisão e estabilidade nos disparos,até com uma mão,eu se pudesse nâo trocaria uma MP5 por nenhuma sub do mundo,desculpem é pq sou muito fà da HK MP 5 e até o monento não vi nenhuma que a supere.

  8. Carlos Alberto Soares 13 de Março de 2018 at 3:56

    Sensacional! Parece uma “máquina de costura” – hahahahahaha.

    Bem aguardando o Delfim

    Obrigado e forte abraço Carlos Alberto Soares

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