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Eurosatory 2018: blindado Jaguar EBMR 6×6 é apresentado a jornalistas

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Jaguar EBMR 6x6
Jaguar EBMR 6×6

Durante a viagem de imprensa para o Eurosatory 2018, a indústria de defesa francesa revelou o protótipo do blindado Jaguar 6×6 da Jaguar, um novo desenvolvimento de um veículo blindado de reconhecimento e combate 6×6 para o Exército Francês no âmbito do programa EBMR Scorpion (Engin Blindé Multi-Rôles – Armoured Multi-roles Vehicles).

O programa Scorpion foi lançado para completar a substituição ou renovação de todos os veículos de combate da linha de frente do exército ao mesmo tempo e a ligação destes com um sistema novo e unificado de comunicações e gerenciamento de campo de batalha (BMS).

O projeto do Scorpion Program foi iniciado pelo Exército Francês e pela Direção Geral de Estado (DGA) em 2000, com um longo período de testes que durou quase 15 anos. No total, mais de € 200 milhões (US$ 224 milhões) foram gastos na condução de estudos e análise da experiência operacional das tecnologias precursoras em rede encontradas no sistema soldado FELIN e nas arquiteturas eletrônicas do veículo de combate de infantaria 8×8 da Véhicule Blindé de Combat d’Infanterie (VBCI).

O blindado Jaguar EBRC 6×6 é uma parte do programa Scorpion para substituir o AMX10RC, o ERC-90 Sagaie e o VAB Hot em serviço com o Exército Francês. O programa EBMR inclui a entrega de 248 Jaguar EBRC ao Exército Francês, que poderá ser iniciado em 2020. Um total de 110 veículos deverá ser entregue até 2025.

O Jaguar EBRC será equipado com uma torre de dois homens 40 CTAS armada com um canhão CTC de 40 mm com Sistema de Manipulação de Munição (AHS). O canhão de 40 mm terá um alcance máximo de 1.500 m. Cada lado da torre será equipado com o míssil MMP (Missile Moyenne Portée – Míssil de Alcance Médio) projetado pela empresa francesa MBDA. O míssil MMP é um míssil “fire-and-forget” com “lock-on” antes do lançamento e auto-orientação automática, com um alcance máximo de 4.000m.

O Jaguar EBRC tem uma tripulação de três, incluindo piloto, comandante e artilheiro. Ele tem uma blindagem STANAG 4569 Nível 4 que fornece proteção contra fogo de armas de pequeno porte 14.5mmx114 AP, estilhaços de projéteis de artilharia de 155 milímetros a 30m e proteção contra explosões de 10 kg TNT sob as rodas.

FONTE: Army Recognition

67 COMMENTS

  1. Que doideira, parece um transformes. Por fotos o Jaguar EBMR 6×6 parece ser mais comprido que o Guarani, e rodas mais alta , aro maior

  2. D pra imaginar um Guarani 6×6 com a torreTorc 30 com lançador do MSS1.2 e a Remax integrados junto a um radar Saber M-60 ou Sentir M-20(não sei se está certo o nome,rs).
    Acredito que ficaria bacana e bem funcional. Agora no campo dos sonhos,rs, coloca uma torre desta ae no Guarani que tá bão demais uai sô. Eita trem bão!!!

  3. Um blindado 6X6 ? Ainda mais na França ? ESTO NOM ECZISTE ! rsrsrs. E eu que pensava que os 6X6 tinham sido extintos segundo os analistas de plantão da FORTE… Mas sejamos justos, os blindados franceses sempre primam pela feiura.

  4. Jorene, a França tem tradição nos veículos 6X6, o problema é que a França não dita a moda em termos de blindados, os 8X8 são a preferência mundial atualmente, o mercado quer 8X8, é questão mercadológica, mas claro que dá pra fazer uma 6X6 bom, temos o Guarani que é muuuuito bom, se tivermos a versão dele 8X8 será melhor ainda.

    • O 8×8 deve ser mais resiliente a danos, marginalmente. Mas também tem mais peças para quebrar. Algo como a diferença entre caça monomotor e bimotor.

  5. Se fosse pro exercito brasileiro: “ai, blindado de verdade é 8×8, isso é um lixo”, “não dura uma semana no Líbano”, “eu quero um Super AV”, etc.

  6. Epa! O MMP é um míssil guiado por fibra ótica e pode operar no modo LOAL.
    E o canhão de 40 mm deve ter alcance maior que esses 1500 metros.

  7. Quase o dobro do peso de Guarani (mais de 8t por eixo) , altura do solo compatível com “jeeps de taco” , abre as pernas sob peso próprio sem carregamento e combustível (https://hips.hearstapps.com/hmg-prod.s3.amazonaws.com/images/1526562498-2-1526578648.jpg?crop=1xw:1xh;center,top&resize=5625:*), sem metralhadora coaxial e com remota beeeem estranha..Sei la.
    Parece um brinquedo para os sheiks árabes(para tentar enfrentar os houtis).
    Um grande abraço!

  8. Caro leitores, tenho uma dúvida. Porque tanto parafuso nestas rodas? Friso que sou totalmente leigo, então peço um desconto, rsrsrsrs.

  9. Rapaz, é míssil, canhão, e metralhadora em um só veículo! Isso ai em grande escala deve fazer um estrago danado!

  10. Um exercito que escolheu um blindado sobre rodas para substituir os VBCI sobre lagartas que acompanham os tanques não pode ser creditado com credibilidade sobre a questão se um 6×6 é melhor que um 8×8.

    • Se,somente se, a indireta é para o EB, o mesmo ainda não teve VBCI mas parece estar nos planos futuros(conforme já mencionado por foristas em comentários oportunos) e o Guarani não é para substituir VBCI que nem temos e sim o transporte dos soldados hoje feito em caminhões entre outras funções,mas não foi idealizado como uma VBCI.
      Modo irônico on;
      A França deve estar jogando dinheiro fora por isso bancou um projeto desse que deve ser tão “ruim” como os antecessores.rs

      • GengisDu, a indireta foi para o exercito francês que colocou o VBCi um blindado sobre rodas nas brigadas blindados no lugar de blindados de lagartas mais aptos a acompanhar tanques ai falei que um exercito desse não tem credibilidade na questão 6×6 vs 8×8, mas mesmo assim esse blindado Scorpion é um de reconhecimento e não um VBTP como o Guarani .

        Se pegarem o exercito Francês eles substituiram seus VBCI de lagarta pelo VBCI(en.m.wikipedia.org/wiki/Véhicule_blindé_de_combat_d%27infanterie) 8×8 e os seus VBTP, os VAB 4×4 vao ser substituidos por um MIV( mobile infantry vehicle), o Griffon 6×6, ou seja o exercito francês vai totalmente na contramão dos seus aliados da Otan.

        • Mas eles devem ter um motivo técnico pra isso Augusto, são uma força militar experiente e tal, devem ter feito estudos que os levaram a este caminho penso eu .

  11. Agora não duvido que esse blindado seja ruim na sua função que é reconhecimento e proteção mas devermos lembrar que nas funcoes de VBCI e VBTP a Franca escolheu um 8×8.

  12. Deviam chamá-lo de Frankestein, um 3 em 1 esquisito pacas. Mas como está há tempos em testes, deve ter sido aprovado em combate. mas que é esquisito é. Mas, como dirá alguns, para ganhar batalhas não precisa ser bonito, não é mesmo?

  13. Três operações recentes dos Franceses: Barkhane, Sangaris e Serval…
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    Eles devem ter bastante experiência de combate, para saber o que precisam e o que não precisam.

    • É so que eles não so operam na Africa onde é no maximo do maximo uma guerra assimetrica de media intensidade, tem compromissos da Otan na Europa e OM onde é de alta intensidade.

        • Depende, Bardini…

          Os franceses, em caso de um conflito convencional, certamente preveem operar somente em conjunto com forças da OTAN. E se for o caso, fica lógico supor que seus meios somente operarão como parte de uma força combinada, em caso de se fazer necessário participar de operações de choque ( por exemplo, uma companhia de CC operando junto a um regimento blindado americano ou britânico ). Por tanto, penso que podem meio que “negligenciar” as lagartas…

          Mas o Brasil não tem esse “privilégio”… E existirão ocasiões onde as forças blindadas haverão de operar somente onde lagartas operarão. Por tanto, para nós, haverá necessidade de unidades onde lagarta deverá opera com lagarta ( CC + IFV ).

          • O VBCI foi projetado para substituir o AMX-10P.
            O VBCI tem por baixo, umas 10t a mais de peso. Tem blindagem no estado da arte. Proteção contra IEDs. Recheio eletrônico no estado da arte. Foi é continuará sendo mais barato que projetar, construir e manter do que um VBCI sobre Lagarta.
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            Além disso, é um veículo que agrega muito em termos de mobilidade estratégia.
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            Em questão de OTAN, é justamento o contrário do que você falou. Hoje, os franceses atuam no Battlegroup liderado por UK. O MBT do grupo é o Challenger 2.
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            No tocante ao programa Scorpion, eles vão modernizar 218 Leclerc. Só vai ter o suficiente para cobrir as necessidades deles.

          • Sobre Brasil… Aí é outra história.
            Por mim, seriam três famílias:
            1) Uma família 4×4, de múltiplo emprego, para ser adquirido aos milhares.
            2) A atual família Guarani, em todas as versões 6×6 e o 8×8 armado com canhão de 120mm. Isso modernizaria a Infantaria Mecanizada.
            3) Uma família de blindados sobre lagarta, compartilhando a mesma plataforma. Isso incluiria visando substituir tudo o que está sobre lagarta, dos Leopard 1A5BR, M113BR, M109A5 até os veículos de engenharia.

          • Bardini,

            Havia um destacamento de ‘Leclerc’ anexo ao Battlegroup da OTAN na Estônia até o ano passado ( desconheço o atual status )… Isso mostra que os franceses realmente atuarão como parte de uma força combinada.

            E como já disse, podem se dar ao luxo de dispensar VBTP sobre lagartas e IFV, já que seus aliados ( principalmente alemães, poloneses, britânicos e americanos ) os terão em suas forças de choque.

            Concordo que se ganha em mobilidade estratégica, mas pode se perder taticamente, se considerarmos que a VBCI pode não ter “pernas” para acompanhar o CC em qualquer terreno; muito embora penso ser difícil que não se encontre terreno favorável para operar na maior parte das vezes…

            Uma família única de veículos sobre lagartas para substituir as atuais VBTP e CC seria algo que considero difícil de conciliar… Ou geraria um CC “raquítico” ou um IFV monstruoso e caro… Pra mim, CC é CC, e IFV é IFV…

  14. Não sei a essa neura que vocês tem com equipamentos “avantajados”…não conseguiram entender AINDA que o futuro está na rápida industrialização, baixa manutenção, pequenas fabricas, pouca utilização de insumos e…o mais importante….o conceito de “enxame” com “DataLink IA” sofisticado em que o capital mais importante seja otimizado…OS PILOTOS!
    Aeronave/veículos/barcos/submarinos com piloto/tripulação mais 3 conjunto de Aeronave/veículos/barcos/submarinos sem piloto. ESSE é o futuro…juntamente com uma infantaria de super soldados com super equipamentos inteligentes e transportáveis na mochila.
    O conceito é esse,,, e só esta esbarrando no poder de fogo/destruição das munições que ainda são muito pesadas para Drone (sem piloto) que não podem (não devem) serem reabastecidos no ar.

    • Ia falar isso, mas acho que é o custo$$.
      Ele deve ser mais barato que um VBCI com uma torre de 40mm.
      Pra quem resolveu substituir os blindados que acompanham os tanques por semelhantes com rodas provavelmente por causa do custo não deve ser diferente nesse caso.

    • Bardini,

      Aí podemos começar por custo…

      Uma VBCI custa, por baixo, 3 milhões de Euros. Já o ‘Jaguar’, este teve como exigência não custar mais que 1 milhão…

      Mesmo que se considere a padronização como medida de redução de gastos, certamente esta não fica acima do custo em relação ao 8×8.

      O ‘Jaguar´também conta com peças de mercado ( até onde sei, ele é montado sobre um chassi de caminhão civil 6×6 ‘todo-terreno’, e também conta com motorização de mercado ). É também, e isso é claro, uma tacada comercial… E o mesmo vale para o ‘Griffon’, que tem ampla comunalidade com o Jaguar.

      Os franceses também podem estar pensando em implementar uma doutrina algo diferente ( ou evolução de conceitos ) para reconhecimento.

      Primeiro, fica claro o esforço em desenvolver um veículo que cuja prioridade é evitar ao máximo possível se expor. Há um claro esforço para deixar o perfil o mais baixo o possível, aparentemente ignorando o conceito por agora vigente de máxima altura possível em relação solo.

      E também… Até então, é parte das atribuições de uma força de reconhecimento emular o fogo de uma força blindada, de modo a excitar a força adversária e fazer com que ela revele seus meios de melhor perfomance; coisa que se faz a canhonaços mesmo. E daí que, pelo menos pra mim, tudo indica que esse veículo não fará isso, se observarmos o armamento que tem ( canhão 40mm e mísseis ), focando quase que unicamente em seus sensores avançados de detecção e acompanhamento…

  15. RR,
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    Essa era a situação.
    http://www.janes.com/images/assets/463/73463/g1701873.jpg
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    Penso que o VBCI é um blindado muito mais capaz que o AMX-10P. Não compreendo onde que os franceses estão perdendo em poder de choque. Pra mim, só estão ganhando em relação ao que tinham. E ganhando muito em termos de blindagem moderna e proteção IED.
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    Será que os Leclerc Scorpion, com suas 57t, terão tanta mobilidade assim, que deixaram os VBCI pra trás?
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    Pra mim, raquítico é o mix Leopard 1A5BR e M113BR que temos.
    Mas é aquela: É barato, é o que tem pra hoje, melhor que nada, e etc, etc, etc.
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    Você diz que um VBCI talvez não possa acompanhar um Leclerc por falta de mobilidade, mas veja que hoje, nossas latinhas, os M113BR, não acompanham os Leopard 1A5BR. Eles tem de ficar lá atrás, bem lá atrás dos Leopards, que também não são grandes coisas, pois carregam toneladas de uma blindagem ultrapassada.
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    Blindagem moderna e proteção contra IEDs. Não temos isso sobre nossas lagartas, nem em sonho… O AMX-10P também não tinha. Pelo menos os franceses vão contar com algo moderno.
    Nós? Contamos vantagem pq pagamos barato em um blindado ultrapassado.

    • Bardini,

      Rodas sempre tendem a ficar para trás em terreno acidentado. Por isso que em forças blindadas, normalmente lagartas acompanham lagartas.

      Por mais que se esforçe, não há como uma viatura 8×8 equiparar a proteção e a mobilidade em qualquer terreno que se pode dispor em tipos sobre lagartas. ‘Warrior’, ‘Bradley’, e outros novos como ‘Puma’ e ‘Ajax’, e mais tantos, provam o conceito; e francamente não vejo comparativos que podem ser feitos da VBCI para com esses…

      Ter uma combinação de rodas e lagartas até faz sentido com relação a forças mecanizadas, visto o espectro de missões desse tipo de unidade ( que tenderá a estar em terreno favorável ), onde entendo que um carro de combate, se houver, visará apenas dar mais poder de fogo quando necessário; e não há aqui muito sentido mesmo em tipos como o M-113.

      De fato, somente os franceses estão implementando esse ‘mix’ que converterá suas tropas couraçadas em forças que, na prática, serão unicamente mecanizadas… É até compreensível essa disposição dos franceses, se imaginarmos que os mesmos preveem lutar a maior parte do tempo em ambientes urbanos e conflitos assimétricos, de média e baixa intensidades, como tem sido a tônica por esses dias. Mas num ambiente convencional, não penso ser a melhor combinação para combates que envolverão o choque contra defesas brutas e bem estruturadas… Por isso, aliás, que me inclino a pensar que não preveem mais lutar sozinhos em conflitos convencionais, e sim sempre como parte de uma coalizão, legando o grosso das couraças e lagartas a outros cujas necessidades são visivelmente maiores…

      Há uma diferença entre ter algo moderno e algo que lhe serve. O ‘Leopard 1’ pode ser ultrapassado, assim como o M-113. Mas no que tange a mobilidade em qualquer terreno, entendo que ainda superam qualquer combinação lagarta + rodas, sendo fundamentais para ao menos manter uma doutrina coesa.

      Não digo nada do Leopard 1, cujo potencial evolutivo chegou claramente a um limite. Mas com relação ao M-113, ainda existem possibilidades. Trabalhos como o novo AFV de Singapura estão aí pra mostrar o que é possível obter de um chassi antigo…

      Também não há comparativo cabível, no que tange a “tríade” mobilidade/poder de fogo/proteção, entre um carro de combate pensado para tal e uma adaptação de um IFV ou equivalente.

      • Acho que você está focado em enxergar a metade vazia do copo, no tocante ao conceito francês.
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        Contra os Russos, não importa se estamos falando da blindagem de um IFV sobre lagarta ou se é um IFV sobre roda. Mesmo ambos tendo níveis semelhantes de proteção, seriam meros táxi de batalha contra a avalanche Russa.
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        Um veículo sobre lagarta pode até ter melhor mobilidade tática. Mas não tem melhor mobilidade estratégica.
        Os franceses com o VBCI podem até ter menos mobilidade tática do que quando tinham com o AMX-10P (eu discordo), mas esse não é o ponto. O ponto é que eles ganharam e ganharam muito, em termos de mobilidade estratégica, blindagem e proteção contra IEDs.
        Veja o papel da mobilidade estratégica do VBCI no Mali.
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        Aliás, a operação Serval servil para os britânicos voltarem a bater na tecla da necessidade de introduzir o conceito de “medium-weight brigade”, e construir as suas Strike Brigade, visando operações expedicionárias. Para isso, eles querem ter tanto roda quanto lagarta, com a introdução da família do AJAX e com os novos 8×8 que vão comprar no programa “Mechanized Infantry Vehicle”.
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        Se você olhar para o caso dos italianos, você vai ver o conceito “medium-weight brigade” sendo aplicado por muito tempo, onde hoje eles operam Freccia e Centauro. Eles tem a necessidade da mobilidade estratégica, para movimentar suas forças ao longo do litoral e combater um desembarque. Só que os italianos ainda vão manter no futuro, ao menos duas “Heavy Brigades”, sobre lagarta.
        Essa é a abordagem que mais se encaixa na nossas necessidades, na minha opinião.
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        Pra mim, os franceses evoluíram o conceito de “medium-weight brigade”. O MBT passa a ser um simples multiplicador de força para a infantaria, sendo adicionado a formação quando é necessário maior poder de choque.
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        “Há uma diferença entre ter algo moderno e algo que lhe serve. O ‘Leopard 1’ pode ser ultrapassado, assim como o M-113. Mas no que tange a mobilidade em qualquer terreno, entendo que ainda superam qualquer combinação lagarta + rodas, sendo fundamentais para ao menos manter uma doutrina coesa.”
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        Existe um porém nesse ponto de manter uma “doutrina coesa”…
        Pra mim, é uma ilusão sem fundamento “manter essa doutrina coesa”, tendo uma força sobre lagarta que troca mobilidade estratégica por mobilidade tática, mas que não agrega a principal vantagem em relação aos blindados sobre rodas: Blindagem, poder de choque.
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        Eu vejo muito mais vantagens em um mix entre Centauro e Guarani, do que um mix entre Leopard e M113, que é o que se tem pra hoje para manter essa tal doutrina coesa.
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        “Também não há comparativo cabível, no que tange a “tríade” mobilidade/poder de fogo/proteção, entre um carro de combate pensado para tal e uma adaptação de um IFV ou equivalente.”
        .
        Eu vejo uma plataforma universal como sendo o futuro.
        https://k61.kn3.net/taringa/C/1/0/6/3/F/Cervero2012/10A.jpg

  16. Bardini,

    Todos os exércitos modernos visam a constituição de elementos mecanizados poderosos e abrangentes para operações aerotransportadas, de flanqueamento e em profundidade no território inimigo. E sim. Podemos dizer que com rodas se ganha mobilidade em deslocamentos e em alguns aspectos táticos, inerentes as operações realizadas por forças mecanizadas ( afinal de contas, rodas em terreno favorável haverão de andar mais rápido que lagartas ).Mas tudo isso ainda não elimina a necessidade de haverem forças blindadas, capazes de deslocar-se por todo e qualquer terreno ( ao menos, não reconheço evidências de que elimine… ).

    Não diria que os franceses evoluíram qualquer conceito. No máximo, poderia dizer que resolveram os próprios problemas, valendo-se apenas dessas forças mecanizadas, que por si mesmas já constituem poder de fogo mais que suficiente para dar combate a um adversário que nunca irá opor o mesmo poder de fogo, não havendo uma necessidade específica aí de forças blindadas de fato. E existe verdadeiramente a necessidade maior para a França de forças aptas a deslocamentos rápidos, visando principalmente participação em conflitos além-mar, o que também justifica a prioridade dada a constituição de uma força mecanizada ampla.

    Agora, se observar o que outros países estão fazendo, não se revela qualquer tendência em específico para uma transição em larga escala para rodas. E isso, ao contrário, pode revelar outras preocupações que não doutrinárias, tais como custos… E é aí, aliás, que acredito que esse ‘mix’ realmente ganha: preço de aquisição e custo de manutenção…

    Resumindo o que tento expor: meu ponto não é a prioridade que os franceses dão a força mecanizada em si ( a qual considero sim absolutamente necessária ), mas a ausência de uma legítima força blindada sobre lagartas, que considero que poderá lhes fazer falta se irem a um combate convencional…

    Proteção ganha importância se estivermos falando do combate em si. Mas no que tange a manter a doutrina coesa, a blindagem é o elemento menos importante. Mobilidade tática e poder de fogo condizentes são os elementos que mais contam aqui. Aliás, no que se refere a Brasil, a mobilidade tática é o que mais importa de um carro de combate, seguido por poder de fogo e proteção, respectivamente.

    Bardini, essa plataforma universal que expôs é o futuro para quem pode pagar por ela… Trata-se de um conceito que claramente priorizou o carro de combate. Logo, não espere um T-14 por menos de US$ 9 milhões ( apenas o carro ) nos próximos anos. E um T-15, tenho poucas dúvidas, vai custar aí uns US$ 5 milhões. Os próprios russos estão dando vazão a outros projetos de IFV, que certamente comporão outras unidades blindadas em conjunto com o muito mais barato T-90.

    Embora considere atrativo um conceito como o CV-90, reconheço a necessidade para o Brasil de um carro projetado para tal, com potencial de crescimento condizente ( o que significa, entendo eu, potencial para uma arma principal mais pesada que o 120mm L55 no futuro ). E terá de sê-lo, visto que qualquer novo CC a ser adquirido em tempos próximos ( vai ter que ocorrer antes de 2025, de um jeito ou de outro… ) vai virar a metade do século no EB…

    • “meu ponto não é a prioridade que os franceses dão a força mecanizada em si ( a qual considero sim absolutamente necessária ), mas a ausência de uma legítima força blindada sobre lagartas, que considero que poderá lhes fazer falta se irem a um combate convencional”
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      Meu ponto é que os franceses não estão errados, na decisão que tomaram. Pra mim, eles foram extremamente pragmáticos com as suas necessidades, ao introduzir por baixos custos, algo que vem cumprindo todas as missões. Não deram bola para “tendência mundial”. Continuaram sendo franceses…
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      O que eu quis demostrar com a família do Armata, é que uma plataforma universal representa uma alternativa para o futuro das forças blindadas, que já está sendo introduzido.
      Em realidade, os israelenses já fizeram isso a muito tempo, com Merkava e Namer. Russos e Israelenses projetaram veículos conforme suas necessidades e respeitando o fundo dos seus bolsos. Pq não podemos seguir esse caminho?
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      Não imagino o EB projetando algo absurdamente caro, top de linha e etc… Ninguém deveria imaginar isso. MBT de U$ 10 milhões e coisas do tipo, não são da nossa realidade.
      Temos um exemplo bem claro do que é a nossa realidade com o Guarani, algo razoável, dentro do que precisamos e custando pouco mais de U$ 1 milhão. Esse é o caminho. Projetar algo aqui, para nossas necessidades, mas projetar algo com grande comunalidade.
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      Você diz que: “Mobilidade tática e poder de fogo condizentes são os elementos que mais contam aqui”.
      Eu penso um pouco diferente, mas sua afirmação não deixa de corroborar para a minha sugestão, de se ter uma família sobre a mesma plataforma seria o ideal…
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      Pra mim, não temos como gastar uma montanha de dinheiro fazendo dois projetos distintos.

      • Bardini,

        Eu também não ouso dizer que os franceses “erraram”, já que tão e somente analisaram suas prioridades e deram sequência ao que lhes convinha. Mas ainda penso que o que fizeram foi relegar uma capacidade importante para manter e desenvolver outra ( o que não considero vergonha alguma, diga-se de passagem )… Trocaram a mobilidade tática de um binômio lagarta/lagarta por uma força mecanizada moderna para as guerras assimétricas que aparentemente preveem se constituir nas ações reais que haverão de participarem. Foi isso o que fizeram, do meu ponto de visada.

        Não apenas desacredito do desenvolvimento de qualquer coisa cara, como realmente não vejo mesmo o País gastando dinheiro no desenvolvimento de um novo CC, de qualquer classe que seja… Sequer vejo Brasil comprando um CC novo de fábrica… Logo, apostaria em um punhado de excedentes americanos ou alemães ( para constituir um RCC, e olhe lá… ). É o que provavelmente vai acontecer. E certamente, se possível, arrastarão alguns ‘Marder’ ou AIFV/ YPR-765 ( suficiente talvez para uma companhia, só para se ter experiência com esse tipo de veículo… ).

        Mas… Se houver a oportunidade…

        Gostaria muito de ver uma família como a ‘Ajax’, dando origem a um IFV, uma VBTP, um veículo especializado de engenharia, um de comando, um de oficina e outro de ambulância. Isso eu considero plenamente realizável, num futuro previsível. Teríamos escala e justificaria o custo… E tinhamos algo bem próximo com o ‘Charrua’… Uma pena…

        Já para CC… Não consigo pensar em nada inferior as 45 toneladas, se é para ser equiparável aos melhores de nova geração… Coisa bruta e bem desenhada, tal como ‘Type 10’ japonês, se for novo…

        Desenvolver uma modernização para o ‘Leopard 2’, que seria o caminho natural do EB, poderia ser uma opção de custo inferior, e garantiria um carro para muitos anos, em um chassi que ainda detêm considerável potencial evolutivo… Outro tipo que me agrada é o ‘Ariete’ italiano. Uma vez a ‘Iveco’ por estas bandas, não seria nada extraordinário realizar uma modernização desse meio, se os italianos o disponibilizarem ( e se o EB repensar a padronização de toda a cavalaria no futuro ).

  17. Muito boa a troca de ideias entre Bardini e _RR_
    Vocês dois contribuem para manter o nível de discussão sobre blindados elevado.

  18. Para canhão de 40 mm. na torre, essa configração de 6×6 ainda serve. Se formos artilhar com uma peça mais potente terá que ser 8×8, para manter a estabilidade. Os russos costuman usar canhões de “baixa pressão” nos seus blindados mais leves, sobre rodas ou de esteira. No nosso TO da Ameroca do Sul, com possibilidade de tiros de longo alcance o canhão de alta velocidade é indispensável, Pelo menos um 75 mm. raiado (3pol.). O Guarani tipo 8×8 deve estar nos planos futuros do EB.

    • Excelente, Bardini.

      É realmente interessante observar a mobilidade que eles detêm com essas forças. E principalmente, compreende-se o desejo deles de padronizar ao máximo o possível e priorizar o que mais fazem, além da necessidade de uma aviação de transporte estratégico mais condizente… Manter tantos tipos distintos de veículos em campo deve ter sido um trabalho hercúleo…

  19. RR,
    .
    Acho que o EB poderia muito bem projetar algo por conta, associado com alguém que entende da coisa. CV-90 e Ajax são sé exemplos conhecidos… Não penso que seriam essas melhores opções.
    .
    Eu acho que de todos os projetos que já vi, esse é o que mais se encaixa no que eu proponho ao EB:
    https://docs.wixstatic.com/ugd/242a39_789aa37ba90f412287b1d1111b6c2f6d.pdf
    .
    Capacidade de ter configuração 3+9 e capacidade de receber um canhão de 120mm. Tudo, em um plataforma comportando 11 toneladas de capacidade de carga, para as varias configurações necessárias…

    • Muito bom, Bardini.

      Não digo nada da Iveco, mas a KMW mesmo já está presente no Brasil através de suas instalações em Santa Maria, e já ofereceu-se para desenvolver um novo carro de combate.

      Se o EB escolher esse caminho ( de partir de um IFV para ter um CC )… É quase certo que um carro de combate pode derivar da família ‘Puma’; e este novo CC certamente superaria por larga margem o Leopard 1A5. Contudo, esse veículo ainda seria menos capaz que o Leopard 2A6/7, penso eu ( certamente ofereceria menos proteção e teria menor potencial de crescimento, como já expus acima )…

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