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Land Ceptor acerta o alvo em teste do interceptador CAMM da MBDA

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Land Ceptor lançando míssil CAMM
Land Ceptor lançando míssil CAMM

O sistema de defesa aérea Land Ceptor da MBDA destruiu com sucesso seu alvo durante uma demonstração de sistema de ponta a ponta no Vidsel Test Range na Suécia, um importante marco para o projeto antes da entrada em serviço do Exército Britânico.

O Land Ceptor utiliza o comprovado Míssil Modular Antiaéreo Comum (CAMM) atualmente em produção e entrega um estoque comum para atender às necessidades de defesa aérea do Exército Britânico e da Marinha Real (como Sea Ceptor). No serviço do Exército Britânico, a Land Ceptor substituirá o atual sistema de defesa aérea Rapier e proporcionará uma mudança radical na capacidade, incluindo o triplo de alcance e a capacidade de interceptar um conjunto de alvos muito mais desafiador.

O teste de demonstração do sistema mostrou a maturidade do sistema Land Ceptor em uma sequência completa de engajamento. Isso incluiu a implantação do lançador; carregamento de munições; recebimento de alvos aéreas de um radar Giraffe-AMB; processamento de via aérea pelo sistema de comando e controle a bordo (C2) do Land Ceptor; e execução de uma cadeia de engajamento completa, com troca de dados bidirecional com o míssil durante sua fase intermediária de fly-out, e interceptação bem-sucedida e destruição de um alvo usando o buscador do míssil na fase terminal.

O Land Ceptor com CAMM é a mais recente geração de sistema de defesa aérea, oferecendo capacidade excepcional de alcance muito curto (VSHORAD) abaixo de 1 km na faixa de defesa aérea de médio alcance (MRAD) além de 25 km. As principais características do CAMM são seu buscador de radar ativo de estado sólido de próxima geração, link de dados bidirecional, motor de foguete de baixa assinatura e seu sistema de lançamento vertical e cobertura de 360​​°. Estes combinam-se para permitir que o míssil intercepte rapidamente as ameaças mais desafiadoras e perigosas, incluindo ataques de saturação de munições guiadas com precisão e manobras de mísseis de alta velocidade emergindo tarde de baixa altitude e de múltiplas direções simultaneamente.

A demonstração em Vidsel coincide com a transição para a produção do sistema de armas Land Ceptor, que agora passará por integração e teste de sistema de sistemas como parte da arquitetura de defesa aérea Sky Sabre do Exército britânico. É o mais recente de uma série de testes altamente bem-sucedidos do CAMM e seus sistemas relacionados ao longo de vários anos que comprovaram consistentemente sua maturidade e desempenho revolucionário.

FONTE: MBDA

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58 COMMENTS

  1. Não planejam dotar o CFN do Land Ceptor? Mas qual radar ele vai utilizar, o SABER 60 ou o Giraffe que já está em serviço?

    • Usar o saber 60, diminuiria muito a capacidade do sistema, se não tem dinheiro pra comprar um radar decente nem o sistema deve comprar.

      • Olá senhores! Parece-me que o Saber 60 possui alcance de 60 km! Por que diminuiria a capacidade do sistema? Pelo texto alcances superiores a 25 km já são considerados media distância!

        • Nao é Aesa como o Giraffe nem tem o mastro elevado, sem ter essas capacidades vc pode desistir da capacidade anti-misseis do sistema.
          Se for pro Brasil ter um sistema somente para abater aviões, há outros mais baratos.

          • O fato do radar não ser montado em mastro não quer dizer necessariamente que ele sempre será deficiente contra alvos em altitudes muito baixas, como mísseis cruise, por exemplo. Um radar sem mastro só terá que ser melhor posicionado.
            Vale salientar que o radar de alerta de ameaças aéreas padrão do USA é o Sentinel, que também não é montado em mastro e é rebocado.
            Um radar como SABER 60 pode ser montado até no alto de um edifício.
            Claro, em sendo posicionado no mesmo lugar sem dúvida o desempenho do radar montado num mastro elevável relativo, às ameaças de muito baixa altitude, é melhor se comparado com um radar não elevável.
            Outra consideração acerca de radares táticos diz respeito a ele ser rebocado ou autopropulsado, com vantagens e desvantagens para cada um.

        • Um míssil de cruzeiro cobre essa distância em qnto tempo????
          Tem que plotar a ameaça e resolver uma equação de tiro viável pra abater a ameaça.
          Tempo, tic, tac, tic, tac, sempre o tempo!!!!
          Qnto mais distante se plota um alvo, mais tempo para abate-lo.

    • Pelo que ouvi dizer, o sistema da Avibras usaria o SABER M200 e o míssil seria o íris T, podendo usar outro míssil como Land Septor também

      • Se tem algo de que absolutamente não necessitamos, é:

        a- a reinvenção da roda,

        b- arrumar serviço pra empresa incompetente da BID fazer.

        Dinheiro por si só não aceita desaforo e dinheiro público então é pior, tem fiscalização.

  2. Não havia boatos que o Brasil queria investir em um sistema parecido?
    E a marinha adotando mesmo o CAMM isso não facilitaria uma futura aquisição pelo exército?

  3. Agora só falta o Air Ceptor para completar uma família de mísseis de destruição aérea completa:

    * Sea Ceptor, a partir de navios (Tamandaré)
    * Land Ceptor, a partir de plataformas terrestres (Astros II)
    * Air Ceptor, a partir de aeronaves (Gripen F-39)

    Que tal?

    • Segundo um PDF do site da MBDA, ela garantiu um acordo de £ 323 milhões para o próximo lote de mísseis de defesa aérea de ponto (Sea Ceptor e Land Ceptor) para o exército britânico e a marinha real (Type 23 e futuras Type 26). Mas não fala em quantidades.

    • Agnelo,

      Considerando uma bateria com três UTs e um radar de aquisição, além de veículos de remuniciamento e suporte, podemos chutar ( por baixo… ) uns US$ 150 milhões por bateria.

  4. Parece ser uma boa pedida, por ter guiagem ativa pode atacar diversos alvos ao mesmo tempo, além de ter peso reduzido e comunalidade com o Sea Ceptor, semelhante a família MICA, só que com 10k de alcance a mais (15km x 25km).

  5. “O Land Ceptor com CAMM é a mais recente geração de sistema de defesa aérea, oferecendo capacidade excepcional de alcance muito curto (VSHORAD) abaixo de 1 km na faixa de defesa aérea de médio alcance (MRAD) além de 25 km.”
    Que sopa de letrinhas mais sem sentido!

  6. Creio que esse caminhão de 4 eixos será o que vai operar os dois tipos de mísseis (CAMM-ER e CAMM), no sistema EMADS. Talvez o caminhão de 2 eixos venha a operar somente o CAMM, não sei…
    .
    CAMM-ER e CAMM: http://www.mbda-systems.com/wp-content/uploads/2015/07/camm_camm_er_white_seeker-900×500.jpg
    .
    Aqui tem quem queira rasgar centenas de milhares de dólares para colocar um sistemas desses em uma plataforma 6×6 blindada, para o lançador!
    Desperdício violento de recursos.

        • Com certeza o módulo tripulado de lançamento e controle cabe. Como é um sistema modular ele deve poder utilizar para alerta de ameaças radares diversas, dentre os quais o SABER 60.
          Uma característica que não gosto muito do BAMSE é o fato do módulo de lançamento e C2 ser tripulado. Ao meu ver tinha que ser de controle remoto.
          Apesar de ser blindado o que possibilita que a equipagem sobreviva a um míssil antirradiação que atinja o sistema de DT, ainda assim o sistema não resiste a um impacto direto no habitáculo e para um sistema que opera estático acho um fator desfavorável a presença humana.

          • Acho o alcance do míssil do BAMSE diminuto, são apenas 15 Km, tendo em vista nosso território quase continental, não seria mais adequado um sistema com alcance maior, um NASAMS ou um Aster 30 da vida?

  7. Seria interessante algumas baterias contendo sistema de aquisição baseado no radar aesa com mísseis CAMM e CAMM-ER…(25 e 50km respectivamente)
    No meio disto tudo os sistemas de tubo 35mm e iglas…
    Uma defesa bem boa eu diria.

  8. È uma vergonha o Brasil,ter uma defesa antiaera fraca para os padrões américa latina,a defesa da Venezuela de de 10 a 0 no Brasil.alías pais difícil de ser atacado pelo ar,já que conta com incríveis 5000 misseis igla,fora os misseis de médio e longo alcance.Como o Brasil poderia defender as refinarias ,hidrelétricas,bases ,quarteis,indústrias de armamentos ,a frota os portos,úsinas nucleares.o Governo precisa conscientizar que basta uma força atacante em hipótese a venezuela destruir as refinarias pararia o Pais em anos.

  9. Pena que o A-Darter não foi aproveitando para se desenvolver versões terrestre e naval como todos os países fazem com seus mísseis ar-ar. O potencial de vendas seria grande usando a plataforma ASTROS na versão ASTROS SAM 2020 sendo tração 8×8 e assim a dependência de material estrangeiro nessa área seria bem menor. Sem contar o Marlin trata-se de um míssil com versão ar-ar e superfície-ar. A versão ar-ar terá alcance médio e a versão superfície-ar terá versão terrestre e naval. A Denel pretende desenvolver um demonstrador e busca parceiros como o próprio Brasil. Oportunidades na área de mísseis ar-ar e terrestre e naval não faltaram.

    • Ainda não foi, ainda…… Mas na hora que estiver operacional e na hora que o EB estiver com a fila desocupado na sua lista de projetos prioritários, é só questão de tempo uma versão superfície-ar. Mas para isto, também, as outras forças têm que ajudar a fazer coro, ao invés da praticar torcida contra (enquanto uma força gasta dinheiro e massa cefálica desenvolvimento um armamento inteligente, a não outra não deveria gastar dinheiro público importando um concorrente direto).

    • Marcio,
      Realmente todo míssil ar-ar de 5ª G ocidental originou versões lançados da superfície (vide Python, Iris-T, AIM-9X, ASRAAM), mas querer ou esperar isso do A-Darter que sequer ficou pronto e sabe-se lá quando ou se ficará, é prematuro.

        • O concorrente direto, estrangeiro, está disponível, a gambiarra tupiniquim usando o A-Darter;
          Lembrando que ter quem transporte e ter o míssil não te dá um sistema usável de defesa anti aérea.
          Faltam ainda os radares, o C2 e a pior parte em se tratando de Brasil, quem integre tudo isso e faça funcionar corretamente.

          • Aham, todo mundo faz assim, quando já existe concorrente direto no mercado já disponível, ninguém desenvolve solução própria, né verdade?!

            Radares e capacidade de integração em C2 já existe no Brasil a muito tempo, falta mesmo é fazer o investimento necessário e de forma séria. O resto é desculpa esfarrapada!

  10. Juro que ainda não entendo como funciona a cabeça de muitos brasileiros.

    Adoram dizer que estamos, e devemos, construir fuselagem de avião, casco de navio, chassis de caminhão, mas quando o assunto é armamento inteligente, preferem os enlatados estrangeiros (caixa preta), caros e de alto valor financeiro e tecnológico importados, ou seja, adoram pagar para que outros ganhem dinheiro e conhecimento tecnológico.

    Já diz a brincadeira nas redes sociais – “Brasileiro tem que ser estudado pela NASA”

  11. Até o momento não vi nenhum comentário sobre o que é crucial: o custo por unidade…

    Sim, este é o fator principal, pois um sistema de alcance curto, até 25 km, enfrentará notadamente munições, que são muito baratas, enquanto um vetor com seeker ativo, caso do Ceptor, é caríssimo.

    Portanto, nada adianta comentar as qualidades do vetor e do sistema se para destruir uma bomba de planeio se gastar algo entre 300.000 e 1.000.000,00 de dólares.

    É por isso que de forma racional se adota para sistemas SHORAD vetores radio-dirigidos: é eficiente e barato. O 57E6, vetor do sistema Pantsyr, tem o custo entre 15.000 e 20.000 dólares.
    A questão contábil é imperiosa.

    Agora…
    Se for para fazer de conta em desfile de 7 de Setembro, muito que bem.

    Vou me adiantar a pergunta que certamente virá:
    “Por que, então, os ingleses desenvolveram este sistema para curto alcance com seeker ativo se é tão custoso por unidade”?

    Pelo fato simples de que para eles é vantajoso manter encomendas com vetores caros, que provavelmente não serão usados, que proverão grande retorno com valor agregado a cada encomenda, mantendo uma industria tecnológica de ponta ativa, com empregos qualificados garantidos. isto em um ambiente onde orçamento pode arcar com tal investimento…

    Ademais, para as armas europeias a soluções VL de mísseis aerolançados se faz interessante, pois se aproveita os mísseis cuja vida útil esteja no fim, visto que estes ao invés de serem descartados serão aproveitados no canisters de lançamento vertical na forma de vetores anti-aéreos. Por isso existem as soluções VL do Mica e do Iris – T…

    Não é o caso do Brasil, pois os nossos caças raramente decolam com mísseis nos seus pilones…

    Um vetor com o custo unitário do Ceptor seria adequado para alcances maiores, de 50 km para cima, pois certamente seria capaz de engajar as aeronaves, caças e bombardeiros, os vetores de ataque de alto valor>

    • Claro, todos (europeus, norte-americanos, israelenses) são todos uns parvos, só os russos, os chineses e agora os iranianos é que são espertos…..

      Contudo, concordo com a questão do custo unitário pois um drone barato (IAI Harops) destruiu uma bateria que custa ao menos US$ 30 milhões (Pantsyr) na Síria…

    • César,
      Você não deixa de ter razão, mas é fato que os custos de mísseis com “homing” têm diminuído e sinceramente não sei se se adota isso de utilizar mísseis “usados” nas baterias AA. Um dado curioso é que no Ocidente não há o foco em C-PGM como há na Rússia, mas seus raciocínio continua correto em relação à capacidade C-UAS e C-RAM.
      Vale salientar que o Pantsir não é adequado para a interceptação de “bombas”, como você citou. Em geral para que isso ocorra é preciso ter capacidade de impacto direto (hit to kill) e o Pantsir não tem essa capacidade exatamente por não ter um seeker terminal.
      O que no futuro deverá revolucionar a relação de custo/benefício em relação às operações C-RAM, C-PGM e C-UAS é a utilização de armas de energia direta.
      Voltando ao cerne de seu comentário, até hoje não se sabe como o míssil Tamir do sistema Iron Dome é guiado. Há informações conflitantes que dizem que ele é guiado pelos mais diversos métodos ( comando, seeker eletroóptico, seeker radar ativo e seeker radar semi-ativo) mas até hoje nada foi confirmado oficialmente.
      Como ele não utiliza o conceito HTK (hit to kill) , sendo dotado de uma ogiva de alta fragmentação e espoleta de proximidade, eu suspeito que seja guiado por comando, o que vai ao encontro do que você pensa.

      • Comentei primeiro e fui confirmar depois … sempre faço isso!!
        O radar de controle do Iron Dome, o ELM-2084, opera na banda S, o que é incompatível com um sistema de comando puro.
        Isso implica que o Tamir tenha um seeker que não pode ser semi-ativo já que esse radar não tem resolução para servir de radar “iluminador” e não consta haver outros radares associados ao sistema Iron Dome, o que sugere que o Tamir tenha um seeker autônomo, ativo ou passivo.
        Continuo sem saber como o Iron Dome funciona!!

          • Mestre Bosco saudações! Eu “chuto” que no IRON DOME os misseis (foguetes) não são orientados pois sempre os vejo sendo disparados em grandes salvas! Acho que somente possuem espoletas duplas laser / radar! Mestre Bosco você por acaso pode nos informar como os misseis do C-RAM são orientados! Eu também acho que são disparados em salvas é também um “chute” pois não vi nenhum disparo desse sistema!

          • Pedro,
            Perdão! Só hoje vi seu post.
            Pedro, é pouco provável o Tamir (míssil interceptador do Iron Dome) não ser guiado. O mais provável é que seja guiado por um radar ativo na fase terminal com atualização via data-link pelo radar de controle de tiro, na fase intermediária.
            Em muitos disparos é visto o Tamir mudar seu curso e independente disso se não fosse guiado as chances de interceptar seus alvos (mesmo sendo alvos balísticos, com trajetória previsível) nas distâncias referidas seriam nulas.
            Quanto ao C-RAM, é a denominação de sistemas que visam interceptar foguetes sup-sup, projéteis de artilharia e granadas de morteiro lançadas por grupos de insurgentes em operações assimétricas. Esses sistemas existem na forma de mísseis (Iron Dome, MHTK, Pantsir, etc.), canhões (Centurion, Mantis) e laser (Iron Beam, etc.)
            Um abraço!

  12. “Augusto L 30 de Maio de 2018 at 15:02
    Nao é Aesa como o Giraffe nem tem o mastro elevado, sem ter essas capacidades vc pode desistir da capacidade anti-misseis do sistema.

    Se for pro Brasil ter um sistema somente para abater aviões, há outros mais baratos.”

    Onde assino ?

    http://www.rafael.co.il/5616-687-en/Marketing.aspx

    https://en.wikipedia.org/wiki/SPYDER

    Há dez anos:

    http://www.forte.jor.br/artilharia/antiaerea/india-confirma-compra-do-sam-spyder/

    https://www.youtube.com/watch?v=4r0TSoU62CI

    Em minha opinião de ispicialistza, a melhor opção.

    Dois motivos de muitos:

    Python e Derby (ER).

    E tem a questão do KC 390, tem que entrar e sair com mobilidade-agilidade.

    Com Pantsir não teríamos isso.

  13. Integração de sistemas não é exatamente uma área do conhecimento humano em que a BID, inepta, incompetente, qndo não corrupta; seja versada.
    Dai a necessidade de recorrermos ao mercado externo.
    Já escrevi isto aqui:
    Quem teria a competência e o expertise necessários para juntar o míssil Piranha, como esse é um rematado inútil troquemo-lo pelo A-Darter, na falta de algo realmente adequado o radar M-60, sobre o chassis do Guarani????
    Cri, cri, cri…

    • Sobre o Chassis do Guarani?! Quer criticar e nem sabe sequer fazer uma proposta de alternativa. Putz!!!

      Já dizia o ditado, “até para criticar tem que ter inteligência.”

        • Quem disse que tem que ser um sistema sobre um blindado 6×6 ou lagarta? Que tal não querer reinventar roda e usar o velho e conhecido ASTROS?! Para isto, não é bicho de sete cabeças, basta usar o mesmo conceito do próprio ASTROS, com a instalação do SABER M60 sobre um AV-VBL 4×4 e os mísseis A-Darter em silos VLS sobre os Chassis ASTROS.

          A própria SIATT, que participa tanto do MANSUP quanto do A-DARTER, pode fazer um seeke RF para o radar ativo, no lugar do IR (se quiser, senão fica só com o IR mesmo), tecnologias que já se domina por aqui. Aliás, tanto a AVIBRAS, quanto a SIATT são parceiras nos projetos MANSUP e A-DARTER.

          Não nos falta expertise, nos falta investimento sério, ponto.

          Ah tá, a própria AVIBRAS propôs, tempos atrás, usar o CAMM sobre o chassis ASTROS, é só mudar os parceiros/produtos que o chassis é o mesmo. Esse papo de usar o Guarani ou o M113 é só pra querer dificultar.

          http://estrategiaglobal.blog.br/2016/02/3396.html

  14. Um novo sistema de defesa aérea que será adquirido na década de 20, vai operar até a década de 50, pelo menos. É preciso ter isso em mente.
    .
    Pra mim, o melhor investimento que poderíamos fazer seria:
    1) Comprar novas unidades diretoras de tiro e canhões de 35mm, com capacidade de empregar munição AHEAD.
    2) Adquirir mais unidades lançadoras do RBS-70 e radares Saber M60
    3) Adquirir sistemas NASAMS II.
    .
    Canhão com munição AHEAD é uma forma relativamente barata de cobrir ameaças como bombas planadoras, foguetes e UAVs.
    .
    RBS-70 e Saber M60 são interessantes para defesa de ponto, contra ameaças voando a baixa altitude e helicópteros. Existe ainda a questão da extrema mobilidade que esse sistema fornece.
    .
    NASAMS II poderia ser equipado com mísseis AIM-120 e IRIS-T no tocante a FAB, que poderia fazer o uso destes mísseis também nos caças.
    Se a MB adotasse ESSM nos seus navios, além de aumentar o tamanho do seu cobertor defensivo, com relação ao desempenho do CAMM, poderia empregar o ESSM também no sistema de defesa aérea, via CFN.
    .
    Poderiam até patrocinar a integração do A-Darter nesse sistema… É bastante modular.

  15. O sistema Pantsir-S2 supera facilmente este equipamento da MBDA. Me chama a atenção o ocidente ainda estar tão distante do desempenho dos sistemas anti aéreos russos. Alguém saberia me explicar por que mesmo toda uma força conjunta de europeus, Estados Unidos e Israel não conseguem ter um nível alto no que tange defesa de curto e médio alcance?

    • Russian,
      Você até hoje acredita nessa supremacia dos sistemas antiaéreos russos que foi apregoado aos 4 cantos por um monte de leigos que nada entendem sobre sistemas de armas, por décadas, mas que ninguém com um mínimo de bom senso acreditava?
      Qual a contribuição russo/soviética à tecnologia de mísseis sup-ar terrestres e navais? Cita uma tecnologia em que foram pioneiros e que faça diferença?
      Eles por acaso têm um sistema de defesa naval de área semelhante ao Aegis que foi colado na década de 80?
      Só agora os russos estão desenvolvendo sistemas de interceptação exoatmosféricos de veículos de reentrada convencionais (não nucleares), enquanto os EUA já os utiliza há 15 anos.
      Só 10 anos depois do Patriot estar operacional na OTAN é que os soviéticos conseguiram copiar o sistema TVM, que é o coração do sistema.
      O próprio sistema Patriot utiliza um único radar multifuncional para todas as funções, o que traz uma série de vantagens.
      Em toda a OTAN sistemas de comando “puros” (Roland, Crotale, Rapier) estão em franca obsolescência e sendo substituídos por mísseis com seekers avançados miniaturizados.
      Só agora o Verba igualou as características do Stinger RMP Block I, em uso há mais de 20 anos.
      Hoje, qual sistema naval russo é efetivo contra um ataque de saturação de mísseis antinavios?
      Tecnologia de estado sólido, radares de varredura eletrônica ativa e passiva, etc. Onde é que a Rússia é assim tão superior ao Ocidente?
      A verdade é que os soviéticos sempre estiveram atrás da OTAN em relação aos sistemas antiaéreos. Não digo que esse “atraso” persista hoje, mas com certeza não estão na dianteira em nada relativo à tecnologia de sistemas antiaéreos, em que pese a imensa e “impressionante” variedade dos sistemas que eles têm, que ao meu ver é exagerada e sinônimo de certa … indecisão.
      Não nos deixemos enganar pelo caso isolado do R-73 na década de 90. Ele causou assombro… mas foi caso isolado.

    • Deve ser por os caças ocidentais dominam os céus. Restou à Rússia, um paliativo, q é a def AAe.
      É como no mar. Quem não controla o mar, tenta negá-lo com subs.

  16. Um míssil lançado verticalmente “a quente” que não seja dotado de um TVC ou de um “sistema de controle de atitude” (foguetes direcionais) reduz seu alcance em 50%, apesar de ganhar a vantagem de atingir qualquer alvo em 360º.
    Em tese qualquer míssil pode ser lançado verticalmente. Até o sistema Patriot pode ser lançado verticalmente, com o inconveniente de que reduz seu desempenho em uns 50%, salvo se lançasse o PAC-3 que é dotado de um sistema de foguetes direcionais para controle da atitude, próximo ao nariz. Nesse caso a redução de desempenho seria menos significativa. Algo em torno de 20%.
    Uma inclinação “quase vertical” é utilizada pelo MEADS, que usa o PAC-3 MSE. Essa modalidade permite que todo o desempenho seja utilizado numa dada direção (120º) e mantém quase inalterado o desempenho nas outras direções (240º).
    Em mísseis com capacidade antibalístico, lançados a quente, é interessante que o lançador se incline para o lado mais provável da ameaça já que não é esperado ataques fora daquele eixo de ameaças (míssil balístico não faz curva. rsssrsrs)
    Vale salientar que o míssil Standard SM-2 MR Block II foi desenvolvido para lançamento vertical mas não tem TVC e apesar disso tem um alcance significativo de 90 milhas.
    Já o Standard SM-2 ER Block IV tem um booster com TVC e um alcance de 150 milhas.
    Já os mísseis russos lançados verticalmente utilizam o modo “a frio”, não havendo deterioração do desempenho.
    Perdão pelo off-topic.

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