Home Artilharia Chefe do EPEx conhece capacidade tecnológica e produtiva da Avibras

Chefe do EPEx conhece capacidade tecnológica e produtiva da Avibras

5568
71
Chefe do EPEx conhece capacidade tecnológica e produtiva da Avibras
Chefe do EPEx conhece capacidade tecnológica e produtiva da Avibras

No dia 12 de abril, a Avibras recebeu a visita do General-de-Brigada Ivan Ferreira Neiva Filho, Chefe do Escritório de Projetos do Exército (EPEx) e do General-de-Brigada R/1 (Reserva) José Júlio Dias Barreto, Gerente do Programa Estratégico do Exército ASTROS 2020. O objetivo foi conhecer a capacidade tecnológica e produtiva da Avibras, além de acompanhar a evolução dos contratos relacionados ao Programa ASTROS 2020.

“O que mais me impressiona na Avibras é o seu senso de compromisso. Muito mais do que entregar um produto de Defesa à sociedade Brasileira, a empresa entrega tecnologia, defesa, dissuasão, mostrando a Bandeira do Brasil ao mundo”, destacou General Neiva.

Hoje o EB tem 16 Programas Estratégicos nas mais diversas áreas. Segundo ele, existe uma gama imensa de possibilidades para a Avibras, que nascem da parceria entre indústria, academia e governo.

O General Barreto, Gerente do Programa Estratégico do Exército ASTROS 2020, disse que a cada visita na Avibras ele fica mais satisfeito e orgulhoso de ser brasileiro. “Tivemos a oportunidade de ver a evolução dos equipamentos que farão parte do túnel de jato livre e a parte de integração de todo o trabalho de desenvolvimento do Míssil Tático de Cruzeiro. Isso nos dá muita satisfação e segurança”, disse.

FONTE: Avibras

71 COMMENTS

    • Me corrijam se eu estiver errado

      Os foguetes do sistema Astros possuem submunições do tipo cluster?

      Colômbia e Peru são signatários da Convention on Cluster Munitions

      • Marcos,
        Complementando o que o Fighter disse, os foguetes que levam submunições são os de calibre de 180 mm pra cima. O foguete “padrão” de 127 mm (SS-30), só leva uma ogiva integral de 25 kg.

        • Bosco me tira uma duvida, você não acha a ogiva deste míssil um pouco “fraca”?
          Ou para o que ele se propõe esta de bom tamanho?

          • Wiliam,
            O ATACMS de ogiva integral (Block IVA) tem uma ogiva de porte próximo (500 lb), mas eu também acho que poderia ser maior tendo em vista o peso total do míssil. Algo em torno de 300 a 400 kg seria melhor.
            O “padrão” para mísseis de cruzeiro na OTAN é a ogiva de 1000 lb (450 kg).

  1. Palavras do general “dos equipamentos que farão parte do túnel de jato livre e a parte de integração de todo o trabalho de desenvolvimento do Míssil Tático de Cruzeiro. Isso nos dá muita satisfação e segurança”, disse.”

    Seria um túnel de ventos em construção na Avibrás?
    Caso afirmativo, não seria mais interessante testar novos produtos no IAE/ IEAV da FAB, que possui inúmeros túneis de vento?
    Se for afirmativo, a Avibrás está cometendo o mesmo erro de nossas FAAs, investindo verbas em equipamentos e maquinários que já existem no país.
    Tem que se dinamizar recursos e cooperar com as outras forças, para evitar duplicação de esforços e recursos, tanto humanos como financeiros.
    Na minha opinião, o desenvolvimento do MT-300 deveria ter participação da FAB/MB, gerando assim modelos Ar/Solo, Sub/ Superfície além de uma versão naval.
    Agora que já passou da hora da Avibras/ EB mostrarem os testes do míssil passou.
    Também passou da hora da Avibrás terminar o Vant Falcão, para busca de alvos, esclarecimento pós ataque etc..

    • Acho que o ponto, Foxtrot, seria a imensa demanda que já deve existir nestas instituições públicas, apoiando assim outros projetos, ou seja, a disponibilidade na agenda destes “túneis” é exígua, daí porque investir em algo próprio. São investimentos em ativos importantes, que tendem a gerar mais resultados positivos do que negativos, daí a disposição para tais investimentos. Tenho certeza que eles não iriam rasgar dinheiro a toa.

      Até mais!!! 😉

  2. Eu nunca entrei na Avibras. Parece altamente reservado. E Embora eu entrado em contacto com eles, não fui digno de uma convite para conhecer as instalações e beber um cafezinho. Mas, bem, parece que é uma lugar de bom ar, pelas fotos parece tudo limpinho… ficaria meu rastro fedorento para trás… teria que passar pano de chão…

      • Victor boa tarde.
        Do WIKIP
        O FOG-MPM é um míssil construído pela empresa brasileira Avibrás. Seu alcance é de cerca de 60 km. O peso é de cerca de 34 kg. Seu principal uso é como um míssil anti-tanque, anti-fortificação e anti-helicóptero. O FOG-MPM é guiado pela tecnologia de fibra óptica. O FOG-MPM é muito flexível, pode ser lançado de veículos terrestres (Astros II MLRS), [1] navios e helicópteros, e é imune a medidas eletrônicas. [2]

      • Os trabalhos de desenvolvimento do FOG-MPM ou MAC-MP (Fiber Optic Guided Multi Purpose Missile – Míssil Anti-Carro de Múltiplos Propósitos) foram iniciados em 1985 pela AVIBRAS e revelado em 1989. O programa foi feito com fundos da própria empresa e com todos os componentes produzidos no país. O míssil tem um comprimento de 1,50m, 180 cm de diâmetro, peso de 33kg, alcance de 10km que depois foi estendido para 20km em versões posteriores. A velocidade é de 150-200m/s e voa em uma altitude de cruzeiro de 200m. A cabeça de guerra tipo carga oca e pode penetrar 1.000mm de blindagem homogênea. Um “piloto” pode ser habilitado em 8 horas no simulador feito pela própria Avibras. Versão naval terá altitude de cruzeiro de menos de 150m e alcance de 20km. Na década de 80 a Avibras estava oferecendo o míssil a USD 10 milhões para um lote de 1.000 mísseis. Uma versão com alcance de 60km foi apresentada em julho de 2001. Os gases quentes não podem entrar em contato com a fibra ótica para evitar danificar e partir o fio. O FOG-MPM é um míssil guiado por fibra ótica bastante simples. Tem uma cabeça de busca por TV fixa e um motor foguete. Não usa GPS para guia de meio curso como os outros mísseis FOM da mesma capacidade. O míssil sofreu críticas por ter um motor foguete que lança muita fumaça e por isso tem uma assinatura visual muito grande.

        Funcionamento autoexplicativo do FOG-MPM no campo de batalha. Os alvos são um carro de combate e um helicóptero. Após o lançamento o míssil sobe até 150-200m e o operador toma o controle do míssil que voa a velocidade subsônica até o alvo que é atacado pelo alto (parte menos blindada). A 200m/s um FOG-MPM leva 25 segundos para atingir 10km. Nesse intervalo de tempo um helicóptero desloca 1km a 150km/h e um veículo desloca 300m a 40km/h. É necessário um bom sistema de vigilância, reconhecimento e aquisição de alvos para evitar disparos às cegas e melhorar o aproveitamento do potencial do sistema.

        Fonte: http://www.geocities.com/sistemasdearmas/fom08macmpm.html

    • Esse míssil teria tido um grande apelo internacional tendo em vista as operações contra-terrorismo que se instalou no mundo. Com o cancelamento do EFOGM pelos EUA e a Avibras teria nadado de braçada. Infelizmente o Brasil não perdeu a oportunidade de perder a oportunidade e hoje o Spike NLOS e o ALAM dominam o mercado de mísseis “NLOS” e com comando humano integral
      Os japoneses têm um similar (Type 96 MPMS) mas não vendem.

        • André,
          Do meus ponto de vista seria interessante contarmos com algumas unidades de lançamento com algumas dezenas de mísseis.
          Sem falar que poderia ter sido desenvolvida uma versão lançada de helicóptero.
          Seria um acréscimo e tanto aos MSS 1.2 e tendo em vista que não contamos com projéteis de artilharia ou morteiro guiados por laser, nos daria uma capacidade de ataque de precisão fora da linha de visão.

    • Sim, estão trabalhando com a MBDA em um sistema anti aéreo de médio alcance, o Astros antiaéreo (Bosco vai me crucificar)

  3. O que o EB e a Avibrás estão esperando para finalizar o desenvolvimento do FOG-MPM e iniciar sua encomenda? Na certa não deve ser uma quantia tão exorbitante de dinheiro assim para a concretização desse fato! Um armamento extremamente versátil que reafirmaria nossas forças na vanguarda da A.L.! Já passou da hora de separarem uma parcela dos fundos para sua aquisição e do MSS 1.2

      • Bosco.
        Ok. O FOG-MPM não existe. Mas dado que parte da tecnologia para um míssil como este já é de domínio da AVIBRAS não seria viável voltar a investir nele novamente tornado-o um armamento moderno ou temos algo similar onde não será necessário tal investimento?

        • Seu acho! Pra mim é um míssil que faria diferença, mas por um mistério ele não foi pra frente.
          *E ainda poderia ter uma versão lançada de helicóptero.

          • Penso exatamente a mesma coisa. Há alguns mistérios que cercam nossa indústria de armamentos que até hoje não entendo. E não estou falando de Osório e tals. Mas um exemplo do que até hoje eu não entendi o porque não foi pra frente estes 2 projetos:
            – BLINDADO CAÇA TANQUES SUCURI
            . atingia até 115 km/h, com alcance operacional de 600 quilômetros. Um 6 X 6 com um canhão de 105 mm .Como armamento secundário, metralhadoras de 12,7 e 7,62 mm.
            – VBTP CHARRUA II
            . Este poderia ser construído em 3 versões até com um canhão de 105 mm e obuseiro de 155 mm além de transporte de pessoal, ambulancia, carro comando…

            Enfim…

          • Acredito que no caso do FOG-MPM deve ter faltado tecnologia para desenvolvê-lo. Não é só colocar dinheiro. Tem que ter pessoas capacitadas para, com muito dinheiro, chegarem ao produto final.
            Vejam o caso do míssil Matador. Já tem mais de 15 anos que ele está “quase pronto”. Esse é um dos problemas da Avibrás: apresenta uma maquete como se fosse o produto e um monte de gente acredita.
            Entre “quase” e “pronto” há muita coisa para ser pensada e resolvida e, a bem da verdade, a Avibrás ainda não demonstrou ter capacidade técnica de desenvolver um míssil que funcione. Ela ainda é, apenas, uma respeitável fabricante de foguetes.

  4. Com tanta carência em nossas FAAs, um míssil como FOG-MPM.
    Com as tecnologias atuais que dominamos, o mesmo seria de grande vália para emprego em helicópteros Esquilos armados,BH,SH etc..
    Isso para não falar na CCT,s,A-29, A-1, AF-1 etc..
    Como melhoria desse sistema, recomendaria a Avibrás inclusão de uma cabeça de guerra composta de câmera multi espectral ( HD, IR, Visão noturna e diurna), uma estação de gravação de dados a bordo da plataforma lançadora para gravação automática e estudos das imagens após ataque, e recolher informação de alvos de oportunidade.
    Hoje o EB estuda a aquisição de AW-1 Cobras, caso essa abominação (prefiro que os mesmos sejam adquiridos pela MB para operação no Atlântico e ou Bahia), necessitaremos de armamentos que não sofram embargos e ou venham com o famoso “manual de uso”.
    Outro sistemas de armas da Avibrás que já deveria está em produção e uso pelas FAA,s e um sistema de foguetes de 70 mm com guiagem terminal (semelhante ao LCPK), mas que por falta de interesse das FAA,s nem chegou a ter um protótipo produzido.
    Analisando bem a fundo, estamos mais que bem servidos em sistemas de armas nacionais, o que falta e vontade política e coragem militar de apostar no que é nacional.
    As aplicações pro MPM são tão imensas que além das citadas por mim anda tem, uso nos MI-35 da FAB, Guaranis em conjunto com o MSS 1.2 ( esse ultimo só tem alcance de 5 km), vant Falcão em uma possível versão armada etc.

  5. Meu palpite é que o EB nunca bancou o projeto do FOG simplesmente porque não existia na AS nenhuma grande força blindada que justificasse o investimento.
    Agora, com a ameaça venezuelana, talvez seja o caso de avaliar o projeto com carinho.

  6. Outra sugestão seria relativa aos estabilizadores cruciformes e xformes.
    Os mesmo são demasiados grandes, deveriam receber a mesma versão retratíl das asas do MT-300.
    Abrindo-se após lançamento !
    Como a configuração do motor foguete do MPM é semelhante a do MSS-1.2 ( saídas laterais para não interferir no feixe laser, no caso do MSS 1.2 e ou não danificar a fibra no caso do MPM), quem sabe em uma provável versão MK2, não se adote uma cabeça de guiagem laser?
    Sabe-se que o Ctex/IME estão desenvolvendo o M.A.S 5.1, uma versão aero lançada do MSS 1.2, que sabe não seria interessante usar como “molde” o MPM?
    E uma parceria com a Avibrás/ SIATT seria muito proveitosa para o EB/CTEX/IME!

      • Marcos,
        A versão final, caso tivesse sido feita, teria asas/aletas dobráveis.
        E elas precisam ser grandes para manter a sustentação em baixas velocidades (150 m/s). A ligação com o lançador se dá por meio de fibra ótica… não são antenas.

  7. Parece que tão tendo muitas dúvidas acerca da configuração final do ATVM300.
    Será que esse angu também tá encaroçando????

    • Bosco, certa vez perguntei isso também e me responderam que seriam as duas versões, a que parece o exocet e esta com asas retráteis, achei estranho mas, como sou leigo, fiquei quieto. Mas tenho esta dúvida também, qual a versão final real do míssil.

      • Li em algum lugar alguém dizendo que a versão final é essa com asas retráteis e que a outra, a que parecia um exocet, era uma versão antiga.

  8. Bosco,
    Bom dia!

    Você pode nos atualizar sobre o “Matador”? Não há, fora da triologia, muita informação crível, tanto é que, faz um tempinho, li num site “especializado” que o AV-TM 300 seria a “nova” arma estratégica dos novos submarinos, que teriam “silos”….

    Estou interessado em saber se o alcance foi estendido e se ele será multi plataforma, ou seja, se não ficará adstrito ao lançador do Astros.

    Obrigado!

    • Helio,
      Até onde eu sei o alcance é o que foi divulgado mesmo, de 300 km. Isso denota um interesse em vendas ao estrangeiro já que ele é compatível com um alcance bem maior. Agora, se um dia irão desenvolver essa versão de alcance estendido eu não sei.
      Também desconheço que estejam desenvolvendo versão de lançamento por submarinos.
      Na verdade não tenho certeza se o designe definitivo do SubNuc terá lançadores verticais.
      Sinto não tê-lo ajudado muito nas suas questões.
      Um abraço.

      • O caso do MCT é pra lá de estranho, ninguem sabe o nome do missil ou quantas versões existem.
        Um missil com peso de mais de uma tonelada e ogiva de 200 kg conseguir só 300 km de alcance. Ou a ogiva é mais pesada, ou o alcance é maior ou a Avibras conseguiu uma péssima relação peso alcance. Alias, em um alvo reforçado 200 kg de ogiva não fazem nem cocegas.

      • Bosco, esse míssil nunca terá alcance maior e o Brasil nem pode fazer misseis com alcance maior que 300 Km, porque o Brasil assinou o Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis (MTCR) . Esse regime foi criado em abril de 1987 pelo Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Grã-Bretanha e os Estados Unidos. O MTCR foi criado a fim de conter a disseminação dos sistemas de armas capazes de transportar armas nucleares, especificamente os sistemas de carga mínima de 500 kg, e alcance superior à 300 km.

        • Neide,
          Creio que você está equivocada. Nenhum país signatário do MTCR pode vender ou compartilhar tecnologia a respeito de mísseis (ou equivalentes) com ogiva acima de 500 kg e alcance acima de 300 km.
          Se o Brasil desenvolver e fabricar para uso próprio não há nada que impeça que desenvolva e fabrique mísseis com carga acima de 500 kg e alcances acima de 300 km. Mesmo porque não há tratado nenhum que impeça um país desenvolver um programa espacial e obter um foguete para colocar satélites em órbita e essa tecnologia é estreitamente ligada à tecnologia de mísseis ICBMs.
          O próprio VLS brasileiro era totalmente propulsado por foguetes sólidos e portanto, facilmente “adaptado” para a função militar.
          Só não pode vender!!

  9. Li que as duas versões do MT-300 são oficiais.
    A que parece o Exocet denominada na Avibras de X-300 é a versão naval do MT-300.
    Por isso a semelhança com o míssil francês, tendo até o mesmo diâmetro.
    Essa informação explicaria o desegnie do míssil.
    E a com asas, a versão para o 2020!

  10. Bosco por que o Exército Brasileiro Indeferiu a aquisição do Charruá?
    Seria uma matéria interessante para o Blog, mas por favor, dê uma prévia aqui.

    • Negrão,
      Também não entendo o por que do Brasil não ter levado adiante o Charrua. Salvo engano ele foi o que mais perto chegou de ser produzido dentre os bons veículos de combate que a indústria bélica brasileira desenvolveu e cancelou.
      Pra mim faltou ou dinheiro ou decisão política, porque com certeza do ponto de vista bélico era uma máquina fantástica.

      • Pode ter pesado um pouco o fato do EB ter acabado do remotorizar os M-113 – aliás, pela própria Motopeças que, ao trabalhar com o M-113, viu que conseguiria desenvolver um produto superior.
        Também não sabemos qual seria o preço do Charrua.

      • Bosco, boa noite.
        Eu acredito Q projetos como o Charrua, Tamoyo/Osório, Sucuri etc chegaram no pior período de recursos para as FFAA.
        Mal dava pra manter o Q tínhamos.
        Hj, por exemplo, nossas Com estão renovadas, o Q é vital.
        Sds

      • Lembro de já ter lido que o Charrua era uma mera atualização dos M-59 americanos da Guerra da Coréia, portanto não tão inovador quanto nosso ufanismo sempre disse. Se procurarmos fotos e especificações na internet veremos que são bem parecidos.

  11. Esse FOG – MPM pode ter versões supersônicas ou o fato de ser guiado por fio impossibilita isso ?? Poderia ser colocado nesse míssil transmissão de informações via data link para que seja eliminado o fio ??

    • CRSOV,
      Pode não ser impossível combinar a fibra ótica com a velocidade supersônica, mas nunca foi feito.
      Vale salientar que misseis que utilizam o modo “man in the loop”, onde há um operador humano no circuito, responsável por designar o alvo, devem ser subsônicos e inclusive com baixa velocidade subsônica no caso de alvos com dimensões reduzidas .
      E há mísseis semelhantes com data link via radiofrequência, como por exemplo, o Spike NLOS.
      Há vantagens e desvantagens na utilização da fibra ótica e uma das vantagens é a impossibilidade de ser jameada ou sofrer ataque cibernético. Também tem a vantagem do laçador poder ficar totalmente oculto e sem linha de visão direta com o míssil. Por exemplo, o míssil guiado por fibra ótica pode ser lançado verticalmente de uma pequena clareira numa floresta cerrada. Um míssil guiado por RF pode perder o contato caso não haja uma linha de visão desimpedida entre o lançador e o míssil.

    • Parado, assim como a proposta de instalar o obus Caesar no chassis do Astros. Não perspectivas do EB para estes equipamentos por enquanto.

  12. Bosco 18 de Maio de 2018 at 11:58
    Helio,
    Até onde eu sei o alcance é o que foi divulgado mesmo, de 300 km.

    Kkkkkk ledo engano amigo Bosco, se as informações passadas pelo fabricante estiverem corretas ( Peso bruto total: 1.400 kg, velocidade máxima de 800km/h), e usando a fórmula de Torrichelli calculei um alcança máximo de mais de 3.400 km.
    Com mais algumas informações e utilizando Integrais, consigo cacular (eu e qualquer matemático) a posição exata do artefato em cada segundo de deslocamento.
    Incluindo sua posição final!
    Na minha modesta opinião, essa informação é balela para não ferir o MCTR (mesmo o tratado não proibindo a fabricação para uso interno), e não gerar uma corrida armamentista na AL.

    • Foxtrot,
      Acho 3400 muito tendo em vista o alcance divulgado de mísseis homólogos, com fração de combustível semelhante, mas sem dúvida é compatível com um míssil com 1000 km de alcance.
      Um “problema” do ATVM300 é ele ter um turbojato enquanto alguns outros mísseis de melhor rendimento têm um turbofan.

  13. Helio Eduardo 18 de Maio de 2018 at 9:47
    Você pode nos atualizar sobre o “Matador”? Não há, fora da triologia, muita informação crível, tanto é que, faz um tempinho, li num site “especializado” que o AV-TM 300 seria a “nova” arma estratégica dos novos submarinos, que teriam “silos”….

    Fora caro Helio Eduardo,que a página da Avibrás de explicativa não é nada,falam muito,muito pouco de seus produtos.

  14. Inicialmente a Avibras iria utilizar o motor da Polaris de 1000 libras e o missil parecia um exocet. Provavelmente a velocidade seria bem alta, quase supersonica, tendo em vista a relação peso/potencia, o que justificaria o alcance de só 300 km.
    Depois parece que a Avibras decidiu criar o próprio motor a partir do Polaris e o missil ganhou asas de Tomahawk. Considerando o tipo de asa e a altitude de voo minima de 200 metros, a velocidade deve ser reduzida para algo em torno de 800 km/h, pois não se deve voar rapido estando muito baixo e asas tipo Exocet são melhores em alta velocidade subsonica. Podemos supor então que a Avibras decidiu recriar o motor para diminuir a sua potencia, tornando mais compativel com um missil mais lento, mas com alcance maior em vista do menor consumo.
    Isso é compativel com a informação de que existem duas versões. Vamos supor que na versão exportação, em que o limite é de 300 km, a Avibras aproveitou todo o peso do missil então para caprichar na velocidade.
    Já na versão do EB, em que não existe limite de alcance legalmente falando, a Avibras criou algo mais proximo dos misseis de cruzeiro padrão ocidental, com velocodade menor e alcance de pelo menos 1000 km.
    Alias, até onde sei, a Avibras já vendia o número mágico de 300 km desde que eles tentavam arrumar um financiador para o projeto. Então o numero fazia todo sentido para evitar problemas legais em vista de possivel financiamento estrangeiro. Mas era só um numero arbitrariamente determinado e não decorrente de limitações tecnicas da empresa. Quando o proprio EB decidiu adotar o projeto, era um numero que já não mais fazia sentido para o projeto principal.

  15. Nossa uma sala cheia de protótipos, quiça mais maquetes que protótipos, mesmo assim coisa rara por aqui.
    Infelizmente enquanto o paradoxo do contingenciamento de verbas não for definitivamente exposto, será o que teremos.
    Pois não adianta pretender fazer, qndo não há tecnologia e nem expertise, além de dinheiro, que sustente o esforço; não adiante somente teremos mais salas iguais a esta.
    Podem estar atulhadas até o teto, mas serão completamente vazias de capacidade.
    Melhor ou o EB e as demais forças se voltarem pra sí próprias ou procurarem fora da caixinha, pois não será em Avibrás, Siatt ou ESD, que irão encontrar o que precisam.
    Isso já foi demonstrado e na prática.

  16. Cada asas é para um tipo específico de alvo a ser atacado.

    O Sistema de artilharia Astros 2020 tem a finalidade de ataque/defesa tanto em combate sobre a terra (daí a necessidade de asas de planeio, que dão mais manobrabilidade nos voos sobre relevos acidentados), quanto sobre o mar (daí a necessidade de asas tipo sea skimming, que dão melhor razão de voo a baixa altura sobre o mar – que não tem obstáculos naturais que dificultam seu voo, ou a detecção das defesas inimigas, ou seja, quanto mais rente a água puder voar, melhor e neste quesito, as asas tipo Sea Skimming são mais indicadas).

    Essa ideia de desenvolver o mesmo míssil, com asas diferentes para ambientes de combates diferentes, se faz necessária por conta da missão de artilharia do EB. Ou seja, um único sistema de artilharia poderá usar dois mísseis que possuem muito em comum. Padronizando meios e dando mais eficiência produtiva/industrialização.

    Isto beneficiará tanto a FAB, quanto a MB, quando e se quiserem operar mísseis de cruzeiro nos seus aviões e/ou navios. Facilitando a integração e utilização destes mísseis, de acordo com as plataformas de lançamento específicas de cada força e os alvos que desejam alvejar (se sobre o mar, ou terra).

    Com relação a motorização, a ideia é gerar a maior autonomia possível no desenvolvimento dos seus próprios meios, ou seja, verticalizar a produção, diminuindo a dependência de terceiros e eliminar o fator lucratividade destes. Sem contar a possibilidade de uso desses motores, em outros equipamentos, como VANTs.

  17. No nosso caso, com as limitações de orçamento e caraencias em todas as armas é muito recomendável que esse missil de cruzeiro seja acondicionado em container com integração da guiagem de forma a colocar o sistema em qualquer meio naval, ou terrestre. Não podemos nos dar ao luxo de que cada arma tenha seus programas independentes. A prioridade dos investimentos deve ser nessa linha de ação.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here