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Exército Brasileiro participa de competição internacional no Chile

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Caçapava (SP) – Após uma rigorosa seleção no âmbito das organizações militares subordinadas à 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) – 12ª Bda Inf L (Amv) – ocorrida ao início de março de 2018, uma Patrulha Aeromóvel, integrada por 10 militares dessa Grande Unidade, desembarcou na madrugada de 29 de maio em Arica, no Chile.

A Equipe teve como missão representar o Exército Brasileiro na Competição Internacional de Patrulhas “Tenente-Coronel San Martin”, que ocorre no período de 29 de maio a 3 de junho de 2018. Envolvendo diversas Equipes Internacionais, essa Competição consistiu na realização de Patrulhas de Longo Alcance, a serem desenvolvidas no Deserto de Atacama.

Ao longo de sua preparação, a Patrulha esteve extremamente motivada, tendo realizado, por cerca de quase três meses, aprestamentos, aprontos operacionais e uma preparação específica que envolveu treinamentos físicos diários, execução de tiro e exercícios de Orientação, Comunicações, Explosivos e Destruições e Primeiros-Socorros, tudo inserido no contexto de missões com características especiais, realizadas, por exemplo, na região da Pedra do Baú e no Maciço de Itatiaia, em Agulhas Negras.

Tal preparação também reforçou, além do preparo físico específico, a consolidação de atributos pessoais, como a iniciativa, a coragem, a resiliência, o espírito de corpo e a liderança.

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

43 COMMENTS

  1. Até agora os chilenos não soltaram o resultado final! Disseram apenas o resultado dos argentinos, 33 horas!

    Parece que os brasileiros completaram em 22 horas. Na página do exército chileno tem um vídeo e em um trecho do vídeo um dos soldados brasileiros fala “chegamos em 22”.

  2. Cordel detonante e petardos de 500 gramas. Provavelmente simulados. Um petardo de 500 g corta um trilho de trem. Uma estrutura daquelas ali corta fácil com um de 250. Pra quem nunca viu, dentro parece queijo seco. Não tem cheiro e se não for a proteção de plástico, ele esfarela todo se bater.

    Coloca o explosivo, dá uma ou duas voltas com o cordel e prende uma espoleta ta extremidade do cordel onde voce quiser. A espoleta elétrica ou acionada com estopim. A velocidade de detonação do cordel é semelhante a do petardo e acima de 7km por segundo. Ele assegura uma explosão conjunta de todo sistema.

    • Interessante isso, mas, uma pergunta burra, se colocar alguns metros a mais, tipo uns 3 metros em uma carga, ela vai explodir depois das outras que tiveram o mesmo comprimento do cordel? Mesmo sendo detonando a 7km/s?

      Pergunto isso pq numa eventual detonação posterior, o cordel da ultima pode ser rompido pela explosão das primeiras e a carga ficar intacta.

      • José, a 7,3 KM por segundo, elas explodem todas praticamente juntas com milionésimos de segundo de diferença. Esta é justamente a utilidade do cordel, assegurar uma explosão quase simultânea. Quando usados em demolições ou mineração parece até um raio laser de tão rápido que é.
        E o cordel também pode ser usado direto, sem carga, especialmente para fazer abatises.

          • João, o cordel se assemelha a um tubo fino preenchido com PETN, é normalmente utilizado para ligar cargas como a apresentada na foto. Ele não incendeia com.o um pavio, ele explode, e detona outros explosivos (nitrados) por simpatia. O cordel tem sua detonação iniciada por meio de expoleta elétrica ou estopim como o Colombelli disse.

          • Como disse o Primo ele detona e a velocidade é semelhante a da carga que ele vai acionar. É muito muito rápido e a explosão é forte.

    • No EB é mais pobre a coisa. Petardos nas OM so TNT. C4 e outros plásticos é poucas OM que usam ostensivamente. Em 1996 eu e o então tenente ( e hoje tenente coronel FE, pelo que soube ultima vez que tive notícias), Flávio Carvalho explodimos uma granada falhada de AT-4 abaixo do PO do general no CISM. Ainda tenho dois pedaços pequenos de alumínio dela que sobraram. Usamos um petardo de 500 gramas e estopim. Nem a cobertura plastica tinha mais no petardo e nem carga dele n os deram.
      Bonito foi quando entrei no blindado pra ir até lá e bati com ele com força contra a lateral de propósito e gritei “vai explodir”. Os Cbs quase infartaram pensando que explodiria mesmo e sem saber que é altamente insensível ao impacto. Explosivo terceário só com uma explosão detona. Dai que se usa a espoleta ou o cordel detonante pra isso com PETN . Uma espoleta arranca facilmente uma mão fora.

  3. Deveriam haver competições desse nível entre as FFAA brasileiras. São esses eventos que agregam. Cada força sediaria o evento a cada ano, mudando ambientes, trazendo combatentes com experiências diversas e vendo como cada cultura organizacional se comporta nesses ambientes.

    Os ensinamentos inclusive podem servir de base para mudança nos manuais e compras de equipamentos. E surpresas são bem vindas, inclusive se equipes inesperadas forem bem na competição.

    • Muitos anos atras tinha, e era no inverno ainda. Era dentro de cada OM. Eu fiz um “patrulhão” com PELOPES do 29 BIB e 1995 nos fundos da 13 Cia Dam e em Val de Serra e Itaara perto de Santa Maria inclusive com concurso de apoio de um sapão da FAB. Só perau e patrulha de operação de contraguerrilha duas vezes por dia. Ai já não se fazia mais competições nas OM. Hoje não sei como está nas OM e nem se ainda fazem a SuOps e UOps.

      Duas vezes fiz patrulhas por conta própria com o pelotão no CISM. Uma foi de resgate de piloto e foi padrão. So o CMT pel sabia. Eu sozinho, os recrutas e dois ou três NB, porque os colegas queriam é esperar o transporte no fim do expediente e vazar.

  4. Vídeos e fotos excelentes no site do Ejército de Chile em http://www.ejercito.cl/ inclusive com vídeo da chegada da patrulha brasileira. Brasil e Argentina foram os únicos participantes, além do Chile. Sobre a classificação, ainda não encontrei. A patrulha do Brasil pertence à 12ª Bda Inf L (Amv).

  5. Na foto 5, por que a camuflagem da calça é diferente do resto? A da calça parece que é no padrão do EB, parecem ser soldados brasileiros.

  6. O EB devia investir em equipamento de frio. Por mais que tenha pouco uso, é um item importante quando necessitado.

    Ao colegas especialistas, aquele acidente no fim dos anos 90 (99 acho), lembro que falavam que era petardo mas era TNT, PETN, C4 ?

    • Welt, segundo colega de turma que ainda está na ativa e é adjunto de comando da EASA o EB mudou os uniforme de frio, a japona, que inclusive agora pode ser usada so o foro. Segundo me disse era bem boa. Eu tenho uma das antigas e digo que aguenta bem o maior frio que dá aqui no sul.

      Esta japona ai da patrulha é norte- americana e é de gore-tex. Ela tem vantagem de deixar sair fluidos e transpiração mas não entrar. E usada pela FE como padrão.

  7. O agasalho com camuflagem diferente trata-se do GORETEX com camuflagem Woodland do US ARMY. Pode ser utilizado em atividades de campanha por ser de melhor qualidade, leve e impermeável e tem sido largamente adquirido por pessoal do EB (com recursos próprios) já que não faz parte do Regulamento de Uniformes do Exército e nem é adquirido pela Força para distribuição. Encantra-se à venda em algumas lojas a sites brasileiros. Quanto ao agasalho nacional, temos a previsão de uma nova japona de campanha, que substituirá além da atual também o suéter de lã. Veja em http://www.sgex.eb.mil.br/images/sg8/rue/1-fouder.jpg

      • Não, o EN fornece, mas a japona que era fornecida embora muito boa, não era impermeável e depois que encharcava era como carregar um elemento nas costas. Mas dava conta muito bem. Tinha ainda o Malvinão que era adquirido por conta própria.

        O EB fornece a japona e o suéter para os EV e NB. Sargentos e oficiais ou compram do bolso ou cautelam.

  8. aproveitando o tópico, certa vez li que uma empresa fabril do Sul estava desenvolvendo uniformes para o EB que eram “invisíveis” para miras de visão térmicas… alguém sabes dizer como andas tal projeto??

  9. O uniforme recebido é o previsto no Regulamento, com a nossa Japona de Campanha que já devem ter visto. Peças e equipamentos diferentes, importados, que possam dar um melhor conforto em atividades de campanha, o “bizú”, sai do bolso do interessado. No caso do GORETEX, muito melhor que o agasalho nacional, o preço é bem salgado, mas com certeza compensa debaixo de chuva e frio…

      • nao sabia que o EB estava nessa situação…
        Os soldados tb tem de pagar alimentação??
        Seria interessante saber TUDO QUE O EB COBRA A PARTE do soldado… japona impermeável, alimentação, papel higiênico, …

        • não se paga nada, os sargentos e oficiais pagam do bolso porem recebem auxilio fardamento de 3 em 3 anos, eles recebem um soldo extra por exemplo se recebe 7 mil por mes de soldo recebera 14 mil para a compra dos uniformes que estiverem faltando ou avariados.
          os soldados e cabos todo ano podem fazer a troca do fardamento sem custo nenhum.

    • Estranho ler esse tipo de pensamento….não é pra isso que existem e que se pagam (e MUITO bem pagos) a PF e a esquecida Força Nacional? Cada instituição com suas responsabilidades. Algo que já está no esquecimento da maioria dos cidadãos comuns (aqueles que PAGAM a conta de tudo isso). Se for pra empregar as FFAA em TODAS as atividades, de responsabilidade de OUTRAS instituições, então para que manter essas estruturas? Com certeza a economia seria enorme, principalmente se compararmos as DIÁRIAS pagas à PF e FN em operações com a REPRESENTAÇÃO recebida pelos militares das FFAA (quando fazem jus)!

    • Provavelmente são todos NB, não tem EV. Mas é meio marmelada estas competições. Quase sempre ganha o país anfitrião. O que não tira o valor do intercâmbio e da participação.

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