Home Artilharia Empresa da Indonésia fabricará, sob licença da Avibras, itens vitais do Sistema...

Empresa da Indonésia fabricará, sob licença da Avibras, itens vitais do Sistema Astros II

6160
67
Astros 2020
Astros 2020

Por Roberto Lopes
Especial para o Forças Terrestres

O programa jornalístico Liputan 6 (“Reportagem Seis”) apresentado pela emissora SCTV, da Indonésia, revelou, esta semana, que a fabricante estatal de armamentos PT Pindad obteve uma licença da companhia paulista Avibras, para fabricar dois itens vitais do Sistema Astros II de Artilharia para Saturação de Área: a munição anti-pessoal e anti-blindagem SS-80 (foguetes) e o veículo lançador de foguetes AV-LMU (Lançadora Múltipla Universal).

É a primeira vez, em mais de 40 anos, que a Avibras concede permissão desse tipo a uma empresa estrangeira (a indústria iraquiana chegou a projetar e desenvolver uma variante do Astros brasileiro, a pedido do Exército local, mas o empreendimento não foi bem sucedido).

A Pindad é uma das principais fornecedoras de equipamentos militares das Forças Armadas Nacionais da Indonésia. Ela projeta, desenvolve e constrói a maior parte dos seus produtos, e os vende não apenas aos militares, também aos segmentos de transportes e de explosivos de uso industrial.

O Exército indonésio comprou, na presente década, ao menos 36 viaturas tipo MK-6 do Sistema Astros. E hoje apresenta uma demanda anual de 3.000 foguetes, para os seus exercícios e ações em apoio à operações anti-guerrilha.

O acordo tripartite – Avibras, Pindad e Forças Armadas da Indonésia – foi alcançado durante a visita ao Brasil, na semana passada, do chefe do Estado-Maior do Exército indonésio, general Mulyono.

O documento que viabiliza a licença de produção de partes do Sistema Astros inclui, obviamente, um pacote de transferência de tecnologia da companhia brasileira para a sua congênere indonésia.

Na entrevista que concedeu à tevê de seu país, o diretor-presidente da Pindad, Abraham Mose – que acompanhou Mulyono em sua passagem pelo Brasil –, declarou que a opção pela transferência de tecnologia está criando um novo potencial para a companhia, e habilitando-a a contribuir para a independência crescente do aparato de Defesa de seu país.

Os valores envolvidos no acordo não foram divulgados.

Astros 2020
Foguetes do Astros 2020

Agenda – Na terça-feira 24 de abril o general Mulyono e comitiva foram recebidos no Quartel-General do Exército, em Brasília. No dia seguinte os visitantes puderam conhecer as instalações do Forte Santa Bárbara, sediado no município goiano de Formosa, coração do serviço de Artilharia de Foguetes da Força Terrestre brasileira.

Saudaram os visitantes estrangeiros o general de brigada Ivan Ferreira Neiva Filho, chefe do Escritório de Projetos do Exército, o general de brigada José Júlio Dias Barreto, gerente do Programa ASTROS 2020, e os comandantes das Organizações Militares que integram, atualmente, o Forte Santa Bárbara.

A recepção no Santa Bárbara teve como meta permitir que os visitantes conhecessem de perto o Programa ASTROS 2020, definido como “Programa Estratégico do Exército”, que busca prover a corporação de uma arma de dissuasão de amplo alcance.

Os militares indonésios não esconderam sua curiosidade pelo Astros 2020 e seu principal vetor, um míssil de cruzeiro com o alcance de 300 km, mas ainda não se sabe se, na próxima década, o governo brasileiro vai autorizar que o Sistema seja exportado para nações consideradas amigas do Brasil.

Durante a visita a Formosa a comitiva teve a oportunidade de verificar o desempenho dos 25 militares do Exército da Indonésia que, desde o dia 23 de abril, realizam o Estágio Internacional de Operações do Sistema ASTROS de Mísseis e Foguetes.

O estágio, que só termina no dia 18 deste mês, é conduzido pelo Centro de Instrução de Artilharia de Mísseis e Foguetes, do Forte Santa Bárbara.

O intercâmbio visa a troca de conhecimentos referentes à operação e manutenção do Sistema ASTROS, além de estreitar a ligação dos dois exércitos.

Astros 2020 lançando míssil de cruzeiro MTC-300

“Transportador” – Durante sua entrevista ao programa de tevê indonésio, Mose explicou que “o Exército precisa muito de munições para os seus exercícios”. Ele definiu a munição do Sistema Astros como “arma de defesa de médio alcance”. Depois detalhou: os foguetes a serem produzidos em seu país vão cobrir uma distância superior a 85 km, com o poder de destruir uma área de até 52 hectares.

Os foguetes serão produzidos nas instalações da Pindad em Turen, Província de Malang.

“A partir do final do ano estaremos montando os foguete em Turen [Província de Malang, onde a Pindad possui instalações industriais]”, declarou Abraham Moses, “e se este é o caminho, também tentaremos entrar para fazer o transportador”, concluiu o executivo indonésio.

67 COMMENTS

  1. Grande notícia. Isto lembra o Tucano que foi produzido sob licença na Inglaterra, em número de 160 aeronaves pela Short Brothers, incluindo os exportados para o Quênia e o Kuwait.
    Ali o Tucano ganhou o reconhecimento mundial.
    Pelo jeito o Astros segue no mesmo caminho.

  2. Duas forças européias que operam o Tucano (cada qual com sua versão): Inglaterra e França.
    Não vendemos para os EUA porque eles queriam comprar os direitos sobre a aeronave e nós não quisemos vender.
    Os suíços venderam, então…

  3. Acho questionável concentrar todos os meios do ASTROS em Formosa-GO, pelo numero de lançadores dava para criar um segundo grupo em outra região do país.

    Falta sistema antiaéreo móvel de médio alcance e altitude para dar cobertura para eles também, pois num conflito seriam alvos prioritários dos caças inimigos, como aconteceu no Iraque.

    • Caro mf
      Com o recebimento dos KC-390 o Astros poderá ser mobilizado rapidamente para qualquer canto do País. Não que com os C-130 isso não seja possível, mas não tão rápido.
      Logo, concentrado num único local, os custos de manutenção são menores.
      Abraços

    • Em caso de conflito, enquanto as conversações estiverem se acirrando, eles já terão sido transportados. Inclusive, para região do conflito, como, no mínimo, forma dissuasória.
      Sds

    • Aff me poupe cara, Suécia e França podem transferir para o Brasil, o Brasil não pode transferir pra ninguém? Mundo globalizado. Além disso não vi nada de sensível ali.

    • Caro Smoking. Creio que o “mf” foi ao ponto principal. A Embraer já licenciou vários produtos seus para serem fabricados fora do país e também fabricou outros por licenciamento aqui. A MB está com os Scorpenes sendo fabricados por licença aqui, as fragatas Niteroi foram fabricadas aqui por licenciamento, etc. São muito exemplos. Não sei os termos do negócio, mas provavelmente é bom para a Avibrás. Não é mão beijada.

    • Se for pensar assim, nenhum país iria permitir que suas armas fossem fabricadas em outros países, como os scorpenes franceses ou os fuzis de todos os tipos fabricados em diversos países com exceção dos países de origem.

    • Brasileiro é um bicho engraçado e que merece ser estudado, quer dizer então que o Brasil pode exigir transferência de tecnologia dos caças suecos e submarinos franceses, mas a Indonésia não pode exigir transferência de tecnologia de componentes do produto que exportamos para eles

    • Marcius,
      Essas submunições antiblindagem são eficientes apenas contra blindagens mais leves e veículos utilitários. Apesar de geralmente atingirem o veículo por cima (onde em tese a proteção é menor) geralmente não têm capacidade de neutralizar um carro de combate.
      O diâmetro das submunições HEDP (dupla função alto explosiva) nacionais é de 55 e 70 mm. Esse diâmetro de uma ogiva HEAT/EFP não provê grande capacidade de perfuração.

    • Submunições antiblindagens burras são dispersadas em grande quantidade e explodem por contato, sendo dotadas de uma carga “HEAT”. Penetram no que acertam e por terem que ter em grande quantidade elas têm diâmetro reduzido (pra caber muitas nos mísseis, bombas, etc.). Geralmente com diâmetro de até 70 mm.
      Já as submunições perfurantes inteligentes (guiadas ou não) são mais aptas a perfurarem a blindagem de carros de combate. Por não serem burras elas são dispersadas em menor quantidade e podem ser maiores (e mais pesadas) e mais “poderosas”. Ex: Skeet, SADARM, BAT, etc. Todas com diâmetro maior que 120 mm.

      • Bosco,
        Qual a massa de explosivos de um foguete 127 mm ? Ela é proporcional (considerando o diâmetro) à um obus 155 mm?

        • Carvalho,
          O foguete SS-30, de 127 mm, tem uma cabeça HE de 25 kg. O foguete todo pesa 68 kg. Não sei precisar quanto de material explosivo propriamente dito.
          Um obus HE de 155 mm típico (M795) pesa 46,7 kg, sendo 10,8 kg de alto explosivo.
          O obus de 155 mm parece ser mais letal, mas como o ASTROS pode lançar 32 foguetes SS-30 em alguns segundos, o estrago é grande.
          Já comparado ao obus de 105 mm pesa 16 kg com cerca de 2 kg de explosivo.
          A granada de morteiro de 120 mm é muito parecida com o obus de 105 mm. Tem massa em torno de 15 kg, sendo 2,5 kg de explosivo.
          Ou seja, um foguete SS30 só perde em letalidade pro obus de 155 mm, mas parece superior tanto ao obus de 105 mm quanto ao morteiro de 120 mm.

          • Assim não 🙂 ..
            Primeiramente. O material explosivo deste calibre (122mm +/-) podemos definir como 5-7 quilos conforme “padrão do mercado”.
            Outra. Definir a “letalidade” podemos somente(!) se comparar a sequencia de tiro e recarregamento e o EEP (na artilharia a gente não usa CEP).Dependendo do método de estabilização do projetil QQ(!!!!) MLRS burro tem índice de EEP pior ou MUUUITO pior se comparar com obus convencional ou morteiro (dentro do alcance nominal).E ainda tem oscilação de lançador e intempéries que so pioram o bem dito EEP..Estamos falando sobre centenas de metros por varias centenas de metros elípticos. Ou mias ate.Por tanto : cada pássaro no seu galho.
            Um grande abraço!
            P.S. Sobre sub-munições de anti-blindagem. Os ocidentais (capa de tântalo) oferecem a penetração de blindagem “compatível” com diâmetro do elemento (seria algo tipo Penetração=1.1 de Diâmetro).E fica acima 70mm de blindagem e que mais que suficiente para destruição da maioria dos CC ate então. Ja os russos (com SPBE) tem 0.5..-0.6 pois usam os miolos com cobertura de cobre.Mas tb é bem eficiente contra principais CC ocidentais.Sem falar dum Altay de papelão ou qq coisa do gênero (como brinquedos indianos , coreanos e etc)..
            Porem : https://agmetalminer.com/mmwp/wp-content/uploads/2011/01/Tantalum.jpg
            Ja o cobre custa 30-40 vezes (no mínimo) a menos.Sem falar sobre a oferta escassa de tântalo no mercado.

          • Scud,
            Não sei o que é “padrão de mercado”. O que sei é que a cabeça de guerra do SS-30 pesa 25 kg. Como disse, não sei precisar a quantidade de material explosivo.
            Comparando com o foguete de 122 mm russo, o 9M522, tem exatamente o mesmo peso de ogiva que o SS-30, os tais 25 kg.
            Quanto à “letalidade”, o Carvalho parece que entendeu o que eu quis dizer.
            É claro que há inúmeras variáveis que podem colocar o quesito “letalidade” mair pra cima ou mais pra baixo. Mas não foi esse o questionamento do Carvalho.
            Em relação à capacidade de penetração das submunições antiblindagem, me referi às ocidentais. Mais especificamente as americanas dotada de carga HEAT (Mk-118, BLU-97, M73, M80, M77, M85, Mk-2,M46 e M42). Estas têm capacidade de penetração divulgadas e não se faz necessário nenhum cálculo mais pormenorizado.
            As submunições russas devem seguir algum outro conceito que não tenho ciência, mas com certeza a submunição utilizada nos foguetes do sistema ASTROS não adotam.

          • Só pra deixar claro… como norma, uma carga HEAT penetra 4 a 5 x seu diâmetro. No Ocidente é assim!
            Seguindo essa linha de pensamento, uma submunição com carga HEAT de 55 mm do sistema ASTROS tem capacidade de penetrar em cerca de 200 mm (20 cm) de aço ou de material com resistência similar (RHAE).
            Só como exemplo, a submunição Mk-118 de carga HEAT utilizada nas famosas bombas cluster antitanques americanas Mk-20 Rockeye, têm 53 mm de diâmetro e capacidade de penetração de 7,5 polegadas (190 mm).
            Essa munição atinge o carro de combate por cima onde a blindagem é menor e podem neutralizar até alguns MBT de primeira e segunda gerações, mas já apresentam dificuldade em relação aos MBTs de 3ª e 4ª Gs.

          • Sim Bosco,
            Me referi unicamente à massa de explosivos do foguete e obus, desconsiderando questões como alcance e precisão.
            Obrigado

          • Quanto à carga EFP, achava que seu poder de penetração era menor se comparado à carga HEAT mas não que fosse assim tão menor. A Wiki cita que é de nó máximo 1 diâmetro (quando o material conformado for de tântalo). Informação essa que vai de encontro a alguns dados de desempenho de ogiva divulgados. Por exemplo, o TOW IIB com capacidade OTA (overfly top attack) , com ogiva EFP, é dito ter capacidade de penetração RHAE de 400 mm. O míssil tem 152 mm e portanto sua ogiva EFP não tem mais que esse diâmetro.
            O Bill 2, igualmente com capacidade OTA, ogiva EFP e 150 mm de diâmetro, é dito ter incrível penetração de… 550 mm em RHAE.
            De qualquer forma essa informação da Wiki sobre o desempenho da ogiva EFP é interessante e muda meu entendimento acerca do desempenho de sistemas como o SADARM, Bonus e Skeet (BLU-108) que adotam o conceito.

          • Amigo Bosco!
            Desculpe elo atraso na resposta (estava ocupado com “mudanças” na Síria). Enquanto isso Voce mesmo já respondeu na maioria das questões.Vou só complementar algumas copias para pessoal pesquisar caso se interessa pelo tema.
            Seus exemplos de HEAT (efeito Munroe) usados desde anos 60s devem ser considerados hoje como casos particulares e pouco aplicados para tal função de anti CC (frustração total com resultados quase nulos na Iugoslávia e Iraque). Além disso (como já estávamos discutindo num outro tema) essa relação 4..5 diâmetros contra blindagem NAO ESTA correta para casos específicos. A formula de Taylor-Lavrentiev facilmente prova isto. Em alguns casos (usando matérias específicos) pode chegar ate 10 ou mais. Como tb pode ser menor de 4 (vide M77).
            Hoje em dia para uso em MLRS de calibre médio a única saída para emprego “anti-tanque” seria uso de sub-munição a base de EFP (efeito Misnay-Shardin). E ai entra a formula que forneci no inicio : 1.1D para Tântalo (sistemas ocidentais com BLU-108) ou 0,6D para cobre (SPBE russo).
            Um grande abraço!
            P.S. Estou correndo pois o campo Yarmouk esta prestes a ser libertado e tem muita movimentação na área.

  4. Parece-me que ainda não surgiu um do porte inventivo, corajoso e empresarial de João Verdi Carvalho Leite, infelizmente. ASTROS é um projeto grande, complexo e eficiente que ainda não foi igualado em termos de poder, aqui no Brasil. Eu quero dizer, neste últimos mais de quarenta anos não houve tecnologia tão disruptiva. Uma pena. Poderíamos ter inúmeros outros sistemas de defesa tão ou mais poderosos do que o ASTROS 2020, genuinamente brasileiro. Investe-se pouco infelizmente.

    • Atualmente temos quantos veículos que lançam foguetes ou mísseis? Conversei com um sargento técnico dos astros, ele me informou que tínhamos em média de 30, e eu estranhei muito, pois se for ver em sites não oficiais, a quantidade é maior!

  5. Douglas, salvo engano meu, o EB tem 38 veículos lançadores do ASTROS. Se considerarmos os veículos remuniciadores, de comando, etc…o número é bem maior, realmente.

  6. Confesso que tenho um pé atrás com o Astros.
    Com exceção do lançador de míssel de Cruzeiro, os desdobramentos de foguetes tem sido muito raros.
    Quando se usou a tática de saturação de área pela última vez em um conflito?

  7. Não vi o contrato e não tenho detalhes, mas tenho uma duvida, será que não seria mais vantajoso se a Avibras abrisse uma filial na Indonésia? Não traria mais divisas e não estaríamos mais perto do mercado asiático?
    Apenas uma duvida,
    sucesso Avibras.

    • Ola Oseias. Acho que isso dependeria do volume produzido e da existência de demanda efetiva. Supondo um cenário em que a produção em SJC esteja no limite, portanto a empresa não teria mais como atender à todos os clientes, mas uma expansão da fábrica necessitaria de um grande investimento, talvez o melhor seja licenciar a produção (no texto diz que são apenas dois itens) para um cliente firme que terá suas necessidades atendidas, resultando em uma folga na produção em SJC que terá condições de atender ao EB e aos outros clientes, isso tudo sem investir mais capital e ainda ganhando royalties. Ficou bom para quase todo mundo. (Só o Itaú perdeu porque não pegaram dinheiro emprestado para ampliar a fábrica de SJC). Aliás, uma boa hipótese seria estimar o custo financeiro para ampliar a empresa de SJC sem a a ajuda da FINEP ou do BNDES.

  8. Essa é a nova realidade do mercado bélico mundial, ninguém mais quer comprar produto de prateleira, os contratos estarão cada vez mais atrelados à acordos de compensação industrial e fabricação local.
    Mas de qualquer forma isso mostra que os indonésios estão satisfeitos com o produto.
    Estou na expectativa da chegada das munições inteligentes do Astros 2020. Isso vai elevar o sistema à um patamar totalmente diferenciado.

    • Olá Ozzy. O peso das compras militares na balança comercial pode desequilibrar as contas se o país não for um grande exportador. Os países árabes exportadores de petróleo precisam compensar as suas exportações com expressivas importações. No caso deles, acaba sendo mesmo equipamento militar. No caso dos países industrializados, como Brasil, México, Canada, Indonésia, Argentina, Chile, etc… compras militares poderiam consumir divisas necessárias para o setor industrial adquirir bens de capital ou mesmo manter o fluxo comercial. Daí, a necessidade de offset ou nacionalização.

  9. Estive pensando, se o problema do míssil Matador ( MT-300) atacar alvos em movimento é a falta de um Radar.
    Porque não se dotar o míssil com uma cabeça de busca a laser?
    Assim o mesmo navegados até a alvo via GPS/INS e radar de levantamento de terreno, somado a um computador que faz comparações das imagens com banco de dados para correção de rota( ou seja, temos um Tomahawk ), e “enchergar” o alvo, é feito o tranking pelo laser.
    Os alvos podem ser iluminados com laser por soldados das forças de reconhecimento, drones, helicópteros, aviões etc..
    Dando assim uma capacidade de integração de armamento entre as FAAs.
    Mesma coisa que acontece com o Tomahawk.

  10. Acho que já tá na hora do pessoal da Avibrás “dar um tapa no visual” dessa viatura.
    Hoje em dia tá tudo com cara de transformer.

    • Os russos não são tolos! Sabem que não apenas os paquistaneses são confiáveis como escorpiões como também do crescente assédio norte-americano à Índia, facilitado pela saia justa de Moscou ante ao maior inimigo dos indianos, a China.

  11. Olá. Sobre o Astros 2020, é possível sua utilização como equipamento de defesa costeira? Necessitaria de um missil específico e um radar de grande capacidade?
    Abraço.

    • Apesar de sua utilização como defesa costeira (antinavio) ser questionável deve-se levar em conta que o sistema ASTROS tem grande potencial para negar a praia às forças anfíbias inimigas.

  12. Pra quem questiona a quantidade de lançadores Astros cabe alguns esclarecimentos.

    O EB possuía de início 20 lançadores distribuídos em 5 baterias distintas e em locais distintos. Posteriormente foi definido concentrar todos estes meios em Formosa por economia de custos e por ter uma área boa para lançamentos. Foi assinado um contrato para modernizar todos os Astros para o padrão Mk.6 e ao mesmo tempo a compra de 18 lançadores novos nesta versão . Por esta razão são 38 lançadores aptos a lançar tanto o missel guiado de 300km como o foguete guiado de 40km, que deverão iniciar sua produção até 2020, bem como os foguetes de 5, 35, 40, 65, 90, e 150 km já existentes, este último nunca adquirido de fato.

    Além disso cabe destacar que os fuzileiros navais possuem uma bateria de 6 lançadores MK.6 e podem a vir a se interessar pelas novas munições guiadas no futuro.

    Cabe destacar que o Astros está apto a defesa de costa contra alvos estáticos apenas, se o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul saísse do papel teríamos sensores para guiar os mísseis e foguetes guiados contra alvos em movimento no nosso mar. Ou a Avibras desenvolver um veículo dotado de apoiar as baterias com essa finalidade no futuro.

    Outro potencial é a versão antiaérea do Astros para lançar tanto mísseis de médio alcance até 40km como mísseis de longo alcance com pelo menos 200km, cujo conceito já está presente no site da empresa precisando apenas de interesse e recursos para desenvolvimento em parceria com outra empresa com mais experiência, dizem que a mesma que vai fabricar o Sea Captor para a classe Tamandaré no futuro.

    Os Smerch da Venezuela (90km) e os SLM do Chile (150km) são outros sistemas na região com a mesma finalidade mas inferiores ao Astros 2020.

  13. Na década de 1980 eu era adolescente.
    Via na TV guerra Irã-Iraque, torcendo por este último.
    Mas os iranianos eram osso duro de roer…
    Lembro de ver o Astros não lembro se na TV ou na Veja.
    Dava orgulho ver o Brasil produzir esse equipamento…
    Quanto a essa licença, sem dúvida outros países querem, outros transferem e o Brasil recebeu algumas transferências.
    Mas que é um dos poucos sistemas de alta tecnologia que temos e dá pena vê-lo produzido sob licença.
    Eles lá aprendem depois não querem mais comprar do Brasil.
    No caso dos Scorpene, quem fabrica é uma empresa da qual o naval group é sócio…
    Não entregaram os projetos para uma empresa brasileira construir. Eles estão construindo aqui.
    Quanto à versão antiaérea apontada por mf, ah alguém com dinheiro para investir nisso.
    Uma versão com 200 km de alcance…

  14. Seria interessante se fosse publicada uma matéria sobre esse tema.
    Vejam quão interessante é esse assunto.
    Os EUA é a superpotência mundial com seus aliados ocidentais.
    A Rússia é a segunda potência militar mundial, com a China se aproximando muito.
    A Índia é inimiga da China e do Paquistão.
    A Rússia é muito próxima da China, seu aliado mais poderoso.
    Por outro lado vende muitos armamentos para a Índia.
    O Paquistão é grande aliado da China, mas tem relações com os EUA.
    A Rússia vende armamentos de ponta e em grande quantidade para a Índia, uma importante potência econômica e militar.
    A Índia pede a Rússia para não vender armamentos para o Paquistão.
    Os EUA se distanciam do Paquistão, que quer comprar equipamentos russos.
    A Índia sai da parceria do FGFA.
    A Índia, apesar de também ter vários contratos com os russos (submarinos, S400?), começa a fazer importantes compras de armamentos ocidentais (Rafale, essa nova licitação…)…
    Um xadrez internacional.
    Se a Rússia se afastar da Índia é uma perda importante para eles.
    Por outro lado, a Índia também não pode depender muito do ocidente que geralmente tem equipamentos caros, nem sempre liberam armamentos de ponta e ainda podem boicotar…

  15. Transferir alguma tecnologia todos transferem, os russos transferiram muito coisa pra Índia e China. Mas tudo ninguém, e nós não faremos isso tb, são coisas pontuais, ele consomem muitos foguetes e querem produzir sob licença, ganhamos com a licença e mantemos um cliente q no futuro vai querer o Astros, 4,5, antiaéreo, o que vier.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here