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Batismo de fogo dos obuseiros M109 A5 do EB

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Três Barras (SC) – No dia 3 de abril, a 5ª Divisão de Exército (5ª DE), por intermédio de sua Artilharia Divisionária (AD/5), realizou o Tiro de Demonstração e Batismo de Fogo das Viaturas Blindadas de Combate Obuseiro Autopropulsado (VBCOAP) M109 A5 no campo de Instrução Marechal Hermes, localizado na cidade de Três Barras, em Santa Catarina.

No evento, foi apresentada a evolução histórica da Artilharia de Campanha, evidenciada pelos armamentos dispostos na linha de fogo, desde o canhão francês Schneider 75 mm até o obuseiro M109 A3. A modernização da Artilharia de Campanha foi materializada com a apresentação do sistema Gênesis e do equipamento Atlas Gun-Laying System (AGLS) para a observação dos tiros, culminando com a entrada em posição e tiros do obuseiro M109 A5.

Após os disparos, os Generais de Exército homenagearam as guarnições das VBCOAP M109 A5 compostas por militares do 15º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado, materializando a entrega dos novos obuseiros à organização militar. Também foram homenageados os quatro Generais de Exército oriundos da Arma de Artilharia que realizaram o batismo de fogo dos novos obuseiros. O evento histórico para a AD/5 e para o Exército Brasileiro foi finalizado com o canto da canção da Artilharia por todos os presentes.

Juntocom outras autoridades militares, a atividade contou com a participação do Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia, General de Exército Juarez Aparecido de Paula Cunha; do Comandante Logístico, General de Exército Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira; Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, General de Exército Mauro Cesar Lourena Cid; e Chefe do Departamento de Engenharia e Construção, General de Exército Cláudio Coscia Moura, que tiveram a oportunidade de realizar o disparo que simbolizou o “Batismo de Fogo” das novas viaturas adquiridas pelo Exército.

O tiro de demonstração marcou importante etapa no processo de modernização da Artilharia de Campanha, bem como apresentou a grande capacidade logística e operacional da 5ª Divisão de Exército, por meio da preparação e emprego das VBCOAP M109 A5 em curto espaço de tempo.

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

59 COMMENTS

  1. Puxa, que beleza, estão praticamente novos por fora, excelente compra, agora mais umas dezenas de M198 pra fechar o pacote…

        • Camarada.
          São 4 GAC AR 155, né?
          Dá por aí, dependendo da dotação Q adotarem.
          Já o L-118, depende de quais GAC serão substituídos.
          Eu ouvi Q há disponibilidade de uns 80, mas não me recordo bem.
          Realmente seria show.

          • Agnelo, são 05 GAC em 155. Cachoeira, Ijui, Um em Minas, um em SP e um no RJ. Temos 64 peças operando pois o grupo de Cachoeira do Sul é quaternário.
            Porém, provavelmente alguns deles fossem ter dotação com os M-109 que c hegam. Seriam remanejados os M-114 pra grupos hoje operando o M-101?

            Já o L-118, como duas das brigadas a serem mecanizadas ja operam ele, chuto que seria o adotado nas brigadas mecanizadas. Tem dois grupos operando com 03 baterias de 06 peças. Dai que intuo que sejam 36 ou 54 a serem adquiridos. Novo custa 1,8 milhão de dolares cada.

          • Esse de Cachoeira é o da AD/3? Aí, será AP.
            Eu pensei no 12 de SP, no 11, 21 e 14 da AD/1.
            Os da AD 3 e 5 serão AP. E tem o 16 Q será LMF.
            Realmente, pode ser Q os L118 sejam das Inf Mec.

          • Se não me engano o 16 é o de Cachoeira. Hoje pra substituir teriamos 11 grupos com M-101, 05 grupos com M-114 e 03 Grupos com M-108. os A5 plus vão para dois grupos que hoje usam o M-108.

            Ai teríamos os 60 A5, mais os M-198, mais o L118 para dar conta de 17 grupos. Supondo grupos de 12 careceríamos 204 peças, mais da metade de nossa artilharia.

            Se os M-114 forem remanejados a grupos que hoje operam o M-101 e fossem adquiridos 36 L-118 para fechar as brigadas mecanizadas, e mais entre 48 e 60 M-198, a conta fecha com substituição de todos os M-101 e apenas 05 ou 04 grupos ainda operando o M-114.

          • Atualmente o EB possui:

            – 05 GAC 155AR (com o M-114): Cachoeira do Sul, Ijui, Jundiaí, Rio de Janeiro, Pouso Alegre. Existe um estudo para serem equipados com o M-198

            – 03 GAC 155AP (com M-109A3) – São Leopoldo (vai para Brasília ser o 2 Grupo de Foguetes), Cruz Alta, Lapa.

            -02 GAC 155AP (recebendo o M-109A5 “plus” em substituição ao M-108) – Curitiba e Santa Maria.

            O GAC 105AP de Uruguaiana conta hoje com o M-108.

            Eu acredito que o M-109 A5 “simples”, que esta sendo recebido, vai substituir os M-109 A3 e os M-108 restantes, de modo que existam 05 GAC 155AP, todos equipados com o M-109 A5 (plus ou simples).

            Os GAC AP equipados com os M-109 A5 “plus” são os Grupos das Brigadas Blindadas.

            Os GAC 105AR são equipados hoje com o M-101, M-56, L-118 e Morteiro 120mm. Existem um estudo para equipar todos os GAC com L-118 e Morteiro 120mm (particularmente os GAC Leves, Selva e Paraquedista).

  2. Uma dúvida operacional…
    O acionamento destas armas é feito normalmente entrando-se em, posicionamento, preparação, tiro e movimento. Correto?
    A forma como está sendo usado, desembarcado e a distância do operador, não é usual né? Ou é?

      • Se não me falha a memória, a previsão de Mun diária em uma batalha que o inimigo preparou pouco sua posição, são 80 tiros por peça de 105.
        Disso, dá pra concluir Q é inviável substituir por outros meios.

    • Falaram a mesma coisa quando os aviões começaram à carregar bombas. Só o futuro dirá, mas no momento, a artilharia ainda não é e não tem previsão de se tornar obsoleta tão cedo.

    • ouvi falar que este papo de que a artilharia se tornaria obsoleta vem desde a época dos castelos de pedra…

      da até pra falar que a artilharia moldou a guerra desde então.

  3. Repare na imagem a expressão de força que o soldado tem que fazer ao puxar o cabo para acionar o disparo do obuseiro.
    Deveria aproveitar esse “modernização” e encomendar as empresas Equitron ou Ares ( ou as Duas), um sistema de disparo automático, mas mantendo o manual, caso haja falhas no disparo automático.
    Assim, através de um controle e ou CCP ( Computador Palmar Militar) realizar o disparo autonomamente a distância via ondas de rádio, ou presencial com acionamento elétrico via cabo “umbilical”.

    • Daí não tem graça

      Eu queria fazer manual mesmo e sentir o poder de fogo dessa criança
      Afinal só treinamento vá os usar essas armas mesmo.

  4. Faz tempo que os artilheiros andam no Tio Sam garimpando M 198, parece que agora a coisa vai andar, vem de graça, paga a revitalização e o frete, e tem gente reclama “duzamericanumalvadu”.

    g abraço

    • Esse povo foi contaminado por ideologias amantes da “saudosa” União Soviética, veem as coisas com olhos apaixonados, longe de um análise pragmática.

  5. Tudo o que é elétrico ou eletrônico vai falhar cedo ou tarde em campo de batalha. Por que gastar uma fortuna com isso ( aquisição e manutenção) pra agregar pouco e nada?

    Importante é rapidez de entrada e cadência com precisão.

    • Mas Mestre! Tem um momento quando gente não consegue mais garantir a rapidez e cadencia com essa cordinha . Como exemplo : nos obuses soviéticos (2S1 , 2S3) o disparo é efetuado por atirador(e é ele quem garante a mira 🙂 ) só com uma alavanquinha bem debaixo do braço direito sem sair do assento ou sequer mexer o corpo. Cadencia alta – 4..6 por minuto (dependia dos “municiadores de terra” e comandos de controle de fogo).E nos obuses modernos (2S19 e 2S35) já estão sendo usados meios “elétricos” de ignição elevando assim a cadencia ate um patamar impensável antes.
      Por tanto , se trata mais é da herança dos obuses de campo.
      Um grande abraço!

      • Scub a maior parte do tempo é o carregamento. O sistema de acionamento influi pouco na cadência e inclusive há um limite de cadência determinado mais pelo aquecimento do tubo do que por qualquer outro fator. Este aquecimento é o fator chave e não a demora no sistema de acionamento. Seja acionamento pelo cordel seja elétrico ambos ficam muito além da capacidade de recarregamento e de suporte de aquecimento do tubo. Cadências de 06 tiros minutos não podem ser escoradas por mais de 04 ou 05 minutos.

        Sistemas elétricos ou eletrônicos agregam pouco e so criam vulnerabilidades.

        • 4 ou 5 min? Nem precisa mais (apesar que pode , se precisar).
          Em 5 min bateria cospe 1-2 toneladas nas cabeças do inimigo , deita canhões nos garfos e se manda antes da resposta ..

          • Scub não é assim que funcionam as missões de fogo. A maior parte do fogo disparado é de fustigação ou preparação, ou seja, fogo contínuo, d elonga duração.

        • A cadência alta é para barragens de fogo. Consome muita munição e exige da peça. Raras excessões q ocorre.

          A Art é importantíssima, mas lembrem de Grosny, quando o Exército Russo deu quase 250 granadas por residência, mas perdeu 90% de seus homens na primeira leva….

          • A primeira operação de Grosny , de fato , tem pouca informação nítida e clara. Principalmente em função de bagunça geral. Uns dizem uma coisa , ja os outros – mil outras.Essa coisa de 90% so aprece nos livros ocidentais e , na maioria dos casos , sobre os blindados.E fala nada sobre as taticas de barragens , minas e soterramento controlado executado pelos jihadistas nas emboscadas.
            Grozny não é parâmetro. Nenhum alias .So serve como amostra de perigo de imbecilidade dos comandantes.
            Ja a Segunda operação deve ser estudada como exemplo de coordenação (obviamente com erros e soluções) e uso adequado dos equipamentos disponíveis. Ai sim: Vasilek, Nona , 2S1 , Grad , Tulpan , etc – tudo foi na medida. Ai pode contar numero dos projeteis disparados por metro quadrado.
            Um grande abraço!

          • ScudB, bom dia.
            Eu acredito q a primeira batalha de Grosny, independente dos erros justificáveis ou não, realmente é um ícone sobre o combate em área edificada.
            Por mais q ele sempre tenha existido e se estudado, foi lá q o despertar para essa possibilidade saltou aos olhos.
            O exército russo mandou boas tropas com um poder esmagador e foi vencido.
            Depois daquilo, creio q nenhuma força profissional investe mais em uma área edificada sem uma análise bem melhor, um trabalho de inteligência mais oportuno e sem as tropas estarem bem nas TTP que antes eram chamadas de Especiais, mas hj são comuns.
            Eu também acredito, q por ter acontecido tão perto do término da URSS, isso também influenciou no resultado.
            Essa atenção também salta aos olhos, quando vemos q a OTAN relutou imensamente em realizar um grande esforço terrestre na Bósnia.
            Um grande abraço.

  6. A artilharia é umas das mais importantes armas, por exemplo a Coreia do Norte tem Seú na mira de várias peças de artilharia. Basta o maluco da a ordem e chove obuses naquele lugar. Bem é uma analogia mas acho que cola!

    • Rafael, não teria como vir pelo preço, o CAESAR sai sete milhões de dólares a peça. Provavelmente não gastaremos isso com 60 peças de M-198.

  7. Nos temos 29 GAC na ordem de batalha do EB.
    São eles:
    1* GAC SL – M56 – Marabá, PA – 23* Bda Inf Sl
    2* GAC LV – M56 – Itú, SP – 11* Bda Inf Lv
    3* GAC AP – M108 – Santa Maria, RS – 6* Bda Inf Bld
    4* GAC LV – M101 – Juiz de Fora, MG – 4* Bda Inf Lv
    5* GAC AP – M108 – Curitiba, PR – 5* Bda C Bld
    6* GAC AR – M101 – Rio Grande, RS – 15* Bda Inf Mtz
    7* GAC AR – M101 – Olinda, PE – 10* Bda Inf Mtz
    8* GAC Pqd – M56 – Rio de Janeiro, RJ – Bda Pqd
    9* GAC AR – M101 – Nioaque, MS – 4* Bda C Mec
    10* GAC SL – M56 – Boa Vista, RR – 1* Bda Inf Sl
    11* GAC AR – M114 – Rio de Janeiro – AD 1
    12* GAC AR – M114 – Jundiaí, SP – AD 2
    13* GAC AR – M114 – Cachoeira do Sul, RS – C Art Ex
    14* GAC AR – M114 – Pouso Alegre, MG – AD 1
    15* GAC AP – M109 A3 – Lapa, PR – AD 5
    16* GAC AP – M109 A3 – São Leopoldo, RS – C Art Ex
    17* GAC AR – M101 – Natal, RN – 7* Bda Iinf Mtz
    18* GAC AR – M101 – Rondonópolis, MT – 13* Bda Inf Mtz
    19* GAC AR – M101 – Santiago, RS – 1* Bda C Mec
    20* GAC LV – M56 – Barueri, SP – 12* Bda Inf Lv
    21* GAC AR – M114 – Niterói, RJ – AD 1
    22* GAC AP – M108 – Uruguaiana, RS – 2* Bda C Mec
    25* GAC AR – M101 – Bagé, RS – 3* Bda C Mec
    26* GAC AR – L118 – Guarapuava, PR – 15* Bda Inf Mtz
    27* GAC AR – M114 – Ijuí, RS – AD3
    28* GAC AR – M101 – Criciúma, SC – 14* Bda Inf Mtz
    29* GAC AP – M109 A3 – Cruz Alta, RS – AD3
    31* GAC AR – M101 – Rio de Janeiro, RJ – 9* Bda Inf Mtz Esc
    32* GAC AR – L118 – Brasília, DF – 3* Bda Inf Mtz
    Soma-se a estes o 6* GMF.
    Disso podemos concluir que temos atualmente 6 grupos equipados com o vetusto M114. E que um desse grupos, no caso o 13* GAC passará a ser AP. Restando 5 grupos para terem seus armamentos substituídos. 10 grupos operando o obsoleto M101, que na minha opinião, é o nosso ponto critico. 05 unidades utilizam o M56 nas unidades aero moves, Paraquedista e de selva, junto com morteiros de 120 mm. 02 Grupos estão dotados com o L118 e são o que temos de mais moderno ate a chegada dos 32 M109. A5+BR. E 06 Grupos AP. Estas unidades estão recebendo os M109 A5 recém adquiridos, que posteriormente serão elevados ao padrão A5BR aqui no Brasil. E o 16* passará a utilizar o sistema astros 2020, e junto ao 6* GMF formara o forte Santa Barbara, unidade dedicada ao emprego de mísseis e foguetes. Tendo em vista a disponibilidade de M198 nos estoques dos EUA, seria interessante adquirirmos umas 180 peças para substituir todos os M114 e parte dos M101. E 72 L118 para substituir os demais M101. Com essa aquisição teríamos uma poderosa artilharia. As peças que dessem baixa e estivessem em bom estado poderiam forma uma reserva estratégica. Um grande abraço a todos e FOGO NO TERRENO!

    • Silvio o L-118 se for adquirido novo sai 1,8 milhão de dolares pra mais a unidade. Foi o que os colombianos pagaram pelos 105 mm franceses. Duvido muito que se tenha cacife para mais de 4 dezenas. Os EUA devem ter algo em torno de 500 peças do M-198 em estoque. Também duvido que repassem uma expressiva quantidade ainda mais que é quase doado.
      Eu ja me contento por remanejar os M-114 e tirar de operação todos os M-101 com aquisição de pouco mais de 100 peças entre M-198 e L-118.

      Nem é tanto uma questão operacional, é mais moral mesmo. Não cabe operar uma peça de quase 80 anos de idade.

  8. Ainda, se temos o 5º e o 3º recebendo os A5 plus, os 60 A5 que começaram chegar deverão substituir os M-114 nos 22, 27, 13, 11 e 12 GAC. Dois dos grupos que hoje ainda operam o M-114 continuariam com ele ou receberiam o M-198. Mas o M-114 é bem melhor que o M-101 e seria o caso de 04 a 06 grupos que operam o M-101 receberem o 155mm.

    Ja os L-118 fechariam nos grupos das três brigadas ainda por mecanizar: o 6º, o 31 e o 2º, com transferência dos M-56 deste ultimo para o 28 já que que brigada respectiva será leve.

    Passariamos a ter 05 grupos com L-118, 05 com M56, 10 com M-109, e os outros 09 com M-198 e M-114 ( preferência máxima quantidade do primeiro). A reserva de mais ou menos 120 peças existente mantida com M-114 ou M-101.

  9. Camaradas
    A prioridade 1 são os GAC das Bld com o A5 Plus. (As 32 Peças)
    Depois, são as AD 3 e 5 com A5. ( dão de 24 a 36 peças, dependendo se adotarão 4 ou 6 por Bia.)
    Sobra aí alguns A5. Não sei se algum 155 AR vai virar AP ou já vai um dos GAC das CMec receber. Acho o mais provável.
    Depois, acho q vão os A3 pras CMec q sobrarem.
    Os M-198 deverão substituir os M-114.
    Nao acredito q os 114 vão substituir os 101, pq são dotações diferentes.
    Acredito q alguns 101 serão substituídos por L118.
    É o q penso.
    Sds

    • Agnelo, a questão é que tem muitos M-101 pra substituir e jamais teremos condições de adquirir pra todos os grupos. O remanejo dos 155mm pra alguns deles é uma saída lógica e natural, pois a tendência mundial vai pelo 155mm, ficando o 105 somente para alguns casos especiais de brigadas leves, de selva ou montanha. Não é de bom alvitre descartar os M-114, com maior alcance e poder de fogo, ao mesmo tempo que se permanece com M-101 operando.

      E não devemos esquecer que a ideia é ter todos M-109 no futuro com a mesma modernização.

      • Se os M-101 Q não forem ser trocados por L-118, forem trocados por M-114, é um incremento grande nas Bda. Não sei como a Art gerenciaria isso, já Q todas as Bda Inf Q não forem Mec serão L. Mas, sem ser artilheiro, no 155 “vibra mais a voz da guerra” do Q no 105.

  10. Agnelo e Colombelli, parabéns pelo raciocínio com relação a distribuição das peças por GAC.
    Na minha opinião, o EB deveria elevar o poder de fogo de alguns grupos e passar do 105mm para o 155mm. Tendo em vista o limitado poder de fogo da granada de 105mm e a necessidade cada vez maior de se aprofundar os fogos no campo de batalha moderno. Essa evolução é mais do que necessária. Seria uma uma grande evolução para os GAC. Sei que passamos por tempos de sérias restrições orçamentarias e que o exército tem inúmeras prioridades. E a substituição dos M101 por M198, em parte solucionaria essa deficiência. Como bem alertou o Juarez em outro tópico, o elevado peso da peça, com seus 7154 kg vai acarretar numa futura aquisição de novas viaturas tratoras pra essas peças. Não acho que o Tio Sam vai fazer algum tipo de objeção em nos repassar um número de 180 ou + peças. O USA produziu um quantidade superior a 1600 peças. Que na sua grande maioria foram utilizadas por suas próprias forças armadas. E hoje devem ter umas 1200 peças apodrecendo no deserto. Oa nossos GAC tem como missão básica, apoiar pelo fogo as nossas BDAs e ADs. Partindo do princípio que nossas brigadas tem 03 ou 04 batalhões ou regimentos como peças de manobra. Fica evidente que a dotação de baterias de obuses por GAC deveria ser no mínimo de 03 BO por grupo. Hoje em dia, a grande maioria dos nossos GAC é do tipo 2. Ou seja, compostos de duas BO. E temos no M198 a oportunidade de incrementar e “modernizar” a nossa artilharia de campanha.

    • Concordo.
      É nesse sentido que digo que o EB precisa, e está fazendo, se transformar antes de enxugar o efetivo. Ideal será todos os Grupos com o Nr de Bia que suas Bda tem de Unidades de Manobra.
      Sds

    • Silvio, foram adquiridos os MAN 6×6 ( 60 pelo que sei) que dão conta tranquilo de rebocar e ja estão há tempos na tropa. O estoque dos EUA não é tão grande assim até porque outros paises ja foram recebendo o M-198. Aqui o Peru utiliza. Sem dúvida que o numero de baterias deve corresponder ao numero de unidades. Aliás, de peças antigas tem numero sobrando, não há motivo para grupos depauperados.

      • Ok Colombelli. Se já temos 60 MAN 6X6, a coisa fica mas fácil. Sei que temos peças antigas sobrando. Como bem colocou o Agnelo, o que falta é o EB se transformar e evoluir. Com relação aos atuais utilizadores do M198, só tinha conhecimento do Iraque. E depois da sua informação, do Peru. Por isso ache que o USA tinha um bom número na reserva.
        Grande abraço!

  11. Gabriel, os M109 plus vão para dois grupos que hoje operam o M-108. Ficaria um ainda operando que é o grupo de uruguaiana.

    Como São Leopoldo muda de material, temos então 60 A5 simples e mais 12 A3 pra distribuir, ou seja, dá pra mobiliar 06 grupos.

    Nas AD temos 06 e não 05 grupos com M114 ( eu também achava que eram 05 mas tem o 21 GAC). Como todos os M-109 se pretende elevar ao mesmo padrão no futuro, não há motivo para trocar os A-3 agora pelo A5.

    Logo, creio que onde está o A3 ele ficará e aguarda modernização. Já os A5 simples do lote de sessenta e os 12 A3 de São Leopoldo devem ir para as AD e para Uruguaiana.

    Os M-114 das AD deveria ir substituir os M-101 em grupos das brigadas.

    Com isso e uma aquisição de M-198 e L-118, se põe os M 101 em baixa e teremos base de artilharia em 155mm como é tendência.

    Teremos de AP 05 grupos com A5 simples, 02 com A5 plus, 03 com A3, 05 grupos com M-56, 2 a 5 grupos com L-118, e o restante com M-198 e/ou M-114. Esta a minha aposta.

  12. “M198 – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/M198
    O canhão M198 howitzer é um obus desenvolvido para o exército e para o Corpo de Fuzileiros dos Estados Unidos. Ele foi feito para substituir o M114. Posto no serviço ativo em 1979, com 1 600 unidades construídos, ele já participou de vários combates, como a guerra do golfo e do Iraque. O M198 está saindo de serviço . Peso‎: ‎7 154 kgAlcance efetivo‎: ‎22,4 km Fabricante‎: ‎Rock Island Arsenal”.
    Falando sério, quanto o Exército Brasileiro está defasado em matéria de artilharia rebocada!!!

    • Karl, enquanto houve grande diferença do M-114 para o M-198, não há grande diferença operacional entre o M-198 e o M-777 fora o peso deste último que é quase metade e pra efeitos de transportabilidade área por helicóptero (que não nos importa tanto).
      Logo, não estaremos, com o M-198, tão atrás do que há de melhor em AR no mundo.

  13. Caro Karl Bonfim, atualmente utilizamos os M101 e M114 com seus projetos datando o final da década de 30 e o começo dos anos 40. Temos alguns exemplares do M 114 produzidos na década de 70 pelos coreanos. O M198 teve sua produção estendida ate 1991. E ate bem pouco tempo atrás, era utilizado na linha de frente pela maior potencia militar do planeta. Não é a melhor peça de artilharia do mundo. Mas com certeza, é a peça com melhor custo beneficio para o Brasil. Se essa transação for pra frente, estaremos dando um enorme salto qualitativo. Eles estão praticamente nos doando esse material. A nós, cabe arcar com uma revitalização simples e o frete! Em todas as ocasiões, sempre teremos mas de uma forma de enxergamos os fatos. Respeito sua visão. Na minha, é uma ótima noticia pra nossa artilharia.

  14. Sobre a aquisição de mais peças do L118 “Light Gun”, já vi algumas reclamações sobre o modelo em questão:

    A munição é cara e importada, por isso os grupos realizam poucos disparos, resultando em guarnições pouco adestradas.
    O sistema de disparo é suscetível a umidade, acarretando em falhas e quebras. Até pouco tempo era preciso importar todo o mecanismo de disparo quando este quebrava.
    E por causa desses e outros fatores (como o sistema de recuo) o teste de servibilidade dele é o mais complexo e demorado de todos os obuseiros AR da força.

    Em sendo verdade, não seria o caso de adquirir o L-119 (versão com disparo por acionamento mecânico)?

    • L-119 alcance bem menor e agregaria pouco em relação ao M-101 (praticamente so o peso pouco menor).
      O L-118 efetuou mais de 14500 disparos nas Malvinas( úmida e fria)s, sem nenhuma falha, algumas peças tendo disparado mais de 490 tiros em 24 horas. A munição já é fabricada pela MB.
      Poucos tiros ja são efetuados hoje com os atuais obuseiros.

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