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Rheinmetall entrega o 200º Puma IFV para a Bundeswehr

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Puma IFV
Puma IFV

O 200º veículo de combate de infantaria Puma, destinado à Bundeswehr (Forças Armadas unificadas da Alemanha e sua administração civil), acabou de sair da linha de montagem na fábrica da Rheinmetall em Unterlüß, na Baixa Saxônia. É também o 100º Puma fabricado pela empresa de tecnologia sediada em Düsseldorf, proprietária da joint venture encarregada de produzir o veículo. O veículo do jubileu chegará em breve à organização de integração de forças da Bundeswehr em Munster a.d. Örtze, igualmente localizado na Baixa Saxônia.

O Puma IFV é a razão de ser da Projekt System & Management (PSM) GmbH, a joint-venture de 50% da Rheinmetall e Krauss-Maffei Wegmann encarregada de desenvolver e produzir o veículo, além de fornecer suporte subseqüente em serviço. (Cada um dos dois parceiros é responsável pela fabricação de metade dos veículos sob encomenda). Este marco mostra que a produção do Puma está a todo vapor e continua de acordo com o planejado.

O veículo de combate de infantaria de última geração está atualmente integrado à estrutura de força do Exército Alemão. A entrega de todos os 342 veículos de combate, que começaram em 2015, está programada para ser concluída em 2020. Além dos IFVs, o Bundeswehr também recebeu oito veículos de treinamento de motorista.

Com a introdução do Puma IFV pela Bundeswehr, o corpo de infantaria mecanizada alemão agora tem um novo esteio, que representa uma grande partida no projeto de veículos blindados. O sistema mais avançado da sua classe, o versátil Puma, é perfeito para cenários operacionais em todas as zonas climáticas. Estabelece novos padrões em relação à letalidade do campo de batalha, mobilidade, comando e controle e consciência situacional. Além de uma série de recursos de proteção de força modulares e altamente eficazes, o Puma possui um enorme poder de fogo e excelentes recursos de operação habilitados para rede. Este novo veículo de combate de infantaria é espaçoso o suficiente para carregar nove soldados, mas compacto o suficiente para ser transportado para o teatro de operações em um avião de transporte militar A400M.

O 200º Veículo de Combate de Infantaria da Puma enviado para a Bundeswehr (foto) é também o 100º produzido pela Rheinmetall, co-proprietário da empresa de empreendimento conjunto que é a principal contratada do programa. (Foto de Rheinmetall)
O 200º Veículo de Combate de Infantaria da Puma enviado para o Bundeswehr (foto) é também o 100º produzido pela Rheinmetall, co-proprietário da empresa de empreendimento conjunto que é a principal contratada do programa. (Foto de Rheinmetall)

O papel da Rheinmetall também não se limita a fabricar metade de todos os Puma IFVs: através da PSM GmbH, a Bundeswehr contratou o Grupo para expandir as capacidades do sistema. Estes devem manter o veículo na linha de frente por décadas, ao mesmo tempo em que melhoram as possibilidades de treinamento. Entre outras coisas, isso inclui o desenvolvimento do novo “sistema de armas secundárias independente da torre”, ou TSWA, para o Puma, que permitirá o uso de munições não letais, bem como a instalação de tecnologia de visualização e displays avançados.

Um outro pedido engloba novos recursos para treinamento de operadores de torres do Puma. Sistemas separados de treinamento de torre, cada um consistindo de uma torre padrão e a seção superior do casco do Puma, no futuro permitirão ao comandante e artilheiro afiar suas habilidades sem ter que usar o equipamento original. E o pessoal de manutenção pode praticar reparos e manutenção de torres de maneira efetiva e altamente realista. Isso economiza recursos e leva a custos mais baixos, reduzindo o desgaste dos veículos reais, que, além disso, nunca são amarrados devido a compromissos de treinamento de rotina. Isso possibilita estruturar as operações de treinamento com muito mais flexibilidade.

Outras encomendas incluem a fabricação e fornecimento do canhão de 30mm x 173 cal e munições, bem como o aparelho de tiro, ferramentas especiais e peças de reposição.

As nações associadas à OTAN estão mostrando um grande interesse no Puma. O veículo demonstrou suas excelentes capacidades em vários ensaios comparativos.

FONTE: Rheinmetall AG

51 COMMENTS

  1. O Puma é uma solução extremamente inteligente, se comparada a repaginada que a Rheinmetall deu no Marder, que ela apresentou com o nome de “Lynx”:
    http://www.maquetland.com/upload/phototeque/images/9504/kf41_kettenfahrzeug41_lynx_eurosatory_2016_avant_droit.JPG
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    E pra quem não acha que esse Lynx seja um Marder com “roupa nova”, que se atente aos detalhes: http://www.maquetland.com/upload/phototeque/images/9504/kf41_kettenfahrzeug41_lynx_eurosatory_2016_avant_droit_detail.JPG
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    Um Marder, para comparação: https://farm6.staticflickr.com/5441/10103949876_453a71d4ba_b.jpg
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    Enfim, Puma…
    Um IFV na faixa das 31,5 toneladas em seu nível “básico” de proteção, com capacidade de receber cerca de 10 toneladas de peso, na forma de kits de blindagem extra:
    https://i2.wp.com/fighting-vehicles.com/wp-content/uploads/2017/03/German-Puma-IFV-SPz-Sch%C3%BCtzenpanzer-Image-11.jpg?fit=625%2C592
    Tem mais proteção nesse IFV com seu kit de blindagem adicional, do que em um Leopard 1A5 na mesma faixa de peso…
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    É caro… Mas assim como Boxer, são Blindados, com B maiúsculo. E contam com recheio de ponta.
    Estado da arte em todos os sentidos.
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    O que eu não gosto no Puma é esse canhão…
    Ok, o 30 x 173 é excelente para apoiar infantaria. Mas assim como o canhão de 30 mm superou o de 25 mm, o canhão 40 mm CT superou o de 30 mm. Agora surge uma nova variável no campo: os russos podem introduzir esse fenomenal canhão de 57mm
    https://www.youtube.com/watch?v=-d_7XNA8IKc

      • Não entendi qual o fator que levaria os alemães a instalar esse tipo de canhão em um Puma.
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        O Puma é feito para lutar lado a lado com os Leopards, que tem um canhão muito superior a este. O canhão do Puma possui Air Burst Munition System. É muito útil para a função de apoio a sua infantaria.
        Com as capacidades desse canhão, a infantaria pode passar mais tempo embarcada.
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        Quando falei que não gosto desse canhão no Puma, é pq o 40 mm CTAS entrega muito mais capacidades…
        E os Russos podem colocar em campo algo muito performante, se o 57mm for pra frente. Pra encarar esse tipo de ameaça, os Alemães vão ter de contar com dois Spike-LR.
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        Mas pensando bem… Seria estranho esse canhão BAE/Nexter em um veículo alemão.
        http://imagesvc.timeincapp.com/v3/foundry/image/?q=60&url=https%3A%2F%2Fs3.amazonaws.com%2Fthe-drive-staging%2Fmessage-editor%252F1522170290700-penetration.jpg

        • Bardini,
          O canhão de 40mm é superior ao de 30 mm, o 57 mm é superior ao de 40 mm e o de 90 mm é superior ao de 57 mm rsss
          Mas o que se quer não é tanto o aumento de poder de penetração x alcance porque pra isso já existem os canhões de tanques. O que se quer é flexibilidade contra uma série de ameaças e conta muito a quantidade de munição levada no interior do veículo.
          O canhão de 30 mm é tido como aquele que tem a melhor relação letalidade x flexibilidade x quantidade de cartuchos.
          Nas distâncias usuais de combate chega uma hora que há equivalência de penetração nas blindagem, e aí, se o 30 mm não resolver o jeito é apelar pro canhão de tanque (ou pro míssil). Mesmo porque hoje é generalizado as blindagem reativas que neutralizam projéteis cinéticos de pequeno e médio calibre, aí de qualquer maneira teria que usar míssil ou canhão de tanque.
          A combinação de veículos com canhões de 30 mm combinado com misseis AT e carros de combate (canhões de 120 mm) é muito mais flexível.

    • Estão estudando, pra trazer uma família junto.
      CC + VBCI + Vtr Eng + os apoios.
      Uma viatura ponte do Leo 1 A5 pode não aguentar o substituto, por exemplo, além da logística para mais de uma plataforma.

    • O KF31 é o que parece ser uma evolução projetada sobre a plataforma do Marder, assim como existem evoluções no projeto do CV90, por exemplo.
      Esse aí que está sobre a pano, não foi nem apresentado. Vai ser apresentado por agora na Eurosatory 2018 e é a versão o KF41, que é maior…
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      Não vi nada a respeito do Bundeswehr ter adquirido Lynx. Deve ser suposição sua.
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      Puma é caro pq não existe BMW top de linha a preço de Fusca.
      https://www.youtube.com/watch?v=5j4EyJviDyc

    • Nao existe nenhum problema com os Marder. Modernizados, conectados, melhores sensores e com mais protecao, apenas torna melhor o que ja era bom.

      • Concordo! O Marder modernizado ainda é um veículo plenamente válido. No Afeganistão mostraram inclusive extremamente resistentes à IEDs

  2. Dei uma pesquisada e vi que o peso dele gira entre 31,5 e 43 toneladas, dependendo da versão. As lagartas dele não são meio estreitas demais não?

    Outra coisa: 12 milhões de euros, cada?!?!?! É isso mesmo? A indústria militar anda tomando muita 51, não pode ser… Esses valores que os equipamentos andam custando é coisa de maluco!!!!

    • AL,

      Não ficaria espantado se fosse mesmo isso… Provavelmente esse valor se deve a somatória de custos relacionados as viaturas e ao programa de aquisição, que deve envolver um bom contrato de manutenção e suporte.

      Só a título de exemplo, o contrato com o Qatar para os seus 62 Leopard 2A7, está gerando um custo unitário de cerca de 33 milhões de Euros…!

      E convenhamos: esse veículo, com armadura opcional completa, tem praticamente a proteção de um MBT leve e sensores no estado da arte – também de fazer inveja a muito MBT por aí… Não se espera que isso saia barato mesmo…

      • Beleza ter eletrônica no estado da arte, mas, mesmo assim, o preço tá salgado demais, mas essa dos 33 mega de euros pro Qatar não sabia… Concordo nessas horas com o Colombelli e outros que é melhor pegarmos usados mesmo, pois pagando um milhão ou 33 milhões, em ambos os casos um míssil de 100 ou 200 mil bota ambos no ferro velho mesmo…

        • AL,

          Não que refresque muito… Mas o preço do carro de combate em si deve ser algo como uns 10 milhões de dólares… O restante do valor corresponderia a itens referentes no contrato.

          Em teoria, poderíamos ficar com os atuais carros, mas… Precisaremos de coisa nova logo… O Leopard 1A5 logo se tornará inviável, quer seja pela obsolescência de seus sistemas ou pela sua logística ( não demora para o Brasil se tornar o último operador ), exigindo um recondicionamento que, francamente, creio que já não valerá o esforço ( faria sentido se fosse a uns anos atrás, mas não agora ).

          Opções razoáveis existem… Um Leopard 2A4, revisado, deve estar em tono de três milhões de dólares por hoje, e este carro pode eventualmente receber upgrades que os tornem menos vulneráveis as armas portáveis pela infantaria, tais como defesas ativas, blindagem modular, etc.

    • “As lagartas dele não são meio estreitas demais não?”
      .
      Estreito?
      https://www.kmweg.com/uploads/pics/DSC_7882_01.jpg
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      Esses 12 milhões de Euros não pagam só o blindado. Tem muita coisa na conta. Mísseis Spike LR, suporte logístico, custos de desenvolvimento e etc. É um blindado novo…
      .
      O Puma foi cotado em cerca de 7 milhões de Euros, na concorrência dos Tchecos.

        • O Puma não só consegue acompanhar o Leopard 2, como deixa ele pra trás, em testes de desempenho feitos pela MTU.
          A largura dessa lagarta deve ser muito parecida com a do Leopard 1A5, que tem peso semelhante.

  3. A solução de apoio de fogo com canhão 30mm mais os atgms é uma coisa que o EB deveria observar.
    Pode ser uma alternativa para o reconhecimento, usando o atual chassi do Guarani, com canhão de 30 mm e atgms, ao invés de ter que gastar com 8×8 e chassi que comporte um canhão de 105mm.

    • Juarez,

      Penso similar…

      A adoção de sensores no estado da arte, capazes de revelar com exatidão os meios do adversário, podem quebrar os atuais paradigmas, terminando gradualmente a necessidade de emular fogo para obter a posição precisa e composição de um adversário.

      Os franceses em particular parecem ter ido por esse caminho, com sua nova viatura ‘Jaguar’.

        • Bardini,

          O que escrevi foi em relação a adoção de um canhão de menor calibre ao invés do canhão de grande calibre ( 90mm, 105mm ou 120mm ). Só por esse ponto, podemos dizer que os franceses pensaram sim diferente do que vinham fazendo.

          Mesmo considerando munições especializadas e as potencialidades do CT 40, o fato é que ele não fará o mesmo dos tipos maiores, o que significa por tabela uma quebra de paradigma.

          Enfim, pode se dizer sim que os franceses preferiram seguir por um outro caminho; o que, no meu entender, demonstra claramente que confiarão mais em seus sensores…

          • Ahh, sim… O calibre é menor, mas a intensão deles com esse canhão é agregar muitas funcionalidades. Mas em termos de custo, deve rivalizar com um 105 mm já existente, com farta oferta de munição no mercado.
            .
            No nosso caso, teríamos no máximo um canhão 30 mm x 173 mm MK-30/2 ABM.
            Eu acho esse canhão fenomenal… Para equipar um VBCI SL.
            Para o Guarani 6×6, Remax com uma .50 já está bom demais da conta.

    • A melhor parte é que ,penso eu, pode se ter tudo nacional(o canhão eu não sei), coloca a Torc 30 com lançadores do Mss 1.2 e o radar Sentir M-20 ou Saber 60, deve ficar bacana uai e aproveita o Guarani 6×6 mesmo.

  4. O 8×8 armado com canhão de 120 mm de 45 calibres ou um canhão de 105 mm de 52 calibres, oferece os mesmos 4 km de alcance de um míssil como o Spike-LR. O custo da munição do canhão é muito, muito menor. Esse blindado pode ser usado em diversas aplicações, ao longo dos praticamente 50 anos que poderia durar a disposição do Exército. Não é só “reconhecimento”.
    .
    Façam um paralelo ao o que os italianos pretendem:
    2 Brigadas Pesadas (Ariete + Dardo)
    4 Brigadas Médias (Centauro + Freccia)
    5 Brigadas Leves/Especializadas
    .
    Não é só “reconhecimento”…
    .
    Mas vamos lá, vamos comprar um Guarani 6×6 com UT-30Br e equipar o blindado com míssil com Spike-LR, está tudo praticamente pronto, só falta o míssil para a torre… E dai depois? Vão dar 2 tiros por ano em treinamentos?
    .
    Míssil não combina com exército que não gasta com equipamento…

    • Combina sim !
      Basta não colocar o missil na torre.
      O ATGM viria muito bem em brigadas especvializadas de inf. Mec, para ser usada inclusive contra alvos fixos

      • Mas daí é outra história…
        .
        No meu entender, um blindado 8×8 equipado com canhão 105/120 mm somado ao Guarani 6×6 equipado com Remax, proporciona a Inf Mec um poder de choque e mobilidade estratégica que nunca se teve e nem vai se ter, com outra abordagem.
        .
        Com o VBR-MR 8×8 equipado com canhão 105/120mm você pode ter por baixo, uns 35 tiros de munição HE. Quanto dinheiro teríamos que gastar para igualar essa capacidade de fogo com mísseis?
        .
        Míssil pra mim, no caso do EB, seria interessante para ser aplicado em cenários onde um blindado maior não chega ou não pode ser transportado. E ainda seria preciso avaliar o custo x benefício x necessidade comparando com ALAC e Carl Gustav…

        • Bardini
          Concordo
          Míssel soma-se ao canhão.
          O canhão do CC é a melhor arma AC, até pq, também tem outras finalidades.
          Um Pel CC tem mais 50 tiros por carro. Nunca teriam isso em mísseis.
          Sds

        • Mas vejam só…
          O Guarani 105 é como excursão de viúvo! Nunca ninguém viu !
          Para o apoio de fogo acredito que a maior cadência do 30 mm resolve.
          Não esquecer que o Cascavel ainda anda por aí…
          Então ficamos com Guarani 30, Cascavel 90 e os ATGM não embarcados.

          E tem aquele questão que já referi aqui. Os cenários que se avizinham para o EB são de operações ofensivas…e não defensivas.

          O míssil nesse caso, aproximando-se furtivamente, mesmo sob combate, é elemento definidor de uma situação tática favorável à inf. Mec, não sendo necessário volume de fogo

          • Eu concordo que, o cenário possível é o de ações ofensivas. Não concordo com o resto.
            .
            Mesmo se for em um intuito defensivo, o EB vai der de operar de forma ofensiva, para recuperar terreno ou manobrar sobre o inimigo.
            .
            O que eu penso, é que o programa Guarani deveria dar origem a um “Reconnaissance Strike Group”, que deveria ser equipado com algo como:
            – VBR-MR 8×8 equipado com canhão 120 mm de 45 calibres (Leonardo).
            – VBTP 6×6 equipado com Remax.
            – 12 Helicópteros de Ataque e Reconhecimento.
            – 12/18 Helicópteros de Manobra.
            – Duas Baterias ASTROS 2020 (2 x 6 lançadores e demais veículos de apoio)
            – Blindado 6×6 equipado com morteiro 120 mm (substituindo o morteiro pesado rebocado e artilharia rebocada)
            – Blindado 6×6 C4ISR
            – 6×6 Equipado com sistema SHORAD
            – 6×6 Para trasporte do sistema Radar SABER M60 (transportar internamente, montar o radar fora do blindado. Blindado deve possuir sistema para fornece energia para o radar).
            – 2 Sistemas ScanEagle ou similar.
            – Veículos de Engenharia (sobre rodas)
            – Demais meios de logística, atendimento médico, reparo e etc.
            .
            Tudo sobre roda e o mais padronizado possível, para diminuir o tamanho da logística.
            .
            Pra mim, essa seria meio que uma base do que seria necessário para operar em combate, podendo se movimentar por todo o território nacional por conta própria, respondendo a uma crise ou agressão de forma muito rápida e sem depender de tanta logística, quanto uma Brigada de Cavalaria Blindada dependeria, sendo organizada e se deslocando lentamente pelo terreno e consumindo muitos consumíveis.

          • A composição dessa FT é até interessante, mas me parece irreal.
            Imaginar unidades mecanizadas autônomas rodando pelo país para fazer frente à ameaça me parece muito convencional e conceitualmente ultrapassado. Isso jamais acontecerá.
            Aliás, arrisco a dizer que a Função de reconhecimento através de forças mecanizadas (tradicionalmente falando) não existe mais.

          • Conceitualmente ultrapassado?
            Caramba. Isso aí é o futuro…
            .
            A tendência atual é ter a tal da “Medium Weight Brigade”, atuando de forma autônoma.
            https://uklandpower.com/2017/12/06/the-genesis-of-medium-weight-wheeled-forces/
            .
            UK está tocando o projeto do Ajax justamente para ter esse tipo de capacidade. Também estão comprando Boxer para somar a sua infantaria.
            Os Americanos tem as Brigadas Stryker.
            Itália pretende ter 4 Brigadas de peso médio, sobre rodas, para atuar de forma autônoma. A intensão deles é provocar atrito ao inimigo até que as duas blindadas pesadas sejam mobilizadas e manobrem até a frente de combate.
            .
            França, tirando o Leclerc é uma força de peso médio.
            E por falar em franceses, estude a atuação dessa força nas suas operações pela África na última década. Aquilo ali é o que fundamentou a concepção da família Ajax, do UK!
            .
            Com esse tipo de força, se pode chegar a tempo de atuar em qualquer cenário de baixa e média intensidade no nosso TO.

          • Bardini
            Isso ai é, a grosso modo, uma Bda C Mec reforçada.
            Isso será atendido já q o EB está buscando firmemente a modularidade.
            A sua proposta seria uma Bda C Mec reforçada por meios de AvEx, Art Ex e GE. Já q os meios 8×8 e 6×6 citados seriam contemplados pela Família Guarani, caso compreenda todas as Vtr planejadas.
            Sds

          • Bardini,
            Li com muita atenção e interesse o link que enviou.
            Acredito que os cenários possíveis de emprego do Brasil envolvem:
            1) operações ofensivas, com formações “Ad Hoc”, montadas especificamente para curto emprego;
            2) muito restrito espaço de manobra, com formação de corredores de operação e profundidade limitada.
            3) formações nucleadas na infantaria mecanizada.
            Assim sendo, a combinação Guarani 30 mm + Cascavel 90 + ATGM creio ser suficiente.

            Repare que a combinação que imagino já existe (temos o Bill e Erix).
            O Astros, conforme referido por ti (e que eu certa vez questionei sua utilidade ..mas que agora reconsidero) caberia muito bem no cenário desenhado.

            Não sei se fui claro, mas continuo achando a proposição de uma brigada de Cav mec reforçada (como referido pelo Agnelo) um tanto extravagante, para o Brasil

            Comomo já disse o Bacchi: “foco na inf mec “
            Abraço

          • Carvalho
            Boa noite.
            Vc até nem precisa reforçar com tudo.
            Vc pode passar a Controle Operacional umas frações, Apoio Direto outras e reforçar com outras.
            Pela modularidade, muito pode ser feito.
            Sds

          • Boa noite Agnelo,
            Sim, a sua referência à modularidade é perfeita.
            Esqueci de comentar que quando falo em em operações ofensivas, estou me referindo à operações de assalto, onde nao há espaço para longas marchas de combate ou sondagens em profundidade. Este tempo, no minha bola de cristal, já não existe mais (especificamente no nosso caso)
            Abraço

          • Bom dia Carvalho
            Acredito q Marchas para encontrar um inimigo são quase impossíveis hj, mas para definir seu esforço, ou seu dispositivo, além de se postar entre ele e nossa organização, ainda ocorre.
            Tem um livro da BIBLIEx, Iraque, um Conflito Polêmico, que mostra o quanto as Forças Americanas, em q pese a sua capacidade de Inteligência, tiveram dificuldade em definir o dispositivo Iraquiano, q já não era muito organizado.
            Hoje, a Bda C Mec não é mais aquela força só para cobertura, mas se emprega ela normalmente em Operações Ofensivas conquistando o terreno.
            Abraço

          • Agnelo e Bardini,
            Em função das colocações de vcs fui pesquisar e li um artigo de um cel Cav brasileiro que visitou uma bgda Stryker.
            Ele relatou que o emprego mais usual do 105 era para abrir buracos nas paredes para a infantaria.
            Ou seja …apoio de fogo na maior acepção da palavra !!! Jogando totalmente em prol do infante.
            Abraços

          • Carvalho
            Eu li também, mas o inimigo não espelhava uma força com reais capacidades de oposição. Tanto q partiram, pra assimetria.
            O q mais li de estudo, é q o CC- SL não estava rendendop o q se esperava, pois não tinha a mobilidade QT do SR.
            Neste sentido, acredito q o Guarani 8×8 seria substituto do Cascavel, e não um CC-SL.
            Sds

  5. A diferença é o índice de acerto, com STGM e perto de 100%, com canhão não é bem assim.
    Eu me refiro a não ser todo um gasto com o desenvolvimento e homologação do chassi para suportar o canhão, seja ele qual for com calibre acima de 90mm.
    Assim, se aproveita inteiramente a linha de montagem do atual Guarani, a torre 30mm que já está homologado é apenas acrescentar a torreta com o lançador o sensor ótico.

    • Mas o melhor emprego do míssil não é embarcado. Melhor por em seções pequenas que desaparecem no terreno e exploram cada posição de emboscada, atirando e evadindo.

      O canhão em veículos deste tipo na verdade tem como principal finalidade o reconhecimento em força, fornecendo apoio de fogo as demais frações do pel C Mec em função que raramente acaba sendo AC.

    • Sim , é só acrescentar o lançador!!!
      A gente vai na ferragem da esquina e compra uns arames e braçadeiras…
      Colocamos um barbante no disparador até a escotilha do atirador
      Depois um sarrafo com pregos nas duas pontas….quando os dois pregos alinharem na visada…puxa o barbante e KABRUM !!!!
      Barbada !!!
      Abraço Juarez !!

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